"A maioria dos homens prefere a escravidão na segurança ao risco na independência ..."

157 views
Skip to first unread message

Thiago Ghisi

unread,
May 12, 2011, 12:09:24 AM5/12/11
to startup...@googlegroups.com
Apenas compartilhando alguns "tapas na cara" que levei:

Após ler a entrevista sobre Carreira que essa Maria Schirato deu a Veja: http://veja.abril.com.br/140499/p_011.html  c
omprei o livro dela chamado "O Feitiço das Organizações: Sistemas imaginários" .

Essa entrevista é altamente recomendável (e, literalmente um tapa na cara) à todos aqueles que ainda estão em dúvida se devem ou não empreender pois estão atualmente em empresas "boas" ganhando um "bom salário".

E, mais motivacional ainda, foi quando li a primeira frase, do primeiro capitulo do livro dela:

"A maioria dos homens prefere a escravidão na segurança ao risco na independência ..." (MOUNIER, E. O personalismo. 1976.)

Minha interpretação nesse momento para essa frase:

"A maioria dos homens prefere a escravidão na segurança (sendo empregado da vida) ao risco na independência (empreender, ganhar dinheiro (ou fracassar) e libertar-se) ..."

Conclusão: Mexa-se ou será para sempre um escravo.

Alguma outra interpretação?

Thiago Ghisi.


Phill Carvalho

unread,
May 12, 2011, 8:28:56 AM5/12/11
to startup...@googlegroups.com
Perfeito a frase!
Mais não acho que seja empregado da vida. Mais sim empregado o resto da vida.
--
att.
Philipe Moura Carvalho
http://www.orkut.com/Profile.aspx?uid=16064547701959850663

Atenção para a NETiqueta abaixo:

Ao encaminhar mensagens, por favor:
1. Apague o MEU endereço eletrônico;
2. Encaminhe como cópia oculta ( Cco) aos SEUS destinatários;
3. NÃO reenvie a mesma mensagem de quem recebeu.
4. "Antes de imprimir pense na sua responsabilidade e compromisso com o MEIO-AMBIENTE!"

Plínio Balduino

unread,
May 12, 2011, 11:14:19 AM5/12/11
to startup...@googlegroups.com
"É disso que eu estou falando"

Plínio

2011/5/12 Thiago Ghisi <thiago...@gmail.com>:

Alexandre Gomes

unread,
May 12, 2011, 12:40:41 PM5/12/11
to startup...@googlegroups.com
É como sistema de contratação pública, que prefere a certeza do ruim ao risco do bom.


[]s!


2011/5/12 Thiago Ghisi <thiago...@gmail.com>

Thiago Ghisi

unread,
May 12, 2011, 12:56:54 PM5/12/11
to startup...@googlegroups.com
Grande Phil!

Esqueci da palavra resto ali...tens razão.

O que eu queria dizer era exatamente isso:

"A maioria dos homens prefere a escravidão na segurança (sendo empregado o resto da vida) ao risco na independência (empreender, ganhar dinheiro (ou fracassar) e libertar-se) ...

Valeu!

Thiago Ghisi.

Ricardo Mitrano

unread,
May 12, 2011, 1:21:27 PM5/12/11
to startup...@googlegroups.com
Caros, será que a independência seria apenas do patrão-homem ou patrão-chefão? :-)

Pergunto aos que já empreendem, como está a relação de dependência com o patrão-mercado? Tá boa? O custo-benefício está legal? Como vai o equilíbrio com a vida pessoal?
--
Grande abraço.

Ricardo Mitrano


Juan Bernabo

unread,
May 12, 2011, 1:56:01 PM5/12/11
to startup...@googlegroups.com
Boa Ricardo...

Quem acha que empreender para não depender de um chefe se engana.... dependendo do seu sucesso vai ter centenas de chefes... cada um dos seus clientes ;)

Abraços,
Juan.

Felipe Matos

unread,
May 12, 2011, 2:18:21 PM5/12/11
to startup...@googlegroups.com
Bom, como empreendedor, posso dizer que essa independência não é total. Dá para ser um empresário escravo da própria empresa, do mercado... E pior: empresário que continua o ciclo, porque vai continuar escravizando os seus empregados.

Também dá para ser empregado e mais livre, quando se está numa empresa com uma visão de gestão diferente, com mais autonomia, liberdade, reconhecimento e respeito aos indivíduos. Falar é fácil e os exemplos de empresas assim são super raros, mas não acho que a questão é tão simples quanto empregado = escravo e empreendedor = livre.

Abs!


Felipe Matos
+55 31 9309-1323
+55 31 3337-7418
R. Alvarenga Peixoto, 295, 5º andar. Lourdes
Belo Horizonte - MG, CEP 30180-120
www.inventta.net


"A gente leva da vida a vida que a gente leva" (Tom Jobim)

Siga-me: LinkedIn Twitter
Skype felipematos1206
TwitterÚltimo tweet: Executivos abrem casas de private equity: http://bit.ly/mPe4M8
  Get this email app!  



2011/5/12 Juan Bernabo <juan.b...@gmail.com>

Cadu de Castro Alves

unread,
May 12, 2011, 2:30:43 PM5/12/11
to startup...@googlegroups.com
Equilíbrio com a vida pessoal? Hahaha! Pra quem está começando, acho que isso é lenda. Rs!

Cara, essa história de ser o próprio patrão é muito falácia. Hoje eu tenho 30 chefes. Qualquer coisa que eu faça errado, são 30 pessoas me cobrando. Tem que ter disposição, meu amigo!

Agora, tem a questão da *satisfação*. Sendo dono do meu próprio nariz, tenho autonomia pra fazer praticamente o que eu quiser. Claro que você tem que amarrar o seu produto/serviço; ninguém é louco de ficar mudando o modelo toda hora, mas que você tem flexibilidade para inovar, não tenha dúvida. Essa é uma vantagem que eu não tinha quando era funcionário. Dava várias ideias, mas nunca era ouvido.

Abs,

Cadu de Castro Alves
cadu@beesoffice.com
Mobile: +55 21 8464-3958
SkypeID: cadudecastroalves

BeesOffice - Espaço de Coworking RJ - Unidade: Centro
Rua Teófilo Otoni, 52/1203, Centro - Rio de Janeiro - RJ - CEP: 20090-070 - Brasil
*Antes de imprimir pense em seu compromisso com o Meio Ambiente
*Before printing think about your commitment with the Environment.

Guilherme Rares

unread,
May 12, 2011, 2:56:10 PM5/12/11
to startup...@googlegroups.com
Parabens Cadu, este é o meu sonho dar minhas idéias, refina-las e então por em pratica.

Acho que todos querem dinheiro e serem entitulados empreendedores, revolucionários e por aí vai, porém são poucos que tem coragem de colocar a bagaça para funfar (desculpa expressão chula).
--
Guilherme Rares
Consultor de Tecnologia
Cel: (11) 7368-8469

Juan Bernabo

unread,
May 12, 2011, 4:35:34 PM5/12/11
to startup...@googlegroups.com
Felipe, 

Penso isso mesmo... na verdade, pelo menos na mia, a chave tem a ver como uns conceitos que vi no livro "Os 7 Hábitos das pessoas altamente eficazes" e basicamente diz que existem dois planos, o plano de um com um mesmo, e o plano de um com os outros... e a idéia é que precisamos sair da dependencia para a independentes para depois descobrir que somos todos interdependentes.

Juan.

Marcos Tapajos

unread,
May 12, 2011, 7:15:09 PM5/12/11
to startup...@googlegroups.com
Pessoal,

Para mim "A maioria dos homens prefere a escravidão na segurança ao risco na independência ...",  "Fuja da escravidão.." e outras expressões similares são muito infelizes.

Escravidão. A palavra vem do termo slav e se referia aos prisioneiros eslavos reduzidos à servidão pelos povos germânicos. O que caracteriza essencialmente a escravidão é o fato de reduzir uma pessoa humana à condição de coisa ou de animal, como propriedade absoluta de um senhor. (ÁVILA, F. B. de S.J. Pequena Enciclopédia de Moral e Civismo. Rio de Janeiro: M.E.C., 1967. )

escravidão (denominada também escravismoescravagismo e escravatura) é a prática social em que um ser humano assume direitosde propriedade sobre outro designado por escravo, ao qual é imposta tal condição por meio da força. (Wikipedia)

Na minha opinião essa ideia de ser empregado é ser escravo é absurda. Não é absurda simplesmente porque distorce a definição de escravidão mas também porque está colocando um grupo de pessoas (os empregadores/empresários) em posição se superioridade em relação as outras.

