SubNews [10]
1.
HaiKai Remix - ou, quando as idéias fluem no gtalk se finaliza...
2.
Efeito Mallarmé - a tela branca é preenchida pelo cotidiano
3.
Catalisando o mutirão - no mutirão é onde a multidão encontra a colaboração (ou vice versa)
4.
Forma e matéria - idéias de Flusser que alimentam a revolução
5.
Virtualidade - de Pierre Lévy à potência. Uma tentativa de compreender o impacto da rede na sociedade.
6.
Online generators - facilidades online
7.
20 anos de Super -
Bica: Será que algumas mentes estão se abrindo por aí?
[HaiKai Remix]
nas árvores
pássaros pousam
no fim da tarde
[Efeito Mallarmé - a tela branca]
Por que tudo é tão difícil? Vida besta! Não me deixa feliz. Sair pelas
ruas, sentar na sarjeta. E apenas contemplar o pôr do sol. Na cidade,
não vejo o horizonte. A luz do sol vem refletida nas vidraças
espelhadas dos edificios. O som da cidade me cansa. Britadeiras,
carros, o pastor declamando o evangelho. A alma que desliza sobre o
éter dum instante é feliz e expande-se na harmonia.
O inimigo mora ao lado. Tento fugir dos tentáculos viscosos. Mas ele
não sai do meu pé. Quer atrapalhar a minha vida transmutando a
realidade num pervertido jogo. Não quero continuar brincando de
pega-pega. Vou arrumar as malas e fugir desse inferno urbano. Deixar a
cidade violentada de ódio. Seria bom... Seria muito bom. Mas não passa
de ficção.
Estou com a cabeça vazia. A síndrome da página em branco. Efeito
Mallarmé. O desespero de transformar o nada em alguma coisa. Jogar
palavras desconexas para formar um sentido, que muitas vezes são
incompreensíveis. Pensar, pensar e pensar.
Relax. Preciso fazer uma viagem alucinada para outra dimensão. Sair do
planeta é uma solução Embora, seja mais coerente revisitar a vida.
Reencontrar os nossos medos nas imagens avassaladoras. Serpentes,
répteis e ratos. Passeando pelas alamedas tortuosas da mente vazia.
Tédio e aventura se fundem num movimento pela vida sadia. Medo e
delírio.
A promessa de um aconchego. Na sutileza de um carinho. De um sorriso
infantil. Crianças aguardando o momento de brincar. Felicidade. No meio
do desespero cotidiano, o amor é a solução ou, pelo menos, o veículo de
transformação da sociedade. É bom amar. Tão bom quanto ser amado.
O segredo está na transformação. No desapego. No saber o que fazer com
a manhã seguinte. Levar a vida tão a sério não é nada saudável.
Aprendemos fazendo arte. O problema da humanidade, diz Bertrand Russel,
é que os ignorantes estão cheios de certezas e os inteligentes estão
cheios de dúvidas. Crie, mude, transforme e descontextualize, numa
dinâmica atemporal de desrtruição e construção de virtualidades.
Será que algum dia vou ter tranquilidade absoluta? Sabe, acordar feliz,
passar o dia feliz e dormir feliz. Sem espasmos de tristeza. Sem um
calor nauseabundo. Ou, uma chuva gelada escorrendo na face sonolenta.
Como podemos estar tranquilos se andamos na rua e defrontamos com uma
miséria amorfa. Pessoas, gente como a gente, jogadas num descalabro.
Crianças com narizes sujos. Loiras, brancas, negras, mulatas. Sem pai,
nem mãe. Apenas crianças da vida.
Todo dia temos que nos lembrar. E não rezar pela nossa própria
felicidade. Não apenas perceber o quanto você está bem. Pois. isso é
mentira. Isso é perverso. E não só lembrar. Temos que fazer algo a mais
para o bem do coletivo. Ou não?
