Abrindo o Código Fechado

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Renato Fabbri

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Aug 3, 2011, 10:48:19 PM8/3/11
to metarec...@lists.riseup.net, thac...@googlegroups.com, gtcultur...@googlegroups.com, listama...@teia.org.br, Lista Geral do Partido Pirata do Brasil
Car@s,

Desculpe o cross, mas acho que é realmente central a discussão.

Estávamos eu e Daniel Prado discutindo sobre o que fazer em video. Aí
entramos na questão dos softwares livres e propretas para video, comparações.

Bem, daí a discutir o quanto ainda precisa ser feito em SL, o quanto de trabalho
duplicado (até triplicado ou mais) que os propetas implicam, etc...
foi um pulinho
de formiga.

Ficamos, mesmo que por limitações do momento, com as seguintes opções:

1) não investir nisso
2) investir nisso, desenvolvendo quase que do zero em algumas questões
3) invadir o dev das empresas e pegar esses códigos, difundi-los
4) entrar com uma ação na justiça alegando patrimônio da humanidade (e
homicídio forçar o trabalho duplicado, triplicado ou até mais...)

1) e 2) não apresentam grande novidade. Portanto ficamos mais no 3) e 4).

No 3), pensamos nos problemas da ação e nas questões legais em se utilizar
o código, mesmo que ele esteja disponível. Mesmo assim pareceu-nos *mais
decente* do que ficar com os códigos fechados em tantos aplicativos
excelentes. Talvez
em especial no caso do audiovisual.

No 4), ficamos cogitando seriamente sobre a validade disso, se alguma
corte no mundo acolheria a causa e das possibilidades de embasar a questão
na lei vigente.

Que acham? Ficamos um tanto quanto curiosos das ideias que podem
surgir disso.

Abraços,
$ open -rf
http://www.youtube.com/watch?v=cidxNVzQ8Jo

--
GNU/Linux User #479299
skype: fabbri.renato

Renato Fabbri

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Aug 4, 2011, 12:24:53 AM8/4/11
to metarec...@lists.riseup.net, thac...@googlegroups.com, gtcultur...@googlegroups.com, listama...@teia.org.br, Lista Geral do Partido Pirata do Brasil
Segue abaixo um complemento.

> 3) invadir o dev das empresas e pegar esses códigos, difundi-los
> 4) entrar com uma ação na justiça alegando patrimônio da humanidade (e
> homicídio forçar o trabalho duplicado, triplicado ou até mais...)

....


> No 3), pensamos nos problemas da ação e nas questões legais em se utilizar
> o código, mesmo que ele esteja disponível. Mesmo assim pareceu-nos *mais
> decente* do que ficar com os códigos fechados em tantos aplicativos
> excelentes. Talvez
> em especial no caso do audiovisual.
>
> No 4), ficamos cogitando seriamente sobre a validade disso, se alguma
> corte no mundo acolheria a causa e das possibilidades de embasar a questão
> na lei vigente.

Aliás, duvido que Windows, Vegas, FInal Cut, para citar somente alguns, não
tenham código GPL no seu código fonte. É muito improvavel dado que o
código aberto é o ponto de partida.

Ou seja, com certeza usam código criminalmente.

A única prova de provar o contrário seria abrindo o fonte para especialistas?
E estes realmente constatariam que o código destes programas é criminalmente
composto? Portanto???

while True:
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Fabrício

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Aug 4, 2011, 12:37:20 AM8/4/11
to thac...@googlegroups.com

Resumindo: Vocês ficaram na duvida sobre se é legitimo roubar o código fonte do Final Cut Pro ou se algum juiz do mundo ajudaria a exigi-lo como se fosse algum tipo de direito natural do ser humano...

Realisticamente falando: não neste século ;)

E eu particularmente acho um tanto perigosa esta linha de raciocínio. Mas já é outro assunto também…

Meu conselho: não se frustre ou desanime por saber que existe gente trabalhando com ferramentas mais decentes que as suas. A falta de ferramentas decentes não deveria ser barreira ou desculpa para quem tem uma história boa para contar. No fim das contas isto é o que realmente importa, o conteúdo.


[]s
Fabricio

On 03/08/2011, at 23:48, Renato Fabbri <renato...@gmail.com> wrote:

> Car@s,
>
> Desculpe o cross, mas acho que é realmente central a discussão.
>
> Estávamos eu e Daniel Prado discutindo sobre o que fazer em video. Aí
> entramos na questão dos softwares livres e propretas para video, comparações.
>
> Bem, daí a discutir o quanto ainda precisa ser feito em SL, o quanto de trabalho
> duplicado (até triplicado ou mais) que os propetas implicam, etc...
> foi um pulinho
> de formiga.
>
> Ficamos, mesmo que por limitações do momento, com as seguintes opções:
>
> 1) não investir nisso
> 2) investir nisso, desenvolvendo quase que do zero em algumas questões
> 3) invadir o dev das empresas e pegar esses códigos, difundi-los
> 4) entrar com uma ação na justiça alegando patrimônio da humanidade (e
> homicídio forçar o trabalho duplicado, triplicado ou até mais.
>

> 1) e 2) não apresentam grande novidade. Portanto ficamos mais no 3) e 4).
>
> No 3), pensamos nos problemas da ação e nas questões legais em se utilizar
> o código, mesmo que ele esteja disponível. Mesmo assim pareceu-nos *mais
> decente* do que ficar com os códigos fechados em tantos aplicativos
> excelentes. Talvez
> em especial no caso do audiovisual.
>
> No 4), ficamos cogitando seriamente sobre a validade disso, se alguma
> corte no mundo acolheria a causa e das possibilidades de embasar a questão
> na lei vigente.
>
> Que acham? Ficamos um tanto quanto curiosos das ideias que podem
> surgir disso.
>
> Abraços,
> $ open -rf
> http://www.youtube.com/watch?v=cidxNVzQ8Jo
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>

Renato Fabbri

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Aug 4, 2011, 11:07:37 AM8/4/11
to metarec...@lists.riseup.net, thac...@googlegroups.com, gtcultur...@googlegroups.com, listama...@teia.org.br, Lista Geral do Partido Pirata do Brasil
Em 4 de agosto de 2011 10:19, Daniel Penalva <dka...@gmail.com> escreveu:
> Para entender melhor:
>
> ponto 3 == trabalhar como dev em empresa e difundir source à lá wikileaks ?
> ponto 4 == articular devs de SL para entrar com ação no ministério público ?

do 3), olha isso:
https://gitorious.org/sourceleaks/

do 4):
IMHO: isso!


