Combatamos o assédio moral!

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Leandro Daros Gama

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Oct 3, 2013, 9:31:34 PM10/3/13
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Meu colega é meu amigo. Mexeu com ele, mexeu comigo.

Assédio moral é crime! Muitas vezes é sutil, mas vai minando a confiança e a saúde do servidor.

Geralmente é feito pela chefia. Por medo, o servidor não denuncia e as testemunhas calam-se.

O que fazer?

1. Evite falar com o agressor a sós e procure comunicar-se por escrito (para manter testemunhas e provas);

2. Para o chefe que recebe denúncia de assédio moral: a atitude correta é ouvir e deixar a vítima à vontade. Não cabe deixá-lo tenso ou sentir-se reprimido.

O que não fazer:
- Inquerir a vítima que está fazendo a denúncia;
- Repreender ou reprimir a vítima;
- Nunca, jamais tente defender o agressor ou justificar suas atitudes. Esse é o momento de acolher e ouvir, não de inquerir ou explicar a agressão;
- Acima de tudo: tome uma providência contra o agressor (Apenas ouvir sem punir e sem afastar o agressor é expor a vítima a sofrer ainda mais. Além disso, é tornar-se conivente e corresponsável pelo crime!)

3. O chefe que sabe de um assédio moral e não toma providências, ou - ainda pior - nomeia alguém suspeito de assédio moral para cargo de chefia ou o mantém em cargo de chefia está se arriscando seriamente a ser conivente e ser considerado coautor do assédio moral.

4. A competência de uma pessoa não é motivo suficiente para mantê-la ou colocá-la em cargo de chefia. Sua capacidade de lidar com seus colegas (especialmente os subordinados) é tão ou mais importante que isso. Assim sendo, quando você sabe de algum possível agressor (réu de assédio moral) e, mesmo assim, pela sua simples competência ou pela amizade que mantém com ele, o coloca para chefiar outras pessoas, está assinando embaixo dos crimes que ele comete e se torna coautor. Isso acontece muito em cargos de confiança, quando você indica outra pessoa (e não faz um processo seletivo que a elege): e isso se chama "cargo de confiança" por um motivo, certo? Você tem que confiar muito na pessoa para se arriscar a sofrer as consequências com ela!

5. Não tenha medo de denunciar.

6. Não se recuse a testemunhar.

7. Combatamos o assédio moral. Não permitamos essa agressão velada e covarde!

Conheça as estratégias típicas do agressor:

Saiba o que fazer se for vítima dessa agressão:
http://www.assediomoral.org/spip.php?article9


Respeitosamente/Atenciosamente,

Leandro Daros Gama


Coordenador de Licenciaturas

Instituto Federal de Educação, Ciência
e Tecnologia de São Paulo - IFSP, Brasil
Pró-Reitoria de Ensino, Diretoria de Graduação


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Leandro Daros Gama

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Oct 3, 2013, 11:34:36 PM10/3/13
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Denilson, obrigado por compartilhar o cartaz. É importante e urgente começar essa conversa no IFSP.

Há outras formar de assédio, uma delas é falar mal do subordinado e desmerecê-lo diante dos colegas.

Ter cargo de chefia não é pra qualquer um! É preciso, antes de aprender a ser profissional, aprender a ser humano!

O legalismo e o rigor exagerado, mesmo dentro da Lei, pode ser uma forma de assédio moral.

E, claro, é dever do superior tomar esses cuidados quando nomeia uma pessoa para chefiar outras. Insisto muito nisso!

Quem deixaria uma pessoa violenta cuidar de suas crianças? Ora, o assédio moral é uma agressão e é criminoso!

Ou será que servidor técnico-administrativo não é gente e, portanto, pode ser colocado sob a custódia do violentador moral? Isso é desumano!

