Esse é o vídeo promocional de um livro chamado
Winning the Story Wars. Não lembro quem me enviou ou onde vi, mas vale a publicação por alguns motivos.
Primeiro que é muito bem feito. Dá play aí e confira. Logo abaixo volto a falar sobre...
Winning the Story Wars - The Myth Gap from
Free Range Studios on
Vimeo.
A base desse livro (que não li, só vi o trailer) me parece estar bastante alinhada com uma noção de que, frente a queda de instituições tradicionais, como a Igreja, o Estado e a família, as marcas acabaram ocupando esse papel de aglutinar pessoas em torno de visões de mundo.
Em alguns casos, como na rivalidade entre fãs do iPhone e do Android, isso fica mais claro. Em outros, como Coca-Cola versus Pepsi, isso cheira a forçação de barra. No fundo essa é uma discussão complexa e eu tendo a entrar nela apenas com um pé. Talvez só com meio pé, pois acho que a publicidade não tem tooodo esse poder.
De qualquer forma é inegável que, embora numa frequência menor do que os publicitários gostariam, volta e meia algo que surge dessa indústria acaba ganhando um significado maior em nossa cultura, como o próprio Marlboro Man, citado no vídeo.
E quando marcas começam a ter a ambição de criar conteúdos (ou histórias) tão atraentes ou mais do que aquilo que a indústria do entretenimento já oferta, então está na hora da gente pensar sobre isso com muito carinho.
O problema de levantar essa bandeira é que não vai demorar para surgir clientes que liguem na agência pedindo "um mitinho", assim como hoje tem gente que pede "um viralzinho". Viral e mito são coisas que não se garantem. Por mais que você siga todas as regras dos gurus e compre todos os blogueiros disponíveis, ainda assim o resultado é incerto, pois depende de fatores que estão muito acima de qualquer possibilidade de controle. E incerteza, vocês sabem, é um conceito que muitos gestores não compreendem.
