Patente de Sistema Embarcado - Exemplo?

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Sergio Soares

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Dec 4, 2013, 10:47:31 PM12/4/13
to sis_emb...@googlegroups.com
Pessoal,

Estou finalizando o desenvolvimento de um produto que vai utilizar Raspberry PI + Comunicação sem fio + sensores + Tela touchscreen.

Agora preciso patentear este equipamento mas estou com dificuldades em encontrar exemplos de patentes na area de sistema embarcado. Vocês possuem algum exemplo da área que possa me ajudar?

Um abraço e obrigado,

Sergio Soares.

Rafael Gontijo Winter

unread,
Dec 5, 2013, 12:15:16 AM12/5/13
to sis_emb...@googlegroups.com


Atenciosamente,
Rafael Gontijo Winter
Analista de Sistemas


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Cláudio Sampaio

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Dec 5, 2013, 1:37:06 AM12/5/13
to sis_embarcados
2013/12/5 Sergio Soares <eng.serg...@gmail.com>

Pessoal,

Estou finalizando o desenvolvimento de um produto que vai utilizar Raspberry PI + Comunicação sem fio + sensores + Tela touchscreen.

Agora preciso patentear este equipamento mas estou com dificuldades em encontrar exemplos de patentes na area de sistema embarcado. Vocês possuem algum exemplo da área que possa me ajudar?

O Dave Jones do EEVBLOG diz que não vale a pena - http://www.youtube.com/watch?v=Z7BL1O0xCcY - e é especialmente interessante a dica vir dele pois ele mora na Austrália, um país que além de ser um dos poucos que considera válidas as malignas patentes de software, é reconhecidamente severa com as violações de patentes.

Além do mais é, hum, estranho alguém utilizar projetos abertos pra fazer algo que não queira que outros utilizem sem royalties.

[]s,
--
Cláudio "Patola" Sampaio
IRC: ptl  - Yahoo: patolaaa
Campinas, SP - Brazil.

Raphael Philipe

unread,
Dec 5, 2013, 4:58:49 AM12/5/13
to sis_emb...@googlegroups.com
Acho que o registro de patentes é essencial, e mostra que o trabalho está sendo bem feito. Tive a mesma necessidade que você recentemente e gostaria de incluir alguns questionamentos e sugestões na discussão.

- Se é para um produto mesmo, acho interessante procurar um escritório de patentes. Vai valer o investimento, pois tem que acompanhar o processo de perto, e será gasto tempo e energia nisso.

Um problema no Brasil é a demora para a análise, registro e concessão da patente. O seu produto vai ter um tempo de vida maior que o tempo necessário para o registro (6 anos em média)?

Outro questionamento importante a fazer é: Quanto vale o seu produto? O seu produto vai se manter viável com os custos e demora para conseguir o registro? Segue questionamento similar feito com o registro de uma marca: http://www.saiadolugar.com.br/dia-a-dia-do-empreendedor/legislacao/como-registrar-marca-no-inpi-um-guia-rapido/

Se você não conseguir patentear o seu produto por ele parecer (funcionamento) com um tablet por exemplo, você pode registrar o design industrial para proteger o seu produto (o formato e aparência).

Segue um pesadelo:
http://br.noticias.yahoo.com/quebra-patentes-pesadelo-g%C3%AAnio-brasileiro-201900224--finance.html


2013/12/5 Cláudio Sampaio <pat...@gmail.com>

--

André Prado

unread,
Dec 5, 2013, 6:27:07 AM12/5/13
to sis_emb...@googlegroups.com
Acho isso uma palhaçada. Os EUA estão quebrados em p&d por causa disto, empresas compram empresas por causa das patentes delas, empresas de p&d gastam mais com advogados do que com p&d e etc.
Se você faz algo baseado em várias coisas open source e depois patenteia não parece um pouco de.. egoísmo?

*Esta é minha visão romântica sobre o negócio :)

abs


2013/12/5 Raphael Philipe <rap...@gmail.com>



--
Att
André

Diego Sueiro

unread,
Dec 5, 2013, 6:33:26 AM12/5/13
to sis_emb...@googlegroups.com
André,

Eu compartilho da mesma opinião.

