[OT] Por que o salário de um sysadmin tem que ser baixo?

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max

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Mar 16, 2010, 7:56:49 PM3/16/10
to slack-users-br
AVISO: As vezes o que eu escrevo parece um haiku... Talvez um tradutor
Klingon->Portugues dê algum sentido ao wall o' text abaixo... :)

Bom, quem acompanha a lista deve ter percebido que nas últimas semanas
eu tenho ficado mais tempo com a aba do GMail aberta respondendo
mensagens... :) O "excesso" de tempo é simples: eu me demiti e comecei
a procurar um emprego novo (e não, isso não é material de propaganda,
só pra fins de contextualização...).

Não é a primeira vez que eu faço isso em seis anos mas é a primeira
vez que eu fico mais de três semanas sem um emprego e pela primeira
vez eu passo por aquela situação de apresentar minha experiência,
certifcações/formação, fazer um ou outro teste bobo e negociar o
salário. E é exatamente nesta última parte que eu encontrei muita
dificuldade.

Nota: Eu não vou dar nome aos bois, só dizer que as negociações foram
com empresas de médio a "grande" porte aqui na região onde eu moro e
são empresas de tecnologia (provedores, softhouses e afins) estáveis
que atuam há certo tempo.

Enfim, quando eu falava que gostaria de trabalhar como PJ e que
gostaria de uns R$50/hora parecia que os "entrevistadores" ficavam
muito ofendidos com tal pedido (parecia até que estava "elogiando" a
mãe de alguns :) e a coisa meio que morria ali mesmo.

Conversando com os sysadmins que já trabalhavam nos locais, fiquei
sabendo que havia pedido o dobro (e em um caso, quase o triplo) do que
eles recebiam, eles me falaram que para ganhar o que eu havia pedido
eu deveria ter tentado uma vaga de desenvolvedor.

Por causa disso eu comecei a me perguntar muitas coisas, se alguém
puder ajudar, lá vai:

- Por que o salário de um sysadmin tem que ser baixo?
- Por que as pessoas estão "se vendendo" por tão pouco?
- Certificação, faculdade, conferências e etc. custam praticamente a
mesma coisa, por que um desenvolvedor tem que ganhar bem e o sysadmin
não?

OBS: Lembrando que eu não acho R$50/hora grandes coisas, mas p/ um PJ
é razoável (tem que pagar previdência privada, plano de saúde, os
impostos da pessoa física e jurídica, alimentação, transporte,
moradia, mais estudos para não ficar estagnado e etc.)

OBS2: A primeira hipótese que eu levantei foi de que a minha
"apresentação" não tinha sido convincente, mas eu conversei com
algumas pessoas sobre isso, já corrigi alguns "problemas" (e ainda tem
mais para arrumar) mas isso não muda o fato de que eu havia pedido
muito mais do que as empresas estavam dispostas a pagar/pagavam aos
seus funcionários.

Vinicius Brenny

unread,
Mar 16, 2010, 8:39:21 PM3/16/10
to slack-u...@googlegroups.com
DISCLAIMER: O texto abaixo é inteiramente opinativo. Por favor, sintam-se à vontade para me malhar e/ou apontar qualquer absurdo que eu tenha dito.

Max (e outros integrantes da lista),

não sei exatamente qual é seu perfil, mas pela sua especialização e conhecimento me parece que você deve ser focado e/ou exclusivo em Linux. Acho que isso complica um pouco, não?
Eu sou um profissional 'misto', e como o mercado pediu acabei tendo mais certificações e pendendo para o lado MS - o que não me impede de tentar bolar um plano maligno para dominar a infra do local com pingüins rádio-controlados.

Tenho passado pelo mesmo problema há algum tempo (apesar da pouca idade, já trabalho com infra há 5 anos) e uma coisa que me chamou muito a atenção em todas as empresas que trabalhei: 
Ponto: A TI é vista como custo. 
Ponto derivado: Este custo tem 'resultados visíveis' quando uma nova telinha com botões é apresentada para alguém de fora da TI, ou um gerente. Não tem os tais 'resultados' se você dobrou a disponibilidade do sistema ou eficientizou algo que trabalha lá por baixo.
Queira ou não, toda e qualquer operação de TI é sempre vista como 'suporte' às operações que dão dinheiro para a empresa (algo que me surpreende é o RH não ser visto assim. Afinal de contas, ele só dá suporte para as outras áreas também).

