O ex-presidente da República Fernando Henrique Cardoso fez críticas
duras ao Presidente Lula em artigo publicado em quase todos os jornais
do país neste domingo. Entre as críticas presentes no artigo "Para
onde Vamos?", FHC afirma que Lula está moldando um estilo de política
que pouco tem a ver com os ideais democráticos.Se você quiser ler, o
Estadão publicou aqui
Os principais temas abordados na crítica são a votação do marco
regulatório do pré-sal, as críticas de Lula à direção da Vale, as
viagens para inaugurações de obras do PAC com a ministra Dilma
Rousseff e as boas relações com o presidente do Irã, Mahmoud
Ahmadinejad.
" Pouco a pouco, por trás do que podem parecer gestos isolados e nem
tão graves assim, o DNA do "autoritarismo popular" vai minando o
espírito da democracia constitucional", diz FHC no artigo. O ex-
presidente compara o atual momento do Brasil com "formas políticas do
autoritarismo militar", citando a publicidade feita em cima dos
projetos do governo federal. "Se há lógica nos despautérios, ela é uma
só: a do poder sem limites. Poder presidencial com aplausos do povo,
como em toda boa situação autoritária, e poder burocrático-
corporativo, sem graça alguma para o povo", disse o ex-presidente.
Fernando Henrique Cardoso não absorveu ainda o golpe desferido por
Barak Obama que classificou Lula de “o cara”.
O meu grande amigo Laerte Braga,responde para o ex presidente:
Fernando Henrique Cardoso não absorveu ainda o golpe desferido por
Barak Obama que classificou Lula de “o cara”.
Fernando Henrique Cardoso acredita piamente que fez um grande favor ao
Brasil e ao mundo presidindo este País por oito anos.
Fernando Henrique Cardoso não suporta ficar num canto. Quer o palco e
o centro do palco a qualquer custo, nem que seja em ridículas
entrevistas como a que concedeu misturando inglês e português.
Fernando Henrique Cardoso foi eleito presidente da República numa
farsa montada de fora, interesses dos donos do mundo, a soldo deles,
chamada Plano Real.
Fernando Henrique Cardoso é o guia e o guru de uma das maiores
“empresas” da política brasileira, o PSDB, que pretende eleger José
Serra, governador de São Paulo, presidente da República em 2010.
Conhecidos como tucanos formam a linha de frente da corrupção e da
pilantragem no País e essa é só conseqüência.
A causa é o ideário neoliberal. Todo esse modelo que gerou essa crise
descomunal e no Brasil foi implantado pelo homem que fala várias
línguas. Foi o ponto de partida. A corrupção é implícita a esse
modelo, é parte intrínseca de uma personalidade doentia e megalômana
como Fernando Henrique Cardoso, que, “pensa que FhC é superlativo de
PhD” – Millôr Fernandes.
Esse tipo de comportamento de FHC é o reflexo do mundo contemporâneo,
onde o ser é apenas objeto de consumo e FHC é um objeto dos que o
mantém. Não suporta a idéia que seus quinze minutos de fama e glória
tenham terminado.
Fernando Henrique Cardoso é só um detalhe sobre o modelo “objeto
canalha” produzido em massa por banqueiros, empresários e
latifundiários na matriz de Wall Street. Aqui no Brasil são vendidos e
compráveis sob várias denominações. Tucanos, DEMocratas, bancada
ruralista... vai por aí afora. E a lógico, a bancada do jatinho, bem
mais cara. Operam num esquema chamado FIESP/DASLU.
Atualizado em 15 de novembro de 2009 às 10:29 | Publicado em 15 de
novembro de 2009 às 10:19
por Luiz Carlos Azenha
O texto de Josias de Souza sobre a decisão de FHC de reconhecer o
filho com a jornalista da TV Globo omite todas as questões essenciais:
1. Por que a mídia poupou FHC durante 18 anos, se o nascimento do
filho era um segredo de Polichinelo?
2. Por que soubemos do filho de Renan Calheiros com uma jornalista
quando a criança era bebê, mas do filho de FHC só soubemos
"oficialmente" depois de 18 anos?
3. Por que soubemos da suspeita de que uma empreiteira ajudava a
sustentar o filho bebê de Renan Calheiros mas nada soubemos sobre quem
pagou as contas do filho de FHC durante 18 anos?
4. Quem pagou para manter o filho e a mãe do filho de FHC exilados na
Europa durante 18 anos?
5. FHC comprou o silêncio da mídia?
6. A Globo recebeu vantagens para exilar mãe e filho na Europa?
7. O senador FHC exilou mãe e filho para poder concorrer à
Presidência?
O texto de Josias de Souza a respeito é um exemplo acabado de
jornalismo vagabundo. Ele apresenta um elenco de casos históricos, a
maioria dos quais não tem qualquer similitude com o de FHC.
