Fwd: [ATOPOS] Educação e Tecnologia

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mesac silveira

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Oct 29, 2010, 5:39:25 PM10/29/10
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From: Erick Roza <erick...@gmail.com>
Date: 2010/10/29
Subject: [ATOPOS] Educação e Tecnologia
To: ato...@yahoogrupos.com.br


 

Pessoal,

saiu um caderno especial na folha de hoje com algumas matérias sobre Educação e Tecnologia. Como não sei se o pessoal tem acesso ao site da folha vou copiar aqui todas as matérias, ok. Não é nada de mais, mas vocês podem ver.


Abs,
Erick

 
Objetivo é unir ensino e diversão

Com jeito de brinquedo, laptop melhora nota
Frase
Estudante "multitarefa" exige um novo professor
Frase
"Aluno precisa de desafios constantes"
Evolução da espécie
Lousa e mesa ganham novo papel
Votadores permitem avaliação rápida
Aula a distância completa presencial
Rede social própria incentiva estudo
Videogames possibilitam aprendizado por imersão
Robótica ensina valores, afirma pedagogo
Alunos movem telescópio que está 90 km longe
Vem aí


Objetivo é unir ensino e diversão Novas ferramentas integram pedagogia e tecnologia, mas seu uso ainda não é acessível a todos

Leticia Moreira/Folhapress

Estudantes do colégio Dante Alighieri, que usam laptop em aulas organizadas em pequenos grupos e dois professores

LUCIANO GRÜDTNER BURATTO
COLABORAÇÃO PARA A FOLHA

O burburinho domina a sala de aula. Em netbooks, alunos do primeiro ano do ensino fundamental comandam animais em uma floresta virtual e compartilham suas descobertas com colegas e com a professora.
Ao final da brincadeira, narram em redações as peripécias de seus bichos preferidos. Os textos, depois reunidos em um livro, serão lançados na escola, com direito a noite de autógrafos.
A atividade de redação em um colégio da capital paulista, descrita acima, ilustra como tecnologia e pedagogia podem ser integradas a fim de tornar o ensino mais efetivo e divertido.
Além de computador e internet, tecnologias mais recentes, como lousas digitais, estão mudando as feições da velha sala de aula, resquício da Revolução Industrial em um mundo pós-industrial.
Algumas instituições chegam a investir 4% de seu orçamento em tecnologia, valor repassado para os pais na cobrança da mensalidade.

DESAFIOS
Esses avanços impõem dois grandes desafios para a educação brasileira: a disseminação dessas tecnologias e a capacitação de professores para seu correto uso.
O caminho é longo, e novidades como votadores, mesas digitais, realidade aumentada e aulas em 3D ainda estão em grande parte restritas às instituições de ensino fundamental e médio da rede particular e às faculdades.
Segundo o último censo do Ministério da Educação, apenas 49% das escolas públicas de ensino fundamental possuem computadores e só 33% têm acesso à internet. No ensino médio a situação melhora: 97% têm micros e 89% estão conectadas.
O uso de computadores e de novos recursos não se traduz em melhoria automática na educação -e isso vale do ensino infantil à universidade, dizem especialistas.
É preciso ter um professor preparado para usar as novas ferramentas, que incluem sistemas integrados de informática, que unem aulas preparadas por todos os docentes, e até corretores automáticos de testes.
A Folha conversou com pesquisadores e produtores de tecnologia e consultou 32 instituições de ensino. O resultado é um panorama da tecnologia educacional no Brasil e como ela pode ser usada para atrair o "tecnoaluno" que está chegando às salas de aula.

FOLHA.com
Assista a vídeo de pesquisa na USP sobre realidade aumentada
folha.com.br/sa820167


Com jeito de brinquedo, laptop melhora nota

COLABORAÇÃO PARA A FOLHA

A escola municipal Rosa da Conceição Guedes, em Piraí (RJ), já foi considerada uma das piores do país -em 2005, ficou com nota 2,6 no Ideb.
O índice agrega, de 0 a 10, taxas de aprovação com médias em testes de português e de matemática.
As coisas começaram a mudar em 2007, quando a escola recebeu 400 laptops do tipo Classmate, da Intel.
No mesmo ano, sua nota subiu para 4,2. No ano passado, tirou 4,5. A evasão escolar também diminuiu.
A escola foi uma das primeiras a implantar o projeto Um Computador por Aluno, do MEC. Hoje, outras 300 instituições participam.
Em Taipas (zona norte de SP), a escola municipal Ernani Silva Bruno também melhorou as notas usando um laptop com jeitão de brinquedo -o XO, da ONG One Laptop Per Child.
nono ano da escola teve 3,4 no Ideb em 2007 e subiu para 4,5 em 2009.
Os alunos treinam redação fazendo blogs e estudam geografia e ciências com a ajuda da internet.
(ANDRÉA MACIEL)


