Mães que ficam, mães que partem

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gisele sobreira

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May 10, 2026, 10:25:55 AM (3 days ago) May 10
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Mães que ficam, mães que partem

Há vínculos que não se desfazem com o tempo, nem se encerram com a distância. Alguns laços permanecem como presença silenciosa, sustentando a vida mesmo quando parecem estar ausentes.
O amor verdadeiro não se apressa, não exige provas. Quando os dias se transformam, quando a vida muda de ritmo e as certezas parecem frágeis, esse amor continua sendo referência.
Nas expressões desse amor, encontramos as mães que ficam.
Estão no cuidado diário, no olhar atento, na palavra que orienta sem ferir. Acompanham de perto, até mesmo quando os filhos seguem caminhos próprios.
Sua presença é chão firme, ainda que nem sempre percebido. São mães que aprendem a amar respeitando, que sabem soltar sem abandonar, confiar sem se ausentar.
Ficam, muitas vezes, sem ser notadas. Ficam no cotidiano, nos gestos repetidos, nas pequenas preocupações que ninguém vê. Ficam sustentando a vida, embora possam não ser agraciadas com reconhecimentos ou aplausos.
Existem mães que partem.
Às vezes, cedo demais. De outras, depois de uma longa caminhada. A ausência dói. A rotina muda. A saudade ocupa espaços antes preenchidos por gestos simples.
Porém, o amor vivido não se perde. Ele se transforma em memória, em valor aprendido, em força interior que sustenta os dias mais silenciosos.
Nos primeiros tempos, a falta parece insuportável. Contudo, aos poucos, o que era dor se torna referência. O que era ausência se transforma em base emocional para continuar caminhando.
O importante é que essas mães continuam.
Continuam no gesto que ensinaram, no conselho que ecoa quando as decisões se fazem presentes. Continuam no modo como enfrentamos as dificuldades, na coragem de seguir, na maneira de cuidar do outro.
O amor verdadeiro não conhece despedidas definitivas. Ele se converte em presença íntima, em voz interior que inspira e consola.
Essas mães continuam como uma força serena, que não manda, mas orienta. Que não impõe, mas acolhe. Uma presença que habita o interior da vida.
Aqueles que amamos de verdade permanecem conosco, sustentando a caminhada, mesmo quando a presença já não é visível. Amor verdadeiro não se perde nas alterações do tempo. Ele se torna parte de quem somos.
Conta-se que uma mulher, após a morte da sua mãe, guardou por muitos anos uma pequena caixa de costura. Não a utilizava. Apenas a abria, de vez em quando, para tocar os botões, sentir o cheiro, recordar as mãos que haviam manuseado aqueles itens, tantas vezes.
Com o tempo, percebeu algo simples e profundo: ao cuidar dos seus filhos com a mesma paciência, ao repetir gestos aprendidos sem perceber, a mãe seguia viva em seus atos.
Foi assim que a vida lhe ensinou que o amor não morre. Ele se reproduz em atitudes.
A maternidade é mais do que presença física. É laço espiritual. É compromisso de amor que atravessa a existência. Mães ficam, mães partem, mães continuam. Tudo isso porque o amor que ama jamais fenece.
Onde houver amor verdadeiro, sempre haverá presença. Pensemos nisso.
Redação do Momento Espíritaalexander_graham_bell
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