Liberte seu roteador

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andre luiz

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Jul 25, 2011, 1:17:22 AM7/25/11
to Transparência Hacker

Felipe Sanches

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Jul 25, 2011, 4:49:04 AM7/25/11
to thac...@googlegroups.com
Eu conheço o Peter Eckersley. Ele é o autor do paper da EFF sobre monitoramento comportamental feito por empresas de "targeted advertising" na internet: http://panopticlick.eff.org/about.php

Juca

2011/7/25 andre luiz <and...@gmail.com>
http://blogs.estadao.com.br/link/liberte-seu-roteador/

--
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Marcelo Castañeda

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Jul 25, 2011, 5:30:50 AM7/25/11
to thac...@googlegroups.com
Se em San Francisco, as pessoas são livres para fazer esta escolha, eis que no Brasil (final da matéria...):

"A causa é nobre, mas, para a agência que regula as telecomunicações no Brasil, até dividir internet com o vizinho é crime. A Anatel disse que avalia caso a caso, mas se houver evidências de que o usuário deixou a rede aberta de propósito ou divulgou sua senha para outras pessoas, pode ser condenado a até quatro anos de prisão e multa de R$ 10 mil."
--
Marcelo Castañeda, 
Skype: marcastaneda

Pedro Markun

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Jul 25, 2011, 7:56:41 AM7/25/11
to thac...@googlegroups.com
pô,

a Tati (do Link) que me desculpe, mas a matéria da Galileu sobre o assunto ficou muito mais legal >:P


(claro que a editora globo, por sua vez, é bem pior que o Estadão no quesito acesso e requer um login grobo. vou tentar digitalizar e colo aqui)

Do jeito que saiu no Link, com aquele box 'Bonito mas...' fica difícil mais gente querer se juntar ao movimento...

ps: Eu e o Belasco fomos fonte, então sou suspeito pra falar ;)
ps2: Mais uma ilegalidade pra somar nas práticas do nosso busão.

2011/7/25 Marcelo Castañeda <celoca...@gmail.com>

Flagner Camargo

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Jul 25, 2011, 8:23:14 AM7/25/11
to thac...@googlegroups.com
Bom dia

Concordo que o movimento e as intenções tenham um caráter nobre, porém vou deixar algumas perguntas para apimentar a discussão:

- Como mencionado no texto: em um dia de chuva, você daria carona á um desconhecido? (eu não!)
- vc sai um final de semana para ir á praia. Nestes dias vc deixa sua casa aberta para usarem sua água, luz, telefone, etc? (eu não!)

Trace um paralelo entre a Internet e a vida real: o que vc faria por um estranho na vida real?

Pedro Markun

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Jul 25, 2011, 8:38:09 AM7/25/11
to thac...@googlegroups.com
Flagner,

essa é da série 'você roubaria uma bolsa? você robaria um carro? você roubaria um mp3?

Eu acho uma pena que a gente tenha perdido o hábito de dar e pedir carona... e se eu não deixaria minha casa aberta para usarem água, luz, telefone... meu sítio e minha casa de praia estão geralmente abertas para os amigos que podem aproveitar nos finais de semana que eu não posso - só pelo prazer de ver o espaço ocupado e produzindo, saca?

E é um pouco essa a lógica de compartilhar o sinal de internet. Existem algumas questões técnicas envolvidas ai - que tem a ver com segurança e velocidade - mas são questões solúveis.

Não acho que da pra gente nivelar por baixo. A gente justamente já faz tão poucas coisas por estranhos hoje em dia... você quer fazer ainda menos? :)

abs,
Pedro Markun

2011/7/25 Flagner Camargo <flagner...@gmail.com>

Pedro Belasco

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Jul 25, 2011, 8:39:58 AM7/25/11
to thac...@googlegroups.com
Share is care!
Falta mais amor no mundo :)

Renato Fabbri

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Jul 25, 2011, 8:40:25 AM7/25/11
to thac...@googlegroups.com
Deixavamos o roteador aberto em Campinas e tivemos certa sorte: não tivemos problemas de abusarem da banda.
A boa ação era respeitada.

Precisamos estudar as possibilidades de deixar essa prática dentro da legalidade.
Quem sabe mantendo um registro dos mac adresses de todos que conectarem.... não sei mesmo,
alguém tem mais noção das possibilidades reais?

GNU/Linux User #479299
skype: fabbri.renato

Pedro Markun

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Jul 25, 2011, 8:42:46 AM7/25/11
to thac...@googlegroups.com
Fabbri,

eu acho que a possibilidade real é deixar aberto/compartilhar e fazer pressão para mudar os regulamentos através das práticas sociais.

abs,
Pedro Markun

2011/7/25 Renato Fabbri <renato...@gmail.com>

Flagner Camargo

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Jul 25, 2011, 9:03:14 AM7/25/11
to thac...@googlegroups.com
Vamos lá (era justamente essa a intenção, provocar a discussão sobre o assunto, já que somente com reflexão conseguimos amadurecer uma ideia.).

Fabbri , é justamente o que vc mencionou que devemos fazer: "Precisamos estudar as possibilidades de deixar essa prática dentro da legalidade."
Mesmo que para isso seja necessário (e o é) mudar a legislação.

Markun:

"Eu acho uma pena que a gente tenha perdido o hábito de dar e pedir carona... e se eu não deixaria minha casa aberta para usarem água, luz, telefone... meu sítio e minha casa de praia estão geralmente abertas para os amigos que podem aproveitar nos finais de semana que eu não posso - só pelo prazer de ver o espaço ocupado e produzindo, saca?"

Não perdemos o hábito de dar/pedir caronas, fomos obrigados a isto, para preservar nossa integridade pessoal.
Traçando um paralelo da sua iniciativa de liberar seu sítio aos amigos com a iniciativa de liberar o roteador, seria algo como só liberar o sinal para amigos, ou seja, passar para estes um login e senha.
Você ficaria extremamente chateado se "estranhos" usufruíssem do seu sítio por um final de semana e deixassem tudo zoneado, ou pior, tivessem cometido um crime e te deixassem de presente a polícia te investigando.

Com nossa legislação atual é impossível liberar o sinal Wireless já que é crime como já mencionado. Mas se estivéssemos dentro da lei (como um provedor autorizado pela ANATEL) ainda teríamos de nos preocupar com a manutenção de logs de TODOS que passassem pelo nosso roteador (já que é nosso IP que está na berlinda devido a limitações do IPv4), vocês sabem o trabalho que dá isso?

Evandro Oliveira

unread,
Jul 25, 2011, 9:11:50 AM7/25/11
to thac...@googlegroups.com
Legal ou não, já faço este compartilhamento há muitos anos. 
E até incentivei vizinhos a fazerem o mesmo de forma a termos
"backup" de acesso.
No meu roteador, coloquei uma máquina velha (PC) com um Linux
que serve somente como "firewall".
Efetivamente, o maior problema é o abuso de alguns usuários quanto
a banda... nada que não seja solucionado limitando a banda do 
cidadão-egoísta.

é bão dimais ver a banda sendo toda usada por várias pessoas.

O servidor tb se presta como ponto em diversas redes P2P. ficando
ligado 24h... 

Neste caso, a lei é feita para beneficiar estas operadoras que fazem
compartilhamento de recursos e vendem taxas de tráfego que não
entregam. Quando cumprirem a lei do consumidor que as operadoras
devem entregar as taxas de tráfego que vendem, pensaremos na
legislação que pune quem compartilha a banda.
abs,

Evandro Oliveira
Beagá - MG
(31) 9982-0221
Brasília - DF
(61) 9299-6229

Patrícia Cornils

unread,
Jul 25, 2011, 9:12:54 AM7/25/11
to thac...@googlegroups.com
1. A ideia de que todo ESTRANHO é potencialmente alguém que pode te fazer mal é muito ruim, para mim. É um modo de ver o mundo cada vez mais comum, isolacionista e perigoso, na minha opinião. Acho que é justamente o contrário, todo estranho pode fazer coisas bacanas. O resto é exceção, é minoria. E se esse risco existe em qualquer lugar... porque não compartilhar um recurso que ainda é escasso e que pode contribuir para as pessoas fazerem coisas legais?

2. No Brasil, é ilegal compartilhar sinal não porque é "perigoso". É ilegal para manter um mercado à disposição das operadoras e ponto. E manter artificialmente.




Em 25 de julho de 2011 10:03, Flagner Camargo <flagner...@gmail.com> escreveu:



--
Patrícia Cornils
11 3124-7444 ou 8372-7473

Pedro Belasco

unread,
Jul 25, 2011, 9:14:10 AM7/25/11
to thac...@googlegroups.com
caro Flagner,

A lei, por definição deveria sedimentar práticas sociais e definir as formas esperadas de ação de indivíduos dentro de um padrão consensual de 'civilidade'.
Quanto a deixar de dar carona por conta da integridade da vida e do patrimônio, gostaria de citar um estudo da Teresa Pires do Rio Caldeira, dos anos noventa, chamado "Cidade de Muros". Neste trabalho sociológico, a tese apresentada é que nos últimos 50 anos, embora os indices e ocorrências de crimes, mortes violentas, roubos etc etc tenha declinado (em termos relativos, ocorrencias vs população) a percepção da violência pelas pessoas tende a ser cada vez mais terrível. Isso é resultado de uma série de fatores, que tem a ver, inclusive com a forma como os arranjos produtivos e os surtos migratórios para as grandes cidades acontece.

Eu julgo um retrocesso, orientado por um raciocínio conservador e pouco afinado com a realidade, ter de esperar a lei autorizar alguma prática para mudar algo que eu, como cidadão pleno de direitos e deveres, julgo incorreta.

Espe princípio refere-se, dentro da tradição do direito, ao chamado Direito Publico (o estado só age se a lei assim determinar). Para regular as relações entre os indivíduos e instituições de caráter privado (direito privado) a lei só se aplica para proibir. Se a lei não proíbe, então é permitido.

Eu vejo uma grande distorção na questão do acesso à internet da forma como é comercialmente explorado na ponta (a ultima milha). É dever meu como cidadão me mobilizar de alguma forma para chamar a atenção para o tema.

Abraço.

Patrícia Cornils

unread,
Jul 25, 2011, 9:14:24 AM7/25/11
to thac...@googlegroups.com
"é bão demais ver a banda toda sendo usada por várias pessoas" :D

O roteador lá de casa é aberto. Antes dele, eu usava a banda de algum vizinho, que nunca vi. O mínimo que podia fazer era retribuir.

