Pessoal,
saiu um caderno especial na folha de hoje com algumas matérias sobre Educação e Tecnologia. Como não sei se o pessoal tem acesso ao site da folha vou copiar aqui todas as matérias, ok. Não é nada de mais, mas vocês podem ver.
Abs,
Erick
Objetivo é unir ensino e diversão
Objetivo é unir ensino e diversão
Novas ferramentas integram pedagogia e tecnologia, mas seu uso ainda não é acessível a todos
Leticia Moreira/Folhapress
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Estudantes do colégio Dante Alighieri, que usam laptop em aulas organizadas em pequenos grupos e dois professores
LUCIANO GRÜDTNER BURATTO
COLABORAÇÃO PARA A FOLHA
O burburinho domina a sala de aula. Em netbooks, alunos do primeiro ano do ensino fundamental comandam
animais em uma floresta virtual e compartilham suas
descobertas com colegas e
com a professora.
Ao final da brincadeira,
narram em redações as peripécias de seus bichos preferidos. Os textos,
depois reunidos em um livro, serão lançados na escola, com direito a
noite de autógrafos.
A atividade de redação em
um colégio da capital paulista, descrita acima, ilustra como tecnologia e pedagogia
podem ser integradas a fim
de tornar o ensino mais efetivo e divertido.
Além de computador e internet, tecnologias mais recentes, como lousas digitais,
estão mudando as feições da
velha sala de aula, resquício
da Revolução Industrial em
um mundo pós-industrial.
Algumas instituições chegam a investir 4% de seu orçamento em tecnologia, valor repassado para os pais na
cobrança da mensalidade.
DESAFIOS
Esses avanços impõem
dois grandes desafios para a
educação brasileira: a disseminação dessas tecnologias
e a capacitação de professores para seu correto uso.
O caminho é longo, e novidades como votadores, mesas digitais, realidade aumentada e aulas em 3D ainda
estão em grande parte restritas às instituições de ensino
fundamental e médio da rede
particular e às faculdades.
Segundo o último censo
do Ministério da Educação,
apenas 49% das escolas públicas de ensino fundamental possuem computadores e
só 33% têm acesso à internet.
No ensino médio a situação
melhora: 97% têm micros e
89% estão conectadas.
O uso de computadores e
de novos recursos não se traduz em melhoria automática
na educação -e isso vale do
ensino infantil à universidade, dizem especialistas.
É preciso ter um professor
preparado para usar as novas ferramentas, que incluem sistemas integrados
de informática, que unem
aulas preparadas por todos
os docentes, e até corretores
automáticos de testes.
A
Folha conversou com
pesquisadores e produtores
de tecnologia e consultou 32
instituições de ensino.
O resultado é um panorama da tecnologia educacional no Brasil e como ela pode
ser usada para atrair o "tecnoaluno" que está chegando
às salas de aula.
FOLHA.com
Assista a vídeo de
pesquisa na USP sobre
realidade aumentada
folha.com.br/sa820167
Com jeito de brinquedo, laptop melhora nota
COLABORAÇÃO PARA A FOLHA
A escola municipal Rosa
da Conceição Guedes, em
Piraí (RJ), já foi considerada
uma das piores do país
-em 2005, ficou com nota
2,6 no Ideb.
O índice agrega, de 0 a
10, taxas de aprovação com
médias em testes de português e de matemática.
As coisas começaram a
mudar em 2007, quando a
escola recebeu 400 laptops
do tipo Classmate, da Intel.
No mesmo ano, sua nota
subiu para 4,2. No ano passado, tirou 4,5. A evasão escolar também diminuiu.
A escola foi uma das primeiras a implantar o projeto
Um Computador por Aluno,
do MEC. Hoje, outras 300
instituições participam.
Em Taipas (zona norte de
SP), a escola municipal Ernani Silva Bruno também
melhorou as notas usando
um laptop com jeitão de
brinquedo -o XO, da ONG
One Laptop Per Child.
nono ano da escola teve
3,4 no Ideb em 2007 e subiu
para 4,5 em 2009.
Os alunos treinam redação fazendo blogs e estudam geografia e ciências
com a ajuda da internet.
(ANDRÉA MACIEL)
Estudante "multitarefa" exige um novo professor
Currículo defasado e falha na capacitação são desafios na formação de docentes
SAMIA MAZZUCCO
COLABORAÇÃO PARA A FOLHA
Currículos acadêmicos desatualizados e falha nos programas de capacitação e de
avaliação dos docentes.
