Felipe Matos
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Desculpe o comentário não enriquecedor, porém estou de acordo com o colega acima.
On 12 May 2011 20:15, "Marcos Tapajos" <tap...@gmail.com> wrote:
Pessoal,Para mim "A maioria dos homens prefere a escravidão na segurança ao risco na independência ...", "Fuja da escravidão.." e outras expressões similares são muito infelizes.Escravidão. A palavra vem do termo slav e se referia aos prisioneiros eslavos reduzidos à servidão pelos povos germânicos. O que caracteriza essencialmente a escravidão é o fato de reduzir uma pessoa humana à condição de coisa ou de animal, como propriedade absoluta de um senhor. (ÁVILA, F. B. de S.J. Pequena Enciclopédia de Moral e Civismo. Rio de Janeiro: M.E.C., 1967. )A escravidão (denominada também escravismo, escravagismo e escravatura) é a prática social em que um ser humano assume direitosde propriedade sobre outro designado por escravo, ao qual é imposta tal condição por meio da força. (Wikipedia)Na minha opinião essa ideia de ser empregado é ser escravo é absurda. Não é absurda simplesmente porque distorce a definição de escravidão mas também porque está colocando um grupo de pessoas (os empregadores/empresários) em posição se superioridade em relação as outras.O que é ser bem sucedido? Para umas pessoas a resposta é X para outras Y. Quem está certo? AMBOS! Isso é subjetivo!Existem diferentes tipos de pessoas, pensamentos e ambições. Essas diferenças não devem colocar ninguém como superior ou inferior as outras.Vocês precisam tomar cuidado para não confundir "motivar pessoas" com "criticar pessoas".Um abraçoMobile: +55 21 8709-8693
On May 12, 2011, at 5:35 PM, Juan Bernabo wrote:
> Felipe,
>
> Penso isso mesmo... na verdade, pe...
Tapa, eu acho que a ideia nao é nem dizer que existe um melhor que o outro, nem que empregado é igual a escravo.
O cerne da questao esta em tomar as redeas da propria vida, ao invés de deixar que outros as tomem de voce. Se alguém tem um emprego que curte, que se sinta bem, nao ha absolutamente nada de errado com isso.
Da mesma forma um empresário q nao goste e nem queira essa vida, tambem nao vai la se sentir tao realizado assim.
Acho que ninguém aqui procurou ofender ou dizer que empreendedor > empregado ou whatever.
Em 12/05/2011 20:15, "Marcos Tapajos" <tap...@gmail.com>escreveu:
Pessoal,Para mim "A maioria dos homens prefere a escravidão na segurança ao risco na independência ...", "Fuja da escravidão.." e outras expressões similares são muito infelizes.Escravidão. A palavra vem do termo slav e se referia aos prisioneiros eslavos reduzidos à servidão pelos povos germânicos. O que caracteriza essencialmente a escravidão é o fato de reduzir uma pessoa humana à condição de coisa ou de animal, como propriedade absoluta de um senhor. (ÁVILA, F. B. de S.J. Pequena Enciclopédia de Moral e Civismo. Rio de Janeiro: M.E.C., 1967. )A escravidão (denominada também escravismo, escravagismo e escravatura) é a prática social em que um ser humano assume direitosde propriedade sobre outro designado por escravo, ao qual é imposta tal condição por meio da força. (Wikipedia)Na minha opinião essa ideia de ser empregado é ser escravo é absurda. Não é absurda simplesmente porque distorce a definição de escravidão mas também porque está colocando um grupo de pessoas (os empregadores/empresários) em posição se superioridade em relação as outras.O que é ser bem sucedido? Para umas pessoas a resposta é X para outras Y. Quem está certo? AMBOS! Isso é subjetivo!Existem diferentes tipos de pessoas, pensamentos e ambições. Essas diferenças não devem colocar ninguém como superior ou inferior as outras.Vocês precisam tomar cuidado para não confundir "motivar pessoas" com "criticar pessoas".Um abraçoMobile: +55 21 8709-8693
On May 12, 2011, at 5:35 PM, Juan Bernabo wrote:
> Felipe,
>
> Penso isso mesmo... na verdade, pe...
