SubNews [12] - redes, subjetividade e pílulas vermelhas
0.
Os dividuais - Depois de Freud o ser não é mais uno. Ele se divide em múltiplos
1.
As redes são por demais reais - virtual e atual se misturam. Tudo é real!
2.
Tecnologia maquínica - a informática e a tecnociência não são nada mais do que formas hiperdesenvolvidas da própria subjetividade.
3.
Subjetividade - a polifônia nas relações.
4.
Controle e liberdade - O controle e liberdade se fazem pela interação e em rede
5.
Transformação - Não é necessário pedir permissão
5.
Rizoma - o rizoma nos mostra o comportamento das redes
7.
Produção biopolítica - contra os zubis prisioneiros
8.
Bem-vindo ao Matrix - ... e por incrível que pareça é real também.
0. os indivíduos tornaram-se 'dividuais', divisíveis, e as massas tornaram-se amostras, dados, mercados ou bancos
-- Gilles Deleuze
1. As redes são por demais reais
Redes sempre tiveram o poder de produção de subjetividade e
pensamento. A sociedade, o capital, o mercado, o trabalho, a arte, a
guerra são hoje, definidos em termos de rede.
O fato de que pensar é pensar em rede.
Para Deleuze:
Pensar é experimentar, é problematizar. O saber,
o poder e o si são a tripla raiz de uma problematização do pensamento.
E, primeiramente, considerando-se o saber como problema, pensar é ver e
é falar, mas pensar se faz no entremeio, no interstício ou na disjunção
do ver e do falar. É, a cada vez, inventar o entrelaçamento, lançar uma
flecha de um contra o alvo do outro, fazer brilhar um clarão de luz nas
palavras, fazer ouvir um grito nas coisas visíveis. Pensar é fazer com
que o ver atinja seu limite próprio, e o falar atinja o seu, de tal
forma que os dois estejam no limite comum que os relaciona um ao outro
separando-os.
Heidegger pergunta:
O que é pensar? E, responde:
Nós
nunca chegamos aos pensamentos eles vem a nós. É a hora conveniente
para a conversação. Isto nos dispõe para a meditação em comum, esta nem
considera o opinar contraditório, nem tolera o concordar
condescendente. O pensar permanece firme ao vento da coisa. De uma tal
maneira convivência talvez alguns surjam como companheiros no oficio do
pensar. A fim de que inesperadamente um deles se torne mestre.
Pensar em rede não é apenas pensar na rede, que ainda remete à idéia de
social ou a idéia de sistema, mas sobretudo pensar a comunicação como
lugar da inovação e do acontecimento, daquilo que escapa ao pensamento
da representação.
A rede apresenta um lado voltado para a construção de modelos que
constituem como totalidades das relações imanentes e outro para a
singularidade e paisagens irredutíveis. De fato, máquinas
infocomunicacionais estariam engedrando profundas transformações nos
dispositivos de produção das subjetividades. Vivemos um tempo de
mudanças.
A relação é paradoxal. Onde a mistura, a miscigenação cultural resulta
num processo de enriquecimento e empobrecimento, singularização e
massificação, desterritorilização e reterritorialização,
potencialização e despotencialização da subjetividade em todas as
dimensões.
2. Tecnologia maquínica
Guatarri, em Caosmose, denomina
maquínico o estrato de sentido
formado por matérias expressivas heterogêneas, não-linguisticamente
formadas, mas ainda assim de natureza semiótica. Substâncias de
expressão heterogêneas como as codificações biológicas ou as formas de
organização própria ao socius - como aquelas derivadas de instituições
como a família ou a escola - atravessam, transversalmente, os domínios
de sentido propriamente linguísticos. [Caosmose, p.35-38].