Estudante "multitarefa" exige um novo professor Currículo defasado e falha na capacitação são desafios na formação de docentes

SAMIA MAZZUCCO
COLABORAÇÃO PARA A FOLHA

Currículos acadêmicos desatualizados e falha nos programas de capacitação e de avaliação dos docentes.
São esses os desafios apontados pelos especialistas na qualificação de professores para trabalhar com as TICs (tecnologias da informação e comunicação) em sala de aula -do ensino infantil a universidades.
Segundo eles, a reforma dos currículos é uma das prioridades, porque é preciso formar um novo professor, para que a tecnologia seja um instrumento que atraia este novo aluno, cada vez mais "multitarefa".
Pesquisa da Fundação Victor Civita, em parceria com o Ibope e o Laboratório de Sistemas Integráveis da USP, mostrou que 70% dos entrevistados dizem estar pouco ou nada preparados para usar tecnologia na educação. A pesquisa, que ouviu 400 escolas públicas em 12 capitais brasileiras em 2009, também revelou que apenas 116 dessas instituições (29%) ofereceram cursos de capacitação para seus funcionários.
O bom uso das novas tecnologias auxilia professores na diversificação e no desenvolvimento das aulas, além de motivar os estudantes.

EFEITOS
É consenso entre os especialistas que ainda não é possível medir com precisão os efeitos do uso das novas tecnologias. O investimento recente em capacitação de docentes e a falta de mecanismos de avaliação são alguns dos motivos.
"Uma proposta é a autoavaliação, em que a escola reflita o uso pedagógico da tecnologia e gere relatórios para os gestores avaliarem os programas de formação", diz Maria Inês Bastos, consultora em novas tecnologias para educação da Unesco.
A única certeza é que o uso das tecnologias torna o aprendizado mais atraente.
Para Bastos, o modelo massificado de educação "está falindo ou já está falido". Por isso defende o uso da tecnologia como aliada do professor, que precisará saber estimular a criatividade e a troca de conteúdo entre os seus próprios alunos.

FOLHA.com
Professores falam sobre uso do computador
folha.com.br/sa820232

"Aluno precisa de desafios constantes"

COLABORAÇÃO PARA A FOLHA

O diretor de tecnologia do colégio Bandeirantes, Sérgio Américo Boggio, começou a notar no fim dos anos 90 uma mudança no perfil dos novos alunos. De acordo com ele, esse novo estudante é "multitarefa" e pouco tolerante a frustrações. Para reter sua atenção, Boggio diz acreditar que é preciso desafiar constantemente seu senso comum com exemplos do dia a dia. "Eles ficam invocados e prestam mais atenção."

 

Folha - Por que o aluno lida mal com frustrações?
Sérgio Américo Boggio -
Porque foi pouco exposto a elas na primeira infância. Os brinquedos do passado, como o pião, eram simples. Se viessem com defeito, a criança normalmente tentava consertá-lo. Hoje, os brinquedos são mais complexos; o pião vem com lançador. Se não funcionar, os pais o trocam. Não há frustração. Hoje, aquilo que desobedece a criança a cansa rapidamente. Mas saber lidar com frustrações é essencial para a vida.

Como é possível exercitar essa habilidade na escola?
Uma possibilidade é o uso de oficinas. Criei uma oficina em que o aluno trabalha com objetos do mundo real (madeira, cola) e virtual (software, internet). Estimulo a transição entre esses dois mundos. No processo, sempre surgem imprevistos. Uso a oportunidade para estimulá-los a não desistir, a superar os obstáculos.

