CUIDADOS COM AS LINHAS DE SUSPENSÃO

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Listas Serra da Moeda

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Dec 14, 2012, 7:09:01 AM12/14/12
to cv...@yahoogrupos.com.br, serrad...@googlegroups.com

Para entender e compreender.

Bons voos.

Glayson de Castro – 31-9977-7816

 

Realmente legal o artigo publicado pelo Rapahel
Quero dar uma contribuição ao assunto, também pois acho que este tipode assunto, interessa a TODOS.
Seguem alguns cuidados com suas linhas que podem aumentar a vida útil das mesmas e garantir que a trimagem de seu parapente se conserve

- Não deixe seu parapente perto de fontes de calor - no inverno pode ser um aquecedor, no verão o porta-malas do seu carro, as temperaturas podem chegar perto do 80º, dentro do carro fechado no sol, por muito tempo também não é bom.

-Nunca guarde uma asa úmida e evitar a umidade ao colocar sua asa em qualquer lugar. Não seque seu parapente no sol direto - colocá-lo à sombra.

- Procure não arrastar seu parapente pelo chão.Evite pisar nas linhas sobre pedras ou outras superfíces duras.

- Não deixe seu parapente tomando banho de sol na decolagem por muito tempo, procure deixa-lo a sombra e lembre que dentro de sacos protetores, ele ainda está no calor e também , a depender do saco, não sendo filtrado alguns raios de difusão da luz do sol que podem afetar seu equipo.

- Evite dobrar suas linhas e não faça nós ou tranças ( os antigos adoravam) para o armazenamento.Um nó feito em uma linha diminui a capacidade de resistência dela .

- Manobras [orelhas, espirais, B-stol e qualquer forma de acro] aceleraram o processo de envelhecimento e enfraquecimento das linhas. O uso freqüente dessas manobras exigem que você aceite e tenha consciência das conseqüências - a substituição das linhas mais frequente.

-Após uma grande ação de carga [como um colapso muito grande] um cheque de linhas será necessário.Se arborizar e puxar a vela pelas linhas então, nem se fala, é obrigatório, já vi parapentes com alguns grupos de linhas com 3-4 cm maiores do que os demais da vela caracterizando sobre-carga em uma pequena parte do velame, depois em conversa com o dono da vela, ele confirmou que havia se pendurado para puxar a vela da árvore , em algumas linhas mesmo.

- Ao adquirir um parapente usado, exija que tenha um laudo, onde a medição das linhas seja feita.Não adianta fazer somente cheque visual de linhas, tem que medir com carga para saber como está o comprimento das mesmas. Muitas vezes uma vela com aparência de nova, pode apresentar diminuição nos comprimentos de linhas C e D, somente pelo armazenamento em local úmido e sem receber carga de voo. a mistura umidade e calor faz com que as fibras das linhas absorvam esta umidade inchando e consequentemente diminuindo o seu comprimento.

- Se as suas linhas tem uma proteção nos loopings , examine com cuidado os pontos finais desta pois, são pontos de fadiga e podem gerar rupturas e/ou desgastes exatamente nestes pontos.

- Um parapente guardado pr longo tempo , mesmo que seja novo, requer cuidados especiais com as linhas.

- Tenha um cuidado extra com linhas muito finas, sem capa, principalmente de velas de competicão, elas exigem mais cuidados e são facilmente danificadas, muitas delas iniciam a desfazer as tramas( cabeludas) isto vai pouco a pouco tirando a resistência das linhas.

- Um teste que, QUASE NINGUÉM quer fazer no Brasil, é do rompimento das linhas de mais carga da vela, isto gera uma idéia geral da resistência estrtutural de seu equipamento, Custa um pouco mais mas, garante que voce saiba se sua vela está dentro daquilo que foi construído, em termos de resistência de estrtura, as vezes os pilotos preferem gastar o dobro com cerveja depois do voo !!!!!

- Aplicar cargas voce mesmo em seu parapente, sem ter um critério e ferramentas adequadas para tal, pode acarretar em alongar suas linhas, ao invés de traze-las para a medida correta com a aplicação das mesmas.

- Checar todas as linhas de sua vela, uma por uma com atenção especial as costuras e pontos de fadiga, é garantia de sua segurança.

- Muitas vezes linhas com capa, podem ter quebras por dentro sem que seja visível somente ao olhar, por isto um cheque correto em cada linha de sua vela, faz a diferença.

- é possível atenuar o início do desfazer das tramas das linhas sem capa, aplicando nelas uma parafina especial, isto gera uma nova camada de proteção e contribui para reagrupar as fibras.

- Os pontos finais das costuras são o ponto principal de rompimento de uma linha, em virtude da diminuição da resistência feita pelas costuras, deve-se fazer uma análise criteriosa e técnica destes.

Enfim, faça revisões periódicas em seu equipamento, para que tenhas sempre a segurança de estar voando com algo dentro do padrão.

Abs

Fonte : “Alemao Parapente Sul

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Mitos e Verdades das LINHAS DE SUSPENSÃO

Amigos e amantes do voo livre,

Abaixo uma explanação da forma mais simplificada que encontramos de
desmistificar algumas características importantes... o texto abaixo
já serve como base concreta para qualquer conversa mais técnica,
mas obviamente nada substituirá uma pesquisa mais aplicada e leituras
de vários livros a respeito do assunto.

