1.
A web é óbvia - o óbvio é algo genial
2.
Falta ambição aos blogs - continua a polêmica do estadão
3.
Blogs e conhecimento livre - Blog é um fenômeno que emerge da troca de informações e links
4.
Organização aprendente -empresas, vírus e futuro
5.
Império - leitura obrigatória nesses tempos de mudanças
6.
Criatividade - frases, pensatas e outras sacadas
7.
Inclusão Digital - USP, spam e microsoft
8.
Library Thing - is an online service to help people catalog their books easily.
9.
Espera - experiência que faz sentido, ou não?
[A web é óbvia]
O termo óbvio que agora estou me referindo não tem nada de óbvio. Este
é o paradoxo. Esse malfadado óbvio é algo que foge do sentido real. Não
colabora com os fatos. Um óbvio excludente, beligerante, pernóstico e
insolente. Um óbvio que 'destroi coisas belas'. A palavra pela palavra.
'Isso é óbvio' aposta no desinteressante, no uso comum, na estupidez
daqueles que não são vanguarda . Pois a vanguarda está aqui e agora.
Não é esse óbvio que veio a minha mente. Penso no óbvio como algo
genial. Na simplicidade dos traços desconcertantes do Picasso, nos
computadores pintados pelo Glauco Paiva, nas palavras fluentes do
Drummond, na musica do Zeca Pagodinho. Na obviedade da relatividade.
E=mc². Simples assim.
Ser simples é ser genial. É enxergar nas linhas da vida as nuances
escondidas. Somente alguns artistas (e penso numa abrangência que
envolve artistas, não artistas, profissionais liberais, donas de casa,
desconhecidos, desapercebidos, escondidos, pessoas comuns, ou aqueles
que transformam suas agústias cotidianas em arte) atingem a
simplicidade. Ser óbvio é conquistar a linguagem. Não se faz arte, não
se faz filosofia, não se faz nada sem destruir paradigmas e reconstruir
o óbvio. A obviedade é o conceito real.
A web é óbvia. E, ponto final.
[Falta ambição aos blogs]
Pedro Dória soltou uma matéria no
Link sobre a falta de ambição aos blogs. Eu havia dito num
post anterior
sobre a lucidez deste articulista mas desta vez essa colocação foi
deveras infeliz. Acho que o Pedro está falando dele mesmo ou da
lixolândia que a imprensa insiste em resgatar.
Para contrapor aos teus argumentos sobre essa falta de ambição alguns movimentos são importantes destacarmos. Por exemplo, o
Projeto Metá:Fora que abriu espaço para o
MetaReciclagem,
Mídia Tática Brasil,
MetaOng e outros projetos. Foi (e ainda é) um movimento criado pela blogosfera. Assim como o
CMI é um espaço informacional com características blogueiras.
Para não ficar só no exemplo, o MetaReciclagem é uma referência em
tecnologia social e inclusão digital. É um projeto respeitado tanto no
Brasil como no
Exterior.
É rídiculo ignorar a ambição do MetaReciclagem de revolucionar as
estruturas do sistema. No entanto, a metáfora derrubar o presidente do
flamengo é muito pequena em comparação as mudanças sociais provocados
pelo impacto das conversações dos mercados. Se liga, Pedro!
[Blogs e conhecimento livre]
Blog é um fenômeno que emerge da troca de informações e links. Um blog
sozinho não é nada, mas blogs e projetos pessoais linkados entre si
formam uma rede caótica, a blogosfera. Um reflexo da diversidade e da
multiplicidade de vozes.
E, assim, vamos aprendendo a aprender. Lendo um pouco de um, seguindo a
trilha de links de outros. Vendo uma imagem, lendo uma fofoca para
repassarmos para terceiros. Esta forma de conversação vai aproximando
as pessoas em micromercados. Não são propriamente comunidades, pois
creio que a idéia original de comunidade é estabelecer a aproximação
sob o guarda-chuva de um interesse comum.
Nesse contexto bastante anárquico, os blogs têm se apresentado como
alternativa para a distribuição de informação. Internet não é mídia de
massa. Parâmetros difundidos no velho sistema não cabem nessa nova
equação.
Blogs atingem os micromercados pela participação de uma micro
audiência. Pessoas falando diretamente com pessoas. Não importa a
quantidade atingida. E sim, a reputação do autor. Relevância e
referência são variáveis de difícil analise. É algo mais qualitativo do
que quantitativo.
[Organização aprendente]
Numa organização aprendente onde os conceitos de colaboração, partilha,
aprendizagem e conhecimento são chave, o espaço de trabalho tem um
papel importante. A forma como o escritório é planeado para criar
espaço de reuniões/apresentações, espaço individual, e espaço
público/social contribui para o sucesso da aprendizagem organizacional.
Hoje a tendência é para uma distribuição democrática onde o espaço é
atribuído dependendo das necessidades que as tarefas levantam e não do
estatuto. O espaço aberto normalmente tem divisórias baixas para
estimular a troca de informação e conhecimento. Os espaços de encontro
são mais casuais e flexíveis. As empresas vêem a importância do espaço
social como uma área para efetuar contatos sociais, construir
confiança, construir um sentido de comunidade, e partilhar conhecimento
entre empregados.
-- Malcolm Gladwell - 2000 | fonte:
O Espaço de Trabalho e a sua Relação com a Organização Aprendente, por Laurie A. Smith
Gladwell é autor do excelente Tipping Point. Desenvolveu a idéia de
viralidade na rede e foi seguido por caras como Seth Godin e outros.