Para Guatarri, a informática e a tecnociência não são nada mais do que
formas hiperdesenvolvidas da própria subjetividade. Aqui entram fatores
subjetivos das atualidades históricas (componentes semiológicos
significantes que se manifestam através da família, educação, esporte,
cultura, meio ambiente, arte e religião,) o desenvolvimento em escala
das produções maquínicas de subjetividade (elementos fabricados pela
indústria das mídias, cinema, máquinas lingüísticas etc. e por último,
os aspectos etológicos e ecológicos relativos a subjetividade humana, a
ecologia social e a ecologia mental. E, são trabalhado por
agenciamentos coletivos de enunciação.
Uma máquina que não fosse investida de desejo e alimentada de
subjetividade seria um corpo sem vida. Todo corpo tem sua
artificialidade e toda máquina tem sua virtualidade. A tecnologia é,
portanto, a prótese [DELEUZE. Conversações, 1998.p.122]. É o corpo
sem orgãos, que para Deleuze é como o mecânico supõe uma máquina
social. O próprio organismo supõe um corpo sem órgãos definido por suas
linhas, seus eixos e seus gradientes. Todo um funcionamento maquínico
distinto das funções orgânicas sociais tanto quanto das relações
mecânicas.
Nesse contexto, podemos perceber que é a primeira vez na história da
humanidade que a realidade do aqui e agora se encontra imersa nas
tramas de uma temporalidade maquínica. A tecnologia como fato cultural
multitemporal. Heidegger diz que
a finitude do tempo só se tornava plenamente visível, quando o tempo sem fim se explicitava, por contraposição à finitude.
Vivemos, então, nesta contraposição. E assim, percebemos a
desconteneirização não só do tempo, mas do espaço, do ser e do
conhecimento. Serres diz,
o tempo multitemporal passa e não passa. ele percola.
Segundo Serres, o tempo funciona como um filtro, que ora faz passar,
ora impede a passagem. É desta forma que as tecnologias remetem ao
duplo movimento de aceleração e desaceleração, inovação e tradição,
desterritorialização e territorialização. A contemporaneidade se
caracteriza cada vez mais pela edição ou a forma como as partes do
sistema são montadas ou articuladas. Esta é a cultura do remix.
E, nessa cultura remixada, misturada e miscigenada. Uma cultura que se
desenvolve em rede exige o reconhecimento por parte da consciência.. A
partir de então, a filosofia ficou diferente, não pôde mais ignorar o
estar-com-os-outros. Não se pode ignorar as relações em rede.
Podemos nos lembrar das teses de Leibniz e dos muitos caminhos
possíveis que podem ser percorridos. São diferentes os percursos para
cada indivíduo. Diferentes, portanto, a forma como cada um pode
perceber onde vive, como vive e, escolher seu tempo. Se somarmos todos
os percursos, teremos reconstituído uma pluralidade de mundos dentro de
um mesmo e único mundo.
O fato de estar trilhando por caminhos obscuros, pela bifurcação da vida nos faz um experimentador de diferentes sentidos.
...eu
sentia que o mundo é um labirinto, do qual era impossível fugir, pois
todos os caminhos, ainda que fingissem ir ao norte ou ao sul, iam
realmente à Roma [Jorge Luis Borges]. Cá está o paradoxo!
3. Subjetividade
Subjetividade, segundo Houiass, é
realidade psíquica,
emocional e cognitiva do ser humano, passível de manifestar-se
simultaneamente nos âmbitos individual e coletivo, e comprometida com a
apropriação intelectual dos objetos externos; O campo conceitual
de subjetivação surge no trabalho de Foucault e é retomado por Deleuze
e Guatarri. A subjetividade é engendrada, produzida, pelas redes e
campos de força social (aqui entra o conceito de multidão, de Hardt e
Negri);
Por subjetividade entendemos um conjunto de condições que torna
possível que instâncias individuantes e/ou coletivas estejam em posição
de emergir como território existencial auto-referencial em adjacência
ou em relação com uma alteridade ela mesma subjetiva''. [GUATTARI.
