Fwd: Vem aí o Governo Mundial da Internet

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Leandro Salvador

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Jul 14, 2011, 11:02:23 PM7/14/11
to thac...@googlegroups.com
Há ideias interessantes aí:

---------- Forwarded message ----------

    Nova rede social Mynetgov.com entra no ar nesta segunda-feira
(11/7)
 com a pretensão de ser um laboratório global de políticas públicas.
Seis mil congressistas virtuais serão eleitos

  Mark Zuckerberg fundou o Facebook do nada em 2004 e ficou
bilionário. Em 2011, a sua marca atingiu o incrível valor de mercado
de
U$ 50 bilhões, tornado-se a terceira mais valiosa da internet. Um dia
depois de o site de relacionamento profissional LinkedIn abrir seu
capital na bolsa de Nova York, em junho último, o valor de mercado da
companhia já era de US$ 9 bilhões.

Quem lê as notícias sobre o mercado de redes sociais tem a impressão
que esse segmento é o novo eldorado da economia. Não é bem assim.

No mundo real dos negócios, são poucas as empresas do setor que
conseguem se destacar. Mais precisamente apenas cinco marcas -
Twitter,
Facebook, MySpace, LinkedIn e Orkut - atingiram o status de sucesso
mundial. Correndo por fora, centenas  de projetos pequenos e médios
tentam chegar lá usando toda sorte de fórmulas; redes que só aceitam
gente bonita - Beautiful People; que reúnem casais que estão se
separando - Divorce 360;  que curtem vampiros - Vampire Freak; e que
buscam sexo fora do casamento, mas não desejam se divorciar - Ohhtel.

Quando decidiu investir nessa raia dos negócios, o empresário
português Diamantino Nunes, do grupo Sportis (que fabrica bicicletas,
agencia atletas e promove eventos esportivos, entre eles o World Bike
Tour) escolheu um diferencial ousado e ambicioso para construir sua
rede
 social: a política.

Ele lança hoje em Nova York, mais precisamente em frente à sede da
Organização das Nações Unidas (ONU), o Mynetgov.com.
 "O Mynetgov vai eleger o primeiro governo mundial da internet e
funcionará como um fórum privilegiado de discussão e aprovação de
medidas segundo a vontade popular. A finalidade é influenciar as
decisões de uma sociedade livre, justa e solidária", explica Nunes.

A nova rede social terá todas as ferramentas básicas do Facebook,
como posts,vídeos e feed de notícias, só que será aberta e com oito
línguas disponíveis, entre elas o árabe e o chinês.
"Além do lado lúdico, tem também o político. Cada pessoa se registra
como um cidadão e pode se candidatar ao governo ou a deputado. É como
se
 a internet fosse um país, com uma Constituição, Comissão de Ética e
Tribunal", explica o empresário.

A ideia é tão ambiciosa, que ele procurou vários governos, entre eles
 o chinês, pedindo apoio para a iniciativa. A votação acontecerá entre
os dias 25 e 31 de dezembro e o "governo" toma posse virtual em 1º de
janeiro. "Serão 6 mil congressistas, mais pessoas que o Congresso da
China,
que tem 5.000 parlamentares. Esse governo tem a particularidade de
juntar democracia participativa e direta", explica Nunes.

O governo eleito escolherá um time de 12 ministros - sendo um deles o
 do humor, e terá a obrigação de apresentar regularmente projetos de
lei
 para a uma Constituição Mundial Virtual. A pretensão é que a rede se
transforme em um grande laboratório de políticas públicas e sirva de
termômetro para saber o grau de de aprovação de medidas tomadas por
governos reais.

"Acho que a ideia tem tudo para dar certo. A Islândia, por exemplo,
está fazendo consulta nas redes sociais para fazer a Constituição do
país. Não interessa aos governos ignorar as redes sociais", avalia o
cientista político Fernando Abrucio, professor da FGV.  Ele pondera,
entretanto, que a iniciativa corre o risco de ser aparelhada por
grupos
políticos atrás de promoção.

"As pessoas não aceitam ser cooptadas. Na eleição de 2010, as redes
sociais foram tomadas pelas campanhas do Serra e da Dilma".

Quarenta pessoas trabalham na sede do Mygov na cidade de Aveiros, em
Portugal. "No momento, só investimos. Não há qualquer receita ou
publicidade", diz Nunes. Novo Zuckerberg? "Longe de mim", diz o
modesto empresário.  