[Catalisando o mutirão]
Tenho pensado na web como um espaço informacional, onde a mobilização
das multidões acontece como uma emergência colaborativa. Pois, redes (e
a web é também uma organização em rede) só fazem sentido quando um se
preocupa com o outro. A web é um mundo que nós criamos para todos nós.
Só pode ser compreendido dentro de uma teia de idéias que inclua os
pensamentos que fundamentam a nossa cultura, com o espírito humano
persistindo em todos os nós. Este compromisso entre humanos, essa
generosidade altruísta não é desenvolvida no centro. Os nós da inovação
e da reapropriação cultural acontecem nas periferias. São nessas
periferias que acontecem as rupturas do paradigma da modernidade. As
redes de conversações apenas suportam aquilo que existe de mais
espontâneo nas pontas das redes, a colaboração para a sobrevivência.
[Forma e matéria]
Se
forma for entendida como o oposto de
matéria, então não se pode falar de design
material; os projetos estariam sempre voltados para informar. E se a forma for o
como da matéria e a
matéria for o
quê
da forma, então o design é um dos métodos de dar forma à matéria e de
fazê-la aparecer como aparece, e não de outro modo. O design, como
todas as expressões culturais, mostra que a matéria não aparece (é
inaparente), a não ser que seja informada, e assim, uma vez informada,
começa a se manifestar (a tornar-se fenômeno). A matéria no design,
como qualquer outro aspecto cultural, é o modo
como as formas aparecem.[28]
--
O mundo codificado
Vilém Flusser
Organização: Rafael Cardoso
Tradução: Raquel Abi-Sâmara
A obra de Vilém Flusser (1920-1991) desvenda a tentativa milenar da
humanidade de superar suas limitações físicas por meio da tecnologia.
Nesse processo, o autor demonstra que os designers, embora tenham um
papel central, caminham sobre um chão conceitual muito frágil.
As teorias apresentadas destroem lugares comuns, verdades superficiais
e leis não escritas, além de lançarem luz sobre problemas que sequer
começamos a enfrentar.
[Virtualidade]
O Pierre Lévy diz que "A virtualidade não tem absolutamente nada a ver
com aquilo que a televisão mostra sobre ela. Não se trata de modo algum
de um mundo falso ou imaginário. Ao contrário, a virtualização é a
dinâmica mesma do mundo comum, é aquilo através do qual compartilhamos
uma realidade". O virtual (de que as pessoas falam tanto sem saber o
que realmente é, não é nada etéreo) não é um lugar que as pessoas se
utitilizam para não-ser o que são: Nada disso, o virtual é parte do que
chamamos de real. Faz oposição ao atual, ao presencial. É um espaço de
significado simbólico. Um espaço informacional que representa uma nova
geração de sistemas de comunicação.
PS: Virtual é uma palavra mal compreendida. Virtual é tão real como o
presencial. Virtual tem raiz no latin. Vir é igual a homem, força,
virilidade, virtude. E, dessa forma, virtual é potência. Essa analogia
permite pensar na rede como um espaço onde a potência é mais sugestiva
e operativa do que o poder. Explica- se, assim, a característica
rizomática do espaço informacional que opera novas formas de relação na
sociedade; Conhecimento livre, copyleft, anarquia e o
círculo quadrado são boas sequelas dessa equação.
[Online generators]
A web nos oferece algumas facilidades incríveis. Algumas dessas facilidades podem ser encontradas no
Tech Magazine.
Os online-generators permitem as pessoas a codificação e design de
logos, scripts e etc. Boa dica para quem está precisando dar um gás no
seu blog.
[20 anos de Super]
A Superinteressante
oferece todo o seu acervo de textos gratuitamente!
São mais de 12 mil páginas com as matérias de capa e algumas das seções
que construíram a história da revista. Em breve, todos os especiais, o
restante das seções e o conteúdo integral das edições em 2005 e 2006
também estarão disponíveis. Só mesmo uma revista tão Super poderia
fazer isso!
Dica:
MR - Gaia Brasil
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