Imagina se os matemáticos/físicos patenteassem e/ou escondessem as suas fórmulas, equações, teoremas etc?


Abraços,

--
*dS
Diego Sueiro

Administrador do Embarcados
www.embarcados.com.br

Engenheiro de Controle e Automação
UNIVERSIDADE FEDERAL DE ITAJUBÀ

/*long live rock 'n roll*/


2013/12/5 André Prado <andrep...@gmail.com>

Raphael Philipe

unread,
Dec 5, 2013, 6:34:48 AM12/5/13
to sis_emb...@googlegroups.com
Entretanto patentes geram mais dinheiro que pode ser investido em P&D =D

Você usa licenças open source e hardware aberto para patentear um produto até o ponto que licença permite. O mais importante é obedecer os termos da licença e não fazer malandragem.

Esse cara aqui pra mim é um exemplo que tecnologia deve ser patenteada sim:
http://revistapesquisa.fapesp.br/2013/10/17/carlos-paz-de-araujo-o-futuro-do-futuro/




2013/12/5 André Prado <andrep...@gmail.com>

André Prado

unread,
Dec 5, 2013, 6:35:39 AM12/5/13
to sis_emb...@googlegroups.com
Veja bem, ele não patenteou UM PRODUTO.


2013/12/5 Raphael Philipe <rap...@gmail.com>



--
Att
André

André Prado

unread,
Dec 5, 2013, 6:36:05 AM12/5/13
to sis_emb...@googlegroups.com
Ele licenciou uma tecnologia, estilo o que a ARM faz, é bem diferente.


2013/12/5 André Prado <andrep...@gmail.com>



--
Att
André

Raphael Philipe

unread,
Dec 5, 2013, 6:40:20 AM12/5/13
to sis_emb...@googlegroups.com
E um produto não é a mesma coisa?
Que eu saiba em uma patente não é especificado os componentes nem muito menos se fala se a tela por exemplo é capacitiva ou resistiva. O que se protege com a patente é a idéia que dá concepção ao produto.

Propriedade intelectual é um produto. Pode não ser físico, mas é um produto.



2013/12/5 André Prado <andrep...@gmail.com>

Cláudio Sampaio

unread,
Dec 5, 2013, 6:44:42 AM12/5/13
to sis_embarcados
2013/12/5 André Prado <andrep...@gmail.com>

Ele licenciou uma tecnologia, estilo o que a ARM faz, é bem diferente.

Eu acho pior. Quanto mais relacionado a uma "idéia", quanto mais vago e abrangente, mais isso impede a inovação, mais impede a reutilização do conhecimento (e consideramos patentes de fórmulas matemáticas intuitivamente ruins por causa disso). É por isso que (por exemplo) a própria idéia óbvia do Fused Deposition Modelling que a Stratatys patenteou atrasou as impressoras 3D domésticas em 20 anos (tempo de vigor de uma patente). Pense o que a tecnologia poderia ter evoluído. Isso causa males incalculáveis pra sociedade.

Aliás, essa é uma briga semântica do povo que defende patentes: os críticos os acusam de bloquear 'idéias' do reuso, mas eles tentam distanciar dessa argumentação que obviamente condena todo o conceito, dizendo que são "processos", "tecnologias" e outros nomes que façam parecer mais específico.

André Prado

unread,
Dec 5, 2013, 6:46:50 AM12/5/13
to sis_emb...@googlegroups.com
Não acho que é a mesma coisa, uma coisa é patentear uma ideia, um método. Algo fruto de pesquisa, estilo o que o cara no teu link fez, o que a ARM fez.
Outra coisa é patentear algo que simplesmente pegou um monte de coisa já pronta, tá no mercado, qualquer um pode fazer e limita o desenvolvimento de muitas coisas.

Estilo isto:
http://tecnoblog.net/118141/apple-patente-retangulo-arredondado/
Patente de um objeto retângulo arredondado, grande patente. Espero que a Apple possa licenciar esta tecnologia para nós!


