Consumo sem trabalho escravo

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Daniel Nascimento

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Dec 29, 2012, 5:31:02 AM12/29/12
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Cara@s,

Alguém aí sabe de algum projeto que tenha organizado as informações sobre trabalho escravo e as marcas que o sustenta no Brasil?

Se não,  alguém toparia fazer algo assim?

Estou pensando em uma interface que diga de forma simples e clara quais são as lojas/marcas com processos de trabalho escravo no ministério público/do trabalho/CPI/por aí vai...

Fez sentido?

Abs
Daniel Nascimento
Graduando em Pedagogia pela Universidade Estadual de Campinas -Unicamp
Pesquisador no Laboratório de Inovação Tecnológica Aplicada na Educação - Lantec - Unicamp
(Enviado por celular. Por favor, ignore possíveis erros de digitação)

Natalia Mazotte

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Dec 29, 2012, 12:34:36 PM12/29/12
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Daniel,

Dá uma olhada no site da Repórter Brasil. Já tem bastante coisa nesse caminho por lá. Foram eles que denunciaram trabalho escravo na cadeia produtiva da Zara, por exemplo. 

Bjs

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Natália Mazotte
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erico dias

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Dec 29, 2012, 1:43:11 PM12/29/12
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Bruno Melnic Incáo

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Dec 30, 2012, 7:09:31 AM12/30/12
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Eu já entrei em contato com o Sakamoto, da repórter Brasil. Podemos marcar uma reunião com ele e discutir esse tema. Eu postei algo semelhante a isso recentemente, procurando agregar também informações sobre transgênicos etc.

Entrei em contato com o Greenpeace, mas faz muito tempo que eles não atualizam a lista deles, parece que abandonaram o tema. É algo que eu também gostaria de trabalhar sobre. Podemos trocar uma figurinhas.

Fabiano Angélico

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Jan 2, 2013, 6:14:33 AM1/2/13
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Nos primórdios da Transparência Hacker (há 3 anos), fizemos um cruzamento da lista de trabalho escravo com a lista de doadores de campanha com o intuito de encontrar empresas "sujas" que financiavam políticos:

Geração de Calebe

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Jan 2, 2013, 10:06:23 AM1/2/13
to thackday
A ong amigos da terra publicou um atlas sobre o trabalho escravo muito interessante, segue:


att.

Celso.


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--
a verdade está lá fora.

Daniel Nascimento

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Jan 2, 2013, 2:20:43 PM1/2/13
to thac...@googlegroups.com
Car@s,

Gostei muito das recomendações, especialmente das do Fabiano Angélico (Parabéns pro idealizador e pros que fizeram o cruzamento dos dados).

O único porém que eu vi em tudo isso é que fica difícil associar, exatamente, a pessoa autuada à marca ou ao nome/local de venda do produto que esta lá no final do processo todo. Saber que um tal João de-não-sei-o-que foi autuado por trabalho escravo não é o mesmo que saber que esse João produz a carne que é vendida no açougue do meu bairro, sacam?

Tentei dar uma fuçada agora no site do MTE pra ver se eles já tem isso de alguma forma, mas parace que o site está fora do ar...

Abs,
Daniel Nascimento

Diego Casaes

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Jan 2, 2013, 3:29:05 PM1/2/13
to thac...@googlegroups.com
Daniel,

eu me interesso por esse projeto e posso ajudar no que puder.
Fiquei pensando aqui, e que tal se a visualização dessa cadeia fosse em forma de pirâmide? Tipo uma cadeia alimentar mesmo. Abaixo os escravizados, em cima deles os exploradores, depois as grandes marcas, etc, etc

Mas acho que a primeira pergunta que temos de fazer: temos os dados necessários? O que você já encontrou de dados?


2013/1/2 Daniel Nascimento <dan.rbna...@uol.com.br>



--
Diego Casaes
skype: diegocasaes | +55 11 981 015 145 (BRA)



Everton Zanella Alvarenga

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Jan 2, 2013, 5:07:52 PM1/2/13
to thac...@googlegroups.com
Veja se alguns desses infográficos ajudam

http://reporterbrasil.org.br/mapasocial/ (parte inferior à direita)

ericodc

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Jan 2, 2013, 6:03:13 PM1/2/13
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o anuncio já produz resultados



Caixa suspende novos financiamentos à MRV por lista de trabalho escravo

quarta-feira, 2 de janeiro de 2013 20:26 BRST

Daniel Nascimento

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Jan 4, 2013, 9:10:03 AM1/4/13
to thac...@googlegroups.com
Adorei a idéia da pirâmide, Diego. Fez bastante sentido na minha cabeça aqui...

O problema é justamente esse: aonde conseguir as informações pra fazer esse cruzamento?

