A "modernidade" e o chafariz da Fajã

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sextante II

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Dec 19, 2011, 6:40:14 PM12/19/11
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Desalmados

Está ali há séculos, desde muito antes da cidade se ter tornado na
“capital da União Europeia (?)”. O símbolo de Bruxelas, o Manneken
Pis, é um garoto de 30 centímetros de bronze que faz chichi para uma
bacia de pedra. A sua insignificância vale a poderosa e afamada
Bruxelas… não passa de um chafariz, mas onde todos fazem questão de
tirar fotografia para mostrar que “fomos a Bruxelas”. Quer o de
Bruxelas quer o da Fajã de Baixo representam a necessidade vital de
água fresca e potável, tão básica e tão elementar desde os tempos
remotos e como para todo o sempre…o chafariz de Bruxelas é símbolo de
uma cidade orgulhosa da sua história e origem, rural como foram de
início todas as grandes metrópoles europeias. O chafariz da Fajã está
seco há muito. Foi mutilado há anos por alguém que tinha “vergonha” de
um “tanque de vacas” no “centro histórico”. Desfeito o tanque e agora
também o muro de suporte resta o “monumento” e… a desalmada urbanidade
da ignorância atrevida. É para dar “projecção”, “profundidade”… e mais
uns quantos palavrões a que nos obrigam ouvir dos paladinos da
“cidadania”, os bem burgueses que idolatram tanto a “modernidade”
quanto se envergonham e odeiam o passado e as razões (rurais, no caso)
das coisas. Resta o que resta e a visão patega da pompa do “Centro de
Estudos…” Desalmadas e mais ignorantes ficam a gerações que jamais
saberão como eram importantes as coisas simples, tais como a “água
fresca”, para gente ( os seus antepassados) e seus animais.• PS.
Dedico este escrito à Alma da grande Revolução Liberal, ao Conde de
Sabugal e a todos quantos ele deu de beber no chafariz da Fajã.
EstÊvão gago da câmara
(AO)

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