Turma,
li todas as trocas de email e fico feliz que nosso papo gastronômico na madrugada tenha gerado um debate muito interessante na lista. Agradeço o convite para bater um papo com o grupo do Salvador e Babi.
Primeiro, ao me lançar candidato, uma das primeiras coisas que gostaria de fazer (falo na primeira pessoa, mas sempre foi pensado em um grupo de pessoas, pequeno é verdade, mas sempre em coletivo) era questionar o custo/voto. Falei no geral, mas como já alguns levantaram não é homogêneo. Existe uma média. O que dizem é que se precisa 3 milhões no mínimo e fiz uma analogia com a votação do PT, cerca de 30 mil votos para eleger. Por isso os 100 reais /voto.
Existe um outro elemento para pensarmos que é a estrutura dos gabinetes dos já vereadores /as, que não é contabilizado, mas conta muito. Cada vereador/a tem 18 assessores formais (R$ 106.452,03 mês) e muitos acabam ampliando um pouco por dividir os salários. Portanto, cabe pensar que cd vereador deve contar com cerca de 30/ 40 assessores durante 4 anos, somado a verba de gabinete (R$ 17.287,50 mês) que foi dedicada a um fundo para a campanha, proibido por lei. O vereador recebe hoje R$ 15.031,76.
Apesar de os últimos processos de denúncia, mensalão... forçarem uma diminuição de cx 2, ainda existe e muito. Certamente a tabela não reflete os gastos efetivos, assim como já apontou o Salvador. Não quero eu dizer aqui quem ou não fez isso.
Outro aspecto que gostaria de questionar é o modelo de campanha. O processo de organização, que alguns dizem que iniciou mais fortemente com Jânio Quadros, de votos na periferia segue um modelo complicado. Ampliação de contratação massiva, festas, repasse de dinheiro para favores diversos, etc, com cercamento territorial do bairro. Hoje esse método se transformou em prática da todos os partidos de esquerda e direita. Possui um custo alto e uma prática que em nada renovam a cultura política.
Por fim, minha opinião é que é possível questionar o custo/voto, baseado em alguns elementos:
1) Apostar em pessoas com história de construção coletiva, com relação a causas/bandeiras que tem condições de aglutinar apoio de grupos e pessoas na campanha. A tal da chamada de campanha militante, coisa que faz tempo que não se faz em SP.
2) Campanha colaborativa, feita em rede, pode sim construir uma onda na internet (acredito que se bem usada pode sim ser forte instrumento para a eleição de um/a vereador/a) e nas ruas que potencializam uma eleição.
3) Aproveitar para colar em movimentos como o tentado pela campanha majoritária, com a ideia do Novo (PenseNovo, Novo tempo, homem novo, etc). Só quero ver como será o debate depois da aliança com o Maluf. Para quem não sabe me posicionei contrário
www.gabrielmedina13.com.br . Mesmo com esse fardo, acredito que haja uma polarização Haddad X Serra, e que ainda seja possível manter uma discussão do Haddad representar um sentimento de mudança e tentarei me colocar nesse movimento.
Por fim, quando falei dos recursos que gostaria de gastar, realmente falei naqueles valores. Que achava que um mínimo bom seria uns 400/500 mil e que 1 milhão seria ideal. Entretanto, ainda não tenho esses recursos, falei mais no campo do desejo, que espero que se realize.
Semana que vem lanço a plataforma colaborativa da campanha e gostaria de contar com a participação de quem se sentir a fim de dialogar.
abraços,
Gabriel Medina
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Gabriel Medina