A três dias da primeira divulgação de dados pela empresa alemã GfK no
mercado brasileiro, o Ibope anunciou que abrirá ao público, a partir de
agora, todos os dados sobre audiência de emissoras de TVs abertas e
pagas.
Trata-se da maior mudança já feita pelo instituto, que
até hoje não divulgava quaisquer números para jornalistas e colunas
(como esta), sempre sob a alegação de sigilo contratual. Pois bastou
surgir uma empresa concorrente para o sigilo contratual acabar.
Os dados se referem ao Painel Nacional de Televisão (PNT) nas 15
principais regiões metropolitanas do país. Os dados serão
disponibilizados por dia e por semana.
O primeiro período, que vai de 14 a 20 de setembro, já pode ser acessado no site do instituto.
Na TV paga, o ibope promete mostrar os programas mais vistos também.
Além disso, o instituto promete disponibilizar ao público também o
ranking de programas mais comentados no Twitter.
Sobre a reportagem divulgada ontem com exclusividade pelo UOL,
de que especialistas ouvidos por esta coluna consideram que a medição e
metodologia do GfK podem ser mais detalhadas e completas que as do
Ibope, o instituto respondeu, por meio de sua assessoria de imprensa,
que também "acompanha constantemente as mudanças da população
brasileira".
"O levantamento socioeconômico realizado pela
empresa chegou a mais de 100 mil entrevistas nos últimos cinco anos e só
neste ano serão mais 23 mil."
(O GfK, por sua vez, por meio de
sua divisão de Comunicação, informou à coluna que, pelo levantamento
socioeconômico, já realizou mais de 67 mil entrevistas apenas nos
últimos seis meses).
O Ibope informou ainda que tem aparelhos
(cerca de 11 mil) "distribuídos em 6.060 domicílios, representando o
consumo (audiência) de mais de 67 milhões de indivíduos".