Dony

unread,
Jul 15, 2011, 8:26:56 AM7/15/11
to Transparência Hacker
IMHO já começou mal democraticamente e transparentemente (af) falando,
pois já mais algo com uma proposta assim não poderia ser um negócio,
tal como o facebook ou afins e muito menos ter um dominio .com e sim
ter um .gov ou seja, ser uma entidade completamente livre e
desassociada de qualquer caractér comercial/lucrativo.
Se o facebook, no exemplo dado, decidisse fechar as portas, ser
vendido para um grupo de interesse, tal como houve a proposta da
micrsoft a eles, ninguém poderia reclamar, no máximo teriam que sair
da rede e ponto final.
Imagina agora um suposto gov virtual, com uma empresa tomando conta,
quais os interesses comerciais por trás disso tudo, será que o que
chamamos de corrupção não existirá de maneira formal (tal como
propaganda paga, anúncios de pessoas que pagam mais pelo serviço, de
empresas interessadas, etc) ente outras.

O cara não está ainda antenado com real necessidade de democracia,
liberdade, transparência e governo aberto, acho que alguém precisa
alertar desses pequenos detalhes, que citei acima, ou alguém aceita
privativar um governo?

Da minha parte, não tem apoio nenhum como governo, mas somente como
fonte de informação e exemplo prático para que alguém faça algo que
nasça do povo com interesses do povo e para o povo, sem vinculos
comerciais ou interesses por trás.

Outro exemplo citado? A Islândia sim está fazendo corretamente, não
interesse direto de promoção de ninguém, muito menos comercial e sim
de se fazer um governo justo para as pessoas usando uma ferramenta de
resposta rápida, democratica e barata que é internet, amanhã ou
depois ninguém poderá reclamar pois tudo foi exposto e escolhido pelo
povo, um excelente exemplo a ser seguido.


"Não há atualizações de segurança para a estupidez humana" K. Mitnick




On Jul 15, 12:02 am, Leandro Salvador <leandrosalva...@gmail.com>
wrote:

Emerson da Rocha Luiz

unread,
Jul 15, 2011, 8:46:25 AM7/15/11
to thac...@googlegroups.com
Por que não .org? .gov ainda é complicado conseguir, mas .com pega bem mal pra esse tipo de coisa.

No mínimo um redirecionamento.

Att Emerson

--
Emerson da Rocha Luiz
+55 51 9881-9146  | MSN: emerson at webdesign.eng.br | GTalk: fititnt at Gmail | Skype: fititnt | http://www.fititnt.org | Twitter: @fititnt
Membro do JUGRS | Membro do JCoderBR



2011/7/15 Dony <dony...@gmail.com>
--
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Dony

unread,
Jul 15, 2011, 8:57:45 AM7/15/11
to Transparência Hacker
Isso Emerson na verdade era isso que eu queria dizer... mas acabei
colocando GOV e era ORG que queria colocar, como as ONGS exatamente
acho que isso soa auto-promoção, ou promoção comercial..rs, sei lá
fico com o pé atrás viu... mas mesmo GOV já ficaria mais descente.

Pra descontrair... depois não querem as piadas...rs


"Não existem patchs para a estupidez humana" K. Mitnick





On Jul 15, 9:46 am, Emerson da Rocha Luiz <emer...@webdesign.eng.br>
wrote:
> Por que não .org? .gov ainda é complicado conseguir, mas .com pega bem mal
> pra esse tipo de coisa.
>
> No mínimo um redirecionamento.
>
> Att Emerson
>
> --
> Emerson da Rocha Luiz
> +55 51 9881-9146  | MSN: emerson at webdesign.eng.br | GTalk: fititnt at
> Gmail | Skype: fititnt |http://www.fititnt.org| Twitter:
> @fititnt<http://twitter.com/fititnt>
>  <http://twitter.com/fititnt>Membro do JUGRS <http://www.joomlatche.com.br/> |
> Membro do JCoderBR <https://github.com/JCBR/JCoderBR/wiki/Sobre-o-JCoderBR>
>
> 2011/7/15 Dony <donyti...@gmail.com>

Capi Etheriel

unread,
Jul 15, 2011, 9:14:30 AM7/15/11
to thac...@googlegroups.com
Não parece uma idéia boa, mas pra ser sincero, não parece uma apresentação boa.
A impressão que ficou é que o jornalista que fez a apresentação quer vender o produto, não construir uma comunidade.
Tipo "invista, vamos ser o facebook político".

por outro lado, valeu pelo ohhtel.

Dony

unread,
Jul 15, 2011, 9:27:03 AM7/15/11
to Transparência Hacker
Mas a idéia é fabulosa... eu tinha lido uma previsão de que isso ia
acontecer no futuro... não sei onde... acho que isso será inevitável
uma espécie de governo global eletrônico... os computadores e a
conexão a internet serão as máquinas de democracia do futuro não tão
distante... assim seja... mesmo que os Azeredos do mundo tentem
impedir a evolução libertária.