Se teu filho te diz "Pai, a tia Fulana tem me espancado toda vez que fico sob os cuidados dela", será que você ignorará seu filho e deixará a "tia Fulana" continuar a ser babá do seu filho? Um pai minimamente responsável não o fará!

Aí os filhos dos vizinhos vêm lhe dizer "Realmente, a Fulana já me espancou também". E você ouve isso de umas duas ou três pessoas.

Que fará um pai minimamente razoável? Julguem vocês mesmos: nomeará a "tia Fulana" como babá dos seus filhos e recomendará aos seus amigos? Não irá, antes, ao menos afastá-la dos pequeninos?

É fácil nomear um agressor para chefiar os outros quando a gente fica por cima do agressor e quem suporta as agressões é quem fica por baixo dele.

É fácil não ver a "tia Fulana" como perigosa quando ela é franzina e nós somos graúdos. Mas que será de uma criança pequenina diante dela? Não é o mesmo na hierarquia do trabalho?

E, acima de tudo: não se trata nem de punir a "tia Fulana", porque isso demandaria maiores provas. Mas, por via das dúvidas, não irá o pai acreditar no filho ou ao menos tomar medida de segurança e afastar a "tia Fulana" do cargo de babá?

Essa sensibilidade é imprescindível num bom gestor, como é num ser humano ou num pai ou numa mãe!

Ou virá a mãe e dirá ao pai "Esqueça o que as crianças têm dito. A tia Fulana tem credenciais e precisamos dela. Deixa estar o que ela fez no passado, que talvez não se repita. Contratemo-la e façamo-la babá e coloquemos crianças sob seus cuidados"?

Se eu sou autoridade num lugar, é fácil para mim - se ouvi falar que a pessoa X tem cometido assédios morais mas suponho (e insisto no "suponho") que a pessoa X é eficiente no que faz - é fácil colocá-la para chefiar a pessoa Y, a pessoa Z e a pessoa W. Difícil é a situação de Y, Z e W, mas a minha é confortável!

Isso precisa de um basta!

Necessário foi os filhos dos vizinhos virem com as crianças falar à mãe e ao pai sobre o espancamento que as babás lhes faziam? E agora? Somam-se motivos suficientes para tomar uma providência ou serão postos panos quentes sobre as babás más?

Os pais continuarão correndo riscos? Ou não se preocuparão porque quem está na mira não são eles mas reles crianças, que são meros técnicos-administrativos?

O sofrimento deles não conta?

As noites sem dormir não contam?

As lágrimas nada representam?

A depressão e mesmo os pensamentos suicidas são irrelevantes?

Isso é desumano. Agredir é desumano. Mas o que se mantém inerte diante do mal, embora tenha poder de impedi-lo (mais que isso: por seu poder o causou, fazendo-se culpado), é o quê?

Julguemos: que se dirá destes?

Que vos parece acerca desta parábola?


Respeitosamente/Atenciosamente,

Leandro Daros Gama


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Em 3 de outubro de 2013 23:51, Denilson de Camargo Mirim <dmi...@ig.com.br> escreveu:
Excelente Leandro, isso deve ser amplamente divulgado, para se evitar que esse tipo de prática que é muito mais comum e grave que se 

imagina.  

Estou anexando um folder elaborado pela APEOESP sobre assédio moral a esse email. 

Divulguem!!!


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Prof. Denilson C. Mirim

Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia de São Paulo
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Leandro Daros Gama

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Oct 4, 2013, 12:44:27 AM10/4/13
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Aos que se questionam, uma profecia (e quem lê entenda):

Há sacis entre nós; por isso nenhuma carapuça ficará sem cabeça. E alguém que vestiu a do vassalo veste o mesmo número da babá.

Mas são fidedignas as profecias? Outrora o que escreve parábolas anunciou um pró-rei e este revelou-se frustrado. Mas não foi de todo falso, vejam: hoje é apenas a espessura de um CD abaixo de tal. Não perguntou alguém certa vez se o crime compensava? Qual jogo de poder nos faz ter os criminosos em quartos de palácio?

