Fwd: [thackday] Abuso de autoridade na praça Roosevelt e a inteligência societal

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Sérgio Storch

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Jan 7, 2013, 1:28:00 PM1/7/13
to thac...@googlegroups.com
Tom, tenho ideias, sim.

Primeiro, bem ligeirinho, um conceitoaprendizagem de ciclo duplo. Aprendizagem de ciclo simples é ir lá, corrigir a situação.
Aprendizagem de ciclo duplo é entender os fatores subjacentes que fazem esse tipo de situação acontecer, e então ir em cada um deles, e eliminar o ovo da serpente.

Para ser conciso e ir logo pras ideias: q
uem melhor o difundiu foi Peter Senge, em "A quinta disciplina - a arte e a prática das organizações que aprendem" . A wikipedia está cheia de referências e verbetes sobre o tema da "aprendizagem coletiva", "aprendizagem organizacional", "learning organizations" etc.

Não vou me estender.
destaco: foi em 1990. Senge foi precursor (tinha outros antes dele: Argyris, Schon etc.). Depois veio Pierre Lévy, com "inteligência coletiva" etc. E uma safra de coisas numa categoria aparentada, mas que descambou um pouco para os bits e bytes: gestão do conhecimento. Hoje voltou a se centrar numa linha mais sistêmica e humanista.

Enfim, meu tesao é isso, aplicado não no nível organizacional, mas sim no societal. Aprendizagem societal. Inteligência societal.

Então aí vao as ideias, com a pegada desses conceitos:

  • afastar os caras é a tal da aprendizagem de ciclo simples. Para inibir as situações futuras é preciso ir mais fundo:
  • o que é esta cultura da instituição policial que permite que bárbaros como esse sejam tolerados internamente? é preciso fazer uma mudança de cultura da instituição. Como?
  • GCM é PMSP. Chegar na PMSP e dizer: ó, tem que fazer isso aí.
  • Falar com quem? Um mês atrás não teríamos com quem falar. Hoje tem. Governo Haddad não é governo Kassab.
  • Temos vereadores que têm interlocução com o Executivo. Escolher um ou alguns deles: sugiro Ricardo Young, Eliseu Gabriel (que é secretário), Nabil Bonduki. E mais outros: a bancada que terá o nome de "bancada da sustentabilidade"
  • Outro caminho: ONGs de cultura de paz. Começa com a Associação Palas Athena, que é  o hub para todas as outras. Há conselhos de cultura de paz na ALESP e na Câmara. Pautar lá uma linha de ação, que não é só imediata. Ao receber este email, liguei para a Prof. Lia Diskin, coordenadora da Palas e mentora desses Conselhos de Cultura de Paz, assim como do Comitê da Cultura de Paz, que é o legado da Década da Cultura de Paz da Unesco (2001-2010)

Algumas datas, que podem se somar a outras que outros planejem. Façamos uma agenda compartilhada juntando todas elas:

  • 16/1 - visitarei a Prof Lia Diskin
  • 17/1 - Teatro Anchieta - 10h - lançamento da nova edição do IRBEM, da Rede Nossa São Paulo. Ótimo lugar para fazer as costuras que nos levem a um caminho para resolver essas coisas ao longo dos próximos meses e anos.

Enfim, vale um brainstorming. Eu topo, bora marcar?

Fundamental não ficarmos na culpabilização de meia dúzia, e não nos satisfazermos com a punição.

A abordagem da cultura de paz, aliás, enfatiza o perdão. Até esses bárbaros podem mudar.  Por aí é que tem que ser. Só punir não resolve o problema.

Tô nessa. É uma das causas da minha vida. E a gente transforma o mundo a partir de onde a gente está.


Um abraço



Sérgio Storch
11-3666.9005 - 11-9753.9701


---------- Mensagem encaminhada ----------
De: Everton Zanella Alvarenga <everton....@okfn.org>
Data: 7 de janeiro de 2013 14:39
Assunto: Re: [thackday] Abuso de autoridade na praça Roosevelt
Para: thackday <thac...@googlegroups.com>


Aparentemente já foram afastados

http://colunas.revistaepocasp.globo.com/nabike/2013/01/07/guardas-civis-responsaveis-por-agressoes-contra-skatistas-sao-afastados-do-servico-externo/

E se não houvesse Internet?