Flagner Camargo

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Jul 25, 2011, 9:28:50 AM7/25/11
to thac...@googlegroups.com
Concordo com a opinião de todos vocês.

É nosso dever encontrar uma forma de tornar esse nosso autruísmo LEGAL.
Se eu agir sempre de acordo com meus princípios me esquecendo das LEIS, vou piratear música já que discordo da forma que as gravadoras regem o mercado, vou fumar maconha já que pra mim pode ser somente um prazer, e tantos outros exemplos.

Pode ser, realmente, que estejamos exagerando no cuidado em relação aos estranhos que nos cercam, mas entre ficar na mira de uma arma e poder evitar isso, eu prefiro evitar.

Diego Rabatone

unread,
Jul 25, 2011, 9:36:16 AM7/25/11
to thac...@googlegroups.com
Bem, eu não penso duas vezes antes de copiar um CD ou DVD que eu comprei para guardar o original (e preservá-lo) e usar só a cópia que eu fiz. Mesmo isso sendo considerado ilegal.

2011/7/25 Flagner Camargo <flagner...@gmail.com>

Cleber Gouvêa

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Jul 25, 2011, 12:18:44 PM7/25/11
to thac...@googlegroups.com
2011/7/25 Patrícia Cornils <patrici...@gmail.com>

2. No Brasil, é ilegal compartilhar sinal não porque é "perigoso". É ilegal para manter um mercado à disposição das operadoras e ponto. E manter artificialmente.

 
Até pq quem libera o sinal é que irá ficar responsável se der alguma m*.

Cleber

Cleber Gouvêa

unread,
Jul 25, 2011, 12:23:11 PM7/25/11
to thac...@googlegroups.com
Qual programa tu usa pra limitar a banda ?

Cleber

2011/7/25 Evandro Oliveira <pyx...@gmail.com>

Fabrício

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Jul 25, 2011, 12:41:13 PM7/25/11
to thac...@googlegroups.com
o paralelo com a vida real seria deixar um cara da rua beber água da torneira que fica do lado de fora da sua casa. não abrir as portas da casa.

Dony

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Jul 25, 2011, 12:48:10 PM7/25/11
to Transparência Hacker
Pra estar dentro da lei é preciso desembolsar algo em torno de uns
15.000 hoje e montar um mini provedor wifi.
A licença SCM custa 9.000 mais o projeto assinado pelo engenheiro...
Você pode locar a licença o que é ilegal, claro isso só se alguém
denunciar com riqueza de detalhes...
A parte técnica correta é criar um hot spot usando o mikrotik (um
linux expecifico que vem ou não embarcado em hardware wifi pra empresa/
provedor) e ter um captive portal, com cadastro de usuários, restrição
de macs e anti-spoof, logs, segurança, etc, etc, etc o que pode ser
feito na mão com outro linux também claro e pcs.

Mas ai entramos em algo totalmente diferente do que queremos: Nossa
queremos apenas compartilhar nossa banda!!! diriam alguns é mas dentro
da lei custa e a lei foi feita pra privilegiar telefonica, net e
outras da vida, não nós simples cidadões que não temos pretenções
comerciais e nem de montar uma estrutura ferrada como de um provedor,
apenas dividir "live and let live"... Complicado...


Um projeto que eu achava interessante era o FON, porem não acompanho a
tempos e me parece que houve algumas mudanças, sei lá:

http://corp.fon.com/pt




On Jul 25, 1:23 pm, Cleber Gouvêa <cleb...@gmail.com> wrote:
> Qual programa tu usa pra limitar a banda ?
>
> Cleber
>
> 2011/7/25 Evandro Oliveira <pyxi...@gmail.com>
>
>
>
>
>
>
>
> > Legal ou não, já faço este compartilhamento há muitos anos.
> > E até incentivei vizinhos a fazerem o mesmo de forma a termos
> > "backup" de acesso.
> > No meu roteador, coloquei uma máquina velha (PC) com um Linux
> > que serve somente como "firewall".
> > Efetivamente, o maior problema é o abuso de alguns usuários quanto
> > a banda... nada que não seja solucionado limitando a banda do
> > cidadão-egoísta.
>
> > é bão dimais ver a banda sendo toda usada por várias pessoas.
>
> > O servidor tb se presta como ponto em diversas redes P2P. ficando
> > ligado 24h...
>
> > Neste caso, a lei é feita para beneficiar estas operadoras que fazem
> > compartilhamento de recursos e vendem taxas de tráfego que não
> > entregam. Quando cumprirem a lei do consumidor que as operadoras
> > devem entregar as taxas de tráfego que vendem, pensaremos na
> > legislação que pune quem compartilha a banda.
>
> > Em 25 de julho de 2011 10:03, Flagner Camargo <flagner.cama...@gmail.com>escreveu:
>
> > Vamos lá (era justamente essa a intenção, provocar a discussão sobre o
> >> assunto, já que somente com reflexão conseguimos amadurecer uma ideia.).
>
> >> Fabbri , é justamente o que vc mencionou que devemos fazer: *"Precisamos
> >> estudar as possibilidades de deixar essa prática dentro da legalidade."*
> >> Mesmo que para isso seja necessário (e o é) mudar a legislação.
>
> >> Markun:
>
> >> *"Eu acho uma pena que a gente tenha perdido o hábito de dar e pedir
> >> carona... e se eu não deixaria minha casa aberta para usarem água, luz,
> >> telefone... meu sítio e minha casa de praia estão geralmente abertas para os
> >> amigos que podem aproveitar nos finais de semana que eu não posso - só pelo
> >> prazer de ver o espaço ocupado e produzindo, saca?"*
>
> >> Não perdemos o hábito de dar/pedir caronas, fomos obrigados a isto, para
> >> preservar nossa integridade pessoal.
> >> Traçando um paralelo da sua iniciativa de liberar seu sítio aos amigos com
> >> a iniciativa de liberar o roteador, seria algo como só liberar o sinal para
> >> amigos, ou seja, passar para estes um login e senha.
> >> Você ficaria extremamente chateado se "estranhos" usufruíssem do seu sítio
> >> por um final de semana e deixassem tudo zoneado, ou pior, tivessem cometido
> >> um crime e te deixassem de presente a polícia te investigando.
>
> >> Com nossa legislação atual é impossível liberar o sinal Wireless já que é
> >> crime como já mencionado. Mas se estivéssemos dentro da lei (como um
> >> provedor autorizado pela ANATEL) ainda teríamos de nos preocupar com a
> >> manutenção de logs de TODOS que passassem pelo nosso roteador (já que é
> >> nosso IP que está na berlinda devido a limitações do IPv4), vocês sabem o
> >> trabalho que dá isso?
>
> >> Em 25 de julho de 2011 09:42, Pedro Markun <pe...@esfera.mobi> escreveu:
>
> >> Fabbri,
>
> >>> eu acho que a possibilidade real é *deixar aberto/compartilhar* e fazer
> >>> pressão para mudar os regulamentos através das práticas sociais.
>
> >>> abs,
> >>> Pedro Markun
>
> >>> 2011/7/25 Renato Fabbri <renato.fab...@gmail.com>
>
> >>>> Deixavamos o roteador aberto em Campinas e tivemos certa sorte:
> >>>> não tivemos problemas de abusarem da banda.
> >>>> A boa ação era respeitada.
>
> >>>> Precisamos estudar as possibilidades de deixar essa prática dentro da
> >>>> legalidade.
> >>>> Quem sabe mantendo um registro dos mac adresses de todos que
> >>>> conectarem.... não sei mesmo,
> >>>> alguém tem mais noção das possibilidades reais?
>
> >>>> Em 25 de julho de 2011 09:23, Flagner Camargo <
> >>>> flagner.cama...@gmail.com> escreveu:
>
> >>>> Bom dia
>
> >>>>> Concordo que o movimento e as intenções tenham um caráter nobre, porém
> >>>>> vou deixar algumas perguntas para apimentar a discussão:
>
> >>>>> - Como mencionado no texto: em um dia de chuva, você daria carona á um
> >>>>> desconhecido? (eu não!)
> >>>>> - vc sai um final de semana para ir á praia. Nestes dias vc deixa sua
> >>>>> casa aberta para usarem sua água, luz, telefone, etc? (eu não!)
>
> >>>>> Trace um paralelo entre a Internet e a vida real: o que vc faria por um
> >>>>> estranho na vida real?
>
> >>>>> Em 25 de julho de 2011 08:56, Pedro Markun <pe...@esfera.mobi>escreveu:
>
> >>>>> pô,
>
> >>>>>> a Tati (do Link) que me desculpe, mas a matéria da Galileu sobre o
> >>>>>> assunto ficou muito mais legal >:P
>
> >>>>>>http://revistagalileu.globo.com/Revista/Common/0,,EMI244238-17773,00-...
>
> >>>>>> (claro que a editora globo, por sua vez, é bem pior que o Estadão no
> >>>>>> quesito acesso e requer um login grobo. vou tentar digitalizar e colo aqui)
>
> >>>>>> Do jeito que saiu no Link, com aquele box 'Bonito mas...'
> >>>>>> fica difícil mais gente querer se juntar ao movimento...
>
> >>>>>> ps: Eu e o Belasco fomos fonte, então sou suspeito pra falar ;)
> >>>>>> ps2: Mais uma ilegalidade pra somar nas práticas do nosso busão.
>
> >>>>>> 2011/7/25 Marcelo Castañeda <celocastan...@gmail.com>
>
> >>>>>>> Se em San Francisco, as pessoas são livres para fazer esta escolha,
> >>>>>>> eis que no Brasil (final da matéria...):
>
> >>>>>>> "A causa é nobre, mas, para a agência que regula as telecomunicações
> >>>>>>> no Brasil, até dividir internet com o vizinho é crime. A Anatel disse que
> >>>>>>> avalia caso a caso, mas se houver evidências de que o usuário deixou a rede
> >>>>>>> aberta de propósito ou divulgou sua senha para outras pessoas, pode ser
> >>>>>>> condenado a até quatro anos de prisão e multa de R$ 10 mil."
> >>>>>>> --
> >>>>>>> Marcelo Castañeda,
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>
> >>>>>>> Em 25 de julho de 2011 05:49, Felipe Sanches <j...@members.fsf.org>escreveu:
>
> >>>>>>> Eu conheço o Peter Eckersley. Ele é o autor do paper da EFF sobre
> >>>>>>>> monitoramento comportamental feito por empresas de "targeted advertising" na
> >>>>>>>> internet:http://panopticlick.eff.org/about.php
>
> >>>>>>>> Juca
>
> >>>>>>>> 2011/7/25 andre luiz <andr...@gmail.com>
> ...
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Flagner Camargo

unread,
Jul 25, 2011, 12:55:14 PM7/25/11
to thac...@googlegroups.com
Na visão autruísta sim, a qual eu concordo, temos sim que ajudar ao próximo de alguma forma, e por isto sugeri que devemos discutir e tentar mudar a legislação da ANATEL.
Mas na visão realista não se trata somente da torneira do lado de fora de nossa casa, e sim de fazer uso do nosso endereço para (talvez)  fins ilícitos.
No caso de uma investigação, se você não conseguir provar que o seu IP foi usado pro um desconhecido (assumindo o crime de atuar como provedor sem autorização), será considerado autor de qualquer crime que possa ter sido cometido através do seu IP.