>
> Sou fresh novato na área, mas ainda acredito que o ponto 2 da discussão
> ainda é válido, pois parece ser o desenvolvimento próprio dos SLs  sem
> cruzar com a tecnologia proprietária. Ao meu ver o ponto 2 não exclui o 3 e
> o 4.
>
> [ ]s
>
> Daniel Penalva
>
> 2011/8/4 Fernando Silva <liq...@liquuid.net>


>>
>> On Thu, 4 Aug 2011 01:24:53 -0300, Renato Fabbri <renato...@gmail.com>
>> wrote:
>>
>>> Aliás, duvido que Windows, Vegas, FInal Cut, para citar somente alguns,
>>> não
>>> tenham código GPL no seu código fonte. É muito improvavel dado que o
>>> código aberto é o ponto de partida.
>>

>> No caso do windows e o ms office, ja rolou uma treta com a libbz2...
>> senvergonhamente a ms lancou updates pra todos seus programas depois de um
>> bug gravissimo do bz2.
>>
>> Agora, no caso dos editores de video acho pouco provavel, e se tiver nao
>> vai ser parte do core do software talvez na camada de codificaco e
>> decodificacao pra formatos populares antigos cheios de patentes.
>>
>> Conversei um tempao com um desenvolvedor do inkscape, ele me falou que
>> raramente um designer consegue explicar onde o bixo da problema e qual a
>> melhor forma (usabilidade) de implementar um recurso eles ficam no escuro,
>> mesmo com um monte de dev talentosos no time eles usam a experiencia propria
>> pra bolar recursos. Falta feedback, depois que o SL pra multimedia deixou de
>> ser hype e os macs ficaram baratos os devs tao no escuro, sem sacanagem.
>>
>> Acho que vale muito uma acao pra "orientar" os devs, chegar junto no
>> movimento, pq no fim das contas a diferenca ta na experiencia do usuario com
>> o programa, e isso nao ta no codigo fechado. Movimento SL eh trabalho de
>> equipe, software nao brota sozinho no HD, se vc que tem capacidade de
>> avaliar nao der seus pitacos pros caras nao adianta esperar melhoras.
>>
>> --
>> http://www.liquuid.net
>>
>> Lista de discussão da rede MetaReciclagem
>> http://lista.metareciclagem.org
>>
>> Para sair da lista, envie uma mensagem para:
>> metareciclage...@lists.riseup.net
>>
>> Mais sobre a MetaReciclagem:
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Daniel Prado

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Aug 4, 2011, 3:18:03 PM8/4/11
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Em 4 de agosto de 2011 07:49, Fernando Silva <liq...@liquuid.net> escreveu:

Conversei um tempao com um desenvolvedor do inkscape, ele me falou que raramente um designer consegue explicar onde o bixo da problema e qual a melhor forma (usabilidade) de implementar um recurso eles ficam no escuro, mesmo com um monte de dev talentosos no time eles usam a experiencia propria pra bolar recursos. Falta feedback, depois que o SL pra multimedia deixou de ser hype e os macs ficaram baratos os devs tao no escuro, sem sacanagem.

Acho que vale muito uma acao pra "orientar" os devs, chegar junto no movimento, pq no fim das contas a diferenca ta na experiencia do usuario com o programa, e isso nao ta no codigo fechado. Movimento SL eh trabalho de equipe, software nao brota sozinho no HD, se vc que tem capacidade de avaliar nao der seus pitacos pros caras nao adianta esperar melhoras.

Aprovadíssimo! A questão central ao meu ver é justamente essa. Existe um abismo entre os devs e os profissionais da área. Em geral os profissionais que já trabalham na coisa não tem tempo e nem disposição pra aprender um soft novo e menos eficiente do que o que eles já estão acostumados, apenas pra relatar onde o bicho pega.

Por isso acredito que não precisamos reinventar a roda. Temos que emparelhar e depois, só depois, pensar em inovações. 

Trocando em miúdos, precisa dotar o kdenlive das mesmas funcionalidades e ferramentas que o final cut já tem. Ainda assim seriam necessários testes de fogo, dentro de uma perspectiva dinâmica de produção profissional (TV e/ou produtora). 

Nessa hora quem vai ser cobaia?

Algum milhonário aí se dispõe a comprar o código do Final Cut e abrir?

Sinuca de bico, na minha opinião... 
 

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Daniel Prado
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Daniel Prado

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Aug 4, 2011, 3:04:47 PM8/4/11
to gtcultur...@googlegroups.com, metarec...@lists.riseup.net, thac...@googlegroups.com, listama...@teia.org.br, Lista Geral do Partido Pirata do Brasil


Em 4 de agosto de 2011 07:47, Skárnio <thi...@skarnio.tv> escreveu:
Renato, não entendi muito qual é a questão.
Por aqui o Kdenlive tem sido bem eficiente na edição de vídeos.

@skarnio

Oi skarnio, o lance é uma perspectiva de uso power. Explico: fui durante anos hard user do cinelerra e tive a alegria de integrar uma equipe que desenvolveu um super projeto de TV colaborativa com os pontos de cultura (o saudoso Ponto Brasil), no qual trabalhei com o cinelerra dentro do esquemão de TV (foi uma das primeiras, senão a primeira, experiência de uso de SL para edição profissional de TV).

Neste programa minha função era de orientação técnica em set de filmagem (uma espécie de oficineiro prático pau pra toda obra), e posteriormente a edição e finalização dos programas baseados nas pré-edições enviadas pelos pontos.

Existia muito preconceito na diretoria da TV Brasil por conta do ineditismo da produção colaborativa e quanto a qualidade técnica do que viria. Vivíamos cercados de ameaças veladas de que os programas poderiam ser vetados caso não correspondessem à norma técnica da EBC (um documento [em anexo] cheio de especificações e um engenheiro húngaro que analisava tudo no vectorscope e waveform antes de aprovar).

No período de finalização começamos a bater no teto. Além do programa ser gravado e editado em HDV, precisávamos analisar as imagens em monitor de referência pra correção de luz e cor, exportar pra fita com precisão de timecode e ele exigia que tanto a captura quanto a exportação fossem feitas por cabo de vídeo componente (firewire era expressamente vetado, ele dizia que já tinha comparado o resultado nos aparelhos e seria capaz de identificar caso usássemos firewire).

Pois bem, alguém sabe como mandar sinal componente de vídeo HD pra um monitor de referência usando cinelerra? Uma vez (só uma), consegui enviar sinal SD por firewire do cinelerra. Funcionou só uma vez e nunca mais. Percebe a diferença?

Na época pesquisei bastante, cheguei a procurar o liquuid sobre exportação pra fita (me parecia possível, pois se o dvgrab captura em HDV, por que não haveria também de fazer o caminho de volta?). A resposta foi algo do tipo "se souber de alguém que já o tenha feito, me avise".

A situação era essa. Se eu conseguisse fazer as tarefas por firewire já ficaria feliz mas nem ao menos isso rolava. Muito menos por placa com entrada e saída de vídeo componente (pergunta dois: alguém sabe como faz pra trabalhar com uma placa dessas em linux?).

Outra questão é de deadline.

Em TV vc precisa fazer tudo isso com qualidade e dentro do prazo. Pra isso vc precisa confiar na ferramenta, precisa chegar ao final de um dia de trabalho sem precisar de retrabalho. 

Todas essas questões não são pra desmerecer, muito pelo contrário, são pra nortear um processo que está empacado por conta de falta de feedback (liquuid matou a charada, vou comentar em outro mail).
 
Então, pra uso profissional de vídeo acreditem, estamos a anos luz de distância.

E os propetas não param de melhorar! É triste mas é real.

Precisei aprender operar uns propetas nessa fase do Ponto Brasil (até então eu era purinho... um verdadeiro virgem, rsrsr), e isso me fez enxergar a diferença. Quem só anda a pé, acha que bicicleta é rápido, né?

Hoje em dia, com três bocas pra sustentar (quatro com a minha), uso SL pra praticamente tudo. Menos edição de vídeo. 

Uso gnu/linux não só pq é uma atitude política mas principalmente pq é estável, seguro e eficiente. Uso open-office pelos mesmos motivos. Pq na hora de ganhar o pão de cada dia eu deveria usar uma ferramenta que não me dá condições de trabalho adequadas?

Continuo acreditando que o caminho é esse e continuo me considerando militante da área mas encaro essa crítica como algo necessário pra alavancar a coisa.

