Assédio moral no trabalho - O que a vítima deve fazer?

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andre luiz

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Oct 6, 2013, 12:38:29 PM10/6/13
to taes...@googlegroups.com, administra...@googlegroups.com, ifsp_i...@googlegroups.com
olá,
todo cuidado é pouco para a vítima não se transformar em réu...
abs
andré


Assédio moral no trabalho - O que a vítima deve fazer?


Resistir: anotar com detalhes toda as humilhações sofridas (dia, mês, ano, hora, local ou setor, nome do agressor, colegas que testemunharam, conteúdo da conversa e o que mais você achar necessário).
Dar visibilidade, procurando a ajuda dos colegas, principalmente daqueles que testemunharam o fato ou que já sofreram humilhações do agressor.
Organizar. O apoio é fundamental dentro e fora da empresa.
Evitar conversar com o agressor, sem testemunhas. Ir sempre com colega de trabalho ou representante sindical.
Exigir por escrito, explicações do ato agressor e permanecer com cópia da carta enviada ao D.P. ou R.H e da eventual resposta do agressor. Se possível mandar sua carta registrada, por correio, guardando o recibo.
Procurar seu sindicato e relatar o acontecido para diretores e outras instancias como: médicos ou advogados do sindicato assim como: Ministério Público, Justiça do Trabalho, Comissão de Direitos Humanos e Conselho Regional de Medicina (ver Resolução do Conselho Federal de Medicina n.1488/98 sobre saúde do trabalhador).
Recorrer ao Centro de Referencia em Saúde dos Trabalhadores e contar a humilhação sofrida ao médico, assistente social ou psicólogo.
Buscar apoio junto a familiares, amigos e colegas, pois o afeto e a solidariedade são fundamentais para recuperação da auto-estima, dignidade, identidade e cidadania.
Importante:

Se você é testemunha de cena(s) de humilhação no trabalho supere seu medo, seja solidário com seu colega. 
Você poderá ser "a próxima vítima" e nesta hora o apoio dos seus colegas também será precioso. 
Não esqueça que o medo reforça o poder do agressor!

Lembre-se:

O assédio moral no trabalho não é um fato isolado, como vimos ele se baseia na repetição ao longo do tempo de práticas vexatórias e constrangedoras, explicitando a degradação deliberada das condições de trabalho num contexto de desemprego, dessindicalização e aumento da pobreza urbana. A batalha para recuperar a dignidade, a identidade, o respeito no trabalho e a auto-estima, deve passar pela organização de forma coletiva através dos representantes dos trabalhadores do seu sindicato, das CIPAS, das organizações por local de trabalho (OLP), Comissões de Saúde e procura dos Centros de Referencia em Saúde dos Trabalhadores (CRST e CEREST), Comissão de Direitos Humanos e dos Núcleos de Promoção de Igualdade e Oportunidades e de Combate a Discriminação em matéria de Emprego e Profissão que existem nas Delegacias Regionais do Trabalho.

O basta à humilhação depende também da informação, organização e mobilização dos trabalhadores. Um ambiente de trabalho saudável é uma conquista diária possível na medida em que haja "vigilância constante" objetivando condições de trabalho dignas, baseadas no respeito ’ao outro como legítimo outro’, no incentivo a criatividade, na cooperação.

O combate de forma eficaz ao assédio moral no trabalho exige a formação de um coletivo multidisciplinar, envolvendo diferentes atores sociais: sindicatos, advogados, médicos do trabalho e outros profissionais de saúde, sociólogos, antropólogos e grupos de reflexão sobre o assédio moral. Estes são passos iniciais para conquistarmos um ambiente de trabalho saneado de riscos e violências e que seja sinônimo de cidadania.

Leandro Daros Gama

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Oct 8, 2013, 12:14:00 PM10/8/13
to ifsp_i...@googlegroups.com, taes...@googlegroups.com, administra...@googlegroups.com
Hélio e André,

Suas colocações foram boas, a meu ver. De fato, para um apelo a instâncias externas (justiça, por exemplo), ter provas ou testemunhas é indispensável.

