Grupos de ativistas atacam sites do governo na internet

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Carlos Minuano

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Jun 23, 2011, 12:05:53 PM6/23/11
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Grupos de ativistas atacam sites do governo na internet 

Hackers tiram do ar Presidência e Receita Federal, no maior ataque já registrado por autoridades brasileiras

Seguidores dizem que objetivo é protestar contra "manipulação de informação" e falta de "transparência"


NELSON DE SÁ
ARTICULISTA DA FOLHA 

Grupos de ativistas responsáveis pelos maiores ataques a redes de computador registrados no mundo neste ano elegeram ontem o governo brasileiro como alvo.
Os ataques tiraram do ar os sites da Presidência da República e da Receita Federal e o Portal Brasil por meia hora na madrugada de ontem, congestionando as redes do governo e impedindo o acesso a suas informações.
O Serpro (Serviço de Processamento de Dados), que hospeda os sites do governo federal, classificou o ataque como o maior já enfrentado pelo governo brasileiro. Segundo o Serpro, não houve vazamento de informações.
Um dos grupos responsáveis pelos ataques convocou seus seguidores no Twitter a atacar a Petrobras também. O site da estatal ficou fora do ar à tarde, mas a empresa atribuiu o evento à "instabilidade" na sua rede.
O grupo que assumiu a autoria dos ataques aos sites do governo se apresenta como LulzSecBrazil e atua como célula do LulzSec, grupo que na semana passada atacou o site da CIA, a agência de espionagem americana.
Os ativistas do LulzSecBrazil atuaram junto a um grupo chamado AnonBrazil, associado ao Anonymous, a quem é atribuído um ataque que há duas semanas derrubou o site do FMI (Fundo Monetário Internacional).
LulzSec e Anonymous são os dois maiores grupos de hackers do mundo. Hackers são pessoas que invadem computadores para protestar ou furtar informações.
Eles lançaram nesta semana a Operação AntiSec, declarando agir "contra a censura" e com o objetivo de retaliar governos que tentam impor controles à internet.
Os ataques de ontem foram precedidos por uma mensagem ao "povo brasileiro", divulgada no YouTube. Os ativistas dizem não querer "aterrorizar a população", mas acham que "chegou a hora de tomar uma atitude" contra "a manipulação de informação e o governo sem transparência".
Depois dos ataques, o LulzSecBrazil postou mensagem dizendo que seu "alvo é atingir 100 mil seguidores no Twitter para ter condição de fazer manifestações pelas ruas de todo o Brasil".
Os ataques são realizados por robôs eletrônicos acionados pelos hackers, que fazem grande número de solicitações simultâneas aos sites eleitos como alvos, tornando impossível que outras pessoas acessem suas páginas.
Segundo o Serpro, foi o terceiro ataque sofrido pelo governo brasileiro na internet neste ano. Os anteriores visaram o site da Presidência, no início de janeiro, e o site do Exército, no sábado. Foram assumidos por outro grupo de hackers, FatalErrorCrew.
O Exército começou a implantar neste ano o CDCiber (Centro de Defesa Cibernética) para proteger as redes governamentais e outras que interessem à segurança nacional. EUA e China anunciaram, na última semana, esforços semelhantes para se defender contra os hackers.
Além da CIA e do FMI, também foram atingidos neste mês o Departamento de Comércio dos EUA e empresas como a Lockheed Martin, fornecedora de armamentos.


--

Carlos Minuano
Repórter
TEL. +55.11. 2385-8914
www.carlosminuano.blogspot.com
http://twitter.com/carlosminuano
http://www.facebook.com/carlos.minuano

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Diego Rabatone

unread,
Jun 23, 2011, 1:13:22 PM6/23/11
to thac...@googlegroups.com
Sugiro às pessoas da comunidade que "comuniquem um erro na reportagem", no próprio site.

http://www1.folha.uol.com.br/poder/934073-grupos-de-ativistas-atacam-sites-do-governo-na-internet.shtml

"Existe um erro gravíssimo conceitual nesta reportagem que é associar o termo Hacker a "criminoso". A definição ""Hackers são pessoas que invadem computadores para protestar ou furtar informações" está completamente errada.
Como pode ser visto nestas outras reportagens desde próprio jornal:
http://www1.folha.uol.com.br/multimidia/videocasts/917392-hackers-de-brasilia-fiscalizam-gastos-do-governo-em-site.shtml
http://www1.folha.uol.com.br/folhateen/860702-hackers-do-bem-armam-guerrilha-digital-pelo-acesso-descomplicado-aos-dados-do-governo.shtml
Peço que seja reconsiderada a utilização do termo para que o mesmo não denigra a imagem de outras pessoas e grupos que não cometem nenhum tipo de crime, muito pelo contrário, como é o caso da comunidade brasileira Transparência Hacker:
http://catarse.me/pt/projects/167-onibus-hacker

Grato,

Diego Rabatone Oliveira"



2011/6/23 Carlos Minuano <carlos...@gmail.com>

--
Você está recebendo esta mensagem porque se inscreveu no grupo "Transparência Hacker" dos Grupos do Google.
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Pedro Markun

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Jun 23, 2011, 1:28:35 PM6/23/11
to thac...@googlegroups.com
Sei lá, Rabatone.

Eu acho que a matéria esta correta. E essa definição é uma definição possível...

E acho sensacional que essas diferentes leituras possam coexistir no mesmo jornal.

E acho sensacional que existam grupos hackers que utilizem DDoS como forma de protesto!

abs,
Pedro Markun

2011/6/23 Diego Rabatone <dir...@diraol.eng.br>

Diego Rabatone

unread,
Jun 23, 2011, 1:32:31 PM6/23/11
to thac...@googlegroups.com
Pedro,

"uma possível definição" é diferente de "é".

Ok, posso até ter "me excedido" com "completamente errada". Mas a unicidade da afirmação dele não me parece dialogar com seu email.

Abraços,

Diego

2011/6/23 Pedro Markun <pe...@esfera.mobi>

Diego Casaes

unread,
Jun 23, 2011, 2:28:09 PM6/23/11
to thac...@googlegroups.com

Cleber Gouvêa

unread,
Jun 23, 2011, 2:59:07 PM6/23/11
to thac...@googlegroups.com
Hacker do bem e do mal acho q faz mais sentido, ñ adianta tentar tirar do senso comum o caráter maléfico do termo, dificil se popularizar o termo cracker. A mesma coisa pra Pirata que tb é carregado de preconceito, o melhor é mostrar que tem os dois lados e pronto.

Cleber

2011/6/23 Pedro Markun <pe...@esfera.mobi>

andre luiz

unread,
Jun 23, 2011, 3:29:19 PM6/23/11
to thac...@googlegroups.com, brasil...@lists.riseup.net

Prezadas(os),

 

Está claro e concordamos que os ataques criminosos não podem ficar impunes e que já existe legislação para a maioria dos casos.

 

Nestes 22 anos que tenho acompanhado as notícias de crimes na internet, percebo claramente que está em vias de acontecer um grande concluio mundial para que se justifiquem fortes ações menos democráticas para o uso da web e das telecomunicações, (deixando de lado as teorias conspiratórias...rs).

 

Este controle que já existe da internet e das pessoas que lá estão, está se intensificando demais nos últimos meses, está saindo do padrão.

 

Temos que ficar atentos a estas manobras e descobrir quem quer se beneficiar com isso e quais os seus objetivos.

 

Como sabem, atualmente, um cracker não é aquele indivíduo dos anos 90 que estamos acostumados. O cracker de hoje que faz grandes ataques e conseguem se esconder, podem estar dentro dos governos, das grandes empresas econômicas e não se limitam a trocar a página inicial do sítio web ou roubar algumas senhas.

 

Últimas notícias para moldar a opinião pública a favor de leis e ações mais duras: "Hackers tiram do ar Presidência e Receita Federal, no maior ataque já registrado por autoridades brasileiras. Ataques recentes a empresas de videogame como Sony e Nintendo, às redes de televisão americanas Fox e PBS e a órgãos governamentais americanos como a CIA (agência de inteligência americana) e o FBI (polícia federal), além do serviço público de saúde britânico, o NHS."

Não dá para ser ingênuo a ponto de acreditar que somente pessoas de fora da CIA, FBI, pentágono entre outros.. estejam atacando.

 

E se aceitarmos leis mais duras para os "ladrões de galinhas e bêbados virtuais" estaremos tirando o foco dos grandes criminosos, que em sua maioria não usam chinelo e camiseta.

