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Quem acompanhou o começo da web deve lembrar do quanto as
primeiras páginas eram feias. O design de páginas com HTML puro era
cinza, quadradão, feito na base de frames e tabelas, as animações eram
arquivos GIF toscos e restava ao webmaster fazer graça com scripts
inúteis. Nesses últimos anos, vários padrões e tecnologias surgiram
para ajudar a linguagem, como o CSS, o Flash e o XHTML. Mesmo assim,
chegou a hora de mais mudança. A nova versão do padrão HTML está mais
sólida, com os principais navegadores suportando suas inovações e
facilitando assim a vida do designer, que poderá dispensar bibliotecas
e pacotes auxiliares.
Vale lembrar que nem tudo funciona em todos os browsers, já
que, na falta de uma especificação definitiva (que está prevista para
2012), os empresas adicionam os recursos do HTML 5 nos navegadores a
conta-gotas. Conheça, a seguir, as principais mudanças que já estão
aprovadas pela W3C e pelo WHATWG, as entidades que decidem o futuro da
linguagem HTML.
Multimídia sem plug-in
O conteúdo em áudio e vídeo na web é refém dos plug-ins, como o Flash,
para ser exibido. O HTML 5 prevê uma forma de contornar isso com as
tags <video> e <:audio>.
Falta ainda definir os tipos de codecs a ser utilizados universalmente
com essas tags. Hoje, Chrome e Safari conseguem exibir filmes em H.264
e tocar áudio AAC, encapsulados num arquivo MP4. Já o Firefox, fiel aos
padrões abertos, mostra só vídeos Theora e som Vorbis, dentro de um
arquivo Ogg. O impasse não preocupa tanto, pois as tags <video>
e <:audio> podem receber mais de um arquivo,
com o browser selecionando qual é a opção compatível. Para adicionar um
vídeo à página, basta usar o código <video
src=”meuvideo.mp4 width=”320″ height=”240″ controls></video>.
CSS arrumadinho
O novo HTML promete aposentar frames e tabelas das páginas, com o CSS
efetivado como responsável para esse fim. Além disso, a versão 5 conta
com tags para definir seções dos sites, facilitando a integração com as
folhas de estilo. Atualmente, o normal é usar um elemento <div>,
com seu nome indicando o tipo de seção. As novas tags são <header>,
<footer>, <article>,
<section>, <nav> e
<aside>. Elas definem o cabeçalho, o
rodapé, um artigo, uma seção (de um artigo), a barra de navegação e
anotações sobre o conteúdo. Com esses elementos, é criada uma
padronização que facilita a localização de conteúdo pelos buscadores e
o reaproveitamento dos arquivos CSS.
Gráficos nascidos na web
O elemento <canvas> permite criar desenhos
usando JavaScript. Assim é possível, por exemplo, transformar dados do
site em gráficos dinâmicos. A tag também serve para usar um texto ou
imagem como substituto do desenho, caso o browser não tenha suporte aos
gráficos dinâmicos. Nesse caso, o conteúdo alternativo fica entre e <canvas>
e </canvas>.
Calendários sem erro
Qual é a data definida por 10/2/2010? Pode ser 10 de fevereiro, no
padrão usado no Brasil, e, ao mesmo tempo, 2 de outubro, no modelo
americano. O HTML 5 pode contornar essas situações com tags que definem
o tipo de dados e sua formatação no texto da página web. A tag <time>
marca hora e data e evitaria o problema descrito acima usando o código <timedatetime=”2010-02-10″>
</time>, que poderia identificar as informações do
navegador e decidir qual seria a data correta, para que ela possa ser
exibida no padrão do usuário.
Versão offline
Já ouviu falar no Google Gears? Ele transforma aplicativos web em
programas que rodam no browser mesmo em máquinas sem conexão com a web.
Essa mágica é feita pelo recurso DOM Storage, que poderá ser usado por
qualquer site em HTML 5. Um ponto essencial dessa forma de
armazenamento local é que o servidor remoto não pode acessar
diretamente o conteúdo (diferentemente dos cookies). Somente o browser
e os scripts da página acessada podem modificar o conteúdo offline.
Hoje, cada browser usa um limite de espaço. O Firefox aloca no máximo 5
MB por domínio web acessado. Já o Internet Explorer libera 10 MB por
base de dados criada, independentemente do domínio.
Muito além dos cliques
Existem várias bibliotecas para habilitar o suporte ao recurso de
arrastar e soltar objetos em sites. Mas no HTML 5 a coisa fica bem mais
fácil. Basta definir valores para três eventos em JavaScript: dragenter,
dragover e drop. Eles
indicam, respectivamente, a entrada e a passagem de um elemento sobre
outro, além do evento para o momento em que um item é solto. Definir um
elemento da página como item que pode ser arrastado é mais fácil ainda.
Basta adicionar a definição draggable=”true” a ele.
Fonte :info
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