De tudo, ao menos, fique isto: não há servo que espanque o conservo sem um senhor que lhe conceda a chibata.

No mais, não precisam odiar-me. Mas se alguém o quiser fazer, é lisonja tal que só lhe poderei retribuir com o dobro de amor fraternal e osculação na alma.

Fiquem em paz!


Respeitosamente/Atenciosamente,

Leandro Daros Gama


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Leandro Daros Gama

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Oct 4, 2013, 11:01:48 AM10/4/13
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Cristina,

Você tem razão.

Se a coisa não se resolver internamente (mas tenho forte esperança de que se resolverá internamente), o que resta às vítimas é isso mesmo: apelar para a justiça.

O que mais quero é pedir encarecidamente que não cruzemos os braços. As vítimas têm sofrido muito e precisam de todo apoio. Negar-lhes apoio (por exemplo, com medo de testemunhar) é ser conivente com a agressão e criar espaço para ser a próxima vítima nessa história.

Se o agressor sai impune, fará certamente mais e mais vítimas. E onde iremos parar?

Uma vez que as vítimas denunciaram o que têm sofrido, expuseram-se grandemente. Portanto, cabe às chefias ter todo o discernimento, toda a sensibilidade e toda a iniciativa enérgica de acabar com isso.

Repito: saber ouvir é algo importantíssimo. Quem é da área de Educação ou Psicologia sabe disso. Dizer "Pode me contar tudo" não é sinônimo de estar aberto a ouvir. É preciso ter a postura de ouvir. E como é essa postura? Reitero:

- Não inquerir a vítima que está depondo (não nesse primeiro momento);
- Talvez o mais importante: Não tentar defender o agressor ou justificar a agressão e jamais tentar diminuir o valor da agressão (não num primeiro momento).

Por fim, cabe:

- Não ser conivente;
- Não cruzar os braços;
- Tomar um cuidado extremo antes de nomear alguém para chefe de outros;
- Levar o lado pessoal sempre em altíssima conta
(A eficiência de um servidor é importante, mas sua capacidade de trato social é fundamental para que ele possa ser um bom chefe. Isso é preciso dizer porque muita gente se esquece: somos seres humanos e não máquinas! Não somos apenas eficientes ou ineficientes, competentes ou incompetentes; antes de tudo isso somos seres humanos, com sentimentos!).

E se esses argumentos não forem suficientes, lembrem-se: Assédio moral é crime.

O cerne disso é: Não fiquem quietos. Ajudem esses colegas e fortaleçam-nos. Testemunhem, não fiquem calados diante da injustiça!

Colocando explicitamente: não quero expor ninguém, mas tenho colegas que parecem ter sido vítimas de assédios morais. Os superiores já foram informados e estamos depositando todas as esperanças de que os casos serão exemplarmente resolvidos. Espero mesmo que não permitam que isso continue.

Um dos casos é por demais antigo (desde a gestão passada) e muito me espanta que nada tenha sido feito a tempo e o agressor tenha sido mantido na posição de agredir.

Porque já muitos haviam testemunhado contra as agressões mais insistiu-se em mantê-lo nessa posição - e não vejo nada que humanamente justifique isso; se muda a gestão, por que não retiram o agressor da posição em que ele pode continuar a agredir? Por que expuseram as vítimas a continuarem a ser agredidas? Daí a comparação com o filho sendo maltratado pela babá.

Lembro de um caso, de não há muitos anos: uma criança era espancada pelo pai. Chegou o caso a uma juíza e imploraram que não devolvessem a menina à guarda dos pai agressor. A juíza não deu importância devida ao caso e devolveu a menina ao pai agressor (claro, para ela é fácil mandar a menina de volta, porque não é ela quem sofre as agressões). Resultado: foi morta! (Alguns devem lembrar-se do caso nos jornais; se não me engano é este: http://casojoannamarcenal.blogspot.com.br/2010/10/juiza-que-deu-guarda-de-joanna-ao-pai.html).