 

Pensem nisso e se puderem me retornar com a sua visão sobre o assunto, agradeço.


abraços 

andré luiz

 

Grupo de hackers que atacou sites do governo

Atualizado em  22 de junho, 2011 - 18:23 (Brasília) 21:23 GMT

http://www.bbc.co.uk/portuguese/noticias/2011/06/110622_lulzsec_perfil_cc.shtml

Carine Roos

unread,
Jun 23, 2011, 4:08:59 PM6/23/11
to thac...@googlegroups.com
Rabatone,

Simpatizo com as suas preocupações, mas em querer ser chata mais já sendo... não vamos cair no mesmo erro que a imprensa preconceituosa, o termo "denegrir" hoje está em desuso exatamente porque denota preconceito com a população negra, o termo significa "rebaixar-se ao nível do negro" #fikdik


Agora a tarde saiu essa aqui no Estadão -

http://www.estadao.com.br/noticias/tecnologia,sites-da-presidencia-e-do-senado-voltam-a-sair-do-ar-esportes-e-invadido,736221,0.htm

SÃO PAULO - Os sites do governo brasileiro voltaram a sofrer com instabilidades nesta quinta-feira, 22. Durante à tarde, os portais da Presidência da República, do Senado e Portal Brasil não carregavam e apresentavam mensagens de erro. A página do Ministério dos Esportes também foi retirada do ar, um dia após o grupo LulzSecBrazil deixar vários outros sites indisponíveis.

Veja também:
link Ataque virtual foi o maior neste ano, diz Serpro

Reprodução
Reprodução
Site da Presidência fora do ar

Desta vez, o grupo não havia assumido até o meio da tarde, pelo Twitter - como fez ontem -, a autoria de possíveis ataques para deixar os sites fora do ar. Contatada, a Presidência da República ainda verificava o motivo da indisponibilidade dos sites do governo.

Já uma assessora de imprensa de Esportes confirmou à agência Reuters que foram ataques que provocaram o erro do site do ministério. A funcionária informou, porém, que após uma primeira varredura, a invasão foi considerada periférica, "sem afetar dados e o coração do sistema, sem maiores consequências."

Mais cedo, o grupo de hackers afirmou ter copiado dados protegidos no site do Ministério dos Esportes, mostrando supostas diferenças entre contribuições e recebimentos de dinheiro do governo federal em Estados que sediarão jogos da Copa do Mundo.

Nos dados, os montantes recebidos por Estados do Nordeste são muito maiores do que os contribuídos. Já no Sul e Sudeste, de acordo com as informações dos hackers, os valores enviados para a União foram superiores aos repassados do governo federal aos Estados.

Além disso, o grupo divulgou dados pessoais da presidente Dilma Rousseff e do prefeito de São Paulo, Gilberto Kassab, como número de CPF, telefones e e-mails pessoais.

Na quarta-feira, o mesmo grupo reivindicou a autoria de um ataque ao site da Petrobras, depois de ter tentando invadir sem sucesso, durante a madrugada, os sites da Presidência da República, da Receita Federal e do Portal Brasil.

De acordo com a BBC, o LulzSecBrazil é o braço brasileiro do grupo coletivo internacional Lulz Security, que vem ganhando notoriedade por ataques recentes aos servidores da CIA (agência de inteligência americana), do FBI (polícia federal americana), do serviço público de saúde britânico, o NHS, da empresa Sony e das TV americanas Fox e PBS.

Atualizado às 16h36









Cleber Gouvêa

unread,
Jun 23, 2011, 4:05:05 PM6/23/11
to thac...@googlegroups.com
Mais de 500 sites de prefeituras continuam fora do ar:

http://www.sabaranet.com.br/rss/gov.txt

http://twitter.com/#!/fatalerrorcrew

Moleza no feriado dá nisso, serve pra mostrar o quão vulnerável são os servidores que guardam grande parte de informações públicas e o quão responsáveis são os administradores que não se prestaram ainda a dar um bot.

Cleber

2011/6/23 andre luiz <and...@gmail.com>

Pedro Markun

unread,
Jun 23, 2011, 5:23:01 PM6/23/11
to thac...@googlegroups.com
E de novo eu fico pensando na possibilidade de um grid público para armazenar e processas informações públicas =)

2011/6/23 Cleber Gouvêa <cle...@gmail.com>

Evandro Oliveira

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Jun 23, 2011, 6:57:10 PM6/23/11
to thac...@googlegroups.com
Pedro,
Não entendi.
O que viria a ser um "grid público" para "armazenar" e "processar"
informações públicas?
Dê um exemplo deste "grid" do setor privado...
COmo isto se vincula aos ataques dos sites .gov recentes?

Em 23 de junho de 2011 18:23, Pedro Markun <pe...@esfera.mobi> escreveu:
E de novo eu fico pensando na possibilidade de um grid público para armazenar e processas informações públicas =)

--
abs,

Evandro Oliveira
Beagá - MG
(31) 9982-0221
Brasília - DF
(61) 9299-6229

Evandro Oliveira

unread,
Jun 23, 2011, 7:04:48 PM6/23/11
to thac...@googlegroups.com
Cléber,

Em 1999, eu fazia o "laboratório" prático da minha dissertação de mestrado,
"seguranças em redes .gov" e utilizei um feriado de Corpus Cristhi para fazer
meu "ataque".
Eu sabia que o administrador da rede da prefeitura que eu trabalhava, ia "emendar"
o feriado e comuniquei ao presidente da empresa que cuidava da rede, que eu faria
o ataque, comuniquei os planos e os resultados que eu queria naqueles quatro 
dias, para mostrar a eles muitas vulnerabilidades (só que era ataque com captura 
de informação e todo documentado)... esperei o cara se mandar para o feriado
e disparei o ataque. Em menos de 2 horas os resultados começaram a cair no
meu colo. E tudo silenciosamente, com os sites funcionando e sem nenhum 
alarde em redes sociais ou listas de discussão.
Somente mais de 30 horas depois do início uma pessoa alertou a administração
da rede, somente na segunda depois do feriadão é que a administração da rede
começou a tomar providências. E não era uma prefeitura qualquer... 
Tá tudo documentado. e tem gerente e dirigente da empresa que me odeia até
hoje pelo favor que fiz para eles.

Sabe que não me assusto por estes ataques neste feriadão...

Só um detalhe... em muitos casos de DDos, um boot pode demorar algum
tempo e não ser a solução. Tem que saber mais do que "dar um boot".
Mas concordo que tem muita gente posando de coisas que, definitivamente,
não são.

Em 23 de junho de 2011 17:05, Cleber Gouvêa <cle...@gmail.com> escreveu:
Mais de 500 sites de prefeituras continuam fora do ar:

http://www.sabaranet.com.br/rss/gov.txt

http://twitter.com/#!/fatalerrorcrew

Moleza no feriado dá nisso, serve pra mostrar o quão vulnerável são os servidores que guardam grande parte de informações públicas e o quão responsáveis são os administradores que não se prestaram ainda a dar um bot.

Cleber




Daniel Gabardo

unread,
Jun 23, 2011, 8:44:10 PM6/23/11
to thac...@googlegroups.com
Bacana Evandro!

Mas acho que não respondeu à pergunta do colega quanto ao que seria esse 'grid público'...

[]'s


--

Daniela B. Silva

unread,
Jun 23, 2011, 8:50:22 PM6/23/11
to thac...@googlegroups.com
+1 pro grid. 

E lembrando que é muito importante que as pessoas (todas) estejam cientes das fragilidades e dos limites da infraestrutura que nos possibilita acessar (parcamente) as informações de governo.

E que é muito importante que os governos mudem a chave pra entender a tecnologia da informação como uma área estratégica e importante da gestão pública.

Acho os ataques legítimos, tanto quanto qualquer ação pra garantir a redundância desses dados em outros espaços.

Evandro Oliveira

unread,
Jun 23, 2011, 9:15:55 PM6/23/11
to thac...@googlegroups.com
Daniela,

Em 23 de junho de 2011 21:50, Daniela B. Silva <daniel...@gmail.com> escreveu:
+1 pro grid. 


Você tem algum link para eu poder entender melhor a proposta do "grid público"


 
E lembrando que é muito importante que as pessoas (todas) estejam cientes das fragilidades e dos limites da infraestrutura que nos possibilita acessar (parcamente) as informações de governo.


As pessoas (todas) tem que, em primeiro lugar, diferenciar e estar cientes das fragilidades
das informações privadas, para depois pensarem nas informações públicas a que tem
direito. Entendo como quase impossível falar em cidadania e direito à informação com aqueles
que não cuidam da própria informação pessoal.

