livro de Dawkins(correção "ele parece dizer que (há) algo..")

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etzi...@yahoo.com.br

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Jan 6, 2006, 1:53:44 PM1/6/06
to Sigma Society
você já leu o livro "o relojoeiro cego"de richard dawkins?passei a
vista nele e me deparei com uma insinuação mais ou menos forte, de
que há um mecanismo que implica que a evolução tem que acontecer.ele
parece sugerir que se o homem por exemplo,chegou ao estágio evolutivo
em que está,é por que não podia ser de outra forma.ele parece dizer
que há algo que faz com que a determinado estágio evolutivo,se siga
logicamente com uma probabilidade maior que a trivial,um estágio mais
evoluído.eu sempre pensei que se chegamos onde estamos,sem considerar
qualquer fator místico,é por que aqui é apenas uma das muitas
possibilidades.não vejo como o meu estágio presente e as condicões
adjacentes impliquem que daqui a certo tempo,o homem,no curso natural
das coisas esteja mais evoluído.se vc entende de biologia ou leu o
livro,pode dizer sua opinião.pois não compreendi muita coisa.

Bruno_Alessi

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Jan 7, 2006, 6:01:43 PM1/7/06
to Sigma Society
E o que é que Dawkins apresenta para fundamentar a teoria dele?

etzi...@yahoo.com.br

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Jan 9, 2006, 11:17:45 AM1/9/06
to Sigma Society
vou dar uma olhada no livro e mostro com mais detalhes.agora so me
lembro de uma simulacao imbecil,com um algoritmo dotado do que dawlkins
chama de <memoria evolutiva>ou coisa parecida,um mecanismo que guia o
ser para um fim determinado pela evolucao.<fim determinado pela
evolucao>e isso mesmo.nao sei de onde ele tira isso...ele argumenta que
pelas probabilidades,um macaco batendo numa maquina,gastaria bilhoes ou
milhoes ou coisa parecida de anos para escrever um trecho de
shakespere.mais a filhinha dele<que tem o dito mecanismo>faz isso em
poucos minutos.e ele ainda fez um <algoritmo> que comprova isso.eu so
vi o livro de relance na biblioteca,vou dar mais uma olhada.se vc puder
olhar tambem sera bom.

Sigma Grupo

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Jan 9, 2006, 3:44:20 PM1/9/06
to Sigma-...@googlegroups.com
Oi.

Uma mini entrevista que fizeram com Pinker me pareceu oferecer tema
interessante para debate.

Abraços!
Melao
Segue:

Novo livro do autor de "Como a Mente Funciona" parte para o ataque contra
quem defende a primazia da cultura: Pinker apóia biologia da natureza humana

DA REDAÇÃO

O popstar da ciência cognitiva está de volta à carga. Steven Pinker,
psicólogo da linguagem do MIT (Instituto de Tecnologia de Massachusetts) que
se tornou celebridade com os livros "Como a Mente Funciona" e "O Instinto da
Linguagem", acaba de lançar nos EUA uma obra na qual retoma a questão da
natureza vs. cultura -e defende a primeira.


Em "The Blank Slate: The Modern Denial of Human Nature" (A Tábula Rasa: A
Negação Moderna da Natureza Humana), o pesquisador e divulgador ataca os
pensadores tidos por "politicamente corretos" para os quais a mente humana é
inteiramente moldada pela cultura, não existindo, portanto, capacidades
inatas e diferenciadas entre indivíduos.


A tese contrária -ou seja, os genes têm, sim, um papel no comportamento-
lançada nos anos 70 pelo biólogo Edward O. Wilson com a criação da
sociobiologia, tem sido combatida por pensadores como o paleontólogo Stephen
Jay Gould (morto em maio) e o geneticista Richard Lewontin.


Para Pinker, os proponentes da "tábula rasa" têm atrapalhado o
desenvolvimento daquilo que ele chama de "ciência honesta da natureza
humana".


"Há o temor de que, se você reconhecer que as pessoas nascem com alguma
coisa, isso implique que algumas pessoas têm mais do que outras e, portanto,
se abra a porta para desigualdade política e opressão", diz o cientista, um
canadense de 48 anos.


Pinker falou sobre seu novo livro em entrevista a David Rakoff, do jornal
"The New York Times". Leia abaixo trechos da conversa.

Pergunta - Seu novo livro ressalta a importância da natureza humana na
maneira como pensamos sobre nós mesmos. Por que o sr. o intitulou "A Tábula
Rasa"?
Steven Pinker - A crença comum é que a mente seja só isso, uma tábula rasa
-as pessoas não nascem com talentos ou temperamentos, e a mente toda é
produto de cultura e socialização. Mais especificamente, o livro é uma
tentativa de confrontar a fobia que as pessoas têm de discussões sobre a
natureza humana.


Pergunta - O que causa tal fobia?
Pinker - O fato de que a compreensão da natureza humana possa ameaçar
valores fundamentais de igualdade política, progresso social,
responsabilidade pessoal , significado e propósito. E você não pode avançar
nas pesquisas em psicologia sem confrontar esses sentimentos tácitos, mas
muito poderosos. Há o temor de que, se você reconhecer que as pessoas nascem
com alguma coisa, isso implique que algumas pessoas têm mais do que outras
e, portanto, se abra a porta para desigualdade política e opressão.


Pergunta - O que torna mais confortável pensar nos seres humanos como meros
pedaços de carne marcados pela cultura.
Pinker - Eu não acho que qualquer um que tenha mais de um filho acredite que
crianças são pedaços de massinha esperando para serem modelados. Há um
conjunto de trabalhos sobre educação de filhos que olha para a correlação
entre o que os pais fazem e como isso se reflete nas crianças: pais que
conversam com as crianças têm filhos com habilidades avançadas de linguagem;
pais que espancam as crianças têm filhos que se tornam mais violentos; e
assim por diante.
Poderia ser assim, mas correlação não prova causa. O fato é que pais dão aos
filhos não só o ambiente, mas também genes. Os mesmos genes que fazem dos
pais pessoas falantes podem tornar filhos mais hábeis em linguagem. Os
estudos originais raramente são feitos com crianças adotadas.


Pergunta - Então, a criação ("nurture", em inglês) é uma extensão da
natureza ("nature")? Tudo, até mesmo a cultura, é redutível à biologia
evolucionista?
Pinker - Eu prefiro a palavra "unificação" a "redução". Uma analogia é que,
mesmo que nós saibamos que a areia, as montanhas e o barro não são nada além
de moléculas -não se trata de nada especial-, um físico não poderia explicar
a geografia da Europa, ainda que a Europa não passe de um monte de prótons,
nêutrons e elétrons. Da mesma forma, com a história da humanidade, a
política e os assuntos culturais, esse nível de análise não vai dizer a você
qual é a melhor maneira de organizar uma sociedade ou como mudar uma lei ou
tentar influenciar um valor social.
A compreensão da história e da cultura só pode se beneficiar do melhor
entendimento da emoção e do pensamento humano. Mas você não consegue saber
muito sobre o cotidiano das pessoas pensando em centenas de bilhões de
neurônios disparando em padrões complexos. Isso não ajuda em nada para saber
como agradar o chefe, arrumar um encontro, fazer amigos e influenciar
pessoas.


Pergunta - E onde isso coloca nossa autodeterminação e nosso livre-arbítrio?
Pinker - Autodeterminação, responsabilidade pessoal e todo o restante podem
ser ligados ao funcionamento do cérebro, mas essas funções cerebrais são tão
absurdamente complexas que não há perigo de elas serem reduzidas a um mero
reflexo no futuro próximo, se é que o serão algum dia. É uma falácia pensar
que fome, sede e desejo sexual são biológicos, mas que o raciocínio, o
aprendizado e a tomada de decisões são outra coisa, algo não-biológico.
Trata-se apenas de um tipo diferente de biologia.


Pergunta - Se tudo são processos biológicos, então é ultrajante dizer que
indivíduos são predispostos a ter uma inteligência maior ou menor. O sr. tem
medo de ser cooptado pelos deterministas?
Pinker - Acho que isso seria um grande salto. Em vez de construir uma bomba,
eu espero que esse livro trate de como desarmá-la. O potencial explosivo vem
de um medo de que certas possibilidades empíricas abram a porta para males
políticos e sociais. Não é o caso. Nós podemos ter uma ciência honesta da
natureza humana sem uma caixa de Pandora de consequências negativas. Quem
quer que tenha lido o livro não pode atacá-lo dizendo: "Se nós aceitarmos o
que você está dizendo sobre a natureza humana, as portas do inferno vão se
abrir".
O cerne do livro é que as portas do inferno não vão se abrir.

Fonte: http://www.herbario.com.br/dataherb09/1412livroevl.htm




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Sigma Grupo

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Jan 9, 2006, 4:30:39 PM1/9/06
to Sigma-...@googlegroups.com
Oi.

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vou dar uma olhada no livro e mostro com mais detalhes.agora so me lembro de
uma simulacao imbecil,
----------
Por que considera a simulação "imbecil"? Se Dawkings compreende(sse)
português, talvez seja(fosse) interessante convidá-lo a opinar/defender-se.
Em todo caso, acho improvável que ele tenha tempo/interesse em se envolver
nisso.
----------


com um algoritmo dotado do que dawlkins chama de <memoria evolutiva>ou coisa
parecida,um mecanismo que guia o ser para um fim determinado pela
evolucao.<fim determinado pela
evolucao>e isso mesmo.nao sei de onde ele tira isso...ele argumenta que
pelas probabilidades,um macaco batendo numa maquina,gastaria bilhoes ou
milhoes ou coisa parecida de anos para escrever um trecho de shakespere.
----------
Bom, um macaco não vive milhões ou bilhões de anos, uma máquina (de
escrever, suponho) não resistiria tanto tempo apanhando (talvez sua intenção
tenha sido dizer "escrevendo numa máquina de escrever", em vez de "batendo
numa máquina") e a probabilidade de reprodução casual dependeria do tamanho
do trecho, da quantidade de teclas na máquina, da tendência do macaco por
preferir determinadas teclas, da tendência fortuita de atingir (preferindo
ou não) teclas mais centrais ou mais marginais, do conhecimento do macaco,
da intenção do macaco, do incentivo oferecido ao macaco no caso de ele
"cumprir a tarefa", do tempo que o macaco passaria digitando a cada dia, da
curva de "produção" ao longo do dia, do enunciado exposto ao macaco etc. Por
exemplo: um macaco ao qual seja ensinado ler e escrever e ao qual seja
oferecido um prêmio estimulante, copiaria um trecho de Shakespeare sem
grande dificuldade. Além disso, a acepção em que se pode entender os termos
"um macaco" e "uma máquina de escrever" são muito vagas e genéricas. Há
muitos modelos diferentes de máquinas e existem macacos com diferentes
níveis intelectuais e de conhecimento. Um macaco com inteligência bem acima
da média, como a Koko, se colocado para escrever livremente, sem que lhe
fosse pedido que copiasse um trecho de Shakespeare, ao redigir algumas
frases gramaticalmente consistentes, sendo frases simples e provavelmente
abundantes na literatura, teriam grandes chances de serem encontradas na
obra de qualquer autor, inclusive Shakespeare, e talvez em algumas horas um
macaco, mesmo digitando livremente (sem copiar), reproduzisse um trecho de
Shakespeare.
----------

mais a filhinha dele<que tem o dito mecanismo>faz isso em poucos minutos.

----------
"Isso" o quê? Ela bateu numa máquina em poucos minutos? Ela copiou um trecho
de Shakespeare? Ela digitou sentenças livremente e uma das sentenças
coincide com alguma escrita por Shakespeare? Ela viveu na selva e aprendeu a
aprendeu a escrever sozinha, assim como usar a máquina de escrever? E o mais
importante: ele fez a experiência ou se trata de um Gedankenexperiment? Eu
não sei em que medida Dawkings está usando falácias e em que medida as
idéias originais dele não estão sendo fielmente reproduzidos aqui, porque
não conheço o livro. Mas suspeito que haja uma combinação das duas coisas.

Outro detalhe: sendo possível fazer o experimento, não faz muito sentido
valer-se de um Gedankenexperiment e adivinhar o que aconteceria. O correto
seria reunir algumas dezenas de macacos, algumas dezenas de crianças e
testar na prática se há diferença significativa, naturalmente sujeitando os
macacos e as crianças às mesmas condições de desenvolvimento epistemológico
e cognitivo, expondo-os aos mesmos estímulos etc. Se os macacos passassem o
dia enjaulados enquanto as crianças jogassem videogames, obviamente isso
influiria nos resultados e invalidaria a pesquisa.
----------


e ele ainda fez um <algoritmo> que comprova isso.

