SubNews [10]

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hernani dimantas

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Sep 23, 2007, 10:54:08 AM9/23/07
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SubNews [10]

1. HaiKai Remix - ou, quando as idéias fluem no gtalk se finaliza...
2. Efeito Mallarmé - a tela branca é preenchida pelo cotidiano
3. Catalisando o mutirão - no mutirão é onde a multidão encontra a colaboração (ou vice versa)
4. Forma e matéria - idéias de Flusser que alimentam a revolução
5. Virtualidade - de Pierre Lévy à potência. Uma tentativa de compreender o impacto da rede na sociedade.
6. Online generators - facilidades online
7. 20 anos de Super - Bica: Será que algumas mentes estão se abrindo por aí?

[HaiKai Remix]

nas árvores
pássaros pousam
no fim da tarde

[Efeito Mallarmé - a tela branca]

Por que tudo é tão difícil? Vida besta! Não me deixa feliz. Sair pelas ruas, sentar na sarjeta. E apenas contemplar o pôr do sol. Na cidade, não vejo o horizonte. A luz do sol vem refletida nas vidraças espelhadas dos edificios. O som da cidade me cansa. Britadeiras, carros, o pastor declamando o evangelho. A alma que desliza sobre o éter dum instante é feliz e expande-se na harmonia.

O inimigo mora ao lado. Tento fugir dos tentáculos viscosos. Mas ele não sai do meu pé. Quer atrapalhar a minha vida transmutando a realidade num pervertido jogo. Não quero continuar brincando de pega-pega. Vou arrumar as malas e fugir desse inferno urbano. Deixar a cidade violentada de ódio. Seria bom... Seria muito bom. Mas não passa de ficção.

Estou com a cabeça vazia. A síndrome da página em branco. Efeito Mallarmé. O desespero de transformar o nada em alguma coisa. Jogar palavras desconexas para formar um sentido, que muitas vezes são incompreensíveis. Pensar, pensar e pensar.

Relax. Preciso fazer uma viagem alucinada para outra dimensão. Sair do planeta é uma solução Embora, seja mais coerente revisitar a vida. Reencontrar os nossos medos nas imagens avassaladoras. Serpentes, répteis e ratos. Passeando pelas alamedas tortuosas da mente vazia. Tédio e aventura se fundem num movimento pela vida sadia. Medo e delírio.

A promessa de um aconchego. Na sutileza de um carinho. De um sorriso infantil. Crianças aguardando o momento de brincar. Felicidade. No meio do desespero cotidiano, o amor é a solução ou, pelo menos, o veículo de transformação da sociedade. É bom amar. Tão bom quanto ser amado.

O segredo está na transformação. No desapego. No saber o que fazer com a manhã seguinte. Levar a vida tão a sério não é nada saudável. Aprendemos fazendo arte. O problema da humanidade, diz Bertrand Russel, é que os ignorantes estão cheios de certezas e os inteligentes estão cheios de dúvidas. Crie, mude, transforme e descontextualize, numa dinâmica atemporal de desrtruição e construção de virtualidades.

Será que algum dia vou ter tranquilidade absoluta? Sabe, acordar feliz, passar o dia feliz e dormir feliz. Sem espasmos de tristeza. Sem um calor nauseabundo. Ou, uma chuva gelada escorrendo na face sonolenta.

Como podemos estar tranquilos se andamos na rua e defrontamos com uma miséria amorfa. Pessoas, gente como a gente, jogadas num descalabro. Crianças com narizes sujos. Loiras, brancas, negras, mulatas. Sem pai, nem mãe. Apenas crianças da vida.

Todo dia temos que nos lembrar. E não rezar pela nossa própria felicidade. Não apenas perceber o quanto você está bem. Pois. isso é mentira. Isso é perverso. E não só lembrar. Temos que fazer algo a mais para o bem do coletivo. Ou não?

