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Ele queria construir um dinossauro. E construiu. Com as próprias mãos Fernando Miranda, 58, edificou um brontossauro de 28 metros no quintal de sua casa, em Palhoça. O construtor civil levou um ano e meio para finalizar seu “brinquedo”. O que seria apenas um amontoado de concreto e aço se tornou na realidade um refúgio para Miranda que diariamente descansa em sua jurássica suíte, localizada no ventre do extinto animal.
Dinossauros de concreto ou fibra de vidro são comumente vistos em parques de diversão ou aquáticos. Nos fundos de casa eles já são menos populares. A paixão pelos animais despertou em Fernando o desejo de construir seu próprio brontossauro. “Eu estava hospitalizado quando recebi o projeto”, conta sobre o presente de um amigo, que trabalhava para o Parque Beto Carreiro World, no Balneário de Penha. Mas, ainda não era suficiente. O projeto inicial tinha apenas seis metros, não contentava a excentricidade de Miranda. “Dividi a planta e aumentei tudo”, recorda sobre um dia do ano de 2007. Logo após receber a alta médica ele iniciou os trabalhos. Ao todo foram utilizados 150 sacos de cimento, uma tonelada e meia de ferro e 12 m³ de areia. Alem da mão de obra de quatro pessoas.
Nem colher de pedreiro, nem desempenadeira na construção
Cada porção de argamassa utilizada para dar forma ao brontossauro foi colocada à mão. Com luvas de borracha, centenas delas, Miranda e seus colaboradores aplicaram o material sobre a camada de ferro. “Para fazer a pele do animal usamos as costas das mãos, em movimentos que marcavam os frisos”, detalha. Sobre o árduo trabalho de 18 meses, o construtor lembra principalmente das dificuldades para finalizar a cabeça de seu dinossauro. “Ele ficou como eu quis”, comemora.