 
E que é muito importante que os governos mudem a chave pra entender a tecnologia da informação como uma área estratégica e importante da gestão pública.


E vale também para o que é privado. Quantas vezes preenchemos cadastros e mais cadastros,
com informações reservadas e pessoais e não temos o mínimo cuidado com estas informações
até recebermos enxurradas de mensagens, malas diretas, spams e outras coisas que mostram
a fragilidade que nós mesmos temos como a nossa informação que era para ser reservada.

Ter informação pública de QUALIDADE e TEMPORAL é melhor do que ter todo tipo de 
informação sem a certeza da confiabilidade.
Um orçamento de órgão público, de gastos com pessoal publicado em duas fontes com
R$2,1bi e R$2,2bi PODE parecer coisa mínima mas encerra um grande problema de
aproximadamente R$100 MILHOES.
Buscar fontes PRIMÁRIAS de informação e exigir qualidade delas é muito mais importante
para a transparência do que pedir um monte de números e dados que não se faz nada com eles

 
Acho os ataques legítimos, tanto quanto qualquer ação pra garantir a redundância desses dados em outros espaços.


Um ataque DDoS NÃO é legítimo para quem defende TRANSPARÊNCIA e não garante 
nenhuma redundância. Logo, sou contra, são ilegítimos e não ajudam a transparência pelo
anonimato de quem pratica.


Evandro Oliveira

unread,
Jun 23, 2011, 9:21:58 PM6/23/11
to thac...@googlegroups.com
Diego,

Há muitos anos, e bota MUITOS nisto....

desisti de tentar explicar para jornalistas e para as pessoas que não
são de setores de TI, dierenças sutis como as que existem entre
hackers, crackers, pheakers, lammers etc etc etc

A palavra HACKER vende jornal, dá audiência no telejornal, dá
ibope na Internet.

pode desestressar que eles vão tratar assim.

Agora, até profissionais de TI, geralmente atrasados e politicamente
incorretos, chamam hackers de criminosos e esquecem-se de defender
a abertura dos códigos que fazem, além de nunca assumirem responsabilidades
pelo mal serviço que podem fazer.

POr isso... se alguém quiser me chamar de hacker por querer SEMPRE
código aberto, auditável e transparente... PODE FICAR À VONTADE.



Em 23 de junho de 2011 14:13, Diego Rabatone <dir...@diraol.eng.br> escreveu:
Sugiro às pessoas da comunidade que "comuniquem um erro na reportagem", no próprio site.

http://www1.folha.uol.com.br/poder/934073-grupos-de-ativistas-atacam-sites-do-governo-na-internet.shtml

"Existe um erro gravíssimo conceitual nesta reportagem que é associar o termo Hacker a "criminoso". A definição ""Hackers são pessoas que invadem computadores para protestar ou furtar informações" está completamente errada.
Como pode ser visto nestas outras reportagens desde próprio jornal:
http://www1.folha.uol.com.br/multimidia/videocasts/917392-hackers-de-brasilia-fiscalizam-gastos-do-governo-em-site.shtml
http://www1.folha.uol.com.br/folhateen/860702-hackers-do-bem-armam-guerrilha-digital-pelo-acesso-descomplicado-aos-dados-do-governo.shtml
Peço que seja reconsiderada a utilização do termo para que o mesmo não denigra a imagem de outras pessoas e grupos que não cometem nenhum tipo de crime, muito pelo contrário, como é o caso da comunidade brasileira Transparência Hacker:
http://catarse.me/pt/projects/167-onibus-hacker

Grato,

Diego Rabatone Oliveira"



 

Evandro Oliveira

unread,
Jun 23, 2011, 10:24:47 PM6/23/11
to thac...@googlegroups.com
Daniela,

Só para instigar mais um pouquinho...

Em 23 de junho de 2011 21:50, Daniela B. Silva <daniel...@gmail.com> escreveu:
...
Acho os ataques legítimos, tanto quanto qualquer ação pra garantir a redundância desses dados em outros espaços.


Imagine a seguinte situação (REAL)....

É dia de eleição (1o turno) e fechadas as urnas, votos começam a ser transferidos para o TSE e TREs
em todo o país. Eleição para governardor pegando fogo e as "pesquisas eleitorais" indicando
aqueles "empates técnicos"...
Por volta da meia-noite, o candidato governista começa a ver sua margem de vantagem 
diminuir até que chega (70% dos votos apurados) numa margem que indica que vai haver
segundo turno.
De repente, um "apagão", ninguém mais vê a evolução dos resultados, nem dentro do TSE, TRE
e nem na Internet. Será um ataque DDoS? Será um ataque interno? Será falha no sistema?
Passadas SEIS HORAS de resultados "congelados", o painel e resultados na Internet voltam.
Só que a margem pró candidato governista SUBIU de maneira a não ter mais segundo turno.
Fecha o pano!

Qual a transparência que queremos neste caso?
Que tipo de AUDITABILIDADE queremos neste caso?
O que o cidadão comum espera que ativistas façam neste caso?

Cleber Gouvêa

unread,
Jun 23, 2011, 10:55:21 PM6/23/11
to thac...@googlegroups.com
2011/6/23 Evandro Oliveira <pyx...@gmail.com>

Pois é, ñ tem sentido causar instabilidade no sistema apenas pra demonstrar a falta de escalabilidade, pode-se sim analisar a segurança quanto à votação, exigir código aberto e facilmente auditável, apresentar problemas reais, etc.

Derrubar sites governamentais por derrubar, serviu pra demonstrar que a escalabilidade está fraca, a segurança pelo q vi ñ foi atingida.

É como toda população invadir alguma prefeitura pra pagar o IPTU, vai demonstrar que a prefeitura ñ tem capacidade pra lidar com todo mundo a contento, apenas isso, sem nenhuma outra constatação a mais.

Cleber

andre luiz

unread,
Jun 23, 2011, 11:10:32 PM6/23/11
to thac...@googlegroups.com
neste caso, foi-se...rs
e se levar para o STF já era mesmo, eles dão o tratamento que mandarem dar...

a sociedade e os "opositores"  precisam fazer algo antes

traçar as metas e ter planos estratégicos...
controle social antes, durante e depois...





--

Pedro Markun

unread,
Jun 23, 2011, 11:14:08 PM6/23/11
to thac...@googlegroups.com
Evandro,

tem um pouco do grid publico aqui:


E a OKFN tem um projeto semelhante e mais maduro aqui:


A idéia central era aplicar a idéia de grid computing para processamento de dados públicos. Isso evoluiu, conceitualmente, para um cenário onde o próprio armazenamento desses dados pudesse ser distribuido e redundado pelos cidadãos. 

Imagine que a sociedade pudesse rodar uma ou mais instância dos dados do portal da Transparência, garantindo não só redundância e escalabilidade mas também garantindo justamente que os dados não pudessem ser alterados unilateralmente pelo governo sem justificativa.

O experimento na CParty falhou miseravelmente... por vários fatores, mas principalmente pq o software que iamos usar como base se provou inadequado.

É uma discussão que já cruzou outras listas e alguns thackdays... e muita gente advoga que não faz nenhum sentido do ponto de vista de performance - já que poucos exemplos de dados públicos tem massa crítica pra justificar um grid.

Mas acho que conceitualmente, o governo compartilhar a responsabilidade de armazenar e zelar pelos dados com a sociedade é um passo bastante interessante.

abs,
Pedro Markun

2011/6/23 Evandro Oliveira <pyx...@gmail.com>
--

Carine Roos

unread,
Jun 24, 2011, 8:26:43 AM6/24/11
to thac...@googlegroups.com
Mais invasões nessa madrugada, agora no site do IBGE. Acho interessante o barulho que estão fazendo no sistema, mas o que me preocupa ao ver essas ações é que tipo de ideologia estão guiando esses hackers, que pode beirar para o fundamentalismo, extremismo, conforme coloquei em outra lista. No caso do IBGE, foi um grupo identificado como "Nacionalista". Em entrevista ao Uol, um deles identificado como do grupo "Lulz Sec" trouxe a seguinte frase "Acreditamos que em nossas investidas iremos mobilizar milhares de pessoas no Brasil e fazer com que elas acordem para nossa realidade e tomem alguma atitude. Seja com manifestações, ataques – seja como for, os brasileiros não podem ficar parados diante disso." As pessoas não protestam porque não querem, são movidos por outros interesses, não porque estão "cegos". Marxismo bastante ingenuo esse.
Fica aí a minha provocação, reflexão...