Tom

Em 7 de janeiro de 2013 14:31, Everton Zanella Alvarenga
<everton....@okfn.org> escreveu:
> http://www.youtube.com/watch?v=ePZ1bGUdXtE&feature=youtu.be
>
> Sei que todos já devem ter visto no facebook e compartilhado o vídeo,
> mas o que podemos fazer de prático?
>
> Poderia até ser algo mais abrangente, não focado no caso do gajo apenas.
>
> Ideias?
>
> Tom
>
> --
> Everton Zanella Alvarenga (also Tom)
> Open Knowledge Foundation Brasil
> http://br.okfn.org
>
> --
> Você recebeu esta mensagem porque está cadastrado no grupo "Transparência Hacker"
> Para enviar uma mensagem a todo o grupo, escreva para thac...@googlegroups.com
> Para não receber mais mensagens, envie um email para thackday+u...@googlegroups.com
> Para mais informações, ou para ler mensagens arquivadas deste grupo, visite http://groups.google.com/group/thackday?hl=pt-BR

--
Você recebeu esta mensagem porque está cadastrado no grupo "Transparência Hacker"
Para enviar uma mensagem a todo o grupo, escreva para thac...@googlegroups.com
Para não receber mais mensagens, envie um email para thackday+u...@googlegroups.com
Para mais informações, ou para ler mensagens arquivadas deste grupo, visite http://groups.google.com/group/thackday?hl=pt-BR

Everton Zanella Alvarenga

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Jan 7, 2013, 3:04:30 PM1/7/13
to thac...@googlegroups.com
Em 7 de janeiro de 2013 16:28, Sérgio Storch <sergio...@gmail.com> escreveu:

> Então aí vao as ideias, com a pegada desses conceitos:
>
> afastar os caras é a tal da aprendizagem de ciclo simples. Para inibir as
> situações futuras é preciso ir mais fundo:
> o que é esta cultura da instituição policial que permite que bárbaros como
> esse sejam tolerados internamente? é preciso fazer uma mudança de cultura da
> instituição. Como?

Esse é um ponto importante. Mas como? Eu não sei ainda, por isso a
proposta de um toró de ideias aqui.

Se visitarmos diversas favelas, veremos que o caso do vídeo não é
leve, apesar de já ser grave.

> GCM é PMSP. Chegar na PMSP e dizer: ó, tem que fazer isso aí.
> Falar com quem? Um mês atrás não teríamos com quem falar. Hoje tem. Governo
> Haddad não é governo Kassab.
> Temos vereadores que têm interlocução com o Executivo. Escolher um ou alguns
> deles: sugiro Ricardo Young, Eliseu Gabriel (que é secretário), Nabil
> Bonduki. E mais outros: a bancada que terá o nome de "bancada da
> sustentabilidade"

Podemos tentar escrever uma carta conjuntos e articular esses
vereadores. Precisamos evitar, ao máximo, que a questão vire
partidária. Por exemplo, já vi assuntos serem tratados por vereadores
do PT e PSDB de maneira relativamente madura e só temos a ganhar com
isso.

> Outro caminho: ONGs de cultura de paz. Começa com a Associação Palas Athena,
> que é o hub para todas as outras. Há conselhos de cultura de paz na ALESP e
> na Câmara. Pautar lá uma linha de ação, que não é só imediata. Ao receber
> este email, liguei para a Prof. Lia Diskin, coordenadora da Palas e mentora
> desses Conselhos de Cultura de Paz, assim como do Comitê da Cultura de Paz,
> que é o legado da Década da Cultura de Paz da Unesco (2001-2010)

Não conhecia a Palas Athena <http://www.palasathena.org.br/>, vou me informar.

> Algumas datas, que podem se somar a outras que outros planejem. Façamos uma
> agenda compartilhada juntando todas elas:
>
> 16/1 - visitarei a Prof Lia Diskin

Qual horário que se encontrará com ela? Tem como ser após 18h?

> Enfim, vale um brainstorming. Eu topo, bora marcar?
>
> Fundamental não ficarmos na culpabilização de meia dúzia, e não nos
> satisfazermos com a punição.

Concordo.

E o Núcleo de Estudos da Violência da USP, eles costumam fazer algo prático?

