Olá Diego,
Obrigado pelos comentários. Na verdade o termo é um pouco pejorativo e
a ideia era de exagerar mesmo um pouco. Eu acho falsa apresentar-se (o
ser apresentado) como um exemplo da transparência quando as citadas
iniciativas não somente são limitadas em escopo e operacionalidade,
mas não visam as questões da transparência mais fundamentais, as quais
tentei tocar no artigo. Definitivamente, Diego, eu também admiro as
iniciativas de orçamento participativo, os quais estudei...mas eram
locais, não federais, e o governo federal sempre está usando esse
exemplo...e os gringos estão justificando Brasil "como exemplo da
transparência" baseado em essa iniciativa. Estão usando-la como algo
"boutique."
Mas bem, vc não tem que gostar do termo e não temos que concordar nos
pontos menores...
Não obstante, espero que você esteja de acordo com o ponto mais
fundamental do artigo.
Abraço e obrigado pelo feedback,
GM
On Sep 12, 12:42 pm, Diego Rabatone <
dir...@diraol.eng.br> wrote:
> Greg,
>
> eu achei um tanto quanto exagerada a utilização da expressão "boutique" na
> generalização das iniciativas, em especial as relacionadas ao Orçamento
> Participativo - como a de Porto Alegre.
>
> Se considerarmos quando a iniciativa surgiu e foi implantada (final da
> década de 80), os recursos tecnológicos eram muitíssimo limitados frente ao
> que temos hoje e, além disso, o acesso da população aos recursos
> tecnológicos existentes era infinitamente menor - virtualmente nulo, talvez
> possa me arriscar a dizer.
>
> Para uma prática ampla e concreta de orçamento, a utilização de ferramentas
> tecnológicas se faz imprescindível, visto que a quantidade de informações é
> gigantesca.
> Para que a população participe, isso tem que ser feito fora de seu horário
> de trabalho e, com a quantidade de informações "existentes", analisar tudo
> no papel para tentar entender o orçamento e propor algo acaba sendo algo
> impossível.
> Desse ponto de vista faz todo sentido que a iniciativa comece com recursos
> limitados. O problema não é começar "pequeno", mas sim ter morrido.
>
> Assim, acho um pouco exagerado e demasiadamente pejorativo o termo "*
> boutique*", que dá a impressão que a iniciativa foi apenas "para inglês
> ver", e não uma tentativa efetiva de se fazer algo diferente, mais
> colaborativo e aberto - isso ainda na década de 80/90 hein!.
>
> Abraços,
>
> --------------------------------
> Diego Rabatone Oliveira
>
> On Mon, Sep 12, 2011 at 11:38 AM, Carlos Eduardo <
>
>
>
>
>
>
>
>
edu.carlos.vie...@gmail.com> wrote:
> > Artigo muito bom. Parabéns.
>
> > Tive curiosidade com o processo da Asia mas o link (
> >
http://www.sasanet.org/documents/.../Budget.../Budgets/ParticipatoryB...)
> > está quebrado.
>
> > "Brazil has provided some boutique examples of transparency over the past
> > few decades. The City of Porto Alegre pioneered a much-heralded<
http://www.sasanet.org/documents/.../Budget.../Budgets/ParticipatoryB...>participative budgeting process that 2.5 percent of Brazil’s 5500-or so
> > municipalities have adopted, as have governments around the world. "
>
> > --
> > Carlos Eduardo
>
> > 2011/9/12 Greg Michener <
greg.miche...@gmail.com>
>
> >> Post mais recente:
>
> >>
http://observingbrazil.com/2011/09/12/brazils-plans-for-the-open-gove...