Bom, quem acompanha a lista deve ter percebido que nas últimas semanas
eu tenho ficado mais tempo com a aba do GMail aberta respondendo
mensagens... :) O "excesso" de tempo é simples: eu me demiti e comecei
a procurar um emprego novo (e não, isso não é material de propaganda,
só pra fins de contextualização...).
Não é a primeira vez que eu faço isso em seis anos mas é a primeira
vez que eu fico mais de três semanas sem um emprego e pela primeira
vez eu passo por aquela situação de apresentar minha experiência,
certifcações/formação, fazer um ou outro teste bobo e negociar o
salário. E é exatamente nesta última parte que eu encontrei muita
dificuldade.
Nota: Eu não vou dar nome aos bois, só dizer que as negociações foram
com empresas de médio a "grande" porte aqui na região onde eu moro e
são empresas de tecnologia (provedores, softhouses e afins) estáveis
que atuam há certo tempo.
Enfim, quando eu falava que gostaria de trabalhar como PJ e que
gostaria de uns R$50/hora parecia que os "entrevistadores" ficavam
muito ofendidos com tal pedido (parecia até que estava "elogiando" a
mãe de alguns :) e a coisa meio que morria ali mesmo.
Conversando com os sysadmins que já trabalhavam nos locais, fiquei
sabendo que havia pedido o dobro (e em um caso, quase o triplo) do que
eles recebiam, eles me falaram que para ganhar o que eu havia pedido
eu deveria ter tentado uma vaga de desenvolvedor.
Por causa disso eu comecei a me perguntar muitas coisas, se alguém
puder ajudar, lá vai:
- Por que o salário de um sysadmin tem que ser baixo?
- Por que as pessoas estão "se vendendo" por tão pouco?
- Certificação, faculdade, conferências e etc. custam praticamente a
mesma coisa, por que um desenvolvedor tem que ganhar bem e o sysadmin
não?
OBS: Lembrando que eu não acho R$50/hora grandes coisas, mas p/ um PJ
é razoável (tem que pagar previdência privada, plano de saúde, os
impostos da pessoa física e jurídica, alimentação, transporte,
moradia, mais estudos para não ficar estagnado e etc.)
OBS2: A primeira hipótese que eu levantei foi de que a minha
"apresentação" não tinha sido convincente, mas eu conversei com
algumas pessoas sobre isso, já corrigi alguns "problemas" (e ainda tem
mais para arrumar) mas isso não muda o fato de que eu havia pedido
muito mais do que as empresas estavam dispostas a pagar/pagavam aos
seus funcionários.
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GUS-BR - Grupo de Usuários de Slackware Brasil
http://www.slackwarebrasil.org/
http://groups.google.com/group/slack-users-br
Antes de perguntar:
http://www.istf.com.br/perguntas/
Para sair da lista envie um e-mail para:
slack-users-b...@googlegroups.com
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http://www.istf.com.br/perguntas/
Para sair da lista envie um e-mail para:
slack-users-b...@googlegroups.com
Enfim, eu achava que tinha percebido como conquistar o empregador até
que chegou nessa questão do salário e o que mais surpreendeu é que eu
não sai largando CV em qualquer empresa, eu fui em lugares que viviam
de tecnologia, lugares onde deveria existir uma gerência responsável e
que valorizasse os recursos de tecnologia, seja em pessoal, seja em
equipamento.
E foi exatamente isso que me preocupou. Se uma empresa que vive de
tecnologia achou caro o que eu cobrei, o que uma empresa "qualquer"
não vai achar?
Eu também pensei em virar o meu próprio chefe mas eu não sei se tenho
condições de fazer isso hoje, sempre tentei ser técnico antes de ser
político e pra fazer isso eu teria que inverter a situação... Não é
uma coisa que se faz da noite pro dia (até por isos eu tenho falado
menos palavrão e xingado menos, "estamos trabalhando nisso"... :)
Acho que eu vou ter que voltar à estaca zero mesmo e chegar mais como
um vendedor do que alguém que saiba resolver os problemas de fato.
E se precisar de ajuda pra dar uns tapas nos vendidos é só dar um
grito que tempo pra isso é o que não falta (por enquanto). :P
>> slack-users-b...@googlegroups.com<slack-users-br%2Bunsu...@googlegroups.com>
>
>
>
>
> --
> kram3r
Eu só não concordo muito com a parte de ser mais "aberto" a outras
plataformas. Eu não sou xiita e eu acho isso um fator muito negativo
mas também posso usar a carta de que por ser especializado numa área é
muito mais provável que eu tenha domínio maior nesta área do que o
"genérico". ;)
Ah, e no caso destes "futuros não empregadores" eu sabia que eles
trabalhavam em cima de Linux e tecnologias com implementação em
software livre.