Dizem que o mercado de cel é dificil de entrar, dentre outras coisas, por causa das inúmeras patentes imbecis que existem...
Mas bem, no Brasil isto não é tão forte - ainda -, as coisas que leio nos EUA no Slashdot são simplesmente absurdas.


2013/12/5 Raphael Philipe <rap...@gmail.com>



--
Att
André

Eduardo Gabriel

unread,
Dec 5, 2013, 6:46:56 AM12/5/13
to sis_emb...@googlegroups.com
   No Paraguai a coisa é tão zoneada que um jornalista só de sacanagem patenteou a roda. Por lá tem um cara que tem mais de 400 patentes, tudo o que aparece ele patenteia.

  Eduardo Gabriel.




2013/12/5 Raphael Philipe <rap...@gmail.com>

André Prado

unread,
Dec 5, 2013, 6:51:20 AM12/5/13
to sis_emb...@googlegroups.com
In the smartphone industry alone, according to a Stanford University analysis, as much as $20 billion was spent on patent litigation and patent purchases in the last two years — an amount equal to eight Mars rover missions. Last year, for the first time, spending by Apple and Google on patent lawsuits and unusually big-dollar patent purchases exceeded spending on research and development of new products, according to public filings.

Me diz uma coisa, como uma empresa nova surge neste mercado?

http://www.nytimes.com/2012/10/08/technology/patent-wars-among-tech-giants-can-stifle-competition.html?_r=0

VINTE BILHÕES DE DÓLARES em dois anos, só em patentes.

Bom, os donos do mundo são sempre os mesmos mesmo... (Já invocando um Raul Seixas, rs.)


2013/12/5 Eduardo Gabriel <eduardo...@gmail.com>



--
Att
André

Cláudio Sampaio

unread,
Dec 5, 2013, 6:53:34 AM12/5/13
to sis_embarcados
2013/12/5 Raphael Philipe <rap...@gmail.com>
Entretanto patentes geram mais dinheiro que pode ser investido em P&D =D --

Aham. Fico imaginando o quanto aquelas empresas chamadas de 'patent trolls' (que basicamente compram patentes de outras empresas, principalmente as que estão fechando/falindo pra depois processar o mundo inteiro as usando) investem em "P&D"...

Raphael Philipe

unread,
Dec 5, 2013, 6:56:36 AM12/5/13
to sis_emb...@googlegroups.com
No caso daquela reportagem que passei, isso é válido.




2013/12/5 Cláudio Sampaio <pat...@gmail.com>

--

Cláudio Sampaio

unread,
Dec 5, 2013, 7:09:06 AM12/5/13
to sis_embarcados
2013/12/5 Raphael Philipe <rap...@gmail.com>

No caso daquela reportagem que passei, isso é válido.

Costumamos associar "patentes" a "capitalismo" e "lucro", mas não é bem assim. Os "neoliberalistas", ou simplesmente liberais da escola austríaca são, na verdade, contra o conceito todo de "propriedade intelectual", porque descobriram o óbvio: é algo que limita a concorrência e erode o conceito de propriedade (a "de verdade", a propriedade física) - Instituto Mises Brasil - Contra a Propriedade Intelectual

Inclusive o Instituto Mises disponibilizou um receituário de como se pode lucrar com idéias, sem ter que impedir sua evolução e reuso pelo resto do mundo: http://wiki.mises.org/wiki/Without_Intellectual_Property

[]s,

Luis Filipe Rossi

unread,
Dec 5, 2013, 7:14:54 AM12/5/13
to sis_emb...@googlegroups.com
Bah, vivemos em um mundo capitalista. Nada mais justo do que cobrar por algo que você gastou para desenvolver. Ainda mais justo para se proteger de empresas maiores com mais poder de fogo. E patente não impede que o desenvolvimento de uma certa tecnologia continue. Ela só reduz o beneficio comercial deste desenvolvimento. 