----------
Comprova "isso"? Isso o quê? Mais um detalhe: talvez o termo "corrobora"
seja apropriado.
----------

eu so vi o livro de relance na biblioteca,vou dar mais uma olhada.se vc
puder olhar tambem sera bom.

----------
Nosso amigo José Antonio Fracisco me falou sobre isso, há algum tempo, e
talvez eu leia a respeito quando for publicar algo sobre Evolução (em
parceria com o amigo Zé Antonio). No momento ainda estou interessado em
investimentos, mas estou progressivamente migrando para palestras (inclusive
sobre investimentos, mas principalmente sobre temas educacionais), porque
estou farejando uma queda meio brutal da Bovespa e quero estar longe do
Mercado quando isso acontecer. Estimo que a queda pode durar talvez 1 ano.
Enquanto estiver caindo, dois livros que pretendo concluir são IMC e sobre
Evolução.

Melao
----------

Rafael Sigma

unread,
Jan 10, 2006, 6:14:34 AM1/10/06
to Sigma-...@googlegroups.com
Oi Melão!!
Dá-me enorme prazer ver como vc argumenta em favor da lógica e da razão e mostra conceitos científicos de forma agradável, sem querer se parecer melhor que os outros. Acho isso muito bacana mesmo! Gostei de saber que vc quer escrever um livro sobre evolução. Estou planejando escrever um livro sobre planejamento. O tema do planejamento me interessa muito. Fiz três módulos do mestrado na politécnica sobre técnicas de planejamento aplicadas ao sistema de distribuição de energia elétrica, e trabalhei na área de planejamento da AES Eletropaulo por quase uma ano. Atualmente estou na fase final de testes para trabalhar na TV Globo com qualidade de energia elétrica.
Na USP estou tentando desenvolver um projeto de monitoramento remoto de qualidade de energia elétrica. Com isso uma pessoa pode acessar e monitorar  a partir de casa  quanto está gastando de energia e se a energia que está usando tem ou não uma boa qualidade para suprir adequadamente os seus equipamentos.
Soube que mudou de residência. Espero que esteja melhor em sua nova casa!!
Um grande abraço pra vc, um grande beijo para sua mãe, e muitas felicidades!
Seu amigo,
Rafael Zakowicz


Sigma Grupo <sigma...@yahoo.com.br> escreveu:

Oi.

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vou dar uma olhada no livro e mostro com mais detalhes.agora so me lembro de
uma simulacao imbecil,
----------
Por que considera a simulação "imbecil"? Se Dawkings compreende(sse)
português, talvez seja(fosse) interessante convidá-lo a opinar/defender-se.
Em todo caso, acho improvável que ele tenha tempo/interesse em se envolver
nisso.
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com um algoritmo dotado do que dawlkins chama de ou coisa

parecida,um mecanismo que guia o ser para um fim determinado pela
evolucao.evolucao>e isso mesmo.nao sei de onde ele tira isso...ele argumenta que
mais a filhinha delefaz isso em poucos minutos.
----------
"Isso" o quê? Ela bateu numa máquina em poucos minutos? Ela copiou um trecho
de Shakespeare? Ela digitou sentenças livremente e uma das sentenças
coincide com alguma escrita por Shakespeare? Ela viveu na selva e aprendeu a
aprendeu a escrever sozinha, assim como usar a máquina de escrever? E o mais
importante: ele fez a experiência ou se trata de um Gedankenexperiment? Eu
não sei em que medida Dawkings está usando falácias e em que medida as
idéias originais dele não estão sendo fielmente reproduzidos aqui, porque
não conheço o livro. Mas suspeito que haja uma combinação das duas coisas.

Outro detalhe: sendo possível fazer o experimento, não faz muito sentido
valer-se de um Gedankenexperiment e adivinhar o que aconteceria. O correto
seria reunir algumas dezenas de macacos, algumas dezenas de crianças e
testar na prática se há diferença significativa, naturalmente sujeitando os
macacos e as crianças às mesmas condições de desenvolvimento epistemológico
e cognitivo, expondo-os aos mesmos estímulos etc. Se os macacos passassem o
dia enjaulados enquanto as crianças jogassem videogames, obviamente isso
influiria nos resultados e invalidaria a pesquisa.
----------


e ele ainda fez um que comprova isso.

----------
Comprova "isso"? Isso o quê? Mais um detalhe: talvez o termo "corrobora"
seja apropriado.
----------

eu so vi o livro de relance na biblioteca,vou dar mais uma olhada.se vc
puder olhar tambem sera bom.
----------
Nosso amigo José Antonio Fracisco me falou sobre isso, há algum tempo, e
talvez eu leia a respeito quando for publicar algo sobre Evolução (em
parceria com o amigo Zé Antonio). No momento ainda estou interessado em
investimentos, mas estou progressivamente migrando para palestras (inclusive
sobre investimentos, mas principalmente sobre temas educacionais), porque
estou farejando uma queda meio brutal da Bovespa e quero estar longe do
Mercado quando isso acontecer. Estimo que a queda pode durar talvez 1 ano.
Enquanto estiver caindo, dois livros que pretendo concluir são IMC e sobre
Evolução.

Melao
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Sigma Grupo

unread,
Jan 10, 2006, 11:04:37 AM1/10/06
to Sigma-...@googlegroups.com
Oi, Rafael.  
  
Tudo bem?  
  
----------------  
Oi Melão!!
Dá-me enorme prazer ver como vc argumenta em favor da lógica e da razão e mostra conceitos científicos de forma agradável, sem querer se parecer melhor que os outros.  
----------------  
Guarde seus galanteios pras moças. Não adianta vir com essa conversa mole, querendo me comer, que aqui é "cabra macho".  
----------------  
 
 Acho isso muito bacana mesmo! Gostei de saber que vc quer escrever um livro sobre evolução. Estou planejando escrever um livro sobre planejamento.  
----------------  
Legal. Vou ler o seu antes de planejar escrever o meu. 
----------------  
 
 O tema do planejamento me interessa muito. Fiz três módulos do mestrado na politécnica sobre técnicas de planejamento aplicadas ao sistema de distribuição de energia elétrica,  
----------------  
Eu usava expressões do tipo "aplicar ao" (em vários textos meus você encontra este erro), mas em alguma fonte fidedigna (talvez manual da Folha, talvez correção do Paulo), consta que o correto é "aplicar em" ou "aplicar no". Mas vamos à parte que interesse: que ferramentas estatísticas você usa pra isso? Quais softwares? Estou com 1 livro bom, uns 20 livros razoáveis e uns 100 elementares. Se precisar, avise. Há também bom material de referência nesses sites: http://www.itl.nist.gov/div898/handbook e http://www.statsoft.com/textbook/stathome.html
----------------  
 
 e trabalhei na área de planejamento da AES Eletropaulo por quase uma ano. Atualmente estou na fase final de testes para trabalhar na TV Globo com qualidade de energia elétrica.  
----------------  
Espero que dê tudo certo. A partir do mestrado, as decorebas diminuem e você tem mais oportunidades para produzir algo útil, mas infelizmente ainda terá que sofrer um bom tempo engolindo sapos e tendo suas idéias podadas para se encaixarem em determinados moldes, e se bater de frente com orientadores, eles cortam suas pernas (a Patrícia que o diga...). Por outro lado, se atuar em empresas em que a qualidade de sua produção seja importante para a rentabilidade da corporação, receberá todos os estímulos e todo o apoio para que tenha o maior sucesso possível. Note, porém, que precisa focar o mesmo objetivo que a empresa, e quando estes objetivos diferem dos interesses da população, você cai num dilema ético. Eu tenho sofrido um pouco com a questão de que ao ganhar na Bolsa, é porque alguém está perdendo, e isso diminui a sensação de satisfação com o lucro. É diferente das palestras, em que todos saem ganhando. Ao trabalhar na Globo ou na Eletropaulo, você será um bom profissional e será bem remunerado enquanto atender bem aos interesses da empresa, pouco importando seus valores éticos e suas aspirações pessoais. Se a Eletropaulo estiver preocupada em promover a imagem de alta qualidade, então investirão em pesquisas para mostrar o quão boa é a energia que produzem, em comparação a outras geradoras do país. Se a Globo quiser proteger melhor seus equipamentos, vão se interessar pelos seus serviços etc. Se em algum momento você apresentar algum projeto que melhorar ainda mais a qualidade da energia (melhor qualidade no sentido de minimizar riscos de danos aos equipamentos abastecidos pela tal energia), mas de algum modo isso contrariar os interesses da empresa, a situação se complica. Isso tudo é meio óbvio, mas durante algum tempo podemos ter a ilusão de que as empresas estão empenhadas em fazer o melhor para o bem comum, relegando o lucro a um segundo plano. Em alguns casos muito raros (leia alguns relatos em livros da Ethos), as empresas realmente se preocupam mais com o que é certo do que com o lucro, mas lamentavelmente isso é a exceção, não a regra. Enfim, espero que você faça o melhor que puder e seja recompensado na justa proporção, e que nunca tenha que fazer algo que contrarie seus princípios, mas se algum isso acontecer, que coloque os princípios em primeiro lugar. 
----------------  
 
 Na USP estou tentando desenvolver um projeto de monitoramento remoto de qualidade de energia elétrica. Com isso uma pessoa pode acessar e monitorar  a partir de casa  quanto está gastando de energia e se a energia que está usando tem ou não uma boa qualidade para suprir adequadamente os seus equipamentos.  
----------------  
Pra colocar um multímetro em cada casa, em quanto encarece o fornecimento de energia? A finalidade é indenizar as pessoas em casos de danos causados por falhas no fornecimento, ou mostrar que a qualidade da energia da Eletropaulo é melhor do que de outras geradoras? Refiro-me à finalidade deles (a sua suponho que seja boa). Qual amplitude de variação na corrente e/ou ddp seria considerada aceitável e a ela não poderia ser atribuído o dano a algum eletrodoméstico? 
----------------  
 
Soube que mudou de residência. Espero que esteja melhor em sua nova casa!!   
----------------  
Estou. Obrigado. Consigo respirar muito melhor e estou dormindo dentro de casa, com janelas fechadas. Consigo também usar o computador dentro de casa e estou pensando em vender o laptop. A conexão à Internet está excelente, com 3 Mbps, há menos barulho, menos perigo de assaltos etc. Um problema é que no final do ano alguns paulistas passam férias aqui e esgotam o suprimento de água enchendo piscinas, e estamos quase 50% dos dias sem água. Outro problema é a instabilidade da energia elétrica quando chove. Vou sugerir ao prefeito que contrate seus serviços, para evidenciar o quão ruins são os serviços que ele oferece aos cidadãos. ;-) Acho improvável que ele aceite, mas vou tentar. Se ele topar, quero uma comissão. 
----------------  
 
Um grande abraço pra vc, um grande beijo para sua mãe, e muitas felicidades!   
----------------  
Minha mãe me disse que você ligou aqui. Como conseguiu meu telefone? 
----------------  
 
Seu amigo,
Rafael Zakowicz   
----------------  
Você me jogou uma bomba na cabeça porque eu atrasei um pouco num encontro com o pessoal da Sigma. Isso não é coisa de amigo. Mas tudo bem. Eu também reagi de forma injusta e acho que mereci uma paulada. Deixe-me pensar mais umas duas gerações sobre o assunto...   
  
Abraços pra você e seu pai, e beijos pra sua mãe e pra Kalenka (conserte o nome dela).  
Melao  
P.S.: você me autoriza citar seu nome entre fortes jogadores que assistiram a meus cursos? Em caso positivo, arrume um rating que faça jus a esta citação, porque vi em algum lugar que você está com 1800! Como caiu de 2100 pra 1800????? O lado bom disso é que posso dizer: "antes de assistir a meus cursos, ele tinha 1500. Depois subiu até 2100. Deixou de tomar aulas, e caiu pra 1800." ;-))  
---------------- 

Luis Augusto Feijó

unread,
Jan 11, 2006, 8:06:44 PM1/11/06
to Sigma-...@googlegroups.com
Caros correspondentes:

Eu tenho uma considerável experiência (pelo menos no sentido descrito
por Huxley, de que experiência não é aquilo que acontece com o homem mas
o que o homem faz com aquilo que acontece com ele), suficiente para
afirmar que a lógica (assim como a conhecemos) não é um instrumento de
criação. A lógica é, sem dúvida, o melhor instrumento que temos para
testar a realização de uma proposição, mas da "irracionalidade" humana é
que "nascem" as grandes inovações.