Com a adoção do IPv6 isto pode se tornar mais fácil, já que haverá condição de que cada dispositivo tenha seu próprio IP válido.

Patrícia Cornils

unread,
Jul 25, 2011, 1:00:38 PM7/25/11
to thac...@googlegroups.com
Mas Flagner, não é uma visão "altruísta". A gente compartilha opiniões aqui nesta lista, que não pede cadastro das pessoas que entram e que saem, livremente. A gente compartilha praças, orelhões, escolas públicas. Trata-se de criar espaços públicos, de criar comuns. Da ideia de que pode haver uma maneira de ter acesso a conexão, informação, conhecimento que não seja privada, estabelecida somente pelo mercado. 

Flagner Camargo

unread,
Jul 25, 2011, 1:14:01 PM7/25/11
to thac...@googlegroups.com
Eu concordo, e apoio a ideia.

O acesso a Internet não deveria custar tão caro, e se mais pessoas pudessem fazer uso dele, com certeza só ganharíamos com isto.

Mas ao invés de individualmente cada um de nós liberarmos nossos sinais wireless, temos de pensar a respeito. Não podemos tomar atitudes que julgamos corretas se estas estiverem fora da Lei, temos é que repensar a Lei para atender aquilo no que acreditamos.

Melhor que atitudes individuais poderíamos tomar como exemplo atitudes como esta de Curitiba (http://oestadopr.pron.com.br/cidades/noticias/19889/?noticia=internet-gratuita-ja-e-realidade-no-bairro-uberaba-em-curitiba).

Diego Rabatone

unread,
Jul 25, 2011, 1:19:17 PM7/25/11
to thac...@googlegroups.com
http://pt.wikipedia.org/wiki/Desobedi%C3%AAncia_civil

"A Desobediência Civil, de acordo com alguns teóricos juristas brasileiros e estrangeiros, como Maria Garcia, Machado Paupério e Nelson Nery da Costa, é uma das formas de expressão do Direito de Resistência, sendo esta uma espécie de Direito de Exceção que, embora tenha cunho jurídico, não necessita de leis para garanti-lo, uma vez que se trata de um meio de garantir outros direitos básicos. Ele tem lugar quando as instituições públicas não estão cumprindo seu fiel papel e quando não existem outros remédios legais possíveis que garantam o exercício de direitos naturais, como a vida, a liberdade e a integridade física.

Além da Desobediência Civil, também são exemplos de resistência o Direto de Greve (para proteger os direitos homogêneos dos trabalhadores) e o Direito de Revolução (para resguardar o direito do povo exercer a sua soberania quando esta é ofendida)."


--------------------------------
Diego Rabatone Oliveira

2011/7/25 Flagner Camargo <flagner...@gmail.com>

eiabel lelex

unread,
Jul 25, 2011, 1:42:12 PM7/25/11
to thac...@googlegroups.com

"As ciladas da engrenagem"

 

 

Para Arundhati Roy[1], o mundo do FSM está diante de três perigosas tentações: trocar as ruas por atos que "cativam" a mídia; aceitar a domesticação das resistências; e derivar, sob provocação do Império, para ações violentas e estéreis.

Em janeiro de 2001, em Porto Alegre, Brasil, 20 mil ativistas, estudantes, cineastas - entre as melhores "cabeças" do mundo - se uniram para compartilhar suas experiências e trocar idéias sobre como confrontar o império. Era o nascimento do agora histórico Fórum Social Mundial. Foi a primeira reunião oficial de um tipo distinto de "poder público", entusiasmante, anarquista, não doutrinado, cheio de energia. O lema do FSM é "Um Outro Mundo É Possível" . Tornou-se uma plataforma onde centenas de debates, conversas e seminários ajudaram a refinar a visão de que tipo de mundo esse deveria ser.

Em janeiro de 2004, o 4º FSM ocorreu em Mumbai, Índia, atraindo 200 mil participantes. Nunca participei de um encontro mais energizante. Foi um sinal do sucesso do fórum social, ignorado pelos principais meios de comunicação do país. Mas agora, o FSM está ameaçado devido ao seu próprio sucesso. A atmosfera segura, aberta e festiva do fórum possibilitou que os políticos e as agências não governamentais envolvidas nos sistemas político e econômico combatidos pelo fórum, de poderem participarem e se façam ouvir.

Outro perigo é que o FSM, que tem desempenhado um papel tão vital no movimento pela justiça global, torne-se um fim em si mesmo. O trabalho necessário para a organização do fórum a cada ano consome as energias de alguns dos melhores ativistas. Se as conversações sobre a resistência substituírem a desobediência civil real, então o FSM pode se tornar um alívio para aqueles contra os quais ele foi criado. O Fórum deve acontecer e deve crescer, mas precisamos encontrar modos de canalizar nossas conversações no sentido da ação concreta.

À medida em que os movimentos de resistência começaram a se estender além das fronteiras nacionais e representar uma ameaça real, os governos desenvolveram suas próprias estratégias para lidar com eles. Elas variam da cooptação à repressão.

Vou falar a respeito de três dos perigos contemporâneos que enfrentam os movimentos de resistência: o difícil ponto de encontro entre os movimentos de massas e a mídia de massas, os riscos da ONG-ização da resistência, e o confronto entre os movimentos de resistência e Estados cada vez mais repressivos.

 

A mídia quer ser mundo

 

O lugar em que a mídia de massas encontra os movimentos de massas é bastante complicado.

Os governos se deram conta de que uma mídia que funciona e é movida através da sucessão de crises não pode se dar ao luxo de ficar parada por muito tempo no mesmo assunto. Como os estabelecimentos comerciais, que precisam de um fluxo e de um volume de caixa, a mídia precisa de um fluxo e de um volume de crises. Países inteiros se convertem em notícia obsoleta.

Deixam de existir, e a obscuridão se torna que antes. Vimos isso acontecer no Afeganistão, quando os soviéticos se retiraram. E agora, depois da operação Enduring Freedom (Liberdade Duradoura) que colocou no poder Hamid Karzai, representante da CIA, e atira o país nas mãos dos caciques da guerra.

Outro agente da CIA, Iyad Allawi, foi instalado no Iraque. Talvez, tenha chegado a hora de a mídia ir embora dali também.

Enquanto os governos refinam a arte de esperar que a crise passe, os movimentos de resistência estão se emaranhando crescentemente em um vórtice de produção de crises, procurando modos de manufaturá-las em formatos de fácil consumo e de uso amigável aos espectadores.

Cada movimento popular que se respeite a si próprio, cada "questão" deve ter seu próprio balão publicitário flutuando no ar, propagandeando sua marca e seu propósito.

Mortes por inanição são propagandas mais eficazes que o empobrecimento de milhões de pessoas mal nutridas, as quais não dão ibope. As represas não merecem notícia, até que a devastação que causam caia bem na televisão. (E então, é tarde demais.)

Ficar dias em pé na água, enquanto a represa vai se enchendo, olhando a própria casa e pertences flutuarem, como protesto contra a construção de uma grande represa costumava ser uma estratégia eficaz, mas já não o é mais.

A mídia se cansou dessa cena. Assim, para milhares de pessoas deslocadas pelas represas a alternativa é procurar novos truques ou desistir da luta.

Manifestações cheias de cores e as marchas de fim de semana são vitais, mas sozinhas, não têm o poder suficiente para impedir as guerras.

As guerras pararão somente quando os soldados se recusarem de lutar, quando os trabalhadores se recusarem de carregar as armas nos navios e nas aeronaves, quando as pessoas boicotarem os postos econômicos do império, que estão disseminados pelo globo.

Se quisermos reclamar o espaço da desobediência civil, teremos que nos livrar da tirania do jornalismo de crise, com seu medo do trivial. Precisamos usar nossa experiência, nossa imaginação e nossa arte para interpelar os instrumentos do estado que garantem que a "normalidade" permaneça como: cruel, injusta, inaceitável. Devemos expor as políticas e os processos que fazem com que as coisas de cada dia - a comida, a água, a moradia e a dignidade - sejam um sonho tão distante para as pessoas comuns.

O verdadeiro ataque preventivo significa compreender que as guerras são o

resultado final de uma paz imperfeita e injusta. 

 

As telas ou as ruas?

 

No que toca aos movimentos de resistência de massas, o fato é que nenhum tipo de cobertura de mídia pode ser comparado à força da massa em campo. Não há opção comparável, na verdade, à velha e boa mobilização política.

A globalização corporativa aumentou a distância entre aqueles que tomam decisões e aqueles que sofrerem os efeitos das decisões tomadas.

Fóruns como o FSM permitem que os movimentos de resistência local se conectem com as suas contrapartidas nos países ricos. Essa aliança é importante e formidável. Por exemplo, quando a primeira represa privada da Índia, Maheshwar Dam, foi construída, a Narmada Bachao Andolan (a NBA), a organização alemã Urgewald, a Declaração de Berna, na Suíça, e a International Rivers Network em Berkeley trabalharam em conjunto para forçar a saída de uma série de bancos e corporações internacionais do projeto.

Isso não teria sido possível se não houvesse um movimento de resistência extremamente sólido na base. A voz daquele movimento local foi amplificada por defensores do movimento em âmbito global, desconcertando os investidores e obrigando-os a se retirarem.

