Gabriela Acerbi Pereira
unread,Aug 17, 2011, 10:10:57 AM8/17/11Sign in to reply to author
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Exibição do filme: "Servidão Moderna"
no cineclube organizado pelos movimentos sociais, nessa quinta feira
18/08
Impreterivelmente as 19:00
(depois desse horários o portão é fechado)
...
Loca: SIndicato dos bancários, próximo a praça dos bombeiros.
Rua Dom Joaquim
entidade responsável pela exibição: Eiv + Mst
Organização
MPL
A canhota
CMI
EIV
Sinergia
Sindicato dos Bancários
MST - Secretaria / Brigada Mitico
(outros moderadores, acrescentem aqui os outros organizadores)
A
servidão moderna é um livro e um documentário de 52 minutos produzidos
de maneira completamente independente; o livro (e o DVD contido) é
distribuído gratuitamente em certos lugares alternativos na França e na
América latina. O texto foi escrito na Jamaica em outubro de 2007 e o
documentário foi finalizado na Colômbia em maio de 2009. Ele existe nas
versões francesa, inglesa e espanhola. O filme foi elaborado a partir de
imagens desviadas, essencialmente oriundas de filmes de ficção e de
documentários.
O objetivo principal deste filme é de por em
dia a condição do escravo moderno dentro do sistema totalitário mercante
e de evidenciar as formas de mistificação que ocultam esta condição
subserviente. Ele foi feito com o único objetivo de atacar de frente a
organização dominante do mundo.
No imenso campo de batalha da
guerra civil mundial, a linguagem constitui uma de nossas armas.
Trata-se de chamar as coisas por seus nomes e revelar a essência
escondida destas realidades por meio da maneira como são chamadas. A
democracia liberal, por exemplo, é um mito já que a organização
dominante do mundo não tem nada de democrático nem de liberal. Então, é
urgente substituir o mito de democracia liberal por sua realidade
concreta de sistema totalitário mercante e de expandir esta nova
expressão como uma linha de pólvora pronta para incendiar as mentes
revelando a natureza profunda da dominação presente.
Alguns
esperarão encontrar aqui soluções ou respostas feitas, tipo um pequeno
manual de “como fazer uma revolução?” Esse não é o propósito deste
filme. Melhor dizendo, trata-se mais exatamente de uma crítica da
sociedade que devemos combater. Este filme é antes de tudo um
instrumento militante cujo objetivo é fazer com que um número grande de
pessoas se questionem e difundam a crítica por todos os lados e
sobretudo onde ela não tem acesso. Devemos construir juntos e por em
prática as soluções e os elementos do programa. Não precisamos de um
guru que venha explicar à nós como devemos agir: a liberdade de ação
deve ser nossa característica principal. Aqueles que desejam permanecer
escravos estão esperando o messias ou a obra que bastando seguir-la ao
pé da letra, libertam-se. Já vimos muitas destas obras ou destes homens
em toda a história do século XX que se propuseram constituir a vanguarda
revolucionária e conduzir o proletariado rumo a liberação de sua
condição. Os resultados deste pesadelo falam por si mesmos.
Por outro lado, condenamos toda espécie de religião já que as mesmas são
geradoras de ilusões e nos permite aceitar nossa sórdida condição de
dominados e porque mentem ou perdem a razão sobre muitas coisas.
Todavia, também condenamos todo astigmatismo de qualquer religião em
particular. Os adeptos do complot sionista ou do perigo islamita são
pobres mentes mistificadas que confundem a crítica radical com a raiva e
o desdém. Apenas são capazes de produzir lama. Se alguns dentre eles se
dizem revolucionários é mais com referência às “revoluções nacionais”
dos anos 1930-1940 que à verdadeira revolução liberadora a qual
aspiramos. A busca de um bode expiatório em função de sua pertencia
religiosa ou étnica é tão antiga quanto a civilização e não é mais que o
produto das frustrações daqueles que procuram respostas rápidas e
simples frente ao mal que nos esmaga. Não deve haver ambigüidade com
respeito a natureza de nossa luta. Estamos de acordo com a emancipação
da humanidade inteira, fora de toda discriminação. Todos por todos é a
essência do programa revolucionário ao qual aderimos.
As
referências que inspiraram esta obra e mais propriamente dita, minha
vida, estão explicitas neste filme: Diógenes de Sinope, Etienne de La
Boétie, Karl Marx e Guy Debord. Não as escondo e nem pretendo haver
descoberto a pólvora. A mim, reconhecerão apenas o mérito de haver
sabido utilizar estas referências para meu próprio esclarecimento.
Quanto àqueles que dirão que esta obra não é suficientemente
revolucionária, mas bastante radical ou melhor pessimista, lhes convido a
propor sua própria visão do mundo no qual vivemos. Quanto mais
numerosos em divulgar estas idéias, mais rapidamente surgirá a
possibilidade de uma mudança radical.
A crise econômica,
social e política revelou o fracasso patente do sistema totalitário
mercante. Uma brecha surgiu. Trata-se agora de penetrar mas de maneira
estratégica. Porém, temos que agir rápido pois o poder, perfeitamente
informado sobre o estado de radicalização das contestações, prepara um
ataque preventivo sem precedentes. A urgência dos tempos nos impõe a
unidade em vez da divisão pois o quê nos une é mais profundo do quê o
que nos separa. É muito fácil criticar o quê fazem as organizações, as
pessoas ou os diferentes grupos, todos nós reclamamos uma revolução
social. Mas na realidade, estas críticas são provenientes do imobilismo
que tenta convencer-nos de que nada é possível.
Não devemos
deixar que o inimigo nos vença, as antigas discussões de capela no campo
revolucionário devem, com toda nossa ajuda, deixar lugar à unidade de
ação. Deve-se duvidar de tudo, até mesmo da dúvida.
O texto e
o filme são isentos de direitos autorais, podem ser recuperados,
divulgados, e projetados sem nenhuma restrição. Inclusive são totalmente
gratuitos, ou seja, não devem de nenhuma maneira ser comercializados.
Pois seria incoerente propor uma crítica sobre a onipresença das
mercadorias com outra mercadoria. A luta contra a propriedade privada,
intelectual ou outra, é nosso golpe fatal contra a dominação presente.
Este filme é difundido fora de todo circuito legal ou comercial, ele
depende da boa vontade daqueles que asseguram sua difusão da maneira
mais ampla possível. Ele não é nossa propriedade, ele pertence àqueles
que queiram apropriar-se para que seja jogado na fogueira de nossa luta.
Jean-François Brient e Victor León Fuentes