Pois é isso: tirando o fato de que o assédio moral raramente mata, no sentido estrito da palavra, ele mina até a vontade de viver da vítima. Então, muito me espanta a atitude desumana de manter o agressor na posição que antes ocupava (podendo voltar a agredir - como parece estar acontecendo).

Lembro: é fácil o juiz, na posição confortável em que está, dar uma simples canetada e manter o agressor sobre a vítima. Difícil é a posição da vítima, que já havia declarado seu sofrimento e seu receio, continuar a ser agredida.

Isso precisa de um basta. E temos uma esperança forte de que será resolvido (do contrário, medidas serão tomadas), antes tarde do que nunca. Eu sou um dos que estão apoiando as vítimas e que querem ao menos um pingo de justiça.

Esperamos que na nova gestão essas coisas desapareçam. Não entendemos como se permitiu que continuassem, mas agora - uma vez tendo exposto as vítimas e os agressores - esperamos que medidas enérgicas sejam tomadas.

Por enquanto, não exponho nomes e nem dou detalhes e sequer acuso alguém específico. Mas estejam certos de que darei meu apoio às vítimas (pessoas do meu convívio a quem quero muito bem) e sei que não estamos sozinhos nessa luta contra a injustiça. Sabemos que esse não é caso isolado. O que peço, colegas, encarecidamente é que não fiquem calados diante da injustiça: apoiem seus colegas que estão sendo vítimas dessa agressão covarde e - repito - injustificável! (Tentar explicar ou justificar o agressor é talvez pior que a própria agressão! Mantê-lo na posição e pôr panos quentes é pior que pegar a chibata e bater na vítima!)

Por condições de trabalho dignas e por uma gestão que valorize a humanidade dos servidores!
Por atitudes efetivas e pelo fim dos panos quentes!

Sei que muitos se verão nas histórias que estou contando, porque infelizmente muitos de nós têm sofrido ou visto algum colega sofrer essas coisas. Por isso, não fiquemos calados: cobremos atitudes enérgicas e efetivas! Nada de amaciar a situação e contornar o assunto. É preciso investir frontalmente e tomar providências de fato! Chega de corpo mole! Vamos combater esse crime injustificável!

Grande abraço a todos!


Respeitosamente/Atenciosamente,

Leandro Daros Gama


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Em 4 de outubro de 2013 07:32, Cristina Correa <cris...@ig.com.br> escreveu:
pois é...
Assunto difícil que sempre volta a tona nessa lista.
Vamos falar sobre os sacis ou vassalos??
Pois assédio moral era lugar comum na gestão passada e isso deve ser banido nessa e em todas as futuras gestões.
Só  sobrou MINISTÉRIO PÚBLICO, DENÚNCIA E PROCESSO ADMINISTRATIVO.

Cristina
BRA



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Leandro Daros Gama

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Oct 4, 2013, 1:57:08 PM10/4/13
to ifsp_i...@googlegroups.com, taes...@googlegroups.com, administra...@googlegroups.com
Eu que agradeço pelo apoio, Elisete!

Precisamos superar medo e interesses (CDs, FGs etc. não podem comprar a dignidade e a justiça) e ajudar os colegas que estão sofrendo muito com isso!

Abraços!


Respeitosamente/Atenciosamente,

Leandro Daros Gama


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Em 4 de outubro de 2013 11:58, Elisete Bezerra <elisete...@hotmail.com> escreveu:
Corretíssimo Leandro!

Parabéns!

Denunciem mesmo!

Muitas vezes é velado e nojento.