Acessem e curtam a página do Facebook e fiquem por dentro sempre das
novidades tecnicas do meio aeronáutico Facebook.com/Baiuca.Sport

Tipos de material para linhas de suspensão

Já se foi o tempo que existiam apenas 2 tipos de materiais para
linhas de Suspensão, ou a Poliamida ou Aramida da Dupont (Kevlar) e
por pouquíssimo tempo as linhas de Dacron, mais parecidas com
Poliester Virgem, que em sua maioria eram utilizadas em velames de salto
livre.

Pois bem, atualmente contamos com vários tipos de materias para
produção de linhas, ou cordas como muitas pessoas costumam chamar,
temos;

· HPF - High Performance Fiber - engloba-se, Meta-aramidas,
Para-aramidas, Polietileno e Poliéster (em alguns casos)

· Poliamida 6.6 Dupont ou Rhodia

Para cada caso existe uma característica técnica e operacional que
deve ser levada em conta, quando se é desenvolvido algum paraquedas e
ou dispositivo de elevação ou que vá sofrer um esforço grande,
podemos sim citar de forma básica a seguinte informação, na linha
das aramidas HPF, nem no paraquedismo, nem no voo livre utilizamos 100%
das vantagens de se utilizar esse composto.

As Para-aramidas para quem não conhece são o Kevlar (Dupont) e
Twaron (Teijin), ambas fibras são super resistentes tanto a tração
quando comparados com Poliamida, Poliéster e Polietilenos, quanto a
altas temperaturas, mas também são mais resistentes a ácidos
que a Poliamida.

As Meta-aramidas, a melhor representante é a Technora que é uma
fibra de aramida, muito superior as suas "primas", tem melhor
resistencia tanto a tração, como temperatura e um grande diferencial,
tem resistencia melhor a forças diagonais e assim como as outras
também possui baixíssimo indice de tenacidade e alongamento
...Porém assim como todas as aramidas, seu ponto fraco são os
raios U.V, que apenas em algumas horas já consegue diminuir para
cerca de 50% sua resistencia, não existe uma formula matematica
segura para se mensurar o quanto é afetada, apenas com controle feito
visualmente e pelo medidor de PH, mas sempre na dúvida, melhor
efetuar a troca, as aramidas tem uma coloração bem peculiar um
amarelo ovo para o Kevlar e Twaron e um ouro velho para sua prima
Technora.

Uma outra Fibra HPF é da linha de Polietileno, neste caminho
esbarramos com 2 grandes representantes Dyneema e Spectra, ambos são
fibras a muito conhecidas pelo homem, porém a pouco tempo vem sendo
utilizada de forma bastante vasta, tem como grande vantagem a
flutuabilidade, ou seja, não encharcam por esse motivo seu uso é
muito grande no meio marítimo! e também sua grande resistencia a
tração e ao atrito, sim isso mesmo, mesmo sendo da família dos
Polietilenos as HPF Dyneema e Spectra (em geral) só perdem em
resistencia as aramidas, porém ganham em peso e resistencia ao U.V,
seu ponto fraco são temperaturas acima de 60ºC, onde sua
resistencia começa a ser afetada. Lembrando que no caso do Spectra,
temos vários tipos e cada um com sua peculiaridade.

No Caso do HPF Poliester, temos o Vectra como grande representante,
porém como toda HPF, sua tenacidade não é das melhores, assim
como as Aramidas, fato esse que os projetistas acabam utilizando destas
fibras para produção de linhas de suspensão, quando este não
for fato determinante, isto é, quando um velame é aberto, seja ele
qual for, sua força é distribuida por todo o conjunto e as linhas
de suspensão, são de grande ajuda no que se refere a diminuir este
tipo de força.

Em nossa opinião, todas as fibras tem sua vantagem e desvantagem,
porém via de regra, podemos dizer, que a Aramida é utilizada
quando necessitamos aumentar reistencia sem aumentar no peso, ou quando
necessitamos que a ação de trabalho ocorra em ambientes que a
temperatura de trabalho seja proxima dos 100ºC, seja por ação de
atrito seja por radiação de calor, Já a Poliamida é o material
que melhor se adapta a trabalhar com qualquer tipo de fibra, seja qual
for, com a única excessão em trabalhos com calor, que desta
maneira é necessário as Aramidas com compostos de Carbono , Vidro
ou Ceramica.

Para paraquedas de emergência de paraquedismo e voo livre, gostamos
de utilizar a Poliamida com Spectra (lembrando que existem vários
tipos), pois formam uma dupla, que tem resistencia, com baixíssimo
volume, desta maneira, conseguimos otimizar espaço. Já para
paraquedas de Aeronaves, utilizamos a Poliamida e em raros casos a
Spectra, pois reduzimos a força de abertura, sem comprometer
fuselagens e ou compostos do velame e para Parapentes(Paragliders)
Tecnora ou Twaron/Kevlar, isso não há muita diferença, pois em
nenhum caso chegamos a utilizar 100% das vantagens dessas HPF, desta
forma, podemos facilmente utilizar ou uma ou outra em caso de falta ou
necessidade urgente.

Ainda ficou com dúvida? Entre em contato conosco - Baiuca Sport

Raphael Risspoli - baiucasport

 

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