Custo do Voto

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Pedro Markun

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Jul 19, 2012, 12:42:54 PM7/19/12
to thackday
Caros,

ontem pós-festa do ônibus hacker estavamos falando um pouco sobre o custo das eleições e do voto...
O Gabriel, candidato a vereador, comentou algumas coisas interessantes:

Que o cálculo que fazem por alto diz que você precisa de uns r$3mi pra se eleger vereador em sampa...
que o custo médio de r$100 por voto...
que o voto na periferia é mais trabalhoso e mais caro?

Disse que a campanha dele deve girar em torno de uns 400~500k e que com sorte e empenho ele pode chegar nos r$1mi...

Obviamente não é só matemática e dinheiro e tem diversos outros fatores... mas fiquei meio bolado e querendo aprofundar um pouco essa analise.

Imagino que muita gente já tenha feito isso nos outros anos, alguém conhece alguma referencia? Alguém topa se debruçar nessa história?

Queria produzir um infografico, acho. Trabalhando também com essa velha ideia de que uma campanha que custa r$3mi prum cara que vai receber ~r$17k por mês resulta em mais de 2mi de furo matemagico... :P

Enfim... só jogando a ideia por aqui.

abs,
Pedro Markun
ps: http://blogs.hrblock.com/2012/07/05/superhero-economics-bruce-wayne-vs-peter-parker-infographic/

Fabiano Angélico

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Jul 19, 2012, 12:59:18 PM7/19/12
to thac...@googlegroups.com
Os candidatos a vereador da capital paulista com as campanhas mais caras na eleição de 2008 (Fonte: http://asclaras.org.br/)


NomeCargoPartidoVotosCusto por votoEstadoMunicípioSituaçãoReceitas
ROBSON TUMAVereadorPTB25.699R$ 68,00SPSÃO PAULOSuplenteR$ 1.752.500,00
MILTON LEITE DA SILVAVereadorDEM80.051R$ 20,00SPSÃO PAULOEleitoR$ 1.564.793,00
ANTONIO CARLOS RODRIGUESVereadorPR43.601R$ 34,00SPSÃO PAULOEleitoR$ 1.490.471,69
MARIA DE FATIMA DA COSTAVereadorPT1.414R$ 707,00SPSÃO PAULOSuplenteR$ 1.000.000,00
ELISEU GABRIEL DE PIERIVereadorPSB31.602R$ 31,00SPSÃO PAULOEleitoR$ 989.676,66
VILSON AUGUSTO DE OLIVEIRAVereadorPT17.935R$ 53,00SPSÃO PAULOSuplenteR$ 950.000,00
ARSELINO ROQUE TATTOVereadorPT59.292R$ 15,00SPSÃO PAULOEleitoR$ 873.046,00
JOSÉ POLICE NETOVereadorPSDB54.726R$ 16,00SPSÃO PAULOEleitoR$ 860.096,14
JAMIL MURADVereadorPC do B28.145R$ 29,00SPSÃO PAULOEleitoR$ 829.300,00
AFANASIO JAZADJIVereadorPMDB18.515R$ 40,00SPSÃO PAULOSuplenteR$ 746.000,00
ALFREDO ALVES CAVALCANTEVereadorPT33.417R$ 22,00SPSÃO PAULOEleitoR$ 720.500,00
MARA CRISTINA GABRILLIVereadorPSDB79.912R$ 9,00SPSÃO PAULOEleitoR$ 716.259,00
ANTONIO DONATO MADORMOVereadorPT50.388R$ 13,00SPSÃO PAULOEleitoR$ 678.600,00
JULIANA CARDOSOVereadorPT30.607R$ 22,00SPSÃO PAULOEleitoR$ 671.002,00
AURELIO FERNANDEZ MIGUELVereadorPR50.804R$ 13,00SPSÃO PAULOEleitoR$ 669.100,00
JOSE ROBERTO NAZELLO DE ALVARENGA TRIPOLIVereadorPV45.750R$ 14,00SPSÃO PAULOEleitoR$ 632.000,00
ANTONIO FLORIANO PEREIRA PESAROVereadorPSDB31.733R$ 19,00SPSÃO PAULOEleitoR$ 617.554,20
NABIL GEORGES BONDUKIVereadorPT24.055R$ 26,00SPSÃO PAULOSuplenteR$ 615.598,13
GABRIEL BENEDITO ISSAAC CHALITAVereadorPSDB102.048R$ 6,00SPSÃO PAULOEleitoR$ 612.000,00
JOAO ANTONIO DA SILVA FILHOVereadorPT33.899R$ 18,00SPSÃO PAULOEleitoR$ 609.006,00

Pedro Markun

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Jul 19, 2012, 1:04:45 PM7/19/12
to thac...@googlegroups.com
valeu :)

não bate com os dados do gabriel. será que isso é tudo caixa 2?

abs,
pedro

2012/7/19 Fabiano Angélico <fabiano...@gmail.com>
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Fabiano Angélico

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Jul 19, 2012, 1:21:05 PM7/19/12
to thac...@googlegroups.com
Isso aí são dados do TSE; ou seja: caixa 1.