Um número infinito de alianças similares, tendo como alvo projetos específicos e corporações específicas ajudaria a fazer um outro mundo possível. Deveríamos começar com as corporações que fizeram negócios com Saddam Hussein e que agora estão lucrando com a devastação e a ocupação do Iraque.

Um segundo risco para os movimentos de massas é a ONG-ização da resistência. Será fácil distorcer o que vou dizer, fazendo com que isso pareça uma acusação contra todas as ONGs, o que seria falso. Apesar das águas turvas, das facilidades abertas para que falsas ONGs obtenham as subvenções ou conseguem impostos, é claro que existem ONGs de grande valor. Mas é importante considerar o fenômeno das ONGs em um contexto político mais amplo.

 

 

Duas qualidades de ONGs

 

Na Índia, por exemplo, o boom das ONGs subvencionadas começou entre o fim os anos 80 e os anos 90. Coincidiu com a abertura dos mercados do país ao neoliberalismo. Na época, o Estado indiano, mantendo os requisitos de ajuste estrutural, estava retirando seu apoio financeiro ao desenvolvimento rural, agricultura, energia, transporte e saúde. Enquanto o Estado abdicava do seu papel tradicional, as ONGs se voltaram para trabalhar justamente nessas áreas. A diferença, naturalmente, é que os fundos disponíveis a elas correspondiam a uma minúscula fração do corte efetivo feito nas despesas públicas. A maioria das grandes ONGs são financiadas e patrocinadas pelas agências de desenvolvimento, as quais, por sua vez, são financiadas pelos governos ocidentais, o Banco Mundial, a ONU, e algumas corporações multinacionais. Embora seja possível que não se trate exatamente das mesmas agências, elas certamente são parte da mesma formação política que supervisiona o projeto neoliberal e que demanda cortes drásticos dos governos em seus gastos.

Por que motivo essas agências financiam as ONGs? Será que só pelo antigo afã missionário? Culpa? É um pouco mais que isso. As ONGs dão a impressão de estarem preenchendo o vácuo criado pelo estado em retirada. E elas o estão preenchendo, só que de uma maneira materialmente inconseqüente.

Sua contribuição real é aplacar a ira política, e repartir como ajuda ou caridade aquilo que, na realidade, caberia ao povo como direito.

Elas alteram a psique pública. Tornam as pessoas vítimas dependentes e aparam as pontas da resistência política. As ONGs formam uma espécie de amortecedor entre o império e seus vassalos. Elas se tornaram os árbitros, os intérpretes, os facilitadores.

A longo prazo, as ONGs são responsáveis perante seus financiadores, não perante as pessoas para as quais trabalham. Elas são aquilo que os botânicos chamam de "espécie indicadora". É quase assim: quanto maior a devastação causada pelo neoliberalismo, maior o número de ONGs que aparecem.

Nada consegue ilustrar isso de modo mais contundente do que o fenômeno dos EUA se preparando para invadir um país e, ao mesmo tempo, preparando as ONGs para irem fazer a limpeza dos despojos.

Para se certificarem de que o financiamento não será posto em risco e de que os governos dos países em que trabalham lhes permitirão o funcionamento, as ONGs devem apresentar seu trabalho dentro de uma estrutura superficial, mais ou menos isenta de qualquer contexto político ou histórico. 

 

O mito do capitalista piedoso

 

Os pedidos de socorro dos países pobres e das zonas de guerra, veiculados como apolíticos (e, portanto, extremamente políticos), criam a imagem de que o povo (de péle escura) daqueles países é equivalente a uma vítima patológica. Mais um indiano mal nutrido, mais um etíope que morre de fome, mais um sudanês mutilado precisando da ajuda do homem branco. Sem querer, essas imagens reforçam os estereótipos racistas e reafirmam as conquistas, os confortos e a compaixão (o amor do tipo: "é tudo para o seu bem& ") da civilização ocidental. As ONGs são os missionários seculares do mundo moderno.

Por fim - em menor escala, porém mais insidiosa- o capital destinado às ONGs desempenha o mesmo papel, na política alternativa, que o capital especulativo que entra e sai das economias dos países pobres. Começa ditando a ordem do dia, transforma confronto em negociação, despolitiza a resistência, interfere junto aos movimentos populares locais que têm sido tradicionalmente auto-suficientes. As ONGs têm fundos com os quais podem dar empregos a pessoas que, de outra forma, se tornariam ativistas nos movimentos de resistência, mas agora podem se sentir engajadas em algo mais imediato e criativo (à medida em que ganham a vida com seus ideais). A resistência política real não oferece esses tipos de benefício.

A Ong-ização da política ameaça transformar a resistência em uma fonte de empregos razoáveis, bem comportados, assalariados e em tempo integral. Com alguns benefícios extras. A resistência real tem conseqüências reais. E não paga salários.

Isso nos leva ao terceiro perigo de que gostaria de falar: a natureza letal do atual confronto entre os movimentos de resistência e a realidade de Estados cada vez mais repressivos. Entre o poder público e os agentes do império.

  

Como se criminaliza a resistência

 

Onde quer que a resistência civil tenha mostrado os mais brandos sinais de estar evoluindo de ações simbólicas para qualquer coisa remotamente mais ameaçadora, a repressão se mostra implacável. Constatamos isso nas manifestações de Seattle, em Miami, Göthenberg, em Gênova.

Nos Estados Unidos, há o USA Patriot Act, que se tornou um esquema para a promulgação de leis antiterroristas, aprovadas em vários países do mundo. As liberdades estão sendo cerceadas em nome da proteção da liberdade. E, uma vez que renunciamos às nossas liberdades, só uma revolução poderá trazê-las de volta.

Certos governos têm vastíssima experiência em cerceamento das liberdades, e ainda continuarem a dar a impressão de que está tudo bem. O governo da Índia, veterano nesse jogo, pode lançar uma luz no assunto.

Ao longo dos anos, o governo da Índia passou um número imenso de leis que permitiram tratar qualquer pessoa de terrorista, insurgente, militante. Assim, temos a Lei de Poderes Especiais das Forças Armadas (Armed Forces Special Powers Act), a Lei de Segurança Pública (Public Security Act), a Lei de Segurança para Áreas Especiais (Special Areas Security Act), a Lei para Gangsters (Gangster Act), a Lei de Áreas Terroristas e de Perturbação (Terrorist and Disruptive Areas Act) (a qual, oficialmente, não está mais em vigência, embora ainda haja pessoas esperando julgamento devido à mesma) e, mais recentemente, a Lei de Prevenção contra o Terrorismo (POTA, ou Prevention of Terrorism Act), o antibiótico de amplo espectro para curar a doença da dissidência.

Outras medidas estão sendo tomadas, tais como sentenças judiciais que cerceiam a liberdade de expressão, o direito dos funcionários públicos de declararem greve, o direito à vida e ao sustento. Na Índia, os tribunais começaram a micro-gerenciar nossas vidas. Sem contar o fato de que criticar os tribunais constitui um delito.

Mas voltando às iniciativas antiterroristas: na última década, o número de pessoas que morreram vítimas da polícia e das forças de segurança alcançou dezenas de milhares. No Estado de Andhra Pradesh (a garota propaganda da globalização corporativa da Índia), uma média de 200 "extremistas" morrem, naquilo a que chamam de "confrontos", a cada ano. A polícia de Mumbai se gaba do número de "gangsters" que morreram em tiroteios. Na Caxemira, cuja situação é praticamente de guerra, estima-se que 80 mil pessoas tenham sido assassinadas desde 1989. Milhares simplesmente "desapareceram". Nas províncias do nordeste do país, a situação é similar.

  

Polícia, assassinatos e tortura

 

Nos últimos anos, a polícia da Índia tem aberto fogo contra pessoas desarmadas, sobretudo das castas dalit e adivasi. O seu método preferido é matá-las e, em seguida, chamá-las de terroristas. E a Índia não é o único país onde isso ocorre. Coisas similares ocorrem na Bolívia, no Chile e na África do Sul. Na era do neoliberalismo, a pobreza é um crime, e protestar contra a pobreza vem sendo definido cada vez mais freqüentemente como terrorismo.

Na Índia, a Lei de Prevenção contra o Terrorismo (Prevention of Terrorism Act, ou POTA) é chamada com freqüência de Lei de Produção do Terrorismo. Ela é versátil, inclui tudo, e pode ser aplicada a qualquer um, seja um agente da Al-Qaeda seja um motorista de ônibus descontente. Como todas as leis antiterrorismo, sua genialidade está no fato do que o governo quiser. Depois dos progroms de 2002 em Gujarat, apoiados pelo Estado, em que morreram cerca de 2 mil muçulmanos, assassinados por multidões hindus e cerca de 150 mil foram despejados de sus casas, 287 pessoas foram acusadas, sob a POTA. Dessas, 286 eram muçulmanas e uma era sikh.

A POTA permite utilizar como evidência em julgamentos as confissões extraídas do réu enquanto o mesmo está sob custódia da polícia. De fato, a tortura tende a substituir a investigação. O Centro de Documentação de Direitos Humanos da Ásia Meridional (South Asia Human Rights Documentation Center) reporta que na Índia se verifica o número mais alto de torturas e mortes em prisão, no mundo. Os registros governamentais mostram que houve 1.307 mortes sob custódia judicial, somente no ano de 2002.

Há poucos meses, eu fiz parte de um tribunal do povo a respeito da POTA. Durante um período de dois dias, escutamos testemunhos estarrecedores daquilo que está acontecendo em nossa maravilhosa democracia. Tudo o que se possa imaginar - desde pessoas forçadas a beber urina, outras obrigadas a se despirem, humilhações, choques elétricos, queimaduras com pontas de cigarros acesos, barras de ferro inseridas no ânus, surras e pontapés.

O novo governo prometeu abolir a POTA. Eu ficarei surpresa se isso acontecer antes que outra legislação similar, mas com um nome diferente, tenha sido aprovada. Deixará de ser POTA e passará a ser MOTA, ou qualquer coisa assim.

