TRANSTORNOS PSÍQUICOS NA INFÂNCIA

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Gilberto Adamatti

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Mar 31, 2026, 4:41:59 AM (4 days ago) Mar 31
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TRANSTORNOS PSÍQUICOS NA INFÂNCIA



Pedro nasceu sem que seus pais percebessem que ele teria um distúrbio de comportamento, o qual se agravaria na puberdade.

Desde que completou três anos era possível perceber que ele era uma criança hipercinética. Não conseguia se deter numa coisa.

Estava sempre em movimento. Pegava algo para brincar e logo largava a fim de alcançar outra coisa. Era, muitas vezes, agressivo com as pessoas. Não atendia aos reclamos dos pais nem costumava aceitar castigos. Às vezes, chorava quando era repreendido, mas logo parava o choro para iniciar nova traquinagem.

Com cinco anos teve sua primeira crise convulsiva. Após exames mais apurados descobriu-se que ele tinha epilepsia e teria que iniciar um tratamento com medicação adequada e que, talvez, o acompanhasse por toda a vida. Graças à medicação, suas crises puderam ser controladas, as quais, às vezes, chegavam ao número de dez num dia.

Mereceu por parte dos pais uma educação especial, pois não se adaptou à escola comum. Não só não se concentrava como também perturbava seus colegas. Chegava até a agredir aqueles coleguinhas que se opusessem a ele no que queria fazer.

Mesmo com tratamento médico e psicológico, os pais não conseguiram a cura para o filho. Especialistas afirmavam que o caso dele merecia acompanhamento diário e que não poderiam garantir a cura.

Por causa de sua dificuldade de concentração só foi alfabetizado aos nove anos e não evoluiu nos estudos.

Após contato com o Espiritismo, seu pai o levou a um Centro Espírita no qual passou a tomar passes e receber orientação espírita adequada. Esteve indo ao Centro por oito meses, período no qual viveu sua melhor fase. Seus pais interromperam o tratamento a que vinha sendo submetido. Hoje ele tem 13 anos e continua com os mesmos problemas da infância, muito embora tenha consciência de tudo e converse com uma lógica, às vezes, superior ao senso comum.

Possui um déficit intelectual, mas não cognitivo. Tem períodos de euforia e de depressão, mas não tem dificuldade de socializar-se. Obedece apenas a si mesmo e costuma imprecar contra os pais e parentes mais próximos. Às vezes, coloca idéias fixas na cabeça das quais não se afasta muito facilmente.

Nunca apresentou tendências suicidas nem atentatórias à vida e a integridade de alguém, muito embora costumasse xingar as pessoas. Mostra-se carinhoso com outras, geralmente quando delas pretende obter algo. É muito higiênico e tem senso de pertencimento adequado.

Tem boa memória e gosta de surpreender as pessoas com citações antigas que alguma vez ouviu e ele não esqueceu. Quando quer, sabe ser afetivo.

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O espírito no processo reencarnatório promove alterações em seu corpo físico de acordo com suas matrizes perispirituais.

Da mesma forma, seu psiquismo também promoverá alterações no aparelho cerebral de acordo com os processos mentais que o formam. Independente das alterações genéticas ou não, a psiquê do reencarnante já vem com suas características de funcionamento por conta de seus padrões de pensar e sentir construídos nas diversas encarnações.

Um problema psicológico não é apenas fruto do meio ou de influências da infância, ou até do parto, como querem alguns.

Ele decorre da própria individualidade que assim se constitui até que se decida por transformar-se.

A mente humana é a matéria prima de Deus que a inventou para que fosse capaz de apreender Suas leis na sua trajetória evolutiva. Ela é suscetível a diversas influências e flexível ao desejo de autotransformar-se. A ajuda que poderá receber, funcionará como catalisadora desse processo de transformação.

O psiquismo de uma criança se encontra numa fase na qual as influências dos pais serão marcantes e poderão contribuir sobremaneira àquele processo de transformação. Alguns, portadores de distúrbios, são espíritos que trazem processos psicológicos que necessitam de encaminhamento adequado com base no amor e na paciência. O trabalho educativo dos pais ativará núcleos no inconsciente, cujo conteúdo é de esperança, força, capacidade de superação, equilíbrio e amorosidade. É fundamental que os pais busquem atingir aqueles núcleos do inconsciente.

