Re: Opinião: Universidade federal é cara e não tem tanta qualidade

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Mauricio Szabo

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Oct 10, 2011, 2:05:49 PM10/10/11
to Lígia Gomes, tas_...@googlegroups.com
Só uma pergunta... no que diz respeito, principalmente, a essa frase:
Uma razão é que seus professores são contratados como funcionários públicos, nunca podem ser despedidos e recebem sempre a mesma coisa, pelo princípio da isonomia, como se dividissem seu tempo entre ensino e pesquisa -embora só uma pequena parte deles realmente faz trabalhos de pesquisa de alguma relevância.

E a essa frase:
A segunda razão é que as universidades federais são governadas por seus professores, funcionários e estudantes, que cuidam de seus interesses e não precisam estar atentos nem responder a metas, demandas e necessidades da região em que estão, nem em relação aos cursos que oferecem, nem em relação aos trabalhos de pesquisa e extensão que realizam na instituição.

O autor disse alguma mentira? Quantos dos projetos de pesquisa da UFABC se aplicam à região do ABC, ou sequer do Brasil?

Sei que meus comentários aqui podem gerar discussões acaloradas, mas acho que está na hora de pensarmos um pouco nessas coisas...


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A question that sometimes drives me hazy: am I or are the others crazy?

Any intelligent fool can make things bigger and more complex... It takes a touch of genius - and a lot of courage to move in the opposite direction.
(Albert Einstein)

It seems to me that measuring maturity is a very immature thing to do. Teens talk about their maturity, adults don't.
(Robert Martin)

Apenas peixes mortos nadam a favor da maré (Malcolm Muggeridge)


2011/10/10 Lígia Gomes <ligia...@ufabc.edu.br>
E se alguém achou a notícia anterior ruim, o texto a seguir, da mesma Folha de São Paulo, é um pouco pior...
Abs
 
Lígia
 
Universidade federal é cara e não tem tanta qualidade

Professores e instituição deveriam ser avaliados e ter metas para cumprir

Pedro Carrilho - 01.jul.11/Folhapress
Schwartzman defende que docente não seja concursado


NADA SABEMOS SOBRE AS MISSÕES DAS NOVAS UNIVERSIDADES NEM SOBRE O QUE SERÁ FEITO PARA QUE OS NOVOS PROFESSORES TENHAM QUALIFICAÇÕES E DESEMPENHO NECESSÁRIOS

SIMON SCHWARTZMAN
ESPECIAL PARA A FOLHA

O Brasil tem poucos estudantes de nível superior para o seu tamanho, 78% das matrículas são em instituições privadas e a maior parte das universidades públicas está nas capitais.
Então, o governo dá dinheiro para as universidades públicas contratarem mais professores e abrirem mais vagas e anuncia a criação de novas universidades no interior de Estados como Bahia e Pernambuco. O que pode haver de errado nisso?
Muita coisa, a começar pelo fato de que as universidades federais são muito caras e, com as exceções de sempre, não têm nem de longe a qualidade e a relevância que seria de se esperar.
Uma razão é que seus professores são contratados como funcionários públicos, nunca podem ser despedidos e recebem sempre a mesma coisa, pelo princípio da isonomia, como se dividissem seu tempo entre ensino e pesquisa -embora só uma pequena parte deles realmente faz trabalhos de pesquisa de alguma relevância.
A segunda razão é que as universidades federais são governadas por seus professores, funcionários e estudantes, que cuidam de seus interesses e não precisam estar atentos nem responder a metas, demandas e necessidades da região em que estão, nem em relação aos cursos que oferecem, nem em relação aos trabalhos de pesquisa e extensão que realizam na instituição.

OUTROS PAÍSES
Não é assim que as universidades públicas são formadas e funcionam nos países que levam a educação superior a sério. Nesses países, cada vez mais, as universidades têm missões claras a cumprir, seus dirigentes respondem a conselhos externos com a presença ativa de representantes do setor público e da sociedade, que zelam para que elas cumpram seus objetivos. Os professores também não são funcionários públicos, mas contratados de forma a impedir que se perpetuem nos cargos se não tiverem o desempenho esperado.

NOVAS INSTITUIÇÕES
Nada sabemos sobre as missões dessas novas universidades e cursos que estão sendo criados, sobre o que será feito para que os professores que estão sendo contratados tenham as qualificações e o desempenho necessários, nem que existam mecanismos para avaliar e corrigir os rumos das instituições que não funcionem.
Tudo indica que continuaremos tendo mais do mesmo, ou pior.

SIMON SCHWARTZMAN é pesquisador do Instituto de Estudos do Trabalho e Sociedade e foi presidente do IBGE.


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Lígia Gomes
Técnica em Assuntos Educacionais
Divisão de Assuntos Educacionais (DAE)
PROGRAD/ UFABC
Bloco Sigma - São Bernardo do Campo
4122-7539

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