  

Violência, a terrível tentação

 

Quando se fecham todas as portas para a dissidência não violenta, e quando qualquer pessoa que protesta contra a violação de seus direitos humanos é taxada de terrorista, será que deveríamos ficar tão surpresos com o fato de que em vastas partes do país é crescente o número de pessoas que acreditam em luta armada e se encontram mais ou menos além do controle do estado? Na Caxemira, nas províncias do nordeste, em muitas partes de Madhya Pradesh, em Chattisgarh, Jharkhand e em Andhra Pradesh, as pessoas

encontram-se encurraladas entre a violência dos grupos armados e a

violência do Estado.

Na Caxemira, o exército indiano estima que de 3 a 4 mil grupos armados estejam na ativa, a qualquer momento. Para controlá-los, o governo indiano emprega cerca de 500 mil soldados. Obviamente, não são só os militantes que o exército procura controlar, mas toda uma população de pessoas humilhadas e infelizes, que vêem o exército indiano como uma força de ocupação.

A Lei de Poderes Especiais das Forças Armadas (Armed Forces Special Powers Act) permite que, não somente os oficiais de alto escalão, mas até mesmo sub-oficiais recém contratados possam usar a força e até matar qualquer pessoa suspeita de perturbar a ordem pública. Ela foi imposta primeiramente no estado de Manipur, em 1958. Hoje, ela é aplicada em praticamente todo o nordeste e na Caxemira. A documentação dos episódios de tortura, desaparecimentos, mortes sob custódia, estupro e execução sumária pelas forças de segurança são de dar nó no estômago.

Em Andhra Pradesh, no coração da Índia, o grupo militante Marxist-Leninist Peoples' War Group - que há anos tem se engajado em lutas violentas e tem sido o alvo principal de muitos dos falsos "confrontos" com a polícia de Andhra - fez a sua primeira reunião pública no dia 28 de julho de 2004, na cidade de Warangal.

Centenas de milhares de pessoas participaram da reunião. Sob a POTA, todas elas são consideradas terroristas. Será que vão ser todas detidas em algum equivalente indiano de Guantanamo?

Todo o nordeste da Índia e o vale da Caxemira estão se movendo. O que fará o governo com esses milhões de pessoas?

Hoje em dia, não há nenhum tema de discussão mais importante do que as estratégias de resistência. E a escolha da estratégia não está inteiramente nas mãos do público.

Afinal de contas, quando os EUA invadem e ocupam o Iraque, como foi feito, com uma força militar tão avassaladora, será que se pode esperar que a resistência seja do tipo convencional? (É claro que, mesmo se ela fosse convencional, ainda assim seria chamada de terrorista.) Parece estranho, mas, o arsenal de armas do governo dos EUA e sua potência aérea e de artilharia sem paralelos tornam o terrorismo algo inevitável. O povo acaba compensando sua falta de dinheiro e poder com estratégias e astúcia.

  

A brutalidade pode ser eficaz?

 

Nesses tempos de ansiedade e desespero, se os governos não fizerem o impossível para respeitar a resistência não violenta, então acabam favorecendo aqueles que optam pela violência. A condenação do terrorismo pelos governos não é crível, se esses governos não se mostrarem abertos à mudança através da dissidência não violenta.

Contudo, o que vemos é o esmagamento dos movimentos de resistência não violenta. Todo tipo de mobilização ou organização de massas está sendo comprada, ou destruída, ou simplesmente ignorada.

Enquanto isso, os governos e a mídia corporativa, sem nos esquecermos da indústria cinematográfica, dedicam seu tempo, atenção, tecnologia, pesquisa e admiração à guerra contra o terrorismo. A violência foi deificada.

A mensagem que lançam é perturbadora e perigosa: para expressar um descontentamento, a violência é mais eficaz que a não violência.

À medida em que aumenta o abismo entre ricos e pobres, e quando se faz mais urgente a necessidade de apropriação e controle dos recursos do mundo para se alimentar a gigantesca máquina capitalista, será que haverá apenas uma escalada do descontentamento?

Para nós que nos encontramos no lado errado do império, a humilhação está ficando insuportável. Cada uma das crianças iraquianas assassinadas pelos Estados Unidos era como um filho nosso. Cada um dos prisioneiros torturados em Abu Ghraib era como um companheiro. Cada um de seus gritos era como um grito nosso. Quando eles foram humilhados, nós é que fomos humilhados. Os soldados dos EUA lutando no Iraque - em sua maioria voluntários recrutados pela pobreza de suas pequenas cidades e dos bairros urbanos mais pobres - são vítimas, da mesma forma que os iraquianos, do mesmo processo horrendo, que lhes exige a morte por uma vitória que nunca lhe pertencerá.

Os mandarins do mundo corporativo, os diretores executivos, os banqueiros, os políticos, os juízes e generais nos olham de cima para baixo, balançando a cabeça com uma expressão severa: "Não há alternativa", dizem. E soltam os cães de guerra.

  

Terrorismo, privatização da guerra

 

Então, das ruínas do Afeganistão, dos despojos do Iraque e da Tchetchênia, das ruas da Palestina ocupada e das montanhas da Caxemira, das montanhas e planícies da Colômbia e das florestas de Andhra Pradesh e de Assam chega a resposta terrificante: "Não há alternativa ao terrorismo." Terrorismo. Luta armada. Insurgência. Cada um lhe dá o nome que quiser.

O terrorismo é desalmado, feio, desumanizador tanto para aqueles que o perpetram quanto para as vítimas. Contudo, a guerra também é isso tudo. Poderíamos dizer que o terrorismo é a privatização da guerra. Os terroristas são os mercadores do livre mercado da guerra. São pessoas que não acreditam que o estado tenha o monopólio do uso legítimo da violência.

 

A sociedade humana está embarcando para uma viagem.

 

Obviamente, há uma alternativa ao terrorismo. Ela se chama justiça.

Chegou a hora de reconhecermos que não é a quantidade de armas nucleares ou o domínio de amplo espectro ou as bombas de fragmentação "daisy cutters" ou os espúrios Conselhos de Governo e Loya Jirgas que poderão comprar a paz às custas da justiça.

A ambição de hegemonia e preponderância de alguns terá como contrapartida o desejo mais intenso de dignidade e justiça de outros.

A forma que tomará essa batalha, se será bonita ou sangrenta, dependerá de nós.



[1] (*) Transcrição parcial do discurso de *Arundhati Roy* em San Francisco, Califórnia, em 16 de agosto de 2004. /Copyright 2004 Arundhati Roy.

Se você não concordar, não posso me desculpar...

... aprendi a me virar sozinha e se estou te dando linha é prá depois te abandonar..

"Pode se remoer, se penitenciar eu encontrei alguém que só quer me beijar"(Calcanhotto)

"isso você não pode evitar por aqui - disse o gato - todos somos malucos, eu sou, você é."

Com todo o perdão da palavra, eu sou um mistério pra mim. E eu suponho que me entender não seja uma questão de inteligência e sim de sentir, de entrar em contato. E nem eu me entendo, pois sou infinitamente maior que eu mesma, eu não me alcanço. Mas eu fui obrigada a me respeitar, pelo fato de não me entender. Qual palavra me representa? Uma coisa eu sei: eu não sou o meu nome. Meu nome pertence aos que me chamam.
(Clarice Lispector)

Daniela B. Silva

unread,
Jul 25, 2011, 3:32:59 PM7/25/11
to thac...@googlegroups.com
Postei esses dias no Facebook:

"Caro vizinho Arlindo, obrigada do fundo do meu ♥ por deixar a sua rede aberta. Abraços, Dani"

O Arlindo está salvando a minha vida (e do Capi) em dias de conta de internet atrasada no Apê Hacker. A vida é dura pra todo mundo, meu povo. 

Arlindo, onde você estiver, te curto pacas!

011/7/25 Patrícia Cornils <patrici...@gmail.com>

Evandro Oliveira

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Jul 25, 2011, 3:57:54 PM7/25/11
to thac...@googlegroups.com
Eu já tive um vizinho que deixava tudo abertaço. 
Ele não conhecia do assunto e a senha do roteador era aquela 123456
Tentei descobrir onde o cara era para ajudá-lo e nada.
Ele quebrava altos galhos quando ia dormir e deixava a rede abertinha
para eu fazer alguns downloads.
Minha rede lerda (quase discada) não aguentava nenhum download.

Sempre quis agradecer a ele... nem o nome eu sei...

andre luiz

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Jul 25, 2011, 5:34:33 PM7/25/11
to thac...@googlegroups.com
eiabel ??? rs (não sei seu nome)

fui atrás do "As ciladas da engrenagem" e encontrei textos ótimos 

fiquei umas 3 horas lendo os artigos dos sites, muito bom

"a coisa é mais embaixo" e nós aqui, apenas arranhando superficialmente a casca desta podridão

mas, ainda bem que estamos arranhando, mesmo superficialmente... rs

abs
andré

Rosiane Correia de Freitas

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Jul 25, 2011, 5:37:11 PM7/25/11
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Povo,

To sempre aqui acompanhando as discussões, mas nunca participo. Hoje, porém, preciso dizer o seguinte:

1) A constituição brasileira trabalha sob o preceito jurídico de que todos somos inocentes até se prove o contrário. Achar que um usuário de wi-fi vai causar danos ou cometer crimes só porque está usando uma rede aberta é inverter esse princípio. E isso é gravíssimo.

2) Essa regra absurda (de proibir compartilhamento) é um completo desrespeito aos direitos do consumidor. Já imaginaram que as empresas fornecedoras de água limitassem o número de torneiras que podemos ter em casa? Ou se as empresas de energia nos proibissem de ter mais tomadas?

Oras, como consumidora pago por um serviço que, no caso do acesso banda larga, compreende uma velocidade de conexão e um limite de consumo de banda.. Se eu quero pagar uma conexão de 5Mb e colocar 10 Pcs pra consumir esse acesso, a única prejudicada sou eu (supondo que todos os computadores usem o acesso simultaneamente). Vou ter a velocidade final de acesso bastante reduzida e, se extrapolar o consumo de banda, certamente serei "punida" pela empresa fornecedora com a redução da velocidade (coisa que, diga-se de passagem, as Nets, GVTs etc da vida fazem hoje sem nenhuma transparência).

3) O compartilhamento de conexão banda larga é uma solução extremamente eficiente de popularização da internet. Já vi, nos meus tempos de CDI, muito conjunto residencial de baixa renda com vizinhos compartilhando conexão. Um carinha ia, comprava o acesso em alta velocidade, e daí cobrava 15, 20 reais pra cada vizinho que quisesse acessar.