Toda a psicologia humana se baseia na vontade de realização pessoal e esta deve ser sempre evocada ao espírito.

Os transtornos psíquicos que ocorrem na infância geralmente dizem respeito à linguagem, às habilidades espaços-visuais e à coordenação motora. Aqueles que se referem ao desenvolvimento da fala e da linguagem se acompanham com freqüência de problemas associados, tais como dificuldades da leitura e da soletração (dislalia, lalação, disfasia, afasia), perturbação das relações interpessoais, transtornos emocionais e transtornos comportamentais. Inclui-se também como transtorno a freqüência nas dificuldades de aprendizagem escolar com repetência constante em matérias específicas e perda de ano. Há também um grupo de transtornos, chamados de hipercinéticos, que envolve a falta de perseverança nas atividades que exigem um envolvimento cognitivo e uma tendência a passar de uma atividade a outra sem acabar a anterior, associadas a uma atividade global desorganizada, descoordenada e excessiva. Geralmente as crianças hipercinéticas são imprudentes, impulsivas, impopulares, sujeitas a acidentes, com problemas disciplinares, desinibidas e sem reservas com adultos.

Muitas vezes, os pais não conseguem perceber quando esses sintomas se iniciam e adiam o tratamento psicológico adequado.

Têm um olhar idealizado sobre os filhos que lhes impedem de perceber alguns sintomas típicos dos transtornos psíquicos.

Poderiam melhor observá-los se aprendessem a vê-los como espíritos que são e que como tal trazem suas características das personalidades vividas em outras encarnações. Têm aparência frágil, mas são tão fortes quanto seus pais.

Seria de bom alvitre que os pais buscassem ajuda especializada ao menor sinal de transtorno em seus filhos, a fim de que velhos problemas possam ser resolvidos sem que se tornem crônicos.

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As fobias são medos que se caracterizam pela maior intensidade emocional e pelo incômodo que causam às pessoas que lhes sofrem as conseqüências. Podem ocorrer na infância como também na vida adulta, sendo mais raro na adolescência.

Seus sintomas se assemelham ao medo comum, porém provocam uma reação de intenso estresse e dificuldade em prosseguir sem que ele passe. Costuma se fazer acompanhar de sudorese, taquicardia e midríase.

Quando ocorrem na infância trazem grande preocupação aos pais, visto que nem sempre se encontram justificativas para que a criança apresente aqueles sintomas.

Os pais devem observar no comportamento da criança se ela é arredia a algum tipo de evento ou se tem o hábito de ficar só num mesmo ambiente sem estar brincando. As crianças nem sempre se sentem à vontade para falar de suas fobias, pois lhes trazem medo. Pensam que, ao falar, estarão na iminência de provocá-las.

Devem os pais aprender a conversar com as crianças falando para eles de seus próprios medos infantis.

As fobias podem se acentuar quanto mais a criança passe muito tempo só, sem a companhia de adultos. O hábito de deixar as crianças entretidas na televisão pode ser um fator agravante, visto que elas não têm com quem elaborar os medos gerados pelos personagens agressivos de filmes típicos, mesmo que sejam de desenhos. A criança necessita de acompanhamento diário por parte de seus pais ou responsáveis.

Geralmente falta à criança um referencial seguro que lhe suplante o medo e traga tranqüilidade. A segurança deve ser dada de forma a fazê-la reagir ao sentimento desde o seu início.

Muitas fobias decorrem de eventos aversivos relacionados ao objeto fóbico ocorridos em vidas passadas que acompanham o espírito nas existências subseqüentes. O diálogo de forma a tranqüilizar a criança é fundamental, principalmente quando os pais tomam a iniciativa em fazê-lo.

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Por vezes encontramos crianças que se deprimem sem causa aparente deixando preocupados não só seus pais como também especialistas, sem saber o que fazer. De onde vem tal depressão?

Qual a causa geradora na infância? Alguns vão querer afirmar que se trata de alguma ocorrência na primeira infância ou mesmo no parto, tentando trazer justificativas na atual existência. O fato gerador talvez esteja muito antes do momento presente.

Costumamos imaginar a criança como um ser sempre alegre e disposto a viver, cheio de energia e vitalidade. A depressão na infância incomoda qualquer adulto. Muitas vezes ela vem disfarçada de tristeza, melancolia e mau humor, sem que os pais ou responsáveis se dêem conta da depressão. É típico da depressão infantil o mutismo, o isolamento, a falta de vitalidade, o sono agitado e a perda de apetite.