Minha maior frustração com relação à ciência, ou ao status quo da
ciência e seus cientistas, é que ela continua (particularmente a ciência
fortemente apoiada pelo Capital) limitando-se ao pragmatismo da sua
aplicabilidade à acumulação de riqueza (leia-se poder).

É claro que uma sociedade capitalista tem como sua principal alavanca
(que confunde-se com o objetivo) o dinheiro. Mas não é necessário que
esse seja o motivador humano (e de fato não o é).

Ora, se for assim, e isso fosse tudo, eu desenvolveria a ciência para
submeter ao meu poder (hermético e perpétuo) tudo que fosse possível,
inclusive o futuro de outros semelhantes.

É evidente que a fisiologia do cérebro (fenótipos)determina parte da
capacidade de raciocinar. Mas não é aceitável que, após tanto tempo de
evolução (evolucionismo) ainda tenhamos genótipos de natureza restritiva
ao desenvolvimento cerebral (qual a "meia vida" de um gene degenerativo?).

OK...Exagerei...

Deixo para que você reflita...

Abraços fraternais,

Feijó

> */Sigma Grupo <sigma...@yahoo.com.br>/* escreveu:

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Sigma Grupo

unread,
Jan 12, 2006, 11:12:31 AM1/12/06
to Sigma-...@googlegroups.com
Olá, Feijó!

Tudo bem?

Concordo com parte do que diz, mas com outra parte não. Também concordo com
parte do que Huxley diz, mas não com outra parte.

O conceito de “experiência” – na acepção de “conhecimento que nos é
transmitido pelos sentidos” – pode ser adquirida mediante o aprendizado com
base no que acontece a si mesmo, com base no que acontece aos outros em sua
presença, com base no que acontece em seu redor, entre outras
possibilidades, portanto não abarca apenas “aquilo que lhe acontece” e é
mais abrangente do que propõe Huxley. Fora esse detalhe, há mais um em que
talvez ele pudesse ter sido mais exato: a experiência não é aquilo que você
faz como aquilo que lhe acontece, mas o que você assimila a partir do que
vivencia, independente de colocar em prática, isto é, independente de “fazer
algo com aquilo”.

Eu não tenho experiência para falar sobre Lógica Formal (usando os símbolos
apropriados, em vez de usar nosso idioma, que é muito inexato), mas acho que
tenho alguma facilidade para usar a Lógica de forma apropriada e conheço
alguns rudimentos sobre o uso formal de Lógica, de modo que, nos casos em
que nosso idioma é insuficiente para expressar alguma idéia com suficiente
rigor, basta definir, conceituar ou delimitar com mais cuidado os
significados de alguns “termos-chave” para que seja possível alcançar uma
qualidade analítica semelhante à que poderia ser atingida usando simbologia
formal.

Quando você diz que a Lógica não é um instrumento de criação, creio que
antes seria preciso definir ou conceituar o que é um “instrumento de
criação”, para depois verificar se a Lógica atende ou não aos quesitos
necessários para ser considerada como tal. Se “instrumento de criação” for
“qualquer recurso por meio do qual se possa criar”, ou, num sentido mais
estrito, for “qualquer recurso por meio do qual se possa criar algo
funcional”, então eu gostaria de saber quais são seus argumentos para
sustentar a tese de que a Lógica não atende a este critério. A meu ver, não
há como argumentar em favor do ponto de vista que você defende, porque a
Lógica é absolutamente imprescindível em qualquer processo criativo
empreendido por entidades sencientes com um objetivo definido, desde a
Música e a Pintura até o Xadrez, a Ciência e a Matemática, incluindo também
Culinária, Esportes etc., no âmbito humano, e se estende também às criações
de ninhos e colméias até a criação de Universos (se criados). Note que o
fato de abelhas usarem a Lógica para construir uma colméia não significa que
elas têm consciência disso. Significa apenas que (sabendo ou não) elas estão
atuando de acordo com a Física e a Química enquanto constroem estruturas
que, de outro modo, seriam inexeqüíveis. E tanto a Física quanto a Química
se fundamentam com suporte da Lógica.

Outro detalhe: a Lógica não se presta a “testar a realização de uma
proposição”. A Lógica determina as Leis que devem ser respeitadas ao
formular proposições. Seria tautológico dizer que é absurdo renunciar ao uso
da Lógica quando se tem como objetivo a produção intelectual, em especial a
produção inovadora, mas vamos comentar mais algumas afirmações. Quanto à sua
expressão “da ‘irracionalidade’ humana nascem as grandes inovações”, estando
“irracionalidade” entre aspas, se sua intenção com o termo “irracionalidade”
foi representar “heterodoxia no uso da razão em comparação ao uso
convencional”, então é uma afirmação correta, porém esta heterodoxia
consiste justamente no uso mais exato da Lógica, em comparação ao uso
convencional da Lógica, e deste uso mais exato e mais profundo é que nascem
as grandes inovações, portanto, estando certo nesse ponto, você está
contradizendo o que afirmou no início da mesma sentença.

Com relação a este trecho:

----------------

Minha maior frustração com relação à ciência, ou ao status quo da ciência e
seus cientistas, é que ela continua (particularmente a ciência fortemente
apoiada pelo Capital) limitando-se ao pragmatismo da sua aplicabilidade à
acumulação de riqueza (leia-se poder).

----------------
A Ciência nasceu da necessidade de solucionar problemas práticos, e esta tem
sido sua função desde “sempre”, portanto não vejo de que modo se possa
criticar o pragmatismo científico como sendo algo indesejável. Não há
Ciência que não seja pragmática, porque o pragmatismo é um traço imanente à
Ciência.

Quanto às riquezas produzidas pela Ciência, é por meio dela que se
conseguiram praticamente todos os benefícios acumulados até hoje, que
contribuem para melhorar nossa qualidade de vida. A política, por sua vez,
exerce sobre a Ciência um controle considerável e indica os rumos a serem
seguidos. De modo geral, a Política incentiva a produção de benefícios para
a comunidade, mas algumas vezes perde-se de vista este objetivo e ela aponta
caminhos cujos efeitos podem ser nocivos para todos. Nestes casos, se a
Ciência tivesse autonomia para se negar a trilhar os caminhos ditados pela
política, sem que isso provocasse um colapso orçamentário para a Ciência,
então esta deveria ser a alternativa. O problema é que a Ciência depende
quase totalmente de recursos governamentais ou de grandes empresas, enquanto
o cientista é apenas um funcionário. Se o cientista não trabalhar de acordo
com as normas e interesses da empresa, ele é substituído. Mesmo os grandes
cientistas, como os que participaram do Projeto Manhattan, não tiveram voz
ativa e não foram atendidos no abaixo assinado que enviaram ao presidente
dos EUA, pedindo (exigindo? Reivindicando?) que não lançasse a segunda bomba
sobre Nagazaki, em 1945. O cientista produz Ciência com sua habilidade e
conhecimento combinados à verba e aos equipamentos que recebe de
instituições privadas ou governamentais. Se for privado das verbas e
equipamentos, fica de mãos atadas. Por outro lado, se o governo e as
empresas fossem privados das idéias dos cientistas, também ficariam de mãos
atadas. A diferença está no poder de negociação de cada parte. Se os
cientistas se unissem e se recusassem terminantemente a prestar seus
serviços a menores que determinados padrões éticos fossem atendidos, o
governo e as empresas tecnológicas seriam forçados a atenuar o controle
excessivo que exercem sobre a produção científica, como se estas criações
fossem propriedade do governo e das empresas mais do que são dos próprios
criadores das idéias.

No caso de Bill Gates, é um dos poucos cientistas que conseguiu acumular
fortuna e tem relativa liberdade para determinar os rumos a serem seguidos
por sua empresa, investindo maciçamente em filantropia e em pesquisas. Mas é
também um empresário e precisa se preocupar com o lucro para manter sua
“dinastia”, sem a qual estes recursos acabariam nas mãos de outros menos
conscienciosos, que provavelmente investiriam menos do que ele em causas
sociais e em projetos científicos. Muitas pessoas criticam Gates pela
maneira como ele agiu para chegar onde está, e concordo que ele poderia ter
feito de maneira diferente, contudo o fato é que ele tem contribuído muito
para a comunidade e talvez seja o maior filantropo do mundo.
----------------


É claro que uma sociedade capitalista tem como sua principal alavanca (que
confunde-se com o objetivo) o dinheiro. Mas não é necessário que esse seja o
motivador humano (e de fato não o é).

----------------
O dinheiro é apenas uma unidade de crédito que facilita as trocas de
produtos. Dinheiro não é alavanca para crescimento econômico ou similar. A
riqueza está nos recursos naturais e na produção industrial e cultural a
partir destes recursos.

Quanto ao dinheiro ser a motivação humana, concordo com você que não é. As
motivações variam muito de pessoa para pessoa e algumas são mais comuns do
que outras. O sexo, o poder, o prestígio, a reputação são alguns
motivadores. E há motivações mais nobres, como o desejo de fazer o melhor
possível, tendo como meta (ainda que inatingível) a perfeição. Jesus,
suponho, não se preocupava tanto com sua reputação nem com seu prestígio,
embora os tivesse em altíssimo grau. Assim como Sócrates, ele se preocupava
em fazer o que era mais certo, e sua reputação foi fruto indireto dessa
preocupação. Mas casos como o dEle são muito raros, e a maioria da população
tem preocupações muito mais egoístas. Eu, por exemplo, tento fazer o que
acho mais certo, mas muitas vezes faço isso mais preocupado com a reputação
do que com o retidão em si. Além disso, há casos em que sei o que é mais
certo, mas não consigo agir da maneira adequada. Isso produz uma sensação
muito ruim de fraqueza, e muitas vezes eu me esforço para fazer o que é
certo mais para evitar o sentimento de fraqueza do que pela retidão em si.
Enfim, mesmo quando se faz o que é mais certo, muitas vezes o que há por
trás são sentimentos e pensamentos menos nobres do que pode parecer. Então
tento também me policiar sobre isso e assegurar que estou fazendo o que é
mais certo e pelos motivos certos. Numa revista, os dois Ronaldos do Futebol
falaram sobre seus sonhos: Ronaldinho Gaúcho quer ganhar duas copas; Ronaldo
o Fenômeno quer ganhar o Nobel da Paz. O objetivo do Ronaldo Fenômeno é
claramente mais nobre, porém denuncia uma falta grave: as obras sociais que
ele realiza têm como objetivo o reconhecimento, quando o correto seria que
estas obras visassem melhorar a qualidade de vida das pessoas. Claro que ele
também deve ter a intenção de ajudar as pessoas, mas o cerne do problema é
que esta deveria ser a única intenção, sem que houvesse pensamentos e
desejos de receber um Nobel por isso. Ele deveria desejar “merecer um Nobel
da Paz”, pouco importando receber o prêmio ou não. A motivação por traz de
um prêmio como este deveria ser a intenção sincera e pura de auxílio
comunitário, não a ambição do prêmio em si. Note que não estou recriminando
o Ronaldo. Ao contrário, eu o considero um ícone que produz efeitos muitos
positivos sobre os que o imitam (ou tentam imitá-lo). Estou apenas
exemplificando uma mácula que pode haver por trás de atitudes nobres, mas
não totalmente puras. O ponto crucial é que o altruísmo verdadeiro é muito
diferente do trabalho resultante de auxílio social motivado por desejo de
reconhecimento. Na prática, os resultados podem ser semelhantes, mas na
essência é muito diferente.
----------------

Ora, se for assim, e isso fosse tudo, eu desenvolveria a ciência para
submeter ao meu poder (hermético e perpétuo) tudo que fosse possível,
inclusive o futuro de outros semelhantes.

----------------
Não entendi bem essa parte.
----------------

É evidente que a fisiologia do cérebro (fenótipos)determina parte da
capacidade de raciocinar. Mas não é aceitável que, após tanto tempo de
evolução (evolucionismo) ainda tenhamos genótipos de natureza restritiva ao
desenvolvimento cerebral (qual a "meia vida" de um gene degenerativo?).