Hoje estou na transição de empregos (literalmente, amanhã é meu último dia no emprego velho) e estou migrando de uma empresa  gigante mesmo (presença em mais de 30 países e firulas mais) onde a informática é meio, e vou para uma empresa com metade do tamanho onde ela (a info) é fim. A diferença é gritante. 
A valorização é completamente diferente.

Então, acho que o *gasto* que a empresa tem com informática é mais notável para devs, e infra fica para trás porque para ser visto lá no usuário final é necessária uma revolução ou esforço homérico. Por isso, acho que devs são muito mais valorizados.

Quanto ao pessoal se vender por tão pouco, imagino que o problema seja a massificação da informação e o quanto ficou industrial o setor. É possível ter um batalhão de aplicações rodando meia-boca com algumas ferramentas e 2 ou 3 'Zés mexedores' fazendo tudo. Este cidadão nunca fez um curso de especialização em segurança, nunca tirou uma certificação ou teve que pagar viagem e hospedagem para um workshop - assim, ele aceita qualquer salarinho e o selecionador que não conhece direito o trabalho do cara chama. 
Fora as faculdades; há 10 anos atrás eu conhecia 3 ou 4 faculdades com cursos de informática e correlatos, e hoje posso citar pelo menos umas 15. Claro que continuam sendo 3 ou 4 que prestam pra alguma coisa, mas temos muita gente se formando.

Enfim, acho que é isso. E compartilho da sua frustração quanto ao mercado - na minha empresa atual, temos 'coordenadores de facilities' que ganham o dobro dos profissionais de infra. Enquanto resolvemos problemas de sistemas de arquivos, eles vêm quantos gaveteiros no prédio não estão correndo bem. 


Brenny
desabafando sem fazer muito sentido




2010/3/16 max <mior...@gmail.com>
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Ananias Filho

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Mar 16, 2010, 8:55:05 PM3/16/10
to slack-u...@googlegroups.com
Max,
me vi na sua situação diversas vezes e após diversas entrevistas, empregos, freelas, etc...
percebi uma coisa.
Não adianta mostrar o que eu sei. Tenho que saber é qual o foco da empresa e o que ela está procurando e apartir daí, apresentar o que posso contribuir no desenvolvimento da empresa em curto, médio e longo prazo.
Outro fator que pesou em diversas contratações foi o fato de não passar mais que 2 anos no mesmo trabalho. E TODOS os entrevistadores perguntavam o porque de com 28 anos de idade (último emprego) já ter mais de 8 empresas no CV?
Simples! Chegou a hora em que a empresa não ofereceu novos desafios e por isso, parei de me atualizar em diversas áreas. Muitas só precisavam que o sistema ficasse estável e eu queria mais! queria aprimorar a rede, queria desenvolver ferramentas úteis para os usuários e clientes do meu empregador e tudo ficou parado porque não há VONTADE de melhorar a não ser que tudo pare do dia para a noite. Nós Administradores de Sistemas estamos sendo pagos para que esse problema não aconteça.

Desde o final de 2008, decidi que não iria ser mais empregado de ninguém e abri meu próprio negócio. As empresas te olham diferente e não somente como um profissional de "valor/hora". No final de 2010, fiquei com tudo pronto. Sala para treinamento, telefone fixo, email @minhaempresa, www.minhaempresa e cartão de visita como "gerente de infra-estrutura". Pronto! As coisas deram uma reviravolta e hoje ao invés de me verem correndo atrás de emprego, vou correndo atrás de dar soluções.

Oferecer soluções para o negócio do "empregador" é a palavra "CERTA" para se empregar na hora da entrevista.
Uma coisa que se anda fazendo errado hoje em dia é contratar RH que não sabe a importância do SysAdmin dentro da empresa que está querendo um profissional.
Vejo SysAdmin de carreira ganhando 9, 10 e até 15 mil reais por mês como também vejo uns mulekes que não tem o conhecimento para planejar, executar e manter redes/sistemas ganhando R$900,00 e tão feliz da vida e o RH da empresa achando o maior barato pq o cara é desenrolado e as coisas "estão em pé".