Devem os pais buscar ajuda profissional face à possibilidade não afastada de algum trauma presente ou remoto. Independente de buscarem ajuda especializada devem os pais: dialogar com a criança visando estimulá-la, ampliar as possibilidades de socialização da criança, solidarizar-se com ela quanto ao seu estado de tristeza, evitar a crítica ou punição, dar um pouco mais de atenção a ela, além de transmitir-lhe segurança e confiança.

O espírito quando reencarna não deixa seu passado de lado. Traz consigo todas as marcas nele causadas face aos desafios que enfrentou. Carrega consigo suas mágoas, sofrimentos e frustrações gerados pelas experiências pregressas. Há processos que varam encarnações não se findando com a morte do corpo.

A reencarnação é uma continuação da evolução do espírito.

Quando se avizinha uma prova, pode o espírito esmorecer com receio de fracasso. Às vezes, por ter passado por algum processo cármico difícil naquela idade em outra vida e por se lembrar disso, ele pode sentir medo de que venha a ocorrer de novo.

A depressão pode ser decorrente também da saudade que o espírito tem daqueles que ficaram e que ele não reencontra na atual encarnação. Pode ser, por esse motivo, uma reação à falta do amor, que antes tivera e que agora lhe faz falta.

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Nem sempre os filhos possuem o temperamento dos pais.

Por vezes, ouvimos pessoas dizerem que o filho puxou a este ou àquele parente, no temperamento. É claro que cada um traz em si os aspectos que lhe são próprios na personalidade, muito embora receba uma carga genética que pode lhe alterar características específicas, necessárias à sua evolução. Os filhos são espíritos que geralmente se afinizam com seus pais e que possuem traços na personalidade que se assemelham aos deles.

Os pais gostariam que os filhos tivessem mais paciência do que têm, que fossem mais humildes, que não tivessem a maioria dos vícios que possuem, porém, esquecem que também são pessoas em iguais condições às suas, cujo passado contém experiências dos mais variados tipos.

A presença de transtornos psíquicos na infância é mera conseqüência das experiências não resolvidas do passado em que, na maioria dos casos, tiveram a participação dos pais. Os problemas psicológicos que atravessam merecem dos pais a atenção e a condução para o devido tratamento a fim de que também venham a aprender com aquele processo de seus filhos.

Não devem ser encarados como doenças, mas como sintomas da personalidade daquele espírito, mas que merecem questionamentos. Os pais devem se perguntar: que tenho eu a aprender com a problemática de meu filho?

As respostas serão dadas com o tempo e a dedicação ao tratamento. Todos aqueles que se envolvem no conflito de alguém, alguma coisa têm a aprender.

Acima de qualquer tratamento que os pais possam dar a seus filhos, estarão o carinho e o amor, imprescindíveis ao verdadeiro restabelecimento daquele ser. Tanto o espírito que o recebe se aperfeiçoa, quanto aqueles que dão se beneficiam.

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"Bem-aventurados os mansos, porque herdarão a terra."

O Cristo propõe a paz. Sua bandeira não é de confronto senão com as próprias imperfeições de cada um. Oferece a terra àqueles que se mostrarem mansos. A terra é o chão, a base sobre a qual se assenta o mundo. O estado de paz proporciona a base e a segurança necessárias para se viver no mundo. O encontro consigo mesmo só é possível quando o indivíduo se encontra em paz.

Nesse sentido, a harmonia doméstica é fundamental para que aqueles espíritos que retornam à reencarnação com algum tipo de perturbação encontrem condições de reequilíbrio.

A fala amorosa, o tom de voz adequado, o bom humor e o carinho para com os filhos conseguem ser a base de que se precisa para um bom tratamento dos transtornos psíquicos. Qualquer manifestação agressiva tenderá a agravar a problemática da criança que, em contato com o mau humor e outras manifestações semelhantes, tenderá à revolta, na qual se reacendem os ódios do passado.

Os cuidados com a saúde, com a alimentação e com o vestuário não são as únicas coisas que se devem dar a eles. Precisam de carinho e amor.

Pais ansiosos promovem filhos ansiosos. Pais agressivos ensinam agressividade na vida. Pais amorosos fomentam amorosidade.

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Extraído do Livro EVANGELHO E FAMÍLIA, Por Adenauer Novais

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