Ele não diz que a "aventura" de Lula foi de um homem então viúvo e que
o Jornal Nacional, em 1989, colocou no ar uma reportagem com Miriam, a
mãe de Lurian, acusando Lula de ter pedido que ela abortasse a filha,
denúncia depois incluída também na propaganda eleitoral de Fernando
Collor de Melo. Na ocasião, o jornal O Globo chegou a escrever um
editorial pregando que o eleitor tinha O Direito de Saber.
Ninguém, de fato, está livre de seus "impulsos biológicos". Porém,
pessoas distintas reagem de formas distintas. Alguns dão nome aos
filhos, outros permitem que a criança seja registrada como de pai
desconhecido (FHC), exilam mãe e filho na Europa (FHC) e contam com o
acobertamento da mídia durante 18 anos (FHC).
Por que?
Segue o texto:
FHC vai reconhecer filho que teve fora do casamento
Fernando Henrique Cardoso decidiu reconhecer formalmente o filho que
teve com a jornalista Mirian Dutra, da TV Globo. Deve-se a informação
à repórter Mônica Bergamo. A notícia encontra-se nas páginas da Folha,
edição deste domingo (15). Tomas Dutra Schmidt tem, hoje, 18 anos.
Depois de consultar advogados, FHC voou, na semana passada, para
Madri. É na capital espanhola que reside Miriam Dutra. Ouvido, FHC
negou que tenha viajado para cuidar do papelório do filho.
Apresentou como motivo da viagem uma reunião do Clube de Madri.
Procurada, Miriam resguardou-se: "Quem deve falar sobre este assunto é
ele e a família dele. Não sou uma pessoa pública". A repórter e o ex-
presidente tiveram um caso amoroso na década de 90. Ele era senador.
Ela trabalhava na sucursal brasiliense da TV Globo. Do relacionamento
resultou um filho. Nasceu em 1991. FHC e Mirian acordaram guardar
segredo do episódio, mantendo-o na seara privada.
FHC era casado com Ruth Cardoso, com quem tivera outros três filhos:
Luciana, Paulo Henrique e Beatriz.. Em 1992, Miriam deixou o Brasil.
Virou “correspondente” da Globo em Lisboa. Antes de assentar-se em
Madri, passara por Barcelona e Londres. Em 1993, convertido em
ministro da Fazenda de Itamar Franco, FHC viu o sigilo sobre o filho
extraconjugal converter-se num segredo de polichinelo. O nome de
Thomas já corria de boca em boca nos subterrâneos da política. A
despeito disso, Miriam sempre guardou zeloso silêncio.
FHC não se furtou a contribuir financeiramente para o sustento de
Tomas. No curso dos dois mandatos como presidente, encontrou Tomás uma
vez por ano.
Fora do Planalto, FHC passou a encontrar-se com o filho mais amiúde.
No ano passado, participou da formatura de Tomas no Imperial College,
em Londres. Hoje, Tomas mora nos EUA. Estuda Relações Internacionais
na George Washington University. Informações de alcova sempre se
imiscuíram no cotidiano da política.
Nos EUA, Clinton viu-se imerso numa crise nascida de um caso com uma
ex-estagiária da Casa Branca. Antes, houve Kennedy, que se dividira
entre Jacqueline e Marilyn. Houve também Roosevelt, que oscilara entre
Eleanor e uma secretária. Na França, só à beira da morte Mitterrand
trouxera à luz a amante Anne Pingeot, reconhecendo-lhe a filha. Entre
nós, histórias de lençol são injetadas na biografia de homens públicos
desde o Império.
Dom Pedro 1º impôs à imperatriz Leopoldina a marquesa de Santos, sua
amante. Livro de João Pinheiro Neto menciona o amor secreto de
Juscelino por Maria Lúcia Pedroso. Os diários de Getúlio Vargas falam
de uma "bem-amada." Em 89, Collor trouxe para o centro da arena
eleitoral Lurian, filha de uma aventura de Lula. Os petistas
reclamaram da "baixaria". E logo se descobriria que Collor recusava-
se, ele próprio, a emprestar o nome a um filho gerado fora do
casamento.
No início de agosto de 1998, o PDT, então incorporado à coligação que
dava suporte à candidatura presidencial de Lula recorrera ao mesmo
expediente sujo. O partido de Brizola, vice na chapa do PT, lançara em
sua página na internet artigo sobre o filho de FHC com a jornalista.
Diferentemente do que ocorre nos EUA, no Brasil a conduta sexual não
costuma ser levada em conta na hora da escolha de um presidente.
Melhor assim, diga-se. O político, como o advogado, o jornalista, o
operário ou qualquer outro, não está livre de seus impulsos
biológicos.
É tolice associar a pulsão sexual ao desempenho funcional. Busca-se um
presidente, não um santo. Apesar disso, os políticos brasileiros
sempre hesitam em reconhecer a paternidade de filhos gerados fora do
casamento. No caso de FHC, a hesitação durou quase duas décadas.