Caros,com o lançamento do Queremos Saber estamos tendo que adaptar e pensar algumas questões do Alaveteli para as normas tupiniquins. A lei ainda nem foi sancionada e mesmo quando for, teremos 180 dias de espera pra coisa começar a valer mesmo... - essa lei não cria direito, apenas regulamenta direito pre-existente. Então ela já serve de "quebra-galho". Afinal, pega bem mal um órgão publico responder ao pedido: "a lei ainda não está em vigor, então não tenho que te dar a informação". O fato dela não está em vigor só tira a possibilidade de penalização pelo descumprimento (o que é uma bela lacuna na lei).
Um dos pontos principais que o Fabiano e outros criticam na nossa lei é que ela não estabelece um orgão único pra cuidar da zona toda.No caso do Queremos Saber, um dos problemas que estamos encontrando é que não existe um contato especifico para receber esse tipo de pedido... e ai um orgão acaba se desdobrando em um milhão de secretarias, gerencias, departamentos... que pode até fazer sentido
internamente (ou não) mas que na prática dificulta imensamente a vida do cidadão que quer uma resposta direta para alguma questão. - vale um mapeamento dos regimentos internos dos órgãos, indicando qual o responsável funcional pela prestação de informação. Na ausência, cabe ao chefe de unidade (no executivo municipal, o prefeito etc). Pra não ficar sem parâmetro, quando for confuso demais o regimento, agente determina ser o proprio chefe maior do órgão. Nas primeiras tentativas, agente coloca "pedido alternativo de informação" sobre o "órgão competente pela função", e pela assertiva de incompetencia funcional, agente emenda a inicial (da inicial de procedimento administrativa) e re-propõem a ação.
Dei uma analisada no texto da lei e separei algumas partes relacionadas a esse fluxo... pelo que entendi, cada orgão deverá criar o seu 'serviço de informações ao cidadão' e paralelo a isso devem fornecer uma 'alternativa de encaminhamento de pedidos de acesso por meio do seus sítios oficiais' - o que é bom. Mas no fundo isso vai ser regulamentado pelo estado ou municipio... o que pode deixar tudo uma grande zona. - bom ou ruim. no inicio, as administrações vão ficar receosas sobre como estruturar isso, e se agente, que vai ter uma visão muito mais ampla sobre erros e acertos de estrutura, conseguirmos estudar e sistematizar essas primeiras experiências, agente pode produzir um material muito valioso pros órgãos de como conduzir de maneira eficiente essa estruturação. Teríamos até uma carta na manga quanto à "factibilidade" da prestação de informações ("o que não é cumprível não é exigível" - principio da "medida do possível" ponderabilidade das normas). Caso alegado não ser estruturável de imediato a prestação de informações, nós teremos contra-argumento técnico e experimentado de factibilidade.
Boa parte dos sites das prefeituras tem um link de Ouvidoria (existe legislação especifica?). Geralmente rodando algum sistema bizarro e tosco para o acompanhamento... - o parâmetro mais próximo disso está no anteprojeto de lei da administração pública federal, subsidiário aos outros entes: (http://www.gespublica.gov.br/biblioteca/pasta.2011-01-11.9930555256/pagina.2011-01-11.5547559638/) A forma concreta deve ser regulamentada pelos órgãos específicos (regimentos internos).
No Chile, o pessoal do Ciudadano Inteligente, fez um movimento antes de lançar o site - de pedir que o governo disponibilizasse uma api/canal único pra isso. O governo deu de ombros... ai eles lançaram o https://www.accesointeligente.org/AccesoInteligente/ e fizeram centenas de pedido e agora o governo meio que voltou atrás...Como a gente começa essa conversa? Se é que a gente começa essa conversa?