Porém, salvo como já comentado aqui para conceitos e propriedades intelectuais que possam ser licenciadas, eu sou bastante cético com patentes. Aqui no BR vai demorar pelo menos 5 anos para essa patente sair. Qual o tempo de vida estimado do seu produto? Visto que ele é baseado em Raspberry PI + Comunicação sem fio + sensores + Tela touchscreen, eu diria que ele provavelmente vai ficar obsoleto em 2 anos. Mas pior que isso, a não ser que você tenha tido uma sacada fantástica, a chance de ser patenteável é estupidamente baixa. Basicamente você precisa que mais ninguém no mundo tenha feito isso e demonstrado de alguma forma publica. Envolvendo  Raspberry PI + Comunicação sem fio + sensores + Tela touchscreen eu acho bem complicado isso ser verdade. Não querendo desmerecer, pois você não descreveu o que fez, porém devem existir zilhões de projetos usando este mesmo conjunto de recursos.

My 2 cents. Encaixota, taca algum coating onde for necessário, protege o firmware/software e vende.

Abs


2013/12/5 Cláudio Sampaio <pat...@gmail.com>

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Luís Filipe Rossi
Electrical Engineer
Biomechatronics Lab. / Grupo de Sensores Integráveis e Sistemas
Escola Politécnica
Universidade de São Paulo

Cláudio Sampaio

unread,
Dec 5, 2013, 7:31:18 AM12/5/13
to sis_embarcados
2013/12/5 Luis Filipe Rossi <luisf...@gmail.com>

Bah, vivemos em um mundo capitalista. Nada mais justo do que cobrar por algo que você gastou para desenvolver. Ainda mais justo para se proteger de empresas maiores com mais poder de fogo. E patente não impede que o desenvolvimento de uma certa tecnologia continue. Ela só reduz o beneficio comercial deste desenvolvimento. 

Então, Luís, mas esse foi meu argumento: propriedade intelectual é na verdade anti-capitalismo, ou pelo menos antitético a uma teoria capitalista que é o liberalismo da escola austríaca. Que o "certo" e "capitalista" seria ter esse lucro sem impedir que outros reutilizem ou incrementem a idéia.

E em específico, quanto a 'se proteger de empresas maiores com mais poder de fogo', isso é o oposto do que ocorre hoje em dia. Na prática, as patentes são registradas em sua maior parte nos EUA e defendidas lá, ou pelo menos passando por uma corte dos EUA. E lá eles usam o sistema consuetudinário de justiça, que tem diferenças gritantes do nosso. A maior delas é que pra defender uma patente, ou pra se defender da acusação de violar uma patente, você tem tipicamente que gastar muito, mas muito dinheiro, e não necessariamente será reembolsado depois, ou se for, será muitos anos depois. Ou seja, você precisa ter bolsos bem fundos. Ou seja: empresas grandes saem processando as empresas pequenas com isso e independentemente do mérito as empresas pequenas são forçadas a arregar ou tentar um acordo. Pra piorar, as empresas grandes têm imensos portfolios de patentes, e quando te processam, já colocam umas 100 patentes no meio - se 99 delas falharem, ainda vai ter 1 pra te condenar!

Em resumo, elas são usadas pra esmagar pequenas e médias empresas, tendo elas a razão ou não.

Sergio Soares

unread,
Dec 5, 2013, 7:57:25 AM12/5/13
to sis_emb...@googlegroups.com
Obrigado Raphael e Raphill pelas dicas. Infelizmente a maioria das patentes na busca do INPI está com o link quebrado, busquei várias e não consegui abrir nenhuma. 

Raphill, não consegui abrir o link que tu mandastes.

Sobre a discussão, eu acho muito válida e entendo os dois lados. Também não curto muito a ideia das patentes. Mas, infelizmente, se eu não patentear, algum concorrente vai copiar a minha ideia, fazer a patente e eu vou ter que pagar royalties para ele (que roubou a minha ideia), o que eu acho mais injusto ainda.
O fato de eu usar tecnologias open source na indústria não quer dizer que eu não possa contribuir com estes projetos. Muito pelo contrário, vou ficar ainda mais feliz se um dia for capaz de ajudar financeiramente alguma iniciativa como esta.