"Não existem patchs para a estupidez humana" K. Mitnick



Demoulidor

unread,
Jul 17, 2011, 12:35:39 AM7/17/11
to Transparência Hacker
Há uma previsão disto sim. Veja trechos do livro:



(...), naquele chão da borda superior da concha da câmara dos
deputados. Observo lá embaixo o centro iluminado com suas poltronas em
semicírculo e a cortina atrás da mesa como uma cachoeira do teto da
concha até o chão. A cortina, antes com vinte e nove retângulos
inúteis, agora é um grande painel, onde milhões de pequenos rostos se
revezam, apresentando cada brasileiro que delibera naquele momento.
Tal qual uma arena de gladiadores romanos, agora a batalha na plenária
se dá entre os hologramas projetados por discos pretos em cada
poltrona, assistidos por uma plateia invisível espalhada pelo mundo
afora.

(...)

Enquanto descíamos, pensava: mesmo aposentado como engenheiro aquela
sim era uma prazerosa ocupação antes que eu partisse desta vida.
Gostava de apreciar o dinamismo com que o povo participava diretamente
das decisões políticas. Sabia que a nova democracia que se alastrava
pelo mundo neste ano de 2068 não dependia destes prédios, destas
arenas.
Este espaço era apenas mais um entre milhares de espaços simbólicos do
planeta, que serviam apenas para serem apreciados de vez em quando por
um turista ou cidadão. Para completar, só restavam serem simbolizadas
à nova ordem as sedes do Governo Chinês, da União Européia e da ONU.

(...)

