Ponto de Situação: Motivação humana

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sextante II

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Dec 2, 2011, 4:54:45 PM12/2/11
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Ponto de Situação: Motivação humana

02 Dezembro 2011 [Regional]

Rendimento Social de Inserção – Mais indicadores mostram,
infelizmente, que não somos a região “cor-de-rosa” que muitos tentam
pintar. Digo infelizmente, porque vejo que os Açorianos atravessam
cada vez maiores dificuldades com cada vez menos competências e
capacidade de reacção. Somos a quarta região do país com maior número
de beneficiários de Rendimento Social de Inserção. Algo está mal. As
nossas políticas sociais têm que mudar, têm que estimular o
desenvolvimento de competências pessoais, sociais, profissionais e
técnicas. Temos neste momento cerca de 17 mil Açorianos inactivos
economicamente, que usufruem de recursos que começam a ser cada vez
mais limitados. Estes Açorianos não têm qualquer estímulo para se
inserirem social e profissionalmente na sociedade onde vivem, pois
como é sabido, através do ciclo motivacional, toda a motivação humana
nasce de uma necessidade ou de um desejo, tendo em conta que a nossa
mente, tal como o nosso corpo, tende para a homeostasia, para o
equilíbrio. Então como poderemos estimular os beneficiários do RSI a
colaborarem activamente na sociedade onde estão inseridos se têm este
rendimento garantido independentemente das tarefas que realizam,
bastando-lhes para isso permanecer e replicar o ciclo de pobreza?
Mais, com o número de técnicos, equipas e intervenções que existem
junto destes beneficiários, como se pode justificar que neste momento
tenhamos netos dos primeiros beneficiários do RSI também eles próprios
beneficiários? Fazendo uma análise custo-benefício do dinheiro gasto
(não digo investido porque não consigo vislumbrar melhorias) com a
acção social, fica-me uma questão: onde anda este dinheiro? Apesar de
ter alguns contornos de “big brother” e de mostrar desconfiança no
trabalho desenvolvido pelas IPSS e Misericórdias, em boa hora foram
criadas equipas de acompanhamento/avaliação às IPSS, pela Secretaria
que tutela a solidariedade e segurança social. Nesta altura, temos que
pensar que terminou o tempo de termos IPSS a realizar torneios de
futebol, passeios de bicicleta, jogos e outras actividades, sem
qualquer objectivo pedagógico/promoção de competências. Algumas IPSS
transformaram-se em centros de actividades lúdicas, com equipamentos
de elevado valor financeiro, sendo inclusivamente financiados por mais
do que uma entidade governativa, cuja a sua acção não tem qualquer
retorno social para os utentes que acompanham. Espero que esta equipa
consiga fazer esta distinção e acima de tudo, criar critérios de
racionalidade e de custo-benefício económico e social destas
actividades.

Ambiente – Contra tudo e contra todos, inclusivamente contra si
próprio e o que estudou, o Secretário do Ambiente continua na sua
senda a favor da incineração de resíduos. Menosprezando a inteligência
de todos os Açorianos, não fala de incineração, mas sim da
“valorização energética de resíduos”, isto apesar de todos os estudos
apontarem a incineração como o maior erro ambiental que a região se
prepara para realizar. Enquanto se entretém com estes assuntos,
soubemos esta semana que as lapas, as nossas lapas, estão em risco de
desaparecer, o atentado na Fajã do Calhau continua, as taxas de
separação de resíduos continuam abaixo do desejado e a sua Secretaria
permitiu à empresa construtora das SCUT desrespeitar todos os
procedimentos relacionados com o Ambiente. Aliás foi através de um
particular, imaginem só, que a GNR foi alertada para o facto de esta
empresa estar a encher uma cratera com derivados de petróleo. Da
tutela do Ambiente deste Governo Regional nem uma palavra ou acção…

P.S.1 – Ainda não me tinha sido possível felicitar Ricardo Moura,
pelo título de Campeão Nacional de Rallies. É sem dúvida um grande
feito e acima de tudo enche-nos de orgulho pelo facto de ser um
Açoriano. Só mostra que o nosso Povo tem qualidade e sucesso em tudo
em que se envolve. Os meus sinceros parabéns. Que continue.

P.S.2 – Por motivos profissionais desloquei-me até à ilha Terceira.
Pela primeira vez, a Sata foi pontual. Parti e cheguei conforme a hora
prevista, pelo que dou os parabéns à “nossa” companhia. Apenas um
reparo: ao chegar a São Miguel, somos informados de que as Sete
Cidades são uma das maravilhas de Portugal sem qualquer
contextualização. Todos os passageiros procuravam as Sete Cidades
olhando para as janelas sem sucesso. Algo do tipo “à vossa
direita/esquerda (aquando da passagem pela zona) podem ver as Sete
Cidades, uma das maravilhas naturais de Portugal” seria mais
indicado….

Autor: Paulo do Nascimento Cabral
(CA)

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