Agora vou ali comentar a msg do liquuid.

abs
--
Essa mensagem foi postada no grupo: http://groups.google.com/group/gtculturadigital?hl=pt?hl=pt-BR

Esse grupo está ligado ao Movimento Cultura Digital:
http://culturadigital.br/movimento

Daniel Prado

unread,
Aug 4, 2011, 3:24:50 PM8/4/11
to gtcultur...@googlegroups.com, metarec...@lists.riseup.net, thac...@googlegroups.com, listama...@teia.org.br, Lista Geral do Partido Pirata do Brasil, estudi...@lists.riseup.net
o anexo pra vcs terem uma idéia da exigência... essa norma técnica da EBC (TV Brasil), é de 2009, anterior a exigência de entregar em HD (só tem referência a SD), mas ainda assim dá pra ter uma noção. 
NT EBC 001.pdf

Demoulidor

unread,
Aug 4, 2011, 7:11:56 PM8/4/11
to Transparência Hacker
Se a ação judicial for no Brasil lembremos que:
1) É nula toda a prova obtida por meios ilegais - art. 332 do nosso
Código de Processo Civil - http://jus.uol.com.br/revista/texto/8417/as-provas-ilicitas-no-processo-brasileiro
2) Se existe desenvolvedor que possa testemunhar a fundada suspeita de
que o software proprietário usa código GLP em seu código fonte, então
com base neste testemunho se ensejará ordem judicial para a abertura
do referido código por perícia judiciária. Mas o testemunho/denúncia
não pode ser anônima pois o STF libertou todos os ladrões (de nossos
milhoes de reais) da empreiteira Camargo Correia na Operação Castelo
de Areis só porque a denúncia que iniciou toda a operação foi anônima.
http://pt.wikipedia.org/wiki/Opera%C3%A7%C3%A3o_Castelo_de_Areia
Imagina quantas prisões serão esvaziadas se os procesos forem
revistos sob este argumento?

@Demoulidor

Renato Fabbri

unread,
Aug 15, 2011, 7:55:50 PM8/15/11
to metarec...@lists.riseup.net, thac...@googlegroups.com, gtcultur...@googlegroups.com, listama...@teia.org.br, Lista Geral do Partido Pirata do Brasil

Fabianne Balvedi

unread,
Aug 21, 2011, 4:03:42 PM8/21/11
to metarec...@lists.riseup.net, thac...@googlegroups.com, gtcultur...@googlegroups.com, listama...@teia.org.br, estudiolivre
2011/8/4 Daniel Prado <dtp...@gmail.com>
[...]
Algum milhonário aí se dispõe a comprar o código do Final Cut e abrir?



Acho que não é por aí que se começa um movimento
de se abrir um código. Por que só um milionário poderia
fazer esse corre? Por que o governo não poderia comprar
o código e torna-lo público? O governo é bilionário, ué, e
software público é de interesse público.

E por que não poderiamos nós fazer um crowdsourcing
e comprar o código a ser liberado?

Quem aqui não lembra da super bem sucedida trajetória de
abertura do código do Blender? Foi a comunidade mundial
que comprou seu código! em 3 semanas! Sabendo-se fazer
a campanha, consegue-se arrecadar a grana de algum jeito,
tenho certeza disso. O lance é saber se a Adobe topa vender,
o que duvido muito.

Alguém já peitou perguntar?


--
fabianne balvedi
GNU/Linux User #286985
.

Diego Rabatone

unread,
Aug 22, 2011, 7:49:16 AM8/22/11
to thac...@googlegroups.com, metarec...@lists.riseup.net, gtcultur...@googlegroups.com, listama...@teia.org.br, estudiolivre, polignu
Fabianne, só uma observação.

O Final Cut não é da Adobe... na verdade é o maior concorrente dela na linha "editoração de vídeo" (Adobe Premiere).

Mas eu achei muito legal essa sua proposta. Realmente um movimento internacional para comprar o Final Cut (ou o Adobe Premiere mesmo) para promover a abertura do código seria algo interessantíssimo!

O mesmo valeria para a liberação do "AutoCAD" (da AutoDesk). Se conseguíssemos essas aberturas certamente o mundo do SLivre iria crescer muito!

E eu não sabia da história do Blender.

--------------------------------
Diego Rabatone Oliveira

2011/8/21 Fabianne Balvedi <fa...@estudiolivre.org>

.

--

Daniel Prado

unread,
Aug 22, 2011, 11:53:15 AM8/22/11
to estudi...@lists.riseup.net, metarec...@lists.riseup.net, thac...@googlegroups.com, gtcultur...@googlegroups.com, listama...@teia.org.br
taí fabs, minha pergunta foi mais uma provocação do que uma proposta. Concordo mil por cento! 

pergunta: o preço que custaria comprar um código desses seria similar ao custo de desenvolver o kdenlive (por ex), até emparelhar com os propetas? 




--
fabianne balvedi
GNU/Linux User #286985
.



--
Daniel Prado
dtp...@gmail.com
61 - 3036 7683
61 - 8103 2708


Lucas Alberto

unread,
Aug 22, 2011, 2:24:42 PM8/22/11
to estudi...@lists.riseup.net, metarec...@lists.riseup.net, thac...@googlegroups.com, gtcultur...@googlegroups.com, listama...@teia.org.br

Só adicionando mais pimenta nesse papo legal.
O projeto Novacut está tentando financiar-se com auxílio de doações: http://br-linux.org/2011/o-prazo-para-doacao-de-fundos-para-financiar-o-novacut-esta-acabando/

Eu acho que já é hora de um encaminhamento, está claro que sem financiamento massivo não haverá evolução dos editores de vídeo livres, então não podemos esperar mais para criar um movimento P2P de financiamento de projetos como esses. Alguém tem idéia de como operacionalizar?
Estou com uma idéia, ainda verde, de montar uma ação de crowdfunding de projetos de software livre no prox. FISL. Espero até o próximo mês amadurecer a idéia (escrevê-la), apresentar para a Associação Software Livre e abrir então para sugestões da comunidade nacional.

lucas alberto


Em 21 de agosto de 2011 17:03, Fabianne Balvedi <fa...@estudiolivre.org> escreveu:

Fabricio Zuardi

unread,
Aug 22, 2011, 3:04:43 PM8/22/11
to thac...@googlegroups.com


Uia, nao tinha ouvido falar desta iniciativa do Novacaut, muito interessante a proposta.

Daniel Prado

unread,
Aug 23, 2011, 8:54:37 AM8/23/11
to estudi...@lists.riseup.net, metarec...@lists.riseup.net, thac...@googlegroups.com, gtcultur...@googlegroups.com, listama...@teia.org.br
Ae lucasa,


Em 22 de agosto de 2011 15:24, Lucas Alberto <luc...@gmail.com> escreveu:

Só adicionando mais pimenta nesse papo legal.
O projeto Novacut está tentando financiar-se com auxílio de doações: http://br-linux.org/2011/o-prazo-para-doacao-de-fundos-para-financiar-o-novacut-esta-acabando/

Eu acho que já é hora de um encaminhamento, está claro que sem financiamento massivo não haverá evolução dos editores de vídeo livres, então não podemos esperar mais para criar um movimento P2P de financiamento de projetos como esses. Alguém tem idéia de como operacionalizar?
Estou com uma idéia, ainda verde, de montar uma ação de crowdfunding de projetos de software livre no prox. FISL. Espero até o próximo mês amadurecer a idéia (escrevê-la), apresentar para a Associação Software Livre e abrir então para sugestões da comunidade nacional.

lucas alberto


valeu muito pelas dicas. Já sabia do lumiera mas o novacut foi uma grata surpresa.

Sabe falar mais sobre ele? pelo que consegui entender seria um editor especializado em arquivos de câmeras HDSLR, é isso?

já existe alguma versão disponível? (procurei mas não encontrei)

abs
 

Em 21 de agosto de 2011 17:03, Fabianne Balvedi <fa...@estudiolivre.org> escreveu:

2011/8/4 Daniel Prado <dtp...@gmail.com>
[...]
Algum milhonário aí se dispõe a comprar o código do Final Cut e abrir?