O que é ser bem sucedido? Para umas pessoas a resposta é X para outras Y. Quem está certo? AMBOS! Isso é subjetivo!

Existem diferentes tipos de pessoas, pensamentos e ambições. Essas diferenças não devem colocar ninguém como superior ou inferior as outras.

Vocês precisam tomar cuidado para não confundir "motivar pessoas" com "criticar pessoas".

Um abraço

Mobile: +55 21 8709-8693
Skype: marcostapajos
Gtalk/MSN: tap...@gmail.com
Twitter: tapajos













Arthur Moura Carvalho

unread,
May 12, 2011, 7:22:16 PM5/12/11
to startup...@googlegroups.com

Desculpe o comentário não enriquecedor, porém estou de acordo com o colega acima.

On 12 May 2011 20:15, "Marcos Tapajos" <tap...@gmail.com> wrote:

Pessoal,

Para mim "A maioria dos homens prefere a escravidão na segurança ao risco na independência ...",  "Fuja da escravidão.." e outras expressões similares são muito infelizes.

Escravidão. A palavra vem do termo slav e se referia aos prisioneiros eslavos reduzidos à servidão pelos povos germânicos. O que caracteriza essencialmente a escravidão é o fato de reduzir uma pessoa humana à condição de coisa ou de animal, como propriedade absoluta de um senhor. (ÁVILA, F. B. de S.J. Pequena Enciclopédia de Moral e Civismo. Rio de Janeiro: M.E.C., 1967. )

escravidão (denominada também escravismoescravagismo e escravatura) é a prática social em que um ser humano assume direitosde propriedade sobre outro designado por escravo, ao qual é imposta tal condição por meio da força. (Wikipedia)

Na minha opinião essa ideia de ser empregado é ser escravo é absurda. Não é absurda simplesmente porque distorce a definição de escravidão mas também porque está colocando um grupo de pessoas (os empregadores/empresários) em posição se superioridade em relação as outras.

O que é ser bem sucedido? Para umas pessoas a resposta é X para outras Y. Quem está certo? AMBOS! Isso é subjetivo!

Existem diferentes tipos de pessoas, pensamentos e ambições. Essas diferenças não devem colocar ninguém como superior ou inferior as outras.

Vocês precisam tomar cuidado para não confundir "motivar pessoas" com "criticar pessoas".

Um abraço

Mobile: +55 21 8709-8693
Skype: marcostapajos
Gtalk/MSN: tap...@gmail.com
Twitter: tapajos














On May 12, 2011, at 5:35 PM, Juan Bernabo wrote:

> Felipe, 
>

> Penso isso mesmo... na verdade, pe...

Vitor Pellegrino

unread,
May 12, 2011, 7:29:25 PM5/12/11
to startup...@googlegroups.com

Tapa, eu acho que a ideia nao é nem dizer que existe um melhor que o outro, nem que empregado é igual a escravo.

O cerne da questao esta em tomar as redeas da propria vida, ao invés de deixar que outros as tomem de voce. Se alguém tem um emprego que curte, que se sinta bem, nao ha absolutamente nada de errado com isso.

Da mesma forma um empresário q nao goste e nem queira essa vida, tambem nao vai la se sentir tao realizado assim.

Acho que ninguém aqui procurou ofender ou dizer que empreendedor > empregado ou whatever.

Em 12/05/2011 20:15, "Marcos Tapajos" <tap...@gmail.com>escreveu:

Pessoal,

Para mim "A maioria dos homens prefere a escravidão na segurança ao risco na independência ...",  "Fuja da escravidão.." e outras expressões similares são muito infelizes.

Escravidão. A palavra vem do termo slav e se referia aos prisioneiros eslavos reduzidos à servidão pelos povos germânicos. O que caracteriza essencialmente a escravidão é o fato de reduzir uma pessoa humana à condição de coisa ou de animal, como propriedade absoluta de um senhor. (ÁVILA, F. B. de S.J. Pequena Enciclopédia de Moral e Civismo. Rio de Janeiro: M.E.C., 1967. )

escravidão (denominada também escravismoescravagismo e escravatura) é a prática social em que um ser humano assume direitosde propriedade sobre outro designado por escravo, ao qual é imposta tal condição por meio da força. (Wikipedia)

Na minha opinião essa ideia de ser empregado é ser escravo é absurda. Não é absurda simplesmente porque distorce a definição de escravidão mas também porque está colocando um grupo de pessoas (os empregadores/empresários) em posição se superioridade em relação as outras.

O que é ser bem sucedido? Para umas pessoas a resposta é X para outras Y. Quem está certo? AMBOS! Isso é subjetivo!

Existem diferentes tipos de pessoas, pensamentos e ambições. Essas diferenças não devem colocar ninguém como superior ou inferior as outras.

Vocês precisam tomar cuidado para não confundir "motivar pessoas" com "criticar pessoas".

Um abraço

Mobile: +55 21 8709-8693
Skype: marcostapajos
Gtalk/MSN: tap...@gmail.com
Twitter: tapajos














On May 12, 2011, at 5:35 PM, Juan Bernabo wrote:

> Felipe, 
>

> Penso isso mesmo... na verdade, pe...

Marcos Tapajos

unread,
May 12, 2011, 7:41:56 PM5/12/11
to startup...@googlegroups.com
Vitor,

Se eu tivesse certeza que as pessoas quisessem ofender as outras pode ter certeza que eu não perderia meu tempo em responder essa thread.

Respondi porque acredito (ou não) que vocês podem estar pensando exatamente como você falou, porém a imagem que vocês estão passando para as pessoas de fora não é tão boa quanto vocês imaginam. As palavras possuem significados e pesos que são perigosos.

Minha dica é tomar cuidado com a maneira como vocês tentam passar o que estão fazendo e motivar as pessoas. O resultado pode ser muito pior do que vocês imaginam.

Existem mais pessoas fora do grupo e tenho certeza que ninguém aqui vai fazer um produto/empresa que só lide com os amigos de dentro do grupo.

Marcelo Griggio Cajueiro

unread,
May 12, 2011, 7:53:35 PM5/12/11
to Startup Brasil
Tem uma questão que é primordial.

Se você for empreender, você terá colaboradores.
A pergunta que fica, você os considerará escravos?

Eu ainda pretendo empreender, mas enquanto não ocorre, vou agragando
conhecimento onde eu trabalho.
Se você ainda não é empreendedor, use o lugar onde está trabalhando
para aprender com os acertos e erros.

---------------------------
Marcelo Griggio Cajueiro
@marcelocajueiro
marcelocajueiro.me

Luciano Sousa

unread,
May 12, 2011, 10:20:48 PM5/12/11
to startup...@googlegroups.com
to seguindo a linha de pensamento do marcelo.
não tenho do que reclamar do meu emprego hoje, além de aprender muito e juntar uma grana.

não me sinto nem um pouco escravo também! ;)

Best Regards,
Luciano Sousa
http://www.lucianosousa.net
*Ruby on Rails Developer
*Contact: +55 21 7639-5049

Pedro Rezende

unread,
May 12, 2011, 11:44:56 PM5/12/11
to startup...@googlegroups.com
Genial esse pensamento.
Acho que podemos olhar por uma vertente mais subjetiva também, como a escravidão das suas próprias vontades ou ideias. A partir do momento em que você tenta libertá-las e mostrá-las ao mundo, você está sujeito a riscos.

Abraços.
Pedro Rezende

Cadu de Castro Alves

unread,
May 13, 2011, 12:33:46 AM5/13/11
to startup...@googlegroups.com
Tapa,

Você tem que analisar o contexto em que ela se encontra, não a palavra em si, solta. O que o cara quer dizer é a respeito de pessoas de deixam de realizar seus sonhos para viverem na segurança de um emprego estável, como as pessoas que buscam concurso público, por exemplo.

Sabemos que há exceções: há servidores muito felizes e satisfeitos com o que fazem, há empregados (de empresas privadas) da mesma forma e há empreendedores que, se pudessem, fechariam suas empresas para serem empregados, mas simplesmente não conseguem.

A maioria das pessoas que fazem concurso, ao menos as que eu conheço, o fazem por que consideram o salário bom e o emprego seguro. Porém, salário bom e segurança não significa felicidade no trabalho. Conheço pessoas que não saem de seus empregos por causa do ambiente, por exemplo. Por mais que saibam que poderiam ganhar mais em outras empresas, têm medo de não conseguir encontrar um ambiente de trabalho como os que possuem. Ou seja, aqui temos uma prova de que satisfação e felicidade são mais importantes do que o salário em si, salvo casos de pessoas que não ligam pra essas coisas (as que só pensam em ganhar mais e dane-se o resto).