Que tal separar em nucleos regionais para acompanhamento e estudo dos primeiros pedidos de informação? (muito ganancioso?) redistribuindo os pedidos do site aos grupos formados. agente pode padronizar a forma de relato da experiencia, de forma a sistematizar erros e acertos regionais. posso conversar com o pessoal da fened (federação nacional dos estudantes de direito) pra ver se rola montar esses grupos regionais.
Outra idéia (bem tosca, rudimentar e conservadora, ao estilo jurisdiquês), é inundar os órgãos com "mandados de injunção" (quando a administração, podendo, deixa de concretizar preceito legal quanto às suas funções). Pode ser feito concomitante às ações precedentes.
E mais importante... enquanto isso... como a gente evolui no Queremos Saber e no Alaveteli? Suporte a múltiplos emails por orgão? (Explica isso?) Estou convencido de que a gente tem que trabalhar pra simplificar o processo na ponta do cidadão e criar uma cultura interna de redirecionamento dentro do próprio orgão público... mas sei lá, né.
--
Você está recebendo esta mensagem porque se inscreveu no grupo "Transparência Hacker" dos Grupos do Google.
Para postar neste grupo, envie um e-mail para thac...@googlegroups.com.
Para cancelar a inscrição nesse grupo, envie um e-mail para thackday+u...@googlegroups.com.
Para obter mais opções, visite esse grupo em http://groups.google.com/group/thackday?hl=pt-BR.
Eu gostei muito do site, parabéns pela implementação !
> Um dos pontos principais que o Fabiano e outros criticam na nossa lei é que
> ela não estabelece um orgão único pra cuidar da zona toda.
> No caso do Queremos Saber, um dos problemas que estamos encontrando é que
> não existe um contato especifico para receber esse tipo de pedido... e ai um
> orgão acaba se desdobrando em um milhão de secretarias, gerencias,
> departamentos... que pode até fazer sentido
> internamente (ou não) mas que na prática dificulta imensamente a vida do
> cidadão que quer uma resposta direta para alguma questão.
> (...)
<braindump>
1 - Visualizar um RANK das entidades com mais pedidos pendentes e resolvidos
no site principal.
2 - Oferecer uma API pública, para ser extraída por CSV, RSS e etc, baseado por
entidade ou tudo. (Isto pode virar um tutorial para que as entidades
façam o download
dos pedidos de forma rápida e simples), e aí pode haver até uma
vídeo-aula explicando
como importar isto outros softwares e etc..
3 - Dá mesma forma que a API, oferecer um mecanismo via e-mail, para
que qualquer
um (inclusive as entidades) recebam alertas sobre o status dos pedidos
via e-mail e
tenham que clicar em um link para confirmar que receberam o e-mail.
3.1 - Disponibilizar tempo médio de "leitura do e-mail".
4 - Disponibilizar uma nota para cada entidade, baseado em 5 estrelas
por exemplo:
1 estrela - Já tem um e-mail que recebe as notificações e foi
confirmado pelo site a identidade.
2 estrelas - Já respondeu há uma notificação.
3 estrelas - Já respondeu há uma notificação e disponibilizou os dados
para o solicitante.
4 estrelas - Já respondeu há uma notificacação e disponibilizou para todos.
5 estrelas - Além de todas as 4 estrelas, possui um tempo de resposta
de até 2 dias úteis.
4.1 Disponibilizar as melhores entidades no site principal também.
</>
-Thiago Rondon
Hahaha! Se fosse o nome que sugeri para o "Queremos saber" (aliás,
créditos a Patrícia pelo nome ótimo nome!), "We porn data" (vi num
adesivo na OGDCamp), não haveria esse erro. : P
Muito legal a matéria! Vi uma também no Terra, mas não estou achando o
link agora.
Solicitação (de informação)
Entendemos como solicitação de informação o pedido de alguma referência (endereço, local e horário de atendimento das unidades administrativas), nomes de responsáveis, legislação, dados estáticos etc. A solicitação de informações é o segundo tipo de mensagem mais recebida em volume.