Tom

Everton Zanella Alvarenga

unread,
Jan 7, 2013, 3:05:28 PM1/7/13
to thac...@googlegroups.com
P. S. um livro indicado pela professora Heloisa Pait

Media Witnessing: Testimony in the Age of Mass Communication

http://www.amazon.co.uk/Media-Witnessing-Testimony-Mass-Communication/dp/0230301355

Em 7 de janeiro de 2013 18:04, Everton Zanella Alvarenga
<evert...@gmail.com> escreveu:

yaso

unread,
Jan 8, 2013, 4:21:02 PM1/8/13
to thac...@googlegroups.com
Tem outra coisa também: toda policia tem uma corregedoria. Todas as corregedorias são constituidas por policiais (geralmente aposentados ou nomeados) da mesma corporacao. Se fala em desmilitarizar as corregedorias, ou pelo menos entrega-las à instituicoes diferentes das quais fazem parte os acusados.

yaso

Everton Zanella Alvarenga

unread,
Jan 8, 2013, 5:51:04 PM1/8/13
to thac...@googlegroups.com
Informação interessante, Yaso. Eu não sabia.

Desmilitarizar é uma das coisas que deve ocorrer para sairmos do
estado de bananal.

Sérgio Storch

unread,
Jan 8, 2013, 8:05:28 PM1/8/13
to thac...@googlegroups.com
Duas coisas novas:
  • soube hoje que foi reativada a Comissão de Direitos Humanos da PMSP, paralisada desde 2011.
  • o Outras Palavras topa dar cobertura institucional para o debate aprofundado da questão, se nós organizarmos


yaso

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Jan 9, 2013, 7:49:36 AM1/9/13
to thac...@googlegroups.com
Poizeh. Eu descobri que as corregedorias existem quando precisei denunciar um policial militar em Brasília que tinha me ameaçado quando estava à paisana, mais de uma vez. Fui à corregedoria da PM em Brasília e o que eu recebi de presente foi um telefonema da proópria corregedoria também me ameaçando e questionando minha denúncia. Claro, acabei denunciando também a corregedoria, lógico, não aconteceu nada nem com o policial que me ameaçõu primeiro e foi alvo da denúncia, nem com o segundo, que era da corregedoria.

Aqui em SP o corregedor é um coronel da PM. Olha ai o site:
http://www.polmil.sp.gov.br/unidades/corregpm/contato.asp

as corregedorias são responsáveis, dentre outras atribuições, por receber reclamações, representações e denúncias, dando-lhe o devido encaminhamento, inclusive, determinar a instauração dos procedimentos administrativos disciplinares com vistas ao esclarecimento dos fatos e a responsabilidade de seus autores e dar ciência ao Ministério Público se precisar.

Isso significa que é a primeira instancia pra reclamar do "mau comportamento" dos policiais.

Sérgio Storch

unread,
Jan 9, 2013, 8:47:54 AM1/9/13
to thac...@googlegroups.com
Yaso e Tom,
Neste caso eu acredito ser mais simples, e ser um bom ponto para começar.
Não é Polícia Militar, que é ultracomplexa.
É Guarda Municipal, que está num território que suponho ser acolhedor: Prefeitura do Haddad.

Dá para fazer um lab, e aprender com o que acontece, para depois alçar vôos maiores.

Acho que a segurança pública é um campo fenomenal para o Thacker. E um sábio chinês disse que a mais longa marcha começa com o primeiro passo. Vamos dá-lo?


--

Diego Rabatone

unread,
Jan 9, 2013, 9:22:07 AM1/9/13
to Transparência Hacker
Só destacando que, com odisse o Sérgio, o caso em questão é com a GCM (Guarda Civil Metropolitana), que não é uma instituição militar.... de fato é mais fácil tratar com eles do que com a PM.

Mas, independente disso, acho que qualquer corregedoria, seja ou não de polícia, deveria ser, de fato, independente da instituição....

--------------------------------
Diego Rabatone Oliveira
diraol(arroba)diraol(ponto)eng(ponto)br
Identica: (@diraol) http://identi.ca/diraol
Twitter: @diraol

Sérgio Storch

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Jan 9, 2013, 10:03:46 AM1/9/13
to thac...@googlegroups.com
Amici, acho que o próximo passo neste assunto é uma rodadinha de telefonemas entre os que estão a fim de agir de alguma forma: organizar a ação.

BTW, ontem li na Wikipedia a biografia de Saul Alinksy, o primeiro  que escreveu sobre "community organizer"  ("Rules for revolutionaries", que organizou comunidades nos guetos negros de Chicago, que foi onde Obama se formou politicamente.   Suas lições são muito atuais...  e merecem ser bem estudadas (aliás, olha o paradoxo: o Tea Party fez um manual para sua turma de jurássicos copiando o manual do Alinsky...