É uma solução local, simples e barata. E o risco de uso indevido da conexão nesses casos é baixíssimo. Veja bem, não se trata de compartilhar conexão com pessoas desconhecidas. São vizinhos trocando acesso.

4) Quando a legislação é equivocada, injusta ou mesmo inconstitucional há três saídas:
a) tentar sensibilizar os legisladores para que alterem a lei (no caso dessa questão específica, não se trata de lei, e sim de regulamento. Então valeria um lobby, pressão política para a Anatel mudar "seus conceitos")

b) contestar na Justiça (imagino que teríamos que esperar alguém ser de fato punido por isso para então questionar a punição.

c) mas a opção que acho que é mais interessante é a seguinte: desafiar a lei (na realidade, regulamento). Oras, porque não ajudar condomínios de todas as classes sociais a compartilhar conexão banda larga? Por que não criar tutoriais para quem quiser fazer isso poder seguir (inclusive explicando o que fazer caso a Anatel apareça ou a empresa de telefonia encha a paciência). Por que não patrocinar a instalação de wi-fi em comunidades de baixa renda? Por que não fazer uma campanha de arrecadação de roteadores para viabilizar redes wi-fi compartilhadas?

Enfim, é isso
Rosiane Correia de Freitas






2011/7/25 Evandro Oliveira <pyx...@gmail.com>



--
--------------------------------------
Rosiane Correia de Freitas

Skype: rosiane.correiadefreitas
41 8811 0753

andre luiz

unread,
Jul 25, 2011, 5:47:31 PM7/25/11
to thac...@googlegroups.com
Rosiane, gostei do conceito.

O ruim é que as leis e as instituições são criadas para manter os interesses privados em detrimento dos interesses públicos.

A quem a Anatel e o ministério da comunicações servem de fato???
O mundo implanta o 4G e ainda estamos cambaleando no 3G com sucatas do "Norte" a preços maiores e qualidade de serviços piores do que o resto do mundo.

abs
andré

Evandro Oliveira

unread,
Jul 25, 2011, 8:59:55 PM7/25/11
to thac...@googlegroups.com
Rosiane,

BOA!
Especialmente no discernimento e diferenciação entre Lei e Regulamento.

Contribuicão excepcional, e que quebra o discurso FUD, muito comum no Brasil...

Rosiane Correia de Freitas

unread,
Jul 25, 2011, 9:12:53 PM7/25/11
to thac...@googlegroups.com

Pois é, acho que o caminho é desafiar. A regra existe, mas duvido que a Anatel vá querer comprar essa briga. Até porque suspeito que essa regra não se sustenta numa eventual briga judicial.

Conheço inclusive empresas que vendem o serviço de web compartilhada em.condomínios aqui de Curitiba e nunca ouvi nada a respeito de fiscalização da Anatel nesses lugares.

Rosiane

>>>>>>> Fabbri , é justamente o que vc mencionou que devemos fazer: *"Precisamos

>>>>>>> estudar as possibilidades de deixar essa prática dentro da legalidade."
>>>>>>> *

>>>>>>>
>>>>>>> Mesmo que para isso seja necessário (e o é) mudar a legislação.
>>>>>>>
>>>>>>> Markun:
>>>>>>>
>>>>>>> *"Eu acho uma pena que a gente tenha perdido o hábito de dar e pedir

>>>>>>> carona... e se eu não deixaria minha casa aberta para usarem água, luz,
>>>>>>> telefone... meu sítio e minha casa de praia estão geralmente abertas para os
>>>>>>> amigos que podem aproveitar nos finais de semana que eu não posso - só pelo
>>>>>>> prazer de ver o espaço ocupado e produzindo, saca?"*

>>>>>>>
>>>>>>> Não perdemos o hábito de dar/pedir caronas, fomos obrigados a isto,
>>>>>>> para preservar nossa integridade pessoal.
>>>>>>> Traçando um paralelo da sua iniciativa de liberar seu sítio aos amigos
>>>>>>> com a iniciativa de liberar o roteador, seria algo como só liberar o sinal
>>>>>>> para amigos, ou seja, passar para estes um login e senha.
>>>>>>> Você ficaria extremamente chateado se "estranhos" usufruíssem do seu
>>>>>>> sítio por um final de semana e deixassem tudo zoneado, ou pior, tivessem
>>>>>>> cometido um crime e te deixassem de presente a polícia te investigando.
>>>>>>>
>>>>>>> Com nossa legislação atual é impossível liberar o sinal Wireless já
>>>>>>> que é crime como já mencionado. Mas se estivéssemos dentro da lei (como um
>>>>>>> provedor autorizado pela ANATEL) ainda teríamos de nos preocupar com a
>>>>>>> manutenção de logs de TODOS que passassem pelo nosso roteador (já que é
>>>>>>> nosso IP que está na berlinda devido a limitações do IPv4), vocês sabem o
>>>>>>> trabalho que dá isso?
>>>>>>>
>>>>>>>
>>>>>>> Em 25 de julho de 2011 09:42, Pedro Markun <pe...@esfera.mobi>escreveu:
>>>>>>>
>>>>>>> Fabbri,
>>>>>>>>
>>>>>>>> eu acho que a possibilidade real é *deixar aberto/compartilhar* e
>>>>>>>>>>>> *Skype:* marcastaneda
>>>>>>>>>>>> *Facebook:* http://www.facebook.com/marcelo.castaneda
>>>>>>>>>>>> *Twitter:* http://twitter.com/#!/celocastaneda
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> abs,
>
> Evandro Oliveira
> Beagá - MG
> (31) 9982-0221
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> (61) 9299-6229
>

Cecilia Tanaka

unread,
Jul 26, 2011, 7:55:18 AM7/26/11
to thac...@googlegroups.com
Só para seu conhecimento, André: - Ela é a Elenara, ativista gaúcha do MetaReciclagem.

Beijinhos!!!

Ceci
--
"Discordo daquilo que dizes, mas defenderei até a morte o teu direito de o dizeres". - Voltaire

Capi Etheriel

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Jul 26, 2011, 11:24:35 AM7/26/11
to thac...@googlegroups.com
unicaronas.com.br
eu dependo de carona pra ir pro trabalho.
e se eu dirigisse daria carona o dia inteiro.
aliás, são paulo é o pior estado pra pegar carona na beira da estrada, de todos que eu já rodei assim. e ainda assim, todas as vezes que eu saí pra rodar de carona foi de são paulo. não é tão ruim quanto dizem, viu?

Capi Etheriel

unread,
Jul 26, 2011, 11:26:43 AM7/26/11
to thac...@googlegroups.com
pc velho eu tenho, pyxis. e o tutorial do roteador faça-você-mesmo com gnu/linux, cadê?
se vc fizer eu juro que sigo e retorno todos meus empecilhos no processo.

Pedro Markun

unread,
Jul 26, 2011, 1:03:44 PM7/26/11
to thac...@googlegroups.com
e eu ainda queria um jeito simples de colocar roteadores livres na rua...
pode ser um bom projeto pro busão.

abs,
pedro
ps: simples do tipo 'minha mãe pode fazer' e não simples do tipo 'ah, saca o terminal?'

2011/7/26 Capi Etheriel <barra...@gmail.com>
pc velho eu tenho, pyxis. e o tutorial do roteador faça-você-mesmo com gnu/linux, cadê?
se vc fizer eu juro que sigo e retorno todos meus empecilhos no processo.

--
Você está recebendo esta mensagem porque se inscreveu no grupo "Transparência Hacker" dos Grupos do Google.
Para ver esta discussão na web, acesse https://groups.google.com/d/msg/thackday/-/h8AasGS7MYEJ.

Rosiane Correia de Freitas

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Jul 26, 2011, 1:08:22 PM7/26/11
to thac...@googlegroups.com
É, mas wi-fi no busão é, por definição, transitório. Mas já um avanço. Essas viagens que vcs estão planejando poderiam incluir a configuração de redes abertas..

Acho que tutorial tem que passar no teste da mãe, né? Não sei se isso é possível...

2011/7/26 Pedro Markun <pe...@esfera.mobi>

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Rosiane Correia de Freitas

Flagner Camargo

unread,
Jul 26, 2011, 1:13:04 PM7/26/11
to thac...@googlegroups.com
Seguindo a linha de raciocínio da Rosiane, seria algo como uma WI OPEN FEST em cada parada, parece legal.

A Telefônica, se não me engano, tem uns manuais de modens em formato de slides, que podem ser usados como modelo, já que são bem "mastigados"

Daniela B. Silva

unread,
Jul 26, 2011, 1:17:13 PM7/26/11
to thac...@googlegroups.com
Alguma chance de se hackearem os recém-anunciados orelhões com internet da Oi? Pra colocar um roteador e abrir o sinal?

2011/7/26 Flagner Camargo <flagner...@gmail.com>

Flagner Camargo

unread,
Jul 26, 2011, 1:23:06 PM7/26/11
to thac...@googlegroups.com
O projeto inicial da Oi é oferecer o sinal sem fio gratuito (se conseguir patrocínio). Então só precisaremos agir caso ela opte por comercializar cartões.

Rosiane Correia de Freitas

unread,
Jul 26, 2011, 1:24:09 PM7/26/11
to thac...@googlegroups.com
Quando eu trabalhava no CDI o que a gente fazia aqui em Curitiba era, na Semana da Inclusão Digital, montar redes de computadores em tendas no centro da cidade... e durante a duração do evento o wi-fi ficava aberto...

O problema, na época, é que equipamentos com wi-fi eram caros. Agora a coisa mudou...

Sugestão: pq não criamos uma wikiwifi, um manual colaborativo de como abrir o wi-fi e como usar serviços mais baratos de comunicação? Já é um começo...

Rosiane

2011/7/26 Flagner Camargo <flagner...@gmail.com>

Licio Fonseca

unread,
Jul 26, 2011, 1:29:09 PM7/26/11
to thac...@googlegroups.com
A ideia por trás do crime de compartilhamento de banda larga é evitar provedores wireless piratas, o que existe aos montes, onde as pessoas compravam links adsl e revendiam o sinal de radio. 
Outro ponto importante e que tambem já foi dito aqui é que você é o responsavel pelos atos de quem usa a sua rede. 
"Alguem" tenho dois hotspots abertos(um em sp e outro BH) fora da minha rede domestica que usam um firmware OpenWRT com tor. 

