Atribuições dos Técnicos em Assuntos Educacionais

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andre luiz

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Feb 28, 2013, 3:40:38 PM2/28/13
to taes...@googlegroups.com
Quais são atribuições dos Técnicos em Assuntos Educacionais?
por favor, se puderem descrever o entendimento de cada um.
Com isso teremos o mapa dos pensamentos sobre as atribuições.
Pode ser?

andré

Lucia Amaral

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Feb 28, 2013, 4:07:14 PM2/28/13
to taes...@googlegroups.com
Boa tarde, 

   Abaixo as atividades do cargo TÉCNICO EM ASSUNTOS EDUCACIONAIS

REQUISITO DE QUALIFICAÇÃO PARA INGRESSO NO CARGO:

• ESCOLARIDADE: Curso Superior em Pedagogia ou Licenciaturas.

• OUTROS:
• HABILITAÇÃO PROFISSIONAL:

DESCRIÇÃO SUMÁRIA DO CARGO:
Coordenar as atividades de ensino, planejamento e orientação, supervionando e
avaliando estas atividades, para assegurar a regularidade do desenvolvimento do
processo educativo. Assessorar nas atividades de ensino, pesquisa e extensão.

DESCRIÇÃO DE ATIVIDADES TÍPICAS DO CARGO
• Planejar, supervisionar, analisar e reformular o processo de ensino aprendizagem,
traçando metas, estabelecendo normas, orientando e supervisionando o
cumprimento do mesmo e criando ou modificando processos educativos em
estreita articulação com os demais componentes do sistema educacional, para
proporcionar educação integral aos alunos.
• Elaborar projetos de extensão.
• Realizar trabalhos estatísticos específicos.
• Elaborar apostilas.
• Orientar pesquisas acadêmicas.
• Utilizar recursos de informática.
• Executar outras tarefas de mesma natureza e nível de complexidade associadas
ao ambiente organizacional.

FONTE : ANEXO AO OFÍCIO CIRCULAR Nº 2005/CGGP/SAA/SE/MEC

Luciane Penteado

unread,
Mar 1, 2013, 6:52:13 AM3/1/13
to taes...@googlegroups.com
Olá pessoal!

Primeiramente, parabenizo o(s) responsável(is) pela criação deste grupo. É realmente indispensável e urgente que façamos discussões sobre a carreira do TAE dentro do IFSP, dada a abrangência de nossas atribuições que acaba por acarretar a perda da identidade profissional.

Em segundo lugar, gostaria de compartilhar com vocês a minha compreensão  - e tb minhas angústias - sobre nossas atribuições. Quando prestei o concurso, pela descrição do edital, imaginei que meu trabalho estaria relacionado ao apoio pedagógico aos docentes. Em outras palavras, pensei que dentro dos Institutos houvesse uma equipe pedagógica que trabalhasse em conjunto com os professores e os apoiasse no planejamento das aulas e das avaliações, na orientação pedagógica, em reuniões de estudos para a reflexão sobre a prática, enfim, pensei que contribuiria para o aprimoramento  do processo de ensino-aprendizagem, bem como da formação docente.

Contudo, após ter assumido o cargo, percebi que não há - pelo menos que eu conheça - essa preocupação com o apoio pedagógico às atividades docentes e nem com projetos que visem a formação continuada em serviço. Não há uma coordenação pedagógica na estrutura dos Institutos e, assim, o TAE acaba "sendo aproveitado" para outras funções que, na maior parte das vezes, não envolvem os conhecimentos específicos de sua formação. Desse modo, a abrangência de nossas atribuições acaba, ao menos em mim, gerando angústias, pois poderia (por minha formação) e gostaria de realizar atividades e funções mais relacionadas à minha formação como licenciada e pedagoga.

Bom, pessoal, gostaria de conhecer outras visões sobre nossa carreira. Espero que outros servidores possam contribuir com nosso debate!

Abraços!

Luciane.

Leandro Daros Gama

unread,
Mar 1, 2013, 11:47:16 AM3/1/13
to taes...@googlegroups.com
Luciane,

Penso que suas angústias são as mesmas da maioria de nós. Eu, pelo menos, assino embaixo de tudo o que você disse.