Uma divagação: que falta faz a gente conhecer um pouquinho da história da esquerda.
Aliás, sobre aquela conversa boba que a gente vê muito por aí de que esquerda e direita são coisas ultrapassadas.
Lá nos EUA quem disser essa asneira vira piada. Eu acho que descobri por que aqui isso se tornou comum, além da explicação óbvia: o jornal/revista mais lido é a Veja.
Outra explicação, mais refinadinha é
: a semiótica explica.
Lá eles têm um termo que sai fora dessa bipolaridade: liberals.
Já pra nós aqui liberais está para o vocabulário como sorvete de xuxu está para a gastronomia.
Lá não. Palavras são ativos importantes pra uma sociedade conseguir pensar.

Faz sentido, amigos comunicadores?



Sérgio Storch

erico dias

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Jan 9, 2013, 12:47:55 PM1/9/13
to thac...@googlegroups.com
que não é uma instituição militar.... de fato é mais fácil tratar com eles do que com a PM.

nem tanto, em geral as guardas municipais estão se militarizando, há projetos e discussões inclusive em defesa do porte de arma de fogo. 

 o jornal/revista mais lido é a Veja.

entre os que lêem sergio, mas somos um povo conservador mesmo.

2013/1/9 Sérgio Storch <sergio...@gmail.com>



--
ºLº :)




Diego Rabatone

unread,
Jan 9, 2013, 12:50:13 PM1/9/13
to Transparência Hacker
Mas érico, porte de arma não é sinônimo de militarização.

as GCMs não são instituições Militares, não seguem o código de conduta/ética militar, não estão sob a hierarquia militar. São todos civis, sob, exclusivamente, regras civis.
Isso, por si só, já é uma grande diferença.....



Em 9 de janeiro de 2013 15:47, erico dias <eri...@gmail.com> escreveu:
nem tanto, em geral as guardas municipais estão se militarizando, há projetos e discussões inclusive em defesa do porte de arma de fogo. 



andre luiz

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Jan 9, 2013, 7:00:21 PM1/9/13
to thac...@googlegroups.com
o que acontece, no meu modo de ver, salvo melhor juízo, entre outras coisas, não é ao fato de ser policial militar, civil, federal ou municipal...

trata-se da natureza humana, do ambiente e forma de processar as atividades de trabalho

A questão agora é como mudar as nossas instituições de forma que promovam valores humanos em vez de os destruir.

Quando puderem, assistam o vídeo que mostra que qualquer um de nós aqui desta lista, se colocado na função de carcereiro ou prisioneiro, comportam-se como se tal fossem...


andré


andre luiz

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Jan 9, 2013, 8:08:27 PM1/9/13
to thac...@googlegroups.com
em dois dias 2.5 milhões de visitas

O Estado de S.Paulo
O guarda-civil sem farda flagrado na sexta-feira em um vídeo agredindo skatistas na Praça Roosevelt, no centro de São Paulo, já respondia a um processo na Corregedoria-Geral da Guarda Civil Metropolitana. Identificado como Luciano Medeiros, ele já era investigado por agressão. Assim como no caso da filmagem dos skatistas (compartilhado na internet e com quase 2 milhões de visualizações até ontem), o caso anterior também foi divulgado na rede.

Em outubro, Medeiros, mais uma vez sem farda, foi flagrado agredindo um vendedor ambulante no centro da capital. Em uma gravação divulgada na época pelo SBT e que voltou a circular nos últimos dias, ele tenta imobilizar um homem sem camisa que grita de dor. Com o camelô já parado, ele o segura no chão, empurrando sua cabeça contra o asfalto.



a história se repete quase sempre...

andré

Sérgio Storch

unread,
Jan 9, 2013, 8:19:47 PM1/9/13
to thac...@googlegroups.com
André, muito legal você ter descoberto esse conteúdo. Como é que você chegou nele?

Esse tema, da obediência à autoridade, é um tema clássico em psicologia social. Além desta experiência há outras, como a de Stanley Milgram, o mesmo que foi o primeiro a intuir a ideia dos seis graus de distância

Acho que uma das linhas de ação que devemos propor é a introdução de conteúdos como esse na formação dos policiais, e também na formação dos jovens, para problematizar a questão da obediência à autoridade. Coisa da maior seriedade, que pode ser levada a avaliação nos Conselhos Parlamentares para a Cultura de Paz (foram criados na década passada, a Década Mundial da Cultura de Paz. Acredito que tanto na ALESP quanto na CMSP haja esses conselhos, mas não sei o quanto estão ativos. Poderei saber com a Prof. Lia Diskin, do Comitê da Cultura de Paz, que foi a mentora de todos eles.
Vou visitá-la no dia 16, e levar essa questão.