Eu mesmo fui escravo de um curso por que meu pai dizia que seria o melhor pra mim. Sabe qual foi o resultado? Passei 4 anos da minha vida estudando algo que não me dava satisfação. Até que um dia tomei coragem e decidi mudar para algo que eu gostava mais. "Ganhei" mais um ano de faculdade, mas em compensação, finalmente estava fazendo algo que realmente me dava prazer, algo que me dava motivação para estudar. Ou seja, fui escravo de algo que eu não gostava. Me libertei e acabei me tornando uma pessoa mais feliz.

Viu como o contexto faz diferença?

[]'s,

Cadu de Castro Alves
BeesOffice Espaço de Coworking @ Rio de Janeiro
Telefone: (21) 2233-5126 / 8464-3958
Website: http://www.beesoffice.com
Skype: beesoffice
Twitter: @beesoffice

“The guy who invented the first wheel was an idiot. The guy who invented the other three, HE was a genius.” - Sid Caesar


2011/5/12 Marcos Tapajos <tap...@gmail.com>

Cadu de Castro Alves

unread,
May 13, 2011, 12:36:04 AM5/13/11
to startup...@googlegroups.com
Encontrei esse post e acho que vale a lida: http://www.jeronimos.com.br/index.php/artigos/pensamento-corporativo/178-seguranca-independencia-no-trabalho

O autor acabou tomando como exemplo a frase que entitula essa thread.

[]'s,

Cadu de Castro Alves
BeesOffice Espaço de Coworking @ Rio de Janeiro
Telefone: (21) 2233-5126 / 8464-3958
Website: http://www.beesoffice.com
Skype: beesoffice
Twitter: @beesoffice

“The guy who invented the first wheel was an idiot. The guy who invented the other three, HE was a genius.” - Sid Caesar


2011/5/13 Cadu de Castro Alves <cadudeca...@gmail.com>

Guilherme Rares

unread,
May 12, 2011, 12:18:42 PM5/12/11
to startup...@googlegroups.com
Gostei bastante da matéria também, achei algo no mínimo estimulante para quem almeja um dia ter um negócio de sucesso.

Ela conseguiu explanar de maneira coesa  uma empresa moderna com conceitos diferenciados, porém devemos entender o publico alvo da empresa. Existem empresas de medio porte que conseguem um bom faturamento trabalhando de maneira arcaica (e isto funciona muito bem para eles).

Fiquei interessado no livro também, já esta na lista de espera.

Thanks!

Cadu de Castro Alves

unread,
May 12, 2011, 6:55:10 AM5/12/11
to startup...@googlegroups.com
Muito legal, Ghisi.

Mas acho importante lembrar que muitas dessas pessoas se prendem ao emprego em si ao invés de buscarem algo melhor em outras empresas. Ou seja, a solução não é necessariamente abrir o próprio negócio.

Eu trabalhei com uma menina que só não saiu até hoje da empresa onde eu trabalhava pq o ambiente e as pessoas de lá são muito legais. Embora ela queira ganhar mais, ela tem receio de trabalhar num local que não tenha essa mesma atmosfera.

Aqui no BeesOffice vai rolar a palestra *gratuita* "Construindo a carreira dos seus sonhos", onde o tema abordado será justamente esse. 

Quem estiver interessado acesse http://bit.ly/l6IWmA e faça sua inscrição.

Abs,

Cadu de Castro Alves
BeesOffice Espaço de Coworking - Unidade Centro
Rua Teófilo Otoni, 52/1203 - Centro - Rio de Janeiro - RJ
CEP: 20090-070

Marcelo

unread,
May 13, 2011, 7:11:27 AM5/13/11
to startup...@googlegroups.com

Bom, eu fui funcionário público, larguei tudo para trabalhar com a minha área.

Todo mundo me chamou de louco, perdi a "estabilidade", um caminhão de benefícios para ganhar menos, mas acredito que não há melhor benefício do que fazer o que se gosta.

Meu primeiro passo foi entrar para área de desenvolvimento, de agora em diante é aprender o máximo possível, pegar muita experiência, para um dia também empreender.

Acho que tudo tem o tempo certo e meu tempo agora é de estudar e comer pelas beiradas.

--
Abraços,
Marcelo Griggio Cajueiro

Blog: http://marcelocajueiro.me
Twitter: @MarceloCajueiro

Cadu de Castro Alves

unread,
May 13, 2011, 8:40:57 AM5/13/11
to startup...@googlegroups.com
Que maneiro, Marcelo! Adoro conhecer gente com coragem como você!

Não espere ter "experiência" para empreender. Você pode fazer isso desde já. Afinal, empreendedor não é necessariamente um empresário. ;)

Vá fundo, meu amigo! Sucesso!

Abs,

Cadu de Castro Alves
cadu@beesoffice.com
Mobile: +55 21 8464-3958
SkypeID: cadudecastroalves

BeesOffice - Espaço de Coworking RJ - Unidade: Centro
Rua Teófilo Otoni, 52/1203, Centro - Rio de Janeiro - RJ - CEP: 20090-070 - Brasil
*Antes de imprimir pense em seu compromisso com o Meio Ambiente
*Before printing think about your commitment with the Environment.

Sebastian

unread,
May 13, 2011, 5:44:45 PM5/13/11
to Startup Brasil
Pó Thiago, muito bom esse artigo...

E a frase que tu colocou é foda mesmo.

Agora, eu gosto da simetría então... observando isso mesmo desde um
lado mais positivo temos que o empreendedor é o cidadão mais libre que
ha.

Porque?

Porque so responde a:
1. o estado com impostos (sócio compulsivo que te cobra o preço de
viver nesta civilização)
2. os seus stakeholders (quantos menos melhor)
3. sociedade em geral (tipo... seja sustentavel, não destrua o meio
ambiente nem dane bens e pessoas)
4. você

A democracia fica mais forte (menos hipócrita) com mais cidadãos
assim.

Agora... pensa no cara olerite da vida que so aprendeu a ser
recompensado por obedecer. Pior que o cérebro é plástico e o negocio
acaba se acomodando a obedecer eficientemente e não vai saber fazer
outra coisa. É brainwashing mesmo.

A democracia fica mais caricaturesca com mais cidadãos assim.

Olha o nivel de responsabilidade!

sebastian

o/

@sebastianconcpt



On May 12, 1:09 am, Thiago Ghisi <thiago.gh...@gmail.com> wrote:
> Apenas compartilhando alguns "tapas na cara" que levei:
>
> Após ler a entrevista sobre Carreira que essa Maria Schirato deu a Veja:http://veja.abril.com.br/140499/p_011.html comprei o livro dela chamado "O
> Feitiço das Organizações: Sistemas imaginários" .
>
> Essa entrevista é altamente recomendável (e, literalmente um tapa na cara) à
> todos aqueles que ainda estão em dúvida se devem ou não empreender pois
> estão atualmente em empresas "boas" ganhando um "bom salário".
>
> E, mais motivacional ainda, foi quando li a primeira frase, do primeiro
> capitulo do livro dela:
>
> "A maioria dos homens prefere a escravidão na segurança ao risco na
> independência ..." (MOUNIER, E. O personalismo. 1976.)
>
> Minha interpretação nesse momento para essa frase:
>
> <http://veja.abril.com.br/140499/p_011.html>"A maioria dos homens prefere a
> escravidão na segurança* (sendo empregado da vida) *ao risco na
> independência *(empreender, ganhar dinheiro (ou fracassar) e libertar-se)*..."

Vinicius Manhaes Teles

unread,
May 13, 2011, 11:08:56 PM5/13/11
to startup...@googlegroups.com
Oi, Tapa.

Não sei quanto aos demais termos do gênero, mas definitivamente me lembro de já ter utilizado algo nas linhas do "Fuja da escravidão..." :-) Portanto, talvez eu deva fazer alguns comentários para me redimir. ;-)

Você escreveu:

Na minha opinião essa ideia de ser empregado é ser escravo é absurda. Não é absurda simplesmente porque distorce a definição de escravidão mas também porque está colocando um grupo de pessoas (os empregadores/empresários) em posição se superioridade em relação as outras.

Eu concordo com você que a ideia de ser empregado é ser escravo é absurda. Mas, concordo por razões diferentes. Eu nunca tinha pensado nesse conceito de que um empregador/empresário é superior a um empregado. Para ser sincero, não havia me ocorrido isso até ler seu comentário. Em todo caso, achei interessante e compreensível que a mensagem pudesse ser compreendida dessa forma. Compreensível porque faz sentido, se alguém é escravo, certamente está em uma posição de inferioridade. Bom você ter levantado essa bola.