Luis Filipe Rossi, obrigado pela preocupação. Nós estamos bem otimistas em relação ao tempo de vida do produto, retorno financeiro, etc. Felizmente não dependemos do Raspberry PI, ou algum outro componente especifico. Se o R-PI ficar obsoleto, podemos rapidamente mudar de plataforma. Em relação a patenteabilidade, eu entendo que não é um processo simples. Eu realmente acredito que a nossa ideia se encaixa no que você chamou de "sacada fantástica". Ou talvez eu seja mesmo muito sonhador ou iludido, por ainda ser muito jovem e não ter passado por muitas experiências negativas no mercado, como vocês já devem ter passado.

Um abraço,

Sergio Soares.

Cláudio Sampaio

unread,
Dec 5, 2013, 8:04:24 AM12/5/13
to sis_embarcados
2013/12/5 Sergio Soares <eng.serg...@gmail.com>

Sobre a discussão, eu acho muito válida e entendo os dois lados. Também não curto muito a ideia das patentes. Mas, infelizmente, se eu não patentear, algum concorrente vai copiar a minha ideia, fazer a patente e eu vou ter que pagar royalties para ele (que roubou a minha ideia), o que eu acho mais injusto ainda.

Apesar de todas as dificuldades processuais de lidar com patentes quando uma empresa grande está envolvida, ainda vale a idéia de 'prior art', ou arte prévia: se você conseguir provar que teve e utilizou a idéia antes do registro de quem exige royalties de você por ela, o registro da patente é invalidado, pois o registrante não foi o primeiro.

Se for uma empresa grande em cima de ti e utilizar aquela estratégia que eu te disse, de te processar com o imenso portfolio de patentes dela, de qualquer jeito não vai fazer diferença você ter a patente ou não, você estar certo ou não. Nesse caso você perde de qualquer jeito.

André Prado

unread,
Dec 5, 2013, 8:06:11 AM12/5/13
to sis_emb...@googlegroups.com
". Mas, infelizmente, se eu não patentear, algum concorrente vai copiar a minha ideia, fazer a patente e eu vou ter que pagar royalties para ele (que roubou a minha ideia), o que eu acho mais injusto ainda."
isso não é verdade.


2013/12/5 Cláudio Sampaio <pat...@gmail.com>

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--
Att
André

André Prado

unread,
Dec 5, 2013, 8:07:27 AM12/5/13
to sis_emb...@googlegroups.com
Mas boa sorte, se puder dividir sua experiencia neste processo conosco vai ser de grande valia :) aposto que tem muita gente aqui que gostaria de saber mais afundo todo o procedimento.

abs


2013/12/5 André Prado <andrep...@gmail.com>



--
Att
André

Eduardo Gabriel

unread,
Dec 5, 2013, 8:32:23 AM12/5/13
to sis_emb...@googlegroups.com
Fazer um belo descritivo, tirar fotos e registrar em cartório não daria uma boa ajudada em caso de processo?

Eu faria isso e tentaria começar a comercialização, se a resposta do mercado for boa, você dá entrada no processo de patente.

Vai por mim a parte difícil é comercializar.

Até mais, Eduardo Gabriel


2013/12/5 André Prado <andrep...@gmail.com>

Eduardo Galbieri

unread,
Dec 5, 2013, 9:01:40 AM12/5/13
to sis_emb...@googlegroups.com
Se você pude contratar um advogado é melhor, custa cerca de R$2000,00 para depositar o pedido de patente.

Eu depositei um pedido e até a publicação não tive problemas. Se for fazer você mesmo, eu recomendo ler o guia para depósito de pedidos, lá você poderá ver os requisitos de patenteabilidade e se seu projeto atende a estes requisitos.

http://www.inpi.gov.br/images/stories/downloads/patentes/pdf/Guia_de_Deposito_de_Patentes.pdf

Neste link, você encontra trẽs exemplos, inclusive um para produtos eletrônicos. http://www.inpi.gov.br/portal/artigo/guia_basico_patentes

Vou dar a minha opinião com relação a esse assunto da thread. Numa sociedade capitalista, as companhias precisam proteger suas propriedades industriais. Se usarmos o termo propriedade industrial, em vez de propriedade intelectual, fica um pouco mais clara a importância de mecanismos jurídicos para as companhias garantirem seus ativos e sua sobrevivência no mercado. Isso não impede que outras empresas criem produtos melhores.