SysAdmin não está sendo mais tão valorizado como era a uns 5 ou 10 anos atrás. Hoje, a coisa está bem distribuida com a terceirização e acaba que as empresas que pagam 5k para a vaga de um sysadmin, acaba contratando uma terceira pelos mesmos 5k que por sua vez arruma alguem para ganhar 2000 que na carteira sai pouco mais de 3800.

A terceirização está comendo um bocado de real que era para ser nosso. E vai para o bolso do "agenciador".

é complicado mas é a verdade e temos que nos adequar a realidade.
Mas se vender NUNCA! tá xeio de prostitutas na administração de sistemas que deveriam tomar um PAU daqueles pra ver se, se orientam e começa a estudar e colocar o valor das certificações + faculdade (quando a tem) + seminarios + cursos + horas sem pode dormir + brigas com a mulher por estar resolvendo o pepino de um servidor que deu pau + uma porrada de coisas

2010/3/16 max <mior...@gmail.com>
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kram3r

Ananias Filho

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Mar 16, 2010, 9:03:18 PM3/16/10
to slack-u...@googlegroups.com
Max e colegas,
outra coisa que percebi ao ler o texto do Vinicius é que:
na maioria das empresa, o principal gestor de TI não é um "conhecedor" da área. Geralmente é um cara esperto, bom de papo com os gerentes, parente, entre outros.
O Gerente muitas vezes tem milhões de cursos na área de T.I porém, não tem 1 única certificação.
O Gerente não conhece sobre redes realmente nem muito menos sistemas.
O Gerente programou em clipper, montou uma rede nas coxas, leu o livro Java for dummies, fez o curso de PMP/PMI e acha que tudo que faz, é certo para empresa. E a empresa tem que acreditar nele, por isso o contrataram.

As vezes temos a melhor solução do mundo para determinado problema ou necessidade dentro da empresa. Porém, enquanto você não colocar na cabeça do gerente que ELE deu a solução, nada via pra frente. Passei por essa em quase todas as empresas por qual passei.

Muito dos erros começam pelos gerentes.


2010/3/16 Vinicius Brenny <vinici...@gmail.com>



--
kram3r

Vinicius Brenny

unread,
Mar 16, 2010, 9:30:22 PM3/16/10
to slack-u...@googlegroups.com
Ananias,

acho que deu pra passar minhas idéias mais do que imaginava :)

Na empresa que estou saindo, o gerente de TI é um ex-programador copy-paste. 
Ela fala com todo o orgulho do mundo que 'desenvolveu' sistemas em VisualBasic, mas que brigou e bateu o pé até o fim quando pedi a compra de uma nova unidade de fita - e o argumento dele era que backup em disco era mais rápido e barato, e *a máquina daonde vinha o backup tinha muito espaço livre*.

É um caso como o que falei: TI é custo. Quero ver o quanto valem os dados da empresa quando este servidor crashar uma controladora de disco e corromper os sistemas de arquivos. 
Aí quem vai ter que ficar acordado por 30 horas pra resolver?
E o salário continua uma merreca. Nestas horas faz falta um conselho para a profissão...


Brenny


2010/3/16 Ananias Filho <kra...@gmail.com>

max

unread,
Mar 16, 2010, 9:40:19 PM3/16/10
to slack-u...@googlegroups.com
Se trocar o nome e a idade no que tu escreveu da pra deixar bem
parecido com o que eu tenho pra contar, eu só tenho xingado menos
(ultimamente). :)

Enfim, eu achava que tinha percebido como conquistar o empregador até
que chegou nessa questão do salário e o que mais surpreendeu é que eu
não sai largando CV em qualquer empresa, eu fui em lugares que viviam
de tecnologia, lugares onde deveria existir uma gerência responsável e
que valorizasse os recursos de tecnologia, seja em pessoal, seja em
equipamento.

E foi exatamente isso que me preocupou. Se uma empresa que vive de
tecnologia achou caro o que eu cobrei, o que uma empresa "qualquer"
não vai achar?