No MTE encontrei a tabela completa das pessoas/estabelecimentos autuados, mas emperra, como sempre, em não falar quais são os produtos/marcas, que ficariam no topo da pirâmide. Liguei lá e me passaram os e-mails dos auditores que cuidam disso:  alexand...@mte.gov.brfabiola....@mte.gov.br;

Será que um contato direto com eles é o melhor caminho?

Abs,
Daniel Nascimento

Diego Rabatone

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Jan 4, 2013, 10:40:29 AM1/4/13
to Transparência Hacker
Bem, estou completamente away da discussão, peguei esse último email do Daniel (e o email do Casaes ao qual ele se refere) de gaiato... rs

Só dando sugestões de visualizações, outras três possibilidades que eu vejo para essas informações são:


--------------------------------
Diego Rabatone Oliveira
diraol(arroba)diraol(ponto)eng(ponto)br
Identica: (@diraol) http://identi.ca/diraol
Twitter: @diraol

Diego Casaes

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Jan 5, 2013, 7:06:08 AM1/5/13
to thac...@googlegroups.com
Daniel,

será que a gente não consegue isso com pedido de informação? Impossível não saberem quais as marcas/produtos finais que correspondem aos indivíduos e empresas de base autuadas. 

Outra opção seria pedir informação às juntas comerciais estaduais? Será que rola?


2013/1/4 Daniel Nascimento <dan.rbna...@uol.com.br>

Diego Casaes

unread,
Jan 5, 2013, 7:13:03 AM1/5/13
to thac...@googlegroups.com
Rabatone,

sinta-se à vontade pra opinar. Das opções que você sugeriu, eu curti apenas o  "force collapsible", mas ainda acho bem complexo de entender. Uma visualização dessas tem de ser mais simples e gráfica no sentindo de mostrar quem tá por cima de quem, na linha céu, inferno e purgatório do Bosch :P


2013/1/4 Diego Rabatone <dir...@diraol.eng.br>

Daniel Nascimento

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Jan 8, 2013, 3:52:59 PM1/8/13
to thac...@googlegroups.com
Enviei um e-mail pra eles (do MTE). Eis a resposta:

Prezado, inicialmente, agradeço as palavras elogiosas.

Quanto à demanda apresentada, tem-se a informar que os resultados tratam da pessoa do autuado, daquele que recebeu os autos de infração lavrados em decorrência de ação fiscal.

Com efeito, nem sempre no curso da ação fiscal existe a possibilidade de se buscar quem se favorece ao final da cadeia produtiva.

Nesse contexto, autos de infração são lavrados em desfavor do empregador identificado quando da ação fiscal.

Contudo, existem situações, como nos casos do trabalho escravo contemporâneo urbano, que materializa-se uma coincidência entre o empregador identificado e autuado(ao se afastar terceirizações ou intermediações de mão de obra ilícitas) e o destinatário final na cadeia produtiva – exemplos: ZARA, MARISA, GREGORY, PERNAMBUCANAS.

Mas no meio rural ainda não conseguimos, com rotina, identificar e autuar os destinatários finais.

Sugiro acesso ao site da www.repórterbrasil.org.br como forma de consulta aos destinatários finais do trabalho em condições análogas às de escravo, pois eles fazem um trabalho nesse sentido.

Sem mais, à disposição,  

 

assinatura alexandre mte



Daniel Nascimento
Graduando em Pedagogia pela Universidade Estadual de Campinas - Unicamp
Pesquisador no Laboratório de Inovação Tecnológica Aplicada na Educação - Lantec - Unicamp
+55 11 994-163-132 .::. +55 19 3289-1784
image001.gif

Maurício Hashizume

unread,
Jan 9, 2013, 7:59:35 AM1/9/13
to thac...@googlegroups.com
Pessoal,

Acompanho a lista "à distância" (estou, atualmente, em meio a um curso de doutorado no exterior), mas, diante deste tópico, sinto-me na obrigação de contribuir.

Faço parte da Repórter Brasil (citada ao longo da discussão, inclusive com menção ao meu colega Leonardo Sakamoto, e mencionada também pelo Alexandre Lyra, do MTE, na manifestação governamental encaminhada à lista) e creio que as propostas aqui levantadas são bastante promissoras.

Alguns (como o Everton e o Diego) me conhecem de encontros passados e sabem da disponibilidade da Repórter Brasil (para quem ainda não deu uma olhadinha, basta acessar reporterbrasil.org.br) em desenvolver iniciativas que mesclam investigação jornalística, compromisso social e cruzamentos e apurações relacionadas a informações e dados de interesse público. O próprio Mapa Social (reporterbrasil.org.br/mapasocial), assim como o Moendo Gente (moendogente.org.br) e o Meia Infância (reporterbrasil.org.br/trabalhoinfantil) - estes dois últimos realizados em parceria com a própria Casa de Cultura Digital -, são alguns dos exemplos recentes desse esforço coletivo.