Quando cansava, parava para observar e participar das deliberações.
Estava em votação uma proposta de Reforma Tributária. O imposto de
renda deverá ser proporcional, de tal forma que quanto maiores os
rendimentos individuais, maior a porcentagem de imposto sobre a renda
e, para quem ganha abaixo dos direitos fundamentais, isenção e
recebimento de renda complementar. A proposta não precisou ser votada
pela Câmara Virtual de Deputados. Ela fora diretamente aprovada por
65% dos eleitores brasileiros e virou lei.
Em seguida, as propostas de regulamentação desta lei foram chegando: o
limite do imposto sobre a renda será de 30%, 40%, 50%, 60% ou 70%? Eu
acionei meu simulador de impactos na minha lente direita. 30% não
reduziria muito a concentração de renda no Brasil. 60% e 70% apontavam
para baixo poder de compra e investimentos que fariam o país reduzir o
crescimento. Na tela da lente esquerda, votei em 40%, mas o limite de
50% ganhou diretamente.
– Zé, hora de aspirar a plenária!
– Certo. Eu limpo a esquerda e você a direita, ok?
As propostas de faixas de tributação foram apresentadas: 50 faixas de
tributação de R$ 1.000,00 até R$ 50.000,00, tantos por cento quantos
sejam os mil reais recebidos por mês pelo cidadão; 25 faixas de
tributação de R$ 1.000,00 até R$ 100.000,00, 0,25% quantos sejam os
mil reais recebidos por mês ou 100 faixas de tributação de R$ 1.000,00
até R$ 100.000,00, meio por cento quantos sejam os mil reais recebidos
por mês. Parei a aspiração e, após conferir os simuladores, votei na
primeira opção. Como o resultado estava demorando, voltei à faxina.
Após o tempo limite de meia hora, apuraram-se os votos e apenas 47%
haviam votado. Agora sim os hologramas virtuais começaram a se
digladiar com palavras nas poltronas da câmara.
Terminamos a limpeza e os turistas começavam a entrar na plenária.
Após 20 minutos, os deputados votaram e a proposta de 25 faixas de
tributação ganhou. Dez minutos depois, em meio à votação da mesma
matéria no Senado, a votação direta atingiu 51% de votantes e, destes,
67% aprovaram a proposta de 50 faixas de tributação. Esta vencedora,
fez encerrar-se definitivamente a votação em todas as instâncias
deliberativas.
As propostas eram apresentadas diretamente pelo povo. Pensava enquanto
bebia água com o Zé. Eu mesmo submeti no parlamento do bairro onde
moro uma proposta de lei que garantia equipamentos de última geração
aos faxineiros de órgãos públicos. Minha proposta foi aprovada e
passou a ser apreciada pela Câmara Virtual de Vereadores. Lá, outra
proposta similar de outro bairro foi unificada à minha. Uma terceira
proposta similar, mas que requeria os equipamentos apenas para órgãos
municipais, foi votada, aprovada e encerrada. Minha proposta não
atingiu o interesse da maioria das pessoas de minha cidade e não foi
aprovada diretamente no tempo legal. Com isto, os vereadores receberam
o poder de decidir a questão. A proposta foi aprovada por eles. Agora,
a mesma estava sendo apreciada em nível estadual. Ela nem aparece na
lista das mais interessantes e, por isto, tenho certeza que não será
votada diretamente, mas a partir de representantes eleitos.
É bom que seja assim mesmo: as questões mais relevantes sendo
decididas diretamente pelo povo e as menos importantes sendo delegadas
aos representantes. Representantes de verdade, relembro, enquanto
observo-os à minha frente. Os hologramas apenas apresentavam o
brasileiro da vez que estava eleito deputado naquele momento, que
tinha a confiança de quem o elegeu. De vez em quando o rodapé de algum
holograma fica avermelhando ao mostrar uma numeração diminuindo
(eleitores retirando votos do político) até que outro avatar, de verde
numeração elevada, substitui em tempo real o que perdeu votos de
representatividade. As candidaturas e eleições ocorrem o tempo todo, e
o voto sempre pode ser retirado de um candidato e atribuído a outro
mais comprometido com o eleitor. Isto garante a representação real do
povo.
– Até amanhã, Zé.
– Até, Fran. Da próxima vez aspiraremos o Senado.
Enquanto caminhava por baixo da rampa do planalto em meio ao sol
escaldante, relembrava: desde que a democracia direta eletrônica
começou no Brasil, muitas coisas mudaram. O povo aprovou a auditoria
da dívida externa. Em seis meses, ficou comprovado que a dívida já
fora paga com sobras. Decretou-se moratória. Os investidores ameaçaram
retirar o dinheiro do Brasil, mas, como nossos negócios são seguros,
se aquietaram. A auditoria das terras também foi aprovada e culminou
com a Reforma Agrária esperada há séculos. O povo também aprovou
diretamente a retomada das nações indígenas Waimiri Atroari e Raposa
Terra do Sol. Elas haviam sido alardeadas como independentes do Brasil
pelas corporações internacionais camufladas de ONGs para que as mesmas
explorassem com exclusividade as riquezas amazônicas.
Outras deliberações estavam em andamento: a auditoria e reestatização
das outroras estatais que foram privatizadas com perdas para o povo
brasileiro; a revitalização de todo o rio São Francisco e a
democratização do acesso à sua água. A proposta mais badalada é a de
refazer a transposição do rio São Francisco para que a água irrigue o
semiárido nordestino e não as áreas já ricas às quais fora
originalmente destinada. Mas como a questão é muito técnica, o povo
tem participado pouco e ela tem sido votada pelos parlamentares mesmo.
Outras propostas de pouca repercussão chegaram até à Câmara Virtual
Federal por aprovação dos representantes de municípios e estados e
foram decididas pelos deputados e senadores mesmo: o envio de um
brasileiro a Marte foi aprovado, mas a estranha proposta de reforma
arquitetônica da concha plenária do Senado Federal foi rejeitada. Seus
propositores argumentavam que, se agora realmente todo o poder emanava
do povo, a concha do Senado Federal, hoje voltada para baixo,
representando os estados federados, deveria ser reformada para também
ser voltada para cima, da mesma forma que a Câmara que representa o
povo. Os brasileiros, a maioria indiferente à proposta, a rejeitaram,
porque entenderam ser a mesma irrelevante. O poder dos estados
continuaria simbolizado, porque este, igualmente do povo emanado,
manteria a tradição da federação de estados e a beleza do cartão
postal.
Mal chego em casa, uma angústia invade meu peito. Aliso meu cachorro,
tomo um banho e me deito. Meus sentimentos me atraem para algo ruim
que se esboça. Não era Manhattam. Minha mente era atraída para um
salão nobre de um hotel em uma ilha particular no Pacífico. Meu corpo
tremula e eu não mais estou preso a ele.

Fonte: http://bigbangmicrocosmico.blogspot.com

Leandro Salvador

unread,
Jul 17, 2011, 12:49:08 AM7/17/11
to thac...@googlegroups.com
Olá THacks!

Não acho a ideia boa, mas acho que há boas ideias aí... talvez pudesse inspirar THacks como nós a criar algo melhor, e embebido por princípios que nossa comunidade tem como caros e que, aparentemente, nem chegam perto desta nova "rede social"...

Penso que a própria Wikipedia é muito mais democrática, colaborativa e livre (de looonge!) do que este site pretende ser. São "pegadas" diferentes... o modus operandi da Wikipedia pode inspirar comunidades com focos outros que não uma grande enciclopedia... um "mix" de rede social com foco em "governo mundial", com uma lógica de funcionamento semelhante à da Wikipedia, talvez pudesse inspirar ideias interessantes... Não imagino ambiente mais fértil para isso, ao menos no Brasil, do que esta nossa comunidade aqui...

Quem sabe possa servir-nos como fonte de inspiração... ;)
Abraços!
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