APDSJ, irmãos!!
Precisamos nos valer de detalhes, como por ex.: usar mais caixas de som com
um volume mais baixo distribui melhor o som e dá menos microfonia e
ajustá-las em posição que menos reflita o som para o microfone (evitar
colocar perto dos pastores pois não há necessidade). Fazer o teste prático
na mesa de som para descobrir qual microfone apresenta uma melhor relação
entre boa amplificação à distância com o som mais natural, baixo ruído e que
não seja aqueles de gravar som de borboletas voando, pois cápsula
extremamente sensível pode não permitir muita amplificação (entretanto, cada
caso é um caso e depende do lugar, ressonância do lugar x ressonância do
microfone, etc). Aqui em Juiz de Fora um irmão novo na equipe de som fez
algo que eu não faria e os fóruns condenam: Colocou um phanton para
microfonar dois violinos com direito a retorno e o som nunca havia ficado
tão bom quanto ficou a partir deste dia. Não deu microfonia não e acabou com
a inconsistência de volume que ocorre devido à mudança de posição dos
instrumentistas. Não temos shotgun aqui para fazer um teste prático,
infelizmente. Há algum tempo atrás fizemos um teste (não em batismo, mas
apenas para analisar a qualidade) com três microfones phantom que dispomos e
verificamos que o Samsom C02 (aquele grande), apresentou um som mais natural
e com menos ressonâncias e ruídos que o Samson C01 (phanton pequeno).
Interessante é que há diferença entre os dois C02 que são idênticos (vieram
num kit para bateria, como over). Um C02 dá um som mais natural e com menos
ruído que o outro C02. Obs importante: O C02 capta dos dois lados, mas em um
deles o som sai bem mais abafado que do outro e na frente capta pouco, não
batendo com o diagrama polar teórico do manual, uma curva genérica pega na
internet, o mesmo que ocorre com o ML70 da Leson, aparentando ser um mic
plano e não acusando a altíssima sensibilidade aos sub-graves. Enfim, são
coisas que dependem também do lote. Porisso não dispenso uma batelada de
testes práticos para alcançar os melhores resultados. Todo detalhe deve ser
considerado. Até selecionar caixas de som iguais e ok, pois já peguei duas
da Work com a fase em um dos falantes invertida, nesse caso dá para perceber
de ouvido, colocando uma ao lado da outra, o som fica espacial, tipo
surround mas enjoativo. Também é bom selecionar uma mesa de som que em teste
prático apresente menor ruído. Não confiar em manuais, a menos que todos os
controles fiquem na mesma posição que estavam ao ser analisada em
laboratório, mesmos microfones usados na fábrica, etc. Volume master mais
baixo e um ganho maior na entrada também dão uma boa redução no ruído final.
Espuma ou tela de proteção é fundamental para dimimuir o barulho de vento,
neste caso aqui talvez seja o maior inimigo. Um equalizador paramétrico ou
de 31 bandas também deve ajudar inclusive a reduzir o barulho de vento
(sub-graves). Algum tempo atrás, vi em uma sala de concertos em minha
cidade, ocasião que iria se apresentar um conjunto instrumental acústico,
foram colocadas em volta do conjunto, por trás, algumas tábuas para simular
o efeito de concha acústica, dando um bom ganho adicional e natural (sem
direito a interferência de vento, se houvesse). No nosso caso é importante
também lembrar sempre os pastores de falarem mais alto e colocar o microfone
numa posição que pegue de frente da boca, o que nos leva a imaginar que um
microfone por cima teria um som mais estável e constante. Existe também uma
possibilidade de utilizar um cordão de nylon transparente tipo de vara de
pescar como varal para prender um lapela de ótima qualidade (existem até
phantons de lapela ex. Shure SM93, mas nunca testei um deles. Também se cair
é banco na certa).
Irmãos, não deixem de postar os bons resultados conseguidos, eles terão
muita valia.
Um abraço a todos.
Celso
Juiz de Fora - MG