Como trabalhamos com essas questões há 11 anos, acumulamos uma larga experiência e um vasto conteúdo relacionado ao trabalho escravo. Fazem parte desse conjunto diversas pesquisas de cadeia produtiva realizadas nos mais diferentes âmbitos. Como estou fora do Brasil, já informei o editor responsável (Daniel Santini, dan...@reporterbrasil.org.br e @danielsantini) de que existem pessoas que fazem parte desta lista que estão interessadas em tocar algo nesse sentido. As possibilidades, posso adiantar, são múltiplas. E algumas das sugestões que aqui circularam, como a da "cadeia alimentar" ligando produção que utiliza mão de obra escrava com itens de consumo me parecem bem interessantes.

Esta mensagem tem o intuito apenas de "jogar mais água no moinho". Gostaria de reforçar que estamos totalmente à disposição para integrar trabalhos colaborativos como os que estão sendo aqui propostos. Por favor, peço que marquem uma reunião com o Daniel e/ou com o Sakamoto (@blogdosakamoto) para que aproveitemos mais esta "boa onda" em torno da temática.

À disposição,

Maurício Hashizume   
image001.gif

Everton Zanella Alvarenga

unread,
Jan 9, 2013, 8:11:50 AM1/9/13
to thac...@googlegroups.com
Vale a pena envolver-se com o trabalho do Repórter Brasil,
principalmente para melhorar mais esse trabalho aqui

http://reporterbrasil.org.br/mapasocial/

e ajudá-los a disponibilizar as ferramentas em espaços como github e
gitorious, por exemplo.

Maurício, apenas uma sugestão de pequena melhoria (detalhe) no site de
vocês. No rodapé está escrito "Creative Commons 2.0", apontando para
<http://www.reporterbrasil.org.br/exibe.php?id=1992>. Onde você
mencionam o texto "Creative Commons 2.0", mudem para Creative Commons
Atribuição 2.0. Da mesma forma no texto do link anterior, apesar de
terem feito certinho apontando para a página da licença CC-by 2.0.

E talvez usar a versão 3.0 seria uma boa, mas acho que isso não tem
mudança alguma em termos práticos.

Tom

Em 9 de janeiro de 2013 10:59, Maurício Hashizume <maur...@gmail.com> escreveu:
>
> Pessoal,
>
> Acompanho a lista "à distância" (estou, atualmente, em meio a um curso de doutorado no exterior), mas, diante deste tópico, sinto-me na obrigação de contribuir.
>
> Faço parte da Repórter Brasil (citada ao longo da discussão, inclusive com menção ao meu colega Leonardo Sakamoto, e mencionada também pelo Alexandre Lyra, do MTE, na manifestação governamental encaminhada à lista) e creio que as propostas aqui levantadas são bastante promissoras.
>
> Alguns (como o Everton e o Diego) me conhecem de encontros passados e sabem da disponibilidade da Repórter Brasil (para quem ainda não deu uma olhadinha, basta acessar reporterbrasil.org.br) em desenvolver iniciativas que mesclam investigação jornalística, compromisso social e cruzamentos e apurações relacionadas a informações e dados de interesse público. O próprio Mapa Social (reporterbrasil.org.br/mapasocial), assim como o Moendo Gente (moendogente.org.br) e o Meia Infância (reporterbrasil.org.br/trabalhoinfantil) - estes dois últimos realizados em parceria com a própria Casa de Cultura Digital -, são alguns dos exemplos recentes desse esforço coletivo.
>
> Como trabalhamos com essas questões há 11 anos, acumulamos uma larga experiência e um vasto conteúdo relacionado ao trabalho escravo. Fazem parte desse conjunto diversas pesquisas de cadeia produtiva realizadas nos mais diferentes âmbitos. Como estou fora do Brasil, já informei o editor responsável (Daniel Santini, dan...@reporterbrasil.org.br e @danielsantini) de que existem pessoas que fazem parte desta lista que estão interessadas em tocar algo nesse sentido. As possibilidades, posso adiantar, são múltiplas. E algumas das sugestões que aqui circularam, como a da "cadeia alimentar" ligando produção que utiliza mão de obra escrava com itens de consumo me parecem bem interessantes.
>
> Esta mensagem tem o intuito apenas de "jogar mais água no moinho". Gostaria de reforçar que estamos totalmente à disposição para integrar trabalhos colaborativos como os que estão sendo aqui propostos. Por favor, peço que marquem uma reunião com o Daniel e/ou com o Sakamoto (@blogdosakamoto) para que aproveitemos mais esta "boa onda" em torno da temática.
>
> À disposição,
>
> Maurício Hashizume
>
>
> Em 8 de janeiro de 2013 20:52, Daniel Nascimento <dan.rbna...@uol.com.br> escreveu:
>
>> Enviei um e-mail pra eles (do MTE). Eis a resposta:
>>
>> Prezado, inicialmente, agradeço as palavras elogiosas.
>>
>> Quanto à demanda apresentada, tem-se a informar que os resultados tratam da pessoa do autuado, daquele que recebeu os autos de infração lavrados em decorrência de ação fiscal.
>>
>> Com efeito, nem sempre no curso da ação fiscal existe a possibilidade de se buscar quem se favorece ao final da cadeia produtiva.
>>
>> Nesse contexto, autos de infração são lavrados em desfavor do empregador identificado quando da ação fiscal.
>>
>> Contudo, existem situações, como nos casos do trabalho escravo contemporâneo urbano, que materializa-se uma coincidência entre o empregador identificado e autuado(ao se afastar terceirizações ou intermediações de mão de obra ilícitas) e o destinatário final na cadeia produtiva – exemplos: ZARA, MARISA, GREGORY, PERNAMBUCANAS.
>>
>> Mas no meio rural ainda não conseguimos, com rotina, identificar e autuar os destinatários finais.
>>
>> Sugiro acesso ao site da www.repórterbrasil.org.br como forma de consulta aos destinatários finais do trabalho em condições análogas às de escravo, pois eles fazem um trabalho nesse sentido.
>>
>> Sem mais, à disposição,
>>
>>
>>
>>
>>