----------------
Não entendi de que modo este trecho se relaciona aos anteriores. Também não
entendi a idéia que teve a intenção de expressar. Concordo que a fisiologia
do cérebro provavelmente determina parte da capacidade de raciocinar. Quanto
à segunda parte do que você disse, não me pareceu muito claro. O cérebro
está evoluindo desde que surgiram os primeiros organismos com centralização
das funções neurológicas, e a evolução nunca foi e não é linear, mas
oscilante, à semelhança de um gráfico de ativo da Bolsa, com uma tendência
de longo prazo que denota as condições da empresa (crescimento ou
decrescimento), e várias oscilações menores em períodos mais curtos, e
outras ainda menores que constituem flutuações casuais e algumas vezes podem
contrariar a tendência de longo prazo. Se a tendência da altura da população
é aumentar, nada impede que durante um curto período de 5 anos a estatura
média decresça um pouco. Quanto à meia-vida de um gene degenerativo, suponho
que varie muito de gene para gene.
---------------


OK...Exagerei...

Deixo para que você reflita...

Abraços fraternais,

Feijó
---------------
Também não entendi em que exagerou nem sobre o que é para refletir. Mas
agradeço pelos abraços fraternais.

Abraços.
Melão
---------------

etzi...@yahoo.com.br

unread,
Jan 13, 2006, 1:25:42 PM1/13/06
to Sigma Society
caro Hindemburg,é sempre estimulante troar ideias com vcs,apesar dos
malabarismos cronológicos necessários.vou dar uma olhada com calma no
livro e coligir direito as coisas.alguem catou o livro da biblioteca de
minha escola e não que mais devolver.não sei se é realmente
necessario tomar o tempo de vcs agora,...mais so comentando..sobre o
algoritmo ñ posso dizer nada agora,enquanto não reler o texto,"Bom,
um macaco não vive milhões ou bilhões de anos"isso é coisa de
Dawkins..e é uma experiencia mental..mais um macaco pode muito bem
viver 1.123.123.556.004 trilhoes de anos.calcular as probabilidades de
isso acontecer é um bom exercício inexecutavel.mais inexecutavel
ainda é calcular as probablidades de a conta estar certa :)... ad
infinitum... :)"(talvez sua intenção
tenha sido dizer "escrevendo numa máquina de escrever", minha
intenção foi justamente essa,mais nao vejo porque escrever de outra
forma,ja que vcs entenderam e nao tiveram duvidas a respeito do
significado.sua análise dimensional é realmente formidavel,só que o
macaco de Dawlkins(pelo que me lembro)não sabe ler,escrever ou
copiar.ele só sabe"bater na máquina".acho que pouco peso estatistico
teria o grau de inteligencia do macaco.vc certamente se sairia bem
debatendo com Dawkins,pois ele se utiliza de termos tão prcisos quanto
é possivel a um biologo.Dawlkins ñ explicita as abilidades de sua
filhinha.
"Isso" o quê? Ela bateu numa máquina em poucos minutos? "ela deve ter
usado um word ou bloco de notas.sei la :) mais dessa vez "digitou".mais
o do macaco é "Gedankenexperiment" ou "tought experiment"mesmo.vc
fala em reproduzir ideias com fidelidade,mesmo que eu transcrevesse o
texto aqui,como posso fazer,não estaria sendo fiel totalmente.essa é
a máxima fidelidade,que mesmo assim ainda e muito infiel.ninguem
jamais concebeu qualquer ideia ou proposicao que fosse imutavel"nao se
entra duas vezes num mesmo rio"o proprio fluir do tempo,como dizia
Heráclito,é suficiente levar tudo ao pé do Fado.é paradoxal,mais
mesmo essa ideia de Heráclito está sujeita a si propria..e caminha
para o Fado..mais talvez isso seja uma propriedade do mundo(ñ é assim
que explicamos o inexplicavel?)enfim,só saber a opiniao de vcs,e
lanço novamente a pergunta que nao deixei suficientemente
explicitada:é possivel a evoluçao implicar em evoluçao?nao seria ela
algo de expliçao difícil,já que o mundo deve caminhar para a
entropia?
felicidades a todos.

etzi...@yahoo.com.br

unread,
Jan 13, 2006, 1:34:20 PM1/13/06
to Sigma Society
um determinismo oxtodoxo gera coisas como:se a capacidade é
determinada em totalidade,entao a capacidade de perceber essa
determinaçao e tambem determinada.é um circulo vicioso que pode ser
usado como base de uma teoria do conhecimento.estou certo?daqui a pouco
voltam as Ideias Inatas de Platao.e talvez estejam certos.
felicidades a todos
etzioma7h

etzi...@yahoo.com.br

unread,
Jan 13, 2006, 1:57:36 PM1/13/06
to Sigma Society
"Espero que dê tudo certo. A partir do mestrado, as decorebas diminuem
e você
tem mais oportunidades para produzir algo útil, mas infelizmente ainda
terá
que sofrer um bom tempo engolindo sapos e tendo suas idéias podadas
para se
encaixarem em determinados moldes, e se bater de frente com
orientadores,
eles cortam suas pernas "infelizmente é essa a situação de nosso
ensino superior Brasileiro.tenho alguns conhecidos que fazem pós e
relatam as barbaridades perpetradas nas universidades,que deveriam ser
centros de Ciência e Cultura.aqui infelizmente se prioriza a
aplicação do conhecimento de base dos outros.o brasil é uma espécie
de lixeiro cultural,se me permitem a expressao.isso se deve em parte a
ignorancia dos governantes..e de tanta
gente..deputados,senadores,prefeitos... o senado?um verdadeiro
estábulo(se me permitirem novamente)vi uma entrevista com um certo
deputado famoso,na veja ou isto é:quais seus planos
políticos?-pretendo passar pra tal cargo,depois fazer tal manobra,etc
quais seus livros preferidos?-tal be/ost(a) seller tal e tal..nao
reclamo da formacao do Lula,ele sabe muito mais que muito
pós-graduado.mais é realmente deprimente,vc ter que correr atras de
creditos de curso de verao,depois de mestrado,depois luta pra
consseguir uma bolsa,e vai correr atras de credito de doutorado..depois
de tanto tempo,vc pega seus creditos,uma tese e dissertçao feita pra
agradar orientador.e pronto vc agora é um "pequisador"..a carreira
academica nao se me apresenta nada estimulante..
felicidades a todos, etzioma7h

Rafael Sigma

unread,
Jan 16, 2006, 6:26:03 AM1/16/06
to Sigma-...@googlegroups.com
Oi!!
Feliz Aniversário!!
Rafael Zakowicz....


Marta Caminha

unread,
Jan 16, 2006, 10:32:44 AM1/16/06
to Sigma-...@googlegroups.com
Muito obrigada

Rafael Sigma <rafae...@yahoo.com.br> escreveu:


Jornalista
Tel.: (21) 9161-2155
skype: martacaminha
 

Sigma Grupo

unread,
Jan 16, 2006, 9:40:48 PM1/16/06
to Sigma-...@googlegroups.com
Oi, Marta!  
 
Parabéns! Que essa data especial se repita muitas vezes e que a jovialidade seja maior a cada vez. 
 
Beijos. 
Melao 


De: Sigma-...@googlegroups.com [mailto:Sigma-...@googlegroups.com] Em nome de Marta Caminha
Enviada em: segunda-feira, 16 de janeiro de 2006 13:33
Para: Sigma-...@googlegroups.com
Assunto: Re: Parabéns Atrasado....

Sigma Grupo

unread,
Jan 16, 2006, 9:41:15 PM1/16/06
to Sigma-...@googlegroups.com
Oi, Kowicz!  
  
Como você descobriu que a Marta fez aniversário? Se bem que, como você admitiu o atraso, pode cobrir praticamente todas as datas. 
  
Abraços! 
Melao 
 
  
 


De: Sigma-...@googlegroups.com [mailto:Sigma-...@googlegroups.com] Em nome de Rafael Sigma
Enviada em: segunda-feira, 16 de janeiro de 2006 09:26
Para: Sigma-...@googlegroups.com
Assunto: Parabéns Atrasado....

Rafael Sigma

unread,
Jan 17, 2006, 5:29:09 AM1/17/06
to Sigma-...@googlegroups.com
Oi!
Eu sou um panormal, não um gênio!
hehe
Rafael...

Sigma Grupo <sigma...@yahoo.com.br> escreveu:

Sigma Grupo

unread,
Jan 17, 2006, 11:01:17 AM1/17/06
to Sigma-...@googlegroups.com
Oi!   
 
Pesquisando no Google por um assunto que não tinha a ver com IA, acabei deparando com uma mensagem postada num fórum que me pareceu muito interessante: 

Sistemas conexionistas, embora
apresentem boa generalização em alguns aspectos, tem sérios
problemas de generalização em outros aspectos. Só para dar
um exemplo breve, observe esta sequência de entradas e
saídas:

entrada saída
0100 0100
0000 0000
1010 1010
1100 1100

Se você treinar uma rede neural convencional (um perceptron
multiníveis, por exemplo), vai obter bons resultados com
*quase* todas as possibilidades de entrada. Observe que a
saída é apenas uma cópia da entrada. Qualquer criança
descobriria essa "regra". Só que se você tentar obter a saída
dessa rede para a entrada "1111", vai obter como resposta "1110",
e não "1111" como seria esperado. A rede tende a encarar
todas as entradas como suportando uma "regra" na qual o último
bit da entrada (da esq. para direita) é sempre zero. Assim, ela
generaliza de uma forma diferente da que nós achamos intuitiva.  

O ponto crucial é: quem está mais certo? A rede neural artificial ou o humano?
 
Outro "problema" interessante é este:
 
Quando um jogador humano resolve este problema e depois depara com uma posição em que haja também um Peão em "a2", ou em que o Peão que está em "a3" esteja em "a2", o humano praticamente desconsidera este detalhe, porque o cenário principal das ações é a extremidade oposta do tabuleiro. O humano simplesmente tratará de resolver o novo problema da mesma maneira que o outro, como se não houvesse diferença significativa entre ambos. Mas quando uma engine de Xadrez que já tenha "visto" esta posição e guardado no arquivo lrn depara com outra em que haja mesma diferença sobre o Peão em "a2", ela tratará a nova posição como totalmente diferente e começará a "pensar" do zero, em vez de apenas considerar as diferenças entre esta e aquelas que já conhece. Este é um dos fatores que torna as engines muito mais lentas que os humanos para jogar posições regidas por padrões gerais, e muito mais rápidas que os humanos para conduzir posições regidas por detalhes particulares.  
 
Abraços! 
Melao   

 

1.gif

Rafael Sigma

unread,
Jan 17, 2006, 12:58:32 PM1/17/06
to Sigma-...@googlegroups.com
Oi!!
Minha engine mental parece relatar já ter visto o  "problema" de xadrez. Parece uma posição que o Melão jogou com o Eduardo  Blank uma vez em que houve uma conclusão muito bonita aliás....
Um grande abraço a todos!
Rafael Zakowicz

Sigma Grupo <sigma...@yahoo.com.br> escreveu:
Oi!   

