A dura realidade brasileira

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marcia costa

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Apr 19, 2012, 3:56:05 PM4/19/12
to UFABC

Boa tarde prezados,

Antes de se animarem a sair por ai gastando a rodo ou pegando empréstimos, vejam a explicação de um analista financeiro sobre a prometida queda nos juros que os bancos estão dando.
O que eles fazem parecer um milagre da economia brasileira se torna um pesadelo para o cidadão desavisado e crédulo nas promessas eleitoreiras da nossa elite dominante.

Entenda o efeito da baixa de 0,75 ponto percentual da Selic no bolso do consumidor


SÃO PAULO – A redução da taxa básica de juro, a Selic, de 9,75% para 9,00% ao ano, na noite de quarta-feira (18) terá um efeito muito pequeno nas operações de crédito à pessoa física, de acordo com a Anefac (Associação Nacional dos Executivos de Finanças, Administração e Contabilidade).
Mas como essa queda afeta, de fato, o bolso do consumidor?
Na ponta do lápis
Para exemplificar o efeito da redução nas contas de cada um, o economista Miguel José Ribeiro de Oliveira, vice-presidente da Associação, simulou algumas situações, com diferentes modalidades de crédito, que podem indicar o real impacto da queda na vida financeira da população. Confira:
Modalidade: Crediário de loja
Utilização: compra de uma geladeira em 12 vezes
Valor à vista: R$ 1.500
Taxa anterior à queda: 4,87% ao mês
Taxa após a queda: 4,81% ao mês
Valor total do produto parcelado (antes): R$ 2.015,99
Valor total do produto parcelado (depois): R$ 2.009,15
Diferença de R$ 6,84
Modalidade: Cheque especial
Utilização: por 20 dias
Valor inicial: R$ 1.000
Taxa anterior à queda: 8,34% ao mês
Taxa após a queda: 8,28% ao mês
Valor pago em juros (antes): R$ 55,60
Valor pago em juros (depois): R$ 55,20
Diferença de R$ 0,40 no período
Modalidade: Cartão de crédito (rotativo)
Utilização: por 30 dias
Valor inicial: R$ 3.000
Taxa anterior à queda: 10,69% ao mês
Taxa após a queda: 10,63% ao mês
Valor pago em juros (antes): R$ 320,70
Valor pago em juros (depois): R$ 318,90
Diferença de R$ 1,80 no período
Modalidade: Empréstimo pessoal – bancos
Utilização: por 12 meses
Valor inicial: R$ 5.000
Taxa anterior à queda: 3,84% ao mês
Taxa após a queda: 3,78% ao mês
Valor total do empréstimo (antes): R$ 6.333,92
Valor total do empréstimo (depois): R$ 6.311,79
Diferença de R$ 22,13
Modalidade: Empréstimo pessoal - financeiras
Utilização: por 12 meses
Valor inicial: R$ 500
Taxa anterior à queda: 8,26% ao mês
Taxa após a queda: 8,20% ao mês
Valor total do empréstimo (antes): R$ 806,93
Valor total do empréstimo (depois): R$ 804,44
Diferença de R$ 2,49
Modalidade: CDC Bancos
Utilização: compra de um veículo em 12 meses
Valor à vista: R$ 25.000
Taxa anterior à queda: 1,97% ao mês
Taxa após a queda: 1,91% ao mês
Valor total do produto parcelado (antes): R$ 42.839,08
Valor total do produto parcelado (depois): R$ 42.216,79
Diferença de R$ 622,29
Deslocamento
De acordo com Ribeiro de Oliveira, esse impacto relativamente baixo no bolso do consumidor ocorre pois existe um deslocamento muito grande entre a Selic e as taxas cobradas ao consumidor, que devem cair de 108,83% para 107,42% ao ano com essa nova redução da taxa básica.
Fonte: InfoMoney 19/04/2012
Atenciosamente,
 

Nazareno Rodrigues

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Apr 19, 2012, 4:39:26 PM4/19/12
to tas_...@googlegroups.com
Pois é.. Essas taxas já estão bem abaixo do que eu tenho visto por aí... Mas vamos aos FATOS!!

A Selic é a Txa que o governo remunera quem EMPRESTA dinheiro a ele, comprando Títulos do Tesouro. Essas Dívidas não são poucas, e em 2011 consumiram centenas de Bilhões dos recursos da união, ou seja, Nossos IMPOSTOS, Logo, a queda dela é mais do que desejável!!
 
Mas a questão de "Crédito", é algo mais complicado...

Quando um país está tendo "INFLAÇÃO", significa que está com mais dinheiro (ou crédito) do que PRODUZ, pois uma PROCURA maior que a OFERTA, valoriza o Produto!!

Pois bem, nessas horas, a concorrência internacional, ajuda a manter os preços mais baixos, mas o país acaba perdendo no saldo da balança comercial, e não pode ficar assim por muito tempo!!
Mas existem produtos cuja a produção não pode ser "Importada" ou "Aumentada tão rapiamente"... Um exemplo são "Moradias", pois não se importam casas, e mesmo se pudessem ser "Importadas", o Local (terreno) precisa existir aqui, e ter toda infra-estrutura necessária para que ela seja assentada. Se vocês repararem, os imóveis estão com preços absurdos!!

O fato é que ao invés de "Construir Moradias", o governo prefere "Dar Crédito", pois além de ser muito mais fácil e rápido, ainda dá pra "Desviar" algum...
Outros governos sempre Construiram, casas ou apartamentos, e fizeram a Infra-estrutura... Isso aumenta a OFERTA, o que tende a Estabilizar ou Valorizar menos os imóveis. O Tsunami de crédito, leva a uma procura desenfreada, sem a respectiva produção, o que vai levando o preço a níveis IRREAIS (Bolha Imobiliária - Como aconteceu nos EUA) pois um dia esse Crédito acaba, e aí quem está "Investindo", vai começar a perder...

Outros produtos, como Combustíveis e Alimentos, são dependentes de variáveis muito complexas, pois, apesar do Brasil ser Grande Produtor, também é Grande Exportador, e o governo tende a ajudar a venda lá fora para equilibrar a balança comercial, pois se pararmos de vender esses produtos lá fora para vendermos aqui dentro, o Défcite da balança comercial sobe astronomicamente!
 
Resumo: Precisamos de Obras, principalmente de infra-estrutura, de Incentívo as Indústrias, redução da Carga Tributária, e de menos Roubalheira!   O Crédito sempre existirá, pois é dele que vivem os Bancos, e se o Governo não pagasse TANTO aos bancos, eles teriam de emprestá-lo aos consumidores (Maior Oferta = Menor valor) a juros bem mais baixos!
 
Abraços!
 

Date: Thu, 19 Apr 2012 12:56:05 -0700
From: mit....@yahoo.com.br
Subject: [TAs_ufabc] A dura realidade brasileira
To: tas_...@googlegroups.com
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