SubNews [08]

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hernani dimantas

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Sep 8, 2007, 8:11:03 PM9/8/07
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SubNews [08]

1. A web é óbvia - o óbvio é algo genial
2. Falta ambição aos blogs - continua a polêmica do estadão
3. Blogs e conhecimento livre - Blog é um fenômeno que emerge da troca de informações e links
4. Organização aprendente -empresas, vírus e futuro
5. Império - leitura obrigatória nesses tempos de mudanças
6. Criatividade - frases, pensatas e outras sacadas
7. Inclusão Digital - USP, spam e microsoft
8. Library Thing - is an online service to help people catalog their books easily.
9. Espera - experiência que faz sentido, ou não?


[A web é óbvia]

O termo óbvio que agora estou me referindo não tem nada de óbvio. Este é o paradoxo. Esse malfadado óbvio é algo que foge do sentido real. Não colabora com os fatos. Um óbvio excludente, beligerante, pernóstico e insolente. Um óbvio que 'destroi coisas belas'. A palavra pela palavra. 'Isso é óbvio' aposta no desinteressante, no uso comum, na estupidez daqueles que não são vanguarda . Pois a vanguarda está aqui e agora.

Não é esse óbvio que veio a minha mente. Penso no óbvio como algo genial. Na simplicidade dos traços desconcertantes do Picasso, nos computadores pintados pelo Glauco Paiva, nas palavras fluentes do Drummond, na musica do Zeca Pagodinho. Na obviedade da relatividade. E=mc². Simples assim.

Ser simples é ser genial. É enxergar nas linhas da vida as nuances escondidas. Somente alguns artistas (e penso numa abrangência que envolve artistas, não artistas, profissionais liberais, donas de casa, desconhecidos, desapercebidos, escondidos, pessoas comuns, ou aqueles que transformam suas agústias cotidianas em arte) atingem a simplicidade. Ser óbvio é conquistar a linguagem. Não se faz arte, não se faz filosofia, não se faz nada sem destruir paradigmas e reconstruir o óbvio. A obviedade é o conceito real.

A web é óbvia. E, ponto final.

[Falta ambição aos blogs]

Pedro Dória soltou uma matéria no Link sobre a falta de ambição aos blogs. Eu havia dito num post anterior sobre a lucidez deste articulista mas desta vez essa colocação foi deveras infeliz. Acho que o Pedro está falando dele mesmo ou da lixolândia que a imprensa insiste em resgatar.

Para contrapor aos teus argumentos sobre essa falta de ambição alguns movimentos são importantes destacarmos. Por exemplo, o Projeto Metá:Fora que abriu espaço para o MetaReciclagem, Mídia Tática Brasil, MetaOng e outros projetos. Foi (e ainda é) um movimento criado pela blogosfera. Assim como o CMI é um espaço informacional com características blogueiras.

Para não ficar só no exemplo, o MetaReciclagem é uma referência em tecnologia social e inclusão digital. É um projeto respeitado tanto no Brasil como no Exterior. É rídiculo ignorar a ambição do MetaReciclagem de revolucionar as estruturas do sistema. No entanto, a metáfora derrubar o presidente do flamengo é muito pequena em comparação as mudanças sociais provocados pelo impacto das conversações dos mercados. Se liga, Pedro!

[Blogs e conhecimento livre]

Blog é um fenômeno que emerge da troca de informações e links. Um blog sozinho não é nada, mas blogs e projetos pessoais linkados entre si formam uma rede caótica, a blogosfera. Um reflexo da diversidade e da multiplicidade de vozes.

E, assim, vamos aprendendo a aprender. Lendo um pouco de um, seguindo a trilha de links de outros. Vendo uma imagem, lendo uma fofoca para repassarmos para terceiros. Esta forma de conversação vai aproximando as pessoas em micromercados. Não são propriamente comunidades, pois creio que a idéia original de comunidade é estabelecer a aproximação sob o guarda-chuva de um interesse comum.

Nesse contexto bastante anárquico, os blogs têm se apresentado como alternativa para a distribuição de informação. Internet não é mídia de massa. Parâmetros difundidos no velho sistema não cabem nessa nova equação.

Blogs atingem os micromercados pela participação de uma micro audiência. Pessoas falando diretamente com pessoas. Não importa a quantidade atingida. E sim, a reputação do autor. Relevância e referência são variáveis de difícil analise. É algo mais qualitativo do que quantitativo.

[Organização aprendente]

Numa organização aprendente onde os conceitos de colaboração, partilha, aprendizagem e conhecimento são chave, o espaço de trabalho tem um papel importante. A forma como o escritório é planeado para criar espaço de reuniões/apresentações, espaço individual, e espaço público/social contribui para o sucesso da aprendizagem organizacional. Hoje a tendência é para uma distribuição democrática onde o espaço é atribuído dependendo das necessidades que as tarefas levantam e não do estatuto. O espaço aberto normalmente tem divisórias baixas para estimular a troca de informação e conhecimento. Os espaços de encontro são mais casuais e flexíveis. As empresas vêem a importância do espaço social como uma área para efetuar contatos sociais, construir confiança, construir um sentido de comunidade, e partilhar conhecimento entre empregados.
-- Malcolm Gladwell - 2000 | fonte: O Espaço de Trabalho e a sua Relação com a Organização Aprendente, por Laurie A. Smith

Gladwell é autor do excelente Tipping Point. Desenvolveu a idéia de viralidade na rede e foi seguido por caras como Seth Godin e outros. Falar de vírus, no entanto, é tentar teorizar o inexplicável. Vírus é um fenômeno não fabricado. E desta forma deve ser tratado. A resposta está no engajamento de pessoas numa idéia. É o mesmo fenômeno que criou o Linux, outros softwares abertos e projetos colaborativistas. Criamos idéias todos os dias. Nos blogs, nas listas, em qualquer lugar. Elas se replicam numa velocidade aleatória.