Eu também pensei em virar o meu próprio chefe mas eu não sei se tenho
condições de fazer isso hoje, sempre tentei ser técnico antes de ser
político e pra fazer isso eu teria que inverter a situação... Não é
uma coisa que se faz da noite pro dia (até por isos eu tenho falado
menos palavrão e xingado menos, "estamos trabalhando nisso"... :)

Acho que eu vou ter que voltar à estaca zero mesmo e chegar mais como
um vendedor do que alguém que saiba resolver os problemas de fato.

E se precisar de ajuda pra dar uns tapas nos vendidos é só dar um
grito que tempo pra isso é o que não falta (por enquanto). :P

>> slack-users-b...@googlegroups.com<slack-users-br%2Bunsu...@googlegroups.com>
>
>
>
>
> --
> kram3r

max

unread,
Mar 16, 2010, 9:52:31 PM3/16/10
to slack-u...@googlegroups.com
É, voces dois falaram mais ou menos o que eu tinha em mente.

Eu só não concordo muito com a parte de ser mais "aberto" a outras
plataformas. Eu não sou xiita e eu acho isso um fator muito negativo
mas também posso usar a carta de que por ser especializado numa área é
muito mais provável que eu tenha domínio maior nesta área do que o
"genérico". ;)

Ah, e no caso destes "futuros não empregadores" eu sabia que eles
trabalhavam em cima de Linux e tecnologias com implementação em
software livre.

Nota: Também não sou completamente alienado no sentido "linux4lyfe m$
sux fanboy r us viva a liberdade blablabal", eu até já fiz curso de
preparação pra certificação MS (aprendi a usar AD, ISA e Exchange que
depois eu usei pra fazer migração/integração e no fim nunca fiz as
provas) e eu sempre tento deixar isso bem claro à quem interessa, como
eu não queria deixar o offtopic com cara de "hei caras, olha só o meu
curriculo da uma força ai..." eu resolvi não detalhar muito.


On 3/16/10, Vinicius Brenny <vinici...@gmail.com> wrote:
> Ananias,
>
> acho que deu pra passar minhas idéias mais do que imaginava :)
>
> Na empresa que estou saindo, o gerente de TI é um ex-programador
> copy-paste.
> Ela fala com todo o orgulho do mundo que 'desenvolveu' sistemas em
> VisualBasic, mas que brigou e bateu o pé até o fim quando pedi a compra de
> uma nova unidade de fita - e o argumento dele era que backup em disco era
> mais rápido e barato, e *a máquina daonde vinha o backup tinha muito espaço
> livre*.
>
> É um caso como o que falei: TI é custo. Quero ver o quanto valem os dados da
> empresa quando este servidor crashar uma controladora de disco e corromper
> os sistemas de arquivos.
> Aí quem vai ter que ficar acordado por 30 horas pra resolver?
> E o salário continua uma merreca. Nestas horas faz falta um conselho para a
> profissão...
>
>
> Brenny
>
>
> 2010/3/16 Ananias Filho <kra...@gmail.com>
>
>> Max e colegas,
>> outra coisa que percebi ao ler o texto do Vinicius é que:
>> na maioria das empresa, o principal gestor de TI não é um "conhecedor" da
>> área. Geralmente é um cara esperto, bom de papo com os gerentes,

>> *parente*,

>>>> slack-users-b...@googlegroups.com<slack-users-br%2Bunsu...@googlegroups.com>


>>>
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>> kram3r
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>> Antes de perguntar:
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Vinicius Brenny

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Mar 16, 2010, 10:44:02 PM3/16/10
to slack-u...@googlegroups.com
Max,

um fator importante que muda bastante a situação, principalmente quanto à remuneração: onde você mora?

Aqui em Curitiba o mercado não é dos piores, mas não tem comparação com o mercado de SP (estado). Se for falar de capital, então...

Sei que na atual empresa o pessoal de Help Desk (nível 1 mesmo, atender telefone e resolver 2 ou 3 probleminhas ou escalar pra equipe responsável) em Curitiba tá nos 1.3k, em SP (capital) está nos 2k.
Estações de Trabalho é 1.9~2.3 contra 2.0~3.0.

Ou seja, desempenhando a mesma função você pode ganhar até 50% mais dependendo da sua localidade. 
Isso na mesma empresa, se for falar de mercado em geral pode ampliar ainda mais a diferença.