Fabiano Angélico

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Jan 15, 2013, 7:22:50 AM1/15/13
to thac...@googlegroups.com
Mais de 2 mil pessoas foram libertadas da escravidão em 2012
Pará é o estado com mais libertados. Ano foi marcado por resgates em siderúrgicas, usina de cana com selo "Amiga da Criança" e áreas das famílias da senadora Kátia Abreu e do banqueiro Daniel Dantas

Capi Etheriel

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Jan 16, 2013, 11:53:53 AM1/16/13
to thac...@googlegroups.com
eu ia sugerir o http://moendogente.org.br/ mas já citaram. sobre as "marcas" que consomem os produtos do trabalho escravo, não dá pra mapear 1:1 porque obviamente os fornecedores cruzam e variam ao longo do tempo. São poucas as marcas que produzem seus próprios insumos ou matéria prima (ou melhor dizendo, são poucos os produtores que também distribuem no mercado).

o TrocasVerdes, uma cooperativa de consumo coletivo, aproxima os produtores dos consumidores fazendo uma reunião semanal em Barão Geraldo/Campinas-SP, onde os produtores trazem aquilo que foi pedido pelos consumidores no site do Trocas. Mensalmente (mais ou menos) a cooperativa se organiza pra visitar os produtores para conferir as condições de produção (o Trocas preza por produtos orgânicos, mas nem todo mundo atende a todos os prerequisitos pra ganhar o selinho do governo. além disso, selinho pode ser falsificado, comprado, enganado, mas ir lá pessoalmente é muito mais direto no processo).

Estou citando o Trocas porque não consigo imaginar numa atitude cidadã que possa vir do mapeamento da escravidão entre os produtores/fornecedores dado que na ponta do consumo nós vemos apenas a marca (não o produtor). Se a gente tivesse tudo mapeado, a gente não poderia julgar a marca X por comprar do produtor Y (escravagista) *antes* do julgamento, nem *depois* (se o produtor continuasse produzindo, espera-se que esteja regularizado).

Pensando do ponto de vista de **informação acionável**, eu preferiria mapear os custos da cadeia distribuidora e comparar com os custos de uma cooperativa de consumo (inclusive em tempo). Assim a gente tem como engajar mais quem já se importa com a questão.


Em sábado, 5 de janeiro de 2013 10h06min08s UTC-2, Diego Casaes escreveu:
Daniel,

será que a gente não consegue isso com pedido de informação? Impossível não saberem quais as marcas/produtos finais que correspondem aos indivíduos e empresas de base autuadas. 

Outra opção seria pedir informação às juntas comerciais estaduais? Será que rola?


2013/1/4 Daniel Nascimento <dan.rbna...@uol.com.br>
Adorei a idéia da pirâmide, Diego. Fez bastante sentido na minha cabeça aqui...

O problema é justamente esse: aonde conseguir as informações pra fazer esse cruzamento?

No MTE encontrei a tabela completa das pessoas/estabelecimentos autuados, mas emperra, como sempre, em não falar quais são os produtos/marcas, que ficariam no topo da pirâmide. Liguei lá e me passaram os e-mails dos auditores que cuidam disso:  alexand...@mte.gov.brfabiola.o...@mte.gov.br;
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