[Catalisando o mutirão]

Tenho pensado na web como um espaço informacional, onde a mobilização das multidões acontece como uma emergência colaborativa. Pois, redes (e a web é também uma organização em rede) só fazem sentido quando um se preocupa com o outro. A web é um mundo que nós criamos para todos nós. Só pode ser compreendido dentro de uma teia de idéias que inclua os pensamentos que fundamentam a nossa cultura, com o espírito humano persistindo em todos os nós. Este compromisso entre humanos, essa generosidade altruísta não é desenvolvida no centro. Os nós da inovação e da reapropriação cultural acontecem nas periferias. São nessas periferias que acontecem as rupturas do paradigma da modernidade. As redes de conversações apenas suportam aquilo que existe de mais espontâneo nas pontas das redes, a colaboração para a sobrevivência.

[Forma e matéria]

Se forma for entendida como o oposto de matéria, então não se pode falar de design material; os projetos estariam sempre voltados para informar. E se a forma for o como da matéria e a matéria for o quê da forma, então o design é um dos métodos de dar forma à matéria e de fazê-la aparecer como aparece, e não de outro modo. O design, como todas as expressões culturais, mostra que a matéria não aparece (é inaparente), a não ser que seja informada, e assim, uma vez informada, começa a se manifestar (a tornar-se fenômeno). A matéria no design, como qualquer outro aspecto cultural, é o modo como as formas aparecem.[28]
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O mundo codificado
Vilém Flusser
Organização: Rafael Cardoso
Tradução: Raquel Abi-Sâmara

A obra de Vilém Flusser (1920-1991) desvenda a tentativa milenar da humanidade de superar suas limitações físicas por meio da tecnologia. Nesse processo, o autor demonstra que os designers, embora tenham um papel central, caminham sobre um chão conceitual muito frágil.

As teorias apresentadas destroem lugares comuns, verdades superficiais e leis não escritas, além de lançarem luz sobre problemas que sequer começamos a enfrentar.

[Virtualidade]

O Pierre Lévy diz que "A virtualidade não tem absolutamente nada a ver com aquilo que a televisão mostra sobre ela. Não se trata de modo algum de um mundo falso ou imaginário. Ao contrário, a virtualização é a dinâmica mesma do mundo comum, é aquilo através do qual compartilhamos uma realidade". O virtual (de que as pessoas falam tanto sem saber o que realmente é, não é nada etéreo) não é um lugar que as pessoas se utitilizam para não-ser o que são: Nada disso, o virtual é parte do que chamamos de real. Faz oposição ao atual, ao presencial. É um espaço de significado simbólico. Um espaço informacional que representa uma nova geração de sistemas de comunicação.

PS: Virtual é uma palavra mal compreendida. Virtual é tão real como o presencial. Virtual tem raiz no latin. Vir é igual a homem, força, virilidade, virtude. E, dessa forma, virtual é potência. Essa analogia permite pensar na rede como um espaço onde a potência é mais sugestiva e operativa do que o poder. Explica- se, assim, a característica rizomática do espaço informacional que opera novas formas de relação na sociedade; Conhecimento livre, copyleft, anarquia e o círculo quadrado são boas sequelas dessa equação.

[Online generators]

A web nos oferece algumas facilidades incríveis. Algumas dessas facilidades podem ser encontradas no Tech Magazine. Os online-generators permitem as pessoas a codificação e design de logos, scripts e etc. Boa dica para quem está precisando dar um gás no seu blog.

[20 anos de Super]

A Superinteressante oferece todo o seu acervo de textos gratuitamente! São mais de 12 mil páginas com as matérias de capa e algumas das seções que construíram a história da revista. Em breve, todos os especiais, o restante das seções e o conteúdo integral das edições em 2005 e 2006 também estarão disponíveis. Só mesmo uma revista tão Super poderia fazer isso!
Dica: MR - Gaia Brasil

[SubNews]

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