Subject: [python-brasil] [vaga] Supremo em Números // Dev Python // fulltime // presencial-RJ // +2 anos-xp // NLP-machineLearning
Olá,
o projeto Supremo em Números da Fundação Getulio Vargas (FGV) tem vaga disponível, com as seguintes características:
. desenvolvedor fluente em Python
. Presencial (na sede da FGV - Praia de Botafogo)
. Fulltime (40h semanais)
. +2 anos de experiência profissional
. formado em ciência da computação, engenharia da computação, sistemas da informação ou área fortemente quantitativa.
desejável:
. experiência com SQL, NoSQL
. conhecimento de Machine Learning e/ou NLP
. experiência com o ecosistema Hadoop
interessados podem enviar CV para: daniel <!<ponto>!> chada <!<arroba>!> fgv <!<ponto>!> br
obrigado!
Um pouco sobre o projeto:
O projeto Supremo em Números surge da convergência entre a produção empírica de conhecimento jurídico e a aplicação de tecnologias de computação para melhor compreender informações em larga escala.
O Poder Judiciário passa por um momento comumente definido pelos ministros do Supremo Tribunal Federal como “protagonismo judicial”. Tal momento, chamado por outros de “ativismo judicial” ou de “judicialização da política” é marcado por decisões de casos como o da reserva Raposa Serra do Sol, da Lei de Imprensa, dos Fetos Anencefálicos, da Lei da Ficha Limpa, das Cotas Raciais, da União Homoafetiva e do Mensalão, que deixam claro que as decisões judiciais possuem um grande impacto político.
Dessa maneira, afim de compreender melhor o comportamento e funcionamento da jurisdição máxima do direito brasileiro, toma-se como unidade básica de análise a dinâmica e os procedimentos pelos quais o tribunal decide (ou decide não decidir) questões cada vez mais centrais na política brasileira.
O Projeto Supremo em Números tem como foco de análise de tais decisões um viés quantitativo. Com isso busca-se uma perspectiva completa do Supremo, que possa inclusive ser agregada a pesquisas semelhantes relativas a outras esferas do Judiciário, como o relatório “Justiça em Números” do Conselho Nacional de Justiça. Isso permite a observação do comportamento agregado das instituições componentes do Judiciário, permitindo inferências a partir de padrões identificáveis em um grande numero de decisões judiciais.
Para que de fato se conheça as instituições do Poder Judiciário é preciso olhar para elementos geralmente invisíveis em análises qualitativas dos textos ou de decisões isoladas. Assim, o Supremo em Números atenta para dados sobre andamentos dos processos, sua duração, seus atores, suas origens geográficas, seu assunto e as regularidades e correlações entre esses e outros elementos.
Esse tipo de estudo quantitativo apresenta dificuldades específicas, sobretudo porque: I) os órgãos de cúpula do Poder Judiciário brasileiro julgam um número muito alto de casos por ano, às vezes ultrapassando centenas de milhares, diferentemente da maioria dos países nos quais esse tipo de estudo é mais desenvolvido. Isso exige o desenvolvimento de novas e diferentes técnicas de análises, baseadas em grande volume de dados; II) muitas vezes os dados dos processos ou não estão disponíveis ou são muito pouco estruturados, com incongruências que não permitem uma análise de massa sem prévio trabalho de consolidação.
O projeto realiza análises a partir de bancos de dados com cerca de 20 milhões de processos, mais de 100 milhões de andamentos, centenas de milhares de advogados e mais de 40 milhões de partes, desde 1988 até os dias de hoje. O Supremo em Números permite uma análise diferenciada do papel do Poder Judiciário no Estado Democrático de Direito brasileiro, assim como também possibilita conhecer melhor o funcionamento interno deste poder.
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