Mas aquela figura é lista dos que gastaram mais e tiveram mais votos. Viu q ali só tem eleitos e suplentes, nenhum "não eleito"?

A média geral é 43 milhões reais /4,2 mil votos ~> cerca de 10 reais

Receita por voto, entre os eleitos: 1.108 reais
Receita por voto, entre os suplentes: 100 reais



Quem financiou os candidatos a Vereador de SÃO PAULO nas eleições de 2008
fechar Resumo
SituaçãoCandidatosVotosReceitas
Eleitos552.160.289R$ 23.944.131,37
Suplentes6821.898.305R$ 18.917.188,16
Não Eleitos323213.634R$ 455.053,27
Outros*170R$ 38.784,06
Total1.0774.272.228R$ 43.355.156,86
2012/7/19 Fabiano Angélico <fabiano...@gmail.com>
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Patrícia Cornils

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Jul 19, 2012, 1:23:03 PM7/19/12
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Acho que tem uma pegadinha aí, Pedro. Considerar a grana da campanha como "receita", como diz o Fabiano, deve ser mais realista do que considerar como "despesa". Me explico: os caras declaram o que arrecadam na campanha. Quem disse que gastam tudo? A partir de um X, isso deve virar "sobra de campanha"...


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Patrícia Cornils
11 8372-7473

Raquel Camargo

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Jul 19, 2012, 1:45:08 PM7/19/12
to thac...@googlegroups.com
Oi!

Os números que eles declaram nunca batem com a realidade, cá entre nós...

Antes mesmo da campanha ter começado, por exemplo, o Serra já tinha desembolsado mais de 100 mil reais pelo jingle dele.
Campanha de candidato a prefeito em cidades como de BH é uma média de 5 milhões, pelo que me falaram. Esse seria um valor na prática, pq na prestação de contas é bem, beeem menos...

abs
Raquel




2012/7/19 Pedro Markun <pe...@esfera.mobi>

Pedro Belasco

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Jul 19, 2012, 2:12:44 PM7/19/12
to thac...@googlegroups.com
Pedrones, 

Acho que ouvi diferente o argumento do medina...

o voto na perifa é menos trabalhoso, pois segundo ele, a lógica de "contratar" a galera para trabalhar grante a adesão de familias, igrejas e  arranjos coletivos, pelo simples repasse de dinheiro.

o voto no centro expandido, segundo ele, tem menos regra, e precisa partir de um debate político minimamente fundamentado.
Acho que tem mais a ver na lógica de dentro do partido, de colocar como candidato quem tenha mais potencia de captação.

é conta de padaria que ele deve ter escutado no momento de se lançar candidato lá dentro da estrutura partidária, saca?



2012/7/19 Raquel Camargo <lil...@gmail.com>



--
Pedro Belasco
-11 8108 4565

Patrícia Cornils

unread,
Jul 19, 2012, 2:17:58 PM7/19/12
to thac...@googlegroups.com
Insisto nas pegadinhas, ainda que possa estar (eita) errada:

. A partir de determinado número acho que tem mais sobra de campanha do que dívida de campanha
. Isso é dinheiro que entra, ou seja, dinheiro de doações? Ou gasto de campanha? Porque tem que cruzar os dois para saber quanto o cara recebeu e quanto efetivamente gastou...
. A dívida do cara não é individual, ou seja, não é algo que ele vai ter que pagar com o salário dele... é dívida da campanha.

Pirei?
Patrícia Cornils
11 8372-7473

Pedro Markun

unread,
Jul 19, 2012, 2:22:27 PM7/19/12
to thac...@googlegroups.com
Ah,

foi isso mesmo! Bom resgate Belasco. (Eu estava distraido com aquele sanduiche giga.)

E eu estou ligado que isso é conta de padaria, por isso mesmo queria dar uma investigada melhor!

abs,
Pedro Markun

2012/7/19 Pedro Belasco <pbel...@gmail.com>

Pedro Markun

unread,
Jul 19, 2012, 2:23:42 PM7/19/12
to thac...@googlegroups.com
Pati,

claro, tem essas e outras pegadinhas. E claro que a divida não é do candidato... alias não é nem divida, já que teoricamente é doação, né?