Seja como for, a razão pela qual concordo contigo que "ser empregado = ser escravo" é absurdo é completamente diferente.

Esse assunto todo de empreendorismo, na verdade, revela algo mais profundo, em minha percepção. Acho que o que muita gente busca é ter autonomia, ou seja, liberdade para dispor do próprio tempo e direcionar a vida como bem desejar. 

As pessoas precisam de grana para viver. E o caminho mais natural para obtê-la é através de um emprego. Só que isso frequentemente implica em perda de autonomia. Aí, fica a impressão de que, para ter autonomia e liberdade para fazer o que se deseja, é necessário ter uma empresa. Só que isso não é exatamente verdade.

Porque pode-se ter autonomia, mesmo não tendo empresa. E pode-se ter empresa e ser um "escravo" de funcionários, clientes, entre outros. Então, na busca por autonomia, acho que o ponto não é ter ou não ter uma empresa, embora ter uma empresa seja uma forma possível de se obter autonomia. O ponto é fazer escolhas que não te prendam e, na medida do possível, buscar caminhos que gerem a receita necessária, sem necessariamente tirar a liberdade desejada.

Que tipos de coisas tendem a prender? Dívidas, deixar de desenvolver habilidades que possam ser úteis para a sociedade, não cuidar da própria saúde, entre outras.

Que tipos de coisas podem gerar receita e permitir que a pessoa tenha autonomia? Ter uma empresa bem administrada é uma forma. Mas, está longe de ser a única. Sobretudo para quem é da área de computação. 

Tem gente que ganha dinheiro escrevendo livros. Livro é um produto. É escalável.
Tem gente que faz screencast e ganha a vida com isso. 
Tem gente que dá aula nos cursos da e-Genial, ou outros, por exemplo. 
Tem quem se dedique a escrever artigos legais em blogues e ganhe com publicidade.
Tem gente que faz vídeos bacanas e ganha com publicidade.

E tem gente que trabalha como empregado de alguma empresa, é bom no que faz, a empresa é bacana, e a pessoa consegue negociar uma autonomia legal porque é competente e entrega as coisas. Nenhum problema com essa modalidade. Se autonomia e liberdade para gerir o próprio tempo e a própria vida é importante para alguém, qualquer modo que seja adotado é para lá de válido. Realmente não tem necessariamente que envolver a abertura de uma empresa. 

Mas, uma coisa que sempre precisa é ter uma dose de coragem para trilhar algum desses caminhos. E aí vem a parte da "escravidão" que, essa sim, é criticada. Pelo menos por mim. 

Tem um monte de gente que quer a autonomia, sonha com a liberdade, mas não faz PORRA NENHUMA para obtê-las. Essas pessoas não são escravas do empregador. São escravas de si próprias e do próprio medo que têm de que fazer algo "diferente" do que já fazem, possa arruiná-las por completo. Pior é que tem um monte de gente assim, que é super competente. E uma coisa que me entristece profundamente é ver gente competente desperdiçando a vida fazendo coisas que elas detestam para pessoas ou empresas que elas não suportam, unicamente porque têm medo de fazer qualquer movimento. 

Sinceramente, eu não dou a mínima se essas pessoas vão ou não abrir uma empresa. O que eu adoraria é que elas pegassem o dom da vida e o aproveitassem. Porque ela passa mais rápido do que se imagina. Tempo é o ativo realmente valioso. Dinheiro é mole. Perde-se, ganha-se. Tempo, uma vez passado, não volta.

Nem todos que têm um emprego são tristes no emprego ou detestam o que fazem. Bem pelo contrário. Eu só fico triste pelos que, de fato, não curtem o que fazem, poderiam estar bem melhor fazendo outra coisa, ou em outro lugar, mas nem se dão ao trabalho de tentar.

No mundo em que vivemos hoje, ninguém nos escraviza, a não ser nós mesmos. É uma escolha pessoal.

Grande abraço,

Vinícius Teles

Skype: viniciusteles
Twitter: viniciusteles

Thiago Régis

unread,
May 13, 2011, 11:17:55 PM5/13/11
to startup...@googlegroups.com
Quote: "Essas pessoas não são escravas do empregador. São escravas de si próprias e do próprio medo que têm de que fazer algo 'diferente' do que já fazem, possa arruiná-las por completo"

Ao meu entender, é exatamente sobre isso que a frase desse tópico está falando...


Abraço!
Thiago Régis
@tregismoreira
http://thiagoregis.com
http://drupal-br.org

Marcos Tapajos

unread,
May 14, 2011, 1:44:37 PM5/14/11
to startup...@googlegroups.com
Vinícius,

Veja bem, eu não disse que a única razão pela qual eu não concordo com a afirmativa é a questão superioridade/inferioridade. Minha mensagem teve como intuito chamar a atenção do grupo que o uso do termo escravidão carrega um peso negativo muito forte que inconscientemente atinge as pessoas.

Você já utilizou o termo escravidão no título das suas palestras e eu te falo que não via nenhum problema, inclusive achava que o teor provocativo justificava isso. Porém com o passar do tempo começou a cair a ficha que existe muito mais por trás do uso dessa palavra e que isso pode transpor a racionalidade e de alguma forma remeter, subconscientemente, a ideia de superioridade/inferioridade. 

Por isso acho que é um termo perigoso de ser utilizado e que pode criar uma imagem muito negativa do grupo.

Depois que eu me manifestei sobre isso fiquei impressionado com a quantidade de mensagens que chegaram a mim de pessoas profundamente incomodadas com essa comparação e falando da arrogância do grupo. Tenho certeza que a intenção de ninguém foi essa, mas isso reforça a minha teoria que o uso desse termo é perigosa.

Como você bem falou existem diversas maneiras de se conquistar liberdade e nem todas remetem a ser um empresário. Não posso falar por outras pessoas mas falando do Tapajós, posso te garantir que eu não me sinto preso a nada, não sou empresário/empreendedor e vivo muito feliz e aos poucos estou conquistando tudo que eu quero.

Sinceramente, não vejo nada de errado em as pessoas quererem trilhar o seu caminho de montar uma empresa e buscar sucesso e realização, porém acho que se deve tomar cuidado para nunca se faltar com respeito pela pessoas que possuem um ideal diferente. Nesse jogo eu acho que não existem certos ou errados, o que existe são pessoas e cada uma delas deve buscar felicidade e realização.

Acho que nós dois criticamos exatamente a mesma coisa. Pessoas que estão infelizes, reclamam e não fazem absolutamente NADA para mudar! Essas sim estão num caminho muito errado!

Para finalizar, vou fazer uma ultima crítica ao grupo. O que eu tenho visto é um monte de gente cheia de boas intenções porém está faltando mostrar resultado para ganhar respeito. Sabe aquela história do consultor de investimentos que te diz o que fazer para ganhar muito dinheiro porém se você for olhar ele não é rico. Que credibilidade ele passa? NENHUMA!

Espero ter conseguido passar meu ponto de vista como um observador externo!

Felipe Salvini

unread,
May 14, 2011, 2:35:49 PM5/14/11
to startup...@googlegroups.com, startup...@googlegroups.com
Marcos, concordo com sua postura ao falar do termo escavidao. Cada pessoa  cria seu proprio camingo, e eh totalmente possivel se feliz em grandes corporacoes.

Ainda acrescento, se alguem aqui acha que ter empresa significa fazer o que quer, nao ter chefe... Espera conquistar o primeiro cliente! 

Pra mim empreendedor/funcionario sao perfis de pessoas diferentes.

Qt a critica, acho que a lista eh para trocar experiencias, aprendizados e fracassos. Diga-se de passagem, aprendi muito mais com meus fracassos do que com meu sucessos, e eles me ajudam a vencer cada vez mais.

Para ler caso de sucesso basta ir na livraria e tem um monte deles.


------
Mobile

Vinicius Manhaes Teles

unread,
May 14, 2011, 2:53:13 PM5/14/11
to startup...@googlegroups.com
Amém, Tapa!

Estou 100% de acordo contigo. Sobretudo na parte final.

Acho que tem muita discussão atualmente sobre empreendedorismo e isso é absolutamente positivo. Discussão é legal, leitura é ótimo, mas ação é o que tira a gente do lugar.

Tem um monte de gente que já estudou pacas sobre tudo quanto é assunto relacionado com empreendedorismo. O negócio agora é colocar mãos à obra e implementar o que se tem em mente.