Para falar a verdade, parece que os gestores do IFSP não fazem a mínima ideia do que significa "educacional" ou "pedagógico". Eles pedem vagas para TAEs em seus setores "de felizes", mas não fazem a menor ideia do que fazemos. Isso é um desrespeito com a Educação.

Creio que falta, e muito, visão pedagógica no IFSP. E arrisco apontar um dos culpados disso: o fato de que nossos gestores não têm sólida formação em Educação (nem o reitor, nem o próxmo reitor, nem os pró-reitores etc. Precisávamos de mais gente com formação - graduação, mestrado, doutorado - na área de Educação/Ensino). Temos um IFSP muito viciado em ranços como... (vou tomar a liberdade de ser franco) ... como demonstra o foco maior sendo dado à formação técnica em detrimento da formação humanística de nossos alunos e como demonstra, também, os enormes privilégios que a área da Mecânica/Automação recebe nessa instituição.

Cheguei ao ponto de ouvir duas coisas de um dos pró-reitores desse IFSP, coisas realmente preocupantes:

1. Que o problema do IFSP é não ter uma área "dona" (nas palavras dele) do instituto, e que essa área deveria ser a Mecânica - isto é, a instituição deveria privilegiar (mais do que já faz!?) a Mecânica;

2. Que aulas de História são bobagem, porque - nas palavras dele - "olhar pelo retrovisor não resolve muito".

Então, nem preciso falar muito. O que se pode esperar de uma instituição que tem, em seu corpo de gestores, gente que pensa assim?

Isso sem falar em tantos outros disparates que ouvimos aqui, coisas como:

- Um aluno que ganha uma bolsa de 100 reais / mês jamais vai poder dizer que não teve oportunidades iguais na vida;

- "Não gosto de gente que filosofa";

- Servidores administrativos não precisam de incentivo à autocapacitação (aquele das 8h da Res. 690), porque fazer pós, mestrado e doutorado é coisa pra docente;

- Precisamos conquistar os administrativos; então, vamos dar as 30h para conquistar votos deles (Sou muito favorável às 30h - que não são nem de longe ilegais, como querem fazer parecer -, mas essa colocação trata-nos como massa de manobra).

Isso e mais um zilhão de outras coisas. Cada uma delas dá "pano pra manga"...

Mas é hora de começarmos a discutir esses assuntos e fazer barulho. Pra começar, temos de largar essa postura de cordeirinhos e não fazer jus à qualificação de que somos massa manipulável.

Abraços!


Leandro Daros Gama

Pró-Reitoria de Ensino
Instituto Federal de Educação, Ciência
e Tecnologia de São Paulo - Brasil




Carol Costa

unread,
Mar 1, 2013, 12:54:38 PM3/1/13
to taes...@googlegroups.com
Olá Luciene e pessoal,


Sua angústia é minha também. Na verdade me senti mais angustiada quando entrei em 2008, pois larguei 2 cargos docentes (rede estadual e municipal) por acreditar que poderia fazer um trabalho interessante como coordenadora e supervisora educacional, tal como descrevia o nosso cargo no Ofício-Circular MEC 15/2005 .
O que tenho vicenciado é outra coisa: a maioria dos gestores não sabem o que o TAE faz e nem onde "encaixá-lo"; aliás, essa mairoira também não sabem também o que é o Setor Sociopedagógico e sua importância para o aprimoramento do processo de ensino e aprendizagem.  Já ouvi de meu ex-diretor o sgeuinte: "pedagogia é perfumaria...".
Por isso, o Leandro tem razão ao dizer, no Forum do Interior, que os dirigentes do IFSP desconhecem o que seja pedagógico e educacinal. Essas duas coisas são tabus aqui no IFSP, não se fala nisso! Salvo raríssimas exceções, as Reunião de Área são territórios exclusivos para docentes e de seus coordenadores (que também são docentes), e ninguém além deles é bem-vindo nelas. Não estou querendo fomentar aqui nenhum tipo de divergências entre TAEs e professores, mas só estou querendo dizer que elas foram historicamente construídas (em que momento?) e que isso contribuem para a indefinição dos papéis que cada um deveria ocupar na escola. Mas tem a questão do poder na conformação da nossa cultura escolar e organizacional. Pela descrição do cargo, temos o perfil para sermos gestores, no entanto, sabemos que é o que circula com forma nos campi e na reitoria é a representação de que de que só professores podem ser bons gestores.   
De vez em quando no Interior eu entro na questão da formação continuada em serviço, os horários coletivos como momentos de discussão sobre a prática e sobre a aprendizagem, mas não encontro eco por lá. Acho que Bourdieu explica muita coisa o que acontece no IFSP: há um habitus  (em linhas muito gerais, uma forma de ideias compartilhada e rapidamente reproduzidas por determinada comunidad) que circula há décadas em nossa rede e que naturalizou uma visão de processo educacional no qual não há espaço para mais ninguém na relação entre professores-alunos. São engenheiros e Drs e sua formação basta por si só, não havendo necessidade de reflexão sobre o que é ensinar, como ensinar e como aprender. Portanto, não se ouve falar aqui em formação em serviço que envolva a compreensão da prática como um processo constante de reflexão para a ção e ação para reflexão. Eu só vivenciei uma pequena experiência de formação continuada na época que atuava no Proeja em Guarulhos, quando vi a Tathiane Cecília da PRE tentando fazer formações pedagógicas e elas duraram um certo tempo. A reclamação que eu ouvia dos professores é que essas formações eram pautadas em discussões muito acadêmicas e desconectadas com as realidades que vivenciavam nos campi. Eles costumavam dizer: "parece que estou em um curso de pedagogia... ninguém fala sobre o que eu quero ouvir: como fazer para que meu aluno aprenda. então para que tenho que participar disso?".