Mas tem uma óbvia relação ai que não da pra ignorar :P

abs,
Pedro Markun

2012/7/19 Patrícia Cornils <patrici...@gmail.com>

bárbara lopes

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Jul 19, 2012, 2:26:26 PM7/19/12
to thac...@googlegroups.com, Gabriel Medina
Ois!

Tô colocando o Gabriel na roda, pra ele colaborar na discussão.

Eu acho que a pegadinha é que o custo do voto não é linear. Chutando, seria algo mais ou menos assim: 200 primeiros votos são baratos, entre família e amigos; passar algumas barreiras vai deixando o voto mais caro até certo momento; depois disso, o custo por voto individual volta a cair.

Faz sentido?

beijos

2012/7/19 Pedro Markun <pe...@esfera.mobi>

Diego Rabatone

unread,
Jul 19, 2012, 2:26:54 PM7/19/12
to thac...@googlegroups.com
Pati, se não me engano em vários casos a dívida (quando se gasta mais do que se ganha) é do candidat@ sim....

Bruno Langeani

unread,
Jul 19, 2012, 5:07:51 PM7/19/12
to thac...@googlegroups.com
Gente,
chegando agora no grupo, mas gostaria de colocar algumas contribuições:

a)  há gastos e dívidas de campanha que são assumidos pelo diretório dos partidos e não pelos candidatos, em geral só os candidatos com mais influência no partido tem estes privilégios.

b) Como estamos falando de vereador, devemos lembrar que nestas votações temos o sistema proporcional. Neste sistema nem sempre os vereadores eleitos precisarão do mesmo número de votos, pois podem se  beneficiar pela coligação e tal. Isto vai complicar o cálculo do custo do voto, ou nao?

abraços


2012/7/19 Patrícia Cornils <patrici...@gmail.com>

2012/7/19 Raquel Camargo <lil...@gmail.com>



2012/7/19 Pedro Markun <pe...@esfera.mobi>


2012/7/19 Fabiano Angélico <fabiano...@gmail.com>
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Pedro Belasco
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Patrícia Cornils
11 8372-7473

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Leandro Salvador

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Jul 20, 2012, 1:26:21 AM7/20/12
to thac...@googlegroups.com, Gabriel Medina
Olá Pessoal! Gabriel, bem-vindo ao tópico! :)

Algumas coisas que já ouvi na vida de gente "insider"... é de dar (des)gosto! Mas enfim...


Mundo Estranho #1

O Caixa 1 tem teto, daí os bônus-extra vão pra campanha via Caixa 2 e talz. Mas tem também o Caixa 3, que é justamente o dinheiro que alguns (poucos ou muitos não faço a menor ideia!) candidatos embolsam. O lance é que importa pouco, parece-me, olharmos pro Caixa 1, porque nunca saberemos quão representativo do todo ele é. No Caixa 2 o céu é o limite, essa é a mágica.

A charada é que, no fundo, existe pouco ou nenhum investimento genuinamente privado em campanha eleitoral. No mais das vezes, o dinheiro é sempre e todo público. São investimentos/empréstimos indiretos... os financiadores privados "adiantam" o dinheiro pra campanha e colhem a empreitada, com lucro no final, dos cofres públicos, as usual.


Mundo Estranho #2

Há dois agentes privados operando em campanhas eleitorais: o que investe e o que empresta (além do candidato, que toma). Os empréstimos ocorrem em "ca$h" e geralmente são uma aposta como corrida de cavalos: se ganhar, depois o candidato tem que devolver também em "ca$h", mas com juros exorbitantes em cima (a dívida dobra). Dinheiro público, claro! Os investimentos ocorrem também, mas não apenas, em "ca$h", mas não são devolvidos desta forma, e sim por meio de outros benefícios que "alavancam os negócios", como facilitação de licitações e etc.


Mundo Estranho #3

Operação de compra de votos, coisa linda! Como funciona? Simples: monta-se uma rede de cabos (cabras?) eleitorais bem posicionados em comunidades propensas a essa prática. Cada um ganha uns R$250 por empreitada. A empreitada é a compra de uns 50 votos. Cada voto custa uns R$15 a depender da região. Essa operação é toda em "ca$h". Conta de padaria: 51 votos comprados por R$1000. Se metade "honrar" o "compromisso": R$40 por voto.


Mundo Estranho #4

Derivação suave da compra de votos, mas não acontece em "ca$h", e sim por meio de "gentilezas" como churrascadas, cervejadas, "festas" completas regadas de carne e cerveja... tudo contabilizado na ponta do lápis considerando-se retorno per capita versus capital investido. É capitalismo hard core!