Muitas vezes o chefete destroi  a imagem do servidor, através de maledicências,

difamam com fofocas, violam a vida privada, a honra e outros delitos mais, portanto, 

acabam com a dignidade do servidor. As testemunhas na verdade se calam por inúmeras 

razões, não somente por medo, mas também para obter benefícios ( ocupar algum cargo), não  

querem se comprometer pois acreditam que irão 

"queimar seu filme" junto aos chefetes, afastam-se do colega e tal atitude só contribui para 

aniquilar ainda mais o servidor. Muitas vezes o chefete usa o seguinte depois que difamou: 

"se você  contar direi que é mentira", pura covardia.

Aplaudo você Leandro por incentivar o servidor a denunciar. Essas situações não devem fazer

parte de um local que tem por princípio e responsabilidade "EDUCAR".

Elisete


Date: Thu, 3 Oct 2013 22:31:34 -0300
Subject: [IFSP-Interior:16805] Combatamos o assédio moral!
From: lea...@ifsp.edu.br
To: administra...@googlegroups.com; ifsp_i...@googlegroups.com; taes...@googlegroups.com
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Leandro Daros Gama

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Oct 4, 2013, 6:45:45 PM10/4/13
to ifsp_i...@googlegroups.com, taes...@googlegroups.com, administra...@googlegroups.com
A discussão urge e há muito já deveria ter sido estabelecida amplamente.

Dizem que os casos são muito antigos. Teriam piorado agora?

O legalismo ou, como prefiro chamar, "farisaísmo" institucionalizado é algo duplamente negativo: se, de um lado, investe contra o servidor impondo-lhe uma rotina de máquina e ignorando sua humanidade; de outro passa a dizer que nenhuma reclamação pode ser feita senão nos meios oficiais.

Vejamos, então: qualquer advogado hoje defende que as divergências sejam resolvidas sem apelo ao judiciário. Essa política de "acordos" é muito mais saudável e sobremodo menos onerosa (às pessoas e ao Estado) que o litígio judicial.

Se nos apegarmos a esse legalismo de segunda ordem (que dita ser preciso diretamente um apelo à justiça), como seria a convivência entre os seres humanos? O objetivo da instância jurídica não é esse.

Ora, além disso, é preciso colocar a vítima no seu lugar de vítima
. Se uma pessoa é assaltada e, saindo de uma viela escura, vem pedir ajuda a alguém que passa, que diremos a ela? "Não, não, vá direto à polícia. Não te empresto meu celular para ligar para a PM porque não é esse o procedimento padrão".

Perdoem-me, mas é justamente o legalismo que tem sido usado para embasar o assédio.


Perdoem-me mais ainda, porque perdemos o foco. A questão é de humanidade antes de qualquer coisa.

Humanidade que vejo estar lesada quando alguém, sabendo que outro sofre assédio (sabendo por muitas fontes), permite - antes, solicita - que o agressor continue em sua posição!

Ora, eu jamais aceitaria que um profissional de banho e tosa com histórico de violência estivesse atendendo
um animal. Que dirá aceitar que um violador de direitos (uma pessoa A que já feriu muito a pessoa B) continuasse em posição de ferir a pessoa B.

Isso é desumano. É injustificável. É nojento!

Além de tudo, é covarde, porque aquele que nomeia o agressor como chefe do agredido está em posição confortável e inatingível.

É fácil colocar o pombo na jaula do leão quando você mesmo está
inviolável, do lado de fora, com uma arma na mão.

Ora, eu sinceramente espero, do fundo do meu coração, que haja um pingo de humanidade nos superiores deste instituto, para que não seja necessário apelar à justiça. Se há um pingo de humanidade (e o que nos faz humanos sem dúvida é a empatia, a capacidade de condoer-se no sofrimento do outro, de cerrar os dentes diante de uma agressão, de sentir como que na própria carne os golpes que seu semelhante recebe diante de você), espero que tomem a única decisão cabível nesse caso. Tomem-na, mesmo estando tarde, antes agora que nunca.