Ouça como educador mantém aluno atento
folha.com.br/sa820068




Evolução da espécie O contato com as novas tecnologias deve acontecer na idade correta

0-3 anos
Fase de formação motora e visual. Os objetos devem estimular os sentidos. Brinquedos coloridos, que emitam sons e que possam ser levados à boca, são os ideais. A criança pode usar o computador, mas sempre acompanhada por um adulto

Dica
Alguns vídeos e sites infantis estimulam a percepção visual e auditiva das crianças. Exposição excessiva a essas ferramentas pode interferir no desenvolvimento motor, da visão, da fala e da criatividade, já que a capacidade de abstração pode ser afetada

3-7 anos
Idade do faz-de-conta. Jogos que simulam esportes estimulam imaginação, criatividade e agilidade, mas é preciso cuidado com excessos. A partir dos cinco anos, "brincar" com máquina fotográfica ajuda na noção do real e do virtual e aguça a coordenação motora

Dica
É preferível que as crianças brinquem em computadores com um tamanho comum de tela, e não menores, como nos computadores de brinquedo que diminuem a imagem, em vez de ampliá-la -o que é mais indicado para o aprendizado

7-10 anos
Fase da formação de grupos. A noção de amizade se intensifica e é comum dormir na casa de colegas. Nessas ocasiões, a criança pode receber um celular emprestado, para contatar os pais. Não se recomenda ter celulares antes da adolescência

Dica
Até os dez anos está se concluindo o processo de alfabetização. É importante que a escrita manual seja preservada. Trocar a leitura feita em livros pela tela do computador e aparelhos como iPad exige cuidados para não prejudicar a visão

10-12 anos
Os pré-adolescentes ainda precisam de orientação dos pais para o uso de computador, internet e TV. Conteúdo e tempo de exposição devem ser controlados. Jogos de estratégia e interativos são os mais recomendados, pois desenvolvem o raciocínio lógico e abstrato

Dica
É possível consultar na internet que jogos e filmes são inadequados para cada idade. Para conferir classificação indicativa, basta entrar no site do Ministério da Justiça (portal.mj.gov.br/classificacao)

12-15 anos
É nessa faixa etária que o uso do celular é mais aceito entre especialistas. Há mais consciência dos riscos, como contato com estranhos e gastos excessivos. O celular pode servir como ferramenta educativa, porém, ainda é visto com ressalvas por muitas escolas, que proíbem seu uso na aula

Dica
Por ter informações sempre à mão, no celular, o jovem pode perder a capacidade de planejamento do seu dia a dia. É preciso, então, que tenham orientação contínua de pais e professores para que não descuidem de suas tarefas e mantenham a organização

15 em diante
Amadurecimento do conceito de vida em sociedade. Aptos a usar redes sociais como um instrumento de aprendizado e troca de conteúdo. É necessário valorizar os encontros presenciais e ter cuidado com o conteúdo postado nas redes _empresas buscam informações sobre candidatos a emprego também em sites de relacionamento

Dica
Em qualquer idade, é recomendável não utilizar o computador cerca de duas horas antes de dormir. O uso do equipamento prejudica o sono e, consequentemente, a capacidade de aprender. Dormir bem é importante para a consolidação de memórias e a organização cerebral

Fontes: Maria Beatriz de Oliveira, psicopedagoga da Unesp; Teresa Helena Ferreira, psicopedagoga da Unifesp; Neide Noffs, coordenadora do curso de psicopedagogia da PUC-SP; Ceres de Araujo, psicóloga da PUC-SP; Elvira Souza Lima, consultora em educação e pesquisadora em neurociência; Adriana Friedmann, educadora


Lousa e mesa ganham novo papel

Objetos tradicionais aparecem em versões digitais e facilitam a interatividade na sala de aula