Rafael Sigma

unread,
Jan 19, 2006, 7:25:51 AM1/19/06
to Sigma-...@googlegroups.com
Caro Melão e outros que por ventura interessados possam;
 
 
Conforme lhe relatei em mensagem anterior, assisti a três módulos de Planejamento aplicados ao Sistema Elétrico de Distribuição de Energia. Escrevo “aplicados ao” porque imagino que quem aplica, aplica algo a alguém, e, no caso em questão, estamos aplicando técnicas de Planejamento; ou seja, algo, ao Sistema Elétrico, ou às redes de transmissão de energia.
Isto posto, passemos aos detalhes dos módulos.
No módulo 1 de Planejamento é nos apresentado algumas técnicas matemáticas de Otimização de funções. Estudamos métodos clássicos de programação matemática, modelos híbridos de otimização e heurísticos, e algumas técnicas de inteligência artificial. Em métodos clássicos de programação matemática os tópicos relacionados são Programação Dinâmica, Programação Linear, Programação Inteira, Programação Linear Inteira Mista, Programação Não Linear, Programação Quadrática e Algoritmos de Transporte.
As técnicas de Inteligência Artificial, - que em verdade são até pouco inteligentes mas isso é um outro assunto... - , trata de Sistemas Especialistas , Redes Neurais Artificiais, métodos de busca heurística, algoritmos genéticos, recozimento simulado, e troca de ramos.
No módulo 2 de Planejamento nos é apresentado conceitos de Planejamento Estratégico, Tático e Operacional. O cerne deste módulo é o conceito de Planejamento Agregado, uma idéia em que não há amarração física, o horizonte é de longo prazo, o sistema é tratado por grupos ou famílias de redes com características ou atributos semelhantes. Com isso obtém-se um plano geral de obras, e a determinação de níveis de qualidade em função de diferentes níveis de investimento. Estuda-se como utilizar o software SISPAI, um programa de Planejamento Agregado de Investimentos, ou seja, classifica-se as subestações e os alimentadores de rede em grupos, determina-se relações estatísticas entre a rede e suas quantidades elétricas, define-se a evolução da rede no tempo com geração e priorização de obras de expansão em redes urbanizadas e não urbanizadas, e por último realiza-se o tratamento de incertezas, ou seja, possíveis cenários futuros.
O módulo 3 de Planejamento é uma aplicação das técnicas matemáticas vistas no módulo 1 e utilizando os conceitos de planejamento agregado vistos no módulo 2.
Além deste software citado, o SISPAI, utilizamos um software de otimização de funções matemáticas chamado OTIMIZA e um software direcionado para o planejamento e a otimização de redes do sistema elétrico chamado de INTERPLAN.
Não li os livros da Ethos, mas desconheço uma empresa de sucesso que se preocupe mais com o que é certo do que com os seus lucros. Acho que por isso você disse que são casos muito raros... Mesmo as empresas que investem em projetos sociais, o fazem porque visam com isso obter mais lucro e outras facilidades que podem obter se assim o fizerem, e não simplesmente porque são boazinhas. Não conheço um caso de uma empresa como a da Lista de Schindler, criada para salvar as pessoas ....
A AES Eletropaulo não é uma geradora, como você coloca no seu e-mail, mas sim uma distribuidora de energia. Ela compra energia das transmissoras que por sua vez compram energia das geradoras. Itaipu, em Foz do Iguaçu, e Henry Borden, em Cubatão, são exemplos de geradoras. A CPFL é uma empresa transmissora de energia. A AESEletropaulo, a Bandeirantes, são distribuidoras de energia... A AES Eletropaulo é uma concessionária de energia elétrica, ou seja, possui uma concessão do governo para gerenciar e prover um serviço público. Ela está submetida às regras da ANEEL, a Agência Nacional de Energia Elétrica. É lá que são definidas as normas de atendimento como os valores máximos de tarifas cobrados em função dos investimentos no Sistema Elétrico, os níveis de tensão para cada faixa de consumidor conforme seja industrial, comercial, residencial, rural ou repartição pública, e outras que podem ser vistas no site da ANEEL.
Cada eletrodoméstico tem a sua sensibilidade própria a uma variação de tensão. Computadores, por exemplo, são mais sensíveis, e por isso necessitam de estabilizadores de tensão para não ficarem desligando por qualquer motivo. Em uma residência não existem grandes prejuízos para o caso de uma falta de energia. O máximo que pode ocorrer é o seu despertador não tocar e você perder a hora para o trabalho...  Já em uma indústria ou em um comércio os prejuízos podem ser imensos.  
 No Brasil não existe atualmente uma regulamentação para a qualidade da energia. Este assunto começou a ser tratado em 1980, nos Estados Unidos. Até então a preocupação era fazer a energia chegar até os consumidores, e não como ela chegaria. A preocupação com fenômenos relacionados a qualidade de energia surge devido aos altos prejuízos que ela pode ocasionar. Relatório de julho de 2001 mostra que nos Estados Unidos, perdia-se 15 bilhões de dólares/ano devido à qualidade da energia. No Brasil este montante chegava a de 2 a 3 bilhões de dólares.
Eu consegui seu telefone residencial ligando para o antigo endereço. Você deixou um menino muito simpático morando lá e ele me disse o seu número novo. Ele disse que comprou a casa de você e que era um de seus vizinhos.
Se desejar citar meu nome entre fortes jogadores que assistiram a seus cursos tudo bem, apesar de que eu não seja um jogador forte... Em todo o caso eu ficaria feliz assim mesmo! O rating de 1800 que você viu deve ser ou rating CBX, ou rating FEXESP.... Meu rating FPX está pra lá de 2100... O ano passado eu ganhei prêmio de melhor quarto tabuleiro no Campeonato Interclubes jogando na categoria B pelo Esporte Clube Sírio. Minha equipe ficou em segundo lugar no campeonato, somente atrás da equipe do Paulistano formada por Resende, Madeira, Ivan Nogueira e Haddad. Este ano vamos jogar na Categoria Especial e eu ficaria muito feliz se você aparecesse lá na Hebraica em algum dia dos jogos para me prestigiar....
P.S.: não se preocupe com meus galanteios... Vc não faz o meu tipo.... J
 
Rafael Zakowicz


Sigma Grupo <sigma...@yahoo.com.br> escreveu:
Oi, Rafael.  

Sigma Grupo

unread,
Jan 19, 2006, 12:58:12 PM1/19/06
to Sigma-...@googlegroups.com
Caro Kowicz,  
  
Caro Melão e outros que por ventura interessados possam;
 
 
Conforme lhe relatei em mensagem anterior, assisti a três módulos de Planejamento aplicados ao Sistema Elétrico de Distribuição de Energia. Escrevo “aplicados ao” porque imagino que quem aplica, aplica algo a alguém,  
 
Em alguém ou em algo. 
 
 e, no caso em questão, estamos aplicando técnicas de Planejamento; ou seja, algo, ao Sistema Elétrico, ou às redes de transmissão de energia.
Isto posto, passemos aos detalhes dos módulos.
No módulo 1 de Planejamento é nos apresentado algumas técnicas matemáticas de Otimização de funções.  
Que tipo de otimização? Bootstrap? Método de Monte Carlo com Cadeias de Markov? A que exatamente se refere?  
 
 Estudamos métodos clássicos de programação matemática, modelos híbridos de otimização e heurísticos,  
 
Quantos anos ficou assistindo a estes 3 módulos para cobrir os tópicos que citou até aqui? Ou foi um curso do Riccieri? ;-) Sugiro que procure se concentrar em entender os problemas com os quais tem que lidar e contenha o desejo desesperado de engolir (sem sequer mastigar) volumes imensos de informação. Espero que no final dos módulos se sinta habilitado para tirar proveito de algo do que viu e, o mais importante, que complemente a formação com vários tópicos omitidos.  
 
 e algumas técnicas de inteligência artificial. Em métodos clássicos de programação matemática os tópicos relacionados são Programação Dinâmica, Programação Linear, Programação Inteira, Programação Linear Inteira Mista, Programação Não Linear, Programação Quadrática e Algoritmos de Transporte.
As técnicas de Inteligência Artificial, - que em verdade são até pouco inteligentes mas isso é um outro assunto... - , trata de Sistemas Especialistas , Redes Neurais Artificiais, métodos de busca heurística, algoritmos genéticos, recozimento simulado, e troca de ramos.  
  
Vamos escolher alguns dos tópicos e ver se deu pra aproveitar alguma coisa. Temos um galinheiro com n galinhas de diferentes pesos, idades, QIs, que botam diferentes números de ovos por ano, com diferentes velocidades de vôo e corrida, com diferentes níveis de habilidade para esquiva e fuga e outros fatores, e temos um lobo que come galinhas. O lobo tem preferências por determinadas características nas galinhas. Alguns destes fatores são objetivamente determinados por medida direta, como peso, idade etc., enquanto outros não são, como habilidade para fuga e QI. Temos um gato que também come galinhas, e algumas de suas preferências são iguais às do lobo, outras são diferentes. Certo dia constatou-se que sumiram g galinhas com determinadas características c1, c2, c3... ci. Como você procederia para calcular com a máxima acurácia possível qual a probabilidade de que estas galinhas tenham sido comidas pelo lobo, ou pelo gato ou por ambos? Se preferir, substitua as "galinhas" por "redes elétricas", as "galinhas comidas" por "defeitos nas redes", o "lobo e o gato" por "causas dos defeitos". Note que há uma enormidade de maneiras ruins de lidar com o problema. A idéia é ver se você usaria algum procedimento adequado. 
  
 
No módulo 2 de Planejamento nos é apresentado conceitos de Planejamento Estratégico, Tático e Operacional. O cerne deste módulo é o conceito de Planejamento Agregado, uma idéia em que não há amarração física, o horizonte é de longo prazo, o sistema é tratado por grupos ou famílias de redes com características ou atributos semelhantes. Com isso obtém-se um plano geral de obras, e a determinação de níveis de qualidade em função de diferentes níveis de investimento. Estuda-se como utilizar o software SISPAI, um programa de Planejamento Agregado de Investimentos, ou seja, classifica-se as subestações e os alimentadores de rede em grupos,  
 
Com base em que se faz os agrupamentos? Quais são os critérios para classificação? Uma falha muito freqüente e grave é fazer classificações subjetivamente. Caso não seja uma classificação arbitrária, por gentileza, exponha os critérios usados. 
 
 determina-se relações estatísticas entre a rede e suas quantidades elétricas,  
 
Quais relações estatísticas? 
 
 define-se a evolução da rede no tempo com geração e priorização de obras de expansão em redes urbanizadas e não urbanizadas,  
 
Define-se com base em quê? 
  
 e por último realiza-se o tratamento de incertezas, ou seja, possíveis cenários futuros.  
  
Como se calculam estas incertezas?  
  
O módulo 3 de Planejamento é uma aplicação das técnicas matemáticas vistas no módulo 1 e utilizando os conceitos de planejamento agregado vistos no módulo 2.
Além deste software citado, o SISPAI, utilizamos um software de otimização de funções matemáticas chamado OTIMIZA e um software direcionado para o planejamento e a otimização de redes do sistema elétrico chamado de INTERPLAN.   
  
Quais ferramentas estes softwares utilizam?
    
Não li os livros da Ethos, mas desconheço uma empresa de sucesso que se preocupe mais com o que é certo do que com os seus lucros. Acho que por isso você disse que são casos muito raros... Mesmo as empresas que investem em projetos sociais, o fazem porque visam com isso obter mais lucro e outras facilidades que podem obter se assim o fizerem, e não simplesmente porque são boazinhas.  Não conheço um caso de uma empresa como a da Lista de Schindler, criada para salvar as pessoas ....   
 
Tomando como exemplo só o pequeno mundinho do Xadrez brasileiro, você conhece vários casos em que se "investe" (doa-se) recursos sem esperar retorno nenhum em forma de imagem nem monetário, apenas por real filantropia. No Xadrez mundial isso é muito mais freqüente e mais significativo. E o Xadrez é apenas uma gotinha d'água entre várias atividades culturais e sociais que recebem maior atenção. Claro que à medida que uma atividade recebe mais atenção da mídia e da população, ela oferece maiores perspectivas de derivar algum retorno do investimento, tanto em forma de imagem quanto de dinheiro. As pessoas que dirigem as empresas são sensíveis e generosas em diferentes níveis, algumas mais, outras menos. As empresas também necessitam de boa imagem. Em geral, há empenho em melhorar a imagem da empresa e ao mesmo tempo contribuir para o bem da comunidade. Devem ser raros os casos que se preocupam exclusivamente com a imagem. Quanto às "outras facilidades" que você menciona, com exceção da Lei do Áudio Visual (que devolve 125% do investimento + parte dos lucros com bilheterias e vendas de DVDs, CDs etc.), nenhuma "facilidade" é suficientemente atrativa para levar empresários a empreender alguma obra social visando apenas (ou principalmente) estas "facilidades". Além disso, muitas pessoas fazem vultosas doações anonimamente, justamente porque não desejam se beneficiar nem beneficiar as empresas que possuem com estes gestos. Elas se sentem bem com o ato em si, e isso é mais recompensador do que qualquer lucro, aliás, algum lucro poderia reduzir o esta sensação. Empresas não agem, não pensam, não sentem. As pessoas que dirigem as empresas é que agem, pensam e sentem, e estas pessoas, representando as respectivas empresas, algumas vezes prestam importantes serviços à comunidade sem visar nada em troca.    
 
 
A AES Eletropaulo não é uma geradora, como você coloca no seu e-mail, mas sim uma distribuidora de energia.  
 
Obrigado pelo esclarecimento. Suponho que as geradoras sejam as usinas. 
  
