Estava aqui pensando. Vejam o que vocês acham.
Sei que a ação do baixo centro é mais focada em eventos culturais, mas com a situação atual da região - uma ação policial e uma tempestade política acontecendo -, acho que a gente tem que bolar pro Ônibus Hacker um rolê com mais "punch".
A ação violenta do prefeito e do governador em cima dos usuários de crack e moradores de rua hoje apareceu na
Folha como uma manobra partidária, feita pra antecipar uma ação de saúde pública do governo Dilma -- mais uma história de processos políticos escusos que a gente não entende e que nos deixam de boca aberta só *depois que as coisas já aconteceram*. Obviamente, a história da Folha é uma das muitas versões. Então os documentos, decretos, planos e resoluções que embasam esses programas deveriam vir a público.
Enfim, não quero entrar no mérito ideológico/político/prático do que Kassab e Alckmin estão fazendo no baixo centro, mas acho que o grande número de ações da linha "de repente aconteceu" que surgiram nesse comecinho de ano tem tudo a ver com a gente. Percebo que janeiro é uma época boa pra tirar políticas públicas emergenciais da cartola, sem estratégia, sem planejamento e sem transparência nenhuma...
Seria muito bacana um rolê pra quem quer "ver o baixo centro além do baixo centro" - talvez com mais cara de mapeamento do que de visita. Encontrar as bonitezas, peculiaridades e atividades culturais do espaço; mas também organizações, espaços de ocupação, cortiços, bocas. A gente podia fechar na CCD num encontro inspirado nessa visita, que seja um mutirão pra formular pedidos de acesso a informação pública no Queremos Saber (ideia que já estava quicando desde o encontro Drogas, Direitos Humanos e Tecnologias). E ainda assim vale rolar o taxímetro do Busão Hacker, pra arrecadar doações voluntárias para o projeto por onde a gente passar.
Não sei, é só uma primeira ideia (pensando em voz alta). O que vocês acham? Como a gente bolaria esse roteiro? Seria legal ter uns contatos armados no caminho, mas acho difícil dar tempo... Vale a pena? Ou tô pirando?
Beijo,
Dani