Caosmose, p.19]. A subjetividade, de fato é plural, polifônica, para
retomar uma expressão de Mikhail Bakhtine. O que importa aqui não é
unicamente o confronto com uma nova matéria de expressão. É a
constituição de complexos de subjetivação:
indivíduo-grupo-máquina-trocas múltiplas, que oferecem a pessoa
possibilidades diversificadas de recompor uma corporeidade existencial,
de sair de seus impasses repetitivos, e de, alguma forma, se
re-singularizar.
Guatarri coloca, mesmo que provisoriamente, que a definição da própria
subjetividade é o conjunto das condições que torna possível que
instâncias individuais e/ou coletivas estejam em posição de emergir
como território existencial auto-referencial, em adjacência ou em
relação de delimitação comum a alteridade, ela mesma subjetiva.
4. Controle e liberdade
Deleuze aponta para a sociedade de controle; a passagem da sociedade
disciplinar para a sociedade de controle, pois não precisamos mais da
forma de enclausuramento das instituições disciplinares, o controle
pode ser exercido ao ar livre, sobre os fluxos. Isso significa que não
precisamos mais de muros para controlar. O controle se faz pela
interação e em rede.
A pergunta é: Será que a sociedade não estaria engendrando uma espécie
de prisão ainda mais aperfeiçoada do que todas as outras, por
intermédio da conexão ao ciberespaço, pela virtualização das relações
humanas, pela ubiqüidade, ou por qualquer outra tecnologia que nos
permite ir a todos os lugares sem sair do lugar?
Para Virílio, isso é a geração da inércia polar, para Serres a pantopia
(todos os lugares em um só lugar e cada lugar em todos os lugares).
Para Virílio esse movimento é negativo. Para Serres, é positivo.
Se o espaço do enclausuramento tende a migrar para as relações com o
ciberespaço, para Virílio significa o fim do espaço. Pois, 'chegaremos
ao tempo em que não haverá mais campo de tênis, mas um campo virtual;
não haverá passeio de bicicleta, mas exercícios em um home-trainer
(...) o espaço não se estenderá mais'.
Essa idéia que ciberespaço é o fim do espaço, ou que a ubiqüidade
absoluta anule todo o espaço é uma utopia tecnológica. David
Weinberger, inspirado em Heidegger, aponta para a desconteinerização da
metafísica padrão. A internet rompe com espaço, com o tempo, com a
individualidade e com o conhecimento. Logicamente que isto não nos
torna mais humanos, mas numa simples navegação pelos sites e blogs
podemos perceber que essa ruptura nos leva a um novo bom senso. Muito
mais humanista, que potencializa a colaboração entre as pessoas. Pois,
a conexão e a preocupação nos fazem humanos.
Para Serres a relação de mistura e conexão que a rede forma cria um
espaço diferente. A reconfiguração do espaço que iguala o físico e o
virtual: todos os lugares num só lugar e cada lugar em todos os
lugares. Na Internet, a informação é o mundo, se a informação é mundo e
se este mundo está em rede, então temos tanto a possibilidade de ter
todos os lugares quanto a de estar em todos os lugares. Pantopia remete
tanto à utopia quanto ao espaço heterotópico, que em Foucault aparece
como o diversos agrupamentos dos diferentes tempos e espaços.
Para Latour: 'Infelizmente os fenômenos circulam através do conjunto
que compõe as redes, e é unicamente sua circulação que nos permite
verificá-los, assegurá-los validá-los'. O ciberespaço, ou o espaço
informacional não significa anulação do espaço, mas apenas a realização
tecnológica do espaço topológico. Ou seja, no ciberespaço vivemos
relações de vizinhança, espaço de conexões, heróptico e pantópico. O
espaço, segundo Foucault, passa a ser definido pelas relações de
vizinhança entre pontos e elementos, e forma séries, tramas, grafos,
diagramas, redes.
Remixando Espinosa: Liberdade é uma conquista, não um direito.