 Ela compra energia das transmissoras que por sua vez compram energia das geradoras. Itaipu, em Foz do Iguaçu, e Henry Borden, em Cubatão, são exemplos de geradoras. A CPFL é uma empresa transmissora de energia. A AESEletropaulo, a Bandeirantes, são distribuidoras de energia... A AES Eletropaulo é uma concessionária de energia elétrica, ou seja, possui uma concessão do governo para gerenciar e prover um serviço público. Ela está submetida às regras da ANEEL, a Agência Nacional de Energia Elétrica. É lá que são definidas as normas de atendimento como os valores máximos de tarifas cobrados em função dos investimentos no Sistema Elétrico, os níveis de tensão para cada faixa de consumidor conforme seja industrial, comercial, residencial, rural ou repartição pública, e outras que podem ser vistas no site da ANEEL.
Cada eletrodoméstico tem a sua sensibilidade própria a uma variação de tensão. Computadores, por exemplo, são mais sensíveis, e por isso necessitam de estabilizadores de tensão para não ficarem desligando por qualquer motivo.  
  
Creio que diferentes integrantes do computador tenham diferentes níveis de sensibilidade, entre os quais os antigos modens eram, talvez, os mais sensíveis. Creio também que equipamentos mais simples, como geladeira, sejam, em geral, mais robustos. E creio que não existam estudos apropriados sobre isso.  
 
 Em uma residência não existem grandes prejuízos para o caso de uma falta de energia. O máximo que pode ocorrer é o seu despertador não tocar e você perder a hora para o trabalho...  Já em uma indústria ou em um comércio os prejuízos podem ser imensos.   
 No Brasil não existe atualmente uma regulamentação para a qualidade da energia. Este assunto começou a ser tratado em 1980, nos Estados Unidos. Até então a preocupação era fazer a energia chegar até os consumidores, e não como ela chegaria. A preocupação com fenômenos relacionados a qualidade de energia surge devido aos altos prejuízos que ela pode ocasionar. Relatório de julho de 2001 mostra que nos Estados Unidos, perdia-se 15 bilhões de dólares/ano devido à qualidade da energia. No Brasil este montante chegava a de 2 a 3 bilhões de dólares.
Eu consegui seu telefone residencial ligando para o antigo endereço. Você deixou um menino muito simpático morando lá e ele me disse o seu número novo.  
 
Vou contar a ele que você ficou apaixonado. Mas ele já é casado e acho que monógamo.  
 
 Ele disse que comprou a casa de você e que era um de seus vizinhos.    
Se desejar citar meu nome entre fortes jogadores que assistiram a seus cursos tudo bem, apesar de que eu não seja um jogador forte...  
 
Ok. Vou remover. ;-) 
   
 Em todo o caso eu ficaria feliz assim mesmo!  
 
Ok. Vou incluir de novo. 
 
 O rating de 1800 que você viu deve ser ou rating CBX, ou rating FEXESP....  
 
O que é FEXESP? 
 
 Meu rating FPX está pra lá de 2100...  
 
Foi o que imaginei. Mas, só pra confirmar, pra "lá" indica pra mais ou pra menos?  
 
 O ano passado eu ganhei prêmio de melhor quarto tabuleiro no Campeonato Interclubes jogando na categoria B pelo Esporte Clube Sírio.  
 
Ok. Já me convenceu de que não devo citar seu nome. ;-) 
 
 Minha equipe ficou em segundo lugar no campeonato, somente atrás da equipe do Paulistano formada por Resende, Madeira, Ivan Nogueira e Haddad.  
  
Decida-se. Quer que eu inclua seu nome, ou não? 
Outra coisa: quais os integrantes das equipes que ficaram atrás de vocês? Se o Topalov, Anand, Adams e Leko jogassem em lugar destes que você citou no Paulistano, eles também teriam ficado em primeiro e causaria a impressão de que seu desempenho foi ainda melhor. ;-) Que equipe ficou em terceiro? Outra dúvida: quais os integrantes de sua equipe? Sua colocação no 4o. tabuleiro foi estratégica ou estava de fato em ordem de força? Ou uma combinação aproximada das duas coisas?  
 
 Este ano vamos jogar na Categoria Especial e eu ficaria muito feliz se você aparecesse lá na Hebraica em algum dia dos jogos para me prestigiar....   
  
Combinado. Estou acumulando compromissos em São Paulo, para quando for não dar tempo de fazer tudo. Pelo menos dessa vez você estará ocupado jogando e não notará se eu me atrasar um pouco.   
 
P.S.: não se preocupe com meus galanteios... Vc não faz o meu tipo.... J   
  
:-) 
Melao  

Sigma Grupo

unread,
Jan 19, 2006, 11:50:10 PM1/19/06
to Sigma-...@googlegroups.com
Oi, Kowicz!  
 
Houve um comentário que você fez e eu interpretei de maneira totalmente equivocada devido a um detalhe, e me pareceu que sua mensagem estava sendo ofensiva, quando na realidade não estava, e eu acabei reagindo de forma injustificadamente indelicada. Peço que aceite minhas desculpas. :-(  
  
Abraços. 
Melão 

Rafael Sigma

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Jan 20, 2006, 7:31:05 AM1/20/06
to Sigma-...@googlegroups.com
Oi!
Gostaria que aceitasse minhas desculpas pois minha ingenuidade não me permite perceber qual comentário foi esse que fiz que tivesse causado tal interpretação equivocada, a ponto de criar uma reação injustificadamente indelicada, reação esta que aliás eu também não percebi.... Talvez eu tenha interpretado tudo com meu bom-humor cândido e isto tenha causado uma blindagem a este todo tipo de coisas....
Um abração!!
Rafael Zakowicz

Sigma Grupo <sigma...@yahoo.com.br> escreveu:
Oi, Kowicz!  

Rafael Sigma

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Jan 20, 2006, 7:31:15 AM1/20/06
to Sigma-...@googlegroups.com
Oi!
Gostaria que aceitasse minhas desculpas pois minha ingenuidade não me permite perceber qual comentário foi esse que fiz que tivesse causado tal interpretação equivocada, a ponto de criar uma reação injustificadamente indelicada, reação esta que aliás eu também não percebi.... Talvez eu tenha interpretado tudo com meu bom-humor cândido e isto tenha causado uma blindagem a este todo tipo de coisas....
Um abração!!
Rafael Zakowicz

Sigma Grupo <sigma...@yahoo.com.br> escreveu:
Oi, Kowicz!  

Sigma Grupo

unread,
Jan 20, 2006, 9:06:07 AM1/20/06
to Sigma-...@googlegroups.com
Olá! 
  
Vou a Sampa na Sexta e volto na Segunda, mas ainda não defini o cronograma. Os itens com datas e horários definidos são a peça do Paulo Santoro "O Canto de Gregório" www.paulosantoro.com/gregorio, que eu deveria ter ido na temporada do ano passado, mas acabei perdendo, e uma amiga que preciso encontrar na Segunda entre 11:00h e 18:00h. Eu não costumo ir a teatro, mas nesse caso a peça é de um amigo muito querido e está tendo muita repercussão (foi considerada uma das 10 melhores de 2005, , teve três indicações para o prêmio Shell e está sendo amplamente elogiada pela crítica especializada na revista Cérebro e Mente, na Folha, Estadão, JB, Veja, Isto É etc.). Os outros horários ainda precisam ser organizados, mas vou também reservar um tempo para fazer uma pequena reunião com o pessoal da Sigma que estiver por lá. A reunião será, preferencialmente, no Domingo à tarde, antes da peça e próxima à peça, para assegurar que eu não me atrase para a peça, como em 2005. :o) 
  
Abraços!  
Melão 

Sigma Grupo

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Jan 20, 2006, 9:19:26 AM1/20/06
to Sigma-...@googlegroups.com
Oi. 
 
Oi!
Gostaria que aceitasse minhas desculpas pois minha ingenuidade não me permite perceber qual comentário foi esse que fiz que tivesse causado tal interpretação equivocada,  
 
Seu pedido será encaminhado ao Comitê para Avaliação de Pedidos de Desculpas por Não Interpretação de Erros de Interpretação e, no prazo de 36 meses, o senhor será notificado sobre o veredicto.  
 
 a ponto de criar uma reação injustificadamente indelicada, reação esta que aliás eu também não percebi....  
  
Ok. Vamos deixar pra lá. Vamos na peça do Paulo que eu explico essa parte.  
 
 Talvez eu tenha interpretado tudo com meu bom-humor cândido  
  
Tem uma parte bem-humorada mesmo. A parte indelicada é outra. E por falar nisso, eu lhe devolvi aquele livro com contos do Voltaire? 
  
 e isto tenha causado uma blindagem a este todo tipo de coisas....   
  
Talvez você estivesse treinando para blindfold chess.  
  
Abraços! 
Melao 

Sigma Grupo

unread,
Jan 20, 2006, 9:55:48 AM1/20/06
to Sigma-...@googlegroups.com
Oi, Kowicz!  
 
Oi!
Gostaria que aceitasse minhas desculpas  
 
Ok. Eu aceito. Não precisa continuar enviando mensagens iguais. ;-) 
 
Abraços! 
Melao 

Rafael Sigma

unread,
Jan 22, 2006, 11:27:10 AM1/22/06
to Sigma-...@googlegroups.com
Existem quatro botes numa margem de um rio. Seus nomes são Oito, Quatro, Dois e Um, porque essas são as quantidades de horas que cada um deles demora para cruzar o rio. Pode-se atar um bote a outro, porém não mais de um, e então o tempo da travessia é igual ao do mais lento dos botes. Um só marinheiro deve levar todos os botes até a outra margem do rio.
Qual é o menor tempo necessário para completar o traslado?

Demo_Bairros

unread,
Jan 22, 2006, 2:57:21 PM1/22/06
to Sigma-...@googlegroups.com
Acho que 16 horas
 
Ata o barco de 8h + 1h e atravessa, levando 8h, volta com apenas o barco de 1h = 9 horas
Ata o barco de 4h + 1h e atravessa, levando 4h, volta com apenas o barco de 1h = 5 horas
Ata o barco de 2h + 1h e atravessa, levando 2h.
Total : 16 horas
 
 
Certo de que conto com vossa atenção, agradeço desde já.
____________________________________________________________________
Fabio Bairros
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rogerup

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Jan 22, 2006, 4:00:43 PM1/22/06
to Sigma-Society

16

Sigma Grupo

unread,
Jan 23, 2006, 3:30:51 PM1/23/06
to Sigma-...@googlegroups.com
Rapidinhas:
 
Busca feita no Google por Consultoria sobre Estatística (sem aspas) coloca o site de Sigma Society como segundo lugar entre um total de 161.000 referências, atrás apenas da UnB e à frente de instutições como IME-USP, entre outros. A excelente reputação da UnB se deve em grande parte aos trabalhos de Luiz Pasquali e Jacob Laros, que estão entre os maiores especialistas das Américas em TRI e Análise Fatorial. Em busca feita no Google por Estatística Robusta (sem aspas), Sigma Society é a primeira na lista entre um total de 14.900 referências.
 
Por dois meses consecutivos, Sigma Society bateu o recorde em média diária de número de hits: 33.259 hits por dia no mês de dezembro de 2005 e 35.306 hits por dia no mês de janeiro de 2006 (até 23/01/2006). No ano de 2005 foram 5.527.063 hits. Desde a fundação, estima-se que houve mais de 15.000.000 de hits. Das visitas recebidas, 51,4% são dos Estados Unidos.

Jailson Carvalho

unread,
Jan 24, 2006, 9:54:12 AM1/24/06
to Sigma-...@googlegroups.com
Total: 15h


Vão 2 e 1, volta 1 = 3h
Vão 8 e 4, volta 2 = 10h
Vão 2 e 1            = 2h

Sigma Grupo

unread,
Jan 24, 2006, 5:47:33 PM1/24/06
to Sigma-...@googlegroups.com
Oi! 
 
Segue declaração do laureado com Nobel de Literatura sobre Bush e Blair: 
  
Abraços! 
Melao 

 

O dramaturgo britânico Harold Pinter, 75, prêmio Nobel de Literatura 2005, disse que o presidente dos Estados Unidos, George W. Bush, e o primeiro ministro britânico, Tony Blair, deveriam ser processados pela invasão do Iraque, a qual ele chamou "de um ato bárbaro de terrorismo".

Em uma gravação apresentada nesta quarta-feira na Academia Sueca, em Estocolmo, onde o Nobel é entregue tradicionalmente, Pinter disse que Bush e Blair deveriam ser denunciados a uma Corte Internacional de Justiça.