E nessa parte, acho que uma coisa que dificulta muito é a sensação de que há muito trabalho a ser feito. É tanta coisa que dá até desanimo. Aí a pessoa nem chega a começar. Sempre vai adiando. Entendo isso e vivo passando por isso também.

O que estou aprendendo cada vez mais é a usar "baby steps" a meu favor. E quando digo "baby steps" é baby mesmo. Ou seja, a ideia é fazer uma merrequinha mínima por dia. Tão mínima que não afeta em nada o meu dia-a-dia. O importante é dar um passinho por dia na direção desejada.

Estou envolvido em um projeto pessoal no qual gasto no máximo 30 minutos por dia. Na maioria dos dias não chega nem a "isso tudo". O avanço em um dia é quase imperceptível, mas quando olho o acumulado de tudo o que já foi feito nas últimas duas semanas, quando comecei, me impressiono. Com isso, estou aprendendo que o importante não é fazer mais. É justamente fazer menos. Fazer uma merrequnha mesmo. Porém, fazer sempre, diariamente, consistentemente. É melhor meia-hora por dia dedicada ao seu projeto, que você cumpre religiosamente, todo santo dia, do que 14 horas de trabalho que você não tem coragem sequer de começar.

Se eu tivesse começando um projeto hoje, toda noite dormiria com a seguinte pergunta: amanhã, quando acordar, qual é a menor coisa que posso fazer, em no máximo meia-hora, que me leve um milímetro adiante na direção de onde quero chegar? Se possível, executaria esse mínimo logo depois de acordar. Deixando que a prioridade do dia, aquilo que farei em primeiro lugar, seja esse baby-step que me ajude a chegar mais próximo do meu objetivo principal. O resto do dia pode ser arruinado com todo tipo de problemas e, ainda assim, terei progredido.

Grande abraço,

Vinícius Teles

Skype: viniciusteles
Twitter: viniciusteles

Rodrigo de Toledo

unread,
May 15, 2011, 1:45:40 AM5/15/11
to startup...@googlegroups.com, Carlos Felippe
Vinicius,

Desde o final do ano passado tenho tentado difundir esse mesmo pensamento: 
"o importante não é fazer mais. É justamente fazer menos"

Dá uma lida no meu blog:

O primeiro post foi: "Análise de sistemas ou Síntese de sistemas".

Justamente o que eu acho que está faltando por aí é o Sintentizador de Sistemas.
Analista de sistemas que dá um monte de ideia para um produto é fácil (até minha avó faz isso).
O difícil de achar é o cara que tira as ideias menos importantes da frente.

Aqui na lista nós ouvimos um monte de gente que está fazendo coisas mas que ainda não botou no ar.
Será que não está faltando cortar escopo???

Exemplo:
Terça passada, CFC (acho que vc conhece ele da UFRJ) e eu pensamos em um novo produto. Acho que nessa terça a gente põe ele no ar....
Processo:
Brain Storm => corta/corta/corta => prioriza/prioriza/prioriza => MVP

Tenho martelado isso na cadeira de Des. Ágil que herdei de você!

[]s,
Rodrigo de Toledo


2011/5/14 Vinicius Manhaes Teles <vini...@improveit.com.br>

Flávio Steffens de Castro

unread,
May 15, 2011, 10:49:40 AM5/15/11
to startup...@googlegroups.com
Perfeito.

Eu estou sofrendo por não ter posto isso em prática...

>> menos. Fazer uma merrequnha mesmo. Porém, fazer *sempre*, diariamente,


>> consistentemente. É melhor meia-hora por dia dedicada ao seu projeto, que
>> você cumpre religiosamente, todo santo dia, do que 14 horas de trabalho
>> que
>> você não tem coragem sequer de começar.
>>
>> Se eu tivesse começando um projeto hoje, toda noite dormiria com a
>> seguinte
>> pergunta: amanhã, quando acordar, qual é a menor coisa que posso fazer, em
>> no máximo meia-hora, que me leve um milímetro adiante na direção de onde
>> quero chegar? Se possível, executaria esse mínimo logo depois de acordar.
>> Deixando que a prioridade do dia, aquilo que farei em primeiro lugar, seja
>> esse baby-step que me ajude a chegar mais próximo do meu objetivo
>> principal.
>> O resto do dia pode ser arruinado com todo tipo de problemas e, ainda
>> assim,
>> terei progredido.
>>
>> Grande abraço,
>>
>> Vinícius Teles
>>

>> Be on the Net <http://beonthe.net/> - Blog <http://blog.beonthe.net/> /
>> Twitter <http://twitter.com/beonthenet>
>> Improve It <http://improveit.com.br/> -
>> Blog<http://blog.improveit.com.br/>
>> / Twitter <http://twitter.com/improveit_hq>
>>
>> Skype: viniciusteles
>> Twitter: viniciusteles <http://twitter.com/viniciusteles>

>> Marcos Tapajós <http://www.improveit.com.br/en/company/tapajos>

>> Be on the Net <http://beonthe.net/> - Blog <http://blog.beonthe.net/> /
>> Twitter <http://twitter.com/beonthenet>
>> Improve It <http://improveit.com.br/> -
>> Blog<http://blog.improveit.com.br/>
>> / Twitter <http://twitter.com/improveit_hq>
>>
>> Skype: viniciusteles
>> Twitter: viniciusteles <http://twitter.com/viniciusteles>


>>
>> El 12/05/2011, a las 20:15, Marcos Tapajos escribió:
>>
>> Pessoal,
>>
>> Para mim "A maioria dos homens prefere a escravidão na segurança ao risco
>> na independência ...", "Fuja da escravidão.." e outras expressões
>> similares
>> são muito infelizes.
>>

>> *Escravidão*. A palavra vem do termo *slav* e se referia aos prisioneiros


>> eslavos reduzidos à servidão pelos povos germânicos. O que caracteriza
>> essencialmente a escravidão é o fato de reduzir uma pessoa humana à
>> condição
>> de coisa ou de animal, como propriedade absoluta de um senhor. (ÁVILA, F.

>> B. de S.J. *Pequena Enciclopédia de Moral e Civismo*. Rio de Janeiro:
>> M.E.C., 1967. )
>>
>> A *escravidão* (denominada também *escravismo*, *escravagismo* e *
>> escravatura*) é a prática social em que um ser
>> humano<http://pt.wikipedia.org/wiki/Ser_humano>
>> assume direitos <http://pt.wikipedia.org/wiki/Direito>de
>> propriedade<http://pt.wikipedia.org/wiki/Propriedade> sobre
>> outro designado por *escravo*, ao qual é imposta tal condição por meio da


>> força. (Wikipedia)
>>
>> Na minha opinião essa ideia de ser empregado é ser escravo é absurda. Não
>> é
>> absurda simplesmente porque distorce a definição de escravidão mas também
>> porque está colocando um grupo de pessoas (os empregadores/empresários) em
>> posição se superioridade em relação as outras.
>>
>> O que é ser bem sucedido? Para umas pessoas a resposta é X para outras Y.
>> Quem está certo? AMBOS! Isso é subjetivo!
>>
>> Existem diferentes tipos de pessoas, pensamentos e ambições. Essas
>> diferenças não devem colocar ninguém como superior ou inferior as outras.
>>
>> Vocês precisam tomar cuidado para não confundir "motivar pessoas" com
>> "criticar pessoas".
>>
>> Um abraço
>>

>> Marcos Tapajós <http://www.improveit.com.br/en/company/tapajos>

>>> *Felipe Matos*


>>> +55 31 9309-1323
>>> +55 31 3337-7418
>>> R. Alvarenga Peixoto, 295, 5º andar. Lourdes
>>> Belo Horizonte - MG, CEP 30180-120
>>> www.inventta.net
>>>
>>> "A gente leva da vida a vida que a gente leva" (Tom Jobim)

>>> Siga-me: [image: LinkedIn] <http://br.linkedin.com/in/felipematos>
>>> [image:
>>> Twitter] <http://twitter.com/felipematos>
>>> [image: Skype] felipematos1206
>>> [image: Twitter] <http://twitter.com/inst_inovacao>Último


