Perdidos no ciberespaço
01 de julho de 2011 | 0h 00
Nelson Motta - O Estado de S.Paulo
Quando vários sites do governo são invadidos e o ministro da Ciência e Tecnologia diz que quer convidar "os hackers" para um encontro no ministério "para ajudarem a construir os indicadores e a forma da transparência", a coisa está feia: ou ele não sabe o que é um hacker ou pensa que pode usá-los como os "blogueiros progressistas", pagando-os com patrocínios estatais.
Astuto e sagaz como um Suplicy, Mercadante pensa que um hacker é um cracker do bem, que pode ser cooptado. Ele quer conversar, ele acredita no diálogo democrático (rs). Ele nunca ouviu falar do cibergênio do mal Kevin Mitnick e de seu rival Tsutomu Shinomura, que protagonizaram o mais célebre e sensacional duelo de hackers da história digital. No final, Shinomura conseguiu rastrear Mitnick e o entregou ao FBI, mas depois também passou para o lado escuro do ciberespaço.
Hackers de verdade invadem redes de computadores de bancos, de cartões de crédito, de companhias telefônicas, de governos, roubam bases de dados, inventam sistemas diabólicos de multiplicação de spams, não são lúdicos grafiteiros digitais do ciberespaço, como crê o analógico ministro. Ele acha que os crackers são malvados que "invadem sistemas para divulgar mensagens políticas", mas acredita que os hackers são bonzinhos, que vão adorar conversar com ele no ministério, todos com os seus crachás de "hacker", tomar um lanche e acertar a data do "Hacker"s Day" patrocinado por uma estatal. Cuidado, ministro, se eles vierem, não são hackers: são nerds.
A ignorância e ingenuidade do ministro sobre temas básicos de sua pasta envergonha, mas não surpreende, é compatível com os conhecimentos de Edison Lobão sobre energia e a expertise de Pedro Novais em turismo.
Só com seus currículos e experiência na área, a maioria dos atuais 37 ministros não conseguiria emprego, mesmo mal pago, em qualquer empresa privada séria. E certamente não passaria em nenhum concurso público para cargos de terceiro escalão nas pastas que ocupam.
Quem sabe os hackers progressistas de Mercadante possam ser úteis nos "núcleos de inteligência" do PT nas próximas eleições ?
Em sexta-feira, 8 de julho de 2011, Cecilia
Tanaka<cecilia...@gmail.com> escreveu:
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de verdade. mas enfim, é mais um desses artigos politicos que o
importante é um lado bater no outro. de qualquer forma, acho que
merece uma resposta. ninguém anima escrever uma boa resposta para
divulgarmos?
[]'s,
2011/7/8 Thiago Massa <thia...@gmail.com>:
> Hahaha, é, eu li. ;)
> Em 8 de julho de 2011 14:13, Cecilia Tanaka <cecilia...@gmail.com>
> escreveu:
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Bruno Fialho Marques Gola <brun...@gmail.com>
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Cleber
2011/7/8 Capi Etheriel <barra...@gmail.com>:
> isso merece direito a resposta no jornal.
>
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> Você está recebendo esta mensagem porque se inscreveu no grupo
> "Transparência Hacker" dos Grupos do Google.
> Para ver esta discussão na web, acesse
> https://groups.google.com/d/msg/thackday/-/ASm9_qJ81G0J.
Na minha humilde opinião, ele falou um mix de besteira, com confusão e falta de conhecimento e uma pitada de VERDADE também.
Ele tentou diferenciar hacker, cracker e nerd, e mais se confundiu do que acertou, mas eu concordo com o "espírito" do que ele quiz dizer, ou seja, com o que EU interpretei como sendo o sentido da crítica. Na minha opinião, ele tentou criticar o fato do Mercadante tentar capitalizar os ataques a seu favor, chamando "hackers" para salvar o ministério dos ataques dos "hackers" (aqui, mantive "hackers" para mostrar uma eventual contradição ou confusão, mas usei o termo no sentido sub-entendido de crackers, porra-loucas, defacers e lammers, como preferir, mas na verdade, com um pouco de cada).Também acho "estranho" o ministério da CIÊNCIA e TECNOLOGIA não saber como colocar um site na Internet e precisar de ajuda para isso. Se fosse o ministro do meio-ambiente, o da pesca ou o da qualquer-outra-coisa, eu particularmente não teria me incomodado tanto.A verdade, na minha opinião, é que o Mercadante usou os ataques dos crackers + porra-loucas + defacers + lammers para atrair o foco para si e, talvez, os cyberativistas saiam ganhando, pois eles foram chamados para contribuir com o ministério.Agora, precisamos ter bom senso de separar crítica POLÍTICA de crítica TÉCNICA. O artigo em questão foi POLÍTICO, e NÃO TÃO TÉCNICO. Da mesma forma, há várias outras situações a nossa volta em que as discussões são políticas e nós não conseguimos evoluir pois ficamos presos no lado técnico da discussão (que, em muitos casos, é o que menos importa, na prática).[]sAnchises2011/7/8 Sam Carecho <digi...@gmail.com>
Só podia ser texto da coluna do Nelson Mota!Fazendo uma analogia, esse cara é aquele fulano que sonhava em ser engenheiro, não rolou. Tentou então arquitetura, também não rolou. Um pouco antes da desmotivação total encontrou algo compatível, a decoração.Artigo lamentável!Abraço,Sam
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2011/7/9 Cleber Gouvêa <cle...@gmail.com>:
Eu e o LPereira começamos a programar isso no fim de semana do feriado.
