Pedreiro é assassino confesso de Gabrielli
Com prisão em Canoinhas, polícia considera caso encerrado
Ao ver a menina Gabrielli Cristina Eichholz, de um ano e seis meses,
brincando sozinha no pátio externo da Igreja Adventista do Sétimo Dia,
na manhã do sábado, dia 3, em Joinville, o pedreiro Oscar Gonçalves
Rosário, de 22 anos, decidiu realizar um dos mais cruéis crimes de
Santa Catarina. Rosário foi preso, ontem pela manhã, em Canoinhas, no
Planalto Norte do Estado, por policiais civis de Joinville. Ele
confessou que estuprou, estrangulou e depois jogou Gabrielli na pia
batismal da igreja lotada de fiéis no dia 3 de março.
Oscar Gonçalves Rosário foi preso às 7 horas quando dormia em sua
residência, num bairro simples, onde morava com os pais e outros três
irmãos, todos menores. Não esboçou qualquer reação ao ver os policiais
na sua casa. Já na delegacia, não demorou a confessar ao delegado da
Divisão de Homicídios, Rodrigo Bueno Gusso. Rosário está com prisão
preventiva decretada pela 1ª Vara Criminal de Joinville.
O pedreiro estava na listas de suspeitos da polícia porque testemunhas
afirmaram que ele saiu às pressas de Joinville no mesmo dia do crime.
Ele teria praticado furto em uma igreja em Joinville e trabalhou como
pedreiro no bairro Jardim Iririú. Rosário não freqüentava a Igreja
Adventista, nem estava no culto. Segundo seu depoimento à polícia, ele
passava pelo local quando viu a pequena Gabrielli brincando no pátio,
do lado de fora da igreja. Resolveu, então, praticar o crime.
A polícia preferiu não revelar detalhes do seu depoimento preliminar,
ainda na delegacia de Canoinhas, por considerar um relato forte. Oscar
Rosário já teria praticado outros pequenos crimes na sua cidade natal.
Veio para Joinville trabalhar e ficou hospedado na casa de familiares.
O acusado chegou a Joinville num forte aparato policial. Quatro
delegados e cerca de 20 policiais fizeram parte do comboio que levou
Rosário até a delegacia regional. Ele chegou na delegacia encapuzado e
misturado a outros policiais, que também vestiam capuz. A polícia
informou que não está definido em qual local ele ficará preso, por
temer por sua segurança. Com a confissão do pedreiro de Canoinhas, o
caso foi considerado encerrado.
Fonte: http://www.an.com.br/2007/mar/13/0pol.jsp
Outras fontes:
http://www.estadao.com.br/ultimas/cidades/noticias/2007/mar/12/360.htm