Carine

24/06/2011 04h03 - Atualizado em 24/06/2011 08h31

Site do IBGE é invadido por hackers

'Governo vivenciará maior número de ataques na história', diz mensagem.
Hackers se identificam como um grupo nacionalista.

Do G1, em São Paulo

IBGE, hacker, hackeado (Foto: Reprodução/Site do IBGE)Hackers se identificam como grupo nacionalista
em mensagem deixada no site
(Foto: Reprodução/Site do IBGE)

O site do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) foi invadido por hackers na madrugada desta sexta-feira (24). No topo da página na internet, está escrito "IBGE Hackeado - Fail Shell", e uma imagem com um olho representando a bandeira do Brasil vem logo abaixo.

O IBGE confirmou a invasão por meio de sua assessoria de imprensa, por volta das 8h, mas alegou que o banco de dados não foi afetado. A equipe técnica da Diretoria de Informática avalia se houve algum outro tipo de consequência. Alguns minutos depois, o site foi tirado do ar.

Ao pé da página, os hackers ainda negam ter relações com os grupos LulzSec ou Anonymous no Brasil, que seriam "grupos sem qualquer ideologia", segundo a mensagem deixada pelos hackers.

IBGE, hacker, hackeado (Foto: Reprodução/Site do IBGE)Site do IBGE foi tirado do ar após ataque
(Foto: Reprodução/Site do IBGE)

O LulzSecBrazil é apontado como o responsável pelos ataques que derrubaram sites do governo na madrugada de quarta-feira (22). Foi o maior ataque sofrido pelo governo, com mais de 2 bilhões de tentativas de acesso em um curto período de tempo, segundo o Serviço Federal de Processamento de Dados (Serpro). O órgão informou que o ataque não causou danos às informações disponíveis nas páginas e partiu de servidores localizados na Itália.

O canal de comunicação usado pelo LulzsecBrazil foi fechado por volta das 22h desta quinta (23). A decisão foi tomada pelos administradores da rede que também hospeda o canal usado pela operação do Lulzsec original.

Antes, o grupo divulgou na internet arquivos com supostos dados de políticos, como a presidente Dilma Rousseff, o prefeito de São Paulo, Gilberto Kassab, o ministro da Educação, Fernando Haddad, e o prefeito do Rio de Janeiro, Eduardo Paes.

Um possível indício do surgimento de um grupo de piratas contrários ao LulzSecBrazil é a divulgação de um documento que acusa um hacker de ser líder do movimento brasileiro. Ele seria Al3XG0, um conhecido criminoso digital envolvido com o roubo de senhas bancárias e cartões de crédito e que mantinha um site que pegava informações de brasileiros usando uma falha no site do Ministério do Trabalho. O documento indica também nome, RG e CPF de uma pessoa que, segundo o texto, seria o hacker Al3XG0. Há ainda um link para uma fotografia, supostamente do hacker.

O LulzSecBrazil teria ligações com o LulzSec, responsável por ataques recentes a empresas de videogame como Sony e Nintendo, às redes de televisão americanas Fox e PBS e a órgãos governamentais americanos como a CIA (agência de inteligência americana) e o FBI (polícia federal), além do serviço público de saúde britânico, o NHS.






http://g1.globo.com/tecnologia/noticia/2011/06/site-do-ibge-e-invadido-por-hackers.html

Diego Casaes

unread,
Jun 24, 2011, 8:48:09 AM6/24/11
to thac...@googlegroups.com
Excelente reportagem da BBC sobre hackers: http://www.bbc.co.uk/portuguese/noticias/2011/06/110623_historiahacking_is.shtml

Gostei disso:

O aumento desta prática não deve ser atribuído à melhor qualidade das aulas de computação nas escolas ou ao maior emprenho de jovens interessados em tecnologia.

e disso:

"Se a confusão durar bastante, ela vai acabar se transformando em um novo tipo de sociedade - ainda o mesmo jogo de história, mas com novos jogadores, novas regras."

Cleber Gouvêa

unread,
Jun 24, 2011, 12:32:46 PM6/24/11
to thac...@googlegroups.com
Seria intere

2011/6/24 Carine Roos <carin...@gmail.com>

Mais invasões nessa madrugada, agora no site do IBGE. Acho interessante o barulho que estão fazendo no sistema, mas o que me preocupa ao ver essas ações é que tipo de ideologia estão guiando esses hackers, que pode beirar para o fundamentalismo, extremismo, conforme coloquei em outra lista. No caso do IBGE, foi um grupo identificado como "Nacionalista". Em entrevista ao Uol, um deles identificado como do grupo "Lulz Sec" trouxe a seguinte frase "Acreditamos que em nossas investidas iremos mobilizar milhares de pessoas no Brasil e fazer com que elas acordem para nossa realidade e tomem alguma atitude. Seja com manifestações, ataques – seja como for, os brasileiros não podem ficar parados diante disso." As pessoas não protestam porque não querem, são movidos por outros interesses, não porque estão "cegos". Marxismo bastante ingenuo esse.
Fica aí a minha provocação, reflexão...

Seria interessante eles divulgarem a causa dos ataques, ñ ficou claro ainda.

Cleber

✿◠‿◠)♥ Diólia de Carvalho Graziano

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Jun 24, 2011, 12:38:51 PM6/24/11
to thac...@googlegroups.com
Cleber, me pergunto a mesma coisa. Vc conhece esse blog/cidadão?

Diólia de Carvalho Graziano   
                 
projetos e pesquisa em comunicação contemporânea
              
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2011/6/24 Cleber Gouvêa <cle...@gmail.com>

--

✿◠‿◠)♥ Diólia de Carvalho Graziano

unread,
Jun 24, 2011, 12:41:04 PM6/24/11
to thac...@googlegroups.com
Às vezes me pergunto se, no âmbito das teorias conspiratórias, isso não seria parte do próprio sistema para mais a frente justificar a quebra de neutralidade, isonomia, anarquia da rede. 

Diólia de Carvalho Graziano   
                 
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2011/6/24 ✿◠‿◠)♥ Diólia de Carvalho Graziano <dio...@gmail.com>

✿◠‿◠)♥ Diólia de Carvalho Graziano

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Jun 24, 2011, 12:45:42 PM6/24/11
to thac...@googlegroups.com
E, em nome da "segurança dos dados".  Creio ser muita coincidência um movimento craker num momento tão delicado de definição da lei de transparência dos dados. Liberar o acesso ao dado por um lado, amedronta a população para justificar, por outro lado, a alteração de protocolos de acesso. Dá com uma mão e tira com a outra, "protegendo" governo, corporações e "tranquilizando" o povo.

Carine Roos

unread,
Jun 24, 2011, 12:47:07 PM6/24/11
to thac...@googlegroups.com
Poisé, talvez nem eles tenham muita clareza do querem.. Já viu a entrevista na íntegra que um dos integrantes do grupo LulzSec deu ao Uol? Bem vago.

http://tecnologia.uol.com.br/ultimas-noticias/redacao/2011/06/22/nao-somos-os-viloes-dessa-historia-diz-grupo-hacker-que-reivindica-ataques-ao-governo.jhtm

--

Pedro Markun

unread,
Jun 24, 2011, 1:02:28 PM6/24/11
to thac...@googlegroups.com
Caros,

alguns jornalistas tem me pedido contatos de pessoas que entendam tecnicamente sobre os ataques e queiram/possam dar depoimento sobre esse episódio. Quem topa?

Me perguntaram também se a THacker tem posição definida... respondi que temos a nossa firme posição de respeitar os posicionamentos individuais de cada um e mesmo daqueles que não tem posição definida e/ou não ligam :)

Mas avisei que estavamos debatendo aqui na thread!

Em todo caso, alguém indica/topa escrever um textinho curto explicando DDoS? Acho que até já rolou por aqui na época do Anonymous né? Vou ver se resgato.

abs,
Pedro Markun

2011/6/24 Carine Roos <carin...@gmail.com>

Fabricio Zuardi

unread,
Jun 24, 2011, 1:15:55 PM6/24/11
to thac...@googlegroups.com

On Jun 23, 2011, at 11:55 PM, Cleber Gouvêa wrote:
> Derrubar sites governamentais por derrubar, serviu pra demonstrar que a escalabilidade está fraca, a segurança pelo q vi ñ foi atingida.


A segurança pelo que EU vi foi atingida em partes sim, lembro de um release ontem a tarde com varios passwords do esporte.gov.br, nao cheguei a testar nenhum, mas se funcionavam acho que é ja um pouco mais que apenas o DDoS...