COLABORAÇÃO PARA A FOLHA

Os tradicionais giz e lousa estão dando lugar a versões eletrônicas. As novidades incluem lousa e mesa digitais e mouse remoto.
Em Taboão da Serra (Grande SP) todas as escolas municipais instalaram lousas digitais. No Miguel de Cervantes, no Morumbi, todas as salas possuem lousas eletrônicas e o giz foi aposentado de vez.
Sintomático do aquecimento do setor, a HetchTech, única fabricante nacional do equipamento, vendeu cerca de mil unidades em 2009 e espera dobrar esse número neste ano e em 2011.
Seu uso não é unanimidade porque alguns especialistas na área de tecnologia educacional afirmam que a lousa digital estimula o método tradicional de ensino, em que todos devem prestar atenção ao professor, apesar da maior interatividade.
Em sintonia com as novas tendências, o mouse remoto se mostra mais eficaz, pois facilita a locomoção do professor pela sala de aula. Moisés Zylberstain, coordenador de tecnologia educacional do colégio Santa Cruz, em Alto de Pinheiros, diz acreditar que o maior ganho já havia sido obtido com a dupla computador-projetor. "Isso obrigou os professores a planejar melhor as aulas e facilitou o uso de ferramentas multimídia."
Para Zylberstain, um sistema híbrido (uma metade da lousa convencional e a outra, digital) parece mais eficaz.
Já as mesas educacionais têm sofrido menos críticas. Ao unir elementos concretos e abstratos de forma lúdica, o método facilita o aprendizado no ensino fundamental.
Na escola estadual Aparecido Garcia, em Jundiaí, a mesa é usada em português e matemática. A escola, que tinha em 2003 um dos piores índices no Ideb, melhorou e se tornou referência.
"Não é a tecnologia, mas as novas pedagogias que vêm em sua esteira que melhoram o aprendizado", diz Betina von Staa, coordenadora de pesquisa em tecnologia educacional do Positivo, produtor das mesas.
(LGB)

FOLHA.com
Lista de instituições consultadas pela Folha
folha.com.br/sa821111


Votadores permitem avaliação rápida

COLABORAÇÃO PARA A FOLHA

Mal termina a aula sobre sistema respiratório e a professora já aplica um teste.
Os alunos respondem em aparelho sem fio do tamanho de um celular. Em minutos, descobre-se que os conceitos foram compreendidos, exceto o de pressão nos alvéolos pulmonares. O resultado indica que o assunto exige reforço.
O aparelho é um votador, tecnologia já comum na TV. Com ele, é possível determinar tanto o conhecimento prévio dos alunos quanto o adquirido na aula.
Alunos com dificuldades também podem ser rapidamente identificados.
No Bandeirantes, os votadores já são usados em várias atividades. Algumas escolas, no entanto, optam por outras ferramentas.
No colégio Dante Alighieri, testes são implementados nos próprios sites das disciplinas. Os dados obtidos são semelhantes aos de votadores. (LGB)



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Aula a distância completa presencial

Sistemas gratuitos facilitam uso interativo e pedagógico da internet, com chats, fóruns e blogs

COLABORAÇÃO PARA A FOLHA

No inverno de 2009, a ameaça da gripe suína levou escolas de São Paulo a suspender as aulas. Para não perder dias letivos, algumas delas colocaram o material didático em seus sites. Professores ficaram de plantão para tirar dúvidas, e alunos fizeram as lições em casa.
Essas aulas a distância foram depois validadas pelo governo estadual. O evento mostrou como a tecnologia pode complementar ou até substituir atividades em sala.
A difusão de sistemas gratuitos e de fácil manuseio para a criação de cursos a distância, como o australiano Moodle (moodle.org) e os brasileiros Solar (solar.virtual.ufc.br) e TelEduc (teleduc.org.br), impulsionou o uso pedagógico de ferramentas interativas, como blogs, chats, fóruns e wikis.
As tecnologias permitem, por exemplo, que alunos postem redações em blogs para avaliação dos colegas. Os estudantes também podem realizar discussões em fóruns on-line.
Além de permitir que o professor acompanhe a troca de ideias e registre a contribuição de cada um, o método pode estimular os mais tímidos a se expressarem.

MAPAS
É possível também acessar mapas, animações, simulações e vídeos em arquivos educacionais. No Brasil, um dos maiores é o do Ministério da Educação (objetoseducacionais2.mec.gov.br).
Embora muitas ferramentas de educação a distância estejam sendo usadas nos níveis fundamental e médio, é no ensino superior que elas tiveram maior impacto.
Em 2000, havia no Brasil apenas dez cursos de graduação a distância, com 1.682 alunos matriculados. Isso representava apenas 0,02% do total de graduandos no país.
Em 2008, o número de cursos saltou para 647, com 728 mil matriculados, ou 12,5% do total no ensino superior, segundo a Abed (Associação Brasileira de Educação a Distância). (LGB)

FOLHA.com
Ouça entrevista com Fredric Litto, da Abed
folha.com.br/sa820083



Rede social própria incentiva estudo
 Escola passa tarefas por meio de comunidade virtual, mas uso de Orkut, Twitter e Facebook ainda é polêmico