>>> tweet:Executivos abrem casas de private equity:
>>> http://bit.ly/mPe4M8

>>> Follow @inst_inovacao <http://twitter.com/inst_inovacao>
>>> <http://twitter.com/?status=@inst_inovacao%20&in_reply_to_status_id=68295553540304900&in_reply_to=inst_inovacao>
>>> Reply<http://twitter.com/?status=@inst_inovacao%20&in_reply_to_status_id=68295553540304900&in_reply_to=inst_inovacao>
>>> <http://twitter.com/?status=RT%20%40inst_inovacao%3A%20Executivos%20abrem%20casas%20de%20private%20equity%3A%20http%3A%2F%2Fbit.ly%2FmPe4M8>
>>> Retweet<http://twitter.com/?status=RT%20%40inst_inovacao%3A%20Executivos%20abrem%20casas%20de%20private%20equity%3A%20http%3A%2F%2Fbit.ly%2FmPe4M8>
>>> 09:45
>>> May-11<http://twitter.com/inst_inovacao/statuses/68295553540304900>
>>> Get this email app!
>>> <http://www.wisestamp.com/apps/twitter?utm_source=extension&utm_medium=email&utm_term=twitter&utm_campaign=apps>


>>>
>>>
>>>
>>>
>>> 2011/5/12 Juan Bernabo <juan.b...@gmail.com>
>>>
>>>> Boa Ricardo...
>>>>
>>>> Quem acha que empreender para não depender de um chefe se engana....
>>>> dependendo do seu sucesso vai ter centenas de chefes... cada um dos seus
>>>> clientes ;)
>>>>
>>>> Abraços,
>>>> Juan.
>>>>
>>>> Em 12 de maio de 2011 14:21, Ricardo Mitrano
>>>> <mit...@gmail.com>escreveu:
>>>>
>>>> Caros, será que a independência seria apenas do patrão-homem ou
>>>>> patrão-chefão? :-)
>>>>>
>>>>> Pergunto aos que já empreendem, como está a relação de dependência com
>>>>> o
>>>>> patrão-mercado? Tá boa? O custo-benefício está legal? Como vai o
>>>>> equilíbrio
>>>>> com a vida pessoal?
>>>>>
>>>>> Em 12 de maio de 2011 13:56, Thiago Ghisi
>>>>> <thiago...@gmail.com>escreveu:
>>>>>
>>>>> Grande Phil!
>>>>>>

>>>>>> Esqueci da palavra *resto* ali...tens razão.


>>>>>>
>>>>>> O que eu queria dizer era exatamente isso:
>>>>>>

>>>>>> "A maioria dos homens prefere a escravidão na segurança* (sendo
>>>>>> empregado o resto da vida) *ao risco na independência *(empreender,
>>>>>> ganhar dinheiro (ou fracassar) e libertar-se)* ...


>>>>>>
>>>>>> Valeu!
>>>>>>
>>>>>> Thiago Ghisi.
>>>>>>
>>>>>>
>>>>>>
>>>>>>
>>>>>> Em 12 de maio de 2011 09:28, Phill Carvalho <phill.c...@gmail.com
>>>>>> > escreveu:
>>>>>>
>>>>>>> Perfeito a frase!
>>>>>>> Mais não acho que seja empregado da vida. Mais sim empregado o resto
>>>>>>> da vida.
>>>>>>>
>>>>>>>
>>>>>>> Em 12 de maio de 2011 01:09, Thiago Ghisi
>>>>>>> <thiago...@gmail.com>escreveu:
>>>>>>>
>>>>>>> Apenas compartilhando alguns "tapas na cara" que levei:
>>>>>>>>
>>>>>>>> Após ler a entrevista sobre Carreira que essa Maria Schirato deu a
>>>>>>>> Veja: http://veja.abril.com.br/140499/p_011.html comprei o livro
>>>>>>>> dela chamado "O Feitiço das Organizações: Sistemas imaginários" .
>>>>>>>>
>>>>>>>> Essa entrevista é altamente recomendável (e, literalmente um tapa na
>>>>>>>> cara) à todos aqueles que ainda estão em dúvida se devem ou não
>>>>>>>> empreender
>>>>>>>> pois estão atualmente em empresas "boas" ganhando um "bom salário".
>>>>>>>>
>>>>>>>> E, mais motivacional ainda, foi quando li a primeira frase, do
>>>>>>>> primeiro capitulo do livro dela:
>>>>>>>>
>>>>>>>> "A maioria dos homens prefere a escravidão na segurança ao risco na
>>>>>>>> independência ..." (MOUNIER, E. O personalismo. 1976.)
>>>>>>>>
>>>>>>>> Minha interpretação nesse momento para essa frase:
>>>>>>>>

>>>>>>>> <http://veja.abril.com.br/140499/p_011.html>"A maioria dos homens


>>>>>>>> prefere a escravidão na segurança* (sendo empregado da vida) *ao

>>>>>>>> risco na independência *(empreender, ganhar dinheiro (ou fracassar)
>>>>>>>> e libertar-se)* ..."


--
_____________________
Flavio Steffens de Castro
http://www.agileway.com.br
A filosofia agile no dia-a-dia

MSN: flavio....@terra.com.br
Twitter: @flaviosteffens

http://www.woompa.com.br
Starting up for never stop!

Sebastian Sastre

unread,
May 15, 2011, 10:56:29 AM5/15/11
to startup...@googlegroups.com
Na verdade está faltando algo aí: validação.

Você pode analizar e sintetizar tudo o que quiser que se não fez empatía de forma certa com quem precisa no primeiro lugar, então vai ter grande chance de trabalhar acima de um mero achismo.

Aí a alternativa é o achismo calculado e validado. Validado por o usuário diretos (e não stakeholders que fácilmente terão maquiados os seus interesses secundarios)

Se validou ou não vai ser sinalizado pelo interesse que você desperta no grupo de pessoas a serem atingidas.

Se a sinal repete com facilidade então isso, a sua vez, pode ser sinal de que conseguiu uma força de traction interessante 

Juan Bernabo

unread,
May 15, 2011, 5:16:49 PM5/15/11
to startup...@googlegroups.com
Pessoal,

Então seria o sintetizador de sistemas que usa o metodo cientifico... ;)

Rodrigo,

Acho que esse asssunto é tão importante que merece um thread independente somente para ele, digo para que não fique na thread sobre escravidão... faz sentido fazer um fork....

Juan.

Alexandre Gomes

unread,
May 16, 2011, 1:09:42 PM5/16/11
to startup...@googlegroups.com
Concordo com o Tapa de que este discurso pró-empreendedorismo, bem na moda ultimamente, deve ser recheado de cuidados para não acabarmos criando, inadvertidamente, uma dicotomia social com empreendedores, os bonzinhos, de um lado e empregados, os malvados, de outro.

Comecei a ter uma real dimensão disso quando, há cerca de um mês atrás, um dos meus melhores colaboradores daqui da SEA pediu demissão alegando estar incomodado com todo o discurso anti-empregatismo que há muito vinha se desenvolvendo na empresa.

Parei pra pensar e só então percebi a falta de respeito que estava cometendo com aqueles que garantem e sustentam o crescimento do meu negócio (sem malícia). Depois disso, mudei. Passei a ser muito mais cauteloso ao fomentar a atividade empreendedora aqui dentro. Estava dando um tiro no meu próprio pé.


[]s

juan.b...@gmail.com

unread,
May 16, 2011, 2:26:56 PM5/16/11
to startup...@googlegroups.com
Ale,

Acho bom reforcar isto...

A definicao de Startups que eu pelo menos tenho adotado e aqul de Lean Startups, que não tem a ver com se vc e funcionario de uma grande empresa ou se vc esta iniciado uma empresa nascente...

"Um empreendimento humano para a busca de um modelo de negocio viável validado em condições de altíssima incerteza."

Podem ser dois garotos numa garagem ou podem ser dois garotos no Google... Tanto faz....

Abraços,
Juan

Enviado através do meu BlackBerry® da Nextel


From: Alexandre Gomes <aleg...@gmail.com>
Date: Mon, 16 May 2011 14:09:42 -0300
Subject: Re: "A maioria dos homens prefere a escravidão na s egurança ao risco na independência ..."

Vinicius Manhaes Teles

unread,
May 29, 2011, 8:19:48 PM5/29/11
to startup...@googlegroups.com
Oi, Rodrigo.

Que legal!

Estou particularmente feliz com o fato de ser justamente você a pessoa que está dando continuidade às aulas de agile na UFRJ. Não poderia ser alguém melhor! 

Grande abraço,

Skype: viniciusteles

Rafael Braga

unread,
May 29, 2011, 8:33:22 PM5/29/11
to startup...@googlegroups.com
Eu transcrevi  uma entrevista que assisti uma certa vez do Jim Collins, eu achei o conteudo muito relevante, e tem a ver com o assunto destes emails... 
A minha intenção foi de criar juntas bases de sustentação sobre um dos livros que estou escrevendo, mas vou compartilhar aqui com vocês, 

Espero que não se importem por ser demasiado extensa. Se for um incomodo, avisem, e não enviarei emails de conteúdo tão extenso. 