Pra Sysadmin não sei a diferença, porque só tem eu aqui no Brasil.


Brenny

2010/3/16 max <mior...@gmail.com>

max

unread,
Mar 16, 2010, 10:59:24 PM3/16/10
to slack-u...@googlegroups.com
Eu levei a localização (Porto Alegre/Região Metropolitana/Vale dos
Sinos) em conta também.

Só tem que cuidar nas comparações p/ não confundir salário de PJ e
salário CLT, até eu acho um absurdo pedir 50/hora como CLT. :P

>> <slack-users-br%2Bunsu...@googlegroups.com<slack-users-br%252Buns...@googlegroups.com>


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Willian Jhonnes L. dos Santos

unread,
Mar 16, 2010, 10:58:47 PM3/16/10
to slack-u...@googlegroups.com
Em 16/3/2010 23:44, Vinicius Brenny escreveu:
Aqui em Curitiba o mercado não é dos piores, mas não tem comparação com o mercado de SP (estado). Se for falar de capital, então...

Sei que na atual empresa o pessoal de Help Desk (nível 1 mesmo, atender telefone e resolver 2 ou 3 probleminhas ou escalar pra equipe responsável) em Curitiba tá nos 1.3k, em SP (capital) está nos 2k.
Estações de Trabalho é 1.9~2.3 contra 2.0~3.0.

Vinicius...

A diferença Curitiba - Sao Paulo eh devido a diferença de custo de vida entre as duas cidades. Eh assim com o Rio de Janeiro tambem. Sou analista/desenvolvedor e, pelo salario que recebo hoje, nao troco o mercado catarinense por nenhum outro. Em Joinville, hoje, esta um dos mercados mais aquecidos para a area de informatica (boa parte graças a Totsv/Datasul), com salarios equiparados a Sao Paulo, soh que com custo de vida mais baixo. Um desenvolvedor Delphi pleno ganha, por aki, na faixa de 2k5 a 3k. Em Curitiba, chegar aos 2k5 soh com muita luta, pois ninguem quer pagar isso a um programador. Sei disso porque sou de Curitiba tambem... =]

Programadores Java, por aki, chega a ser absurdo (5k CLT). Sem contar os "desenvolvedores" Progress (todos consumidos pela Datasul e seus parceiros), ganhando R$ 60,00/h como PJ pra arrastar mouse.

Soh que, sysadmin, no geral, eh ruim o mercado. As empresas nao vislumbram, nem mesmo em sonho, o valor e, principalmente, a necessidade de um profissional como esse. Programador ganha mais porque seu trabalho tem rendimento direto, ao contrario do sysadmin onde, quando ha lucro com qualquer operaçao, passa desapercebido.

[]'s

-- 
---------------------------------------------------
Att.:
Willian Jhonnes L. dos Santos
Analista/Desenvolvedor Object/Free Pascal
willian...@yahoo.com.br
---------------------------------------------------
Seja livre. Use Linux.
Grupo de Usuários GNU/Linux de São José dos Pinhais
Linux user number 449753
---------------------------------------------------
Powered by Slackware Linux 13.0
Kernel 2.6.32.6-i686-core2quad
---------------------------------------------------

max

unread,
Mar 16, 2010, 11:04:39 PM3/16/10
to slack-u...@googlegroups.com
A propósito, o valor é meio "estipulado na hora" e dado como um ponto
de partida, não significa que eu fale "é PJ/50 ou vou pra casa".

É mais uma média que tenta manter os "benefícios" de alguém que é CLT
(previdência, transporte, alimentação, assistência médica,
tributos...), senão eu vou trabalhar pra ganhar R$5 ou R$6 por hora.

max

unread,
Mar 16, 2010, 11:13:44 PM3/16/10
to slack-u...@googlegroups.com

Pois é, por essa falta de visão eu fico cada vez mais inclinado a sair
espalhando minhas técnicas de POG pelo mundo. Eu até comecei a
aprender Java/C++ porque parece que o meu C, Fortran e shell scripts
(awk e bash) não dão conta. :)

Karin Klayton - Gmail

unread,
Mar 17, 2010, 8:52:54 AM3/17/10
to slack-u...@googlegroups.com

Pessoal vou dar o meu relato sobre essa situação. Compartilho com vocês muito do que se foi colocado aqui.