Acho que não é por aí que se começa um movimento
de se abrir um código. Por que só um milionário poderia
fazer esse corre? Por que o governo não poderia comprar
o código e torna-lo público? O governo é bilionário, ué, e
software público é de interesse público.

E por que não poderiamos nós fazer um crowdsourcing
e comprar o código a ser liberado?
 
Quem aqui não lembra da super bem sucedida trajetória de
abertura do código do Blender? Foi a comunidade mundial
que comprou seu código! em 3 semanas! Sabendo-se fazer
a campanha, consegue-se arrecadar a grana de algum jeito,
tenho certeza disso. O lance é saber se a Adobe topa vender,
o que duvido muito.

Alguém já peitou perguntar?


--
fabianne balvedi
GNU/Linux User #286985




--
Daniel Prado
dtp...@gmail.com

Fabianne Balvedi

unread,
Aug 25, 2011, 9:48:39 AM8/25/11
to estudi...@lists.riseup.net, metarec...@lists.riseup.net, thac...@googlegroups.com, gtcultur...@googlegroups.com, listama...@teia.org.br
2011/8/22 Lucas Alberto <luc...@gmail.com>:

>
> Só adicionando mais pimenta nesse papo legal.
> O projeto Novacut está tentando financiar-se com auxílio de
> doações: http://br-linux.org/2011/o-prazo-para-doacao-de-fundos-para-financiar-o-novacut-esta-acabando/
> O Lumirea também: http://www.lumiera.org/project/donate.html
> Eu acho que já é hora de um encaminhamento, está claro que sem financiamento
> massivo não haverá evolução dos editores de vídeo livres, então não podemos
> esperar mais para criar um movimento P2P de financiamento de projetos como
> esses. Alguém tem idéia de como operacionalizar?

sim, montar uma equipe de desenvolvedores/artistas/malucos que topem
fazer um projeto de curta metragem que preveja a implementação
de uma wishlist prévia à execução do projeto. Isso vai gerar uma
imersão física dessa equipe em algum local do globo por aprox. 1 ano.

é assim que o blender tem melhorado seu código.

saludos,

.f4bs

.


--
fabianne balvedi
GNU/Linux User #286985

http://fabs.tk
.

Renato Fabbri

unread,
Aug 31, 2011, 12:51:31 PM8/31/11
to gtcultur...@googlegroups.com, metarec...@lists.riseup.net, estudi...@lists.riseup.net, thac...@googlegroups.com, listama...@teia.org.br
Voltando à discussão mais reta.

Temos algumas opções interessantes provenientes
de discussões diversas a respeito. Abaixo escreverei
duas delas.

1) Uma delas é entrar em contato com a FSF e ver se
não topam subsidiar os advogados e as pessoas
envolvidas para entrar na justiça pedindo a abertura dos
códigos.

2) Outra é usar croudfunding para comprar algo como um adobe after
effects ou um vegas. O Blender foi aberto desta forma, não?



Em 25 de agosto de 2011 23:28, Daniel Prado <dtp...@gmail.com> escreveu:
só um comentário rápido...

muito das polêmicas que pareceram se devem ao fato de que eu ousei comparar a eficiência dos livres com os proprietários. Se eu tivesse listado todas as melhorias desejadas sem comparar talvez não tivesse tanto ruído...

mas tb talvez não tivesse tanto engajamento na thread ;-)

Em 25 de agosto de 2011 19:42, Leo germani <leoge...@gmail.com> escreveu:
nossa.. tá rolando um cross post sem dó né?

Mas ó, de tudo q foi falado, alguns comentários

1. Moviola era a tecnologia mais avançada no tempo de Eisensten

2. Não li história do Tom Jobim, mas me parece que ele não tinha opção. Um continente o separava do equipamento que ele _gostaria_ de usar, enquanto a galera aqui tem os softwares proprietários todos a mão. Ele não fez uma opção, nem política, nem estética - ele se virou com o que tinha e foi genial.

3. o mesmo vale pros nigerianos (que começaram com VHS, não sei como estão hoje)

4. mercado não é o oposto de produção artística/autoral. As coisas estão juntas e misturadas.

5. Quem não tá na prática diária, produzindo, experimentando pra valer, tem que ser mais humilde na hora de cagar regras

6. Comentei em outro email o problema das patentes de software nessa área e ninguém. Esse é um problema muito sério e que tem que ser combatido. Nessa área, especificamente, eu boto fé que muita gente que poderia investir não investe pq tem medo de tomar processo na cabeça

Leo,,

2011/8/25 Philipe Ribeiro <ribeiro...@gmail.com>
Nunca consegui ter a mesma eficiência que tenho no Cinelerra usando qualquer um desses... Você sabe se algum desses (ou qualquer outro) tá redondo em HD? Só preciso capturar em alta, montar com corte seco e renderizar usando um codec similar ao h264... se algum desses fizer isso, mesmo que eu demore mais na edição, vai estar melhor que o nosso querido Cinelerra...

Obs: uso juntaDados =)

Em 25 de agosto de 2011 16:22, Marcelo Soares Souza <mar...@juntadados.org> escreveu:


  E você já experimentou o Kdenlive, OpenShot, PiTiVi?

Em 25 de agosto de 2011 16:19, Philipe Ribeiro <ribeiro...@gmail.com> escreveu:


Alta resolução não é sin6onimo de cinema, mas hoje se você pega trampos pro cinema os caras vão querer que sejam finalizados em alta e creio se faz necessário correr atrás para que o Cinelerra comece a ficar redondo em alta antes que entre em desuso, infelizmente.

--
Abraços
Marcelo Soares Souza
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GNU/Linux User #479299
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Diego Rabatone

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Aug 31, 2011, 12:56:42 PM8/31/11
to thac...@googlegroups.com, gtcultur...@googlegroups.com, metarec...@lists.riseup.net, estudi...@lists.riseup.net, listama...@teia.org.br
Renato, mas no caso desse crowdfunding teria que ser algo realmente grande não? E ai provavelmente teríamos que contar com "grandes amigos"..... Ou estou enganado?!

Com relação à opção 1, acho que vale a pena tentar o contato sim. =)

--------------------------------
Diego Rabatone Oliveira

2011/8/31 Renato Fabbri <renato...@gmail.com>

--

Renato Fabbri

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Aug 31, 2011, 1:00:08 PM8/31/11
to Diego Rabatone, thac...@googlegroups.com, gtcultur...@googlegroups.com, metarec...@lists.riseup.net, estudi...@lists.riseup.net, listama...@teia.org.br
Em 31 de agosto de 2011 13:56, Diego Rabatone <dir...@diraol.eng.br> escreveu:
Renato, mas no caso desse crowdfunding teria que ser algo realmente grande não? E ai provavelmente teríamos que contar com "grandes amigos"..... Ou estou enganado?!

Com relação à opção 1, acho que vale a pena tentar o contato sim. =)

Também acho total. :-)

Sobre algo grande para o crowdfunding: o mundo todo é algo grande para os propósitos envolvidos, suponho.

Marcelo Soares Souza

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Aug 31, 2011, 1:01:39 PM8/31/11
to estudi...@lists.riseup.net, gtcultur...@googlegroups.com, metarec...@lists.riseup.net, thac...@googlegroups.com, listama...@teia.org.br

1) Uma delas é entrar em contato com a FSF e ver se
não topam subsidiar os advogados e as pessoas
envolvidas para entrar na justiça pedindo a abertura dos
códigos.