Sobre essa questão, se fizermos um comparativo com produtos open source e livres, realmente ficamos diante de um paradoxo. Mas devemos notar que esse mercado capitaliza de alguma forma, e que essas empresas faturam com modelos de negócios diferentes, onde a patenteabilidade realmente não se aplica. Por exemplo, experimente criar uma plaquinha e registrar o nome dela de RaspPi, isso é um problema. A "marca" RaspPi não deixa de ser uma propriedade industrial.

Euripedes Rocha Filho

unread,
Dec 5, 2013, 9:06:55 AM12/5/13
to sis_emb...@googlegroups.com
Tempos atrás eu fiquei sabendo do lançamento de um produto nessa área e conversei em outra lista com um dos caras da empresa http://www.avctoris.com/, eles parecem saber bastante do assunto e talvez seja uma forma rápida de ter algum registro e o serviço deles é bem barato comparado com as demais opções.

Quanto ao assunto eu sinceramente acredito mais em não depositar. Mas os mercados em que penso atingir a patente não faria de fato muita diferença. Mas o tema está bem interessante! 

Euripedes


--

Cláudio Sampaio

unread,
Dec 5, 2013, 9:14:06 AM12/5/13
to sis_embarcados
2013/12/5 Eduardo Galbieri <eduardo....@gmail.com>

Vou dar a minha opinião com relação a esse assunto da thread. Numa sociedade capitalista, as companhias precisam proteger suas propriedades industriais. Se usarmos o termo propriedade industrial, em vez de propriedade intelectual, fica um pouco mais clara a importância de mecanismos jurídicos para as companhias garantirem seus ativos e sua sobrevivência no mercado. Isso não impede que outras empresas criem produtos melhores.

Não é a mesma coisa porque seguem dinâmicas diferentes. Uma "propriedade intelectual" é um bem não-escasso: sua proliferação tem-se a praticamente custo zero. Todos os bens físicos, por outro lado, são escassos. Os ciclos econômicos de cada um desses tipos são extremamente diferentes. Existem estudos em economia bem profundos sobre isso, não é minha área mas você deve achar no google.

Novamente, a "propriedade intelectual" erode a propriedade real. Por exemplo, se você tem algo rodando em um dispositivo seu que é "propriedade intelectual", você não pode fazer o que quiser com aquilo, mesmo que o dispositivo seja seu. O que define uma propriedade é justamente poder fazer o que quiser com ela.

Além disso, o próprio conceito desses dispositivos jurídicos (copyright e patente pelo menos) não é serem "propriedade". É servirem, socialmente, pra incentivarem invenções. O próprio fato de serem um monopólio temporário com direitos parciais de controle dessas implementações/idéias denuncia sua natureza diferente de uma propriedade. A fundação do software livre inclusive lista "propriedade intelectual" como uma weasel word, uma palavra carregada ideologicamente pra passar um ponto, e concordo fortemente com eles.

(de passagem, marcas registradas são, até onde vi, algo mais parecido com propriedade, e é algo com que não tenho realmente reservas)

André Prado

unread,
Dec 5, 2013, 10:35:05 AM12/5/13
to sis_emb...@googlegroups.com
Tentaram patentear o que é uma "API", rs.

"Soon no one will be able to do stuff on their own, as they will be sued into oblivion just for thinking about something."

"Big companies buy up huge defensive patent portfolios, then when they end up infringing each other's IP, they just work out cross-licensing deals with each other; as long as a company has a big enough portfolio of relevant IP, they are pretty safe. It's all very cosy.

Who isn't safe is any new player trying to enter the market, who might as well give up, or at best hope to be bought by one of the established players rather than sued into oblivion."

Nos EUA a situação é gravíssima hehe.

p.s: Esta discussão acabou saindo um pouco do assunto do autor :P




2013/12/5 Cláudio Sampaio <pat...@gmail.com>
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Att
André

Christiano

unread,
Dec 5, 2013, 4:04:01 PM12/5/13
to sis_emb...@googlegroups.com

Sampaio foi perfeito na explicação, o conceito de propriedade só tem sentido em coisas que são escassas. Vou deixar um trecho aqui do livro do Boldrin & Levine que mostra como que é na prática a implementação de propriedade intelectual e como que ela limita e destroi qualquer economia que a implemente:


Mas se você quiser mesmo assim registrar, então você deve buscar um consultor no www.inpi.gov.br/
.