Comecei em 1999 quando entrei no curso de Ciência da Computação, logo no primeiro ano percebi que o que eu gostava de trabalhar era com Redes de Computadores/Sistemas Operacionais e passei a me dedicar focando nesta área. Indo logo ao ponto da discussão, já passei por varias empresa, também tinha em mente como o amigo Ananias relatou, se estou a mais de 6 meses e vejo que não estou mais recebendo informação nova, não esta mais acrescentando conhecimento, eu começava a procurar novos desafios e se dentro da empresa não existe esse “interesse” ou incentivo, eu ia procurar outra empresa.

Fiz varias entrevistas e posso dizer que na maioria das vezes não tinha problemas com relação a provas e entrevistas, sempre me dei bem com elas, embora eu seja meio tímido e introspectivo ao falar com pessoas que não conheço. O que tenho a meu favor é que eu conheço o que faço por isso conseguia falar bem. A diferença é que quando você tem um emprego e vai para uma entrevista, você vai com mais confiança e com o “poder” de dizer isso me interessa ou por esse valor eu não posso ficar. Agora quando você esta desempregado, na maioria das vezes você é obrigado a aceitar certas coisas ou mesmo condições que são desfavoráveis mas que pelo menos vão amenizar a situação de já se considerar não estar desempregado e poder pagar algumas contas. Já vivi esses 2 lados e sei o quanto é complicado.

Hoje depois da graduação, especialização e algumas certificações e sabendo o valor do meu conhecimento entro em conflito com um mercado totalmente promiscuo. Por falta de uma regulamentação e obrigação de provar que aquela pessoa responsável pela área de TI é qualificada (Todos sabemos que diploma não mede conhecimento, mas é um divisor de águas), qualquer pessoa que faça um curso de 50 h. de montagem e manutenção de computadores e Redes se diz técnico. Isso já seria um crivo para esses "profissionais" e forçaria um melhor desenvolvimento de cursos, faculdades e universidades.

Falando com relação aos gestores das empresas, digo Gerentes, Coordenadores e responsáveis da área de TI. Vejo como pessoas que deveriam tomar conta da situação, ser a mente pensante com relação ao caminho a ser seguido, incentivador de melhores práticas, de buscas por soluções para agregar valor a empresa e o que tenho visto é exatamente o contrário, pessoas com pensamento totalmente estagnado no presente e na idéia do “Se esta funcionando assim deixa ficar”. E quando entramos com alguma idéia para melhorar, quando conseguimos que seja aplicada, pode ter certeza que essa idéia deixou de ser sua, passa a ser do Coordenador. Agora quando ocorre algum problema, já sabemos para quem vai sobrar (rsrs).

Bem amigos essa é o meu relato que tenho percebido ao longo do tempo que tenho trabalhado e vivenciando situações que já deveria não me impressionar, mas infelizmente ainda me impressiona e muito. Tem muita coisa a ser dita sobre esse assunto, a valorização dos profissionais de TI. Eu costumo brincar que hoje em dia além do QI do conhecimento que temos, temos que agregar QI da indicação (rsrsrs).

Atenciosamente,
Karin Klayton Schiochet

Alisson Ceolin

unread,
Mar 17, 2010, 12:30:39 PM3/17/10
to slack-u...@googlegroups.com
tenho amigos em Joinville q mesmo na area de infra.. estao nos 4k.
o jeito eh migrar para lá.
 
PS: problema q la chove o ano inteiro!
 


|   _
|  °v°
| /(S)\    SLACKWARE
|  ^ ^           Linux
_____________________



De: Willian Jhonnes L. dos Santos <willian...@yahoo.com.br>
Para: slack-u...@googlegroups.com
Enviadas: Terça-feira, 16 de Março de 2010 23:58:47
Assunto: Re: [slack-users] [OT] Por que o salário de um sysadmin tem que ser baixo?
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GUS-BR - Grupo de Usuários de Slackware Brasil
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Antes de perguntar:
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Willian Jhonnes L. dos Santos

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Mar 17, 2010, 12:51:20 PM3/17/10
to slack-u...@googlegroups.com
Em 17/03/2010 13:30, Alisson Ceolin escreveu:
tenho amigos em Joinville q mesmo na area de infra.. estao nos 4k.
o jeito eh migrar para lá.
 