Bom, eu fui funcionário público, larguei tudo para trabalhar com a minha área.
Todo mundo me chamou de louco, perdi a "estabilidade", um caminhão de benefícios para ganhar menos, mas acredito que não há melhor benefício do que fazer o que se gosta.
Meu primeiro passo foi entrar para área de desenvolvimento, de agora em diante é aprender o máximo possível, pegar muita experiência, para um dia também empreender.
Acho que tudo tem o tempo certo e meu tempo agora é de estudar e comer pelas beiradas.
Na minha opinião essa ideia de ser empregado é ser escravo é absurda. Não é absurda simplesmente porque distorce a definição de escravidão mas também porque está colocando um grupo de pessoas (os empregadores/empresários) em posição se superioridade em relação as outras.
Eu estou sofrendo por não ter posto isso em prática...
>> menos. Fazer uma merrequnha mesmo. Porém, fazer *sempre*, diariamente,
>> consistentemente. É melhor meia-hora por dia dedicada ao seu projeto, que
>> você cumpre religiosamente, todo santo dia, do que 14 horas de trabalho
>> que
>> você não tem coragem sequer de começar.
>>
>> Se eu tivesse começando um projeto hoje, toda noite dormiria com a
>> seguinte
>> pergunta: amanhã, quando acordar, qual é a menor coisa que posso fazer, em
>> no máximo meia-hora, que me leve um milímetro adiante na direção de onde
>> quero chegar? Se possível, executaria esse mínimo logo depois de acordar.
>> Deixando que a prioridade do dia, aquilo que farei em primeiro lugar, seja
>> esse baby-step que me ajude a chegar mais próximo do meu objetivo
>> principal.
>> O resto do dia pode ser arruinado com todo tipo de problemas e, ainda
>> assim,
>> terei progredido.
>>
>> Grande abraço,
>>
>> Vinícius Teles
>>
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>>
>> El 12/05/2011, a las 20:15, Marcos Tapajos escribió:
>>
>> Pessoal,
>>
>> Para mim "A maioria dos homens prefere a escravidão na segurança ao risco
>> na independência ...", "Fuja da escravidão.." e outras expressões
>> similares
>> são muito infelizes.
>>
>> *Escravidão*. A palavra vem do termo *slav* e se referia aos prisioneiros
>> eslavos reduzidos à servidão pelos povos germânicos. O que caracteriza
>> essencialmente a escravidão é o fato de reduzir uma pessoa humana à
>> condição
>> de coisa ou de animal, como propriedade absoluta de um senhor. (ÁVILA, F.
>> B. de S.J. *Pequena Enciclopédia de Moral e Civismo*. Rio de Janeiro:
>> M.E.C., 1967. )
>>
>> A *escravidão* (denominada também *escravismo*, *escravagismo* e *
>> escravatura*) é a prática social em que um ser
>> humano<http://pt.wikipedia.org/wiki/Ser_humano>
>> assume direitos <http://pt.wikipedia.org/wiki/Direito>de
>> propriedade<http://pt.wikipedia.org/wiki/Propriedade> sobre
>> outro designado por *escravo*, ao qual é imposta tal condição por meio da
>> força. (Wikipedia)
>>
>> Na minha opinião essa ideia de ser empregado é ser escravo é absurda. Não
>> é
>> absurda simplesmente porque distorce a definição de escravidão mas também
>> porque está colocando um grupo de pessoas (os empregadores/empresários) em
>> posição se superioridade em relação as outras.
>>
>> O que é ser bem sucedido? Para umas pessoas a resposta é X para outras Y.
>> Quem está certo? AMBOS! Isso é subjetivo!
>>
>> Existem diferentes tipos de pessoas, pensamentos e ambições. Essas
>> diferenças não devem colocar ninguém como superior ou inferior as outras.
>>
>> Vocês precisam tomar cuidado para não confundir "motivar pessoas" com
>> "criticar pessoas".
>>
>> Um abraço
>>
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>>>
>>>
>>>
>>>
>>> 2011/5/12 Juan Bernabo <juan.b...@gmail.com>
>>>
>>>> Boa Ricardo...