  Em termos gerais as leis de Direito Autoral diz que o código-fonte é propriedade daquele que desenvolve ou de quem financia o desenvolvimento, então caso não haja alteração na(s) legislação(ões) de propriedade intelectual mundo a fora não existe abertura ou base para um processo de abertura de código proprietário. Da mesma forma que o(s) autor(es) de Software Livre são, pela lei, o(s) "donos" do seu código e através de um contrato (licença) permitem que outras pessoas usufruam do seu trabalho livremente.
 
2) Outra é usar croudfunding para comprar algo como um adobe after
effects ou um vegas. O Blender foi aberto desta forma, não?



  O Blender era um Software de excelente qualidade que não encontrou seu "pedaço de mercado" pois tinha fortes concorrentes e era baseado em uma empresa que não tinha "pernas" para manter seus negócios e não encontrou grandes "players" interessados em adquirir sua base de código/patentes/clientes.

  Não é a mesma realidade da Adobe que é uma potência e tem em todas as suas ferramentas galinhas de ouros, além de terem uma base de código/conhecimento de alto valor financeiro. Facilmente o valor do código fonte de um Adobe Premiere ou Final Cut vale muitos milhões de doláres, e vale muito mais (no mercado Americano) em termos de Patentes ligadas a sua concepção.

Diego Rabatone

unread,
Aug 31, 2011, 1:21:21 PM8/31/11
to thac...@googlegroups.com, estudi...@lists.riseup.net, gtcultur...@googlegroups.com, metarec...@lists.riseup.net, listama...@teia.org.br
Marcelo,

com relação ao Item 1, acho que a proposta seria pedir a abertura do código tentando argumentar além da lei de direito autoral, usando argumentos do tipo (só exemplos!) "Os códigos desses softwares devem ser liberados pois hoje não existe alternativa aos pequenos produtores que não podem pagar os valores das licença e etc etc etc".

Sobre o item 2, concordo com você, a diferença de valores é gigantesca e justamente por isso eu disse que talvez teríamos que ter alguns "grandes amigos".
Mas tenho lá minhas dúvidas se esses softwares realmente possuem muitas patentes. Isso pois, no momento em que a patente é registrada, ela deve ser "aberta" - esse é o motivo pelo qual, por exemplo, a Coca Cola não patenteia seu refrigerante principal.

Abraços,

--------------------------------
Diego Rabatone Oliveira

2011/8/31 Marcelo Soares Souza <mar...@juntadados.org>
--

Renato Fabbri

unread,
Aug 31, 2011, 1:35:52 PM8/31/11
to Marcelo Soares Souza, estudi...@lists.riseup.net, gtcultur...@googlegroups.com, metarec...@lists.riseup.net, thac...@googlegroups.com, listama...@teia.org.br
Marcelo,

Complemento as palavras do DIogo com o fato de
que estes programas (enormes) provavelmente possuem
código GPL em seu fonte. Além disso, o trabalho replicado
forçado pelo fechamento do código pode ser encarado
como homicídio. Pode não concordar com estas coisas
que escrevi. O ponto é que existem argumentos para entrar
na justiça. Se ganhamos é outra questão, mas só o barulho e
a conscientização proveniente disso já vale IMHO.

Sobre o preço para se fazer o crowdfunding, é caríssimo. Estava
me perguntando se eles venderiam por 50 milhões de dólares.. Mas
o momento é outro, a urgência parece ser outra. Isso é capaz de mobilizar
gente no mundo todo.

Além disso, estas duas ideias seriam formas de manter esta linha de atuação
vivas. Sabe-se lá quais ideias ainda temos nas mangas, certo?

Fabricio C Zuardi

unread,
Aug 31, 2011, 2:33:02 PM8/31/11
to thac...@googlegroups.com
On 8/31/11 2:35 PM, Renato Fabbri wrote:
> Al�m disso, o trabalho replicado
> for�ado pelo fechamento do c�digo pode ser encarado
> como homic�dio.


Homic�dio???

Algu�m da o rem�dio ai pro Fabbri por favor...

Renato Fabbri

unread,
Aug 31, 2011, 2:34:57 PM8/31/11
to Marcelo Soares Souza, estudi...@lists.riseup.net, gtcultur...@googlegroups.com, metarec...@lists.riseup.net, thac...@googlegroups.com, listama...@teia.org.br
Marcelo, uma coisa não nega a outra.

Estamos desenvolvendo SL, eu incluso e você incluso.

O que estamos propondo aqui é uma linha paralela de ação:
- Abrindo o Código Fechado.

Acha que devemos voltar à thread original para não perder isso
de vista?


Em 31 de agosto de 2011 15:06, Marcelo Soares Souza <mar...@juntadados.org> escreveu:
Sobre o preço para se fazer o crowdfunding, é caríssimo. Estava
me perguntando se eles venderiam por 50 milhões de dólares.. Mas
o momento é outro, a urgência parece ser outra. Isso é capaz de mobilizar
gente no mundo todo.

Além disso, estas duas ideias seriam formas de manter esta linha de atuação
vivas. Sabe-se lá quais ideias ainda temos nas mangas, certo?


  Investir em ferramentas como Kdenlive, OpenShot, PiTiVi e até mesmo no CInelerra que apesar de abandonada ainda dá um "caldo". Eu quando posso faço doação financeira a alguma destas iniciativas. Traduzir, Documentar, Divulgar, Codificar também é muito bom, são ações complementares essenciais.

  O Estúdio Livre foi uma referência em muitas destas ações mais esta a muitos anos sendo minimamente atualizado (desde o fim do "financiamento" do MinC), tanto em conteúdo como na plataforma. De uma Plataforma-Idéia que chegou a ter 100 Mil visitas mês agora não passa dos 2Mil/mês justamente pela defasagem e abandono. De uma comunidade com mais de 10 Mil usuários cadastrado, apenas 1-2 reclamaram ou tomaram atitude para resolver quando este ficou quase dois meses fora do ar.

  Se é para buscar apoio do Governo, que sejam através de linhas de investimento/crédito/financiamento (FINEP, CNPq, Lei da Informática, Credito em Bancos Oficiais) para iniciativas de tecnológicas Software Livre. Tem tanta gente aqui na academia que poderia cavar editais de bolsas e de infra-estrutura para montar espaços para este tipo de intervenção, gente de empresas que podem buscar financiamento para inovação e até o cidadão que tira ai sua 1h do dia para atualizar uma página no Estúdio Livre que seja, que vá prestar um suporte em algum forum ou lista.

  Eu acredito que estamos caminhado a algum tempo para um momento de crise do Software Livre, o .Gov nos últimos 8 anos foi um grande fomenta-dor da discussão e da adoção. Projetos como Cultura Digital ajudaram a reunir pessoas em grupos que deveriam dar prosseguimentos as idéias e parece que tá todo mundo orfão agora.

  Mas também não dá para ficar contando com que .Gov faça tudo, ainda mais este .Gov de (des)contrinuidade e ação tem que ser mais do que da boca para fora, mais do que teórica tem que transcender as idéias e vira ação prática e ir além da nossa zona de conforto.

--
Abraços
Marcelo Soares Souza
http://marcelo.juntadados.org

Renato Fabbri

unread,
Aug 31, 2011, 2:37:52 PM8/31/11
to thac...@googlegroups.com
Em 31 de agosto de 2011 15:33, Fabricio C Zuardi <fabr...@fabricio.org> escreveu:
On 8/31/11 2:35 PM, Renato Fabbri wrote:
>  Além disso, o trabalho replicado
> forçado pelo fechamento do código pode ser encarado
> como homicídio.


Homicídio???

Alguém da o remédio ai pro Fabbri por favor...

ihhh... pessoalizou a parada.

Zuardi, este é um argumento que circula entre várias pessoas,
concordemos eu e você sobre isso ou não. Você entendeu
que o ponto de que há argumentos para entrar na justiça ou não?