Se alguem mais animar em espalhar mais desses routers por aí, contem comigo ;)




--
Licio Fonseca

Raphael S. Lapa

unread,
Jul 26, 2011, 1:42:10 PM7/26/11
to thac...@googlegroups.com
Isso gerou uma discussão interessante no twitter. Colo aqui alguns tweets do Túlio Vianna. (@tuliovianna)

http://twitter.com/#!/tuliovianna/status/95847782379831296 - Matéria com graves erros jurídicos: http://is.gd/sBBFCW Compartilhar uma rede wi-fi aberta não tem nada de criminoso.

E esta interpretação do jurídico da Anatel de que mero compartilhamento de rede wi-fi é crime é a tese mais sem pé nem cabeça que eu já li.

E não existe isso de responsabilizar alguém criminalmente pelo crime que outro praticar usando sua conexão. Invencionice extrema!

O dono da conexão só poderá ser responsabilizado criminalmente se souber e emprestar a conexão intencionalmente pra prática do crime.

Compartilhar WI-fi deixando a rede sem senha não tem nada de crime. No máximo, violação do contrato com a prestadora.
 

---------------------------------------------------------------------------------
http://rapensando.blogspot.com
http://meadiciona.com/rapensando


De: Licio Fonseca <liciof...@gmail.com>
Para: thac...@googlegroups.com
Enviadas: Terça-feira, 26 de Julho de 2011 14:29
Assunto: Re: [thackday] Liberte seu roteador

Rosiane Correia de Freitas

unread,
Jul 26, 2011, 1:47:57 PM7/26/11
to thac...@googlegroups.com
Acho que uma maneira muito fácil de chegar a uma conclusão sobre essa história de wi-fi aberta e responsabilidade é ver como se trata isso em redes abertas privadas (tipo em cafés, aeroporto, hotel etc). Que tratamento se daria a um suposto crime cometido através desse tipo de rede?

Mas volto a dizer que uma coisa é abrir o wi-fi na rua e outra é vc compartilhar com teus vizinhos.

2011/7/26 Raphael S. Lapa <raphaelc...@yahoo.com.br>

Evandro Oliveira

unread,
Jul 26, 2011, 1:53:58 PM7/26/11
to thac...@googlegroups.com
EU postei recentemente a situação da Prefeitura de BH.

Ela libera Internet em praças, prédios públicos etc.

Basta um CPF (que não é nem checado quanto à veracidade
de pertencer a pessoa que utiliza) e se tem acesso.

Ser for pela lógica absurda que estamos vendo alguns
defenderem, A Prefeitura de Belo Horizonte pode ser
responsabilizada por "crimes" que venham a ser cometidos
quando um cidadão estiver usando a rede. 

Sem lógica!

Em 26 de julho de 2011 14:47, Rosiane Correia de Freitas <rosiane.corr...@gmail.com> escreveu:
Acho que uma maneira muito fácil de chegar a uma conclusão sobre essa história de wi-fi aberta e responsabilidade é ver como se trata isso em redes abertas privadas (tipo em cafés, aeroporto, hotel etc). Que tratamento se daria a um suposto crime cometido através desse tipo de rede?

Mas volto a dizer que uma coisa é abrir o wi-fi na rua e outra é vc compartilhar com teus vizinhos.


Pedro Markun

unread,
Jul 26, 2011, 1:57:09 PM7/26/11
to thac...@googlegroups.com
Rosiane,

msa minha idéia era essa mesmo! A gente levar e deixar roteadores wi-fi livres nas cidades :)

Da pra juntar com a galera do fabfi!


abs,
Pedro Markun

2011/7/26 Rosiane Correia de Freitas <rosiane.corr...@gmail.com>

Leandro Sousa

unread,
Jul 26, 2011, 2:01:45 PM7/26/11
to thac...@googlegroups.com
Em Goiânia a prefeitura também disponibiliza internet em [poucas] praças, no prédio da Câmara Municipal também tem internet liberada. Nem CPF é necessário, é só chegar e conectar.


---
Leandro P. de Sousa
Twitter: @leandrogel
http://lgel.tumblr.com/



Raphael S. Lapa

unread,
Jul 26, 2011, 2:07:53 PM7/26/11
to thac...@googlegroups.com
Na biblioteca da UnB também é assim.

Sem login. Sem senha.

E com acesso ao JSTOR (o site de onde o "criador do Reddit" baixou um monte de artigos e foi preso)
 

---------------------------------------------------------------------------------
http://rapensando.blogspot.com
http://meadiciona.com/rapensando


De: Leandro Sousa <leand...@gmail.com>
Para: thac...@googlegroups.com
Enviadas: Terça-feira, 26 de Julho de 2011 15:01

Assunto: Re: [thackday] Liberte seu roteador

Rosiane Correia de Freitas

unread,
Jul 26, 2011, 2:09:22 PM7/26/11
to thac...@googlegroups.com
Puxa, dá pra fazer muita coisa bacana sim. Quando a gente fazia Semana da Inclusão aqui em Curitiba era muito divertido...

O legal desse tipo de evento é que no dia a dia é difícil conseguir voluntários. Mas quando é um voluntariado pontual é fácil juntar muita, muita gente.

Se precisar de help pra fazer algum evento aqui em Curitiba, conte comigo...





2011/7/26 Pedro Markun <pe...@esfera.mobi>

Natã Vieira

unread,
Jul 26, 2011, 2:33:27 PM7/26/11
to thac...@googlegroups.com
A legalidade sempre ficando atrás da criatividade. A verdade é os movimentos  e indivíduos resolvem seus problemas antes das Leis preverem...

Natã Vieira
Técnico - BA
DIEESE - Sede Comércio
Telefax: (71) 3329-7853
Celular: (71) 8810-5853
natav...@dieese.org.br
www.dieese.org.br

Everton Zanella Alvarenga

unread,
Jul 26, 2011, 4:21:29 PM7/26/11
to thac...@googlegroups.com
Em 25 de julho de 2011 16:28, Flagner Camargo
<flagner...@gmail.com> escreveu:

> É nosso dever encontrar uma forma de tornar esse nosso autruísmo LEGAL.
> Se eu agir sempre de acordo com meus princípios me esquecendo das LEIS, vou
> piratear música já que discordo da forma que as gravadoras regem o mercado,
> vou fumar maconha já que pra mim pode ser somente um prazer, e tantos outros
> exemplos.

Se sua ação viola uma lei frágil, por que não?

Leis não são estáticas e, na minha opinião, devem ser desrespeitadas
quando queremos mudá-las. Acho que é o jeito mais ágil.

andre luiz

unread,
Jul 26, 2011, 5:01:13 PM7/26/11
to thac...@googlegroups.com
Ceci, obrigado
Elenara, prazer...rs

--

tatiana teitelroit

unread,
Jul 26, 2011, 5:15:15 PM7/26/11
to thac...@googlegroups.com
Salve! Gostei da idéia.

Tem algum tutorial ensinando como faz?
Computador velho eu tenho...

Tatiana Teitelroit
(21) 9544.7015



2011/7/25 Evandro Oliveira <pyx...@gmail.com>
Legal ou não, já faço este compartilhamento há muitos anos. 
E até incentivei vizinhos a fazerem o mesmo de forma a termos
"backup" de acesso.
No meu roteador, coloquei uma máquina velha (PC) com um Linux
que serve somente como "firewall".
Efetivamente, o maior problema é o abuso de alguns usuários quanto
a banda... nada que não seja solucionado limitando a banda do 
cidadão-egoísta.

é bão dimais ver a banda sendo toda usada por várias pessoas.

O servidor tb se presta como ponto em diversas redes P2P. ficando
ligado 24h... 

Neste caso, a lei é feita para beneficiar estas operadoras que fazem
compartilhamento de recursos e vendem taxas de tráfego que não
entregam. Quando cumprirem a lei do consumidor que as operadoras
devem entregar as taxas de tráfego que vendem, pensaremos na
legislação que pune quem compartilha a banda.

Em 25 de julho de 2011 10:03, Flagner Camargo <flagner...@gmail.com> escreveu:
Vamos lá (era justamente essa a intenção, provocar a discussão sobre o assunto, já que somente com reflexão conseguimos amadurecer uma ideia.).

Fabbri , é justamente o que vc mencionou que devemos fazer: "Precisamos estudar as possibilidades de deixar essa prática dentro da legalidade."

Mesmo que para isso seja necessário (e o é) mudar a legislação.

Markun:
"Eu acho uma pena que a gente tenha perdido o hábito de dar e pedir carona... e se eu não deixaria minha casa aberta para usarem água, luz, telefone... meu sítio e minha casa de praia estão geralmente abertas para os amigos que podem aproveitar nos finais de semana que eu não posso - só pelo prazer de ver o espaço ocupado e produzindo, saca?"

Não perdemos o hábito de dar/pedir caronas, fomos obrigados a isto, para preservar nossa integridade pessoal.
Traçando um paralelo da sua iniciativa de liberar seu sítio aos amigos com a iniciativa de liberar o roteador, seria algo como só liberar o sinal para amigos, ou seja, passar para estes um login e senha.
Você ficaria extremamente chateado se "estranhos" usufruíssem do seu sítio por um final de semana e deixassem tudo zoneado, ou pior, tivessem cometido um crime e te deixassem de presente a polícia te investigando.

Com nossa legislação atual é impossível liberar o sinal Wireless já que é crime como já mencionado. Mas se estivéssemos dentro da lei (como um provedor autorizado pela ANATEL) ainda teríamos de nos preocupar com a manutenção de logs de TODOS que passassem pelo nosso roteador (já que é nosso IP que está na berlinda devido a limitações do IPv4), vocês sabem o trabalho que dá isso?