PS: problema q la chove o ano inteiro!

Hehehe...

Não só chove o ano inteiro como é a 2ª cidade que mais chove no mundo!

Ainda não tive a chance de analisar o mercado de infra por aqui, mas, pelo que você diz, deve ser aquecido também. O fator principal é o polo de desenvolvimento que existe no norte de SC, o qual demanda por soluções das mais variadas.

Só, pelo amor de qualquer coisa, não comecem um movimento migratório senão vai ficar a mesma coisa que Curitiba se tornou: muita gente, pouca oferta, salário no chão. =]

[]'s

-- 
 
---------------------------------------------------
Att.:
Willian Jhonnes L. dos Santos
Analista/Desenvolvedor Object/Free Pascal
willian...@yahoo.com.br
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Seja livre. Use Linux.
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Alisson Ceolin

unread,
Mar 17, 2010, 1:03:14 PM3/17/10
to slack-u...@googlegroups.com
sim.. esperem eu me estabilizar la... depois vcs podem ir tb..
 
rsrsrs
 
Alisson 

|   _
|  °v°
| /(S)\    SLACKWARE
|  ^ ^           Linux
_____________________



De: Willian Jhonnes L. dos Santos <willian...@yahoo.com.br>
Para: slack-u...@googlegroups.com
Enviadas: Quarta-feira, 17 de Março de 2010 13:51:20
Assunto: Re: [Bulk] Res: [slack-users] [OT] Por que o salário de um sysadmin tem que ser baixo?
--
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Vinicius Brenny

unread,
Mar 17, 2010, 1:06:07 PM3/17/10
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Haha, parece o 'efeito Globo Repórter': "Tal cidade tem criminalidade zero e é muito próspera". Uma semana depois começa a onda de assaltos.

E não sei se não procurei direito, mas já vi algumas vagas para infra aí em Joinville e também em Blumenau, mas não tinha tanta diferença assim. Era coisa de uns 10 ou 15%, no máximo. 
Não sei pras outras áreas, e reparem que no meu exemplo falei de pessoal de suporte a estações ganhando de 2 a 3k. Um sysadmin BOM numa empresa com salários na média ganha pelo menos de 3 a 5k por aqui - o que fica nesta faixa citada de Joinville. 

Enfim, acho que em todo o país somos meio desvalorizados. O negócio é ir para alguma empresa multinacional de verdade (que aplicam as mesmas práticas que lá fora), e não transnacionais - que se adaptam à nossa realidade.
Claro, falta lugar pra todo mundo nas multis, mas assim é a vida...


Brenny

2010/3/17 Willian Jhonnes L. dos Santos <willian...@yahoo.com.br>

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Willian Jhonnes L. dos Santos

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Mar 17, 2010, 1:25:13 PM3/17/10
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Em 17/03/2010 14:06, Vinicius Brenny escreveu:
Haha, parece o 'efeito Globo Repórter': "Tal cidade tem criminalidade zero e é muito próspera". Uma semana depois começa a onda de assaltos.

E não sei se não procurei direito, mas já vi algumas vagas para infra aí em Joinville e também em Blumenau, mas não tinha tanta diferença assim. Era coisa de uns 10 ou 15%, no máximo. 
Não sei pras outras áreas, e reparem que no meu exemplo falei de pessoal de suporte a estações ganhando de 2 a 3k. Um sysadmin BOM numa empresa com salários na média ganha pelo menos de 3 a 5k por aqui - o que fica nesta faixa citada de Joinville. 

Enfim, acho que em todo o país somos meio desvalorizados. O negócio é ir para alguma empresa multinacional de verdade (que aplicam as mesmas práticas que lá fora), e não transnacionais - que se adaptam à nossa realidade.
Claro, falta lugar pra todo mundo nas multis, mas assim é a vida...

Vinicius...

A diferença em relação a salários é minúscula, às vezes inexistente. O lance aqui não é ganho direto (o que você recebe), mas o ganho real (o que você recebe - o que você gasta).