✿◠‿◠)♥ Diólia de Carvalho Graziano

unread,
Jun 24, 2011, 1:17:34 PM6/24/11
to thac...@googlegroups.com
Oi Pedro. Me parece que este é um momento eminentemente político. Somente você, que está no cerne da situação, pode afirmar se esta minha percepção está correta. Em caso afirmativo creio que seria importânte um posicionamento político, tipo uma aproximação, mesmo que remota, com uma ideologia, se possível democrática. Sabe, começar com algo tipo posicionamentos. A nossa linha ideológica é independente, mas tem vertente democráica. Nossa revolução é por padrão de vida, honesto e descente, horizontalizada, mas essencialmente democrática, alicerçada no bem e nas boas ações construtivas-sociais.
Se a Daniela pudesse escrever algo sobre um teórico do mestrado dela, creio que fica show, não sei se o movimento tem uma carta de princípios, algo textual mais consolidado, sabe? E dar esse feedback para a imprensa, sem comentar muito picuinhas (parece que 2011 será o ano cracker, não é?), ir acima disso e falar um pouco de ideologia.
Desculpe meter o bedelho, e agradeço a oportunidade de expor aqui o que a vida me ensina.
abraços,
     
Diólia de Carvalho Graziano   
                 
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2011/6/24 Pedro Markun <pe...@esfera.mobi>

Edson Sales Junior

unread,
Jun 24, 2011, 1:34:57 PM6/24/11
to thac...@googlegroups.com
Pedro, nós poderíamos fazer uma proposta ao TCESP para um experimento com o Portal do Cidadão. Lá nós temos muita preocupação com a escalabilidade, tanto que estamos reformulando o sistema e prospectando hosting para balanceamento de carga. Além disso existe uma preocupação em manter o site no ar o tempo todo. Quem sabe não podemos desenvolver um case em parceria. Já fizemos isto com o Governo Aberto sem nenhuma burocracia. Não custa tentar, quem sabe eles topam? Só seria preciso uma proposta bem estruturada.

Um abraço,

Edson Sales Junior

Em 24 de junho de 2011 00:14, Pedro Markun <pe...@esfera.mobi> escreveu:



--
Edson Sales Junior
Twitter: @esjunior
Blog: www.edsonsalesjunior.com.br

Cleber Gouvêa

unread,
Jun 24, 2011, 1:44:07 PM6/24/11
to thac...@googlegroups.com
A invasão das máquinas é um serviço paralelo dos ataques de negação, os computadores zumbis provavelmente devem ter rastreado as portas abertas dos alvos buscando vulnerabilidades. Se eles querem se fazer ouvidos não é indisponibilizando serviços públicos que vão conscientizar as pessoas sobre problemas de transparência, etc, esse tipo de ataque embora tenha causas até legítimas, pela falta de transparência deles proprios quanto aos propósitos tá passando para a opinião pública que são atos muito mais de vandâlos e inconsequentes do que alguma coisa com um sentido maior, relevante para sua vida.

Cleber

2011/6/24 Fabricio Zuardi <fabr...@fabricio.org>

On Jun 23, 2011, at 11:55 PM, Cleber Gouvêa wrote:
> Derrubar sites governamentais por derrubar, serviu pra demonstrar que a escalabilidade está fraca, a segurança pelo q vi ñ foi atingida.


A segurança pelo que EU vi foi atingida em partes sim, lembro de um release ontem a tarde com varios passwords do esporte.gov.br, nao cheguei a testar nenhum, mas se funcionavam acho que é ja um pouco mais que apenas o DDoS...

✿◠‿◠)♥ Diólia de Carvalho Graziano

unread,
Jun 24, 2011, 2:06:03 PM6/24/11
to thac...@googlegroups.com
Escreve, Dani...
Não falei de montar brinquedinho prá ficarmos brincando de cartinha ou mensagenzinha. Minha colaboração é com a sugestão e ajuda, necessário for, no sentido de se falar pouco mas bonito, elegante. No meio dessa laminha. Pedro vc está no cerne do movimento, você vive isso, é sua vida. Falei cerne nesse sentido, que eu me referi: o tema está no cerne de sua existência em vários planos. Namastê.   

Diólia de Carvalho Graziano   
                 
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2011/6/24 Pedro Markun <pe...@esfera.mobi>
Diólia,

eu não estou no cerne de coisa alguma... estou aqui na minha jangada como todo mundo =)

Acho que é a soma das nossas percepções (por vezes antagônicas) é que fazem o grupo da Transparência Hacker.

A história da carta de principios volta e meia (re)aparece... eu acho que se gente suficiente quiser tentar rabiscar algo, bora pra frente... eu mesmo não gasto uma linha no piratepad =P

abs,
Pedro Markun
ps: Mas concordo que um artigo da Dani ia ser show :P
ps2: Escreve ai, Dani!

2011/6/24 ✿◠‿◠)♥ Diólia de Carvalho Graziano <dio...@gmail.com>
Oi Pedro. Me parece que este é um momento eminentemente político. Somente você, que está no cerne da situação, pode afirmar se esta minha percepção está correta. Em caso afirmativo creio que seria importânte um posicionamento político, tipo uma aproximação, mesmo que remota, com uma ideologia, se possível democrática. Sabe, começar com algo tipo posicionamentos. A nossa linha ideológica é independente, mas tem vertente democráica. Nossa revolução é por padrão de vida, honesto e descente, horizontalizada, mas essencialmente democrática, alicerçada no bem e nas boas ações construtivas-sociais.

Pedro Markun

unread,
Jun 24, 2011, 1:30:14 PM6/24/11
to thac...@googlegroups.com
Diólia,

eu não estou no cerne de coisa alguma... estou aqui na minha jangada como todo mundo =)

Acho que é a soma das nossas percepções (por vezes antagônicas) é que fazem o grupo da Transparência Hacker.

A história da carta de principios volta e meia (re)aparece... eu acho que se gente suficiente quiser tentar rabiscar algo, bora pra frente... eu mesmo não gasto uma linha no piratepad =P

abs,
Pedro Markun
ps: Mas concordo que um artigo da Dani ia ser show :P
ps2: Escreve ai, Dani!

2011/6/24 ✿◠‿◠)♥ Diólia de Carvalho Graziano <dio...@gmail.com>
Oi Pedro. Me parece que este é um momento eminentemente político. Somente você, que está no cerne da situação, pode afirmar se esta minha percepção está correta. Em caso afirmativo creio que seria importânte um posicionamento político, tipo uma aproximação, mesmo que remota, com uma ideologia, se possível democrática. Sabe, começar com algo tipo posicionamentos. A nossa linha ideológica é independente, mas tem vertente democráica. Nossa revolução é por padrão de vida, honesto e descente, horizontalizada, mas essencialmente democrática, alicerçada no bem e nas boas ações construtivas-sociais.

Carine Roos

unread,
Jun 24, 2011, 3:54:29 PM6/24/11
to thac...@googlegroups.com
Concordo muito contigo Cleber. Determinados tipos de ataques podem ter o efeito contrário, fazendo com que a população possa ir contra a essas ações. Mas o que me motivou a falar de "ideologia" e "transparencia" tem sido reparar nos discursos dos manifestos e explicações desses grupos de hackers, algo para mim fundamental para entender esses novos movimentos e ações.

Carine

✿◠‿◠)♥ Diólia de Carvalho Graziano

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Jun 24, 2011, 4:41:22 PM6/24/11
to thac...@googlegroups.com
Isso mesmo Cléber.

Diólia de Carvalho Graziano   
                 
projetos e pesquisa em comunicação contemporânea
              
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2011/6/24 Carine Roos <carin...@gmail.com>

Wagner Pyter

unread,
Jun 24, 2011, 5:32:06 PM6/24/11
to Transparência Hacker
Gente, penso que seria uma oportunidade para 'dar um basta' nessas
operações que não parecem manifestações autenticas do povo, mas sim,
reafirmar o trabalho que vocês tem realizado como Cyberativista na
Transparencia Hacker.

Gostaria também de publicar o que vocês tem produzido na rede
MovimentoPopular.com.br que estou iniciando com o pessoal de Salvador-
BA, depois da Marcha da Liberdade e das manifestação Belo Monte. Um
exemplo: WIKI Mapa da Corrupção do Brasil
http://movimento-popular.blogspot.com/2011/06/wiki-mapa-da-corrupcao-do-brasil.html

Tenho trabalhado desde dezembro nas lutas contra o aumento das tarifas
e agora, na mobilidade sobre trilhos e menos onibus. menos carros e
mais bicicletas da COPA2014.