Leia abaixo parte do discurso de Pinter durante a cerimônia:

"Como sabem todas as pessoas aqui presentes, a justificativa para a invasão do Iraque era o fato de que Saddam Hussein possuía um perigoso arsenal de armas de destruição em massa, algumas das quais podiam ser disparadas em prazo de apenas 45 minutos, e seriam capazes de causar chocante devastação. Garantiram-nos que isso era verdade. Não era verdade.

Fomos informados de que o Iraque tinha um relacionamento com a rede Al Qaeda e era co-responsável pela atrocidade de 11 de setembro de 2001 em Nova York. Garantiram-nos que isso era verdade. Não era verdade.

Fomos informados de que o Iraque representava uma ameaça para a segurança do mundo. Garantiram-nos que isso era verdade. Não era verdade.

A verdade é algo de inteiramente diferente. A verdade se relaciona à maneira pela qual os Estados Unidos compreendem seu papel no mundo, e escolhem personificá-lo.

A invasão do Iraque foi um ato de banditismo, um ato de gritante terrorismo de Estado, e demonstrou completo desprezo pelo conceito de lei internacional. A invasão foi uma ação militar arbitrária inspirada por uma série de mentiras e mais mentiras, por absurda manipulação da mídia, e portanto do público; um ato cujo objetivo é consolidar o controle econômico e militar norte-americano sobre o Oriente Médio, disfarçado de ação de último recurso, já que todas as demais justificativas não conseguiram defender a idéia de que se trataria de um ato de libertação. Uma formidável afirmação de poderio militar, responsável pela morte e mutilação de milhares e mais milhares de pessoas inocentes.
Nós levamos tortura, munição fragmentável, projéteis de urânio, inumeráveis atos de homicídio aleatório, miséria, degradação e morte ao povo iraquiano, e a isso chamamos "levar liberdade e democracia ao Oriente Médio".
Quantas pessoas será preciso matar antes que o líder possa ser qualificado como assassino em massa ou criminoso de guerra? Cem mil? Mais que o suficiente, é o que eu imaginaria. Portanto, é justo que Bush e Blair sejam indiciados diante do Tribunal Internacional de Justiça. Mas Bush foi esperto. Não ratificou o tratado que constitui o Tribunal Internacional de Justiça. Assim, se qualquer soldado, ou, aliás, político norte-americano for levado a julgamento, Bush já alertou que recorrerá à força para libertá-lo. Mas Tony Blair ratificou a constituição do tribunal, e portanto poderia ser processado. Podemos fornecer o endereço dele ao tribunal, caso exista interesse. É Downing Street, número 10, Londres.

A morte nesse contexto é irrelevante. Tanto Bush quanto Blair dão importância muito pequena à morte. Pelo menos 100 mil iraquianos foram mortos por bombas e mísseis norte-americanos antes que a insurgência do Iraque começasse. Essas pessoas não importam. As mortes delas não existem. São um vazio. Não estão sequer sendo registradas como vítimas fatais. "Não contamos cadáveres", disse o general norte-americano Tommy Franks.
Nos primeiros dias da invasão, os jornais britânicos publicaram em suas primeiras páginas fotos de Tony Blair beijando um menininho iraquiano. "Uma criança agradecida", afirmavam as legendas. Poucos dias mais tarde, uma reportagem e foto publicadas em página interna mostravam um menino de quatro anos com os braços amputados. A casa de sua família foi destruída por um míssil. Todos morreram. "Quando vou ter meus braços de volta?", ele perguntava. Bem, Tony Blair não o estava abraçando, ou a qualquer outra criança mutilada, ou a qualquer cadáver ensangüentado. O sangue é sujo. Mancha a camisa e a gravata quando você está fazendo um discurso sincero na televisão.
Os dois mil norte-americanos mortos são motivo de embaraço. São transportados para seus túmulos no escuro. Os funerais são discretos, realizados em locais distantes. Os mutilados apodrecem em suas camas, alguns pelo resto de suas vidas. Assim, mortos e mutilados apodrecem, em tipos diferentes de leito.

Mas antes que eu retorne ao presente, gostaria de mencionar o passado recente, e com isso quero dizer a política externa dos Estados Unidos depois da Segunda Guerra Mundial. Acredito que seja obrigatório, para nós, sujeitar esse período a pelo menos alguma forma de escrutínio limitado, que é tudo que o tempo disponível nos permitirá, aqui.

Todos sabem o que aconteceu na União Soviética em toda a Europa Oriental no período do pós-guerra: a brutalidade sistemática, as atrocidades generalizadas, a supressão impiedosa do pensamento independente. Tudo isso foi amplamente documentado e comprovado.

Mas o que se pretende defender aqui é que os crimes dos Estados Unidos no mesmo período só foram registrados de maneira superficial, quanto menos documentados, e ainda menos reconhecidos como crimes de qualquer ordem. Acredito que isso precise ser encarado, e que a verdade a esse respeito tenha considerável importância para a situação em que o mundo agora se encontra. Ainda que restringidas, em certa medida, pela existência da União Soviética, as ações dos Estados Unidos em todo o mundo deixavam claro que o país concluíra dispor de carta branca para fazer o que desejasse.

A invasão direta de um Estado soberano jamais foi o método predileto dos Estados Unidos, na realidade. No geral, os norte-americanos preferem o que costuma ser descrito como "conflitos de baixa intensidade". Um conflito de baixa intensidade significa que milhares de pessoas morrem, mas de maneira mais lenta do que se você lançasse uma bomba contra elas em uma ação rápida. Significa que você infecta o coração do país, estabelece um tumor maligno e assiste enquanto a gangrena se espalha. Quando a população foi subjugada ou espancada até a morte, e seus amigos --os militares e as grandes empresas-- ocupam o poder confortavelmente, você convoca as câmeras e anuncia que a democracia prevaleceu. Essa era uma situação comum na política externa norte-americana, durante os anos aos quais me refiro.

A tragédia da Nicarágua é um caso altamente significativo. Eu decidi mencioná-la aqui como poderoso exemplo da visão norte-americana quanto ao papel de seu país no mundo, tanto então quanto agora.
Participei de uma reunião na embaixada norte-americana em Londres, no final dos anos 80.
O Congresso dos Estados Unidos estava se preparando para decidir se concederia mais dinheiro aos Contras em sua campanha contra o Estado da Nicarágua. Eu era membro de uma delegação que deporia em favor da Nicarágua, mas o mais importante integrante dessa delegação era o padre John Metcalf. O líder da equipe norte-americana era Raymond Seitz, então primeiro secretário da embaixada e mais tarde embaixador dos Estados Unidos em Londres. O padre Metcalf disse: "Senhor, cuido de uma paróquia no norte da Nicarágua. Os fiéis locais construíram uma escola, um centro de saúde, um centro cultural. Vivíamos em paz. Alguns meses atrás, uma força de Contras atacou a paróquia. Destruíram tudo: a escola, o centro de saúde, o centro médico. Estupraram enfermeiras e professoras, massacraram médicos, da maneira mais brutal. Comportaram-se como selvagens. Por favor, exijam que o governo dos Estados Unidos retire seu apoio a essas chocantes atividades terroristas".

Raymond Seitz tinha ótima reputação como homem racional, responsável e altamente sofisticado. Era muito respeitado nos círculos diplomáticos. Ele ouviu, fez uma pausa e a seguir disse, de forma solene: "Padre, permita-me dizer-lhe uma coisa. Na guerra, pessoas inocentes sofrem". Surgiu um silêncio gélido. Nós o encaramos. Ele não mostrou qualquer hesitação.
As pessoas inocentes, de fato, sempre sofrem.
Por fim, alguém disse: "Mas nesse caso as 'pessoas inocentes' foram vítimas de uma atrocidade cruel subsidiada por seu governo, uma dentre muitas. Se o Congresso conceder mais verbas aos Contras, novas atrocidades como essas acontecerão. Não é verdade? O seu governo, portanto, não deveria ser considerado culpado por apoiar atos de assassinato e destruição praticados contra os cidadãos de um país soberano?"
Seitz se manteve imperturbável. "Não concordo que os fatos, tais como apresentados, sustentem essas asserções", afirmou.
Quando estávamos saindo da Embaixada, um dos assessores da delegação norte-americana disse que apreciava minhas peças. Eu não respondi.
Devo lembrá-los de que, naquele período, o presidente Reagan afirmou que "os Contras são o equivalente moral de nossos Pais Fundadores".

Os Estados Unidos apoiaram a brutal ditadura de Somoza na Nicarágua por mais de 40 anos. O povo nicaragüense, liderado pelos sandinistas, derrubou esse regime em 1979, em uma inspiradora revolução popular.
Os sandinistas não eram perfeitos. Eram dotados de dose considerável de arrogância, e sua filosofia política continha dose considerável de elementos contraditórios. Mas eram pessoas inteligentes, racionais e civilizadas. Decidiram estabelecer uma sociedade estável, decente e pluralista. A pena de morte foi abolida. Centenas de milhares de camponeses vítimas da pobreza foram resgatados, à beira da morte. Mais de 100 mil famílias receberam terras. Duas mil escolas foram construídas. Uma notável campanha de alfabetização reduziu o analfabetismo no país a menos de 15%. A educação gratuita foi estabelecida, bem como um serviço gratuito de saúde. A mortalidade infantil foi reduzida em um terço. A poliomielite foi erradicada.
Os Estados Unidos denunciaram essas realizações como subversão marxista/leninista. Na opinião do governo norte-americano, um exemplo perigoso estava sendo estabelecido. Se fosse permitido que a Nicarágua estabelecesse normas básicas de justiça social e econômica, se o país conseguisse elevar seus padrões de saúde e educação e obter unidade social e auto-respeito nacional, os países vizinhos talvez começassem a fazer as mesmas perguntas e a agir da mesma maneira. Existia, na época, uma feroz resistência ao status quo em El Salvador.

Falei anteriormente sobre uma "tapeçaria de mentiras" que nos cerca. O presidente Reagan usualmente se referia à Nicarágua como "calabouço totalitário". A mídia, e com certeza o governo, britânicos consideravam que a declaração representasse um resumo acurado e justo. Mas não existem, na verdade, registros de que esquadrões da morte estivessem em operação sob o governo sandinista. Não há histórico de tortura. Não há registro de brutalidade militar sistemática ou oficial. Nenhum religioso foi assassinado na Nicarágua. Na verdade, o governo contava com três religiosos em suas fileiras, dois padres jesuítas e uma missionária de Maryknoll. Os calabouços totalitários na verdade existiam nos países vizinhos, em El Salvador e na Guatemala. Os Estados Unidos derrubaram o governo guatemalteco democraticamente eleito, em 1954, e estima-se que mais de 200 mil pessoas tenham caído vítimas das ditaduras militares que se sucederam.
Seis dos mais distintos religiosos jesuítas do mundo foram assassinados cruelmente na Universidade Centro-Americana de El Salvador, em 1989, por um batalhão do regimento Alcatl, treinado em Fort Benning, Geórgia, EUA. O arcebispo Romero, homem de extraordinária coragem, foi assassinado enquanto celebrava a missa. Estima-se que 75 mil pessoas tenham morrido.

Por que foram mortas? Foram mortas porque acreditavam que uma vida melhor era possível e devia ser conquistada. Essa crença as qualificava imediatamente como comunistas. Morreram porque ousaram se opor ao status quo, ao infinito platô de pobreza, doença, degradação e opressão que lhes cabia desde o nascimento.

Os Estados Unidos por fim conseguiram derrubar o governo sandinista. Demoraram alguns anos, mas perseguição econômica incansável e 30 mil mortes acabaram por solapar o espírito do povo nicaragüense. Eles estavam exaustos, e a pobreza voltou a atacar. Os cassinos se reinstalaram no país. A saúde e educação gratuitas não mais existiam. As grandes empresas voltaram a todo vapor. A "democracia" havia triunfado.

Mas essa "política" de forma alguma estava restrita à América Central. Foi aplicada em todo o mundo. Era incessante. E todos a tratam como se nunca tivesse acontecido.

Os Estados Unidos apoiaram e em muitos casos engendraram todas as ditaduras de direita surgidas no mundo depois da Segunda Guerra Mundial. Basta citar Indonésia, Grécia, Uruguai, Brasil, Paraguai, Haiti, Turquia, Filipinas, Guatemala, El Salvador e, evidentemente, o Chile. Os horrores infligidos pelos Estados Unidos ao Chile em 1973 jamais poderão ser purgados, e não serão perdoados nunca.

