[Diário de uma Jornalista ))))Outras Palavas] A Pacificação da Rocinha

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Carla Camilo

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Apr 24, 2012, 10:03:04 PM4/24/12
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A Rocinha é um bairro localizado na Zona Sul da cidade do Rio de Janeiro. Destaca-se por ser uma das maiores favelas da cidade, contando com cerca de 70.000 habitantes, situada nos limites dos bairros da Gávea; Vidigal e São Conrado. A proximidade entre as residências de classe alta desses três bairros e as de classe baixa da Rocinha marca um profundo contraste urbano na paisagem da região, que é frequentemente citado como símbolo da desigual social do Brasil. 
Por sua localização privilegiada, estratégica para o tráfico, numa área nobre da cidade, com faturamento alto e cercada de rochas e matas, a região já foi ou é? palco de intensos confrontos entre traficantes/policiais com o objetivo de serem “donos da favela”. 
As UPPs (Unidade de Polícia Pacificadora) começaram a serem instaladas nas comunidades cariocas em dezembro de 2008 e deu início a uma nova política de segurança. O projeto foi concebido para que o poder público retomasse o território dominado por quadrilhas de traficantes ou milicianos.
Há décadas, moradores da Rocinha, convivem diariamente com homens armados circulando pela comunidade. Antes, as armas eram empunhadas pelos traficantes; após a ocupação pela polícia, em novembro do ano passado, para a instalação de uma Unidade de Polícia Pacificadora (UPP), o armamento pesado agora é visto nas mãos dos policiais militares que patrulham o local. Os moradores, no entanto, continuam a se sentir intimidados, o que evidencia que, apesar da ação promovida pelo Governo do Estado, a comunidade ainda está longe de ser considerada, de fato, pacificada. 
E apesar das belas vistas e da boa infraestrutura, a comunidade ainda é um "lazer' para os 'Zé Pequenos'" do mundo moderno. Os moradores da favela se queixavam de que, desde a ocupação, o clima de insegurança havia aumentado na comunidade.
A desconfiança dos moradores da Rocinha com a polícia é reflexo de anos em que os policiais, em vez de neutralizar, perpetuavam o tráfico, ao negociar com os bandidos. A grande problemática é desassociar a polícia das práticas tradicionalmente aplicadas. Historicamente, existe uma relação muito promíscua entre o tráfico e a polícia. Os moradores não são bobos, testemunham, sabem os antigos pontos de recebimento de propina. A polícia espera que eles, moradores, sejam canais de informação para saber quem são e onde estão os traficantes.
Mas a imagem da polícia ainda traz insegurança em parte dos moradores porque, na favela, não existia enfrentamento, mas extermínio. As crianças, os jovens crescem vendo a morte, a violência, assim gera-se um ser violento.  O homem é produto do meio como disse Sócrates. Ou ao menos entusiasma o individuo. Os moradores da Rocinha hoje trocam medo do trafico por desconfiança dos policiais.




Por Carla Camilo














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Postado por Carla Camilo no Diário de uma Jornalista ))))Outras Palavas em 4/24/2012 07:03:00 PM
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