Se este assunto for coisa de um homem só, podemos esquecer.
Se fosse coisa de um home só não teria passado das 100 mensagens
(está chagando nas 150).
 
ficou claro?


--
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Marcelo Soares Souza

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Aug 31, 2011, 2:06:26 PM8/31/11
to Renato Fabbri, estudi...@lists.riseup.net, gtcultur...@googlegroups.com, metarec...@lists.riseup.net, thac...@googlegroups.com, listama...@teia.org.br
Sobre o preço para se fazer o crowdfunding, é caríssimo. Estava
me perguntando se eles venderiam por 50 milhões de dólares.. Mas
o momento é outro, a urgência parece ser outra. Isso é capaz de mobilizar
gente no mundo todo.

Além disso, estas duas ideias seriam formas de manter esta linha de atuação
vivas. Sabe-se lá quais ideias ainda temos nas mangas, certo?


  Investir em ferramentas como Kdenlive, OpenShot, PiTiVi e até mesmo no CInelerra que apesar de abandonada ainda dá um "caldo". Eu quando posso faço doação financeira a alguma destas iniciativas. Traduzir, Documentar, Divulgar, Codificar também é muito bom, são ações complementares essenciais.

  O Estúdio Livre foi uma referência em muitas destas ações mais esta a muitos anos sendo minimamente atualizado (desde o fim do "financiamento" do MinC), tanto em conteúdo como na plataforma. De uma Plataforma-Idéia que chegou a ter 100 Mil visitas mês agora não passa dos 2Mil/mês justamente pela defasagem e abandono. De uma comunidade com mais de 10 Mil usuários cadastrado, apenas 1-2 reclamaram ou tomaram atitude para resolver quando este ficou quase dois meses fora do ar.

  Se é para buscar apoio do Governo, que sejam através de linhas de investimento/crédito/financiamento (FINEP, CNPq, Lei da Informática, Credito em Bancos Oficiais) para iniciativas de tecnológicas Software Livre. Tem tanta gente aqui na academia que poderia cavar editais de bolsas e de infra-estrutura para montar espaços para este tipo de intervenção, gente de empresas que podem buscar financiamento para inovação e até o cidadão que tira ai sua 1h do dia para atualizar uma página no Estúdio Livre que seja, que vá prestar um suporte em algum forum ou lista.

  Eu acredito que estamos caminhado a algum tempo para um momento de crise do Software Livre, o .Gov nos últimos 8 anos foi um grande fomenta-dor da discussão e da adoção. Projetos como Cultura Digital ajudaram a reunir pessoas em grupos que deveriam dar prosseguimentos as idéias e parece que tá todo mundo orfão agora.

  Mas também não dá para ficar contando com que .Gov faça tudo, ainda mais este .Gov de (des)contrinuidade e ação tem que ser mais do que da boca para fora, mais do que teórica tem que transcender as idéias e vira ação prática e ir além da nossa zona de conforto.

Daniel Penalva

unread,
Aug 31, 2011, 2:51:30 PM8/31/11
to Marcelo Soares Souza, Renato Fabbri, estudi...@lists.riseup.net, gtcultur...@googlegroups.com, metarec...@lists.riseup.net, thac...@googlegroups.com, listama...@teia.org.br
Fazer um sistema de software do zero é algo menor ? mesmo com a nível dos pesquisadores, o número de pessoas dispostas à isso em comparação ao número de pessoas que são pagas (empresas de código fechado) para isso não é muito menor ?

2011/8/31 Marcelo Soares Souza <mar...@juntadados.org>

  Eu sei, e acho que "Abrir o Código Fechado" não é o caminho, ou pelo menos é o pior caminho dos tantos outros possíveis. Mesmo porque se não conseguimos nos mobilizar para fazer coisas menores e de cunho prático para sair da estagnação na qual nos encontramos, não é esta cruzada contra "impérios" que iremos ser bem sucedido.


Em 31 de agosto de 2011 15:34, Renato Fabbri <renato...@gmail.com> escreveu:

Marcelo, uma coisa não nega a outra.

Estamos desenvolvendo SL, eu incluso e você incluso.

O que estamos propondo aqui é uma linha paralela de ação:
- Abrindo o Código Fechado.

Acha que devemos voltar à thread original para não perder isso
de vista?

Marcelo Soares Souza

unread,
Aug 31, 2011, 2:47:00 PM8/31/11
to Renato Fabbri, estudi...@lists.riseup.net, gtcultur...@googlegroups.com, metarec...@lists.riseup.net, thac...@googlegroups.com, listama...@teia.org.br

  Eu sei, e acho que "Abrir o Código Fechado" não é o caminho, ou pelo menos é o pior caminho dos tantos outros possíveis. Mesmo porque se não conseguimos nos mobilizar para fazer coisas menores e de cunho prático para sair da estagnação na qual nos encontramos, não é esta cruzada contra "impérios" que iremos ser bem sucedido.

Em 31 de agosto de 2011 15:34, Renato Fabbri <renato...@gmail.com> escreveu:
Marcelo, uma coisa não nega a outra.

Estamos desenvolvendo SL, eu incluso e você incluso.

O que estamos propondo aqui é uma linha paralela de ação:
- Abrindo o Código Fechado.

Acha que devemos voltar à thread original para não perder isso
de vista?

Renato Fabbri

unread,
Aug 31, 2011, 3:01:26 PM8/31/11
to Daniel Penalva, Marcelo Soares Souza, estudi...@lists.riseup.net, gtcultur...@googlegroups.com, metarec...@lists.riseup.net, thac...@googlegroups.com, listama...@teia.org.br
Além disso, como assim não conseguimos nos
mobilizar para fazer coisas menores? Fizemos
e estamos fazendo muitas coisas sim.

Não é pq o estudiolivre.org está de pernas bambas que não estamos fazendo
*várias* outras coisas. (desculpe a colocação imprópria, mas
acho que vale para deixar claro)

Vários de nós damos muito valor a todas as coisas pequenas, médias e grande que fizemos e fazemos.

Marcelo, o Juntadados.org e o Estudiolivre.org são dois comprovantes disso e muito relevantes que você acompanhou e dá valor suponho.


Marcelo Soares Souza

unread,
Aug 31, 2011, 3:03:19 PM8/31/11
to Daniel Penalva, Renato Fabbri, estudi...@lists.riseup.net, gtcultur...@googlegroups.com, metarec...@lists.riseup.net, thac...@googlegroups.com, listama...@teia.org.br

  Ué, é só não fazer do zero, derive, transforme, forkeie, copie... Começamos a discussão lá atrás falando do estado do Cinelerra no tratamento de uma situação, alternativas a esta ferramenta foram apresentadas, houve até quem falasse que existe solução em Cinelerra (faltou apresentar aquela colaboração na forma de documentação-tutorial).

  Não tem que encarar como competição com o Software Proprietário, o Software Livre existe para atender a necessidade de cada um (ou de cada grupo), surge de uma necessidade real e não de um pedido do departamento de marketing de uma empresa. O Cinelerra, Kdenlive, PiTiVi, OpenShot e tantos os outros não precisam ter tudo que um Final Cut ou Adobe Premiere tem, mesmo porque o cabra acaba nem usando tudo. O que foi apontando é que as Ferramentas Livres de Vídeo, especificamente, tem uma carência básica de uma dada funcionalidade.

  Agora a gente precisa mobilizar milhões de pessoas para comprar um Software Proprietário que somente roda em Plataforma Proprietária? Mobiliza menos gente, focaliza no problema real (e não do marketing) e resolve, pronto, pá-pum... Agora é preciso Organização, é preciso Ação.