Em 25 de julho de 2011 09:42, Pedro Markun <pe...@esfera.mobi> escreveu:

Fabbri,

eu acho que a possibilidade real é deixar aberto/compartilhar e fazer pressão para mudar os regulamentos através das práticas sociais.

abs,
Pedro Markun


2011/7/25 Renato Fabbri <renato...@gmail.com>

2011/7/25 Marcelo Castañeda <celoca...@gmail.com>
Em 25 de julho de 2011 05:49, Felipe Sanches <ju...@members.fsf.org> escreveu:
Eu conheço o Peter Eckersley. Ele é o autor do paper da EFF sobre monitoramento comportamental feito por empresas de "targeted advertising" na internet: http://panopticlick.eff.org/about.php

Juca
--
GNU/Linux User #479299
skype: fabbri.renato

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abs,

Evandro Oliveira
Beagá - MG
(31) 9982-0221
Brasília - DF
(61) 9299-6229

--

Rosiane Correia de Freitas

unread,
Jul 26, 2011, 5:19:15 PM7/26/11
to thac...@googlegroups.com
Sabe um problema que enfrentei no meu ap para tentar compartilhar meu wi-fi? O alcance do sinal. Apesar do meu ap não ser lá muito grande, o roteador está no escritório e o sinal mal chega na suíte. Nunca consegui fazer o sinal chegar na vizinha do outro lado do corredor.

Me disseram que se eu trocar a antena por uma "mais forte", eu consigo. Mas:

1) Existe isso de "antena mais forte"? Ou é conversa de técnico da Net?

2) Onde eu compro isso?

3) É só substituir a antena original pela nova?

4) Se não é assim que aumento o sinal, faço o que?



2011/7/26 tatiana teitelroit <tati....@gmail.com>



--

Diego Rabatone

unread,
Jul 26, 2011, 5:27:15 PM7/26/11
to thac...@googlegroups.com
Rosiane,

Sim, a troca da antena pode melhorar o sinal.

Mas "depende" do modelo do seu roteador.
Alguns modelos não permitem a troca da antena. Se a antena do seu roteador é "atarrachada" (provavelmente com uma "conexão dourada") no roteador, então você consegue trocá-la.

Algumas antenas possuem, inclusive, um "cabo extensor", para que a antena possa ficar num local melhor que o roteador.

Existem vários modelos e tamanhos, que fornecem diferentes potências e/ou servem para diferentes situações. Existem antenas "omnidirecionais" que servem para propagar o sinal "em qualquer direção", e existem outras que servem para propagar o sinal numa direção bem definida.

Algumas para ambientes internos e outras para ambientes externos.

Vai aqui um link com uma matéria sobre isso que peguei no google (não li direito, então não garanto 100% das informações do link!)
http://www.hardware.com.br/tutoriais/alcance-antenas-conectores-potencia/

Em São Paulo é tranquilo de se encontrar essas coisas na Santa Efigênia e, por vezes, em "box shoppings" (aqueles conglomerados de boxes de vendedores).


--------------------------------
Diego Rabatone Oliveira
diraol(arroba)diraol(ponto)eng(ponto)br
Identica: (@diraol) http://identi.ca/diraol
Twitter: @diraol



2011/7/26 Rosiane Correia de Freitas <rosiane.corr...@gmail.com>
Sabe um problema que enfrentei no meu ap para tentar compartilhar meu wi-fi? O alcance do sinal. Apesar do meu ap não ser lá muito grande, o roteador está no escritório e o sinal mal chega na suíte. Nunca consegui fazer o sinal chegar na vizinha do outro lado do corredor.

Diego Rabatone

unread,
Jul 26, 2011, 5:28:18 PM7/26/11
to thac...@googlegroups.com
Ah, uma dica fundamental!

Deixe a antena do seu roteador num ponto mais alto que a maioria das cosias do ambiente e, preferencialmente, sem nada "na frente" dela (armários, vidros, janelas e afins).

2011/7/26 Diego Rabatone <dir...@diraol.eng.br>

Rosiane Correia de Freitas

unread,
Jul 26, 2011, 5:33:03 PM7/26/11
to thac...@googlegroups.com
Valeu Diego. Vou tentar trocar a antena.

2011/7/26 Diego Rabatone <dir...@diraol.eng.br>

andre luiz

unread,
Jul 26, 2011, 10:04:18 PM7/26/11
to thac...@googlegroups.com
a potência do transmissor do equipamento é que conta, medido em miliwatts (mW)

Diego Rabatone

unread,
Jul 26, 2011, 10:07:24 PM7/26/11
to thac...@googlegroups.com
Mas as antenas também fazem diferença não?!.... senão, porque existem antenas com diferentes "db's"?

Quando troquei a do meu roteador senti diferença....

--------------------------------
Diego Rabatone Oliveira

2011/7/26 andre luiz <and...@gmail.com>

andre luiz

unread,
Jul 26, 2011, 10:45:32 PM7/26/11
to thac...@googlegroups.com
sim, depende de vários fatores, do ambiente, tipos de paredes (obstáculos), equipamentos do local que podem interferir no sinal, das antenas, se omnidirecional ou direcional, da potência do transmissor...

O decibel (dB) é uma medida da razão entre duas quantidades, sendo usado para uma grande variedade de medições em acústica, física, eletrônica e telecomunicações. Por ser uma razão entre duas quantidades iguais o decibel é uma unidade de medida adimensional semelhante a percentagem. O dB usa o logaritmo decimal (log10) para realizar a compressão de escala. Um exemplo típico de uso do dB é na medição do ganho/perda de potência em um sistema. Além do uso do dB como medida relativa, também existem outras aplicações na medidas de valores absolutos tais como potência e tensão entre outros (dBm, dBV, dBu). O emprego da subunidade dB é para facilitar o seu uso diário (Um decibel (dB) corresponde a um décimo de bel (B)).
ou seja, é o ganho da antena, se ela está com as corretas características para aquela frequência e potência...

abs
andré

Patrícia Cornils

unread,
Jul 27, 2011, 10:06:31 AM7/27/11
to thac...@googlegroups.com

54-Year Old School Teacher Who Doesn't Know How To Download Movies First To Be Kicked Off The Internet In France

from the hadopi'd dept

We recently noted that, over in France, under the HADOPI three strikes regime, they had their first 10 people get their third strike, and each was being reviewed to see if they should lose their connection. Well, it looks like the first guy has lost his connection... and it's a 54-year old school teacher who insists he has no idea how to download unauthorized content. The story is a little unclear, but it sounds like he had open WiFi, and he didn't understand what the "first strike," was really about. When he got the "second strike" notice, he tried to figure out how to secure his WiFi, but it either took too long or he was unable to figure it out... and so along came the third strike. The guy is pretty upset about this, for a damn good reason. It's going to be ridiculously expensive to fight and it may get appealed up to European courts outside of France, which would entail significant travel expenses as well. This is why it's supposed to be innocent until proven guilty, right?

http://www.techdirt.com/articles/20110724/01212715219/54-year-old-school-teacher-who-doesnt-know-how-to-download-movies-first-to-be-kicked-off-internet-france.shtml

Patrícia Cornils
11 3124-7444 ou 8372-7473

Vinicius Macário

unread,
Jul 27, 2011, 10:13:07 AM7/27/11
to thac...@googlegroups.com
Acho que tem mais um problema "técnico" envolvido com a liberação do roteador. Eu tenho um D-Link DI 524 que não ta aguentando dois computadores conectados ao mesmo tempo. O sinal até chega bem mas sempre que aumenta muito a taxa de download ele cai.

Por isso acho que é necessário pesquisar bem o tipo de roteador, além dos problemas com as antenas tratados aqui.

Abs
Vinicius

Flagner Camargo

unread,
Jul 27, 2011, 10:14:57 AM7/27/11
to thac...@googlegroups.com
Então.....

Reza nossa Constituição e Legislação que, todos somos inocentes até se prove o contrário. Mas na prática sabemos que o buraco é bem mais embaixo, certo?

Aqui no Brasil a Lei Azeredo (quase sendo aprovada) que tipifica os crimes digitais, está seguindo a mesma linha da HADOPI na França.

Precisamos de mais forças pra evitar isso.

Leiam sobre "Lei Azeredo" e "Marco Civil da Internet".

Em 27 de julho de 2011 11:06, Patrícia Cornils <patrici...@gmail.com> escreveu:

Pedro Markun

unread,
Jul 27, 2011, 11:39:53 AM7/27/11
to thac...@googlegroups.com
Caros,

nessas de FINEP (pintou em outro thread) tenho uma idéia de apresentar um projeto de roteador livre, uma espécie de FON brasileiro, que traga também uma página padrão com serviços, anúncios locais e outras funcionalidades.

Pirei em um wifi livre em uma praça de NY que tinha não só a programação cultural da praça, mas também dica de restaurantes na região e alguns aplicativos 'coletivos' onde quem estivesse conectado na praça naquele instante podia interagir - meio na onda dos ZASFs que o Efeefe propos tem algum tempo ( http://efeefe.no-ip.org/agregando/zasf-zonas-aut%C3%B4nomas-sem-fio )

A idéia é vincular isso as linhas de financiamento da Copa para o aumento da disponibilização de internet.

Não fiz ainda por falta de braço, mas se tivermos uma meia duzia de pessoas interessadas em com tempo de se debruçar numa idéia dessas... acho que da samba.

abs,
Pedro Markun

2011/7/27 Flagner Camargo <flagner...@gmail.com>

Rosiane Correia de Freitas

unread,
Jul 27, 2011, 1:23:58 PM7/27/11
to thac...@googlegroups.com
Pedro,

Estamos na área. Sou professora de jornalismo web na Universidade Positivo (www.up.com.br) e também repórter freelance. Além disso gosto muito de programar, muito embora não tenha muito tempo pra isso. Podemos pensar num projeto que envolva meus alunos nisso aí. Diga aí o que você que faça e vamos que vamos...

Rosiane

2011/7/27 Pedro Markun <pe...@esfera.mobi>

Mario Oshiro JR.

unread,
Jul 27, 2011, 1:37:00 PM7/27/11
to Transparência Hacker
Olá pessoal do grupo

Tudo bem?

Sou um dos produtores da rádio Sônica Metodista, da Universidade
Metodista de SP, e estou à procura dos contatos de alguns membros da
Transparência Hacker, pois estamos fazendo uma reportagem sobre o
assunto.

Se puderem me passar tais contatos, seria muito grato.

Podem escrever para os seguintes e-mails: juni...@hotmail.com

Desde já, agradeço
Abraços,
Mario Jr.
(11) 7138-7538

Pedro Markun

unread,
Jul 28, 2011, 2:00:31 PM7/28/11
to thac...@googlegroups.com, juni...@hotmail.com
Oi Mario,

a lista é o melhor contato.

abs,
Pedro Markun

2011/7/27 Mario Oshiro JR. <marios...@hotmail.com>
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