Vamos ouvir outras opiniões.
  

Carolina da Costa e Silva.
"Eu ainda sinto a esperança como minha concepção de futuro". (Jean Paul Sartre, 1963). 



Date: Fri, 1 Mar 2013 03:52:13 -0800
From: lupen...@yahoo.com.br
To: taes...@googlegroups.com
Subject: Re: Atribuições dos Técnicos em Assuntos Educacionais

Denilza Frade

unread,
Mar 2, 2013, 6:28:50 PM3/2/13
to Carol Costa, taes...@googlegroups.com
Prezados Servidores(as) do grupo de Pedagogas(os),


                          Como conselheira titular do Conselho Superior do IFSP, representante dos Administrativo, com formação em Pedagogia e gestão educacional, vou me atrever a palpitar e contribuir com este debate. 
                           O meu objetivo em fazer parte do Conselho foi pela compreensão polÍtica que este órgão tem para as decisões tomadas pelo gestor do IFSP. Portanto, se queremos que o IFSP avance e mude de concepção, precisamos nos apropriar dessas instâncias deliberativas. Sobre a função do Pedagogo e dos Técnicos em Assuntos Educacionais precisamos estar juntos nessa luta, pois ambos são tratados como servidores de segunda categoria, exercendo atribuições pertinentes ao Assistente Administrativo . Não estou entrando no mérito da importância que ambos têm no IFSP, mas fica claro a intencionalidade da Instituição em chamar do concurso servidores de carreira superior para exercer as atribuições dos Assistentes: seria um Assistente com qualificação profissional na área da educação superior. Pontuando: Isso acontece, além dos mencionados pelos companheiros(as) acima, devido a falta de uma clara Política Institucional. Alguém sabe definir que Política Institucional o IFSP adota? Quantas vezes ouvimos falar ou reunir os servidores para uma Avaliação Institucional? Qual a Política da Pró - Reitoria de Ensino? Espero que o Módena tenha a sensibilidade de não repetir o modelo da gestão anterior. Uma gestão centralizada, sem fóruns de discussões, tarefeiros. Não basta seguir apenas os Programas do Governo Federal (Olha que são muitos e bastantes interessantes do ponto de vista da inclusão), além desses, quais os Projetos e programas do IFSP propriamente ditos?

Sds,

Denilza Frade
Conselheira
--
Prezados(as),



Denilza da Silva Frade

debora silva

unread,
Mar 5, 2013, 10:54:30 AM3/5/13
to taes...@googlegroups.com, Carol Costa
Boa Tarde a todos!


Quero também parabenizar a iniciativa de criação do grupo. A questão discutida aqui fazem parte das minhas "reclamações" como servidora.