>>>>
>>>> Quem acha que empreender para não depender de um chefe se engana....
>>>> dependendo do seu sucesso vai ter centenas de chefes... cada um dos seus
>>>> clientes ;)
>>>>
>>>> Abraços,
>>>> Juan.
>>>>
>>>> Em 12 de maio de 2011 14:21, Ricardo Mitrano
>>>> <mit...@gmail.com>escreveu:
>>>>
>>>> Caros, será que a independência seria apenas do patrão-homem ou
>>>>> patrão-chefão? :-)
>>>>>
>>>>> Pergunto aos que já empreendem, como está a relação de dependência com
>>>>> o
>>>>> patrão-mercado? Tá boa? O custo-benefício está legal? Como vai o
>>>>> equilíbrio
>>>>> com a vida pessoal?
>>>>>
>>>>> Em 12 de maio de 2011 13:56, Thiago Ghisi
>>>>> <thiago...@gmail.com>escreveu:
>>>>>
>>>>> Grande Phil!
>>>>>>
>>>>>> Esqueci da palavra *resto* ali...tens razão.
>>>>>>
>>>>>> O que eu queria dizer era exatamente isso:
>>>>>>
>>>>>> "A maioria dos homens prefere a escravidão na segurança* (sendo
>>>>>> empregado o resto da vida) *ao risco na independência *(empreender,
>>>>>> ganhar dinheiro (ou fracassar) e libertar-se)* ...
>>>>>>
>>>>>> Valeu!
>>>>>>
>>>>>> Thiago Ghisi.
>>>>>>
>>>>>>
>>>>>>
>>>>>>
>>>>>> Em 12 de maio de 2011 09:28, Phill Carvalho <phill.c...@gmail.com
>>>>>> > escreveu:
>>>>>>
>>>>>>> Perfeito a frase!
>>>>>>> Mais não acho que seja empregado da vida. Mais sim empregado o resto
>>>>>>> da vida.
>>>>>>>
>>>>>>>
>>>>>>> Em 12 de maio de 2011 01:09, Thiago Ghisi
>>>>>>> <thiago...@gmail.com>escreveu:
>>>>>>>
>>>>>>> Apenas compartilhando alguns "tapas na cara" que levei:
>>>>>>>>
>>>>>>>> Após ler a entrevista sobre Carreira que essa Maria Schirato deu a
>>>>>>>> Veja: http://veja.abril.com.br/140499/p_011.html comprei o livro
>>>>>>>> dela chamado "O Feitiço das Organizações: Sistemas imaginários" .
>>>>>>>>
>>>>>>>> Essa entrevista é altamente recomendável (e, literalmente um tapa na
>>>>>>>> cara) à todos aqueles que ainda estão em dúvida se devem ou não
>>>>>>>> empreender
>>>>>>>> pois estão atualmente em empresas "boas" ganhando um "bom salário".
>>>>>>>>
>>>>>>>> E, mais motivacional ainda, foi quando li a primeira frase, do
>>>>>>>> primeiro capitulo do livro dela:
>>>>>>>>
>>>>>>>> "A maioria dos homens prefere a escravidão na segurança ao risco na
>>>>>>>> independência ..." (MOUNIER, E. O personalismo. 1976.)
>>>>>>>>
>>>>>>>> Minha interpretação nesse momento para essa frase:
>>>>>>>>
>>>>>>>> <http://veja.abril.com.br/140499/p_011.html>"A maioria dos homens
>>>>>>>> prefere a escravidão na segurança* (sendo empregado da vida) *ao
>>>>>>>> risco na independência *(empreender, ganhar dinheiro (ou fracassar)
>>>>>>>> e libertar-se)* ..."
--
_____________________
Flavio Steffens de Castro
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Starting up for never stop!
Enviado através do meu BlackBerry® da Nextel
Jim Collins) Mas se você analisar no tempo, e pensar que se destaca entre as boas e más épocas, em épocas incertas e instáveis, quem ganha... são os muito metódicos, são os disciplinados, não somente no que diz respeito as decisõe do pessoal, mas também sobre as financeiras, sobre o fluxo monetário, sobre certificar-se de fazer... somente o que podem fazer de maneira que sobressaia... e nao se distrair com coisas nas quais não podem se destacar. São muito disciplinados para compreender o que empurra a sua economia para guiar sua empresa, nesse sentido, se você os analisa é essa dimensão extra disciplina que com o tempo leva excelentes resultados, muitas vezes evita que cheguem a uma situação perigosa.