Nota: Também não sou completamente alienado no sentido "linux4lyfe m$
sux fanboy r us viva a liberdade blablabal", eu até já fiz curso de
preparação pra certificação MS (aprendi a usar AD, ISA e Exchange que
depois eu usei pra fazer migração/integração e no fim nunca fiz as
provas) e eu sempre tento deixar isso bem claro à quem interessa, como
eu não queria deixar o offtopic com cara de "hei caras, olha só o meu
curriculo da uma força ai..." eu resolvi não detalhar muito.
On 3/16/10, Vinicius Brenny <vinici...@gmail.com> wrote:
> Ananias,
>
> acho que deu pra passar minhas idéias mais do que imaginava :)
>
> Na empresa que estou saindo, o gerente de TI é um ex-programador
> copy-paste.
> Ela fala com todo o orgulho do mundo que 'desenvolveu' sistemas em
> VisualBasic, mas que brigou e bateu o pé até o fim quando pedi a compra de
> uma nova unidade de fita - e o argumento dele era que backup em disco era
> mais rápido e barato, e *a máquina daonde vinha o backup tinha muito espaço
> livre*.
>
> É um caso como o que falei: TI é custo. Quero ver o quanto valem os dados da
> empresa quando este servidor crashar uma controladora de disco e corromper
> os sistemas de arquivos.
> Aí quem vai ter que ficar acordado por 30 horas pra resolver?
> E o salário continua uma merreca. Nestas horas faz falta um conselho para a
> profissão...
>
>
> Brenny
>
>
> 2010/3/16 Ananias Filho <kra...@gmail.com>
>
>> Max e colegas,
>> outra coisa que percebi ao ler o texto do Vinicius é que:
>> na maioria das empresa, o principal gestor de TI não é um "conhecedor" da
>> área. Geralmente é um cara esperto, bom de papo com os gerentes,
>> *parente*,
>>>> slack-users-b...@googlegroups.com<slack-users-br%2Bunsu...@googlegroups.com>
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>> kram3r
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Só tem que cuidar nas comparações p/ não confundir salário de PJ e
salário CLT, até eu acho um absurdo pedir 50/hora como CLT. :P
>> <slack-users-br%2Bunsu...@googlegroups.com<slack-users-br%252Buns...@googlegroups.com>
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Aqui em Curitiba o mercado não é dos piores, mas não tem comparação com o mercado de SP (estado). Se for falar de capital, então...
Sei que na atual empresa o pessoal de Help Desk (nível 1 mesmo, atender telefone e resolver 2 ou 3 probleminhas ou escalar pra equipe responsável) em Curitiba tá nos 1.3k, em SP (capital) está nos 2k.Estações de Trabalho é 1.9~2.3 contra 2.0~3.0.
-- --------------------------------------------------- Att.: Willian Jhonnes L. dos Santos Analista/Desenvolvedor Object/Free Pascal willian...@yahoo.com.br --------------------------------------------------- Seja livre. Use Linux. Grupo de Usuários GNU/Linux de São José dos Pinhais Linux user number 449753 --------------------------------------------------- Powered by Slackware Linux 13.0 Kernel 2.6.32.6-i686-core2quad ---------------------------------------------------
É mais uma média que tenta manter os "benefícios" de alguém que é CLT
(previdência, transporte, alimentação, assistência médica,
tributos...), senão eu vou trabalhar pra ganhar R$5 ou R$6 por hora.
Pois é, por essa falta de visão eu fico cada vez mais inclinado a sair
espalhando minhas técnicas de POG pelo mundo. Eu até comecei a
aprender Java/C++ porque parece que o meu C, Fortran e shell scripts
(awk e bash) não dão conta. :)
tenho amigos em Joinville q mesmo na area de infra.. estao nos 4k.o jeito eh migrar para lá.PS: problema q la chove o ano inteiro!
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Haha, parece o 'efeito Globo Repórter': "Tal cidade tem criminalidade zero e é muito próspera". Uma semana depois começa a onda de assaltos.
E não sei se não procurei direito, mas já vi algumas vagas para infra aí em Joinville e também em Blumenau, mas não tinha tanta diferença assim. Era coisa de uns 10 ou 15%, no máximo.Não sei pras outras áreas, e reparem que no meu exemplo falei de pessoal de suporte a estações ganhando de 2 a 3k. Um sysadmin BOM numa empresa com salários na média ganha pelo menos de 3 a 5k por aqui - o que fica nesta faixa citada de Joinville.
Enfim, acho que em todo o país somos meio desvalorizados. O negócio é ir para alguma empresa multinacional de verdade (que aplicam as mesmas práticas que lá fora), e não transnacionais - que se adaptam à nossa realidade.Claro, falta lugar pra todo mundo nas multis, mas assim é a vida...
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