Colegas,
gostei muito das discussões.... para aqueles que quiserem se integar
nas ações do SUS segue um evento sobre CAPS em SP
Olá, gostaríamos de convidar a todos para o próximo Café com CAPS!!!
3ª RODA DE CONVERSAS ENTRE TRABALHADORES DE SAÚDE MENTAL
(folder anexo)
DESAFIOS ATUAIS: A CLÍNICA E O CAPS
CONVIDADA: Fulvia Bueno - psiquiatra do CAPS Prof. Luiz da Rocha
Cerqueira (CAPS Itapeva) e do CAPS AD Vila Mariana, especialista em
dependência química (UNIAD/UNIFESP) e faz matriciamento há 8 anos
“As práticas terapêuticas que nos últimos cem anos derivaram dos
modelos da clínica são altamente insatisfatórias, por diversas
razões...
é extremamente pobre a referência à palavra clínica como continente,
como referência teórica a uma prática que é tão mais complexa e
articulada”
(Saraceno, 1996)
Motivados a promover e realizar trocas de experiências entre
trabalhadores de Saúde Mental surge, em junho de 2011, o Coletivo Café
com CAPS. Somos trabalhadores de saúde mental que acreditam no SUS, no
modelo CAPS e na construção de uma rede potente de pessoas que se
fortalecem para serem agentes de mudança em prol da Saúde Pública e da
Saúde Mental.
Nesse espírito e em continuidade com o evento anterior, nesta 3ª Roda
de Conversas queremos discutir as di culdades e potencialidades da
clínica nos CAPS a partir do modo como lidamos com a crise do
usuário.
Propomos um diálogo que estimule a troca e promova uma maior
articulação entre os profi ssionais e, assim, divulgar nosso fazer
cotidiano. Pretendemos nomear, refl etir, criar, descrever, pensar
nas críticas e limites do modelo, inventar, reinventar a clínica do
CAPS, de forma a nos fortalecer para sermos agentes das mudanças que
tanto almejamos!
Data do evento: Sábado, dia 14/04/2012 (sábado) das 09h às 12h30
Local: Auditório do CAPS Itapeva – Rua Carlos Comenale, 32 – próximo
ao metrô Trianon-MASP
EVENTO GRATUITO
Inscrições antecipadas pelo email cafec...@gmail.com até o dia
12/04/2012 (enviar nome completo, email, formação e instituição de
origem).
Reforçando a ideia de sermos um Coletivo formado por todos os
presentes, sugerimos que tragam quitutes ou moedinhas para contribuir
com o nosso café!
Agradecemos desde já e esperamos ansiosos pelo encontro!
On 24 mar, 12:14, Eliane Saboia Pascoal <esaboiapasc...@gmail.com>
wrote:
> Boa tarde.
> Em retorno as indagações do amigo Paulo.
> Em sinceramente não sei como funciona o processo de inserção dos sociólogos
> nos outros Estado.
> Contudo, ainda lendo os questionamentos e fazendo uma busca nos meus
> arquivos, encontrei um que fala sobre a educação permanente e preceptor.
> Na Escola de Saúde da Família Visconde de Saboya aqui em Sobral, existe a
> residencia para profissionais (fisioterapeutas, educador físico,
> farmacêutico, assistente social, psicólogos...), baseado nos segmentos,
> essa forma de "educar" baseia-se nos aportes da educação permanente, donde
> o estudante se insere no campo e sendo assim, desenvolve atividades que são
> pertinentes a melhoria da qualidade de vida da população.
> Esse fazer parte, conota a ideia de uma mudança sistematizada na Atenção
> Básica em Saúde, pois essas mudanças serão decorridas através da prática
> para o campo de conhecimento, onde eu, na minha humilde ignorância, não
> vejo nenhum problema a inserção do sociólogo, já que na etnografia nos
> remete a ideia da inserção no campo.
> Com relação a função de preceptor de território, aqui em Sobral, ele é a
> pessoa responsável pelo acompanhamento desses profissionais no campo, sua
> função é?
>
> -Elaborar, coordenar, implantar, executar, analisar estudos, trabalhos,
> pesquisas, planos, programas e projetos atinentes à realidade da atenção
> primária;
>
> -Participar da elaboração, implementação, assessoramento da educação
> permanente em saúde.
>
> -Participar, conforme a política interna da Instituição, de projetos,
> cursos, eventos, convênios e programas de ensino, pesquisa e extensão;
>
> -Elaborar relatórios e laudos técnicos na atenção primária e educação
> permanente.
>
> Segue artigos que falam a respeito.