Martin Lindstrom) A disciplina é o oposto da audácia(bold)? Os grandes empresários também são audazes?
Jim Collins) estudamos o lado empresarial disso, e segundo minha experiência pessoal, originariamente, quando dava aulas em stanford, quando comecei minhas investigações, ditava “empreendimentos e pequenas empresas” as raízes de minha paixão estão na pequena empresa, com aquela que começa com um ou dois empregados, ou numa garagem, ou numa cabaninha, ou num edifício horroroso, e logo cresce a partir dali.
Para mim essa sempre á a essência cristalina, e você encontra em todo mundo. Vemos empreendimentos em toda a America Latina, Europa, Asia, America do Norte.
E uma coisa das quais eu quero comentar a respeito é que um empreendimento não está atrelado a um tipo de personalidade, não há um esteriótipo de empresário, ser empresário é um processo duplicável e se pode aprender, é algo no qual você pode se formar. Não é que você nasça empresário ou não, há uma serie de práticas.
E quanto à pergunta, quando você analisa os grandes empresários e o que os mantém em pé , algo no que são muito claros é em não confundir sua empresa, uma idéia específica com a da companhia que constroem.
Vou explicar a você por que é tão importante: Qualquer idéia é propensa a fracassar. Falavamos hoje de como o primeiro produto da sony era um pequeno empreendimento, fracassou. Os primeiros produtos da HP fracassaram. O primeiro filme da Disney foi um fracasso.
E como compreenderam que sempre devemos seguir de pé para voltar e tentar uma segunda, terceira e quarta vez, porque você não sabe qual é idéia que vai funcionar.
Está claro que estão criando uma empresa e uma companhia é dizer que podem provar várias diéias antes que a idéia que vai funcionar.
Sobre a pergunta da audácia, os melhores empresários não cometem erros.
Martin Lindstrom) É surpreendente.
Jim Collins) São excepcionalmente bons em gestão de risco e fazem algo que é aparentemente arriscado... mas vou perguntar isso, pense assim: como disse um grande professor de santford, sim há riscos nos empreendimentos, mas também existem riscos ao não empreender nada.
Se você está dentro de uma empresa grande, há riscos políticos. Pense no pessoal das grandes empresas que foi preciso reduzir em momentos difíceis, muitas pessoas perderam seu emprego, também tiveram riscos, mas não puderam vê-los.
O que acontece é que as pessoas não são tão relutantes ao risco como à ambiguidade.
Se alguém aceita um emprego numa grande empresa, amiúde é porque querem claridade, mas há riscos, os riscos políticos, a empresa ter problemas e não contratá-los. Como empresário, você está mais a cargo de seus riscos, você gerencia esses riscos, você pode faze-lo, você pode criar uma carteira de clientes, produtos, você pode se ajustar e portanto na verdade controla mais o seu destino, que resulta num risco menor.
Ambos tem riscos, a vida é um risco. Desde que você nasce se expões ao perigo, tal como disse Waldo Emerson, mas controla muito mais o risco ativo, eu diria audácia. Disciplina e Audácia, empregando a metáfora do escalar, como você sabe escalei quase toda minha vida, se você vai escalar o Capitán nos EUA, parecerá Audaz, porque é grande.
Então pense que estabelecer uma empresa ou uma companhia é como escalar o capitáin.
A façanha em sí parece Audaz, mas você só sobe a montanha com muita disciplina, treina muito, você pratica com a alimentação que vai precisar, você pratica com seus sistemas, você pratica escalar na escuridão, com vento, você pratica a retirada para se for necessário. Treina para o ínicio e o fim do trajeto. Condiciona seu corpo com tudo que lhe permite sobreviver no capitán e escalá-lo. Isso requer disciplina, então a pergunta é: há um truque entre a disciplina e a audácia? Não, você só consegue algo audaz, atravez da disciplina.
