‘lei de Bergonie e Tribondeau’

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Oct 18, 2013, 12:01:27 PM10/18/13
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PROTEÇÃO RADIOLÓGICA


:: Características dos Efeitos Biológicos

Algumas das características dos efeitos biológicos das radiações ionizantes são:

Os efeitos biológicos não são característicos ou específicos das radiações ionizantes. Outros agentes físicos, químicos ou biológicos também podem causar os mesmos efeitos;

Todo efeito biológico demanda algum tempo de latência, isto é, um intervalo de tempo entre o momento da irradiação e o aparecimento de um dano detectável. O tempo de latência varia inversamente com a dose de radiação recebida, ou seja, quanto maior for a dose, menor será o tempo de latência. Se o tempo de latência é longo, o efeito corresponde é dito ser tardio, como, por exemplo, os cânceres. Por outro lado, se o tempo de latência é curto, o efeito é dito ser imediato;

Um tecido atingido por uma por uma dose de radiação única e de baixo valor tem condições de se recuperar sua integridade mesmo quando nele haja um certo percentual de células irreversivelmente deterioradas. Obviamente que, dependendo da dose de radiação recebida, do fracionamento da dose, da quantidade de células lesadas, entre outros fatores, a recuperação pode ser impossível e ocorre um colapso total do tecido. Para efeito de segurança, em proteção radiológica, considera-se que o efeito biológico produzido por radiação ionizante é de caráter acumulativo, ou seja, despreza-se o reparo do dano;

O dano biológico produzido numa pessoa não se transmite. No caso de irradiação das gônadas, porém, poderá ocorrer uma alteração no patrimônio genético de células reprodutivas (gametas) que, ao participarem de uma concepção, poderá resultar num descendente portador de defeito genético;

Certos efeitos biológicos requerem, para se manifestar, que a dose da radiação seja superior a um valor limiar (dose mínima) como, por exemplo, o efeito eritema que aparece apenas a partir de 3,5 Sv na pele irradiada. Acredita-se, porém, que alguns efeitos não apresentam limiar de dose como, por exemplo, os cânceres e os efeitos hereditários (transmitidos geneticamente a descendentes). A existência de um limiar não significa que abaixo deste nenhum efeito tenha ocorrido, mas sim que os efeito não tenha sido clinicamente detectável. De fato, mesmo para doses muito baixas, os fenômenos físicos, químicos e biológicos sempre ocorrerão;

A radiossensibilidade de diferentes tecidos vivos depende da radiossensibilidade das células que os compõem. Em 1906, Bergonie e Tribondeau observaram que as células imaturas que se dividem, sofrem maior alteração com a radiação que as células maduras diferenciadas que não se dividem. Assim, os tecidos se apresentam de menor para maior radiossensibilidade na seguinte ordem:

tecidos sem renovação celular (por exemplo, tecido nervoso, tecido muscular);

tecido com baixo índice mitótico e com ausência ou escassez e renovação celular (por exemplo, fígado, tireóide, endotélio vascular, tecido conectivo); e

tecidos com freqüente mitose e alto grau de renovação celular (por exemplo, epiderme, epitélio intestinal, medula óssea, gônadas). Poder-se-ia incluir ainda tecido neoplásico maligno, aspecto fundamental no qual se baseia os tratamentos radioterápicos.

A ‘lei de Bergonie e Tribondeau’ pode ser resumida como: “A radiossensibilidade das células é diretamente proporcional a sua capacidade de reprodução e inversamente proporcional a seu grau de especialização”. Sabe-se ainda que a concentração de oxigênio nos tecidos também influi na radiossensibilidade, pois, quanto maior a concentração, maior a radiossensibilidade. O estado de saúde do organismo no momento da irradiação também determina a radiossensibilidade dos tecidos.



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César Augusto
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