Citando um exemplo bem curitibano: um apartamento no Pinheirinho (bairro a 13 km do centro de Curitiba), com 2 quartos, sai entre R$ 500,00 e R$ 700,00. Em Joinville, no Atiradores (2,5 km do centro de Joinville e numa área nobre), a 600 m de onde trabalho, encontrei um apartamento de 3 quartos por R$ 550,00. Descontando o gasto com combustível (não venho trabalhar com meu carro) ou ônibus (não uso), economizo R$ 120,00 ao mês. Ainda posso almoçar em casa, o que me gera mais economia ainda (coisa de uns R$ 300,00 ao mês).

No fim das contas, um salário, em Curitiba, de R$ 3000,00 líquidos não tem o mesmo poder que os mesmo R$ 3000,00 em Joinville.
Se falarmos em Blumenau então... Dentro de Joinville cabem 7 Blumenaus. =]

Mas ainda vejo a visão de negócios no Brasil muito atrelada ao empreguismo. Todos estudam, ralam e se especializam. Mas pra quê? Pra ter um bom emprego. Nínguém pensa em se especializar e ser dono do próprio negócio. O know how é o mesmo. A diferença é quem fica com o mingnon.

[]'s

Ananias Filho

unread,
Mar 19, 2010, 7:24:31 AM3/19/10
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Pessoal,
a grande questão hoje é:
A empresa quem alguem pra cuidar da infra-estrutura de rede dela ou quer alguém para "MANTER E DESENVOLVER" a rede dela?

Há empresas que prezam pela infra-estrutura de rede e pagam bem por isso.
Há empresas que não ligam muito para a infra-estrutura de rede, porque, acham que é manter um computador ligado e o serviço funcionando.
Quem trabalhou na área de infra-estrutura e suporte já deve ter ouvido falar, ao menos um milhão de vezes por ano, que o profissional de T.I não tem problemas. Ganha bem, trabalha pouco e vive na internet.

Daí se dá a não valorização da infra-estrutura dentro de uma empresa 'comum'.

Vejo muitos lugares que oferecem R$5.000,00 em SãoPaulo, Rio, Brasília e BH. Não é difícil.

Vejo recentemente também, algumas coisas que me fazem repensar em vários aspectos. Muitas empresas estão tercerizando sua mão de obra em T.I.
Exemplo Claro:
- 5 funcionários de T.I
    1 Admin - R$5.000,00 -> CLT + Benefícios = 8.000,00
    2 Analistas Pleno R$ 2.500,00-> CLT + Benefícios = 4.000,00 cada
    2 Analistas Júnior R$1.200,00 -> CLT + Benefícios = 2.000,00 cada
No total, haverá um custo total de R$20.000,00 por mês para a empresa.
Quando da tercerização,
ela gasta:
    R$12.000,00 e a empresa tercerizada já tem o pessoal contratado por PJ pagando mixarias e muita gente achando lindo.

A tercerização veio para ficar. Mas veio para ficar para as empresas de tercerização e não para o profissional que fica dependente desse tipo de contratação.

Isso é fato e é a atual realidade que estamos vivendo. Todos querem reduzir custos com servidores.
Para que vou ter um SysAdmin em minha empresa se eu contrato o DataCenter que já tem profissionais de T.I qualificados para cuidar dos meus servidores?
Para que vou manter analistas de suporte na minha empresa, pagando CLT, se posso tercerizar e focar melhor nos analistas de negócio da minha empresa que são os verdadeiros coletores de retorno financeiro?

Ai volta o que alguns já falaram anteriormente, grande parte das empresas olham a T.I como Custo e não como alicerce para o desenvolvimento de atividades para outras áreas ou ainda para o desenvolvimento da empresa.

Empresa sem infra-estrutura de T.I no mínimo organizada anda? Hoje no Brasil Sim, porém, ela poderia "render" muito mais se os gerentes de negócio e a área administrativa da empresa conseguissem enxergar na T.I um ambiente que colabora e até agiliza o trabalho deles.

Falei demais! :O

2010/3/17 Willian Jhonnes L. dos Santos <willian...@yahoo.com.br>

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kram3r
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