Helio coragem

unread,
Dec 5, 2013, 7:28:55 PM12/5/13
to sis_emb...@googlegroups.com
Olá Sergio,

Se vc quer mesmo ganhar $$$ com um invento: produza e venda. 
Se não quiser produzir, venda a idéia para algum grupo capitalista ou associe-se a alguém idôneo.

Se quiser patentear, vai ficar igual o inventor do BINA (em 1980), um brasileiro que está a ver navios até hoje,com 71 anos de idade.
Leia o artigo no link acima.

O Thomas Edison não inventou a lâmpada, ele aperfeiçoou o filamento metálico que possibilitou sua maior duração.
Segundo o próprio Edison,  talento é 1% inspiração (idéias) e 99% transpiração (trabalho).

Boa sorte na sua empreitada.

Abs

Helio

Marcelo Jo

unread,
Dec 5, 2013, 9:01:54 PM12/5/13
to sis_emb...@googlegroups.com
   Meus 2 cents aqui do Canadá.

  Estamos vendendo um produto pros EUA que usa redes mesh. Aqui optaram por usar uns módulos da digi o tal do xbee... mesmo nao sendo nosso, a gente tem q pagar royalties pois estamos usando a tal da rede mesh. A Digi mesmo não paga nada.

  Eu qdo estava no Brasil tinha desenvolvido um produto e pensei em patentear.. escrevi a patente e fui quase até o fim, até ver que na prática, exceto se uma empresa grande infrinja a tua patente, vc nunca vai descobrir alguém que infringiu. Depois, se encontrar, vai gastar grana pra pagar advogado pra provar que o cara usa a tua patente, sem contar ainda, que vc tendo uma patente tem que ver se não está usando direta ou indiretamente uma outra patente de alguém no teu produto. E se sim, deverá pagar royalties pra quem tem o direito.

  Aliás, creio que vcs sabem q há 2 tipos de patentes (até qdo eu vi sobre): 1) patente de inovação tecnológica (o tal do negócio novo q nao existe) e 2) patente de aperfeiçoamento (usar algo q existe e melhorar). É desse segundo caso q estou falando.. se vc usar e melhorar algo que já é patenteado, vc tem q pagar os direitos.

  No fim decidi por não fazer nada e vender. Sei lá.. no Brasil as leis já não funcionam direito e aí qdo entra num assunto mais complicado ainda como esse, creio que não dá em nada, exceto como falei, se alguma empresa grande estiver na jogada.

  Qto ao fantástico mundo de Bob, patentear e nao patentear é justo e injusto ao mesmo tempo, depende de qual lado vc está! hehehe

  Abraços

  Marcelo


2013/12/5 Helio coragem <hcor...@gmail.com>

--

Raphael Philipe

unread,
Dec 6, 2013, 7:52:48 AM12/6/13
to sis_emb...@googlegroups.com


2013/12/6 Marcelo Jo <marc...@gmail.com>

Cleiton Bueno

unread,
Dec 6, 2013, 9:36:05 AM12/6/13
to sis_emb...@googlegroups.com
Bom eu tenho uma filosofia própria.

Meu TCC fiz completamente em Linux embarcados, só estou aguardando finalizar o ano, aprovarem as notas do TCC e monografia e irei disponibilizar todo para download, kernel, rootfs, e tudo mais, porém os bin das aplicações foco do projeto não, pois ae é uma desenvolvimento, projeto, metodologia adotada para o projeto, tanto que estou remasterizando um distribuição para a aplicação em questão e irei disponibilizar também.

É como foi dito usar soluções open-source e não disponibilizar é estranho.
Tanto que fui super cuidadoso quanto a libs, no caso as que foram usadas foram BSD e MIT, unico GPL é o próprio Busybox e o rrdtool que no caso existem links e ícones referenciando o uso do aplicativo em vários locais do projeto até mesmo na pagina web que visualiza os gráficos.