Falar de vírus, no entanto, é tentar teorizar o inexplicável. Vírus é
um fenômeno não fabricado. E desta forma deve ser tratado. A resposta
está no engajamento de pessoas numa idéia. É o mesmo fenômeno que criou
o Linux, outros softwares abertos e projetos colaborativistas. Criamos
idéias todos os dias. Nos blogs, nas listas, em qualquer lugar. Elas se
replicam numa velocidade aleatória.
Ao apresentar a organização aprendente, Gladwell aponta que as mudanças
provocadas pela rede atingem de forma inexorável as organizações como
conhecíamos. As empresas são organizações sociais e, como tais, tendem
a privilegiar as relações humanas (ou, relaçoes em rede). Fica a
pergunta: Como as empresas deveriam conversar? A resposta é simples.
Com autenticidade. Não tente sacanear... não tente enganar, não me
venha um discurso babaca. Somos bem espertos para entender o que as
empresas pretendem com a velha conversa fiada.
Nós queremos que as empresas cheguem junto. Mas sem bater. Fair Play!.
Será que as empresas vão encontrar uma voz autêntica para conversar
conosco? Difícil. Empresas não são humanas... não podem falar como
gente. Bem, mas são pessoas que trabalham nas empresas . Estas pessoas
podem falar com a voz do coração. Mas será que as empresas vão ter
coragem de liberar seus funcionários para a conversação? Talvez sim...
provavelmente sim... ou senão vão ficar para trás.
[Império]
Toni Negri e Michael Hardt apontam, em Empire , que a 'comunicação não
apenas expressa, mas também organiza o movimento de globalização.
Organiza o movimento pela multiplicação e estruturação das
interconexões através de redes.' Acho que a comunicação, via meios
digitais, além de organizar também descentraliza. As redes não
conversam com o sistema. E, sim, conversam através o sistema de
comunicação; Essa é a internet das pessoas comuns. Comunica,
descentraliza e máquina o contra poder. Ou, talvez, eles não tenham se
dado conta que existe uma internet que rompe barreiras. E, que não é
subserviente ao império. É caótica. Existe nas teclas e bocas.
Communication not only expresses but also organizes the movement of
globalization. It organizes the movement by multiplying and structuring
interconnections through networks. It expresses the movement and
controls the sense and direction of the imaginary that runs throughout
these communicative connections
-- Toni Negri/ Michael Hardt, Empire , 32
empire.pdf - english
imperio.pdf - español
[Criatividade]
" . . . chance favors only the prepared mind."
Louis Pasteur
"Every act of creation is first of all an act of destruction"
Pablo Picasso
"Imagination is more important than knowledge"
Albert Einstein
"The uncreative life isn´t worth living"
Ted Nierenberg
[Inclusão Digital]
Promoção Exclusiva para a Comunidade USP
Esta é uma oportunidade única de obter o Microsoft Office 2007 em 3X de
R$ 53 e ainda contar com todos os benefícios do software original.
Adquira o seu, esta oportunidade é imperdível!
Sempre focados em ampliar a inclusão digital e explorar todos os
benefícios das novas tecnologias em prol da educação, a USP e seus
parceiros uniram esforços para oferecer a você acesso facilitado ao
software original, na versão mais atual do mercado: Microsoft Office
Professional 2007.
Críticas e fatos
1. Isso é um SPAM (da M$)
2. Qual é a idéia que o CTI faz de inclusão digital: Na
Wikipedia:
Inclusão
Digital ou infoinclusão é a democratização do acesso às tecnologias da
Informação, de forma a permitir a inserção de todos na sociedade da
informação. Entre as estratégias inclusivas estão projetos e ações que
facilitam o acesso de pessoas de baixa renda às Tecnologias da
Informação e Comunicação (TIC). Em a
Terceira fase:
percebemos
que no processo de inclusão digital passamos por duas fases, ou seja,
fase 1: acesso ao computador (caracterizada pelas ações dos CDI's) e
fase 2: acesso à informação (caracterizado pelas ações dos telecentros
e infocentros). Agora, chegamos a outra fase deste processo. É o que
estou chamando de terceira fase da inclusão digital: acesso à
informação, circulação desta informação e a produção local de
conhecimento. Ou, como diz Estraviz: é trabalho de protologista.
3. Essa promoção não leva em conta o projeto
USP FreeO
intuito desta iniciativa é colocar à disposição da comunidade programas
desenvolvidos por Unidades e Órgãos da USP, bem como programas de
domínio público.
4. O email levou à articulação emergente de alunos que montaram um quiosque para distro de open office.
5. Santa Ifigênia resiste!!!
[Library Thing]
Library Thing:
Tag Mirror "holds a mirror" up to your books and to you. Instead of
showing what you think about your books—what a regular tag cloud
shows—it shows you what others think of them, in effect using
LibraryThing's twenty-two million tags to organize and surface
interesting topics from within your own collection.** As with other tag
clouds, size equals importance. When you click on a tag, you get a
relevancy-ranked list of books tagged that way.
I can't decide if it's just the sort of cherry-on-top feature that
makes LibraryThing unique or if it's something genuinely new and
interesting. I think it might be the latter. As Altay put it, it's the
sort of idea that seems obvious in retrospect.
[Espera]
Não tem sentido
estar vivo
Não tem sentido
morrer
Pensar
não faz sentido
Comer
só para engordar
Nada faz mais sentido
do que esperar
[SubNews]
SubNews - a zine do subcomandante
de Hernani Dimantas
comunix:
SubNews
Assine:
http://groups.google.com/group/subnews