ANDRÉA MACIEL
COLABORAÇÃO PARA A FOLHA

Quem tem filhos e internet sabe: em vez de fazer as tarefas, as crianças chegam da escola e vão acessar sites como Orkut e Facebook.
Alguns educadores usam esse interesse dos alunos a favor do aprendizado. Uma das experiências ocorreu em Lavras (MG), onde uma escola passou a usar as redes sociais como ferramenta.
Cada turma do Centro Educacional NDE ganhou rede social própria, na qual o professor passa lições de casa, faz chats e envia arquivos. Só quem participa da comunidade acessa o conteúdo.
Por causa das aulas virtuais, a participação dos alunos em sala aumentou. "Eles se interessam mais. Internet é o mundo deles", diz a professora Karla Emanuella Pinto, que implantou o projeto.
Mas o uso das redes sociais abertas como instrumento pedagógico, já presente em algumas escolas de São Paulo, ainda é muito discutido.
Uma das preocupações de pais e educadores é que, em sites abertos a todos, o aluno fica exposto a pedofilia e a conteúdo impróprio.
Para Claudemir Viana, doutor em comunicação pela USP, isso não impede que redes abertas sejam usadas pelas escolas.
"Elas devem ser utilizadas justamente para educar crianças e jovens a estar na web com segurança e responsabilidade."
Viana é gestor da rede social Minha Terra, que reúne mais de 10 mil professores e alunos e publica dicas para o uso pedagógico da internet.


Videogames possibilitam aprendizado por imersão

Ao simular diferentes papéis, aluno adquire conhecimento naturalmente

COLABORAÇÃO PARA A FOLHA

Mais que entretenimento, jogos eletrônicos começam a ser encarados por educadores como ferramentas pedagógicas importantes.
Um game moderno de futebol, por exemplo, permite que a criança assuma papéis de treinador, diretor ou médico do time. Ao vivenciar essas funções, o aluno adquire uma visão do esporte difícil de obter de outra forma.
Essa capacidade dos games de imergir o jovem em um ambiente virtual seguro, estimula a tomada de decisões rápidas (para avançar no jogo), o espírito investigativo (para descobrir regras e superar obstáculos) e o trabalho em equipe (no caso de jogos on-line multijogador).
Nos EUA, a escola "Quest to Learn" (q2l.org) acredita tanto no potencial educativo de jogos (tanto digitais quanto analógicos) que seu currículo é todo baseado neles.
Em São Paulo, no colégio São Luís, alunos do 8º ano criam jogos para os do 3º ano. Num desses games, o aluno conduz um avião e precisa pousá-lo no Estado do Brasil que possui as características indicadas pelo jogo. Além de games dos próprios alunos, é possível adaptar jogos comerciais para atividades em sala de aula.
O jogo SimCity é usado no colégio Bandeirantes em aulas de geografia. Os alunos estudam aspectos urbanos de São Paulo e, por meio de simulação no ambiente virtual, buscam soluções de planejamento urbano.
No livro "Games em educação" (2010, Pearson), João Mattar, professor de design de games da Universidade Anhembi Morumbi, indica ainda Carmen Sandiego (geografia), Civilization III (história), Dimension M (matemática) e Spore (biologia).
Mas o uso educacional de games enfrenta obstáculos. O primeiro é sua adaptação ao currículo oficial: é difícil equilíbrar didatismo e diversão pura. Outro problema está na avaliação: pontos no jogo equivalem a notas? (LGB)

FOLHA.com
Veja sugestões de jogos
folha.com.br/sa820093


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Robótica ensina valores, afirma pedagogo

COLABORAÇÃO PARA A FOLHA

Robótica ajuda no desenvolvimento humano dos alunos. Essa é a opinião de Edson Davi Ferraz, pedagogo e professor do colégio São Luís (regial central), onde o curso é oferecido como atividade extracurricular.
Os alunos utilizam material do cotidiano, como latas de alumínio, sucata, parafusos ou canudos para a construção de aparatos com algum tipo de conexão eletrônica a computadores.
"As crianças aprendem a resolver problemas, que são transferíveis ao mundo real, a trabalhar em equipe, habilidade essencial no mundo profissional, e a lidar com as frustrações que surgem durante as montagens", afirma Ferraz. (LGB)




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Atividade nos últimos dias:
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Mesac Roberto Silveira Jr.
Coordenador do grupo de pesquisa
Atopos/Soundscape: manipulações transmidiáticas digitais - ECA USP
Centro de Pesquisa ATOPOS
ATOPOS Research Center
University of Sao Paulo - Brazil
(11) 9539 6626

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