O homem preso suspeito de atirar
no ex-vocalista do grupo Cidade Negra Ras Bernardo seria seu vizinho,
segundo informou a polícia na manhã desta sexta-feira (3). O crime teria
sido motivado por uma briga envolvendo os dois.
O suspeito teria atirado porque o cantor teria se recusado a pagar uma
indenização de R$ 8 mil pela morte de seu cavalo. O suspeito, segundo a
polícia, deve responder por tentativa de homicídio e por porte ilegal de
arma, já que com ele foi encontrada uma escopeta.
A polícia informou que a arma e 32 munições estavam enterradas no estábulo no quintal da casa do suspeito.
Segundo o delegado Marcos Henrique de Oliveira, da 58ª DP (Posse), o
cavalo do suposto atirador teria morrido eletrocutado na cerca elétrica
da casa de Ras, no bairro Cerâmica, em
Nova Iguaçu, Baixada Fluminense do Rio. O episódio teria acontecido há oito meses.
"Ouvimos uma testemunha, que é amigo da vítima, que nos relatou que ela
teria tido um desentendimento num passado recente com o vizinho por
conta da morte de um animal. A partir desse fato, o Sérgio [o suspeito
preso] passou a cobrar uma indenização de R$ 8 mil da família pela morte
do animal. Como não houve acordo, começaram aí os desentendimentos, que
culminaram com esse homicídio tentado", explicou o delegado.
Ras Bernardo
foi atingido por um tiro de escopeta e sofreu múltiplas perfurações no
abdômen. Segundo o Hospital Geral de Nova Iguaçu, Ras Bernardo segue
internado na enfermaria da unidade após passar por uma cirurgia.
Escopeta foi apreendida pela polícia
(Foto: Tássia Thum/G1)
Prisão
O suspeito foi preso na quinta-feira (2) e
reconhecido pela vítima através de fotografias, segundo a polícia.
O delegado informou que, por volta das 20h de quarta-feira (1º), o
ex-vocalista do Cidade Negra caminhava pela Estrada São Jorge, no bairro
Cerâmica, em direção à casa dele, passando por uma região de mata,
quando ouviu um barulho de disparo. Quando estava bem próximo de casa,
ele caiu no chão ferido.
Pedestres que passavam pelo local socorreram o músico e o levaram para o
Hospital Geral de Nova Iguaçu, por volta das 22h de quarta-feira (1º).