Nos Parâmetros Curriculares Nacionais h
á espaço no currículo para temas transversais, e as escolas têm alguma autonomia para isso. A questão chave aí é a formação de professores para saberem trabalhar com esse tipo de material. É um belo desafio para os gestores de educação, e entendo ser papel da universidade ou do terceiro setor bolar as metodologias.

Mas vejo assim: este é apenas um dos eixos a serem trabalhados, de forma profunda e sistemática.

Um outro eixo é o do  controle social nos processos.

O que aconteceu na Praça Roosevelt? Foi um processo. Acontecem dezenas ou centenas de processos semelhantes todos os dias.  Que processo é esse?  Será que alguns vereadores gostariam de investigar? Abrir uma comissão de investigação? Cabe à sociedade pedir que o façam. Com que prazo? Há registro da ocorrência? Deveria haver? O que é feito com os registros das ocorrências? Alguém toma conhecimento dos indicadores? Será que atores da sociedade poderiam fazer esse trabalho? Alguém sabe onde está escrito que o processo deve ser desse jeito? Se não está escrito, então talvez esteja escrito de outro jeito, e então pode ter havido uma não-conformidade. Como são tratadas as não-conformidades? Alguém toma conhecimento delas?

Enfim, são questões que o setor privado está careca de tratar de forma sistemática, desde a ISO 9001. Jóia, então existe esse conhecimento na sociedade. Há até frameworks super-respeitados, como o da Fundação Nacional da Qualidade. Então por que não levá-lo para o Estado? E por que não começar pela PMSP?

O que quero dizer com essa saraivada de perguntas é que este caso pontual da Praça Roosevelt pode vir a ser o estopim para um questionamento sistemático da gestão (ou não-gestão) de processos na PMSP. E toda longa marcha começa com o primeiro passo.

Vamos pensar a forma de levar isso a um vereador?

Quem topa fazer parte de uma comitiva para fazermos isso? A marca Transparência Hacker já é forte e, se agendarmos com um vereador a visita de uma comitiva, com certeza seremos muito bem acolhidos. Mas temos que ter clareza do que pedir, para não queimar o filme. Quanto mais claro for o pedido, maior a probabilidade de um vereador assumir a liderança de conduzir a questão na pauta da Câmara, especialmente se souber que conta conosco. E podemos levar conosco também mídia. Ou seja, tornar o projeto competitivo em relação a todas as outras demandas com que um vereador tem que lidar.

Outra forma de chegarmos, com ainda mais força, é se formos junto com a Rede Nossa São Paulo.

Se eu tiver respaldo de alguns de vocês para dar início a essa interlocução, farei com todo prazer. Só preciso saber com quem dá pra contar. 

Nessas coisas não dá para fechar só no virtual. Bora fecharmos uma data para uma presencial? Só para dar um pontapé inicial sugiro 3a feira 15/1, 19h, na CCD. Se alguém quiser propor outras datas, sugiro que já vá para o Doodle e coloque lá. Quem viria?


Um abraço

Sérgio Storch
11-3666.9005 - 11-9753.9701


andre luiz

unread,
Jan 9, 2013, 10:21:11 PM1/9/13
to thac...@googlegroups.com
Sérgio,
este conteúdo me foi passado por um professor durante a nossa greve no segundo semestre deste ano.

Para tocar a sua sugestão, a Transparência Hacker, Rede Nossa São Paulo e o Fórum de Transparência e Controle Social se desejarem, existem vários outros grupos que podem aderir também.

Este Fórum de Transparência e Controle Social ainda é novo, iniciou os trabalhos após a 1ª Conferência Nacional sobre Transparência e Controle Social - 1ª Consocial.
 
Temos em paralelo a Comissão de acompanhamento da Transparência e Controle Social - Município de SP, aprovado na Plenária da Consocial da cidade de SP em 27.02.12 - Art. 17 – Os (as) delegados (as) eleitos deverão formar uma comissão para acompanhar a implementação dos resultados da Conferência, seja pela Prefeitura ou outras instâncias do município, inclusive a eventual elaboração de Plano Municipal sobre Transparência e Controle Social.

Temos muito trabalho pela frente para fortalecer o fórum...

abs
andré
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