Finep estuda alternativas para escapar da restrição de recursos
Até julho deste ano, a Financiadora de Estudos e Projetos (Finep) não fez operações novas no âmbito do Fundo Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (FNDCT) e analisa cerca de 2 mil projetos em carteira financiados pelo Fundo, para tentar reorganizar os gastos e ter sobra de caixa para investir em novas ações. Não há garantia, ainda, de que a agência lançará um edital em 2011 para o programa de subvenção econômica, e o R$ 1,7 bilhão obtido junto ao Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) já foi comprometido. As informações são de Roberto Vermulm, diretor de Desenvolvimento Científico e Tecnológico da Financiadora, que participou da mesa-redonda “O Papel da Finep na Inovação”, realizada na quarta-feira, dia 13, na 63ª Reunião Anual da Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC), que aconteceu na Universidade Federal de Goiás (UFG), em Goiânia.
“Estamos administrando o estoque de projetos em carteira, analisando projeto a projeto e olhando a execução do cronograma de cada um, para ver o espaço que a gente tem para fazer novas ações”, afirmou. Além da avaliação dos 2 mil projetos financiados com dinheiro do FNDCT, a Finep estuda outras alternativas para escapar da restrição de recursos, motivada pelo corte de R$ 600 milhões feito pelo governo no início do ano. A agência está pedindo mais R$ 2 bilhões ao BNDES, para aplicar em operações reembolsáveis, os empréstimos a juros subsidiados para projetos de pesquisa, desenvolvimento e inovação (P,D&I).
Em relação ao programa de subvenção, ainda não foi concluído o processo de seleção dos projetos do edital do ano passado. “Entramos na fase de apresentação dos projetos”, disse. “Queremos fazer uma nova chamada, no final de 2011. Nesse esforço de achar espaço, poderemos lançar a chamada, mas será muito bem focada, para ser rápido”, revelou. O edital deverá restringir as áreas e apoiar um número menor de empresas, para que o processo de seleção seja concluído antes do fim de 2011, e a Finep possa usar os recursos do orçamento deste ano.