Martin Lindstrom) Ao escalar rochas ou montanhas a disciplina está escrita, as melhores práticas estão escritas. Nos negócios como se é disciplinado? Que regras você deve seguir?
Jim Collins) O mundo da gestão é um campo novo, só se passaram 100 anos desde sua aparição e talvez 70 desde que Peter Drucker, Alfred Chandler, começaram a escrever a respeito, de maneira sistemática.
É um campo jovem, Isso siginifica que várias coisas que compreendemos são muito menores das que vamos compreender no futuro.
Martin Lindstrom) Como se estivéssemos na era medieval da ciência.
Jim) exato, como se estivessemos na era mediecal desta ciência, nas etapas iniciais. Dito isso, inclusive agora sabemos certas coisas, e a chave é escutá-las. Tomemos Drucker e sua idéia de ganhar força, de gestão por objetivos, sua idéia de que você dá às pessoas objetivos centrais e liberdade no modo de conseguir.
Isso é algo que sabemos, a ideia de Drucker de prestar atenção para medir o importante, e não aquilo que é fácil de medir.
Estas são disciplinas que sabemos que funcionam.
Logo se continuamos com Deming, seu trabalho demonstra que há coisas que sabemos com certeza, sabemos que sempre há uma variável aleatória no sistema, você nunca sabe todas as variações, então se você tem um processo contínuo de melhora e você melhora continuamente, vai aperfeiçoando sua qualidade, e vai agregando mais e mais qualidade gradualmente, e esse processo é um processo sistemático que sabemos que funciona.
Se tomamos Porter, um estrategista, sabemos que em qualquer entorno econômico dado há poder ao redor da economia, quem tem o poder de compra? Quem tem o de provisão? Quem tem o poder governamental?
Desempenham um papel, você deve compreendê-los e logo agir, decifrar como ter mais poder econômico, em lugar de estar sujeito a forças em que outros tem maior poder econômico que nós, sabemos que isso é certo.
Se passamos a outras coisas que aprendemos recentemente, aprendemos a importância de ter primeiro o pessoal indicado, de ter uma necessidade fanática de enfrentar os efeitos drásticos, então se passamos tudo isso, falamos do que aprendemos de drucker, de deming e proter. Falamos do que aprendemos de Drucker, de Deming e Porter.
Há certos fundamentos dos quais já estamos seguros, e o primeiro passo é dizer: “Devo aprendê-los e aplicar disciplina”, sabendo que ainda resta mais conhecimento que ainda não possuimos para aprender.
Martin Lindstrom) Interessante.
Jim) Outras coisas que demvemos aprender em parte é dividir sua própria empresa, devemos poder experimentar, descobrir que funciona em sua situação, o modo em que você navega o que ainda não foi descoberto em qualquer situação, sabemos que o que uma pequena empresa enfrenta em São Paulo será distinto do que enfrenta mediana no Texas.
Então a verdadeira chave é uma avaliação prática daquilo que funciona.
Martin Lindstrom) Você fala sobre a importancia de subir pessoal indicado no onibus, o que você chama de liderança de nível 5. Conte-nos uma história de como uma companhia ou um lider e como alcançaram o sucesso.
Jim) Uma hist’roia recente sobre o poder de um lider individual, por certo você mencionou o nível 5, o nível 5 é quando o líder tem ambição pela empresa ou companhia, e não somente pelo que recebem.
É o que criam e o que constroem, e por isso finalmente vai se acumular, porque deiraram para tráz... e vão continuar em frente.
Se você pegar por exemplo, Anne Mulcahy da Xerox, que creio que ambos conhecemos, quando chegaram tempos difíceis à xerox, uma possível quebra, mas, como fez com que todos debaixo dela fizessem o necessário para que a Xerox voltasse a ter sucesso?