5. Transformação
A rede sociotécnica de grande complexidade é composta da riqueza dos
nossos sentidos e faculdades, como também dos objetos, suportes,
dispositivos e tecnologias.
O importante é pensar não na tecnologia em si, como prótese ou
extensão, mas como um processo contínuo de delegação e distribuição das
atividades cognitivas que formam uma rede com os diversos dispositivos
não humanos. Em outras palavras, uma rede de aprendizado, de circulação
da informação.
A informação permite resolver de forma prática - por meio de operações
de seleção, de extração, de redução e de inscrição - o problema da
presença e da ausência em um lugar. A informação estabelece uma
interação material entre o centro e a periferia.
Como qualquer um pode interagir com a informação da maneira que quiser
a partir da sua ponta, sites de busca competem entre si, o que
significa escolha para os usuários e inovações constantes. Não é
necessário pedir permissão para estabelecer essa interação. Se você tem
uma idéia, basta executá-la. E toda vez que você faz isso, o valor da
Internet (rede) aumenta. Todo o valor da Internet cresce na sua
periferia. [
www.worldofends.com]
A circulação da informação estabelece uma "zona de comunidade",
isto é, a descoberta daquilo que nos outros corpos convém ao nosso.
Aquilo que nos afeta. Que nos é relevante. Este é o primeiro patamar de
uma relação consistente. Naturalmente, por mais raro que tenha se
tornado, este ainda é o patamar mais fácil de alcançarmos e aquele que,
talvez, nos dará a força necessária para conhecer o que é mais difícil:
aquilo que nos outros é diferente e corresponde a sua "zona de
singularidade". Porque é preciso uma potência ainda maior para se
conhecer, nos outros corpos, aquilo que não nos convém. [
corposem.org/rizoma/redeafetiva.htm]
6. Rizoma
Um rizoma não começa nem conclui, ele se encontra sempre no meio, entre
as coisas, inter-ser, intermezzo. A árvore é filiação, mas o rizoma é
aliança, unicamente aliança. A árvore impõe o verbo "ser", mas o rizoma
tem como tecido a conjunção "e... e... e..." Há nesta conjunção força
suficiente para sacudir e desenraizar o verbo ser.
Entre as coisas não designa uma correlação localizável que vai de uma
para outra e reciprocamente, mas uma direção perpendicular, um
movimento transversal que as carrega uma e outra, riacho sem início nem
fim, que rói suas duas margens e adquire velocidade no meio. [Deleuze,
Guatarri, Mil Platos, v1, 36]
Deleuze e Guatarri contrapõem rizoma a árvore. A metáfora das
ramificações arborescentes nos ajuda a entender uma espécie de programa
mental, nos plantam árvores na cabeça: a da vida, a do saber, etc. E o
poder, na sociedade, é sempre arborescente – a metáfora visualiza,
comunica melhor o sentido dessa estrutura que representa a hierarquia.
Mas na organização do saber, quase todas as disciplinas passam por
esquemas de arborescência: a biologia, a informática, a lingüística (os
autômatos ou sistemas centrais). Na realidade, não se trata de uma
simples metáfora (no sentido lingüístico) e sim o que nos faze entender
essa metáfora é que existe todo um aparato que se planta no pensamento,
um programa de funcionamento para obriga-lo a ir pelo "bom" caminho,
das idéias "justas". A metáfora da árvore clareia a maneira de como se
articulam, na comunicação social, os esquemas de poder: A contraposição
"árvore" / "rizoma" pode assim se valer da revisão crítica das
estruturas de poder vigentes na sociedade.
Essas características das redes podem ser aplicadas aos organismos, às
tecnologias, aos diispositivos, mas também à subjetividade. Somos uma
rede de redes (multiplicidade), cada rede remetendo a outras redes de
natureza diversa (heterogênese), em um processo auto-referente
(autopoésis).