Abraços,
Pyter

On 24 jun, 13:41, ✿◠‿◠)♥ Diólia de Carvalho Graziano
<diol...@gmail.com> wrote:
> Às vezes me pergunto se, no âmbito das teorias conspiratórias, isso não
> seria parte do próprio sistema para mais a frente justificar a quebra de
> neutralidade, isonomia, anarquia da rede.
>
> *
> Diólia de Carvalho Graziano
> ૐ
>
> *
> *projetos e pesquisa em comunicação contemporânea*
>
> about.me/diolia    ✿◠‿◠)♥    "Se funciona, é obsoleto." Mcluhan
>
>  +55 11 9989-8455
>
> 2011/6/24 ✿◠‿◠)♥ Diólia de Carvalho Graziano <diol...@gmail.com>
>
>
>
>
>
>
>
> > Cleber, me pergunto a mesma coisa. Vc conhece esse blog/cidadão?
>
> >http://krypt3ia.wordpress.com/2011/06/23/lulzsec-how-not-to-run-an-in...
>
> > *
> > Diólia de Carvalho Graziano
> > ૐ
>
> > *
> > *projetos e pesquisa em comunicação contemporânea*
>
> > about.me/diolia    ✿◠‿◠)♥    "Se funciona, é obsoleto." Mcluhan
>
> >  +55 11 9989-8455
>
> > 2011/6/24 Cleber Gouvêa <cleb...@gmail.com>
>
> >> Seria intere
>
> >> 2011/6/24 Carine Roos <carine.r...@gmail.com>

Daniela B. Silva

unread,
Jun 24, 2011, 7:13:29 PM6/24/11
to thac...@googlegroups.com
Oi, pessoal!

Minha posição – dentro da sempre festejada diversidade de pensamento da thacker, que não precisa marcar opinião única a respeito de nada – é que tirar um site público do ar é uma forma de protesto. Pode não ter pauta, pode não ter nem efetividade, mas não acho que esses sejam requisitos obrigatórios para um ato político. 

O ataque pra mim funciona da mesma forma como, numa democracia, você pode bloquear a rua pra fazer um protesto por puro descontentamento (por exemplo: descontentamento porque alguns moradores de Higienópolis falaram contra o metrô). Atrapalha a vida de muita gente, e muitas vezes constroi pouco, mas é um ato legítimo. Não digo certo, nem errado, nem positivo, nem negativo – mas legítimo e defensável se a gente vive em democracia.

Na minha ação cidadã, eu não penso em me dedicar a derrubar sites (da mesma forma como nunca me dediquei a fazer protestos na rua, apesar de ter ido às últimas marchas e churrascos diferenciados). Porque acho que clonar os sites, redundar os dados em outros espaços e tomar conta deles é uma forma mais propositiva de usar a liberdade que a rede nos oferece pra atuar politicamente. Mas de forma nenhuma tiro a legitimidade dessas ações. 

Até porque os ataques podem não propor muita coisa, mas elas mostram muita coisa. Não apenas sobre a infraestrutura e segurança dos sites governamentais – cuja precariedade é um tanto quanto óbvia. Mas sobre que tipo de governo e sociedade nós somos. Sobre como o governo lida com a tarefa de nos expor informação pública (estrategicamente? prioritariamente? não parece...). Sobre como nós, sociedade, atuamos na hora de nos apropriarmos dessas informações.

Basicamente, eu estou querendo dizer o seguinte: se os dados dos governos fossem radicalmente abertos, e se nós nos aproveitássemos radicalmente desses dados – redundando as bases, publicando em outros espaços, montando um grid público, jogando tudo em redes P2P, whatever – os ataques nem mesmo fariam sentido (ou até fariam, mas não iriam prejudicar muita coisa). No entanto, tanto o governo ainda não pensa informação como área estratégica, como nós, sociedade, falhamos em entender que essas informações são nossas e que nós precisamos nos apoderar delas de um jeito mais estrutural. E aí é que mora o perigo.

Principalmente, acho que esses protestos virtuais mostram bem que novas formas de comunicação permitem que existam novas formas de associação e mobilização. Elas podem parecer totalmente alienadas, ou até meio assustadoras, mas é isso: elas estão aí. E, sendo inéditas, para "resolvê-las", dar um passo em direção ao controle é tão incerto quanto dar um passo em direção à abertura. Porque não tomarmos o segundo caminho dessa vez, só pra variar?

Muita gente também fala que os tais hackers estão dando desculpa pra que os conservadores tomem ações reacionárias em relação ao controle da rede. Nem isso eu acho que é totalmente verdade. Eu penso que agora, pelo menos, ficou mais claro pra sociedade que o controle da rede (também) é uma questão política. 

Não querem controlar a rede por causa da pedofilia. Não querem controlar a rede por causa da pirataria. Querem controlar a rede porque, nesse espaço, pessoas comuns têm o poder de incomodar a forma como governos, bancos, empresas de crédito operam. As atividades desses centros de poder são virtuais há muito tempo (sempre falo que político não constroi obra pública empilhando tijolo, mas sim assinando papel). Se, no mundo virtual, a maioria das pessoas tiver poder, então governos e instituições concentradoras de poder têm um problema.

Pelo menos, agora fica claro pra todo mundo qualé o jogo afinal. Ou pelo menos fica mais fácil conversar com a sociedade que está fora da bolha-internet de um jeito mais preciso. O argumento de que "o site do Ministério e as operações da Visa não podem ficar fora do ar" pode até ser mais convidativo do que o da liberdade, mas é isso aí: bom trabalho pra gente.

Tem uma coisa que o Sérgio Amadeu falou quando fizemos o Clone do Blog do Planalto, que muita gente achou "negativo", porque não os comentários abertos no clone não culminavam num debate democrático altamente qualificado – se for só pra xingar a mãe do Lula, melhor não abrir comentário nenhum. Nessa época, o Samadeu lembrou que democracia é um processo, e não um fim. Não estamos aqui para correr numa "gincana de controle" e no final chegarmos a um feliz "pódio aberto e democrático". Temos que vivenciar a experiência de ser uma democracia, com interesses diversos, com ações nem sempre diretamente efetivas... porque isso é parte do processo. 

Enfim. E-mail grande, pensamentos preliminares em cima de uma coisa complicada. Mas acho que é por aí.

Bjs,

Dani


2011/6/24 Wagner Pyter <wagne...@gmail.com>

✿◠‿◠)♥ Diólia de Carvalho Graziano

unread,
Jun 24, 2011, 7:28:07 PM6/24/11
to thac...@googlegroups.com
Daniela, está excelente, parabéns!

Diólia de Carvalho Graziano   
                 
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2011/6/24 Daniela B. Silva <daniel...@gmail.com>

Wagner Pyter

unread,
Jun 24, 2011, 8:08:55 PM6/24/11
to Transparência Hacker
só que esse pessoal fala outra lingua, portugues de portugal. até hoje
ainda não vi uma ação que fosse 'ação direta daqui mesmo'. talvez
aconteça nessa segunda-feira pelo pessoal do wikileaks.