O interessante é que estava claro que Anne tinha ambição PELA Xerox e não para sí mesma. Ela não esperava ser CEO, mas via sua liderança como algo que tinha mas como sua responsabilidade. E por isso pode dizer que tinha tomar decisões muito difíceis. Por isso, pode se dizer que tinham que tomar decisões muito difíceis, é preciso jogar fora certas divisões, provavelmente muitos tenham que ir, porque, as estruturas de custos são demasiado elevadas, haverá muitas decisões estratégicas, vamos ter que eliminar coisas que em outro momento adorariamos fazer.
Mas pôde fazê-lo com o apoio de todos, porque as pessoas a viam e sabiam que Anne não fazia pelo que ela recebia, mas porque a Xerox precisava, e alguém tem que poder fazê-lo, nós sabemos que os ideais de Anne são bons, e sabemos que ela vai tomar as decisões difíceis, e nós te apoiamos. Disso se trata os lideres Nivel 5.
Martin Lindstrom) Você escreveu muito sobre o que faz com que uma empresa tenha sucesso, mas seu ultimo livro trata do porque caem os grandes.
Jim) sim.
Martin Lindstrom) Você pode repassar as 5 etapas brevemente?
Jim) Sim, é o caminho aterrador estudar o fracasso, porque você se dá conta de como todos são vulneráveis. Se você teve sucesso, quem quer que nos olhe, se alcaçaram o sucesso, quero que tenham medo, porque existe a possibilidade de que numa virada de esquina esteja o fracasso para este sucesso, ou ao menos depois do sucesso. Como isso acontece?
São cinto etapas:
Estágio 1) é quando o sucesso te leva à arrogância. Essa etapa é a soberba, a extrema arrogância de acreditar que você merecia de que não foi por sorte, mas que você era muito bom, você pode conseguir qualquer coisa, esse tipo de arrogância que surge do sucesso.
Estágio 2) é quando a soberba do estágio 1 se traduz em táticas muito agressivas, indisciplinadas, “somos tão bons que podemos crescer ao dobro da velocidade sem pagar um castigo, tão bons que podemos lançar a áreas nas quais não somos idôneos, porque vamos decifrar, tão bons que podemos duplicar de tamanho da empresa da noite para o dia com um aquisição, tão bons que podemos correr riscos muito grandes que se forem contra nós vão nos prejudicar, mas não vai ser assim, porque somos muito bons.
Essa busca indisciplinada por mais e sempre querer mais e não ter disciplina de se abster, para poder lidar se a as coisas ficarem contra você.
Agora se você é visto de fora no estágio 2, você parece fantastico e grandioso, e é disso que deve se ter medo.
Estágio 3) Negar o risco e o perigo. Correndo os riscos e perigos na etapa dois, começam aparecer alguns indídcios de perigos, nuvens negras no ceu, trovoadas, ventos fortes, são os sinais do perigo, sinais precoces do que está por vir... Talvez apareça alguem do seu pessoal e diga: Hey, nos temos um problema. ( e é melhor que você o dê ouvidos!)
Mas você os nega, porque você diz: “somos tão bons, tão bem sucedidos, vamos estar bem” e a etapa 3 é entrar no processo de negação dos fatores evidentes que se acumulam e também o risco, que você deve aceitar que talvez na etapa em que ocorreu um risco que valeu a pena você sempre deve se perguntar se não fosse assim?
Nessa etapa pode ser que haja maiores riscos que podem se virar contra você.
Estágio 4) você cai. Nesse estágio o risco te pega, ou a erosaão chega, ou a tormenta te alcança, os ventos te derrubam... e você cai. E essa etapa se caracteriza quando você responde a essa queda, se apegando a salvação buscando por uma solução rápida, uma bala de prata, uma nova estratégia que aplica de imediato, um líder que vai salvar tudo na hora, algo mágico que solucione amanhã, em lugar de voltar a disciplina de construção e o pessoal adequado que levou as decisões disciplinadas que te levaram a grandeza em primeiro lugar. (Rocky Balboa)
Como dissemos, trabalhamos juntos faz anos, o sucesso que foi construido não foi da noite para o dia, é um sucesso de 20 anos, e se você perde isso de vista. Para solucionar em dois meses em lugar de voltar as disciplinas fundamentais e você logo se agarra a salvação e cai e repete esse processo até que finalmente resista até a etapa 5.