São esses os desafios
apontados pelos especialistas na qualificação de professores para trabalhar com as
TICs (tecnologias da informação e comunicação) em
sala de aula -do ensino infantil a universidades.
Segundo eles, a reforma
dos currículos é uma das
prioridades, porque é preciso
formar um novo professor,
para que a tecnologia seja
um instrumento que atraia
este novo aluno, cada vez
mais "multitarefa".
Pesquisa da Fundação
Victor Civita, em parceria
com o Ibope e o Laboratório
de Sistemas Integráveis da
USP, mostrou que 70% dos
entrevistados dizem estar
pouco ou nada preparados
para usar tecnologia na educação. A pesquisa, que ouviu
400 escolas públicas em 12
capitais brasileiras em 2009,
também revelou que apenas
116 dessas instituições (29%)
ofereceram cursos de capacitação para seus funcionários.
O bom uso das novas tecnologias auxilia professores
na diversificação e no desenvolvimento das aulas, além
de motivar os estudantes.
EFEITOS
É consenso entre os especialistas que ainda não é possível medir com
precisão os
efeitos do uso das novas tecnologias. O investimento recente em
capacitação de docentes e a falta de mecanismos de avaliação são alguns
dos motivos.
"Uma proposta é a autoavaliação, em que a escola reflita o uso pedagógico da tecnologia e gere relatórios para
os gestores avaliarem os programas de formação", diz
Maria Inês Bastos, consultora em novas tecnologias para
educação da Unesco.
A única certeza é que o uso
das tecnologias torna o
aprendizado mais atraente.
Para Bastos, o modelo
massificado de educação
"está falindo ou já está falido". Por isso defende o uso
da tecnologia como aliada do
professor, que precisará saber estimular a criatividade e
a troca de conteúdo entre os
seus próprios alunos.
FOLHA.com
Professores falam sobre
uso do computador
folha.com.br/sa820232"Aluno precisa de desafios constantes"
COLABORAÇÃO PARA A FOLHA
O diretor de tecnologia
do colégio Bandeirantes,
Sérgio Américo Boggio,
começou a notar no fim
dos anos 90 uma mudança
no perfil dos novos alunos.
De acordo com ele, esse
novo estudante é "multitarefa" e pouco tolerante a
frustrações.
Para reter sua atenção,
Boggio diz acreditar que é
preciso desafiar constantemente seu senso comum
com exemplos do dia a dia.
"Eles ficam invocados e
prestam mais atenção."
Folha - Por que o aluno lida
mal com frustrações?
Sérgio Américo Boggio -
Porque foi pouco exposto
a elas na primeira infância. Os brinquedos do passado, como o pião, eram
simples. Se viessem com
defeito, a criança normalmente tentava consertá-lo.
Hoje, os brinquedos são
mais complexos; o pião
vem com lançador. Se não
funcionar, os pais o trocam. Não há frustração.
Hoje, aquilo que desobedece a criança a cansa
rapidamente. Mas saber lidar com frustrações é essencial para a vida.
Como é possível exercitar
essa habilidade na escola?
Uma possibilidade é o
uso de oficinas. Criei uma
oficina em que o aluno trabalha com objetos do
mundo real (madeira, cola) e virtual (software, internet). Estimulo a transição entre esses dois mundos. No processo, sempre
surgem imprevistos. Uso a
oportunidade para estimulá-los a não desistir, a
superar os obstáculos.
Ouça como educador
mantém aluno atento
folha.com.br/sa820068
Evolução da espécie
O contato com as novas tecnologias deve acontecer na idade correta
0-3 anos
Fase de formação motora e visual. Os objetos devem estimular os sentidos. Brinquedos
coloridos, que emitam sons e que possam ser levados à boca, são os ideais.