On 24 jun, 20:28, ✿◠‿◠)♥ Diólia de Carvalho Graziano
<diol...@gmail.com> wrote:
> Daniela, está excelente, parabéns!
>
> *
> Diólia de Carvalho Graziano
> ૐ
>
> *
> *projetos e pesquisa em comunicação contemporânea*
>
> about.me/diolia    ✿◠‿◠)♥    "Se funciona, é obsoleto." Mcluhan
>
>  +55 11 9989-8455
>
> 2011/6/24 Daniela B. Silva <danielabsi...@gmail.com>
>
>
>
>
>
>
>
> > Oi, pessoal!
>
> > Minha posição – dentro da sempre festejada diversidade de pensamento da
> > thacker, que não precisa marcar opinião única a respeito de nada – é que
> > tirar um site público do ar é uma forma de protesto. Pode não ter pauta,
> > pode não ter nem efetividade, mas não acho que esses sejam requisitos
> > obrigatórios para um ato político.
>
> > O ataque pra mim funciona da mesma forma como, numa democracia, você pode
> > bloquear a rua pra fazer um protesto por puro descontentamento (por exemplo:
> > descontentamento porque alguns moradores de Higienópolis falaram contra o
> > metrô). Atrapalha a vida de muita gente, e muitas vezes constroi pouco, mas
> > é um ato legítimo. Não digo certo, nem errado, nem positivo, nem negativo –
> > mas legítimo e defensável se a gente vive em democracia.
>
> > Na minha ação cidadã, eu não penso em me dedicar a derrubar sites (da mesma
> > forma como nunca me dediquei a fazer protestos na rua, apesar de ter ido às
> > últimas marchas e churrascos diferenciados). Porque acho que clonar os
> > sites, redundar os dados em outros espaços e tomar conta deles é uma forma
> > mais propositiva de usar a liberdade que a rede nos oferece pra atuar
> > politicamente. Mas de forma nenhuma tiro a legitimidade dessas ações.
>
> > Até porque os ataques podem não *propor* muita coisa, mas elas *mostram*muita coisa. Não apenas sobre a infraestrutura e segurança dos sites
> > governamentais – cuja precariedade é um tanto quanto óbvia. Mas sobre que
> > tipo de governo e sociedade nós somos. Sobre como o governo lida com a
> > tarefa de nos expor informação pública (estrategicamente? prioritariamente?
> > não parece...). Sobre como nós, sociedade, atuamos na hora de nos
> > apropriarmos dessas informações.
>
> > Basicamente, eu estou querendo dizer o seguinte: se os dados dos governos
> > fossem *radicalmente* abertos, e se nós nos aproveitássemos* radicalmente*desses dados – redundando as bases, publicando em outros espaços, montando
> > poder têm um *problema*.
>
> > Pelo menos, agora fica claro pra todo mundo qualé o jogo afinal. Ou pelo
> > menos fica mais fácil conversar com a sociedade que está fora da
> > bolha-internet de um jeito mais preciso. O argumento de que "o site do
> > Ministério e as operações da Visa não podem ficar fora do ar" pode até ser
> > mais convidativo do que o da liberdade, mas é isso aí: bom trabalho pra
> > gente.
>
> > Tem uma coisa que o Sérgio Amadeu falou quando fizemos o Clone do Blog do
> > Planalto, que muita gente achou "negativo", porque não os comentários
> > abertos no clone não culminavam num debate democrático altamente qualificado
> > – se for só pra xingar a mãe do Lula, melhor não abrir comentário nenhum.
> > Nessa época, o Samadeu lembrou que democracia é um processo, e não um fim.
> > Não estamos aqui para correr numa "gincana de controle" e no final chegarmos
> > a um feliz "pódio aberto e democrático". Temos que vivenciar a experiência
> > de ser uma democracia, com interesses diversos, com ações nem sempre
> > diretamente efetivas... porque isso é parte do processo.
>
> > Enfim. E-mail grande, pensamentos preliminares em cima de uma coisa
> > complicada. Mas acho que é por aí.
>
> > Bjs,
>
> > Dani
>
> > 2011/6/24 Wagner Pyter <wagnerpy...@gmail.com>
>
> >> Gente, penso que seria uma oportunidade para 'dar um basta' nessas
> >> operações que não parecem manifestações autenticas do povo, mas sim,
> >> reafirmar o trabalho que vocês tem realizado como Cyberativista na
> >> Transparencia Hacker.
>
> >> Gostaria também de publicar o que vocês tem produzido na rede
> >> MovimentoPopular.com.br que estou iniciando com o pessoal de Salvador-
> >> BA, depois da Marcha da Liberdade e das manifestação Belo Monte. Um
> >> exemplo: WIKI Mapa da Corrupção do Brasil
>
> >>http://movimento-popular.blogspot.com/2011/06/wiki-mapa-da-corrupcao-...

Emerson da Rocha Luiz

unread,
Jun 24, 2011, 8:57:48 PM6/24/11
to thac...@googlegroups.com
Minha experiência com pessoas mostra que é mais vantajoso ter jogo de cintura, e, com calma, convencer não de 'o que ela faz é errado', mas sim que 'seria melhor se fizesse de outro jeito'. Criticas construtivas tem um apelo maior, e os resultados são incríveis. Mesmo aos que forem mais impulsivos, realmente duvido que, com alguma conversa mínima, tenderiam a se politizar um pouco mais ser mais conscientes e organizados.

Em vez de aparecer em publico com frases do tipo 'eles são uma crianças, ou eu os odeio', seria mais coerente dizer que 'pessoas diferentes tem maneiras diferentes de fazer uma crítica e, do mesmo modo que o meu grupo, o <seu grupo aqui>, tem ações que procuram <objetivos aqui>, qualquer cidadão é livre para se organizar ao seu modo, e como esses grupos, tem seu modo de agir. Não obstante, buscar transparência em um governo, levar a sério aonde o meu e o seu dinheiro é gasto, é errado? E saiba de uma coisa: como cidadão brasileiro, eu não estou com medo do que está acontecendo, mas eu teria se eu fosse um corupto.


Att. Emerson

--
Emerson da Rocha Luiz
+55 51 9881-9146  | MSN: emerson at webdesign.eng.br | GTalk: fititnt at Gmail | Skype: fititnt |  |http://www.fititnt.org | Twitter: @fititnt
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2011/6/24 Wagner Pyter <wagne...@gmail.com>

Evandro Oliveira

unread,
Jun 24, 2011, 9:53:12 PM6/24/11
to thac...@googlegroups.com
Pedro,

Concordo Muito com a Diólia.
Talvez neste momento, como uma forma até de posicionamento,
você deva pensar num documento formal em nome do THacker.
Muitos serão contra mas até alguns grupos de hackers que forem
arrolados e não estão no "rolo" farão a delimitação de suas cartas.
Muitos tb se assustarão com a analogia que vou fazer mas é necessário.
Num atentado a bomba, no mundo real, espera-se que algum movimento 
assuma.
Se alguém assumir co-autoria, e não tem nada a ver com isto, é
extirpado. Movimentos ativistas exigem SEMPRE, posicionamento
sobre as coisas. acredito que THacker deve ter uma posição e se a
mesma puder ser trabalhada e lançada no FISL seria bastante
oportuno e apropriado.

Diego Rabatone

unread,
Jun 25, 2011, 8:19:30 AM6/25/11
to thac...@googlegroups.com
@Carine,
realmente, não havia me atentado para o termo que utilizei, e não me lembro de ter feito uma reflexão anterior sobre ele. Agradeço (de verdade!) pelo comentário, e certamente pensarei muitas vezes antes de utilizá-lo novamente.

@Dani,
discordo bastante deste seu último email.

Acho que a comparação que você fez não é igual, e em seu próprio email você me mostra argumentos disso.

    "bloquear a rua pra fazer um protesto por puro descontentamento (por exemplo: descontentamento porque alguns moradores de Higienópolis falaram contra o metrô)"
é uma ação política, é um ato legítimo - independente se concordo ou não! - e é um ato com um objetivo (no caso de higienópolis era protestar contra a mudança da estação de metrô baseada num argumento preconceituoso de uma liderança local).

Já os ataques DDoS aos sites públicos brasileiros são completamente diferentes. O grupo simplesmente fez um ataque, sem ser uma forma de "protesto contra alguma coisa" ou sem querer demonstrar nada na real. Algo completamente diferente dos ataques DDoS efetuados aos sites da Visa e da Amazon pelo Anonymous, quando da "censura" ao Wikileaks.

Inclusive, Dani, dizer que estes ataques "mostram alguma coisa" "sobre a infraestrutura e segurança dos sites governamentais" é simplista demais na minha opinião. Praticamente nenhum site no mundo é feito para suportar a quantidade de acessos que o ataque DDoS gerou nos sites brasileiros.
E nem faz muito sentido cobrar que a infraestrutura de cada site brasileiro seja feita para suportar o acesso do Google ou da Wikipedia ou do Facebook à priori. É uma infraestrutura desnecessária do meu ponto de vista.

Eu concordo que um "grid público", ou mesmo a "nuvem pública" que está sendo proposta/montada pelo SERPRO são evoluções que só trarão benefícios a todos (inclusive ao governo), e que nós, sociedade civil, temos que fazer nossas "artes" com essas informações. Mas acho, também, complicado imaginar/querer que a sociedade civil - por puro 'ciberativismo' - faça mirrors de todos os sites e bancos de dados públicos. São volumes de informações que necessitam de investimentos gigantescos. Temos que pensar ponderadamente nessa "alternativa", inclusive para não gerarmos uma expectativa de que a sociedade civil faça seus mirros e o governo não precise garantir uma infraestrutura tão eficiente ("Já que eles fazem, já que eles têm, nós não precisamos investir tanto").

Na real, qual a diferença entre eles fazerem isso e jogarem uma pedra no prédio da prefeitura municipal passando de carro? É um real "protesto"? Geralmente quem protesta, protesta contra algo. Derrubar (e não invadir) sites por derrubar é, do meu ponto de vista, molecagem e brincadeira de criança. É coisa de adolescente que quer pagar de "gente grande" e ficar se gabando para os amigos.

