Sem Terra inauguram Escola Itinerante no Paraná

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Valentina Montealegre

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Sep 10, 2014, 5:15:40 PM9/10/14
to David Uribe Laverde, Valentina Montealegre, Janeth Araujo Ruano, Diana Pérez, Jorge FORERO, Isabel Colmenares, Sofí Garzón, Maracuya Cielo, Azerola, Amaranto, Peyote, Guatila, Julian Historia UNAL, Sebastian Hurtado, Chontaduro, tamb...@googlegroups.com, Felipe Castiblanco Álvarez
Compas, bacano pensarse intercambios aquí con las escuelas itinerantes y de agroecología.

Aprovecho esto para comentarles que aquí en Brasil como colectivo: o somos gente organizada o no somos. Es decir, ya sea del Congreso de los Pueblos o de la Marcha Patriótica, aquí los movimientos sociales siempre buscan una referencia que en el caso colombiano es alguna de estas plataformas.
 Eso facilita enormemente tener acceso a los innúmeros procesos de formación política, porque los cupos disponibilizados funcionan por indicaciones, tanto por parte de MST y otros movimientos sociales, como de los movimientos fuera de Brasil. Puede ser una cosa burocrática, pero es entendible dado que son procesos que emergen como resistencia al estado de cosas de este sistema. Precisan tener control sobre quien entra y quien aprovecha estos espacios, dado el esfuerzo que suponen y porque políticamente, facilitan la articulación internacionalista que ha supuesto conquistas importantes frente a los derechos humanos y la soberanía alimentaria, como lo hecho por la Vía Campesina.

Me alegra mucho por ejemplo saber que la gente de Ríos Vivos (Danilo Urrea) estaba haciendo una especialización con la gente de MAB ( Movimento Atingidos por Barragens) Movimiento de afectados por las hidroeléctricas; que en el sur del país en Bionatur -que es una experiencia muy interesante de banco de semillas nativas a gran escala-, estaba un compa de un banco de semillas de Colombia y ahora si todo sale bien estaría Diana cosmica. Ahora Tatiana y Sebas del colectivo de economía y del Laboratorio de Economía, Espacio y Poder, están viendo materias en la Florestan Fernandes, en fin, hay varias personas formándose aquí y el desafío es poder multiplicar eso en la mayor cantidad de espacios posibles, teniendo como objetivo fortalecer el trabajo de base.

Con base en eso, saludo la declaración política de la asamblea Abya-Yalense y apoyo la definición de trabajo orgánico (ya sea una parte del colectivo, ya sea todo) con el Congreso de los Pueblos, entendiendo esto como una señal de madurez política y una nueva etapa de desafíos constantes frente al trabajo de base continuo y a la articulación entre procesos, tan importante en este momento en Colombia.
Un abrazo fuerte, disculpen la ausencia que espero compensar por montones :D

Sem Terra inauguram Escola Itinerante onde serão atendidos 590 estudantes

10 de setembro de 2014


Por Carla Loop
Da Página do MST

Nesta terça-feira (09), as 2.500 famílias do Acampamento Herdeiros da Terra de 1º de Maio, em Rio Bonito do Iguaçu (PR), puderam comemorar o direito a educação e a escola do campo, com a inauguração da Escola Itinerante no acampamento.

Ao todo, cerca de 590 estudantes do acampamento poderão estudar na escola. Serão formadas 14 turmas, divididas entre a Educação Infantil com 280 estudantes; 80 estudantes do Ensino Fundamental; 30 de Ensino Médio; e 200 estudantes de Educação de Jovens e Adultos (alfabetização e EJA II - Ensino Fundamental).

Com exceção das atividades do Ensino Médio que começará em 2015, todas as outras turmas já se iniciam neste ano, que contarão com 28 educadores e mais três pessoas do administrativo. Toda a construção da escola foi realizada por meio do trabalho voluntário dos acampados, inclusive para ela iniciar suas atividades pedagógicas.

A Escola Itinerante é uma escola pública que funciona dentro dos acampamentos organizados pelo MST, voltada à escolarização de crianças, adolescentes, jovens e adultos acampados em todo o país.

Como explica Juliana de Mello, dirigente do setor de educação no acampamento, a escola itinerante forja uma nova pedagogia gestada pelos próprios trabalhadores. Sua principal função é atender as pessoas que estão em processo de luta, e o Movimento tem a tarefa de ajudar a organizar a escola.

“Construir uma escola Itinerante é uma oportunidade de fortalecer a luta do povo, de organizar mais um espaço educativo do Movimento Sem Terra, para que os sujeitos que estão em formação e inseridos no acampamento possam aprender que lutar e construir uma nova sociedade é tarefa de todos, e desde já, exercitarem isso”, acredita Juliana.

Segundo Juliana, um dos princípios básicos do Movimento é o compromisso com a educação escolar, que visa garantir “que os educandos sejam respeitados, sobretudo no acesso ao conhecimento a partir da realidade em que vivem”.

Com explica a educadora, as famílias acampadas não reivindicam apenas o direito à terra, de plantar e colher alimentos saudáveis, mas também de ter acesso a escola, a saúde, a comunicação, cultura e qualidade de vida.

“Desde o acampamento as famílias vão experimentando uma nova forma de construir as relações, baseadas na solidariedade, na cooperação, no cuidado com a terra e com a vida”, ressalta.

As milhares de famílias Sem Terra do Acampamento Herdeiros da Terra de 1º de Maio reivindicam a Fazenda Rio das Cobras, explorada pela empresa Araupel.

Segundo eles, a área, ocupada desde 17 de julho, foi grilada pela empresa, que atua principalmente na exportação de madeira de floresta nativa e de madeiras plantadas. Por isso, as famílias reivindicam a desapropriação da fazenda de cerca de 35 mil hectares para fins de Reforma Agrária.

O mundo dá voltas

primeira Escola Itinerante no Paraná foi oficialmente reconhecida em 2003, e aconteceu justamente na segunda ocupação das terras nulas sob domínio da Araupel, em Quedas do Iguaçu.

As duas escolas foram batizadas com os nomes de Chico Mendes e Olga Benário. Na época, mais de 1000 crianças, jovens e adultos foram matriculadas. Atualmente, ambas as escolas se integram a rede estadual de ensino, e se constituiram como Colégios Estaduais do Campo, reconhecidos e mantidos pelo Estado do Paraná.

O Colégio Estadual do Campo Iraci Salete Strozak, no assentamento Marcos Freire, em Rio Bonito do Iguaçu, é a Escola Base das Escolas Itinerantes no Paraná, que funciona como suporte e reconhecimento legal das escolas itinerantes.

Além de viabilizar as matrículas e cuidar da parte documental, a Escola Base garante um projeto político pedagógico vinculado aos princípios do MST, a Pedagogia do Movimento e a construção da Educação do Campo.

Atualmente, o Paraná conta com 12 Escolas Itinerantes em diferentes regiões. O desafio dos Sem Terra é garantir que em todos os acampamento detrabalhadores rurais exista uma escola itinerante.
 
MOVIMENTO SEM TERRA: POR ESCOLA TERRA E DIGNIDADE!
 SETOR DE EDUCAÇÃO
 SECRETARIA ESTADUAL DO PARANÁ
RUA ALAMEDA PRINCESA IZABEL,714, BAIRRO MERCÊS
CEP: 80430120 - CURITIBA-PR
FONE 4130838500



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Valentina Montealegre
Mestranda em Geografia
Pesquisadora do Laboratório de Geografia Agrária - LAGEA
Universidade Federal de Uberlândia MG - Brasil
Colectivo Agrario Abya Yala

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