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Peguei o seu contato com o Rafael Sbarai, tá? Gostaria de pedir a sua ajuda...
Nesta semana estou tocando uma matéria sobre hacktivismo, no intuito de mostrar que existe uma grande diferença entre hackers e crackers. Gostaria de conhecer melhor o grupo de vocês e entender alguns dos projetos desenvolvidos.
Podemos falar pela lista, se preferir, mas como não faço parte dela, acabo não recebendo os updates. Você topa me ajudar?
Muito obrigada!
Abraços,
Renata Honorato
+55 11 8050-0650
Av. das Nações Unidas, 7221, 19º andar
05425-902 - São Paulo - SP
Oi gente,
Voltei! Estou preparando algumas questões e volto a falar com vocês ainda hoje.
Daniela, muito obrigada pelo rápido feedback.
Abraços,
Renata Honorato
+55 11 8050-0650
Av. das Nações Unidas, 7221, 19º andar
05425-902 - São Paulo - SP
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Oi Daniela. Oi pessoal. Tudo bem?
Seguem algumas perguntas. Você me ajudam com isso?
- Quantas pessoas fazem parte do grupo e qual a formação acadêmica dos integrantes?
- Como explicar para um leigo a diferença entre um hacker e um cracker?
- Como vocês caracterizam os dados como abertos? Como os integrantes do grupo têm acesso às informações? A coleta desses dados pode ser caracterizada como uma "invasão"?
- Li há pouco um artigo assinado pelo advogado especializado em direito digital José Milagre. Ele afirmou que a Lei Azeredo, se aprovada, transformará em crime qualquer atividade hacker. Qual a opinião de vocês sobre isso?
- Encontrei no site Transparência Hacker cerca de 20 projetos. Todos eles estão concluídos?
- Qual a avaliação do grupo acerca dos recentes ataques crackers aos sites governamentais?
- Qual foi o projeto de maior repercussão? Qual o objetivo comum do grupo?
- Como o grupo interage? Como são desenvolvidos os projetos?
- A comunidade brasileira de hackers é grande? Existe uma conversa comum entre brasileiros e outros grupos similares de outros países?
- No exterior, o que existe de similar? Vocês se recordam de algum projeto desenvolvido por hackers que tenha tido uma boa aceitação da sociedade no Brasil e/ou mundo?
- Vocês conhecem algum membro que foi cracker e que optou por usar "sua bagagem técnica" para o bem? Vocês acham que ele/ela toparia conversar comigo?
- Como vocês caracterizam o termo hacktivismo?
Muito obrigada!
Renata Honorato
+55 11 8050-0650
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De: Daniela B. Silva [mailto:daniel...@gmail.com]
Enviada em: quarta-feira, 29 de junho de 2011 11:17
Para: Renata Honorato
Cc: thackday
Assunto: Matéria Hacktivismo
Oi, Renata!
Seguem algumas perguntas. Você me ajudam com isso?
- Quantas pessoas fazem parte do grupo e qual a formação acadêmica dos integrantes?
- Como explicar para um leigo a diferença entre um hacker e um cracker?
- Como vocês caracterizam os dados como abertos? Como os integrantes do grupo têm acesso às informações? A coleta desses dados pode ser caracterizada como uma "invasão"?
- Li há pouco um artigo assinado pelo advogado especializado em direito digital José Milagre. Ele afirmou que a Lei Azeredo, se aprovada, transformará em crime qualquer atividade hacker. Qual a opinião de vocês sobre isso?
- Encontrei no site Transparência Hacker cerca de 20 projetos. Todos eles estão concluídos?
- Qual a avaliação do grupo acerca dos recentes ataques crackers aos sites governamentais?
- Qual foi o projeto de maior repercussão? Qual o objetivo comum do grupo?
- Como o grupo interage? Como são desenvolvidos os projetos?
- A comunidade brasileira de hackers é grande? Existe uma conversa comum entre brasileiros e outros grupos similares de outros países?
- No exterior, o que existe de similar? Vocês se recordam de algum projeto desenvolvido por hackers que tenha tido uma boa aceitação da sociedade no Brasil e/ou mundo?
- Vocês conhecem algum membro que foi cracker e que optou por usar "sua bagagem técnica" para o bem? Vocês acham que ele/ela toparia conversar comigo?
- Como vocês caracterizam o termo hacktivismo?
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Oi Renata,começo aqui e a galera vai rebatendo e completando.2011/6/29 Renata Honorato <renata....@abril.com.br>
Oi Daniela. Oi pessoal. Tudo bem?
Seguem algumas perguntas. Você me ajudam com isso?
- Quantas pessoas fazem parte do grupo e qual a formação acadêmica dos integrantes?
~626 (o numero exato pode ser visto na pagina do grupo)A formação vária de não-graduado (e acho que tem gente ainda terminando médio? Dunno) até doutor e outras coisas mais.
Acho que se tirar um média aritmética... boa parte aqui é escolado na vida =P
- Como explicar para um leigo a diferença entre um hacker e um cracker?
Eu mandaria um link da wikipedia e/ou um link do 'google it for me' que volta e meia circula por aqui. (E não é zoação, acho que parte da compreensão da idéia de hacker é entender que você pode fazer as coisas por si mesmo e tirar suas próprias conclusões.)Mas pra responder menos sériamente e de maneira 'leiga', Cracker é um termo criado para diferenciar 'hackers do bem' de 'hackers do mal'. O Cracker seria aquele cara que invade sistemas protegidos em busca de ganho pessoal, rouba senhas, lança virus de forma ilegal ou sem ética.Eu particularmente acho que é uma divisão meio artificial. Acho que é mais interessante a gente conseguir fazer entender que 'hacker' pode ser tudo isso - bem, mal, bom, ruim - e as vezes até ao mesmo tempo. É a complexidade moderna. E as velhas dicotomias não funcionam mais.
- Como vocês caracterizam os dados como abertos? Como os integrantes do grupo têm acesso às informações? A coleta desses dados pode ser caracterizada como uma "invasão"?
Dados Abertos são dados que respeitam alguns principios.Essa referencia tem sido usada internacionalmente e eu acho bastante satisfatória. Mas eu resumiria dizendo que são dados disponibilizados de uma forma que eles sejam plenamente usaveis e recombinaveis pela sociedade.Aqui no grupo a gente trabalha bastante com a idéia/técnica da raspagem... muitas vezes as informações estão disponíveis só que não em um formato aberto (e portanto reprocessavel). Ai a gente monta robozinhos que entram no site e lêem essa informação e transformam em uma coisa estruturada.Sobre invasão... é uma zona cinzenta. A informação esta lá, disponível, mas não foi pensada/disponibilizada pra ser consumida daquela forma. Muitas vezes existem bloqueios explicitos para que não se usem robos... e a gente usa ou quer usar mesmo assim - porque é o único jeito e porque temos esse direito.Enfim, eu não acho que é invasão. Ou se é, é uma invasão por direito de uso :)- Li há pouco um artigo assinado pelo advogado especializado em direito digital José Milagre. Ele afirmou que a Lei Azeredo, se aprovada, transformará em crime qualquer atividade hacker. Qual a opinião de vocês sobre isso?
Concordo. A Lei Azeredo é extremamente perigosa justamente por querer criminalizar (tipo, joga na cadeia!) ações e práticas comuns na rede.
- Encontrei no site Transparência Hacker cerca de 20 projetos. Todos eles estão concluídos?
Não. Quase nenhum esta concluido. A Transparência Hacker - e a transparência, e a democracia - é um processo e não um fim. A gente esta experimentando constantemente.
Como os integrantes do grupo têm acesso às informações?