Priscila,
Por não ter participado de tal reunião, tal informação não havia chegado a mim deste ultimato, por assim dizer.
Mandei emails pessoais tanto para a Verônica quanto para a Laíza, explicando o motivo de não ter pago ainda e me prontificando a pagar no sábado.
Você conversou com o grupo (eu não estava, e isso acho fundamental para a questão de acusações de falta de comprometimento/responsabilidade), e enviou email (um tanto quanto incisivo no modo de colocar as palavras ao meu ver - apelando até para retenção de certificados). Desde já deixo claro que nunca foi de minha natureza ficar em dívida com alguém, e isso passa longe, muito longe do icf ou do projeto social. Meu grande comprometimento é com as pessoas. Não vou deixar a Laíza pagar pela minha camiseta, saindo com o prejuízo, bem como a Veronica, ou a Lívia que comprou o ipod, saírem com tal prejuízo.
Já que não entende o porquê e/ou dificuldade de realização de depósito, vou explicar para você: o último mês foi de muitas mudanças para mim. Mudei de estágio, esperava receber X e recebi metade de X do estágio antigo (foi o que comentei com a Laíza e Veronica). Tive que conter todos os gastos possíveis. No atual momento, só para auxiliar na sua compressão da dificuldade da execução do pagamento, minha conta possui o montante de R$ 20,00, aproximadamente, tendo eu já contado com algumas ajudas de meus pais neste mês. Além disso, tenho passado por uma situação que me tomou tempo, já que um tio da minha mãe está hospitalizado, e tive que periodicamente ir com ela ao hospital. Mas esse último motivo, nem fazia questão de expor, até pela particularidade da coisa, porém, perante a sua dificuldade no compreendimento da situação decidi por colocá-la neste email. Além de tudo isso, recebo meu primeiro salário essa sexta, 29/06, e é esse o motivo da minha proposta de pagar ser no próximo encontro.
Logo, vamos aos comentários finais. Por conta de tudo isso, não vendi nenhuma rifa. Posso ser questionado: mas e seu pai? Sua mãe? Seu cachorro? Deveria ter vendido pra eles... Concordo. Mas, tomei por decisão que se fosse pra ficar vendendo dentro de casa pagaria do meu bolso o valor das rifas. Na faculdade, até apalavrei algumas vendas, mas o evento na ong acabou sendo executado e no fim não as concretizei, até porque perante essa correria, somadas as provas, esquecia meu talão em casa, não podendo realizar a venda em si.
Não vou enfatizar minhas palavras com negrito, caps lock ou outra cor de letra, mas se por causa de um relatório de fluxo de caixa, minha declaração não valer, eu realizo os pagamentos. Ficarei por volta de R$ 80,00 negativos na conta (sem contar taxas de DOC ou TED citadas pelo Sergio), o que de fato não gera muitos juros de cobrança, mas gostaria que isso fosse evitado, se possível.
Acredito que isso seja suficiente para elucidar sua compreensão. Não é por falta de respeito que não fiz os pagamentos. E sinceramente, acho equivocado seu comentário de que isso denigre a imagem com patrocinadores, icf, e afins, já que é algo que deve ser interno ao grupo.
E, aproveitando toda essa tensão que foi gerada acerca disso, gostaria de confirmar/compreender o que havia sido acordado no momento em que cada um foi incumbido de vender as rifas, em que o mínimo de vendas era de 15 rifas. Diante disso, e direcionando meu questionamento para as pessoas que possam de fato me ajudar nessa situação, Hanna e Lívia (por ter comprado o ipod), e caso mais alguém que esteja envolvido no financeiro: preciso pagar os RS 75,00 de todas as rifas ou haveria a possibilidade de pagar R$ 45,00? Deixo claro que não será por causa de R$ 30,00 que, por exemplo, a Lívia ficará no prejuízo pela compra do ipod, ou alguém que tenha gasto alguma coisa e precise receber também. Pagarei sem problema nenhum os R$ 75,00, só quero entender a real situação do caixa (numa boa mesmo).
Hanna, só pra reiterar aqui (sei que já falei isso no outro email), mas hoje farei o depoimento e te mando.
Guilherme.