E acho que não se ganha com patentes e com manutenções e atualizações.

Thiago Lima

unread,
Dec 11, 2013, 8:19:53 AM12/11/13
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Eu fico do lado do Jo e do Filipe Rossi.

Acho importante patentear (afinal de contas estamos num mundo capitalista), mas no Brasil não vale a pena. O processo é caro e demorado. Não tenho experiencia de outros paises.
Já participei de patentes e sei que escrever e desenhar é bem chato.

Acho que fazer o que Eduardo Gabriel disse é suficiente pra evitar "furtos de ideias" perto de si, no caso de empresas.

Por outro lado, gosto bastante de compartilhar e sou adepto de disponibilizar tudo pra download.
Mas acho que existe um mundo separado entre o aprender/ensinar e o "criar" dentro de uma empresa.

Se não me engano, o número de patentes + numero de artigos internacionais formam um indice importante de inovação pra universidades de tecnologia - falei alguma bestiera?

Se o processo de patente impede a inovação? Sim!
Interessante que existe um limiar não definido nesse assunto.

Deem uma olhada nisso - A inovação nao pode ser paralisada, diz o final do video. (Mas se houver uma patente, claro que seria, certo?) 
E se esse projeto fosse open source, quantas pessoas seriam beneficiadas? Ou alguem duvida disso? E essa empresa, como ficaria se tudo fosse livre?

Tentei não parecer "onda/particula", mas acho que nao consegui.

Reitero que acho que no Brasil nao vale a pena patente pra empresa. Flerto com o open source, mas valorizo tambem projetos fechados e protegidos.

Atenciosamente
Thiago P. F. S. Lima


2013/12/6 Cleiton Bueno <cleiton...@gmail.com>

--

Christiano

unread,
Dec 11, 2013, 3:34:03 PM12/11/13
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Só queria clarear algumas coisa, quando se faz uma patente tudo fica aberto ao público, é necessário para a criação da patente tornar o conhecimento público. Tanto é que todas as patentes poderiam ser pesquisadas pelo Sérgio no site do INPI, porque é obrigatório que a informação seja aberta. Pelo menos foi isso que aprendi de uma consultora que foi fazer uma palestra aqui na universidade. A diferença é que a ideia tem dono a partir do momento que é patenteada. Outra coisa que citaram é sobre "E se matemáticos fizessem patentes.". Uma das regras é que a patente não pode ser feita para técnicas matemáticas.

Outra coisa que é importante esclarecer é quanto a questão do Instituto Mises. O instituto mises é um instituto interessado em repercurtir as ideias liberais da tradição austríaca. É o instituto mais capitalista, no sentido de ser um reconhecedor da propriedade privada. É tipo por muitos como "radical" capitalista. E sua visão contra a propriedade intelectual é relativamente recente e ganhou materialidade a partir do lançamento do livro do Stephan Kinsella.

Outra coisa também que precisa ser esclarecida, é que os seguidores dos ideais de propriedade não são defensores de que você deve compartilhar seu código e sim de que você não é dono de ideias, pois ser dono de ideias implica em você ser dono de propriedades de outras pessoas.

Seguindo essa linha de raciocínio, a pessoa que fez o aparelho do link poderia esconder o código, poderia disponibilizar, enfim, não é essa a questão. A questão é quando essa pessoa bloqueia outra pessoa que está usando de recursos próprios e nem sequer assinou nenhum contrato usando da justificativa de "roubo" de ideia para impedir que exista uma livre concorrência.

Informações detalhadas em
http://mises.org.br/
http://mises.org/

Thiago Lima

unread,
Dec 15, 2013, 2:07:17 PM12/15/13
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Pessoal,

Lembrei de todos voces hoje quando li a matéria do estadao sobre a inovação chinesa.

Só pra citar um pedaço da matéria:
". No ano passado, brasileiros pediram 6.603 patentes, contra 560.681 da China, 203.410 da Coreia do Sul, 34.803 da Rússia e 18.020 da Índia, para ficarmos apenas nos principais emergentes."

Porque será que isso acontece?

[]s
Atenciosamente/Regards
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