sobre videoconferência

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Fernando - Anfiteatro de Carapina

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May 12, 2008, 7:55:06 AM5/12/08
to sommaranata
APDS irmãos,

quanto a videoconferência, queria mostrar aos irmãos como é feito em
eventos profissionais (shows, TV, etc).

Todo o sinal de áudio (mics, instrumentos, etc) é
"splitado" (dividido) por 3 mesas de som:

uma de PA - atende ao público do local
uma de monitor - atende aos próprios músicos
uma de gravação/videoconferência/tv* (sempre existe)

*tanto faz ser gravação ou videoconferência ou mesmo transmissão de tv
- é a mesma idéia, conforme vamos ver abaixo, mas há pequenas
diferenças.

Cada uma dessas mesas recebe uma cópia do sinal original e fica livre
para fazer a melhor regulagem, de acordo com o seu objetivo. A mesa de
PA atende ao público, a mesa de monitor atende aos músicos. Mas vamos
nos ater a esta terceira mesa (gravação/videoconferência/tv)

Quando a mesa é de gravação, todos os seus canais ficam com controles
flat, apenas os ganhos são acertados. Os sinais dos canais são então
encaminhados para os canais correspondentes no computador. Todo o
processamento (equalização, compressão, etc) será feita posteriormente
no programa (ProTools, Sonar, etc)

Quando a mesa é para áudio de TV, ela faz uma mixagem diferente da
que o público está recebendo, com base em monitores de referência. E
encaminha-se o áudio para a TV. A pessoa fica em um local reservado
(há caminhões adaptados para este uso), e faz toda a regulagem com
base nos monitores de referência, depois encaminhando o sinal de L/R
para a transmissão.

Quando a mesa é para videoconferência, pode-se aplicar uma das duas
formas acima. Ou envia-se vários canais fletados para quem recebe
equalizar ou já envia um único canal equalizado, mas baseado em uma
referência de qualidade.

E aqui chegamos ao nosso problema. Não temos, nos Anfiteatros e
Maanains, nada do que os profissionais tem:

- mesa específica para videoconferência
- monitores de referência ou
- possibilidade de enviar vários canais de áudio pela
videoconferência.

Tudo isso depende de muito investimento, diretos e indiretos. Por
exemplo, monitores de referência até custam barato, mas exigem sala
própria, tratamento acústico, tantas coisas que acaba ficando caro.
Múltiplos canais de áudio parece que é possível, mas exige aumento na
banda de transmissão de sinal, o que também terá custo.

O sinal que um Anfiteatro ou Maanain pode enviar, nas nossas condições
atuais, basicamente é uma cópia do sinal do seu próprio PA (via saída
MonoOut ou Matrix, por exemplo), com todas as equalizações já feitas.
E a regulagem do PA depende das caixas de som e até mesmo da acústica
do próprio local. Mas o que fica bom para o Maanain X muito
provavelmente não ficará bom no Anfiteatro Y. Resultado: qualidade
ruim no destino.

Uma outra idéia possível é enviar o sinal pelos Auxiliares. Quem tiver
VEGA ou CMC poderia enviar pelos Auxiliares Pré, sem equalização (há
botão para selecionar), de forma que o sinal siga como original, mas
será necessário implementar algum tipo de monitoramento deste sinal
(para saber se a mixagem está boa ou não). Ou usar Auxiliar Pós (a
mixagem dependerá da própria mixagem do PA), mas dependendo da mesa,
esse sinal será sempre equalizado.

Mas Auxiliares é bem mais complicado de implementar que tirar o som
via MonoOut: exige endereçamento perfeito. Pode dar confusão até na
hora de operar (uma pessoa acertando o PA e outra pessoa acertando o
sinal de videoconferência.

Uma boa idéia que alguém postou aqui é enviar pela videoconferência
apenas o básico: pastores + cozinha (instrumentos que fazem a base:
bateria, teclado, baixo, guitarra), sem grupo cantando. Acho a idéia
até bastante interessante, mas não sei se todos os locais que recebem
a videoconferência tem grupo de louvor preparado para acompanhar os
hinos. Pior ainda se for um hino novo ou algo semelhante, onde as
vozes também teriam que seguir. Mas pelo menos diminuir a quantidade
de canais seria interessante: em vez de enviar 5 ou 6 violinos, 1 ou
2. Em vez de 16 ou mais cantores, 8 (2 de cada naipe de vozes ou
talvez 1 só de cada naipe). Isso é relativamente fácil de fazer via
endereçamento e ajuda a "limpar" o sinal.

Isso tudo que discutimos acima é para quem está enviando. Para quem
recebe, parece que a melhor idéia mesmo é insertar, no canal onde
recebe o sinal, um equalizador de 15 ou 31 faixas/canal, de forma a
ter um melhor controle de equalização, adequando o sinal ao ambiente
local. Lembrando que, se fizerem isto, é necessário deixar a
equalização da mesa de som na posição flat.

Gostaria da opinião dos irmãos sobre isto. Não consigo enxergar outras
alternativas.

Fernando

Calebe Lobo

unread,
May 13, 2008, 5:24:30 PM5/13/08
to sommaranata
Prezados irmãos, a paz do Senhor,


Na minha igreja fazíamos transmissão ao vivo de todos os cultos para
o Canadá, EUA e Dinamarca(usando Velox de apenas 300k para áudio e
vídeo).


No começo usamos a saída mono out da mesa , porém como postado aqui,
vimos que não é o ideal.


A solução que aplicamos foi simples e barata.Usamos o direct out de
cada canal desejado para enviar os sinais para uma mesa menor,
mandávamos teclado mono, guitarra mono, baixo, over da bateria, over
do GL, over de ambiência(igreja) e headset púlpito, como a mesa menor
era de oito canais, deixávamos um canal sobrando para o caso de alguma
emergência.O operador do equipamento de transmissão equalizava o
master L(transmitíamos em mono) da mesa pequena através da saída de
fones usando um Porta-PRO e encaminhava o sinal "pronto" para o PC.


Desta forma a fonte transmissora pode ficar próxima da mesa de P.A.
garantindo economia, pelo menos, na compra dos cabos entre uma mesa e
outra que pode ser um multi cabo de "X" vias.


Este projeto é quase idêntico ao que o Fernando descreveu, porém é
um pouco mais barato e também funciona.


Um abraço a todos!
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