>
> Contudo,poderão ser consultadas outras fontes.
>
> Então, acho e defendo a inserção no referido campo.
>
> Att
>
> Eliane Saboia Pascoal
>
> Socióloga e Cientista Social
>
> Especialista em Educação Comunitária em Saúde, Terapia Comunitária e Saúde
> da Família.
>
> MTE/CE-329
>
> Em 23 de março de 2012 22:47, Charles Cunha Menezes <
> cientistasocial...@gmail.com> escreveu:
>
>
>
> > As políticas públicas existem sob duas óticas, indissolúvel do Estado,
> > surge como ação estatal ou reação estatal, visão centrada no ator que
> > sofre a ação, ou ação centrada no agente (Estado) que direciona a ação,
> > respectivamente. Quanto a nossa atuação nas p.p é indissociável,
> > pouquíssimos (para não dizer nenhum) cursos de graduação oferece tamanho
> > cabedal teórico para construir políticas públicas. A p.p não pode ser um
> > "podruto" extraído de uma fórmula ou de uma teoria, ou uma solução técnica,
> > mas um estudo enquanto pesquisa sobre determinados problemas, onde o
> > envolvimento permite a propositura de "caminhos, soluções" é o somatório de
> > tudo isso. Eu costumo dizer que produzir políticas públicas ou auxiliá-las,
> > é necessário o conhecimento do problema, envolvimento, conhecimento legal
> > do assunto, disponibilidade orçamentária do Estado que realizará a p.p, e o
> > principal os resultado de uma boa pesquisa muito bem delimitada. O ideal
> > para sociólgos é a análise das políticas públicas já existentes, o
> > distrinchar das estruturas podem ajudar-nos a construir outras p.p ou
> > melhorar as já existentes. Enfim, pesquisa e análise, podemos ser parte
> > central de um p.p desde de que seja o cerne desta campo majoritário a nossa
> > atuação.
>
> > abs
> > _____________________________
> > *Charles Cunha Menezes*
> > *Delegado da Federação Nacional dos Sociólogos Rondônia - FNS/RO*
>
> > Em 23 de março de 2012 21:10, Paulo <bonfimxav...@yahoo.com.br> escreveu:
>
> > Pedro e demais colegas
>
> >> Existem alguns nós nas questões de inserção do sociologo no mercado de
> >> trabalho que envolvem as Políticas Públicas:
>
> >> *1° nó a formação acadêmica*
>
> >> Primeiramente nossa formação é voltada para "Questões Acadêmicas",
> >> diferentemente da ciências biológicas ou exatas, a praxis se torna algo
> >> menor. Por vezes, tentei conversar com professores da universidade
> >> (FFC-Unesp Marília) sobre a inclusão de uma disciplina que trata-se da
> >> Gestão de Políticas Públicas, e sempre percebi uma certa estranhesa, como
> >> se apreendendo o Macro se poderia ter o domínio do micro.
>
> >> Segundo, existem algumas correntes, principalmente a sociologia do
> >> conhecimento que vai trabalhar questões específicas, mas não é consenso o
> >> papel do sociologo nas políticas públicas, o consenso é que devemos estar
> >> na Política Pública da Educação, Ongs e Acadêmia.
>
> >> "Ninguém oferece aquilo que não tem", no caso de algum sociologo que
> >> pesquisa a questão da saúde específicamente, faz todo sentido o sociologo
> >> na saúde, e talvez tenha perspectivas de realizar um trabalho adequado e
> >> inovador, mas o que sabemos é que quando chegamos na Administração Pública
> >> temos que por vezes reinventar o trabalho ou ficar protocolando documentos,
> >> como está ocorrendo com muitos antropologos que foram admitidos na FUNAI,
> >> sem contar quando a própria burocrácia impede que o trabalho seja
> >> realizado, e para isso todo servidor tem que ter um amplo conhecimento da
> >> legislação vigente, e nos cursos de ciências sociais só é trabalhado a
> >> legislação da educação.
>
> >> "A inteligência não é única, é múltipla, e suas características são
> >> determinadas pela genética e elaboradas pelo ambiente. Se a genética dá a
> >> inteligência, mas o ambiente social não permite que ela seja desenvolvida,
> >> tudo será perdido" - Robert Lent (Neurocientista) - Revista E do Sesc SP,
> >> março de 2012, ano 18.
>
> >> Por outro lado, Minas tem uma cargo largo (esses que não é específico
> >> para uma única profissão) que admite a formação em Ciências Sociais na
> >> Secretaria de Estado da Saúde na Gestão do SUS, agora qual o trabalho é
> >> realizado por esse profissional desconheço.
