PARA CONHECIMENTO GERAL

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Simonne Chinem

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Oct 14, 2008, 10:23:05 AM10/14/08
to zo...@yahoogrupos.com.br, Sindicato Biólogos, diretoria sindicato, ALMIR CIRELE, Anderson Barnabe, Anderson, Angela, Carlos facul, Carlos Bertolani, Chicão, CINTIA MOLINA, CRIS GOMES, Cris Amaral, DANIELA CONDE, JEANE MOURA, REGIANE GODOY, VIVIAM DUALDE, Dra. Sandra, Eduardo, mamiferos_...@yahoogroups.com, Márcio Motta
O ministro do Meio Ambiente, Carlos Minc, anunciou nesta sexta-feira (10) que  o governo está entrando na Justiça contra empresas e fazendeiros que desmataram áreas da Amazônia Legal. São 81 ações civis públicas, o equivalente 104 processos. Desse total, 26 processos foram ajuizados nesta sexta-feira e outros 78 estão programados para o dia 30. "Isso é uma sinalização do combate à impunidade", disse Minc.

No total, fazendeiros e empresas terão de recompor aproximadamente 133 mil hectares destruídos no Mato Grosso, no Pará e em Rondônia e pagar o equivalente a R$ 227 milhões em multas à União. A iniciativa é resultado de uma força-tarefa formada pelo Ministério do meio Ambiente (MMA), Advocacia Geral da União (AGU), Ministério Público Federal e Instituto Brasileiro do Meio Ambiente (Ibama). A lista divulgada hoje apresenta o nome do autuado, a área desmatada, o valor da multa e o município da infração.

De acordo com a AGU, as ações pedem a obrigação da desocupação imediata da área degradada; a determinação do depósito integral, em conta bloqueada pela Justiça, da quantia referente ao valor bruto da comercialização de toda a produção agropecuária em desenvolvimento, de forma a impedir o enriquecimento ilícito; a suspensão da participação dos citados em linhas de financiamento; além da obrigação de se fazer a consistente recuperação dos danos causados.

Segundo Minc, até o final do ano parte dessas ações civis também poderão se tornar ações criminais. "Nem todo desmatamento configura crime federal, mas desmatar em unidade federal é crime", explicou.

De acordo com a procuradora do Ibama, Andréia Vulcanes, as infrações foram constatadas em campo e estão comprovadas com imagens de satélite com o histórico do desmatamento, ausência de autorização e informações técnicas, com laudos e pareceres, sobre as consequências do dano ambiental produzido para a fauna e flora.

O Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra) não foi alvo de nenhuma das ações propostas, mas, segundo o ministro, o desmatamento confirmado também deverá ser ressarcido em forma de reconstituição ambiental e terras. "Nenhuma multa será perdoada, estamos apenas seguindo a lei", disse Minc, explicando que em caso de ente público esta é a forma de pagamento adotada. "Se o Incra pagasse em dinheiro, certamente o montante iria para uma conta única do governo, sem garantia de que seria revertido em proteção ambiental", acrescentou.

Minc voltou a reclamar da impunidade, dizendo que hoje no Brasil poucas ações são ajuizadas e apenas um décimo delas vira condenação. "Mas isso vai acabar. Essas ações de hoje são resultado de um esforço concentrado e daqui para frente vai ser assim para deixar bem claro para o Brasil: o crime não vai compensar. Vão perder terras, vão perder dinheiro, vão perder gado, vão perder a soja e a madeira e podem até perder a liberdade, dependendo da fase seguinte dessas ações", disse o ministro. Ele acrescentou que a fiscalização será intensificada, bem como devem continuar as apreensões e leilões de boi pirata.

Veja a lista:

Simonne Chinem
CRBio 33954-01D
Instituto MARACAJÁ para Conservação dos Mamíferos Brasileiros
São Vicente - SP



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