Jim Collins) Mas se você analisar no tempo, e pensar que se destaca entre as boas e más épocas, em épocas incertas e instáveis, quem ganha... são os muito metódicos, são os disciplinados, não somente no que diz respeito as decisõe do pessoal, mas também sobre as financeiras, sobre o fluxo monetário, sobre certificar-se de fazer... somente o que podem fazer de maneira que sobressaia... e nao se distrair com coisas nas quais não podem se destacar. São muito disciplinados para compreender o que empurra a sua economia para guiar sua empresa, nesse sentido,  se você os analisa é essa dimensão extra disciplina que com o tempo leva excelentes resultados, muitas vezes evita que cheguem a uma situação perigosa.

 

Martin Lindstrom) A disciplina é o oposto da audácia(bold)? Os grandes empresários também são audazes?

 

Jim Collins) estudamos o lado empresarial disso, e segundo minha experiência pessoal, originariamente, quando dava aulas em stanford, quando comecei minhas investigações, ditava “empreendimentos e pequenas empresas” as raízes de minha paixão estão na pequena empresa,  com aquela que começa com um ou dois empregados, ou numa garagem, ou numa cabaninha, ou num edifício horroroso, e logo cresce a partir dali.

 

Para mim essa sempre á a essência cristalina, e você encontra em todo mundo. Vemos empreendimentos em toda a America Latina, Europa, Asia, America do Norte.

 

E uma coisa das quais eu quero comentar a respeito é que um empreendimento não está atrelado a um tipo de personalidade, não há um esteriótipo de empresário, ser empresário é um processo duplicável e se pode aprender, é algo no qual você pode se formar. Não é que você nasça empresário ou não, há uma serie de práticas.

 

E quanto à pergunta, quando você analisa os grandes empresários e o que os mantém em pé , algo no que são muito claros é em não confundir sua empresa, uma idéia específica com a da companhia que constroem.

 

Vou explicar a você por que é tão importante: Qualquer idéia é propensa a fracassar. Falavamos hoje de como o primeiro produto da sony era um pequeno empreendimento, fracassou. Os primeiros produtos da HP fracassaram. O primeiro filme da Disney foi um fracasso.

 

E como compreenderam que sempre devemos seguir de pé para voltar e tentar uma segunda, terceira e quarta vez, porque você não sabe qual é idéia que vai funcionar.

 

Está claro que estão criando uma empresa e uma companhia é dizer que podem provar várias diéias antes que a idéia que vai funcionar.

 

Sobre a pergunta da audácia, os melhores empresários não cometem erros.

 

Martin Lindstrom) É surpreendente.

 

Jim Collins) São excepcionalmente bons em gestão de risco e fazem algo que é aparentemente arriscado... mas vou perguntar isso, pense assim: como disse um grande professor de santford, sim há riscos nos empreendimentos, mas também existem riscos ao não empreender nada.

 

Se você está dentro de uma empresa grande, há riscos políticos. Pense no pessoal das grandes empresas que foi preciso reduzir em momentos difíceis, muitas pessoas perderam seu emprego, também tiveram riscos, mas não puderam vê-los.

 

O que acontece é que as pessoas não são tão relutantes ao risco como à ambiguidade.

Se alguém aceita um emprego numa grande empresa, amiúde é porque querem claridade, mas há riscos, os riscos políticos, a empresa ter problemas e não contratá-los. Como empresário, você está mais a cargo de seus riscos, você gerencia esses riscos, você pode faze-lo, você pode criar uma carteira de clientes, produtos, você pode se ajustar e portanto na verdade controla mais o seu destino, que resulta num risco menor.

 

Ambos tem riscos, a vida é um risco. Desde que você nasce se expões ao perigo, tal como disse Waldo Emerson, mas controla muito mais o risco ativo, eu diria audácia. Disciplina e Audácia, empregando a metáfora do escalar,  como você sabe escalei quase toda minha vida, se você vai escalar o Capitán nos EUA, parecerá Audaz, porque é grande.

 

Então pense que estabelecer uma empresa ou uma companhia é como escalar o capitáin.

 

A façanha em sí parece Audaz, mas você só sobe a montanha com muita disciplina, treina muito, você pratica com a alimentação que vai precisar, você pratica com seus sistemas, você pratica escalar na escuridão, com vento, você pratica a retirada para se for necessário. Treina para o ínicio e o fim do trajeto. Condiciona seu corpo com tudo que lhe permite sobreviver no capitán e escalá-lo. Isso requer disciplina, então a pergunta é: há um truque entre a disciplina e a audácia? Não, você só consegue algo audaz, atravez da disciplina.

 

Martin Lindstrom) Ao escalar rochas ou montanhas a disciplina está escrita, as melhores práticas estão escritas. Nos negócios como se é disciplinado? Que regras você deve seguir?

 

Jim Collins) O mundo da gestão é um campo novo, só se passaram 100 anos desde sua aparição e talvez 70 desde que Peter Drucker, Alfred Chandler, começaram a escrever a respeito, de maneira sistemática.

 

É um campo jovem, Isso siginifica que várias coisas que compreendemos são muito menores das que vamos compreender no futuro.

 

Martin Lindstrom) Como se estivéssemos na era medieval da ciência.

 

Jim) exato, como se estivessemos na era mediecal desta ciência, nas etapas iniciais. Dito isso, inclusive agora sabemos certas coisas, e a chave é escutá-las. Tomemos Drucker e sua idéia de ganhar força, de gestão por objetivos, sua idéia de que você dá às pessoas objetivos centrais e liberdade no modo de conseguir.

 

Isso é algo que sabemos, a ideia de Drucker de prestar atenção para medir o importante, e não aquilo que é fácil de medir.

 

Estas são disciplinas que sabemos que funcionam.

Logo se continuamos com Deming, seu trabalho demonstra que há coisas que sabemos com certeza, sabemos que sempre há uma variável aleatória no sistema, você nunca sabe todas as variações, então se você tem um processo contínuo de melhora e você melhora continuamente, vai aperfeiçoando sua qualidade, e vai agregando mais e mais qualidade gradualmente, e esse processo é um processo sistemático que sabemos que funciona.

 

 Se tomamos Porter, um estrategista, sabemos que em qualquer entorno econômico dado há poder ao redor da economia, quem tem o poder de compra? Quem tem o de provisão? Quem tem o poder governamental?

Desempenham um papel, você deve compreendê-los e logo agir, decifrar como ter mais poder econômico, em lugar de estar sujeito a forças em que outros tem maior poder econômico que nós, sabemos que isso é certo.

 

Se passamos a outras coisas que aprendemos recentemente, aprendemos a importância de ter primeiro o pessoal indicado, de ter uma necessidade fanática de enfrentar os efeitos drásticos, então se passamos tudo isso, falamos do que aprendemos de drucker, de deming e proter. Falamos do que aprendemos de Drucker, de Deming e Porter.

 

Há certos fundamentos dos quais já estamos seguros, e o primeiro passo é dizer: “Devo aprendê-los e aplicar disciplina”, sabendo que ainda resta mais conhecimento que ainda não possuimos para aprender.

 

Martin Lindstrom) Interessante.

 

Jim) Outras coisas que demvemos aprender em parte é dividir sua própria empresa, devemos poder experimentar, descobrir que funciona em sua situação, o modo em que você navega o que ainda não foi descoberto em qualquer situação, sabemos que o que uma pequena empresa enfrenta em São Paulo será distinto do que enfrenta mediana no Texas.

 

Então a verdadeira chave é uma avaliação prática daquilo que funciona.

 

Martin Lindstrom) Você fala sobre a importancia de subir pessoal indicado no onibus, o que você chama de liderança de nível 5.  Conte-nos uma história de como uma companhia ou um lider e como alcançaram o sucesso.

 

Jim) Uma hist’roia recente sobre o poder de um lider individual, por certo você mencionou o nível 5, o nível 5 é quando o líder tem ambição pela empresa ou companhia, e não somente pelo que recebem.

 

É o que criam e o que constroem, e por isso finalmente vai se acumular, porque deiraram para tráz... e vão continuar em frente.

Se você pegar por exemplo, Anne Mulcahy da Xerox, que creio que ambos conhecemos,  quando chegaram tempos difíceis à xerox, uma possível quebra, mas, como fez com que todos debaixo dela fizessem o necessário para que a Xerox voltasse a ter sucesso?