>
> >> Na questão da formação vivenciei muitas dificuldades na minha vida
> >> profissional, trabalhei 4 anos no SUS, em um complexo hospitalar, durante
> >> esses anos pensei muito em qual seria o papel do sociologo na saúde, foi aí
> >> que percebi a dificuldade de sairmos crú da universidade. Hoje trabalho a 3
> >> anos na gestão estadual do SUAS, enfrentei muitas dificuldades inclusive
> >> para saber o que é gestão pública e como lidar com isso através da
> >> sociologia, e até o presente momento sou um profissional marginal, pois
> >> faço as vezes o trabalho de supervisionar os assistentes sociais e
> >> psicologos, mas não faço o trabalho do sociologo, quem está em coordenação
> >> de CRAS e CREAS é gestor de um equipamento, e nossa formação as vezes
> >> perpassa pela gestão da educação, tanto é que, em relação a questão de
> >> professores mediadores de conflitos (cargo criado na Secretaria de Estado
> >> da Educação de São Paulo), pouco fizemos enquanto classe para que fosse
> >> dado prioridade para os sociologos comporem esse cargo, que seriam os
> >> profissionais mais aptos.
>
> >> *2 nó - qual o papel do sociologo na saúde?*
>
> >> O que poderia fazer o sociologo na Gestão da Saúde? Que tipo
> >> de metodologia utilizaria?
>
> >> No sindicato, quase todos saberiamos o que fazer, aprendemos a analisar
> >> movimentos sociais e na saúde?
>
> >> Neste caso a Política de Assistência Social avançou um pouco mais, pois
> >> foi e está sendo construída por muitos sociologos que pelas beiradas estão
> >> colocando algumas questões da praxis diante do saber acadêmico.
>
> >> Qual seria a ponte da teoria sociologica para a saúde?
>
> >> Quais seriam as teorias sociologicas que dariam suporte para a atuação do
> >> sociologo na saúde?
>
> >> No caso do Caps-AD ou do Caps Adulto, Infantil, qual seria o nosso papel?
>
> >> O papel do terapeuta ocupacional está bem claro, tanto quanto, do
> >> psicologo, do psiquiatra, da assistente social, fisioterapeuta e todas os
> >> demais profissionais que estão relacionados por um formação voltada às
> >> ciências biológicas.
>
> >> O biológico existe, a doença mental é uma doença de causa biológica que
> >> pode ser acentuada por questões sociais. A forma que a psiquê humana vai
> >> lidar com essas questões depende tanto do social, quanto do biologico.
>
> >> Temos que ter a clareza de que a saúde mental não é apenas uma questão
> >> social.
>
> >> O lidar com a doença mental é do ambito social, tanto que um
> >> esquisofrênico na Africa ou em comunidades indigenas é tido um líder
> >> espiritual (ouvem vozes, conversam com outros seres), já na sociedade
> >> ocidental é louco, mas a esquisofrenia não deixa de existir tanto para o
> >> Pai de Santo, Pajé quanto para o homem ocidental que sofre por ouvir vozes
> >> sem conseguir canalizar isso para algo que lhe faça bem.
>
> >> Por isso discordo da fala do Pedro quando afirma que "A loucura e doença
> >> mental é um problema social! Não é problema biológico ou da natureza
> >> psicológica de um indivíduo."
>
> >> A Psiquê humana tem duas dimensões ao teu lado, que são a biológica e a
> >> social, por isso a velha definição de que todo ser humano é
> >> BIO-Psico-SOCIAL, e não podemos trabalhar em um Caps sem entender o todo,
> >> com radicalismo.
>
> >> Um dos grandes problemas da Reforma Psiquiátrica no Brasil, foi não levar
> >> em consideração as características da sociedade brasileira, excludente e
> >> com um alto índice de pobreza.
>
> >> Tanto é que, o Poder Judiciário tem um grande pepino em suas mãos, que é
> >> a demanda de pessoas com transtorno mental severo, sem vinculo familiar ou
> >> que sofrem negligencia familiar, sendo necessário o acolhimento
> >> institucional, uma vez que, com a inexistencia de acolhimento institucional
> >> da saúde, a assistência social não tem e nem é parte de sua demanda este
> >> público alvo. O resultado dessa ausência de acolhimento institucional da
> >> saúde é a marginalização
>
> ...
>
> mais »
>
> eDUC. pOPULAR E ATENÇÃO A SAUDE DA FAMILIA.pdf
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>
> Educ.permanente em saúde.pdf
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>
> tutor-preceptor.pdf
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