Só uma pergunta... no que diz respeito, principalmente, a essa frase:
Uma razão é que seus professores são contratados como funcionários
públicos, nunca podem ser despedidos e recebem sempre a mesma coisa,
pelo princípio da isonomia, como se dividissem seu tempo entre ensino e
pesquisa -embora só uma pequena parte deles realmente faz trabalhos de
pesquisa de alguma relevância.
E a essa frase:
A segunda razão é que as universidades federais são governadas por seus
professores, funcionários e estudantes, que cuidam de seus interesses e
não precisam estar atentos nem responder a metas, demandas e
necessidades da região em que estão, nem em relação aos cursos que
oferecem, nem em relação aos trabalhos de pesquisa e extensão que
realizam na instituição.
O autor disse alguma mentira? Quantos dos projetos de pesquisa da UFABC se aplicam à região do ABC, ou sequer do Brasil?
Sei que meus comentários aqui podem gerar discussões acaloradas, mas acho que está na hora de pensarmos um pouco nessas coisas...
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A question that sometimes drives me hazy: am I or are the others crazy?
Any
intelligent fool can make things bigger and more complex... It takes a
touch of genius - and a lot of courage to move in the opposite
direction.
(Albert Einstein)
It seems to me that measuring maturity is a very immature thing to do. Teens talk about their maturity, adults don't.
(Robert Martin)
Apenas peixes mortos nadam a favor da maré (Malcolm Muggeridge)
2011/10/10 Lígia Gomes
<ligia...@ufabc.edu.br>
E se alguém achou a notícia anterior ruim, o texto a seguir, da mesma Folha de São Paulo, é um pouco pior...
Abs
Lígia
Universidade federal é cara e não tem tanta qualidade
Professores e instituição deveriam ser avaliados e ter metas para cumprir
Pedro Carrilho - 01.jul.11/Folhapress
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Schwartzman defende que docente não seja concursado
NADA
SABEMOS SOBRE AS MISSÕES DAS NOVAS UNIVERSIDADES NEM SOBRE O QUE SERÁ
FEITO PARA QUE OS NOVOS PROFESSORES TENHAM QUALIFICAÇÕES E DESEMPENHO
NECESSÁRIOS
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SIMON SCHWARTZMAN
ESPECIAL PARA A FOLHA
O Brasil tem poucos estudantes de nível superior para o seu tamanho, 78%
das matrículas são em instituições privadas e a maior parte das
universidades públicas está nas capitais.
Então, o governo dá dinheiro para as universidades públicas contratarem
mais professores e abrirem mais vagas e anuncia a criação de novas
universidades no interior de Estados como Bahia e Pernambuco. O que pode
haver de errado nisso?
Muita coisa, a começar pelo fato de que as universidades federais são
muito caras e, com as exceções de sempre, não têm nem de longe a
qualidade e a relevância que seria de se esperar.
Uma razão é que seus professores são contratados como funcionários
públicos, nunca podem ser despedidos e recebem sempre a mesma coisa,
pelo princípio da isonomia, como se dividissem seu tempo entre ensino e
pesquisa -embora só uma pequena parte deles realmente faz trabalhos de
pesquisa de alguma relevância.
A segunda razão é que as universidades federais são governadas por seus
professores, funcionários e estudantes, que cuidam de seus interesses e
não precisam estar atentos nem responder a metas, demandas e
necessidades da região em que estão, nem em relação aos cursos que
oferecem, nem em relação aos trabalhos de pesquisa e extensão que
realizam na instituição.
OUTROS PAÍSES
Não é assim que as universidades públicas são formadas e funcionam nos
países que levam a educação superior a sério. Nesses países, cada vez
mais, as universidades têm missões claras a cumprir, seus dirigentes
respondem a conselhos externos com a presença ativa de representantes do
setor público e da sociedade, que zelam para que elas cumpram seus
objetivos. Os professores também não são funcionários públicos, mas
contratados de forma a impedir que se perpetuem nos cargos se não
tiverem o desempenho esperado.
NOVAS INSTITUIÇÕES
Nada sabemos sobre as missões dessas novas universidades e cursos que
estão sendo criados, sobre o que será feito para que os professores que
estão sendo contratados tenham as qualificações e o desempenho
necessários, nem que existam mecanismos para avaliar e corrigir os rumos
das instituições que não funcionem.
Tudo indica que continuaremos tendo mais do mesmo, ou pior.
SIMON SCHWARTZMAN é pesquisador do Instituto de Estudos do Trabalho e Sociedade e foi presidente do IBGE.
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Lígia Gomes
Técnica em Assuntos Educacionais
Divisão de Assuntos Educacionais (DAE)
PROGRAD/ UFABC
Bloco Sigma - São Bernardo do Campo
4122-7539