Alguém conhece mais algum mecanismo interessante da realpolitik?

De qualquer modo, e apesar de achar esse jogo pesado demais pra mim, não curto ficar girando em torno da crítica à corrupção. Acho perda de tempo esse caminho. Prefiro investir energia em processos bacanas e propositivos como os que rodam aqui, de transparência, de explicitação da barbárie, de criação de maneiras em que discurso e prática sejam comparáveis entre si (Plano de Governo, Plano de Metas, mil outras iniciativas legais). Só compartilhei essas aberrações acima porque esse tópico não podia deixar passar.

Fico feliz de o Gabriel Medina ter entrado no jogo político pra valer porque é um cara sério, de mente aberta e disposto a jogá-lo diferente. Pode ser que nunca passe no "processo seletivo" por essa intransigência com as atuais regras do jogo, mas contará comigo para ao menos tentar. Evidentemente que não é um apoio incondicional, mas a condição é simples e acho que justa: manter-se coerente, no discurso e na prática, do início ao fim... :)

Abraços!

raphael...@uol.com.br

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Jul 20, 2012, 9:31:58 AM7/20/12
to thac...@googlegroups.com, gabriel...@gmail.com
Mais mecanismo interessante da realpolitik

http://atarde.uol.com.br/politica/noticia.jsf?id=5855553&t=Candidatos+as+eleicoes+dizem+ter+%27bilhoes%27+em+casa



Em 20/07/2012 02:26, Leandro Salvador < leandro...@gmail.com > escreveu:
Olá Pessoal! Gabriel, bem-vindo ao tópico! :)

Algumas coisas que já ouvi na vida de gente "insider"... é de dar (des)gosto! Mas enfim...


Mundo Estranho #1

O Caixa 1 tem teto, daí os bônus-extra vão pra campanha via Caixa 2 e talz. Mas tem também o Caixa 3, que é justamente o dinheiro que alguns (poucos ou muitos não faço a menor ideia!) candidatos embolsam. O lance é que importa pouco, parece-me, olharmos pro Caixa 1, porque nunca saberemos quão representativo do todo ele é. No Caixa 2 o céu é o limite, essa é a mágica.

A charada é que, no fundo, existe pouco ou nenhum investimento genuinamente privado em campanha eleitoral. No mais das vezes, o dinheiro é sempre e todo público. São investimentos/empréstimos indiretos... os financiadores privados "adiantam" o dinheiro pra campanha e colhem a empre itada, com lucro no final, dos cofres públicos, as usual.



Mundo Estranho #2

Há dois agentes privados operando em campanhas eleitorais: o que investe e o que empresta (além do candidato, que toma). Os empréstimos ocorrem em "ca$h" e geralmente são uma aposta como corrida de cavalos: se ganhar, depois o candidato tem que devolver também em "ca$h", mas com juros exorbitantes em cima (a dívida dobra). Dinheiro público, claro! Os investimentos ocorrem também, mas não apenas, em "ca$h", mas não são devolvidos desta forma, e sim por meio de outros benefícios que "alavancam os negócios", como facilitação de licitações e etc.


Mundo Estranho #3

Operação de compra de votos, coisa linda! Como funciona? Simples: monta-se uma rede de cabos (cabras?) eleitorais bem posicionados em comunidades propensas a essa prática. Cada um ganha uns R$250 por empreitada. A empreitada é a compra de uns 50 votos. Cada voto cus ta uns R$15 a depender da região. Essa operação é toda em "ca$h". Conta de padaria: 51 votos comprados por R$1000. Se metade "honrar" o "compromisso": R$40 por voto.



Mundo Estranho #4

Derivação suave da compra de votos, mas não acontece em "ca$h", e sim por meio de "gentilezas" como churrascadas, cervejadas, "festas" completas regadas de carne e cerveja... tudo contabilizado na ponta do lápis considerando-se retorno per capita versus capital investido. É capitalismo hard core!


Alguém conhece mais algum mecanismo interessante da realpolitik?

De qualquer modo, e apesar de achar esse jogo pesado demais pra mim, não curto ficar girando em torno da crítica à corrupção. Acho perda de tempo esse caminho. Prefiro investir energia em processos bacanas e propositivos como os que rodam aqui, de transparência, de explicitação da barbárie, de criação de maneiras em que discurso e prática sejam comparáveis entre si (Plano de Governo, Plano de Metas, mil outras iniciativas legais). Só compartilhei essas aberrações acima porque esse tópico não podia deixar passar.