Em 31 de agosto de 2011 15:51, Daniel Penalva <dka...@gmail.com> escreveu:

Renato Fabbri

unread,
Aug 31, 2011, 3:15:22 PM8/31/11
to Marcelo Soares Souza, Daniel Penalva, estudi...@lists.riseup.net, gtcultur...@googlegroups.com, metarec...@lists.riseup.net, thac...@googlegroups.com, listama...@teia.org.br
Em 31 de agosto de 2011 16:03, Marcelo Soares Souza <mar...@juntadados.org> escreveu:

  Ué, é só não fazer do zero, derive, transforme, forkeie, copie... Começamos a discussão lá atrás falando do estado do Cinelerra no tratamento de uma situação, alternativas a esta ferramenta foram apresentadas, houve até quem falasse que existe solução em Cinelerra (faltou apresentar aquela colaboração na forma de documentação-tutorial).

ok. Isso já foi discutido na thread q deu origem a esta. Sem andar em círculos, pls.
 


  Não tem que encarar como competição com o Software Proprietário, o Software Livre existe para atender a necessidade de cada um (ou de cada grupo), surge de uma necessidade real e não de um pedido do departamento de marketing de uma empresa. O Cinelerra, Kdenlive, PiTiVi, OpenShot e tantos os outros não precisam ter tudo que um Final Cut ou Adobe Premiere tem, mesmo porque o cabra acaba nem usando tudo. O que foi apontando é que as Ferramentas Livres de Vídeo, especificamente, tem uma carência básica de uma dada funcionalidade.

Já discutimos isso também, inclusive na thread q forkou para esta (parece que por acidente).

 

  Agora a gente precisa mobilizar milhões de pessoas para comprar um Software Proprietário que somente roda em Plataforma Proprietária? Mobiliza menos gente, focaliza no problema real (e não do marketing) e resolve, pronto, pá-pum... Agora é preciso Organização, é preciso Ação.

Idem ibidem. Novamente: uma coisa não nega a outra.

 

Em 31 de agosto de 2011 15:51, Daniel Penalva <dka...@gmail.com> escreveu:
Fazer um sistema de software do zero é algo menor ? mesmo com a nível dos pesquisadores, o número de pessoas dispostas à isso em comparação ao número de pessoas que são pagas (empresas de código fechado) para isso não é muito menor ?


2011/8/31 Marcelo Soares Souza <mar...@juntadados.org>

  Eu sei, e acho que "Abrir o Código Fechado" não é o caminho, ou pelo menos é o pior caminho dos tantos outros possíveis. Mesmo porque se não conseguimos nos mobilizar para fazer coisas menores e de cunho prático para sair da estagnação na qual nos encontramos, não é esta cruzada contra "impérios" que iremos ser bem sucedido.

Em 31 de agosto de 2011 15:34, Renato Fabbri <renato...@gmail.com> escreveu:

Marcelo, uma coisa não nega a outra.

Estamos desenvolvendo SL, eu incluso e você incluso.

O que estamos propondo aqui é uma linha paralela de ação:
- Abrindo o Código Fechado.

Acha que devemos voltar à thread original para não perder isso
de vista?


--
Abraços
Marcelo Soares Souza
http://marcelo.juntadados.org




--
Abraços
Marcelo Soares Souza
http://marcelo.juntadados.org

Renato Fabbri

unread,
Aug 31, 2011, 3:37:26 PM8/31/11
to Daniel Penalva, estudi...@lists.riseup.net, gtcultur...@googlegroups.com, metarec...@lists.riseup.net, thac...@googlegroups.com, listama...@teia.org.br
Só para retomar o lado mais construtivo da conversa,
reencaminho a mensagem do Paulo e vou tentar me
ausentar da thread por mais umas 100 mensagens... :-)

lá vai:

---------- Mensagem encaminhada ----------
De: Paulo Morais <paulo....@viraminas.org.br>
Data: 31 de agosto de 2011 16:33
Assunto: Re: [gtCD] Re: [estudiolivre] Re: [metareciclagem] Re: Abrindo o Código Fechado
Para: gtcultur...@googlegroups.com


Meus caros,


2) Outra é usar croudfunding para comprar algo como um adobe after
effects ou um vegas. O Blender foi aberto desta forma, não?

Acho essa ideia genial. Com certeza muitas organizações podem colaborar para mobilizar a galera numa causa dessas.

A propósito, esse tal Lightworks que tá pra abrir o código e sair para Linux (segundo prometem) é bacana?

Abraços a todos.

--
Essa mensagem foi postada no grupo: http://groups.google.com/group/gtculturadigital?hl=pt?hl=pt-BR
 
Esse grupo está ligado ao Movimento Cultura Digital:
http://culturadigital.br/movimento

Fabricio C Zuardi

unread,
Aug 31, 2011, 4:09:25 PM8/31/11
to thac...@googlegroups.com

On 8/31/11 3:37 PM, Renato Fabbri wrote:
> ihhh... pessoalizou a parada.
>

> Zuardi, este � um argumento que circula entre v�rias pessoas,
> concordemos eu e voc� sobre isso ou n�o. Voc� entendeu
> que o ponto de que h� argumentos para entrar na justi�a ou n�o?
>
> Se este assunto for coisa de um homem s�, podemos esquecer.
> Se fosse coisa de um home s� n�o teria passado das 100 mensagens
> (est� chagando nas 150).
>
> ficou claro?
>


Entendi que nao ha argumentos (voce tem provas de que ha codigo GPL nos
editores proprietarios?) para entrar-se na justi�a, 100 e tantas
mensagens(deste cross post do qual s� assino uma das lista que �
semi-relacionada ao assunto, com muito esfor�o) nao foram o suficiente
para me convencer do contrario.

Vivemos numa sociedade livre, onde empresas tem o direito de cobrar
pelos frutos das pesquisas e dos investimentos delas, aceita este pre�o
e compra o software quem quer. Desenvolve alternativas livres quem quer
tamb�m.

Homicidio para mim � assassinato, me fale o nome de um developer de
software de video livre que morreu pelas maos de um executivo da adobe
por n�o ter acesso ao fonte do premiere que eu despersonalizo a parada e
te dou a raz�o. Do contr�rio nao me resta alternativa sen�o a zombaria.


[]s

Renato Fabbri

unread,
Aug 31, 2011, 4:36:52 PM8/31/11
to thac...@googlegroups.com
Fabbrício, então cuidado para não entrarem numas de Zuar-di ti. ;-)

Mas vamos lá em linha para evitar + mau entendidos:

Em 31 de agosto de 2011 17:09, Fabricio C Zuardi <fabr...@fabricio.org> escreveu:
...
Entendi que nao ha argumentos (voce tem provas de que ha codigo GPL nos
editores proprietarios?) para entrar-se na justiça, 100 e tantas
mensagens(deste cross post do qual só assino uma das lista que é
semi-relacionada ao assunto, com muito esforço) nao foram o suficiente

para me convencer do contrario.

Não temos provas. Eu não tenho tamanha presunção a ponto de achar que ganho isso
sozinho (Deus me livre). Novamente, isso não é coisa minha somente.

Portanto... Repassando, a ideia está circulando em torno de especulações sim (e
alguns argumentos mais para "constatações") para iniciar um processo na
justiça que não sabemos onde vai chegar.


Vivemos numa sociedade livre, onde empresas tem o direito de cobrar
pelos frutos das pesquisas e dos investimentos delas, aceita este preço

e compra o software quem quer. Desenvolve alternativas livres quem quer
também.

E entra na justiça quem quer. Relaxa man, sou amiguinho. 

Se insistes em pessoalizar, digo em nome de minha pessoa que não lhe desejo mal
e nem desejo mal às empresas. :-)

Para mim, essa ideia vem só para catalizar alguns processos inevitáveis.
 