Estágio 5) Capitulação: a irrelevancia ou morte. Sem retorno. Isso acontece quando você fica sem opções, dinheiro, alternativas estratégicas, capital cultural, acaba o jogo, você pode chegar à margem, mas nem bem crua para o outro lado, se acabou.
É importante lembrar que muitos cairão, mas não todos, e inclusive se você cai, e você pode cair muito durante a longa estrada, você pode regressar.
Martin Lindstrom) Eu gosto de suas lições de escalada para jogar luz sobre estas etapas, o que foi o mais importante que você aprendeu na montanha?
Jim) Em termos de evitar....
Martin Lindstrom) é, sobre a gravidade
Jim) Eu vou te contar uma história:
Quando eu estava na 2o grau, tinha uns 15 anos ou 16 anos, e eu fui escalar no cânion El Dorado, perto de onde eu me criei em Boulder, fazia 3 ou 4 anos que escalava, e queria escalar um chamado Titus, e naquela época era relativamente difícil, e saí com uma falta de preparação arrogante, não estava preparado para poder fazer certos agarres com os dedos, pensei que resolveria ao estar ali, e tampouco, quando falamos da audácia e da disciplina, não dediquei tempo para revisar duas vezes todos os meus sistemas. Bem, estava no quarto ponto, a quase 121 metros de altura do chão, passava por um sistema de agarre inclinado que era dificultoso, meus antebraços se encheram de sangue e ácido láctico, e podia dizer que em algum momento, ainda que você tenha um bom agarre, as mão vão se desfazer. E eu estava para cair, e a 121 metros de altura, e isso não deveria ser um problema porque se usa proteção para isso. E por alguma razão, até hoje eu não sei o porque, meu cérebro me indicou que eu deveria olhar o nó.
E eu olhei meu nó, e meu nó estava desatado. Eu havia cometido o erro de não pensar no melhor nó para certo tipo de situações e até com um nó bolinha, que tem como maior vantagem a facilidade de desatar, e a maior desvantagem é a facilidade de desatar. E este desatou enquanto eu me movia. E pendurava do meu Arnês.
Eu estava a segundos de cair e somente agora que eu vou morrer se eu cair pois meus antebraços não resistiriam muito tempo e eu gritei para o meu parceiro e pensei: “o que vai fazer? Não pode fazer nada, vai me ver cair e morrer” e havia um pitão velho na rocha, colocado desde a primeira descida, um velho pitão de ferro macio, e eu tinha 10 segundos até cair, peguei um mosquetão e agarrei no pitão e logo engachei no meu arnês. E lembro de pensar: “por favor, resista! Não solte!” e isso me ajudou.
Eu retrocedi, peguei o nó, amarrei e voltei a saliência, estava calmo nesse momento, quando cheguei à saliência, eu tremia convulsivamente, tive náuseas durante dias, pelo que acontece a nível químico.
O que eu aprendi disso são dusas coisas:
1) Num mundo que não perdoa, a gravidade não perdoa, não importa, Nunca se toma um respiro, jamais, e se você comete um erro, poderia te matar, se for um erro equivocado.
O que eu aprendi é que eu quero fazer coisas interessantes, eu quero escalar rochas, quero chegar ao cume, eu quero fazer coisas que disparam minha adrenalina.
Mas eu necessito da disciplina para ter a prepação correta, para sempre pensar nos nós adequados, para sempre revisar meus sistemas, para poder fazer essas coisas audazes e continuar com vida num ambiente hostil, e como falávamos hoje, creio que seja assim, que todos vamos em direção a um ambiente hostil. Onde vamos ter que ser audazes e disciplinados.
2) o que aconteceria se esse pitão não estivesse ali? Talvez não estariamos juntos aqui agora. Foi casualidade que esse pitão estivesse ali. E o que você nota ao rebobinar a fita de sua vida é que há momentos cruciais nos quais se a sorte tivesse tomado outro caminho eu poderia ter morrido.
Então ter sempre essa disciplina extra é essencial, pois eu tive sorte de viver, e o que levei disso é que eu não quero nunca mais que minha vida dependa da sorte e casualidade, eu quero viver por causa da minha disciplina, não por causa da minha sorte.