 

O interessante é que estava claro que Anne tinha ambição PELA Xerox e não para sí mesma. Ela não esperava ser CEO, mas via sua liderança como algo que tinha mas como sua responsabilidade. E por isso pode dizer que tinha tomar decisões muito difíceis. Por isso, pode se dizer que tinham que tomar decisões muito difíceis,  é preciso jogar fora certas divisões, provavelmente muitos tenham que ir, porque, as estruturas de custos são demasiado elevadas, haverá muitas decisões estratégicas, vamos ter que eliminar coisas que em outro momento adorariamos fazer.

 

Mas pôde fazê-lo com o apoio de todos,  porque as pessoas a viam e sabiam que Anne não fazia pelo que ela recebia, mas porque a Xerox precisava, e alguém tem que poder fazê-lo, nós sabemos que os ideais de Anne são bons,  e sabemos que ela vai tomar as decisões difíceis, e nós te apoiamos. Disso se trata os lideres Nivel 5.

 

Martin Lindstrom) Você escreveu muito sobre o que faz com que uma empresa tenha sucesso, mas seu ultimo livro trata do porque caem os grandes.

 

Jim) sim.

 

Martin Lindstrom) Você pode repassar as 5 etapas brevemente?

 

Jim) Sim, é o caminho aterrador estudar  o fracasso, porque você se dá conta de como todos são vulneráveis. Se você teve sucesso, quem quer que nos olhe, se alcaçaram o sucesso, quero que tenham medo, porque existe a possibilidade de que numa virada de esquina esteja o fracasso para este sucesso, ou ao menos depois do sucesso. Como isso acontece?

 

São cinto etapas:

Estágio 1)  é quando o sucesso te leva à arrogância. Essa etapa é a soberba, a extrema arrogância de acreditar que você merecia de que não foi por sorte, mas que você era muito bom, você pode conseguir qualquer coisa, esse tipo de arrogância que surge do sucesso.

 

Estágio 2) é quando a soberba do estágio 1 se traduz em táticas muito agressivas, indisciplinadas, “somos tão bons que podemos crescer ao dobro da velocidade sem pagar um castigo, tão bons que podemos lançar a áreas nas quais não somos idôneos, porque vamos decifrar, tão bons que podemos duplicar de tamanho da empresa da noite para o dia com um aquisição, tão bons que podemos correr riscos muito grandes que se forem contra nós vão nos prejudicar, mas não vai ser assim, porque somos muito bons.

 

Essa busca indisciplinada por mais e sempre querer mais e não ter disciplina de se abster, para poder lidar se a as coisas ficarem contra você.

 Agora se você é visto de fora no estágio 2, você parece fantastico e grandioso, e é disso que deve se ter medo.

 

Estágio 3) Negar o risco e o perigo. Correndo os riscos e perigos na etapa dois, começam aparecer alguns indídcios de perigos, nuvens negras no ceu, trovoadas, ventos fortes, são os sinais do perigo, sinais precoces do que está por vir... Talvez apareça alguem do seu pessoal e diga: Hey, nos temos um problema. ( e é melhor que você o dê ouvidos!)

Mas você os nega, porque você diz: “somos tão bons, tão bem sucedidos, vamos estar bem” e a etapa 3 é entrar  no processo de negação dos fatores evidentes que se acumulam e também o risco, que você deve aceitar que talvez na etapa em que ocorreu um risco que valeu a pena você sempre deve se perguntar se não fosse assim?

 

Nessa etapa pode ser que haja maiores riscos que podem se virar contra você.

 

Estágio 4) você cai. Nesse estágio o risco te pega, ou a erosaão chega, ou a tormenta te alcança, os ventos te derrubam... e você cai. E essa etapa se caracteriza quando você responde a essa queda, se apegando a salvação buscando por uma solução rápida, uma bala de prata, uma nova estratégia que aplica de imediato, um líder que vai salvar tudo na hora, algo mágico que solucione amanhã, em lugar de voltar a disciplina de construção e o pessoal adequado que levou as decisões disciplinadas que te levaram a grandeza em primeiro lugar. (Rocky Balboa)

 

Como dissemos, trabalhamos juntos faz anos, o sucesso que foi construido não foi da noite para o dia, é um sucesso de 20 anos, e se você perde isso de vista. Para solucionar em dois meses em lugar de voltar as disciplinas fundamentais e você logo se agarra a salvação e cai e repete esse processo até que finalmente resista até a etapa 5.

 

Estágio 5) Capitulação: a irrelevancia ou morte. Sem retorno. Isso acontece quando você fica sem opções, dinheiro, alternativas estratégicas, capital cultural,  acaba o jogo, você pode chegar à margem, mas nem bem crua para o outro lado, se acabou.

 

 

É importante lembrar que  muitos cairão, mas não todos, e inclusive se você cai, e você pode cair muito durante a longa estrada, você pode regressar.

 

Martin Lindstrom) Eu gosto de suas lições de escalada para jogar luz sobre estas etapas, o que foi o mais importante que você aprendeu na montanha?

 

Jim) Em termos de evitar....

Martin Lindstrom) é, sobre a gravidade

Jim) Eu vou te contar uma história:

Quando eu estava na 2o grau, tinha uns 15 anos ou 16 anos, e eu fui escalar no cânion El Dorado, perto de onde eu me criei em Boulder, fazia 3 ou 4 anos que escalava, e queria escalar um chamado Titus, e naquela época era relativamente difícil, e saí com uma falta de preparação arrogante, não estava preparado para poder fazer certos agarres com os dedos, pensei que resolveria ao estar ali, e tampouco, quando falamos da audácia e da disciplina, não dediquei tempo para revisar duas vezes todos os meus sistemas. Bem, estava no quarto ponto, a quase 121 metros de altura do chão, passava por um sistema de agarre inclinado que era dificultoso, meus antebraços se encheram de sangue e ácido láctico, e podia dizer que em algum momento, ainda que você tenha um bom agarre, as mão vão se desfazer. E eu estava para cair, e a 121 metros de altura, e isso não deveria ser um problema porque se usa proteção para isso. E por alguma razão, até hoje eu não sei o porque, meu cérebro me indicou que eu deveria olhar o nó.

 

E eu olhei meu nó, e meu nó estava desatado. Eu havia cometido o erro de não pensar no melhor nó para certo tipo de situações e até com um nó bolinha, que tem como maior vantagem a facilidade de desatar, e a maior desvantagem é a facilidade de desatar. E este desatou enquanto eu me movia. E pendurava do meu Arnês.

 

Eu estava a segundos de cair e somente agora que eu vou morrer se eu cair pois meus antebraços não resistiriam muito tempo e eu gritei para o meu parceiro e pensei: “o que vai fazer? Não pode fazer nada, vai me ver cair e morrer” e havia um pitão velho na rocha, colocado desde a primeira descida, um velho pitão de ferro macio, e eu tinha 10 segundos até cair, peguei um mosquetão e agarrei no pitão e logo engachei no meu arnês. E lembro de pensar: “por favor, resista! Não solte!” e isso me ajudou.

 

Eu retrocedi, peguei o nó, amarrei e voltei a saliência, estava calmo nesse momento, quando cheguei à saliência, eu tremia convulsivamente, tive náuseas durante dias, pelo que acontece a nível químico.

 

O que eu aprendi disso são dusas coisas:

1) Num mundo que não perdoa, a gravidade não perdoa, não importa, Nunca se toma um respiro, jamais, e se você comete um erro, poderia te matar, se for um erro equivocado.

 

O que eu aprendi é que eu quero fazer coisas interessantes, eu quero escalar rochas, quero chegar ao cume, eu quero fazer coisas que disparam minha adrenalina.

Mas eu necessito da disciplina para ter a prepação correta, para sempre pensar nos nós adequados, para sempre revisar meus sistemas, para poder fazer essas coisas audazes e continuar com vida num ambiente hostil, e como falávamos hoje, creio que seja assim, que todos vamos em direção a um ambiente hostil. Onde vamos ter que ser audazes e disciplinados.

 

2) o que aconteceria se esse pitão não estivesse ali? Talvez não estariamos juntos aqui agora. Foi casualidade que esse pitão estivesse ali. E o que você nota ao rebobinar a fita de sua vida é que há momentos cruciais nos quais se a sorte tivesse tomado outro caminho eu poderia ter morrido.

 

Então ter sempre essa disciplina extra é essencial, pois eu tive sorte de viver, e o que levei disso é que eu não quero nunca mais que minha vida dependa da sorte e casualidade, eu quero viver por causa da minha disciplina, não por causa da minha sorte.  
Reply all
Reply to author
Forward
0 new messages