Alguém olha para uma cena em que colocam um prego no umbigo duma pessoa ou pra cena de uma navalha cerrando o globo ocular de um ser humano e sente prazer? Infelizmente, alguns sentem: os chamamos sociopatas (vulgarmente, psicopatas).

Como pode alguém ver uma pessoa indefesa clamar por ajuda ao sofrer de uma abominável violência moral, que rui o corpo e a alma, e permanecer inerte - pior, avalizar a agressão? Sim, porque quem nomeia o assassino para ser enfermeiro enche de sangue as próprias mãos.

Não foi uma, nem mesmo foram apenas duas pessoas que avisaram do caso. Mas não se deu qualquer importância, porque o agressor permaneceu em seu lugar.

Eu não peço, eu imploro e apelo para o mínimo de sangue humano que corre nas veias desses superiores: lembrem-se que não somos maquininhas ou robôs. Embora esse IF tenha sido sequestrado pela área de Automação, não chegamos ao ponto de sermos robôs (não todos).

Basta de supor que apenas a eficiência importa (mesmo que fosse isso, esquecem que o ser humano, sob condições ruins, adoece e deixa de trabalhar?). Somos humanos! Se não temos a mínima capacidade de darmos condições dignas de trabalho aos nossos servidores, que hipocrisia será dizer que precisamos de mais funcionários para atender ao público melhor?

Que falácia! Sequer conseguimos atender o publico interno e queremos pousar pompas ao exterior?

Desrespeitam os de dentro e esperam algum reconhecimento dos de fora?

Mas não será assim por muito tempo, será?

A nova gestão prometeu mudanças. A nova gestão está ciente dos casos. A pergunta é: fará alguma coisa ou continuará a justificar os erros injustificáveis? Ora, por favor, não façam mais isso na minha frente! Não poderei conter-me!

Aprendam, duma vez:

1. Um setor não é somente uma pessoa (mesmo que seja o chefe) - então, se você se refere ao setor que chefia usando a palavra "eu", cuidado, pode ser caso de desvio de personalidade. Saiba a diferença entre equipe e euquipe;

2. Isso é uma instituição que, pela Constituição e pela LDB, tem de ser democrática. Gostem ou não, terão de ouvir seus subalternos. Gostem ou não, eles podem ser mais competentes que o chefe no entendimento dalgum assunto (Sim, temos bons servidores, com ótima formação. A pró-reitoria de Ensino está cheia de pedagogos e pessoas com alta formação em Educação - Elas não deixam de merecer respeito e não deixam de ser especialistas em suas áreas de formação por não terem um cargo de direção ou por não terem dado apoio em campanha eleitoral, afinal, não é uma canetada do reitor que delega real competência a alguém - Nós devíamos saber que formação e conhecimento são dados por estudo e não por Portaria).

3. Os superiores devem satisfação sim de tudo quanto fazem. Isto é dinheiro público. Não é particular. Se a transparência vale para o público externo, também vale para nós (porque não deixamos de ser do povo brasileiro quando ingressamos na carreira pública);

4. Quando você nomeia alguém para cargo de chefia, não está assinando somente um atestado de eficiência ou competência dela: está dando a essa pessoa o poder de infernizar a vida de outra, o poder de causar doenças em outras, o poder de tirar a vontade de viver dessas outras;

5. O IF é nosso local de trabalho. Se ele se tornar sua casa ou se ele substituir a sua família, recomendo que procure ajuda profissional. Mas, acima de tudo: não espere que seus subordinados sejam puxados para esse mesmo fundo de poço que você;

6. Uma pessoa pode perder seu respeito, sua posição e até sua dignidade. Mas quando chega a perder sua humanidade, nem mesmo a chamaremos "pessoa". Isso acontece com quem violenta e permite violentar. Repito: o que permite o mal é tão culpado quanto o que o causa.

Meu colega é meu amigo: mexeu com ele, mexeu comigo.
Estamos vigiando de perto...

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