Ao apresentar a organização aprendente, Gladwell aponta que as mudanças provocadas pela rede atingem de forma inexorável as organizações como conhecíamos. As empresas são organizações sociais e, como tais, tendem a privilegiar as relações humanas (ou, relaçoes em rede). Fica a pergunta: Como as empresas deveriam conversar? A resposta é simples. Com autenticidade. Não tente sacanear... não tente enganar, não me venha um discurso babaca. Somos bem espertos para entender o que as empresas pretendem com a velha conversa fiada.

Nós queremos que as empresas cheguem junto. Mas sem bater. Fair Play!. Será que as empresas vão encontrar uma voz autêntica para conversar conosco? Difícil. Empresas não são humanas... não podem falar como gente. Bem, mas são pessoas que trabalham nas empresas . Estas pessoas podem falar com a voz do coração. Mas será que as empresas vão ter coragem de liberar seus funcionários para a conversação? Talvez sim... provavelmente sim... ou senão vão ficar para trás.

[Império]

Toni Negri e Michael Hardt apontam, em Empire , que a 'comunicação não apenas expressa, mas também organiza o movimento de globalização. Organiza o movimento pela multiplicação e estruturação das interconexões através de redes.' Acho que a comunicação, via meios digitais, além de organizar também descentraliza. As redes não conversam com o sistema. E, sim, conversam através o sistema de comunicação; Essa é a internet das pessoas comuns. Comunica, descentraliza e máquina o contra poder. Ou, talvez, eles não tenham se dado conta que existe uma internet que rompe barreiras. E, que não é subserviente ao império. É caótica. Existe nas teclas e bocas.

Communication not only expresses but also organizes the movement of globalization. It organizes the movement by multiplying and structuring interconnections through networks. It expresses the movement and controls the sense and direction of the imaginary that runs throughout these communicative connections
-- Toni Negri/ Michael Hardt, Empire , 32

empire.pdf - english
imperio.pdf - español


[Criatividade]

" . . . chance favors only the prepared mind."
Louis Pasteur

"Every act of creation is first of all an act of destruction"
Pablo Picasso

"Imagination is more important than knowledge"
Albert Einstein

"The uncreative life isn´t worth living"
Ted Nierenberg


[Inclusão Digital]

Promoção Exclusiva para a Comunidade USP

Esta é uma oportunidade única de obter o Microsoft Office 2007 em 3X de R$ 53 e ainda contar com todos os benefícios do software original. Adquira o seu, esta oportunidade é imperdível!

Sempre focados em ampliar a inclusão digital e explorar todos os benefícios das novas tecnologias em prol da educação, a USP e seus parceiros uniram esforços para oferecer a você acesso facilitado ao software original, na versão mais atual do mercado: Microsoft Office Professional 2007.


Críticas e fatos

1. Isso é um SPAM (da M$)
2. Qual é a idéia que o CTI faz de inclusão digital: Na Wikipedia: Inclusão Digital ou infoinclusão é a democratização do acesso às tecnologias da Informação, de forma a permitir a inserção de todos na sociedade da informação. Entre as estratégias inclusivas estão projetos e ações que facilitam o acesso de pessoas de baixa renda às Tecnologias da Informação e Comunicação (TIC). Em a Terceira fase: percebemos que no processo de inclusão digital passamos por duas fases, ou seja, fase 1: acesso ao computador (caracterizada pelas ações dos CDI's) e fase 2: acesso à informação (caracterizado pelas ações dos telecentros e infocentros). Agora, chegamos a outra fase deste processo. É o que estou chamando de terceira fase da inclusão digital: acesso à informação, circulação desta informação e a produção local de conhecimento. Ou, como diz Estraviz: é trabalho de protologista.
3. Essa promoção não leva em conta o projeto USP FreeO intuito desta iniciativa é colocar à disposição da comunidade programas desenvolvidos por Unidades e Órgãos da USP, bem como programas de domínio público.
4. O email levou à articulação emergente de alunos que montaram um quiosque para distro de open office.
5. Santa Ifigênia resiste!!!

[Library Thing]

Library Thing: Tag Mirror "holds a mirror" up to your books and to you. Instead of showing what you think about your books—what a regular tag cloud shows—it shows you what others think of them, in effect using LibraryThing's twenty-two million tags to organize and surface interesting topics from within your own collection.** As with other tag clouds, size equals importance. When you click on a tag, you get a relevancy-ranked list of books tagged that way.

I can't decide if it's just the sort of cherry-on-top feature that makes LibraryThing unique or if it's something genuinely new and interesting. I think it might be the latter. As Altay put it, it's the sort of idea that seems obvious in retrospect.


[Espera]

Não tem sentido
estar vivo
Não tem sentido
morrer

Pensar
não faz sentido
Comer
só para engordar

Nada faz mais sentido
do que esperar


[SubNews]

SubNews - a zine do subcomandante
de Hernani Dimantas

comunix: SubNews

Assine: http://groups.google.com/group/subnews



--
Hernani Dimantas
WebLab | LIDEC | Escola do Futuro - USP
3091 6366 | 3091 9107
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http://del.icio.us/hdhd
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