O NOVO VESTUÁRIO ESCOTEIRO É SEGURO?
“Vale ressaltar que a elaboração deste novo vestuário foi resultado de um longo e intenso estudo e de plena dedicação de voluntários e profissionais especializados, que em parceria com o Senai Modas de São Paulo, buscaram oferecer aos escoteiros um conjunto de peças com materiais de alta qualidade, que garanta maior resistência e conforto durante a realização das atividades. Outro ponto é que este vestuário, acima de tudo, deve traduzir nosso maior orgulho: o de sermos Escoteiros.” Fonte: http://www.escoteiros.org/noticias/noticia_detalhe.php?id=493
Sou escoteira desde 2008 (com muito orgulho!) e resolvi vir aqui para contar o que me aconteceu hoje, 24 de maio. Comprei o novo vestuário escoteiro, confesso que com certa resistência, mas aceitei a ideia, já que o meu chefe contou que em sua vida escoteira o uniforme já mudou algumas vezes e que isso faz parte do movimento. Além disso, como estou filiada a UEB, tenho que seguir suas regras. Devido a esses motivos, nunca reclamei da mudança nas redes sociais explicitamente.
Não sei se todos sabem, mas os distintivos estão vindo com uma cola, onde é possível que eles sejam colocados ou retirados com ferro de passar roupas ou vapor de água quente. Quando fui colar o distintivo Boreal hoje pela manhã com o ferro, o distintivo queimou um pouco, mas aceitei como um erro meu, pensando que seria um problema do ferro daqui.
Agora pela noite fui retirar um dos distintivos com vapor de água que fervi em uma panela. Assim que encostei a blusa na beirada da panela para o vapor chegar à parte de trás do distintivo para soltá-lo, a blusa pegou FOGO! Coisa de um segundo e que abriu o maior buraco. Algumas partes que não pegaram fogo encolheram e o queimado ficou com uma textura plástica. Admito isso como uma espécie de idiotice minha, já que encostei a blusa na panela. Fiquei indignada (e já chorei muito, rs), pois usei a blusa uma vez (que diga-se de passagem, custou 60 reais) e aconteceu isso. Mas então eu parei para analisar o caso. Só imaginei alguém num acampamento com a manga da camisa longa (que é a que meu grupo aderiu) pegando fogo acidentalmente e a pessoa com dificuldades para retirar a blusa. Nós, escoteiros, estamos em contato com fogo a todo tempo. Quando preparamos nossas refeições no acampamento no fogão à lenha ou no fogareiro e até mesmo no fogo de conselho. Imaginei se a blusa pegasse fogo com uma pessoa usando. Gente, isso é muito perigoso para todos nós!
Ainda tentando mostrar o que estou dizendo, fiz um vídeo queimando uma tira do uniforme escoteiro e do novo vestuário. No uniforme escoteiro o fogo durou 24 segundos e se apagou quando chegou à metade da tira. No novo vestuário a tira se queimou quase completamente com 12 segundos. Ao final do vídeo mostro o que restou das duas tiras. https://www.youtube.com/watch?v=UqL9pp9bNC8
Enfim, achei isso o estopim e agora os questionamentos que eu faço: Essa é toda a resistência que eles estão garantindo para a gente? Vale a pena “aproximar da realidade dos jovens e modernizar nossa identidade” correndo esse risco? Ressalto que não venho para discutir as preferências de ninguém e que não sou contra a mudança do uniforme ou da modernização, pois a mudança faz parte da nossa vida, mas só vim compartilhar isso porque fiquei horrorizada de como o tecido se queimou e para avisar aos escoteiros tem que eles têm que se prevenir para que não ocorram acidentes maiores, principalmente nos acampamentos.

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Aqui vai a resposta do DP Marco Aurélio Romeu Fernandes via facebook:Marco Aurélio Romeu FernandesCompanheiros, o projeto do novo vestuário foi desenvolvido com o objetivo de renovar a imagem escoteira, buscando oferecer peças com matérias primas de qualidade, igualmente utilizadas em produtos de aventura e em outras grandes associações escoteiras nacionais (como a BSA – a associação americana). Este projeto foi desenvolvido por uma organização especializada: SENAI Modas de São Paulo.
Quando da escolha dos tecidos foi levado em consideração a saúde, o bem-estar, a resistência e durabilidade, o conforto e a jovialidade dos associados. Fruto de um estudo da organização de moda, subsidiada pelas referências de empresas de atividades de ar livre e aventura, bem como de outras organizações de jovens. Foi observado que a maioria dos tecidos modernos aplicam o poliéster na sua composição. Empresas como Decathlon, Náutika, Conquista, NorthFace, associações como a WWF, ACM e outras, oferecem peças de vestuário confeccionados em tecidos com tecnologia de ponta, que reduzem a resistência dentro da água, possuem secagem rápida e fácil dissipação do suor, não necessitam passar com regularidade, são mais leves e adaptáveis, para isso são necessariamente compostos de um mix que contém fibras de poliéster.
“É sabido que as condições climáticas afetam o metabolismo e a transpiração do corpo. Como exemplo, o vento e a chuva associados a roupas inadequadas reduzem o nível de proteção e conforto térmico trazendo consequências ao desempenho esportivo e à saúde. Assim, as tecnologias lançadas no mercado acabam por servir ao propósito de facilitar a vida das pessoas, resultando daí, a importância da pesquisa em torno dos tecidos a serem utilizados na confecção das roupas destinadas ao consumidor, especialmente os que praticam atividades ao ar livre. (...)Tecidos tradicionais como o algodão e a seda são respiráveis, porém hidrofílicos, isto é, possuem afinidade com a água e ficam rapidamente encharcados. Por isso eles estão cada vez mais sendo substituído s por tecidos sintéticos (poliéster, acrílico e polipropileno, por exemplo) que não só permitem a saída do suor como, em alguns casos, aceleram-na.” (http://www.trilhaserumos.com.br/dicas_ler.asp?IdDica=83).