A criança pode usar o computador, mas sempre acompanhada por um adulto
Dica
Alguns vídeos e sites infantis estimulam a percepção visual e auditiva
das crianças. Exposição excessiva a essas ferramentas pode interferir no
desenvolvimento motor,
da visão, da fala e da criatividade, já que a capacidade de abstração
pode ser afetada
3-7 anos
Idade do faz-de-conta. Jogos que simulam esportes estimulam imaginação,
criatividade e agilidade, mas é preciso cuidado com excessos. A partir
dos cinco anos, "brincar" com
máquina fotográfica ajuda na noção do real e do virtual e aguça a
coordenação motora
Dica
É preferível que as crianças brinquem em computadores com um tamanho comum de
tela, e não menores, como nos computadores de brinquedo que diminuem a imagem,
em vez de ampliá-la -o que é mais indicado para o aprendizado
7-10 anos
Fase da formação de grupos. A noção de amizade se intensifica e é comum dormir
na casa de colegas. Nessas ocasiões, a criança pode receber um celular emprestado,
para contatar os pais. Não se recomenda ter celulares antes da adolescência
Dica
Até os dez anos está se concluindo o processo de alfabetização. É importante que
a escrita manual seja preservada. Trocar a leitura feita em livros pela tela do computador
e aparelhos como iPad exige cuidados para não prejudicar a visão
10-12 anos
Os pré-adolescentes ainda precisam de orientação dos pais para o uso de
computador, internet e TV. Conteúdo e tempo de exposição devem ser
controlados. Jogos de estratégia e
interativos são os mais recomendados, pois desenvolvem o raciocínio
lógico e abstrato
Dica
É possível consultar na internet que jogos e filmes são inadequados para cada idade.
Para conferir classificação indicativa, basta entrar no site do Ministério da Justiça
(portal.mj.gov.br/classificacao)
12-15 anos
É nessa faixa etária que o uso do celular é mais aceito entre
especialistas. Há mais consciência dos riscos, como contato com
estranhos e gastos excessivos. O celular pode servir como ferramenta
educativa, porém, ainda é visto com ressalvas por muitas escolas, que
proíbem seu uso na aula
Dica
Por ter informações sempre à mão, no celular, o jovem pode perder a
capacidade de planejamento do seu dia a dia. É preciso, então, que
tenham orientação contínua de pais
e professores para que não descuidem de suas tarefas e mantenham a
organização
15 em diante
Amadurecimento do conceito de vida em sociedade. Aptos a usar redes
sociais como um instrumento de aprendizado e troca de conteúdo. É
necessário valorizar os encontros presenciais e ter cuidado com o
conteúdo postado nas redes _empresas buscam informações sobre candidatos
a emprego também em sites de relacionamento
Dica
Em qualquer idade, é recomendável não utilizar o computador cerca de
duas horas antes de dormir. O uso do equipamento prejudica o sono e,
consequentemente, a capacidade de aprender. Dormir bem é importante para
a consolidação de memórias e a organização cerebral
Fontes: Maria Beatriz de Oliveira, psicopedagoga da Unesp; Teresa Helena Ferreira, psicopedagoga da Unifesp; Neide Noffs, coordenadora do curso de psicopedagogia da
PUC-SP; Ceres de Araujo, psicóloga da PUC-SP; Elvira Souza Lima, consultora em
educação e pesquisadora em neurociência; Adriana Friedmann, educadoraLousa e mesa ganham novo papel
Objetos tradicionais aparecem em versões digitais e facilitam a interatividade na sala de aula
COLABORAÇÃO PARA A FOLHA
Os tradicionais giz e lousa
estão dando lugar a versões
eletrônicas. As novidades incluem lousa e mesa digitais e
mouse remoto.
Em Taboão da Serra (Grande SP) todas as escolas municipais instalaram lousas digitais. No Miguel de Cervantes,
no Morumbi, todas as salas
possuem lousas eletrônicas e
o giz foi aposentado de vez.
Sintomático do aquecimento do setor, a HetchTech,
única fabricante nacional do
equipamento, vendeu cerca
de mil unidades em 2009 e
espera dobrar esse número
neste ano e em 2011.
Seu uso não é unanimidade porque alguns especialistas na área de tecnologia
educacional afirmam que a
lousa digital estimula o método tradicional de ensino,
em que todos devem prestar
atenção ao professor, apesar
da maior interatividade.
Em sintonia com as novas
tendências, o mouse remoto
se mostra mais eficaz, pois
facilita a locomoção do professor pela sala de aula.
Moisés Zylberstain, coordenador de tecnologia educacional do colégio Santa
Cruz, em Alto de Pinheiros,
diz acreditar que o maior ganho já havia sido obtido com
a dupla computador-projetor. "Isso obrigou os professores a planejar melhor as
aulas e facilitou o uso de ferramentas multimídia."