Mas, como foi colocado, encaminhar-se primeiramente ao Sindicato ou à Ouvidoria é mais que cabível. Nos casos em tela, a própria gestão foi informada. Pelo que senti, é de se ter esperança quanto ao combate desses abusos. Aliás, quero registrar meus agradecimentos à atual gestão por ouvir e encaminhar as denúncias. É o caso de aguardar os resultados, os quais esperamos que sejam satisfatórios.

Disso fica o motivo que me levou a escrever nas listas: que todos os colegas que estão sofrendo assédios sintam a mesma coragem dos outros colegas que foram denunciar. O mote é: não fique calado, denuncie, tome uma atitude.

Quanto a esta última (que, embora clichê, é cabível), a atitude não deve partir só da vítima. Os colegas deveriam seguir a máxima da empatia: fazer ao próximo o que espera que este faça por você; isto é: se ele é a vítima, apoie-o (dê-lhe força para denunciar e testemunhe, não se cale), porque - se fosse com você (e, se nenhuma atitude for tomada, uma hora você chegará a ser vítima) - você certamente gostaria que te apoiassem e se aliassem a sua causa.

De tudo, fiquem os agradecimentos e os inventivos.

Abraços.


Respeitosamente/Atenciosamente,

Leandro Daros Gama


Coordenador de Licenciaturas

Instituto Federal de Educação, Ciência
e Tecnologia de São Paulo - IFSP, Brasil
Pró-Reitoria de Ensino, Diretoria de Graduação


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Em 7 de outubro de 2013 12:11, Hélio Sales Rios <helio...@gmail.com> escreveu:
Aproveitando a boa intervenção do André, há de se reconhecer o avanço com a criação da ouvidoria. Daí, se pode cobrar o posicionamento da atual reitoria, pois, por não ser onisciente, não se pode saber o que o correm em cada campus. Como sempre deve ser, o sindicato é o melhor caminho para  encaminhar as denuncias (lembrar que o sindicato não é a diretoria, mas todos nós), pois,  além das orientações jurídicas (como essa que o André bem alerta), devem ser exigidas ações políticas, a fim de que não seja uma prática recorrente e, se necessário, reivindicar a saída do gestor que se encorporou em "capitão-do-mato". Não há democracia sem a isonomia de participação, somos, independente do cargo ou função, todos educadores! Hélio Rios.


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andre luiz

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Oct 8, 2013, 12:44:17 PM10/8/13
to ifsp_i...@googlegroups.com, taes...@googlegroups.com, administra...@googlegroups.com
Prezada colega Fátima,

Lhe desejo uma ótima aposentadoria, após longos anos de dedicação à instituição.

sindicato e a ouvidoria são órgãos institucionais SIM, MAS que NÃO podem refletir tendências.

Pela ouvidoria, na qual recém começamos a trabalhar, lhe garanto, não terá tendências. E caso, perceba(m) algum viés por favor nos avisem.

"A Ouvidoria do Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia de São Paulo, é um órgão de assessoramento da Reitoria, responsável pelo acolhimento e encaminhamento de manifestações e reivindicações da comunidade interna ou externa, com jurisdição em todos os campi e setores da instituição, na defesa dos direitos e interesses individuais e coletivos da comunidade. É um "canal de diálogo" entre a Administração e o usuário. É uma porta aberta para a participação popular, possibilitando o exercício da Cidadania."


abs
andré
Ouvidoria






Em 8 de outubro de 2013 13:35, Fátima Delphino <fatima....@gmail.com> escreveu:
Desculpe-me, mas o sindicato e o ouvidoria são órgãos institucionais, que podem refletir tendências. Acho que a melhor solução seria uma comissão permanente, composta por servidores. Estou aposentada, mas se puder ajudar, gostaria muito.



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Fátima B. Delphino

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Leandro Daros Gama

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Oct 8, 2013, 12:52:15 PM10/8/13
to ifsp_i...@googlegroups.com, taes...@googlegroups.com, administra...@googlegroups.com
*Errata: "inventivos" leia-se "incentivos"


Respeitosamente/Atenciosamente,

Leandro Daros Gama


Coordenador de Licenciaturas

Instituto Federal de Educação, Ciência
e Tecnologia de São Paulo - IFSP, Brasil
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Em 8 de outubro de 2013 13:14, Leandro Daros Gama <lea...@ifsp.edu.br> escreveu:
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