Esse rizoma se regenera continuamente por suas interações e
transformações. A subjetividade é como a cognição, o advento, a
emergência de um afeto e de um mundo a partir de suas ações no mundo.
Pensamos rizomas. Não só nas raízes que se bifurcam, crescem
aleatoriamente sem comando e controle. O rizoma nos mostra o
comportamento das redes, onde a trama de nós não mais identifica o ser,
o corpo, o autor. Somos um produto rizomático. Multidões dentro de
todos nós. Dentro e fora, fora e dentro. O corpo não tem limite.
Distende-se para o infinito e para o além.
É complicado? Bem, esqueça aquilo que te faz se enxergar como ser
humano. Estamos nos referindo a uma outra tradição filosófica. Isso
implica na maneira de sentirmos a vida. Para que tanto racionalismo?
Por que pensar no homem como centro do mundo? E para que tanto esforço?
O corpo se distende para um todo. As relações corpo- máquina (e todas
as relações que derivam dessas aproximações) nos fazem entender que não
mais importa diferenciar as partes. O ser natural, aquele desprovido
dos males tecnológicos, jamais existiu. Ou melhor, não existe desde que
as funções do homem se distendem na relação com o ambiente. E isso data
da idade da pedra lascada. Nossa cultura é hibrida (e miscigenada?).
7. Produção biopolítica
Biopolítico foi o termo forjado por Foucault para designar uma das
modalidades de exercício do poder sobre a população enquanto massa
global. Negri e Lazzarato propõem uma pequena inversão conceitual.
Biopolítica deixa de ser a perspectiva do poder sobre o corpo da
população e suas condições de reprodução, sua vida. A própria noção de
vida deixa de ser definida apenas em termos dos processos biológicos
que afetam a população.
É preciso insistir sobre o fato que a atividade implicada no
trabalho imaterial permanece, ela mesma, material – ela engaja nosso
corpo e nosso cérebro, como todo trabalho. O que é imaterial é seu
produto. E, desse ponto de vista, nós admitimos que a expressão
'trabalho imaterial' é bastante ambígua. Talvez, por isso, seja
preferível falar de 'trabalho biopolítico', isto é, um trabalho que
cria não somente bens materiais, mas também relações e, em última
instância, a própria vida social. [Hardt & Negri, Empire, 2004}. Vida significa afeto, inteligência, desejo e cooperação.
O campo de luta da comunicação está em conter (ou não abandonar) o
monstro das mídias de das redes de comunicação que tornam a maioria da
sociedade zumbis prisioneiros.
8. Bem-vindo ao Matrix
Jean Baudrillard diz: 'Livre do real, você pode fazer algo mais real
que o real: o hiper-real'. Entender o mundo que vivemos. Assim como
Matrix. Com um distanciamento descolado da realidade nos faz
compreender a vida. Creio que só podemos enxergar a verdade quando está
não nos pertence. Não está dentro da gente. Pois, Minha verdade não é
real. É apenas a minha verdade. Matrix é uma simulação do mundo que
vivemos. Matrix é demônio no espelho. Onde enxergamos o desespero. E o
aprisionamento que vivemos. O simples fato de tocar nessa emoção é o
caminho para a liberdade. Entender, questionar, destruir e recontruir é
uma tarefa humana para a sua própria sobrevivência.
As pílulas vermelhas nos levam para uma outra realidade. Longe das
idiossincrasias viciadas do enclausuramento psíquico. Uma voz canta ao
longe. Não era mais aquele canto das sereias. É Rock and Roll... é a
via de escape das frustrações e da angústia. É arte pura que escorre
pelas mãos... e volatiliza por cada poro.
O velho sistema não vale mais. Internet é nova... é o renascimento da
voz... conversação. Aliás, os mercados são conversações e nada mais
maluco do que estar aberto para este bate papo. Bem vindo ao novo
sistema... e por incrível que pareça é real também.
SubNews
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Hernani Dimantas
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