Juca
2011/7/11 Pedro Markun <pe...@esfera.mobi>:
sério, esse ta na lista dos artigos mais imbecis que ja li.
de verdade. mas enfim, é mais um desses artigos politicos que o
importante é um lado bater no outro. de qualquer forma, acho que
merece uma resposta. ninguém anima escrever uma boa resposta para
divulgarmos?
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Zuardi,eu concordo com algumas coisas que você coloca - embora discorde da maneira que você coloca... acho meio despropositadamente virulenta.Mas especificamente essa coisa de idolatrar os EUA e achar que essas questões são problemas/potencias do Brasil é meio furada né não?
Eu tive um sentimento parecido com o seu... quando li os varios artigos da/na Sunlight Foundation e outros grupos de 'free-thinkers' choramingando o corte de verba para 'online transparency' nos U.S ( http://sunlightfoundation.com/blog/2011/04/12/major-cuts-for-online-tech-transparency-progs/ )...
Enfim... nós conversamos um pouco sobre isso no FISL. E ainda acho que essas conversas com o Mercadante - que continua sendo nosso Ministro de Ciência e Tecnologia e pode influenciar em politicas públicas - são importantes e podem ajudar (ainda que pouco?) a diminuir os severos entraves (fiscais e legais) que temos para fazer qualquer tipo de inovação/empreendimento no Brasil.
Não é uma questão de bolsa-whatever. Ou mesmo de incentivo fiscal (que alias, é o que suporta no pais dos free-thinkers a grande maioria das fundações de projetos opensource). Na minha leitura, é uma questão de pensar em como desburocratizar o país da burocracia e reconhecer e legitimar que individuos e grupos autônomos (hackerclubs, comunidades de sl, thackers?) são também produtores de inovação.
É uma questão de criar novas maneiras da sociedade se comunicar com o poder público. De entender que a sociedade pode e deve poder contribuir e comitar código nos softwares públicos. Que o governo pode/deve se apropriar verdadeiramente dos apps criados para melhorar a gestão...
Mas cadum, cadum. Eu continuo achando importante que a lista possa existir com essas diferentes opiniões... e que tenha gente que nunca vá trabalhar pro governo, gente que trabalhe no governo e gente que eventualmente trabalhe pro governo =)
abs,Pedro Markun
--
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> Fabricio,
>
> Nos Estados Unidos, desde sempre os inovadores e a iniciativa privada conversam com o governo. Recebem apoio, político e em recursos.
>
> Recebem também apoio do corpo diplomático daquele país, que defende o interesse de suas empresas (é só dar uma olhada nos vazamentos do Wikileaks para ver os embaixadores pressionando governos para defender interesses das EMPRESAS americanas).
Inovadores conversam com seus representantes lá? Sim.
Empresas e grupos conversam para receber apoios, monopólios, mordomias e protecionismo lá também? Sim.
Existe muita inovação patrocinada com dinheiro de impostos lá? Sim.
Nunca disse o contrário
Só tentei expressar que cooptar quem tem ambição, princípios e que não se vende por uma oportunidade de estabilidade é mais difícil que cooptar quem tem a capacidade técnica mas que não quer(ou não pode) se arriscar. Nelson Motta acha que (h/cr)ackers brasileiros estão na primeira categoria, eu acho que estão na segunda. Acho que nossa tradição e cultura nos torna mais "cooptáveis".
Adoraria ser convencido do contrário, diga-se de passagem.
>
> Essa "iniciativa privada independente" que vc imagina lá nunca existiu...
>
Não é bem o tópico da discussão, mas vamos lá: nunca existiu inovação partida de consumidores ou indivíduos por motivações próprias? Nunca existiu nos EUA inventores ou empreendedores de garagem? Apenas empresas subsidiadas e pesquisa financiada com dinheiro de impostos? É isso que vc está sugerindo?
[]s
Fabrício
>Não é bem o tópico da discussão, mas vamos lá: nunca existiu inovação partida de consumidores ou indivíduos por motivações próprias? Nunca existiu nos EUA inventores ou empreendedores de garagem? Apenas empresas subsidiadas e pesquisa financiada com dinheiro de impostos? É isso que vc está sugerindo?
> Essa "iniciativa privada independente" que vc imagina lá nunca existiu...
>
Claro que não estou sugerindo isso.
Só estou dizendo que a inovação, nos EUA, é incentivada, patrocinada e defendida pelo governo. E eles não fazem isso para cooptar ninguém. Fazem porque sabem que é melhor exportar tecnologia do que minérios e soja. E estão certos.
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