Centenas de milhares de mortes aconteceram nesses países. Elas realmente aconteceram? E podem ser atribuídas, em todos os casos, à política externa norte-americana? A resposta é que sim, elas aconteceram, e podem ser atribuídas à política externa norte-americana. Mas é como se não tivessem ocorrido.
Jamais aconteceram. Nada aconteceu, em tempo algum. Mesmo quando estavam acontecendo, essas coisas não estavam acontecendo. Não importavam. Não mereciam interesse. Os crimes dos Estados Unidos foram sistemáticos, constantes, cruéis, impiedosos, mas pouca gente fala sobre eles. Temos de reconhecer o talento norte-americano. O país exerceu uma manipulação clínica do poder em todo o mundo, enquanto posava o tempo todo como força que deseja o bem universal. Foi um ato brilhante, e até mesmo sutil, de hipnotismo, que obteve imenso sucesso.

Eu gostaria de afirmar diante de vocês que os Estados Unidos são sem a menor dúvida o maior espetáculo do planeta. Ainda que sejam brutais, impiedosos, desdenhosos e indiferentes, são também muito espertos. Como vendedores, eles não têm rivais, e o produto que eles mais vendem é o amor pelos Estados Unidos, por eles mesmos. É uma idéia vencedora. Ouçam as palavras de qualquer presidente norte-americano, na televisão, quando afirma que "digo ao povo norte-americano que é hora de orar e de defender os direitos do povo norte-americano, e peço ao povo norte-americano que confie em seu presidente quanto à ação que ele está por executar em nome do povo dos Estados Unidos".
É um estratagema cintilante. A linguagem é empregada de maneira a impedir que o pensamento atue. As palavras "o povo norte-americano" oferecem uma almofada verdadeiramente voluptuosa de segurança, de confiança. Não é preciso pensar. Simplesmente recoste-se na almofada. A almofada talvez sufoque a sua inteligência e suas faculdades críticas, mas é muito confortável. Isso não se aplica, claro, aos 40 milhões de pessoas que vivem abaixo do limiar da pobreza, ou aos dois milhões de homens e mulheres detidos no vasto gulag de penitenciárias que se estende ao longo do território norte-americano.

Os Estados Unidos agora nem se incomodam mais em usar a desculpa dos conflitos de baixa intensidade. Não vêem mais utilidade em usar a reticência ou a astúcia. Colocam as cartas na mesa sem medo e sem favor. Simplesmente não ligam a mínima para as Nações Unidas, a lei internacional ou os dissidentes e críticos, que consideram impotentes e irrelevantes. Além disso, dispõem de um cordeirinho na coleira, que os segue balindo alegremente, o patético, submisso Reino Unido.

O que aconteceu à nossa sensibilidade moral? Será que um dia ela existiu? O que quer dizer essa expressão? Refere-se a um termo raramente empregado nos nossos dias, a consciência? Uma consciência que se relaciona não apenas aos nosso atos mas à responsabilidade de que compartilhamos pelos atos alheios? Será que isso tudo morreu? Pensem na baía de Guantánamo. Centenas de pessoas detidas sem acusação por mais de três anos, sem direito a representação legal, sem direito a processos justos, tecnicamente detidas para sempre. Essa estrutura totalmente ilegítima é mantida em flagrante desafio à Convenção de Genebra. É não apenas tolerada mas raramente comentada pelo que costumamos designar como "comunidade internacional". Esse ultraje criminoso está sendo cometido por um país que se declara "líder do mundo livre". Será que nós pensamos sobre os habitantes da baía de Guantánamo? O que a imprensa tem a dizer sobre eles? Surgem ocasionalmente em alguma pequena reportagem na página seis. Foram consignados a uma terra de ninguém da qual é de fato possível que nunca retornem. No momento, pode ser que estejam em greve de fome, e sendo alimentados à força. Há cidadãos britânicos entre eles. Não existe nada de sutil no procedimento usado para forçar um detento a se alimentar. Nenhum sedativo ou analgésico. Um tubo é inserido pelo nariz do prisioneiro, até sua garganta. A pessoa vomita sangue. Isso constitui tortura. O que o secretário do Exterior britânico tem a dizer sobre isso? Nada. O que o primeiro-ministro britânico tem a dizer sobre isso? Nada. Por que nada? Porque os Estados Unidos determinaram que criticar sua conduta na baía de Guantánamo constitui violação de aliança. Quem não está com eles, está contra eles. Por isso, Blair mantém a boca fechada.

Os Estados Unidos ocupam hoje 702 instalações militares em todo o mundo, em 132 países, com a honrosa exceção da Suécia, evidentemente. Não sabemos exatamente como eles chegaram lá, mas lá estão, sem dúvida.
Os Estados Unidos possuem oito mil ogivas nucleares ativas e operacionais. Duas mil delas estão em alerta imediato, prontas para lançamento em 15 minutos. O país está desenvolvendo novos sistemas de força nuclear, conhecidos como "arrasa-bunkers". Os britânicos, sempre cooperativos, planejam substituir o míssil nuclear que empregam, o Trident. Contra quem, imagino, eles estão apontados? Osama bin Laden? Você? Eu? Joe Dokes? China? Paris? Quem sabe? O que sabemos é que essa infantil insanidade, a posse e ameaça do uso de armas nucleares, é o cerne da filosofia política atual dos Estados Unidos. Precisamos nos lembrar de que os Estados Unidos estão sempre em pé de guerra, e não mostram sinais de relaxar sua postura.
Muitos milhares, se não milhões, de pessoas nos Estados Unidos mesmos estão comprovadamente enojadas, envergonhadas e enraivecidas diante das ações de seu governo, mas sob a situação atual ainda não são uma força política coerente. Mas a ansiedade, incerteza e medo que podemos ver crescendo a cada dia nos Estados Unidos não devem diminuir.
Sei que o presidente Bush dispõe de muitos redatores de discursos extremamente competentes, mas eu gostaria de me oferecer como voluntário para o posto. Proponho o seguinte discurso, curto, a ser feito ao país em rede de televisão. Eu o vejo sério, com o cabelo cuidadosamente penteado, convincente, sincero, quase sedutor, ocasionalmente empregando um sorriso sardônico, estranhamente atraente, um homem másculo.
"Deus é bom. Deus é grande. Deus é bom. Meu Deus é bom. O Deus de Bin Laden é ruim. O Deus dele é ruim. O Deus de Saddam era ruim, mas ele não tinha Deus. Ele era um bárbaro. Nós não somos bárbaros. Não arrancamos a cabeça das pessoas. Acreditamos na liberdade. Deus também. Não sou um bárbaro. Sou o líder democraticamente eleito de uma democracia que ama a liberdade. Somos uma sociedade compassiva. Nós usamos eletrocuções compassivas e injeções letais compassivas. Somos uma grande nação. Não sou um ditador. Ele é. Não sou bárbaro. Ele é. E ele é. Todos eles são. Eu tenho autoridade moral. Está vendo esse punho? Ele é minha autoridade moral. E não se esqueça disso".

 

etzi...@yahoo.com.br

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Jan 27, 2006, 2:47:53 PM1/27/06
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Minha maior frustração com relação à ciência, ou ao status quo da
ciência e
seus cientistas, é que ela continua (particularmente a ciência
fortemente
apoiada pelo Capital) limitando-se ao pragmatismo da sua aplicabilidade
à
acumulação de riqueza (leia-se poder).
----------------
A Ciência nasceu da necessidade de solucionar problemas práticos, e
esta tem
sido sua função desde "sempre", portanto não vejo de que modo se
possa
criticar o pragmatismo científico como sendo algo indesejável. Não

Ciência que não seja pragmática, porque o pragmatismo é um traço
imanente à
Ciência.

me perguntei se há um critério para distinguir prática de teoria.me
parece que tudo é de uma natureza que pode ser vista como prática,
sem que isso signifique que não seja teoria(ou abstração)mais pelo
contrário,que também o possa ser,simultaneamente.ou não.o que
importa é a possibilidade da simultaneidade.me parece que o problema
de distinguir prática de teoria,está ligado diretamente ao de
distinguir entre o que está no homem e o que não está(exterior).o
exterior se identifica com o espaço.nao podemos conceber um espaço
que seja interior a nossa consciencia,ao nosso "eu".é como se o "eu"
fosse uma unidade desse espaço.um "ponto",ou "reta"..etc,o que importa
é que o "eu" tenha pelo menos uma dimensão a menos que o "espaço",se
nao,nao estaria contido nele.mais podemos considerar a possibilidade de
a dimensao do "eu" ser igual a do "espaço".poderia o "eu",conter o
"espaço"?mais ainda há o tempo,que é outro problema.___________de
qualquer forma gostaria de saber se alguem tem algum critério para a
distinçao de que falei.se não houver critério,não há sentido na
expressão"pragmatismo científico"na acepção usual,é claro.se não
sabemos o que é prática e ñ-pratica,ñ adiantaria usar termos com
definiçao vaga,ou sem definição.é claro que podemos postular uma
definição.mais nesse caso é preferível recorrer a postulados mais
basilares,ficando isso como uma espécie deteorema.o que vc entende por
pragmatismo?é claro é possível "aplicar"ou"pragmatizar"uma
ciencia,no sentido de associa-la a um outro campo de
conheciemnto,...como a "física hospitalar"que usa os conceitos da
"física"para o campo de conhecimento da cura.de pessoas que quebraram
um braço por ex.(raios x).mais aí não temos uma "fisica aplicada"
temos uma outra ciencia totalmente independente e autonoma.tem um
arcabouço de ideias proprio e a semelhança com a física é mera
coincidencia.nao tem importancia.se se entende pragmatismo científico
como o conjunto desses conhecimentos que nasceram das ciencias de
base(que nasceram de outras)não há necessidade de
condená-lo.pragmatismo cien´tifico parece ser todo conhecimento que
visa tudo que seja a perpetuidade da espácie humana.a física não
visa isso.apesar de se poder suspeitar que o conhecimento do mundo tem
a ver com a sede de perpetuidade.assim como o sexo.mais descarto
isso.-----------------------é importante,porem,lembrar que o objetivo
de conhecer o universo,é mais nobre que o de perpetuar a espécie.o
nosso cortex é relativamente novo na especie.enquanto as areas mais
repteis e etc sao mais antigas.dai,poucos atinarem com
"conhecimento".nao posso conceber um Lizt pragmático,nas
reminiscencias de d.juan,ou um Pascal pragmático na ciclóide.a
matematica passou de medidas agrarias etc,para a teoria analitica dos
numeros.qual é o mais pragmatico?

"é importante,porem,lembrar que o objetivo de conhecer o universo,é
mais nobre que o de perpetuar a espécie"parecem ser
dependentes,sao.mais sao antaginicos.

etzi...@yahoo.com.br

unread,
Jan 30, 2006, 12:55:06 PM1/30/06
to Sigma Society
Caro filho de Deus,o marinherio sabe nadar?depndendo do tamenho dos
botes,pode-se colocar um menor dentro de um maior.Supondo que os mais
lentos são os maiores;poderíamos colocar o 4 dentro do 8,e o 1 dentro
do 2;só que precisaríamos de um bote auxiliar na outra margem("numa
margem de um rio'')>deixa margem para a admissão de um outro bote na
outra margem.além,se o marinheiro sabe nadar,tudo resolvido.(e pode
atravessar o rio).ele pode tambem,amarrar cordas nos botes,e segurar
,nas pontas delas(para evitar que mais de 2 botes fiquem atados)daí,é
só puxar do outro lado...mas se todas estas possibilidades forem
vetadas.acho que 15 horas é o mínimo:
vai 1 e 2 2
volta 1 1
vai 4 e 8 8
volta 2 2
vai 2 e 1 2 >>total 15 horas.
ou somei errado?ou deixei algum?

Sigma Grupo

unread,
Feb 26, 2006, 5:55:40 PM2/26/06
to Sigma-...@googlegroups.com
Olá!  
  
Segue artigo discutindo a questão das suspeitas de fraudes e falhas nas pesquisas de intenção de voto: http://www.sigmasociety.com/Eleicoes.asp. Além do artigo, estão disponíveis para download 95 mensagens postadas no grupo CONRE3 (Conselho Regional de Estatística, 3a. Região, incluindo SP, PR, MS e MT) nas quais foi abordado este tema e assuntos correlatos, inclusive mensagens enviadas ao Sensus (instituto responsável pelas pesquisas), as respectivas respostas do diretor e do estatístico responsável pelo instituto, e a contestação a estas respostas.  
  
Abraços!  
Melão 
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