Concordo com a Denilza sobre a questão de tratar os TAE's como Assistente, pois no dia a dia acabamos muitas vezes ficando com tarefas de Assistentes (conforme se vê em Edital anterior, são atribuições desta função: "Dar suporte administrativo e técnico nas áreas de recursos humanos, administração, finanças e logística; atender usuários fornecendo e recebendo informações; tratar de documentos variados, cumprindo todo o procedimento necessário referente a eles; preparar relatórios e planilhas; executar serviços nas áreas de escritório. Assessorar nas atividades de ensino, pesquisa e extensão"), muitas vezes fazendo atendimento ao público externo, tratando de documentos variados, entre outros. Ouvi um comentário certa vez que exemplifica bem a situação do TAE, que seríamos uma espécie de "coringa". Algumas vezes nos colocam atribuições de Pedagogo, outras de Assistente em Administração, e por aí vai.

Seria muito bom se conseguíssemos uma definição das nossas atribuições, para facilitar o nosso dia a dia, e também para sermos melhor aproveitados nesta Instituição.

Att.
Débora 

Leandro Daros Gama

unread,
Mar 5, 2013, 2:03:30 PM3/5/13
to taes...@googlegroups.com
Exato!

Usam muito esse termo "coringa". Mas isso é errado! Tanto que contraria o que está no Ofício Circular 15/2005 do MEC e nos próprios Editais. Ou seja, é uma falácia!

Precisamos nos posicionar contra isso. A começar, manifestando para nossas chefias quando nos sentirmos em desvio de função.

Vejam o que concretamente poderíamos fazer:

a. Planejar e realizar pesquisas científicas (dependendo da área de formação);
b. Planejar e realizar estatísticas;
c. Orientar estudantes em iniciação científica, TCCs e cursos de pós-graduação (dependendo da nossa titulação);
d. Elaborar material didático (dependendo da formação);
e. Supervisionar planejamentos pedagógicos e demais tomadas de decisões em colegiados.

Isso não é nem parecido com "coringa". Isso é o que interpreto quando leio o supracitado ofício.

É absurdo supor que somos "coringas" - leia-se "tapa-buracos".

Abraços

Atenciosa e Respeitosamente,


Leandro Daros Gama

Pró-Reitoria de Ensino
Instituto Federal de Educação, Ciência
e Tecnologia de São Paulo - Brasil




Carol Costa

unread,
Mar 5, 2013, 3:47:07 PM3/5/13
to TAES IFSP
Olá,

Leandro,

Só para exemplificar isso que você está dizendo sobre nossas atribuições, em anexo estou enviando uma pesquisa que fiz com apoio de um colega pedagogo. Fizemos uma avaliação doagnóstica para sabermos como é que os alunos do Integrado estão chegando aqui no campus: quais habilidade referentes ao Ensino Fundamental que estão consolidadas e as que ainda não estão consolidadas pelos alunos. Os resultados serão discutidos em reunião de área com os professores daqui e da SEESP. Vou mandar em anexo para que vocês possam dar uma olhada.
ABS,


Carolina da Costa e Silva.
"Eu ainda sinto a esperança como minha concepção de futuro". (Jean Paul Sartre, 1963). 



Date: Tue, 5 Mar 2013 16:03:30 -0300

Subject: Re: Atribuições dos Técnicos em Assuntos Educacionais
Resultado da Avaliação Diagnóstica EMIEPT 2013...pdf

Leandro Daros Gama

unread,
Mar 5, 2013, 4:16:37 PM3/5/13
to taes...@googlegroups.com
Legal! É bom saber que há colegas fazendo realmente seu trabalho.

--
Você está recebendo esta mensagem porque está cadastrado(a) na lista "Técnicos em Assuntos Educacionais do IFSP", que visa a discutir as atribuições desse cargo e a valorização dos servidores técnicos-administrativos no IFSP.
 
Pedimos, por gentileza, que convide outros colegas da carreira dos técnicos-administrativos a participarem dessa lista. Basta enviar um email para leandr...@gmail.com solicitando inclusão.
---
Você está recebendo esta mensagem porque se inscreveu no grupo "Técnicos em Assuntos Educacionais do IFSP" dos Grupos do Google.
Para cancelar a inscrição neste grupo e parar de receber seus e-mails, envie um e-mail para taes-ifsp+...@googlegroups.com.
Para postar neste grupo, envie um e-mail para taes...@googlegroups.com.
 
 

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