Fico feliz de o Gabriel Medina ter entrado no jogo político pra valer porque é um cara sério, de mente aberta e disposto a jogá-lo diferente. Pode ser que nunca passe no "processo seletivo" por essa intransigência com as atuais regras do jogo, mas contará comigo para ao menos tentar. Evidentemente que não é um apoio incondicional, mas a condição é simples e acho que justa: manter-se coerente, no discurso e na prática, do início ao fim... :)

Abraços!

 

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Paulo Bicarato

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Jul 20, 2012, 9:54:10 AM7/20/12
to thac...@googlegroups.com
Estadão de hoje:

http://blogs.estadao.com.br/vox-publica/2012/07/20/1-bilhao-no-colchao-de-candidatos-pode-nao-existir/

1 bilhão no colchão de candidatos pode não existir

aliás, a lista tá se saindo uma ótima pauteira pro Estadão, né? :-)

:: Paulo Bicarato :: [Rose]
*hasta la victoria siempre, pero parando en los bares de lo caminito*
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Gabriel Medina

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Jul 20, 2012, 4:29:15 PM7/20/12
to raphael...@uol.com.br, thac...@googlegroups.com
Turma, 
li todas as trocas de email e fico feliz que nosso papo gastronômico na madrugada tenha gerado um debate muito interessante na lista. Agradeço o convite para bater um papo com o grupo do Salvador e Babi.
Primeiro, ao me lançar candidato, uma das primeiras coisas que gostaria de fazer (falo na primeira pessoa, mas sempre foi pensado em um grupo de pessoas, pequeno é verdade, mas sempre em coletivo) era questionar o custo/voto. Falei no geral, mas como já alguns levantaram não é homogêneo. Existe uma média. O que dizem é que se precisa 3 milhões no mínimo e fiz uma analogia com a votação do PT, cerca de 30 mil votos para eleger. Por isso os 100 reais /voto.
Existe um outro elemento para pensarmos que é a estrutura dos gabinetes dos já vereadores /as, que não é contabilizado, mas conta muito. Cada vereador/a tem 18 assessores formais (R$ 106.452,03 mês) e muitos acabam ampliando um pouco por dividir os salários. Portanto, cabe pensar que cd vereador deve contar com cerca de 30/ 40 assessores durante 4 anos, somado a verba de gabinete (R$ 17.287,50 mês)  que foi dedicada a um fundo para a campanha, proibido por lei. O vereador recebe hoje R$ 15.031,76.
Apesar de os últimos processos de denúncia, mensalão... forçarem uma diminuição de cx 2, ainda existe e muito. Certamente a tabela não reflete os gastos efetivos, assim como já apontou o Salvador. Não quero eu dizer aqui quem ou não fez isso.
Outro aspecto que gostaria de questionar é o modelo de campanha. O processo de organização, que alguns dizem que iniciou mais fortemente com Jânio Quadros, de votos na periferia segue um modelo complicado. Ampliação de contratação massiva, festas, repasse de dinheiro para favores diversos, etc, com cercamento territorial do bairro. Hoje esse método se transformou em prática da todos os partidos de esquerda e direita. Possui um custo alto e uma prática que em nada renovam a cultura política. 
Por fim, minha opinião é que é possível questionar o custo/voto, baseado em alguns elementos:
1) Apostar em pessoas com história de construção coletiva, com relação a causas/bandeiras que tem condições de aglutinar apoio de grupos e pessoas na campanha. A tal da chamada de campanha militante, coisa que faz tempo que não se faz em SP.
2) Campanha colaborativa, feita em rede, pode sim construir uma onda na internet (acredito que se bem usada pode sim ser forte instrumento para a eleição de um/a vereador/a) e nas ruas que potencializam uma eleição. 
3) Aproveitar para colar em movimentos como o tentado pela campanha majoritária, com a ideia do Novo (PenseNovo, Novo tempo, homem novo, etc). Só quero ver como será o debate depois da aliança com o Maluf. Para quem não sabe me posicionei contrário www.gabrielmedina13.com.br . Mesmo com esse fardo, acredito que haja uma polarização Haddad X Serra, e que ainda seja possível manter uma discussão do Haddad representar um sentimento de mudança e tentarei me colocar nesse movimento.
Por fim, quando falei dos recursos que gostaria de gastar, realmente falei naqueles valores. Que achava que um mínimo bom seria uns 400/500 mil e que 1 milhão seria ideal. Entretanto, ainda não tenho esses recursos, falei mais no campo do desejo, que espero que se realize.
Semana que vem lanço a plataforma colaborativa da campanha e gostaria de contar com a participação de quem se sentir a fim de dialogar.

abraços,

Gabriel Medina
--
Gabriel Medina
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