“Algodão: o mais tradicional dos tecidos é o menos recomendado para a prática de esportes ao ar livre. Apesar de ser confortável para vestir quando seco, o algodão absorve muita água. Quando molhado, leva o corpo a um resfriamento porque a água retida (seja por chuva, ou suor) tende a ser mais fria que o corpo, e na troca de calor quem perde somos nós. Além disso, leva muito tempo para secar o que o torna pouco prático. Poliéste r, acrílico e polipropileno: são tecidos usados em uma grande variedade de roupas de baixo e vestimentas de isolamento. Os filamentos sintéticos destes tecidos são leves, não absorventes, secam rapidamente e são também muito bons para transportar a transpiração para longe do corpo, tornando-os bem adequados para uso próximo à pele. Estes tecidos têm substituído a lã, o algodão e a seda para uso em roupas de baixo (...)” (http://www.trilhaserumos.com.br/dicas_ler.asp?IdDica=42).
Os fornecedores de tecidos (e o senso comum) afirmam que em qualquer tecido deve se evitar o contato direto com o fogo, principalmente aqueles que aplicam sintéticos (compostos de poliéster). De toda forma, transmitimos esta informação na etiqueta dos nossos produto mencionando que não se deve aplicar no material temperaturas acima de 100ºC. A informação de vulnerabilidade ao fogo é tácita, pois todos os tecidos são vulneráveis neste tipo de exposição (nenhuma roupa de algodão, sintética ou outra acompanha qualquer menção de riscos ao contato com o fogo).
Entendemos a preocupação de todos e todas, para as quais agradecemos a partilha, e buscaremos ampliar os informes a respeito de situações de segurança em atividades escoteiras, como já é praticado na maioria de nossos manuais e guias de orientação aos associados.
Trilhas e Rumos Teresópolis RJ
O pior cenário é a unidade de opção, a ideia única, a falta de opção que pode levar muitos a uma visão totalitária de coisas que são, a bem da verdade, assessórias.
Pois o Escotismo (método e movimento) é assessório.É um belo e importante acessório. E não devemos ter pensamentos assoberbados sobre nós mesmos, pois o orgulho é o motivo da queda de muitos.
O Escotismo (latu censu) só retomará seu lugar de destaque na sociedade (o que todos desejamos) quando ele se colocar A SERVIÇO da sociedade.Movimentos esquizofrênicos são abandonados ao esquecimento e à inutilidade. Deus livre a nós todos desta desfecho!
Nossas variadas associações de escotismo devem se convencer que elas devem existir para SERVIR (lema dos Pioneiros e dos Roveres católicos).
Nós estamos A SERVIÇO e nos colocamos a disposição para uma urgente abertura de diálogo com as demais associações. Estamos total e radicalmente inseridos na CULTURA DO ENCONTRO proposta pelo Papa Francisco.Queremos ENCONTRAR e não ATRITAR!
Precisamos URGENTEMENTE nos ENCONTRAR para que juntos estejamos A SERVIÇO da juventude...antes que seja tarde demais.Deixemos as famílias escolheres o melhor Programa para seus filhos. Somos uma sociedade multicultural e o Escotismo tem que aprender a lidar com essa realidade.
O Escotismo de B-P é um só.Mas são muitas suas realizações.
SEMPER PARATI
Luiz Postal,RP
Date: Thu, 29 May 2014 13:58:38 +0000
Fui Lobinho, Escoteiro e Sênior, nos anos 70. Fui Chefe Escoteiro nos anos 90. Sou apaixonado pelo escotismo, embora não esteja atuante.
Compartilho do ponto de vista do JOSÉ EDUARDO FERREIRA, quanto a sua preocupação em relação a ância de mudança desenfreada, a segmentação de setores, etc...
Tenho como premissa que se todos somos iguais perante a Lei - Escrito na constituição, não deveríamos ter Lei de Colarinho Branco, do Índio, do Preto, da Mulher, etc....
Se temos uma associação organizada com fundamentos e que já provou ser eficiente, não precisamos de outras fazendo as mesmas coisas, basta ter departamentos desta organização.
Tenho visto ao longo dos anos CTGs, que quando alguém não concorda com uma diretoria, sai e funda outro. E passam a competir para derrubar ou ser melhor que os outros, educando seus integrantes para uma competição nem sempre saudável, e mesmo assim permanecem dentro do MTG seguindo a mesma cartilha.
Tenho visto Partidos Políticos se fracionarem justamente por não compartilharem de todas as idéias e estão cada vez mais fracos.
Movimento escoteiro é um só. Já prevê a educação extra curricular, Extra Familiar, Extra Religiosa em todos os níveis Crianças, Jovens, Adultos, Femininos ou Masculinos.
A segmentação de associações só causa o enfraquecimento.
Como diz o Ferreira, pode ser que somos dinossauros, mas acreditamos que com mais de 100 anos - e ainda atual - o movimento escoteiro é indispensável na complementação da formação de nossos jovens.
Como chefe sempre pautei a orientação aos jovens no desenvolvimento de suas crenças fossem qual fossem. Pautei enaltecer aos valores éticos, morais e familiares.
A UNIÃO FAZ A FORÇA
SEMPRE ALERTA A TODOS
José Eduardo Corrêa Fereira

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