Recomendo a leitura desses dois artigos:
http://www.trezentos.blog.br/?p=6062
http://www.erico.com.br/blog/2011/06/24/governo-sob-ataque-plone-sob-ataque

--------------------------------
Diego Rabatone Oliveira

2011/6/24 Daniela B. Silva <daniel...@gmail.com>
Oi, pessoal!

Wagner Pyter

unread,
Jun 25, 2011, 8:50:30 AM6/25/11
to Transparência Hacker
Diego, mas a diferença entre o governo criar a nuvem e a sociedade
civil projetar algo, é como fazer.
Pq a idéia de quem tá no controle, é deixar disponivel algumas coisas.
Na maioria das vezes, indecifravel.

On 25 jun, 09:19, Diego Rabatone <dir...@diraol.eng.br> wrote:
> @Carine,
> realmente, não havia me atentado para o termo que utilizei, e não me lembro
> de ter feito uma reflexão anterior sobre ele. Agradeço (de verdade!) pelo
> comentário, e certamente pensarei muitas vezes antes de utilizá-lo
> novamente.
>
> @Dani,
> discordo bastante deste seu último email.
>
> Acho que a comparação que você fez não é igual, e em seu próprio email você
> me mostra argumentos disso.
>     "*bloquear a rua pra fazer um protesto por puro descontentamento (por
> exemplo: descontentamento porque alguns moradores de Higienópolis falaram
> contra o metrô)*"
> é uma ação política, é um ato legítimo - independente se concordo ou não! -
> e é um ato com um objetivo (no caso de higienópolis era protestar contra a
> mudança da estação de metrô baseada num argumento preconceituoso de uma
> liderança local).
>
> Já os ataques DDoS aos sites públicos brasileiros são completamente
> diferentes. O grupo simplesmente fez um ataque, sem ser uma forma de
> "protesto contra alguma coisa" ou sem querer demonstrar nada na real. Algo
> completamente diferente dos ataques DDoS efetuados aos sites da Visa e da
> Amazon pelo Anonymous, quando da "censura" ao Wikileaks.
>
> Inclusive, Dani, dizer que estes ataques *"mostram alguma coisa" *"*sobre a
> infraestrutura e segurança dos sites governamentais"* é simplista demais na
> minha opinião. Praticamente nenhum site no mundo é feito para suportar a
> quantidade de acessos que o ataque DDoS gerou nos sites brasileiros.
> E nem faz muito sentido cobrar que a infraestrutura de cada site brasileiro
> seja feita para suportar o acesso do Google ou da Wikipedia ou do Facebook *à
> priori*. É uma infraestrutura desnecessária do meu ponto de vista.
>
> Eu concordo que um "grid público", ou mesmo a "nuvem pública" que está sendo
> proposta/montada pelo SERPRO são evoluções que só trarão benefícios a todos
> (inclusive ao governo), e que nós, sociedade civil, temos que fazer nossas
> "artes" com essas informações. Mas acho, também, complicado imaginar/querer
> que a sociedade civil - por puro 'ciberativismo' - faça *mirrors *de todos
> os sites e bancos de dados públicos. São volumes de informações que
> necessitam de investimentos gigantescos. Temos que pensar ponderadamente
> nessa "alternativa", inclusive para não gerarmos uma expectativa de que a
> sociedade civil faça seus *mirros *e o governo não precise garantir uma
> infraestrutura tão eficiente ("Já que eles fazem, já que eles têm, nós não
> precisamos investir tanto").
>
> Na real, qual a diferença entre eles fazerem isso e jogarem uma pedra no
> prédio da prefeitura municipal passando de carro? É um real "protesto"?
> Geralmente quem protesta, protesta contra algo. Derrubar (e não invadir)
> sites por derrubar é, do meu ponto de vista, molecagem e brincadeira de
> criança. É coisa de adolescente que quer pagar de "gente grande" e ficar se
> gabando para os amigos.
>
> Recomendo a leitura desses dois artigos:http://www.trezentos.blog.br/?p=6062http://www.erico.com.br/blog/2011/06/24/governo-sob-ataque-plone-sob-...
>
> --------------------------------
> Diego Rabatone Oliveira
>
> 2011/6/24 Daniela B. Silva <danielabsi...@gmail.com>
>
>
>
>
>
>
>
> > Oi, pessoal!
>
> > Minha posição – dentro da sempre festejada diversidade de pensamento da
> > thacker, que não precisa marcar opinião única a respeito de nada – é que
> > tirar um site público do ar é uma forma de protesto. Pode não ter pauta,
> > pode não ter nem efetividade, mas não acho que esses sejam requisitos
> > obrigatórios para um ato político.
>
> > O ataque pra mim funciona da mesma forma como, numa democracia, você pode
> > bloquear a rua pra fazer um protesto por puro descontentamento (por exemplo:
> > descontentamento porque alguns moradores de Higienópolis falaram contra o
> > metrô). Atrapalha a vida de muita gente, e muitas vezes constroi pouco, mas
> > é um ato legítimo. Não digo certo, nem errado, nem positivo, nem negativo –
> > mas legítimo e defensável se a gente vive em democracia.
>
> > Na minha ação cidadã, eu não penso em me dedicar a derrubar sites (da mesma
> > forma como nunca me dediquei a fazer protestos na rua, apesar de ter ido às
> > últimas marchas e churrascos diferenciados). Porque acho que clonar os
> > sites, redundar os dados em outros espaços e tomar conta deles é uma forma
> > mais propositiva de usar a liberdade que a rede nos oferece pra atuar
> > politicamente. Mas de forma nenhuma tiro a legitimidade dessas ações.
>
> > Até porque os ataques podem não *propor* muita coisa, mas elas *mostram*muita coisa. Não apenas sobre a infraestrutura e segurança dos sites
> > governamentais – cuja precariedade é um tanto quanto óbvia. Mas sobre que
> > tipo de governo e sociedade nós somos. Sobre como o governo lida com a
> > tarefa de nos expor informação pública (estrategicamente? prioritariamente?
> > não parece...). Sobre como nós, sociedade, atuamos na hora de nos
> > apropriarmos dessas informações.
>
> > Basicamente, eu estou querendo dizer o seguinte: se os dados dos governos
> > fossem *radicalmente* abertos, e se nós nos aproveitássemos* radicalmente*desses dados – redundando as bases, publicando em outros espaços, montando
> > poder têm um *problema*.
>
> > Pelo menos, agora fica claro pra todo mundo qualé o jogo afinal. Ou pelo
> > menos fica mais fácil conversar com a sociedade que está fora da
> > bolha-internet de um jeito mais preciso. O argumento de que "o site do
> > Ministério e as operações da Visa não podem ficar fora do ar" pode até ser
> > mais convidativo do que o da liberdade, mas é isso aí: bom trabalho pra
> > gente.
>
> > Tem uma coisa que o Sérgio Amadeu falou quando fizemos o Clone do Blog do
> > Planalto, que muita gente achou "negativo", porque não os comentários
> > abertos no clone não culminavam num debate democrático altamente qualificado
> > – se for só pra xingar a mãe do Lula, melhor não abrir comentário nenhum.
> > Nessa época, o Samadeu lembrou que democracia é um processo, e não um fim.
> > Não estamos aqui para correr numa "gincana de controle" e no final chegarmos
> > a um feliz "pódio aberto e democrático". Temos que vivenciar a experiência
> > de ser uma democracia, com interesses diversos, com ações nem sempre
> > diretamente efetivas... porque isso é parte do processo.
>
> > Enfim. E-mail grande, pensamentos preliminares em cima de uma coisa
> > complicada. Mas acho que é por aí.
>
> > Bjs,
>
> > Dani
>
> > 2011/6/24 Wagner Pyter <wagnerpy...@gmail.com>
>
> >> Gente, penso que seria uma oportunidade para 'dar um basta' nessas
> >> operações que não parecem manifestações autenticas do povo, mas sim,
> >> reafirmar o trabalho que vocês tem realizado como Cyberativista na
> >> Transparencia Hacker.
>
> >> Gostaria também de publicar o que vocês tem produzido na rede
> >> MovimentoPopular.com.br que estou iniciando com o pessoal de Salvador-
> >> BA, depois da Marcha da Liberdade e das manifestação Belo Monte. Um
> >> exemplo: WIKI Mapa da Corrupção do Brasil
>
> >>http://movimento-popular.blogspot.com/2011/06/wiki-mapa-da-corrupcao-...
> ...
>
> mais »

erico dias

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Jun 26, 2011, 3:09:13 PM6/26/11
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