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Edifício sede da Petrobrás é motivo de vergonha total

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lu...@lheira.pt

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Feb 18, 2015, 8:49:24 PM2/18/15
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QUAL A DATA DE INAUGURAÇÃO DO EDIFÍCIO-SEDE DA PETROBRAS?

Uma amiga que trabalha com pesquisa lançou um desafio: qual a data de
inauguração do Edise (edifício-sede) da Petrobras na Avenida Chile, no
Centro do Rio?

Uma horda de pesquisadores caiu de boca. Ninguém encontrou a tal data.
Apenas o ano: 1974. Motivo? Não houve uma festa de inauguração.

"Na época, a Petrobras tinha vergonha do prédio. Havia muita crítica em
relação à companhia. Dizia-se que a empresa era eficiente do solo para
cima e ineficiente do solo para baixo, ou seja, nas áreas de E&P. Havia
também muita rixa política. O ministro Eugênio Gudin, um dos pais da
economia brasileira, já falecido, era um dos principais críticos do
prédio", contou em 2003 o engenheiro José Faraco, chefe da construção
civil da obra.

Veja a entrevista completa abaixo.

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José Faraco: O nascimento do Edise

[01.10.2003] 12h00m / Por Cláudia Siqueira

O projeto arquitetônico do edifício-sede representou o Brasil na Bienal
de Paris, em 1969, mas também foi alvo de críticas. O engenheiro José
Faraco, que atuou na obra como chefe da construção civil, conta detalhes
da empreitada e revela: ”Não houve inauguração porque a Petrobras, na
época, tinha vergonha do prédio”.

Brasil Energia – Como surgiu a idéia do edifício-sede?
José Faraco – No início, a Petrobras trabalhava dividida em um grande
número de prédios na Praia Vermelha, Lapa, Rio Branco e Presidente
Vargas. Em 1958, começaram a pensar em construir uma sede grande que
abrigasse todos os funcionários, mas logo houve reações. Políticos
achavam que tinha de ser na Bahia, porque lá se concentrava quase toda a
produção de petróleo da Petrobras na época. Outros diziam que deveria
ser em Brasília, que era a capital. Mas acabaram escolhendo o Rio de
Janeiro. Inicialmente, foi feita a promessa de compra e venda de um
terreno na Avenida Presidente Vargas.

BE – Como chegaram à avenida Chile?
JF – A Superintendência de Urbanização do Rio de Janeiro estava
trabalhando na Chile, cujo nome naquele tempo era Esplanada de Santo
Antônio. Ofereceram uma área à Petrobras, que acabou sendo aceita em 1967.

BE – Como foi o concurso para a escolha do projeto arquitetônico?
JF – O concurso foi aberto para o prédio da Presidente Vargas. Duzentos
escritórios de arquitetura concorreram. Selecionamos, a princípio, 32
projetos, ficando depois com cinco finalistas. Em 1968, a comissão de
licitação formada por representantes do Instituto dos Arquitetos do
Brasil, do Clube de Engenharia, da Secretaria de Obras do Estado da
Guanabara e da Petrobras, escolheu o projeto do arquiteto Roberto Luiz
Gandolfi, do Paraná. Esse projeto representou a arquitetura brasileira
na Bienal de Paris, em setembro de 1969, o mesmo ano em que foram
iniciadas as obras da construção do prédio. A Odebrecht ficou
responsável pela estrutura de concreto armado e os trabalhos de
alvenaria de piso e revestimento, mas a Petrobras coordenou a obra. A
sede ficou pronta em tempo recorde, em 1974. Antes, em 1973, começamos a
fazer as primeiras mudanças de pessoal.

BE – Quais são as dimensões da sede? Quanto de material sua construção
demandou?
JF – O prédio tem 24 andares, terraço e uma área construída de 120 mil
m2, fora os jardins internos. Utilizamos 32 mil m3 de concreto armado e
contratamos, além da Odebrecht, mais 14 empresas. O Edise foi pioneiro
em muitas coisas. Foi a primeira construção de porte a usar a automação
predial. Usamos isopor em argamassa de concreto armado para
preenchimento do piso dos escritórios, para aliviar o peso. Antes, isso
só era feito na Alemanha. O Edise foi também o primeiro grande edifício
comercial construído naquela região, sendo erguido junto com a Catedral.

BE – Qual o custo total da obra?
JF – A Petrobras investiu, na época, cerca de US$ 80 milhões. Hoje não
construiríamos um prédio com esses recursos.

BE – Como foi a execução de uma obra tão grande?
JF – Para acompanhar e fiscalizar as obras, a Petrobras criou um grupo
especial subordinado ao Senge, antigo Serviço de Engenharia, cujo chefe
era o engenheiro Mário Rego Monteiro. Domingos Spolidoro era o chefe da
obra e eu trabalhava diretamente com ele, atuando como chefe da
construção civil.

BE – Quantos operários trabalharam na obra?
JF – Chegamos a ter 1.500 operários e não houve acidentes com morte.

BE – Por que não houve uma festa de inauguração?
JF – Na época, a Petrobras tinha vergonha do prédio. Havia muita crítica
em relação à companhia. Dizia-se que a empresa era eficiente do solo
para cima e ineficiente do solo para baixo, ou seja, nas áreas de E&P.
Havia também muita rixa política. O ministro Eugênio Gudin, um dos pais
da economia brasileira, já falecido, era um dos principais críticos do
prédio.

BE – Qual o significado do Edise para o sr.?
JF – O Edise, para mim, é como se fosse um filho. Participei da
construção com grande dedicação. Naquela época era jovem e audacioso,
gostava muito do que fazia e trabalhava até mesmo nos sábados. Tenho uma
foto do prédio pendurada na parede da minha casa. Também guardo diversos
recortes de jornal e folhetos sobre o edifício-sede.

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'Eu mentia mesmo, falava números que não existiam'
Lulla - 08/04/2014
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Paulo

unread,
Feb 19, 2015, 3:51:21 AM2/19/15
to
Como toda obra ou solução de arquitetura tem pessoas que gostam e outros que acham horrível. Eu penso que o pior são os ratos que tomaram conta de vários departamentos lá, isso sim é motivo de vergonha!
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