Para Zylberstain, um sistema híbrido (uma metade da
lousa convencional e a outra,
digital) parece mais eficaz.
Já as mesas educacionais
têm sofrido menos críticas.
Ao unir elementos concretos
e abstratos de forma lúdica, o
método facilita o aprendizado no ensino fundamental.
Na escola estadual Aparecido Garcia, em Jundiaí, a
mesa é usada em português e
matemática. A escola, que tinha em 2003 um dos piores
índices no Ideb, melhorou e
se tornou referência.
"Não é a tecnologia, mas
as novas pedagogias que
vêm em sua esteira que melhoram o aprendizado", diz
Betina von Staa, coordenadora de pesquisa em tecnologia educacional do Positivo,
produtor das mesas.
(LGB)
FOLHA.com
Lista de instituições consultadas pela
Folha
folha.com.br/sa821111
Votadores permitem avaliação rápida
COLABORAÇÃO PARA A FOLHA
Mal termina a aula sobre
sistema respiratório e a professora já aplica um teste.
Os alunos respondem em
aparelho sem fio do tamanho de um celular. Em minutos, descobre-se que os
conceitos foram compreendidos, exceto o de pressão
nos alvéolos pulmonares. O
resultado indica que o assunto exige reforço.
O aparelho é um votador,
tecnologia já comum na TV.
Com ele, é possível determinar tanto o conhecimento
prévio dos alunos quanto o
adquirido na aula.
Alunos com dificuldades
também podem ser rapidamente identificados.
No Bandeirantes, os votadores já são usados em várias atividades. Algumas escolas, no entanto, optam
por outras ferramentas.
No colégio Dante Alighieri, testes são implementados nos próprios sites das
disciplinas. Os dados obtidos são semelhantes aos de
votadores.
(LGB)
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Aula a distância completa presencial
Sistemas gratuitos facilitam uso interativo e pedagógico da internet, com chats, fóruns e blogs
COLABORAÇÃO PARA A FOLHA
No inverno de 2009, a
ameaça da gripe suína levou
escolas de São Paulo a suspender as aulas. Para não
perder dias letivos, algumas
delas colocaram o material
didático em seus sites. Professores ficaram de plantão
para tirar dúvidas, e alunos
fizeram as lições em casa.
Essas aulas a distância foram depois validadas pelo
governo estadual. O evento
mostrou como a tecnologia
pode complementar ou até
substituir atividades em sala.
A difusão de sistemas gratuitos e de fácil manuseio para a criação de cursos a distância, como o australiano
Moodle (moodle.org) e os
brasileiros Solar (solar.virtual.ufc.br) e TelEduc (teleduc.org.br), impulsionou o
uso pedagógico de ferramentas interativas, como blogs,
chats, fóruns e wikis.
As tecnologias permitem,
por exemplo, que alunos
postem redações em blogs
para avaliação dos colegas.
Os estudantes também podem realizar discussões em
fóruns on-line.
Além de permitir que o
professor acompanhe a troca
de ideias e registre a contribuição de cada um, o método
pode estimular os mais tímidos a se expressarem.
MAPAS
É possível também acessar
mapas, animações, simulações e vídeos em arquivos
educacionais. No Brasil, um
dos maiores é o do Ministério
da Educação (objetoseducacionais2.mec.gov.br).
Embora muitas ferramentas de educação a distância
estejam sendo usadas nos níveis fundamental e médio, é
no ensino superior que elas
tiveram maior impacto.
Em 2000, havia no Brasil
apenas dez cursos de graduação a distância, com 1.682
alunos matriculados. Isso representava apenas 0,02% do
total de graduandos no país.
Em 2008, o número de cursos saltou para 647, com 728
mil matriculados, ou 12,5%
do total no ensino superior,
segundo a Abed (Associação
Brasileira de Educação a Distância).
(LGB)
FOLHA.com
Ouça entrevista com Fredric Litto, da Abed
folha.com.br/sa820083 |
Rede social própria incentiva estudo Escola passa tarefas por meio de comunidade virtual, mas uso de Orkut, Twitter e Facebook ainda é polêmico
ANDRÉA MACIEL
COLABORAÇÃO PARA A FOLHA
Quem tem filhos e internet
sabe: em vez de fazer as tarefas, as crianças chegam da
escola e vão acessar sites como Orkut e Facebook.