Mas chega de falar de mim, ok?


Homicidio para mim é assassinato, me fale o nome de um developer de

software de video livre que morreu pelas maos de um executivo da adobe
por não ter acesso ao fonte do premiere que eu despersonalizo a parada e
te dou a razão. Do contrário nao me resta alternativa senão a zombaria.

Uma galera considera homicídio porque o código fechado *força o trabalho
repetido* para algo que pode ser replicado sem custo adicional. Aí entram
argumentos do tipo 'e a mão de obra é especializada', 'e estes homem/hora
poderiam estar sendo utilizadas para tarefas realmente necessárias'. Tudo isso
enquanto tem gente morrendo de fome, doenças e outras coisas..

Mas ok, desculpe, talvez tenha sido um erro levantar um argumento tão
polêmico. Foi só um *exemplo de argumento*. Eu concordo em parte e acho
interessante, simples. Desculpe.

Bora ficar suave junto, cara. Não estou entendendo o motivo da agressão.

Aliás, vc sabe ao menos que você não sabe de tudo, certo? Humildemente
peço que tente entender o assunto de que estamos tratando. ;-) Não abri
o email e saí pensando besteira e escrevendo, estou tentando repassar uma
questão coletiva.

Ajude-nos a enteder o assunto também.

Zoar-di amiguinho? Pra quem?

:-)

abćḉçs

 


[]s


--
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Renato Fabbri

unread,
Aug 31, 2011, 4:53:28 PM8/31/11
to thac...@googlegroups.com
Aliás,

*acho* que não temos provas. Vai saber o que se tem por aí. Eu não tenho provas.


É isso.

abjs,
//rf

Fabricio C Zuardi

unread,
Aug 31, 2011, 9:58:32 PM8/31/11
to thac...@googlegroups.com
On 8/31/11 5:36 PM, Renato Fabbri wrote:
> Homicidio para mim é assassinato, me fale o nome de um developer de
> software de video livre que morreu pelas maos de um executivo da adobe
> por não ter acesso ao fonte do premiere que eu despersonalizo a parada e
> te dou a razão. Do contrário nao me resta alternativa senão a zombaria.
>
>
> Uma galera considera homicídio porque o código fechado *força o trabalho
> repetido* para algo que pode ser replicado sem custo adicional. Aí entram
> argumentos do tipo 'e a mão de obra é especializada', 'e estes homem/hora
> poderiam estar sendo utilizadas para tarefas realmente necessárias'.
> Tudo isso
> enquanto tem gente morrendo de fome, doenças e outras coisas..


Ok, vou tentar ser suave para não ofender...

Eu acho esta linha de argumentação uma viagem na maionese.

Código fechado não força ninguem a nada. Não obriga ninguem a
desenvolver um clone. O desenvolvimento de clones, livres ou fechados
por parte dos concorrentes é algo absolutamente opcional. Não forçado.

Para explicar melhor, dois exemplos:

Exemplo 1
---------

Se eu decidir fazer um pudim de leite hoje, e se eu nao quiser repartir
este pudim com ninguém. Eu NAO estarei forçando ninguém a fazer OUTRO pudim.

As pessoas que *quiserem* por *vontade propria* COMER um pudim terão que
fazer um outro pudim. Ou comprar um de alguém que venda, ou pedir um
pedaço para alguém que fez um e quis compartilhar.
---

Veja, eu não matei ninguém, não pratiquei homicidio.

Tanto quem não comeu o pudim quanto quem "foi forçado" a fazer o tal
"trabalho repetido" continua vivo e saudável (mais até do que eu que
comi um negócio cheio de açucar sozinho).

Tá, mas pudim é um bem rival, vamos para um outro exemplo, um que
envolve morte de verdade e um bem não rival, uma informação, algo mais
próximo do que é o source de um software:


Exemplo 2
---------

Eu entro aqui na lista e declaro que descobri a cura do câncer, e
aproveito para dizer que eu não vou revelar este segredo para ninguem.

E quem quiser que repita o meu trabalho e ache a resposta por conta própria.
---

Esta "uma galera"(tm) pode querer argumentar que eu pratico
"homicidio", pois eu tenho a cura do cancer mas não libero o segredo, ou
que eu só libero para quem aceita os meus termos.

Esta "uma galera", mesmo nesse caso estaria errada, pois quem morre de
cancer nao morre por que eu as matei. Eu quando muito omiti socorro, o
que é um crime DIFERENTE de homicidio.

Resumindo: eu acho que chamar software proprietario, ou mesmo o
"trabalho replicado forçado pelo fechamento do código" de HOMICIDIO não
só está errado sob o ponto de vista da linguagem(se um homem nao morre
nao ha homicidio) como ultrapassa qualquer barreira de forçassão de
barra, é (para mim ao menos) inconcebível achar que ter um Final Cut Pro
com o fonte junto é um direito humano inalienável. É coisa de quem se
desconectou da realidade, não ha como levar "esta galera" a sério.


Mas vou parar por aqui, meu email do remédio não foi com a intenção de
agredir, se soou como tal peço desculpas, meu intuito era apenas dar uma
pisada de freio, dar um: "opa, nao exageremos".

E reiterando o que disse no meu email láaaaaa atrás, bem no comecinho da
thread: de que servem as ferramentas modernas se não temos histórias
boas para contar?

Vamos contar histórias! Não iniciar processos judiciais que não darão em
nada.


[]s

PS: E se o Final Cut for um impeditivo para alguem contar boas
histórias(nao foi para Shakespeare e tantos outros), e se eu gostar do
seu roteiro me comprometo aqui publicamente a pagar uma licença para sua
equipe trazer o projeto a tona.

PPS: Pagar por software não é crime :)

Renato Fabbri

unread,
Sep 1, 2011, 2:50:06 PM9/1/11
to thac...@googlegroups.com
oi Fabricio,

Concordo com bastante do que falou. Tendo paciência, abriria uma thread
só para esmiuçar estas questões que acho super relevantes e costumam a
estar carregadas de xiitismo, distorções e comodismos.

De qualquer forma, este papo de criminalizar o código fechado através do
entendimento desta prática como homicídio é um *exemplo de argumento*
que poderia ser utilizado. Este não é o ponto.

Caso fosse o ponto não seria jogado uma frase solta.

Além disso, nem era o que você achava que era. Copiando: "que morreu pelas maos de um executivo da adobe por não ter acesso ao fonte do premiere".

IMHO, esqueçamos este ponto absolutamente secundário. Não vejo porque desviar tanto do assunto, embora tenha gostado _bastante_ das suas considerações. Pessoalmente, concordo com muito do que escreveu.

E concordo *também* com as distorções
a que isso leva, embora não tenha uma visão tão idônea sobre o não compartilhamento
de ideias e bens replicáveis sem custo adicional.

Reintero que me dá vontade de abrir uma nova thread no thacker@ para distrincharmos coletivamente as questões todas que levantou. Nas outras listas não houve este interessante desvio, parece estarem mais resolvidas estas questões nelas. (sem juízo de valor, pode ser ruim que estejam resolvidas)

Dito isso e voltando (pois se há estrume na coisa, não costuma ser agradável fucinhar a coisa)... 

E a ideia de crowfunding para abrir os códigos? E entrar com http://www.lightworksbeta.com/
que dizem querer abrir o código?




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Vítor Baptista

unread,
Sep 1, 2011, 7:56:18 PM9/1/11
to thac...@googlegroups.com
Pessoal, só uma coisa que talvez não esteja sendo data tanta atenção é que não basta ter o código, é preciso pensar em como, dado o código, a comunidade vai mantê-lo.

2011/9/1 Renato Fabbri <renato...@gmail.com>



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Vítor Baptista

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