Alguns educadores usam
esse interesse dos alunos a
favor do aprendizado. Uma
das experiências ocorreu em
Lavras (MG), onde uma escola passou a usar as redes sociais como ferramenta.
Cada turma do Centro
Educacional NDE ganhou rede social própria, na qual o
professor passa lições de casa, faz chats e envia arquivos.
Só quem participa da comunidade acessa o conteúdo.
Por causa das aulas virtuais, a participação dos alunos em sala aumentou. "Eles
se interessam mais. Internet
é o mundo deles", diz a professora Karla Emanuella Pinto, que implantou o projeto.
Mas o uso das redes sociais
abertas como instrumento
pedagógico, já presente em
algumas escolas de São Paulo, ainda é muito discutido.
Uma das preocupações de
pais e educadores é que, em
sites abertos a todos, o aluno
fica exposto a pedofilia e a
conteúdo impróprio.
Para Claudemir Viana,
doutor em comunicação pela
USP, isso não impede que redes abertas sejam usadas pelas escolas.
"Elas devem ser utilizadas
justamente para educar
crianças e jovens a estar na
web com segurança e responsabilidade."
Viana é gestor da rede social Minha Terra, que reúne
mais de 10 mil professores e
alunos e publica dicas para o
uso pedagógico da internet.
Videogames possibilitam aprendizado por imersão
Ao simular diferentes papéis, aluno adquire conhecimento naturalmente
COLABORAÇÃO PARA A FOLHA
Mais que entretenimento,
jogos eletrônicos começam a
ser encarados por educadores como ferramentas pedagógicas importantes.
Um game moderno de futebol, por exemplo, permite
que a criança assuma papéis
de treinador, diretor ou médico do time. Ao vivenciar essas funções, o aluno adquire
uma visão do esporte difícil
de obter de outra forma.
Essa capacidade dos games de imergir o jovem em
um ambiente virtual seguro,
estimula a tomada de decisões rápidas (para avançar
no jogo), o espírito investigativo (para descobrir regras e
superar obstáculos) e o trabalho em equipe (no caso de
jogos on-line multijogador).
Nos EUA, a escola "Quest
to Learn" (
q2l.org) acredita
tanto no potencial educativo
de jogos (tanto digitais quanto analógicos) que seu currículo é todo baseado neles.
Em São Paulo, no colégio
São Luís, alunos do 8º ano
criam jogos para os do 3º
ano. Num desses games, o
aluno conduz um avião e precisa pousá-lo no Estado do
Brasil que possui as características indicadas pelo jogo.
Além de games dos próprios alunos, é possível
adaptar jogos comerciais para atividades em sala de aula.
O jogo SimCity é usado no colégio Bandeirantes em aulas
de geografia. Os alunos estudam aspectos urbanos de
São Paulo e, por meio de simulação no ambiente virtual, buscam soluções de
planejamento urbano.
No livro "Games em educação" (2010, Pearson), João
Mattar, professor de design
de games da Universidade
Anhembi Morumbi, indica
ainda Carmen Sandiego
(geografia), Civilization III
(história), Dimension M (matemática) e Spore (biologia).
Mas o uso educacional de
games enfrenta obstáculos.
O primeiro é sua adaptação
ao currículo oficial: é difícil
equilíbrar didatismo e diversão pura. Outro problema está na avaliação: pontos no jogo equivalem a notas?
(LGB)
FOLHA.com
Veja sugestões de jogos
folha.com.br/sa820093
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Robótica ensina valores, afirma pedagogo
COLABORAÇÃO PARA A FOLHA
Robótica ajuda no desenvolvimento humano dos
alunos. Essa é a opinião de
Edson Davi Ferraz, pedagogo e professor do colégio
São Luís (regial central), onde o curso é oferecido como
atividade extracurricular.
Os alunos utilizam material do cotidiano, como latas de alumínio, sucata, parafusos ou canudos para a
construção de aparatos com
algum tipo de conexão eletrônica a computadores.
"As crianças aprendem a
resolver problemas, que são
transferíveis ao mundo real,
a trabalhar em equipe, habilidade essencial no mundo profissional, e a lidar
com as frustrações que surgem durante as montagens", afirma Ferraz.
(LGB)
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